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Eu♥Resenhas: Hell Paris
Marcadores: Eu ♥ Resenhas, Hell Paris, Literatura Estrangeira, Lolita Pille, Resenha
Título Original: "Hell Paris 75016".
Autor: Lolita Pille.
Ano: 2001.
Ano: 2001.
Número de Páginas: 205 páginas.
Editora: Itrínseca.
Edição: 1ª Edição.
Com uma escrita violenta e sem rodeios, Lolita Pille nos conduz pelo mundo de Hell - nome adotado pela personagem - e nos faz nos perdermos em meio a maneira leviana que a personagem vive.
Hell Paris 75016 nos traz, como numa espécie de diário, o dia-a-dia dos ricos jovens parisienses. Vivendo sempre sem limites e sem objetivos. Afinal, o que mais se pode querer quando se já tem tudo, não é? O livro trata muito disso. O vazio que a própria Hell e Andrea sentem, da falta de objetivos e de amor.
Hell, apesar de relutar bastante, é uma personagem bastante romântica. Nós conseguimos perceber isso pela forma como ela lida com o amor. Chegando até preferir o platônico ao real em certa parte do livro.
Durante o livro encontramos diversas reflexões a respeito da vida e de sentimentos tão pessoais que só segredaríamos a um diário trancado a sete chaves. Nas primeiras linhas temos uma Hell que se introduz como uma putinha das mais insuportáveis, sendo fútil por opção e adorando isso. Hell tem como prazer culposo o hábito de sair todas as noites, comprar roupas e acessórios que sabe que nunca irá usar e a cocaína. E mesmo se odiando por sempre fazer todas as noites iguais as anteriores, terminando sempre ao lado de pessoas que ela absolutamente não se importa, ela acaba sempre fazendo as mesmas coisas de novo e de novo. Até que então ela encontra Andrea, sua alma gêmea se é que podemos chamá-lo assim. É como se quando eles estão juntos, eles acham algo que vale à pena viver. Como se os dias parassem de se repetir e eles finalmente pudessem se libertar dos demônios interiores que perturbam tanto suas mentes e inquieta seus corações. Mas demônios nunca abandonam uma alma, não é? Com eles não é diferente.
Apesar de haver ótimos pontos na história, a escrita de Lolita prejudica bastante no decorrer do enredo. Há muitas passagens confusas e um tanto cansativas. A história demora a engrenar. Não sei se houve um problema com a tradução ou se o livro é assim naturalmente, uma vez que eu não sou fluente em francês (mal arranho o básico pra falar a verdade), por isso não posso afirmar nada. A pontuação também é um pouco precária. Para mim que estava bastante ansiosa com a leitura de Hell, o livro foi um pouco decepcionante, devo confessar, mas ainda assim é uma leitura válida já que traz algumas reflexões bastante interessantes. Alguns quotes eu vou trazer num próximo post, acho mais apropriado. Por enquanto é só.
Eu ♥ Resenhas: Hell Paris 75016
Marcadores: Intrínseca, Literatura Estrangeira, Lolita Pille, Muito BomTítulo Original: Hell Paris 75016
Autor: Lolita Pille
Ano: 2004
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 208
Um relato cínico da juventude parisiense.
Hell, a personagem principal, é um misto de hedonismo e total consciência de seus erros e acertos. Hell é uma francesa, uma putinha, daquelas mais insuportáveis, da pior espécie. Sim, ela assim se auto-define. Sem pudor; com palavras de baixo calão para alcunhá-la da forma mais apropriada, ela é uma vadia... Para ela, é melhor é ter um punhado de pó do que felicidade. É melhor ter sexo do que amor. Essencialmente consumista, sua revolta existe, mas sua revolta interna nada importa. Afinal, Hell prefere ter o sapato da moda à mudança de seus hábitos…
Vários personagens secundários e vazios surgem. E é impossível criar uma complexidade para eles, porque, para ela, eles pouco importam. E, com ela, pouco se importam.
É quando surge Andrea – alguém tão sujo quanto ela.
Não há começo ou fim definidos, não há linearidade… Há apenas uma a história desgraçada pelo sistema e pelo consumo quando o querer e o não querer convergem para um único ponto, quando surge amor no sexo… O que pode acontecer quando alguém toca no coração de nossa fútil e dissimulada Hell? O que acontece?
Lolita Pille, através da crítica, conseguiu retratar a depressão da personagem em relação ao mundo e a situação em que se encontra… Uma narrativa que mistura romance e relato confessional, “Hell é o delírio de que o consumo representa a evolução da existência.”
“A humanidade sofre. O mundo é uma imensa planície após uma carnificina, amontoada de moribundos que gemem e se contorcem. Os homens, "as pessoas" vagueiam, anônimas, e dissimulam uma ferida aberta por baixo de seus ares impassíveis.”
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| Barbara Paz interpretando Hell |
Em 2006, Hell Paris ganhou sua versão cinematográfica dirigida por Bruno Chiche com o título de Hell. E, sua versão teatral brasileira, teve como a atriz Bárbara Paz interpretando o papel de Hell em 2010.
Lolita Pille é autora também de Bubble Gum (Editora Intrínseca - 2004) e Cidade da Penumbra (Editora Intrínseca - 2011).
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