• Conheça os autores que futuramente ganharão o mundo!
  • Conheça mais o universo das Fanfictions com uma das moderadoras do Nyah! Fanfiction!
  • Fique por dentro do que acontece no universo literário!
Mostrando postagens com marcador Eu ♥ NANs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eu ♥ NANs. Mostrar todas as postagens

Eu ♥ Ressaca: Bar do Escritor






 



Eu avisei que o blog não pararia mesmo nas festas! Ainda mais agora, quando aumenta meu tempo de dedicação ás letras (leia-se em todos os sentidos, inclusive escrita! Isso mesmo, voltei a escrever meus livros, Volkodlák e Ômega!!!). Enfim, dizem as más (e talvez boas) línguas que para curar um bom porre, só outro; ou seja, esse é o mais verdadeiro motivo que me trouxe aqui! Escrevendo as primeiras linhas de 2012 na companhia dos meus melhores amigos, vocês.

Recentemente, uma grande amiga, Rosa Cardoso, da época em que eu escrevia (ou melhor dizendo, escrevíamos) fics de Harry Potter, voltou a me falar do Bar do Escritor. Um grupo irreverente, cuja porposta é avaliar escritores, famosos ou não, através de suas obras. Sendo assim, críticas são bem vindas, de todos os tipos e formas, mais jamais AFRONTE o autor. O que particularmente eu acho louvável. Nós autores não temos a obrigação de escrever o que você gosta, não temos a função de agradá-los; todavia, temos a responsabilidade de escrever textos dignos, com força linguística ou não, com expressão e, principalmente, com conteúdo e enredo. Estabelcer uma ligação entre o leitor e o autor é uma das propostas desse blog/site/comunidade orkutiana; porque através das avaliações, positivas ou não, nos aperfeiçoamos.

Um autor geralmente expressa o que vai no seu eu, nas suas idéias, e com isso, pode nem sempre agradar a todos. Ás vezes, pegamos um livro, ou uma obra, pela sua capa e/ou título, e nem sempre ela está condizente com nosso gosto ou espírito do momento, mas isso não a torna menos digna. Por isso somos leitores, nesse momento deixamos o trabalho linguístico e formal, para nos dedicarmos ás delícias das letras, e é esse momento sublime, que nos torna os melhores críticos! Vi isso em vários textos da comunidade, o que me levou a apreciar demais o ideal do blog.

Então, por não querer tornar essa conversa maçante e cabeça demais, por meu copo já estar vazio e por conta disso não ter desvendado todos os segredos daqueles escritores, deixo aqui meu convite para conhecê-los melhor!




Bar do Escritor         




Merry Meet!!   


Roxane Norris

Eu ♥ Momentos Literários: Evento de Lançamentos Andross - 3ª Parte



Quando um evento reúne muita gente bacana, é impossível comentar sobre todos em um único post. Eu já mostrei para vocês alguns dos escritores que estavam lançando seus contos nas antologias da Andross, então agora é hora de falar com o pessoal que tem a árdua tarefa de selecionar esses contos.






Conversei com o Sérgio Pereira Couto, que é organizador dos livros ANNO DOMINI - MANUSCRITOS MEDIEVAIS - VOLUME II e JOGOS CRIMINAIS - CONTOS POLICIAIS - VOLUME II. Foi rapidinho, mas deu para perceber o quanto esse rapaz suou para montar o conjunto de contos necessários para as antologias.




EL – Entre os inúmeros textos que vocês recebem, existe aquela idéia clichê que se repete em vários contos da mesma temática ou o pessoal é criativo e isso nunca acontece?


SPC – Infelizmente, é um negócio inacreditável. Jogos Criminais é um exemplo. Parece que o pessoal só é fissurado por histórias de assassinato. Não existe outro tipo de crime na face da Terra. Não existe espionagem, não existe roubo, não existe absolutamente nada além disso. Com Anno Domini foi ainda pior. Só dragão, cavaleiro e princesa. Então eu estou tentando justamente dar prioridade pras histórias que saiam do meio comum. Ou seja, que saiam do clichê padrão e que ofereçam o mínimo rasco de criatividade que se possa aproveitar. O que ultimamente está muito difícil, porque o pessoal está aproveitando muita reciclagem de idéias. O que eles vêem em filmes, em seriados, ou em vários lugares diferentes, querem apresentar como se fosse uma idéia nova. Só que a gente, como autor, sabe reconhecer de onde você está tirando a idéia principal. E como editor, você tem que saber separar o joio do trigo.

 

EL – Já aconteceu de vocês receberem um conto com uma idéia principal maravilhosa, fora do comum, mas com uma escrita péssima? Algo que tenha feito você pensar “Isso vai dar um trabalho pra editar...”


SPC – Jogos Criminais está cheio disso. Tem muita gente que acha que por ser Jogos Criminais, você tem que ter uma linguagem chula. É um tal de usar palavrão, termos de baixo calão, e outras coisas do gênero até mesmo na descrição das cenas com sexo e etc... Estão abusando desse clichê. E é muito trabalhoso você voltar pro cara e dizer: “Você vai ter que retrabalhar isso e aquilo”. Praticamente, ele vai ter que reescrever tudo. Então não compensa fazer isso.    



EL – Tem alguma idéia que possa nos adiantar sobre uma próxima antologia que você organizará para a Andross?


SPC – A gente vai continuar com o trabalho feito em Jogos Criminais, que vai entrar no terceiro volume. Vamos continuar com Anno Domini e seja o que Deus quiser! Espero que o pessoal lembre que medieval e dragão não são sinônimos, pelo amor de Deus! E a novidade para o ano que vem é uma coletânea chamada Ponto Reverso, que vai ser sobre contos baseados em realidades alternativas. O que aconteceria se os Aliados tivessem perdido a Segunda Guerra Mundial? E se Jack, o Estripador, fosse mesmo membro da família real britânica? O que aconteceria se Hitler tivesse escapado para o Brasil? Coisas assim.



EL – Coisas como aquelas mostradas na coluna “E se...” da revista Superinteressante. O pessoal já pode começar a pensar por aí?  

SPC – Isso que é o grande problema. O “e se” traz o que a gente chama de realidade alternativa, ou seja, são coisas que não existem, e que por algum motivo passam a existir. Nesse caso não, você tem que pegar um ponto já consagrado da história e tentar ir pelo contrário. Essa é a grande diferença entre realidade alternativa e história alternativa. História que o pessoal entenda o conceito.



EL – Sérgio, como leitor, se tivesse que escolher entre as coletâneas que você organiza pra ler, qual delas seria? Qual tem mais a ver com você?

 
SPC – Não tenho dúvidas de que é Jogos Criminais. Porque eu sou também idealizador e co-diretor do grupo Polígrafos, que é um grupo de pessoas e apreciadores somente de literatura policial. A gente dá cursos, palestras e faz resenhas. Tudo aplicado ao pessoal de literatura policial. Então, com certeza seria essa.








Roubei alguns minutinhos da atenção do Edson Rossatto, que além de editor, também é um cronista e tanto. Segurei a vontade de falar sobre os textos engraçadíssimos que ele posta TPM para falarmos a respeito do trabalho dele na Andross.





EL – Por que trabalhar com coletâneas? Por que não publicar apenas livros romanceados?


ER – Bem no popular, é por causa da famosa vaquinha. Quando a gente se junta pra fazer um pouquinho cada pessoa, a gente consegue fazer um evento maior. Nesse evento eu calculo que tenha passado em torno de quatrocentas pessoas. Isso só foi possível por que um autor trouxe seus quinze ou vinte amigos, que vão acabar lendo seu texto, mas também vão ler os textos de outras pessoas. É essa força coletiva que faz com que as coletâneas sejam sucesso.



EL – Quando você vai colocar uma nova coletânea no mercado, você pensa mais no que vai desafiar os escritores pra fazer um trabalho bacana e diferente, ou no que o público está querendo consumir?
 

ER – Eu gosto do diferencial. Tem muitas antologias por aí de vampiros, fantasmas, e eu não sou muito chegado a fazer coisas parecidas.  Então nós pegamos temáticas diferentes. Por exemplo, a temática de contos sobre a morte, Moedas para o Barqueiro. Tem outro livro que é o Ponto Reverso, contos de realidade alternativa. Eu gosto dessas coisas diferentes, porque se você fizer um livro parecido com o que já tem por aí, ele vai concorrer com outros livros que já estão no mercado. Não é legal isso. Prefiro investir no que não existe por aí ainda.



EL – E o leitor brasileiro? O comportamento dele está mudando? Ele anda procurando mais livros nacionais?

 
ER – Ele anda procurando, sim. O problema é que muitas pessoas querem escrever e não sabem. Não sabem mesmo. Elas dizem “Ah! Mas eu escrevo com o coração”. Você não pode escrever com o coração. Você tem que escrever uma história que agrade outras pessoas. Não é só chegar, dar uma de Chico Xavier e psicografar com o coração. Não dá. Não funciona assim. Você tem que escrever, colocar o texto numa gaveta, deixar lá umas três ou quatro semanas até que você esqueça um pouco as idéias que estavam na sua cabeça. Porque, se estiver falando alguma coisa efetivamente no texto, o seu cérebro, que já conhece a história, vai completar. Se você deixa numa gaveta, você vai se esquecendo dos detalhes da história, e quando for ler de novo, vai ler e falar “Nossa! Faltou tal coisa. Como eu pude deixar passar isso?”. Aí você vai aprimorando. O que pode ser feito hoje é essas pessoas que querem escrever, lerem mais - e histórias boas. Os clássicos também. E também livros que ensinem um pouco de técnica de escrita. Aí sim, nós formaremos não só leitores, como escritores também. Não adianta você colocar no mercado um livro que não tenha qualidade. Se você coloca um livro que não tem qualidade, o leitor brasileiro vai pegar um certo trauma. Ele vai achar que tudo que colocarem na mão dele não é de boa qualidade e não vai querer ler.



EL – Pra você, que avalia tantos textos assim, qual é o maior sofrimento? Os clichês e histórias batidas ou o fato do pessoal não saber escrever e mesmo quem tem uma idéia boa não conseguir desenvolver?

 
ER – Tem de tudo um pouco. A gente recebe mesmo textos que precisam ser trabalhados. Os textos, antes de serem publicados, passam por preparação de originais. O autor tem que aproveitar ao máximo a oportunidade que nós damos a ele, porque as pessoas que fazem preparação de originais são profissionais capacitados, como a Helena Gomez, que é uma escritora que até concorreu ao prêmio Jabuti na última edição. Tem que tirar o máximo dessa preparação de originais. Porque ela pega o texto e fala: "Olha, você começou bem o texto, desenvolveu bem, mas no final está um certo clichê. Vamos mudar esse final?" Quando o autor escuta essas dicas, que são de graça, tem que perguntar mesmo se ficou legal ou não. Agora, efetivamente o que eu posso te falar que é o maior erro dos escritores é confundir estilo com erro. Quando você escreve de uma forma que não está dentro da ortografia e da gramática da língua portuguesa, isso é um erro. E muitos escritores chegam pra gente e falam “É assim que eu escrevo e não vou mudar. Esse é o meu jeito de escrever porque eu escrevo com o coração.” De novo, o coração. Essa é a maior dificuldade mesmo: colocar na cabeça deles que o texto passa por uma preparação de originais, e que essa preparação de originais elimina erros.  



EL – Sobre os autores da Andross, tem algum perfil que se destaca? A maioria é jovem?
 

ER – São pessoas que estão querendo a primeira publicação. Sim, muitos são jovens entre vinte e trinta anos. Mas hoje mesmo eu estou publicando textos de autores com quatorze, dezesseis anos que têm muito potencial. A idéia é que nós publiquemos o texto e que esse seja o primeiro degrau de uma escada para o sucesso no mercado editorial. Claro que com três ou quatro antologias o autor está um pouco mais calejado, mais preparado, a ponto de lançar o seu próprio livro depois.  Então, depois que o autor lança seu livro solo, geralmente não volta a publicar em antologias.



EL – Você como leitor, entre todos os temas de antologias que você publica, qual deles te chama mais atenção?
 

ER – Eu gosto de todos eles, até porque quem cria as temáticas sou eu. Eu só crio temáticas que eu gosto, mas, teve uma que eu gostei muito, até pelo nome, porque ela já saiu pronta. Por que não fazer uma antologia de contos sobre a morte? Porque a morte é certa. Todo mundo morre um dia. Então pode ser uma história que seja engraçada, ou uma história que seja triste... qualquer uma, contando que utilize o elemento morte. A idéia da mitologia grega, do Caronte que é aquele barqueiro que leva as almas pro mundo dos mortos por duas moedas, me veio à cabeça. Eu falei “ Ah! Poderia ser alguma coisa no estilo Moedas para o Barqueiro...” e ficou. No mesmo dia, em menos de dez minutos, criei a temática, de antologia sobre a morte, e o título, Moedas para o Barqueiro. Já estamos entrando no terceiro volume, então tem funcionado bastante.

 Eis que chegamos ao fim dessa cobertura do evento de lançamento da Andross que, para mim, foi tão divertido fazer! Não posso me esquecer de agradecer a todo mundo que teve paciência para me dedicar seu tempo no evento. Brincar de repórter foi legal, mas a melhor parte foi conhecer tanta gente interessante, que gosta de literatura, e está trabalhando para valorizar essa paixão.

Para fechar com chave de ouro, gostaria de presentear cada um que visita nosso blog com uma antologia da Andross. Como vocês formam um pequeno exército de leitores, com mais de cem pessoas passando por aqui todos os dias, essa seria uma missão digna de Papai Noel. Não cheguei a esse nível de santidade – ainda. Então, já que não posso assumir o posto do bom velhinho, vou pelo menos ajudá-lo com as entregas do mês:

 
Se você foi um bom leitor esse ano, e acha que merece ter um exemplar da Andross na sua estante, siga o perfil do @eucoracaolivros no Twitter e repita comigo:

 
“Nesse Natal, mereço o livro da Andross Editora que o @eucoracaolivros vai dar!”

 
Quem divulgar bastante essa mensagem, terá mais chances de ganhar presente do que se mandasse uma cartinha pro Pólo Norte. E sabe qual é o presente? Um exemplar de Marcas na Parede - Contos sobrenaturais, de suspense e de terror. 

 

 


“As marcas nas alvas páginas deste livro foram grafadas por uma sombria safra de escritores, dispostos a narrar histórias de medo, desespero e agonia sobre o submundo fantástico. Você não está só. O problema é a companhia...”








O sorteio vai rolar dia 24 de dezembro, às 18h. 


Boa sorte!






Estefânia

Eu ♥ Momentos Literários: Evento de Lançamentos Andross - 1ª Parte


Olá, amigo leitor! Você se lembra daquele evento respeitável da Andross para lançar suas novas antologias de contos? Aposto que sim. Adivinha quem estava lá? Se você pensou na nossa querida blogueira Roxane Norris, é claro que acertou, pois um texto dela está entre as excelentes histórias medievais narradas em Anno Domini – Volume II.  Porém, ela não foi a única blogueira do EuLivros presente nessa festa. Eu mesma fui ao evento dar um abraço na minha amiga, comprar livros da Andross por preços promocionais, e ainda gastei meu sotaque interiorano preparando entrevistas bacanas para o nosso blog. Entrevistas não, até porque não sou nenhuma repórter. Eu conversei bastante com o pessoal e vou passar para você um pouquinho desse bate papo. Tentei, principalmente, descobrir qual é o grande barato da experiência para os escritores que estavam tão felizes com seus lançamentos. Cada um deles tem uma razão particular para recomendar que todos que gostem de escrever aproveitem esse tipo de oportunidade. Quem sabe eles não te convencem a se tornar um colega escritor numa próxima antologia?


Diógenes Sobrinho



Anno Domini – Manuscritos Medievais - Volume II


 

Diógenes Sobrinho é professor de biologia, fotógrafo, fez mergulho, e agora escreve. Sua filha, Meline Hoch, e sua irmã, Roxane Norris, também estão entre os autores de Anno Domini - Volume II. Prova de que o talento é de família, não é?

EL - Diógenes, seu conto está em Anno Domini – Volume II. Você sempre quis escrever sobre essa temática medieval ou foi a proposta da antologia que te chamou a atenção?

DS - É um tema que na verdade eu gosto. Há muitos anos eu tinha um grupo de teatro que, entre outras coisas, acabava inventando histórias que tinham essa coisa do medieval. Mas eu gosto de escrever. Eu já escrevi outros tipos de contos também, mas não desse cunho. Então quando apareceu essa proposta, juntou com essa coisa que eu já gostava. Foi bem legal ter aparecido.

EL – Então você já tinha uma idéia inicial do que queria fazer numa antologia dessas?

DS – Esse conto em particular eu fiz assim: apareceu a proposta, eu peguei um dia e comecei a escrever. Depois, acertei, aumentei um pouquinho, melhorei o enredo, e então saiu o conto da forma que é. Foi a primeira idéia efetivamente voltada para isso.

EL – Na temática medieval, existe outra obra, pode até ser de outra mídia, que tenha te inspirado a construir o conto?

DS – Certamente. Até por conta desse grupo que eu tinha. A gente tinha a idéia de, além dos clássicos, obviamente, ver contos como os do Tolkien, não só O Senhor dos Anéis, mas também outros que na década de 80 voltaram a aparecer por aqui. É da mesma época também o lançamento do filme Excalibur, que foi um clássico, por sinal. Houve a influência desse tipo de coisa. É algo que a gente gostava. Só o conto em si que não tem influência na história.

EL – Entre os autores publicados hoje pela Andross tem algum, ou mais de um, que você curta o trabalho?

DS – Bom, eu sou suspeito! (Risos) Tem a minha filha nesse livro, e a minha irmã também nesse livro. Na verdade, eu ainda não parei para ler os contos. Li as revisões que a editora mandou da minha filha e da minha irmã. Gostei muito dos dois, mas não posso dizer dos outros que não li ainda. De momento, não posso recomendar esse ou aquele outro. Mas, em geral, a seleção é muito bem feita. O outro livro que eu tive contato, que foi Moedas para o Barqueiro II, por conta da minha filha, teve uma seleção muito criteriosa e os contos são muito bons. É bem legal. Como não li todos os livros, não posso dizer qual é o mais recomendável, mas são contos bem selecionados e bacanas.

EL – Vale a pena para o autor participar de coletâneas como essas, não é?
 
DS – Muito! Principalmente para quem não tem aquela produção grande, aquela base para estar escrevendo... Esse conto, por exemplo, é um resumo, uma síntese, de uma história que eu tenho, e penso em aumentar e transformar em livro independente. Então o conto dá margem para você imaginar histórias que levam àquela situação que o conto descreve. E vale muito a pena como, com a minha filha. Ela teve um conto naquele livro, agora outro nesse, e gosta de escrever. Eu acho sensacional essa iniciativa de abrir para o público com condições acessíveis, não é uma coisa cara e exorbitante. Dá para você fazer. O pessoal é muito acessível. Todas as pessoas que eu tive contato, em todos os níveis, desde o Edson [Rossato] até o pessoal que manda as revisões é assim. E o legal é que dá para ver muita garotada aqui. Quer dizer, é muito legal porque acaba despertando o jovem a ver que consegue, ver que pode. Porque tem pessoas que estão escrevendo mas não sabem como publicar, acham que é impossível. Então é uma iniciativa muito bacana que vale muito a pena. Muito mesmo.



Vitt Mazini



Bola de Pelo – Contos sobre gatos

 
Vitt estava cercada de amigos no evento, distribuindo sorrisos e simpatia. Fiquei bastante surpresa ao encontrar uma galera tão jovem e tão entusiasmada em falar sobre literatura. Fui apresentada a autora pelo autor e professor, Diógenes Sobrinho, que dá aulas de biologia à garota. Nosso papo foi rápido, mas deu para perceber pela felicidade da Vitt com essa estréia no mundo literário, que ela não vai parar por aqui.

EL – Vitt, é a sua primeira publicação, certo? Como surgiu a idéia de escrever para a Andross?

VM – Então, eu fiquei sabendo que a Andross publicava contos através de uma amiga. Eu me interessei realmente muito, porque sempre escrevi e sempre guardei meus contos. Aí eu falei “Vou tentar mandar alguma coisa”.

EL – Então já era um conto pronto?

VM – É... Mais ou menos. Na verdade eu tive a idéia na hora. Levei uma hora pra ter a idéia e para escrever foi bem rapidinho. Mais ou menos meia hora.

EL – Nossa! Que trabalho rápido! Bola de Pelo são gatinhos e coisas fofas. Você pretende seguir nessa linha ou já tem contos diferentes preparados para próximas antologias?

VM – Eu gosto muito de falar sobre miséria, fome... Acho mais legal do que coisas fofas. (Risos) Ação social é legal também, né?

EL – Com certeza. Tem algum plano próximo de publicação?

VM – Então... Ainda não sei. Eu publico muitas fanfics. Adoro escrever fanfic. Mas estou pensando em escrever uma história sobre vampiros. E também quero tentar publicar um livro que conta a história de um casal homossexual, e vai falar sobre as dificuldades que eles enfrentam.

EL – Da Andross, você já leu alguma coisa antes ou veio pra editora diretamente para lançar?

VM – Eu tinha lido Moedas para o Barqueiro, porque foi a publicação da minha amiga. E agora eu pretendo ler outros. Já tinha comprado bastante, só não li ainda pela falta de tempo mesmo.

EL – Como escritora iniciante, você considera essa publicação pela Andross uma boa experiência para quem está começando?

VM – Sim! É muito gratificante. Você já fica sabendo mais ou menos como funciona. Eu adorei. E você se sente incentivado a continuar escrevendo. É muito legal.


Regiane, mãe da Vitt




Aproveitando que, entre a galera da Vitt, esta também a mãe orgulhosa da escritora, fui conversar com a dona Regiane Manzini sobre o que ela estava achando desse grande passo da filha.


EL – Como foi pra você a notícia de que sua filha estava escrevendo para participar dessa seleção? Foi uma surpresa?

R – A Vitória foi sempre uma boa leitora. Quando surgiu essa oportunidade, nós ficamos muito surpresos, porque é uma grande oportunidade, primeiro pra ela mesma, pra mostrar o quanto ela é capaz, e segundo, para mostrar o trabalho dela. Então, eu achei maravilhoso. A gente apoiou, e apóia, porque é importante. Eu acho que o Brasil precisa de leitores e escritores.

EL – Com certeza. Você acha que é uma carreira que sua filha pode seguir? Pelo pouco contato que vocês já tiveram com o mercado editorial, acha que é difícil demais no Brasil viver de literatura?

R – Não. Eu acho que melhorou muito e está mais fácil. E é uma carreira que eu tenho certeza que se ela se dedicar, ela conseguirá seguir.

EL – Na família tem alguém que trilha os mesmos passos da Vitória?

R – Meu marido já escreveu poesias e publicou um livro. Lá em casa nós somos leitores. Então desde pequenininha, nós a estimulamos muito. Isso foi importante, porque ela teve o pai como inspiração. E o professor dela, né? Professor e amigos também a estimularam.

EL – Que sortuda! Então a sua casa é um modelo de que para se criar bons leitores e até bons escritores, vale o exemplo dos pais com a leitura...

R – Com certeza. Exemplo é tudo, né?

EL – E o evento? Era isso mais ou menos o que você estava esperando de um lançamento de livro pela Andross?

R – Não... Está acima das minhas expectativas. Eu acho que é uma oportunidade de conhecer pessoas, outros autores, compartilhando as dificuldades... Está um evento maravilhoso. Estou gostando muito.



Victor Vargas



Tratado Secreto de Magia – Contos de magia, feitiçaria e bruxaria – Volume II

Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo – Volume II


Victor Vargas é autor do minilivro produzido de forma independente Isidora encontra o herói acorrentado, que foi distribuído durante o Fantasticon 2011 para o público. Em breve, um romance do autor será lançado pela Devir Editora. Anotem aí as dicas que o rapaz deu de autores de contos para se inspirar. Todos são verdadeiramente maravilhosos.

EL – Victor, seus contos estão em dois livros da Andross. Você escreve muitos contos para antologias assim? É algo que você busca saber que está saindo pra participar ou isso foi um golpe de sorte?

VV – Olha, essa foi a primeira vez que eu participei de um concurso de contos. Foi até estranho, porque o tema que estou mais acostumado a escrever é relacionado a fantasia, que cairia no Tratado Secreto. Agora, com o Dias Contados foi uma experiência de realmente tentar uma coisa nova.

EL – Então pode-se dizer que a entusiasmo pro Tratado Secreto de Magia você já tinha, mas o Dias Contados foi um desafio?

VV – Sim, foi uma experiência nova. Tentei buscar algumas coisas de outros autores, dar uma olhada como é que era esse tipo de literatura, e produzir alguma coisa minha.

EL – E qual foi essa inspiração para escrever seu conto em Dias Contados?

VV – Eu tenho um conto do Richard Matheson em que ele fala de um fim do mundo pessoal, relacionado mais à pessoa do que ao evento. Achei isso bem bacana. E foi o que me chamou mais atenção.

EL – Anotada a dica. E pro Tratado Secreto de Magia, já que você gosta bastante de fantasia, quais são as obras que te ajudaram a construir sua história?

VV – Quem ler o conto vai ter uma visão bem clara de várias obras, porque é uma brincadeira com diversos vilões que existem na literatura fantástica. Então, eu acho que o estilo do conto lembra um pouco Terry Pratchett, Douglas Adams... Um pouco mais caricato. Mas eu usei vários personagens de várias histórias para montar o conto.

EL – Bacana! E para suas próximas publicações você já decidiu que linha vai seguir? Continuar com a fantasia, ou você gostou da brincadeira com Dias Contados e vai buscar Apocalipses futuros?

VV – Ano que vem vou lançar no primeiro semestre um romance pela Devir Editora, que é uma fantasia, mas não tanto dragões ou coisas assim. É mais sobre automóveis, mais baseado no nosso cotidiano do que uma alta fantasia. É uma fantasia mais urbana. Por enquanto, estou focando nesse trabalho.

EL – Pra você que já está com um lançamento pronto para sair, qual é a importância dessas antologias da Andross?

VV – Principalmente ver o trabalho de outras pessoas e saber o que as pessoas vêem do seu trabalho. É interessante entrar em contato com outros autores que passam por bastante coisa que você passa ou que você vai passar, e aprender com eles. Também ver o que o público vai dizer a respeito de uma publicação menor sua. Ter uma idéia de onde você está errando, onde você está acertando...






Debora Gimenes


Anno Domini – Manuscritos medievais – volume II

Bola de Pelo – Contos sobre gatos

Jogos Criminais – Contos policiais – Volume II

 
Debora Gimenes não economizou na criatividade para emplacar três contos entre as antologias da Andross. Esse não era o primeiro lançamento de Debora. Essa versátil autora já publicou em antologias da Andross e da Literata.

EL – Debora, que variedade de assuntos! Você foi escrevendo sob encomenda para cada proposta da Andross?

DG – Esses foram feitos para as propostas da Andross. Mas outros que eu publiquei antes, alguns eu já tinha feitos, e outros escrevi para antologias.

EL – Qual desses temas você tem mais facilidade para escrever?

DG – Policial. Eu quero escrever mais a respeito desse tema e, quem sabe, até um livro... Ou mais contos. Já estou escrevendo um em especial, mas tem um pouquinho de fantástico.

EL – Você que é veterana pode dizer se entre as outras antologias da Andross e essas que estão sendo lançadas hoje, você reparou alguma diferença no processo?

DG – Estou percebendo que no Bola de Pelo e no Tratado Secreto de Magia, no qual não estou, tem muito adolescente.  Eu acho isso incrível.

EL – Pra você, qual é a grande vantagem de participar de várias antologias como essas? Pro autor, qual é o prêmio?

DG – Se tornar conhecido, porque é difícil publicar quando você está iniciando. Aí você fica mais conhecido, faz novas amizades... E a Andross dá um apoio pra quem está começando que nunca vi nenhuma outra editora dar.




Pessoalmente, posso dizer que os leitores são tão beneficiados quanto os escritores, pois já li dois desses lançamentos, e gostei muito do conjunto da obra. Depois dessa experiência, pretendo ficar mais atenta aos lançamentos de antologias nacionais, não só as da Andross, mas de todas as outras editoras que vêm fazendo esse tipo de trabalho tão legal e tão necessário à nossa literatura. Na próxima parte da nossa cobertura do evento, a dona Roxane Norris vai explicar como foi para ela o lançamento da primeira publicação. Papo de autor para leitor. Até lá!







Estefânia

























Eu ♥ Nans #10

Capas reveladas. 

Bom, eu não sei quanto a vocês, mas costumo acompanhar o drama de publicação de alguns livros/autores nacionais por aqui. Principalmente os que eu tenho contato, de certa forma. Esses dias, saiu a capa de dois livros de autoras que eu torci muito para que  fossem publicadas. E aqui estão: 

Eu ♥ Nans #9

Lançamentos NANs - Parte Um

Antes de tudo, aqui é a Ren e eu serei a responsável por essa coluna de agora em diante, porque, aparentemente, ninguém a quer. Vocês já me conhecem, twitter, facebook, tumblr, eu falo o que outras pessoas não falo e pouco me fodo para as consequencias. Estamos claros? Bom. 

Hoje eu irei falar de um seleto grupo de pessoas, algumas eu conheço, algumas eu sou amigas, outras nunca conversei. Vocês devem ter pelo menos ouvido falar delas, ou assim espero. Eles foram autores de uma certa editora, junto comigo, que realmente nunca existiu. Eu não quero e nem vou falar disso agora, não mesmo, não insistam. Já me sinto aliviada por ter me recuperado de toda essa merda. 

Esse NAN Especial será dividido, provavelmente, em três partes. 

 
Eu ♥ Livros © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top