Projeto Editorial: Editora Literata
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Projeto Editorial
por Roxane Norris
Parte IV – Capista
Renato Klisman
Essa é a fase em que o autor vê o rostinho do filhote! Acho que é a que remete ele ao serviço completo; mas também é o cartão de visita do autor e o convite da obra. Vamos ver o que o Renato nos diz sobre isso?
1 – Como vejo opiniões
diversas sobre a importância das capas dos livros, e até mesmo como o autor e a
editora encaram esse processo, gostaria de saber quais são realmente as funções
de uma capa de livro?
R.K: Bom, na minha opinião, uma
capa de livro tem a função de, em primeiro lugar, chamar a atenção do leitor.
Não quero dizer com isso que ela deve ser espalhafatosa e chamativa, mas
alguns detalhes são essenciais, dependendo do publico que se procura alcançar.
Em segundo lugar, ela deve
trazer em si a essência do livro, algumas trazem isso de maneira mais rápida,
outras tem todo um contexto por trás, que necessitam a leitura para o
entendimentos.
Em terceiro, e não menos
importante, uma capa tem a função de deixar um livro mais bonito, organizado.
Penso que um livro sem capa, é como um corpo sem pele. Ninguém quer nem chegar
perto.
2 – Sendo um profissional de
criação, como vê a tarefa de um designer de capas?
R.K: Posso definir em uma palavra?
Difícil.
Conseguir traduzir a
essência de 100, 200, 500 páginas em uma única imagem não é nada fácil. As
vezes o autor chega com algo quase pronto em mente, mas muitas vezes, é
necessário todo um trabalho conjunto para chegar num acordo, que satisfaça
tanto o designer quanto o autor.
O pior mesmo, acho que é
refazer, refazer e refazer. Tem alguns momentos que você pensa: “Oh god, não
aguento mais!”.
Porém eu sempre digo, quanto
mais difícil o trabalho com uma capa, mais satisfatório é o resultado final.
3 – Em linhas gerais, como
definiria seu processo de criação?
R.K: O Processo eu diria que
começa usando o coração do autor, a essência do livro e a alma do capista.
Tudo o que vir depois, nada
mais é que a união desses três.
4 – Eu noto que muitos
capistas trabalham com Briefings (um
tipo de dossiê do livro, pontuando dados relevantes da obra), por ser a melhor
forma de unir a ideia do ator-editora e repassá-la a você. Todavia, eles variam
muito em qualidade e quantidade de informações. O que seria um briefing eficiente
na sua opinião?
R.K: Eu não costumo trabalhar com
Briefings.
Gosto de conversar com o
autor, sou mais do estilo Brainstorm, onde as ideias vão fluindo, e não ficamos
presos a certas informações. Imaginar é tudo, quanto mais novidades, estilos,
imaginação, melhor.
Assim, posso ir questionando
o que realmente necessito para criação, sem ficar barrado por algumas poucas
coisas que vem em um briefing.
5 – Mesmo contando com essa
“ajuda”, que outros fatores você leva em consideração na composição do seu
trabalho?
R.K: Imaginação, sentimentos,
amor ao trabalho. Tanto por parte do autor, quanto por parte do capista.
Gosto daquela empolgação de
estar ajudando a dar cara para mais um “filho” de um autor, que por hora, acaba
sendo meu também. Hehe.
Não gosto de mecanicidade,
onde é tudo pré-programado. Não gosto de seguir padrões, variar pra mim é tudo.
Assim, consigo aumentar meu nível de abrangência de criação.
Podendo criar capas para
ficções hiperfantásticas, romances, poesias, contos, crônicas e muito mais.
6 – Destaque um ponto que
seja relevante no momento em que está compondo a capa. Aquele pequeno (ou
grande) detalhe que você classifica essencial e que precise de um cuidado
especial. Ele existe?
R.K: O amor, é tudo. Criar uma
capa, como coração frio, sem paixão por aquilo que você está fazendo, bom, pra
mim não existe. Muitas vezes brigo com os autores, debato, exponho pontos, uso
garras, dentes, e tudo mais que eu tiver disponível para defender uma ideia.
Sempre, é claro, buscando chegar num acordo entre os dois.
A emoção que isso causa é
indescritível, e as pulsações quando você finalmente vê tudo começando a se
concretizar, é algo que não dpa muito para definir.
Só posso dizer que amo, cada
uma das minhas capas, pois querendo ou não, há uma parte de mim em cada uma delas.
7 – Em seu tempo de trabalho
com capas, já teve que refazer alguma? Como encarou isso?
Várias. Pra Vida Toda, da
Nanda Meireles e Marcada a Fogo, da Josy Tortaro, foram as piores.
R.K: Eu e as autoras discutíamos
ideias, trocávamos imagens, letras e tudo mais que você imaginar.
Me lembro que Pra Vida Toda
foi tão hard, que uma hora a autora quase chegou a desistir. Mas eu insisti,
briguei, e bom, o resultado final foi incrível.
Marcada a Fogo começou, meio
que como uma diversãozinha, mas logo se tornou sério e, bom, fiquei quase um
mês desenvolvendo aquela capa.
8 – Algum que tenha sido
extremamente trabalhoso? E qual trabalho feito para esta editora que gostaria
de pontuar como destaque?
R.K: A mais trabalhosa, acho
mesmo que foi a de Pra Vida Toda, porque houve uma hora que nada parecia dar
certo, e foi bem aí que a versão final surgiu e impactou a todos.
Entre os trabalhos da
Literata, acho que foi o Marcada a Fogo, pelos motivos da questão anterior e,
bom, ela foi meu trabalho pioneiro na literata. Se houve outros depois, foram
consequências desta.
9 – Vou, agora, pedir suas
considerações gerais sobre a entrevista, e aproveitar para agradecer em nome do
Eu<3Livros por sua atenção e boa vontade de participar desse projeto.
R.K: Bom, eu A-M-E-I a entrevista
e, só me resta agradecer e dizer que vida de capista não é fácil. Muitos me
perguntam, como me tornei capista. Só respondo que, bom, nem eu mesmo sei. Foi
naturalmente, consequências do blog e do meu livro, um dia eu simplesmente me
toquei: “Oh God, sou capista *-*”.
E, um dos pontos legais
desta entrevista foi que, acabei por descobrir pontos sobre mim que nem mesmo
imaginava, hehe. Encerro-a feliz, sabendo que realmente amo meu trabalho e,
torço para que as pessoas gostem dele.
=*
P.S: Estou nas redes sociais
com:
Twitter: @rkbooks e
@renatoklisman
Facebook: https://www.facebook.com/renatoklisman
Meu livro no face: https://www.facebook.com/LivroDom
Meu blog no face: https://www.facebook.com/booksrk
E a página no face onde posto
meus trabalho, entre banners, capas e ilustrações (Isso aí, virei ilustrador
u_u, basta olhar no álbumdo Crônicas da Fantasia): https://www.facebook.com/designrk
Renato, quem agradece a oportunidade sou eu, em nome do blog, e deixo nossas portas abertas a você... Obrigada!
Merry Meet
Roxane Norris
Coluna CNA: Thayane Gaspar
Marcadores: Coluna CNA, Princesa de Gelo, Thayane Gaspar
Thayane Gaspar
"A Princesa de Gelo"
"Eu sou a pessoa mais volúvel que eu conheço, eu mudo toda hora, não dá
para enjoar ou se cansar de mim. Eu vejo o mundo por meio de uma
narração na minha cabeça, como se a rotina fosse um livro sendo escrito e
descartado quando desinteressante. Não dá para me descrever sem pensar
em escrever, eu fui escrita, rabiscada e inventada. Escrita, rabiscada e
inventada por mim mesma."
Sou carioca, e não combino com o clima do Rio. Sou amante do rock, mas casada só com as letras. Sou uma rebelde contida. Sou uma utopia real."
Essa foi Thayane Gaspar por si mesma.
Porém, que tal conhecermos essa carioca mais um pouquinho? Com esse intuito, eu trouxe uma entrevista fresquinha com ela... Bora conferir?
1 – Olá Thayane é um prazer
está te recebendo nessa coluna dedicada ao CNA, e de início, gostaria muito que
nos falasse um pouco sobre você e o que te levou a ser escritora.
T.G: Eu que agradeço a oportunidade!
Eu não sei responder quando eu comecei, acho que foi desde sempre. Escrever para mim era uma coisa tão natural que eu não entendia como aquilo podia ser natural para mim e não para outras pessoas. Eu comecei a prestar atenção nisso entre meus 8, 10 anos, quando eu ganhei uma série de concursos literários no colégio e as pessoas passaram a chamar a ação de escrever de “dom”. Eu sempre disse que não sou eu quem inventa história e escreve, são as palavras que os fazem. Elas sussurram dentro de mim e pedem ajuda para existir, por isso eu as escrevo. E aos 14 anos, eu tive muito tempo para ouvi-las e me dedicar a elas, foi quando eu escrevi o meu primeiro “livro”. E desde então as palavras dependem de mim para existir, e eu delas.
2 – Ter o livro editado e
publicado é o sonho de todo escritor, nesse momento ele passa a ser autor. De
que forma esse sonho passou a ser realidade para você? Foi algo inusitado?
T.G: Sim, foi. Num dia qualquer, minha mãe
estava contando como tinha orgulho das coisas que eu escrevia e dizia que um
dia eu ia publicá-las e ser alguém no universo da literatura. Alguém ouviu o
discurso da minha mãe, e acreditou em mim. Apostou no meu talento como um tiro
no escuro, e tratou de todas as formas a me ajudar a abortar um sonho, e
transformá-lo em realidade. E duas pessoas foram esse alguém e mudaram minha
vida de um dia para o outro sem nunca terem lido sequer um texto meu. Mas leram
em mim que eu merecia a publicação e o incentivo. Quando eu vi a capa do meu
livro pronta da maneira que eu sempre idealizei e as palavras bem ordenada nas
frases, ele se pareceu com os livros dos meus autores favoritos, e eu pensei:
“Enfim, eu sou autora!” Eu nunca foi
esquecer aquela sensação, era como se finalmente as pessoas iam ler tudo aquilo
que eu tinha para escrever. Eu nunca vou conseguir agradecer o suficiente a
Paula e ao Márcio.
Ela fugia do amor como
algo necessário à sua sobrevivência..."Alessa não tinha um coração!
Acredite, é verdade! Até nos momentos em que a adrenalina prevaleceu em seu
sangue fazendo-o trabalhar mais rápido, ela o negou; deveria ouvi-lo bater ou
ao menos senti-lo, mas era como se seu coração não fizesse mais nada além de pulsar
o sangue para que o corpo, ligado a uma alma mórbida, continuasse respirando.
Feitiço. Magia.
Encanto. Poções. Bruxaria??? - Não! Apenas um coração e sua simplória
maldição."
3 – Seu livro “Princesa do
Gelo” tramita entre o fantástico e o drama, como foi trabalhar isso?
T.G: Eu
simplesmente não pensei no que as pessoas iam pensar sobre o livro. Acho que
essa foi a chave para a sinceridade e a pureza nos sentimentos dos personagem.
Acredito que seja por isso também, que eu consegui abordar um assunto delicado
como o suicídio, ser fiel as suas motivações e mergulhar no drama e no universo
de que não tem nada a perder. A sensação de trabalhar isso seria a de medo
pelos tópicos abordados, mas eu abordei como se os personagens estivessem
diante de uma máquina de mentiras e não pudessem mentir ou camuflar seus
sentimentos.
4 – Queria que você nos destacasse um trecho que acha relevante para nos apresentá-la.
T.G: "Eu sei o quanto isso é irrelevante; entretanto, no dia do encontro
com Lacrov, amontoei expectativas embaixo do meu tapete cristalino e
frio, sentindo-me como uma garotinha de sete anos cujo pai promete
comprar sorvete e não cumpre. E no dia seguinte, quando ele volta a
recitar aquela promessa, a garotinha acredita novamente. E irá acreditar
quantas vezes mais ele prometer a ela. Porque ela o ama."
Eu
escolhi esse trecho pois acho que isso é uma qualidade minha. Eu ainda
acredito nas pessoas e no amor que as une, o meu livro mostra como a
vida pode se transformar quando nós fazemos isso.
5 – O mercado editorial
brasileiro está se expandindo rápido nos últimos anos, como você vê o CNA interagindo
com ele nesse campo?
T.G: Eu vejo o CNA acreditando
nos autores independentes. E eles acreditam nas pessoas talentosas, e esse
talento faz o restante do trabalho. O CNA da o espaço, o incentivo e as
ferramentas que os autores precisam para serem inseridos no mercado, e as
coisas seguem um curso natural até o sucesso.
6 – Queria te agradecer o
tempo cedido a nós para esse bate-papo gostoso, e deixar esse espaço para suas
considerações e, claro, uma forma de encontra-la na net. Nosso blog estará
sempre de portas abertas para recebê-la. Até!
T.G: Muito obrigada pelo bate-papo!
Eu espero que os leitores gostem da Princesa de Gelo, porque se a Alessa não tem um coração, eu tenho. E ele foi impresso em cada página do livro!
Facebook da autora: www.facebook.com/thayane.gaspar
Blog: www.thaytopia.blogspot.com.br
Vale à pena conferir!
Roxane Norris
Eu ♥ Oportunidades: Concurso Literário APED
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Concurso de Contos "Convite a um Crime"
Contos Policiais, esse é o tema do
novo Concurso Literário "Convite a um Crime".
E
a parceria entre a Aped e Roxane Norris não para. Mediante o
sucesso que foi o nosso primeiro concurso literário e os pedidos para que
fossem realizados outros, estamos novamente, a Aped e Roxane Norris,
dando início a mais um concurso literário. Mas, dessa vez, com um tema mais
picante: Contos Policiais.
O que não vai faltar é inspiração. Tenho a certeza de
que cada um dos escritores tem, dentro de si, um pouco de Sherlock Homes,
Agente 88, Law & Order, 007, Agatha Christie, Fernando Banassi,
Marçal Aquino, Marcílio Moraes, João Emanuel Carneiro.
Seja lá com muito sangue, suspense, humor, ou até
mesmo uma vivência pessoal, terão um conto para escrever.
Serão escolhidos 30 contos para fazerem parte da
coletânea Contos Policiais.
O livro será lançado em setembro, no Rio de
Janeiro.
Para mais informações acesse: Concurso de Contos Policiais
Vamos lá pessoal!
Conto com vocês!
Roxane Norris
Projeto Editorial: Editora Literata
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Projeto
Editorial
Por Roxane
Norris
Parte III
– Diagramador
Rochett Tavares
Peço desculpas pela falha na semana do Projeto Editorial, pois por problemas técnicos tivemos que adiar as postagens. Todavia, elas seguem agora o rumo normal.
Trazemos hoje para esta coluna, Rochett Tavares, digramador da Literata, e também escritor - "Circo dos Horrores", "Sexo, Livro e Rock & Roll" (ambos pela Estronho Editora) e "Criaturas". Já viu que a vida desses profissionais sempre tem muito mais envolvido com esse mundo editorial do que imaginamos, não é?
Vamos ver o que esse profissional tem a nos desvendar dos segredos de sua profissão!
Obrigada, Rochett Tavares por dispor de um pouco de seu tempo, sempre corrido, para nós!
1 - Paginador, diagramador, editor eletrônico, designer, são
tantos nomes que encontramos na net. Qual é o verdadeiro trabalho feito por quem produz o
miolo do livro? Ele chega a envolver todas essas “etapas”?
R.T: No passado havia o responsável pelo tratamento das imagens
que vinham do fotógrafo e/ou ilustrador. Havia o responsável pelo layout de cada página,
além de outros indivíduos envolvidos no processo de confecção de qualquer material
impresso (não apenas o livro em si). Hoje, o diagramador (com o auxílio dos aplicativos de
editoração eletrônica) exerce todas as funções citadas acima.
2 - Existem vários tipos de livro. Os livros texto, de arte,
didáticos. Já teve oportunidade, na sua função, de lidar com essa diversidade? Se, sim, quais são os
mais difíceis de trabalhar?
R.T: Sim. Tanto em desenvolver e montar (didáticos na área de
informática, romances e cartilhas) quanto somente diagramar. Em minha concepção, não existe o
mais ou menos difícil. Cada ordem de material demanda um conjunto de detalhes
específicos.
Por exemplo: um livro didático foca no conteúdo e no quanto
as informações ali contidas são de fácil reconhecimento/acesso ao leitor. Um livro de arte
objetiva expressar a quem o lê, as sensações do estilo (ou estilos) que apresenta. Um romance
tem um pouco dos dois. Tanto precisa facilitar o entendimento quanto passar aquilo que o
autor deseja com seus textos.
3 - Quando você recebe o original do livro para produzir,
quais são as informações necessárias que a editora deve passar para que você realize o seu
trabalho?
R.T.: Há um checklist a ser seguido. Antes do material chegar ao
diagramador, autor e editor se reúnem (física ou virtualmente) e há a montagem de um
briefing. Dentre os itens envolvidos, posso destacar os seguintes: Qual o estilo/gênero da obra e
a que público é destinado. Quais ideias o autor e o editor possuem, e se já existe alguma arte
(confeccionada pelo autor, ilustrador, etc.). Qual será a gramatura do papel utilizado
na confecção do miolo e, o mais importante, qual sensação o escritor deseja imprimir no
público, pois um livro é a expressão daquilo a revolver-se no íntimo de quem o redige e deve
corresponder visualmente à sua proposta.
4 - Como é analisar um livro por cada elemento que ele
possui, como: título, subtítulo, texto, citação...? Você tem por hábito começar seu trabalho
especificamente por um deles, por considerá-lo principal ou mais fácil de trabalhar, ou apenas
seu estilo de trabalho?
R.T: O livro, para um profissional, é um produto que deve ser
tratado com respeito e confeccionado dentro do maior esmero possível. Cada obra possui identidade
própria e, como tal, tem seu processo de montagem diferente das outras, ainda que sejam
do mesmo gênero e até do mesmo autor.
5 - Muitos autores praticamente fazem uma “diagramação” no
word, independente de qualquer formatação que a editora exija para envio. Até que
ponto pode dizer que isso ajuda ou atrapalha o seu trabalho? E, quando exigido pela editora,
podemos afirmar que é uma orientação do diagramador do projeto?
R.T: O que normalmente chega para o diagramador é o texto cru,
após passar pela equipe de revisão. Nada obsta ao escritor deixar seu material da forma
como ele deseja. Contudo, as editoras tem suas regras para a formatação de originais
submetidos e, queiramos ou não, pois também sou autor, temos de nos adequar aos parâmetros
indicados pela casa editorial a qual desejamos enviar nosso livro. Quanto ao produto final,
existem medidas para tamanho de página, margens, lombadas e isso varia de acordo com o
formato acertado por autor e editora no momento do briefing.
6 – Como curiosidade, ou até para a programação do
lançamento do livro pela editora, em
quanto você calcula o prazo do seu trabalho?
R.T: Isso depende do trabalho artístico que será realizado como
também do volume de páginas da obra em questão. Além desses fatores, é norma enviar o livro
pré-diagramado em vários momentos (do primeiro layout ao boneco) ao autor para que
ele analise aquilo que está pronto e dê seu parecer. Essas etapas demandam um tempo que pode
levar de semanas a meses.
7 – Para você, existe uma parte que seja considerada mais
interessante na diagramação de um livro? Qual?
R.T: Todas as etapas são divertidas. Meus colegas de profissão
devem concordar quando digo que a sensação é análoga a do escultor trazendo “à vida” uma
imagem no mármore ou granito. O texto bruto chega, com instruções e recomendações; Nesse
momento, procuramos as fontes (estilos de caracteres), desenvolvemos a estrutura do
layout, encaixamos as imagens. É um processo tanto artístico quanto técnico.
8 – Esse é um momento em que você pode se dirigir ao autor
diretamente, algum “toque” que gostaria de deixar para todos?
R.T: Solte sua imaginação. O livro é um bem precioso e deve
apresentar de modo fidedigno aquilo que você, autor, deseja expressar em seus textos. Enquanto
autor, partilho o desejo de trazer à luz uma coisa especial, avassaladora, definitiva (como o
design do isqueiro Zippo). Todavia, deve-se ressaltar que toda idéia pode e deve ser executada
dentro dos seguintes parâmetros: bom senso e lógica.
Esperamos que estejam gostando, porque amanhã teremos o famoso profissional que sempre chega primeiro aos nossos olhos, transmitindo os primeiros ares do livro... Mas será que é assim mesmo?
Veremos com o capista.
Merry Meet!
Roxane Norris
Coluna CNA: Adriana Vargas Aguiar
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Olá Amores!!!
É com muito orgulho que venho falar de uma pessoa maravilhosa, que tive o prazer de conhecer e chamar de amiga. Que tem sonhos e devaneios como eu, que batalha por eles e que se empenha em construir algo que não só a dignifique.
Não nos tornamos grandes por sermos altruístas, mas porque as dimensões de nossas ações afetam muitas pessoas e nos fazem dignos de colhermos seus frutos e dividí-los parcialmente... É isso que penso; e foi por isso que aceitei o pedido de fazer parte do CNA - Clube de Novos Autores.
E, foi também por isso que resolvi iniciar minha coluna aqui, no blog, com a sua fundadora. Ninguém melhor para falar de um sonho, do que aquele que o viveu primeiro, Adriana Vargas Aguiar.
Para quem não a conhece, Dri é mãe, escritora, poetisa, advogada, agente literária, amiga, louca, sensível, enfim... Certamente ela ainda é muito mais coisas, mas isso você vai descobrir na entrevista que se segue:
1 – Como você definiria
Adriana Vargas Aguiar?
A.V: A Adriana é uma pessoa
inquieta, insatisfeita, contradizendo a simplicidade que ela gosta de viver. Gosta
de ter seu espaço; sente-se bem com a solidão, pois desta forma consegue estar
o tempo todo em contato consiga mesma; precisa deste tempo, deste espaço para
poder criar e cuidar daquilo que cria. Quase não sai de casa, pois prefere o
aconchego da alcova a baladas sensacionais.
Amante da liberdade - é sempre guiada pelas decisões livres da razão – o
coração é a chave do Universo. Muitas das vezes, um tanto tempestiva, gosta de
percorrer os seus extremos e descobrir os seus limites.
Não tem subterfúgio em seu
modo de se expressar. Não vai agradar, não irá bajular. Se te ama, te quer
todos os dias. Se não a agradou, você logo irá saber.
Construiu para si, o mundo
que gosta e quer viver. Não abandona as suas manias, nem tão pouco seus
defeitos de estimação. Grita quando quer, chora onde estiver e daria sua vida
pelas pessoas que ama.
2 – O CNA é um grupo que vem
crescendo muito nos últimos anos – Graças a Deus – Cada vez mais revelando
grandes talentos nacionais, o que é uma das suas propostas. Como você vê o CNA
quando você criou para o que ele é agora? Missão cumprida ou ainda podemos
esperar mais?
A.V: O CNA vem tomando forma,
hoje caminha com suas próprias pernas. Foi um processo de muita luta; brigas
homéricas para fazer com que os autores entendessem o objetivo do Clube. Muitos
chegavam acreditando ser ali, seu ponto de descanso, após idas e vindas, batendo
às portas das editoras, viam no CNA, a salvação de sua exclusão literária –
enganavam-se! O Clube nunca foi e nunca será o esconderijo para quem quer
descansar da luta. Estamos constantemente em busca de mais uma vitória; ainda
precisará ser morto, um leão um por dia para ter seu livro em evidência. Estamos
numa selva; num mundo desalmado de literatura e robotizado pela capitalização,
não há tempo para ser perder com “mimimi”.
Autor no Brasil é órfão literário, precisa escrever, divulgar e vender seu
livro. No CNA, desde o ingresso, o autor é colocado diante desta realidade.
Ainda não temos todas as
missões cumpridas, pois ainda não fomos para a Bienal e nem abrimos a nossa
própria editora. Ousadia é a ferramenta mais utilizada no Clube dos Novos
Autores.
3 – Você é uma mulher ativa,
cheia de sonhos e metas... E, bem, sua mente tá sempre trabalhando. Eu gostaria
que nos mostrasse fora o CNA, um projeto concluído e um projeto futuro que considera
essenciais para sua carreira.
A.V: Eu me considero uma pessoa
muito abastada na vida. Tenho mil motivos para hoje dizer que sou uma mulher
realizada; nem preciso dizer que meu trabalho, não é uma profissão, e sim, uma
ideologia. Eu o faria mesmo sem ganhar nada por ele. Tinha o sonho de me formar
em Direito para estudar Platão, e assim eu fiz, e foi maravilhoso; tenho todas
as aulas de filosofia e IED e sociologia em minha mente; tesouros enterrados em
minha alma, e sei, nunca ninguém conseguirá tirar de mim, porém, aqueles que
quiserem, receberão por mim, o que aprendi nessas lições. Participei de
inúmeros projetos sociais; fiz-me presente na sociedade que sou parte, em prol
daquilo que acredito ser bom para mim e para o outro, cooperei como membro
ativo de irmandades anônimas durante dez anos em minha vida, servindo a
sociedade, todos os dias durante este período, mesmo que indiretamente, sem que
ninguém precise saber como e qual era o meu encargo. Fui mãe e consegui em
algum momento da minha vida, superar o medo de cuidar de outro ser; de amar e
me doar, devido ao meu alto teor de egocentrismo vindo do kit de ser um
escritor. Seguindo esta linha de raciocínio, eu amei alguns homens, e posso
dizer que também fui amada, e que todos me deram aquilo que eu precisei de cada
um. Fiz muitos amigos e ainda sinto pela primeira amizade que consegui fazer,
aos seis anos de idade.
Aproveitei os sabores de
cada conquista – eu aprendi a sentir.
4 – Além de sócia-fundadora
do CNA, você também é mãe, agente literária, escritora... Como arruma tempo
para isso tudo? É difícil achar uma sintonia?
A.V: Tudo em minha vida está
interligado. Meus filhos são parte do que faço, me ajudam como podem, caminham
ao meu lado. Eu não preciso sair do meu trajeto para fazer algo que preciso ou
gosto, como eu disse, eu criei o meu mundo, e nele, está tudo que se atrai a
ele, tudo preciso e amo.
5 – Sou suspeita de achar
seus livros bons, mas de fato o são. Tem elementos neles que estão sempre
mexendo com nossa alma, nos colocando em reflexão sobre nós mesmos. O que é
para você ser escritora?
A.V: Para mim, ser escritora é
deixar sua alma se traduzir. Eu não posso escrever sobre aquilo que não tenho
por dentro, seria pobre, vazio, sem vida; sem espontaneidade. Ser escritora
para mim, é estar em comunhão comigo, com Deus e com aquilo que ainda não
compreende, mas sinto, pois há muitos mistérios atrás das letras, do que
simplesmente, aquilo que entendo como belo. Escrever é magia; é o avesso do
criamos na trama. A fantasia existe no real, apenas está submersa em algum
canto dentro de nós e espera a todo o momento por uma oportunidade de se
revelar. A escrita não é, e nunca foi, pura imaginação – robôs não escrevem
livros, isto sim, seria uma ficção.
6 – Agora como profissional
da MODO, o que faz de um escritor, um autor? Como você lida com os textos que recebe
para analisar?
A.V: Escritor escreve qualquer
redação. Um advogado é um escritor, ele estuda, adquire técnicas e monta sua
peça processual. Escrivão é um escritor. Ele ouve, armazena as palavras e
cumpre sua obrigação. Um aluno estudando a matéria de redação, é um escritor;
ele precisa desenvolver aquele texto para passar daquela matéria. Notem! Em
todos esses casos, existia a palavra – obrigação! Um autor não é obrigado a
nada, ele apenas escreve o que sai de si, e no momento que quiser. Ele não
precisa seguir um padrão ou modismo; ele não precisa escrever sobre determinado
tema, porque este tema é a onda do momento, pois, a partir do momento que ele
se prestar a este modismo, ele deixará de ser autor, estará buscando por uma
aceitação, que virá como obrigação a cumprir para ser lido e vender seus
livros. Um autor escreve mesmo que esta escrita seja apenas para ele ler; ele
sempre escreverá, independentemente da situação que se encontre.
Eu sempre digo que sou
romancista de sangue e alma. Nada vai mudar este fator congênito. Porém, leio e
aprovo originais da literatura fantástica, porque um bom autor, escreve o que
ele ama.
Aprendi que quando se
analisa um original, não deve se basear naquilo que você gostar de ler, para
classificá-lo como bom ou ruim. Um analisador é imparcial e nada pode
comprometer este fator.
7 – O que, na sua visão,
falta ao mercado brasileiro; e, se dentro dela existir, o que nele já superou
suas expectativas?
A.V: O que falta no mercado
brasileiro é a consciência de que nós estamos diretamente ligados a arte da
literatura. Não adianta sonhar com aquilo que não existe, se podemos fazer
existir aquilo que precisamos – tem que vestir a camisa; valorizar o que se
faz. Aí sempre vem alguém e reclama:
– Ah, mas ninguém me lê? Ninguém compra o meu
livro. Eu sou autor nacional! Eu incentivo a literatura no país; eu divulgo os
livros dos meus colegas. Coloco a capa dele em tudo lugar na internet; curto no
facebook, mas e eu... Por que ninguém me lê?
Aí eu penso: bom... tem
alguma coisa errada nessa história. Será que eu estou realmente preocupada com
a ascensão literária em meu país? Será que eu compro e leio um livro nacional?
Sim, porque eu quero ser lida, mas eu... será que eu leio alguém? Será que um
americano vai à livraria comprar livros de autor brasileiro ou de autor
conterrâneo? Será que é isso que eles transmitem a nós, e por este motivo,
conseguimos enxergar o valor em sua literatura?
Eu só irei me dar por
satisfeita, quando ver autor lendo outro autor.Sim, porque, eles gostam de serem
lidos, mas quando fui fazer a ciranda da leitura no ano passado, muitos na hora
de comprar o livro do colega, desistiram, só eles queriam ter seus livros
comprados, lidos e resenhados, aí eu me pergunto – autor que ser escritor como
profissão? Só me darei por satisfeita, quando perceber blog nacional, comprando
livro nacional ao invés de querer ganhar.
8 – Com qual de suas obras
você mais de identifica? Dá uma palhinha delas para a gente...
A.V: Eu me identifico com O
voo da estirpe, porque me salvou do caos em todos os sentidos.
- Voo da estirpe – Um
romance moderno, viscerante e hot, à cerca de um casal delicioso, quase real.
- O Oitavo Pecado – O tema é
fantasia mitológica, Neste misterioso lugar, onde tudo é magia, Henaph consegue
transitar até o momento da verdade final, entre o amor de Hermes e Minos.
- O segredo de Eva – Um
passeio no interior de Eva, que possui uma paixão proibida e um segredo que
jamais revelou.
9 – Rapidinhas:
- Um ano: 2011
- Uma música: Somethig, The
Beatles
- Um medo: perder um filho
- Uma alegria: um novo livro
- Uma frase: "O que se
deseja é sempre mais valioso do que o que se alcança."
10 – Podemos esperar mais da
Adriana daqui para frente, tenho certeza, mas alguma coisa que devemos ficar de
olho? Deixa um recado para seu público.
A.V: Vemo-nos no próximo
livro – Vozes do destino...
Podemos conhecer mais a autora através de seus livros: "O Oitavo Pecado", "Vôo de Estirpe" e "O Segredo de Eva"; todos publicados pela MODO Editora.
E, como a Adriana não pára, nós também não paramos. O que os autores do CNA pensam desse sonho que ela edificou?
"Vou ser bem
sincera, esse é o primeiro livro que escrevo. Quando recebi o primeiro
contato dizendo que haviam recebido meu original e iriam analisar, eu
não me animei muito, baseada em experiências de amigos e conhecidos que
tentam publicar a anos e acabam recebendo respostas negativas. Quando a
resposta veio, para minha surpresa não era uma negativa, eles
solicitavam que eu fizesse algumas alterações para viabilizar a
publicação, perguntei se poderiam me orientar em relação as modificações
e “ quase cai dura” quando a Adriana Vargas Aguiar ligou pessoalmente e
conversou comigo sobre o meu livro. A Adriana foi muito simpática e
atenciosa, e o melhor, me contou que havia lido e gostado do livro! Não
consigo descrever em palavras a felicidade que senti, foi um
reconhecimento inesperado que nunca mais vou esquecer! O CNA para mim é
uma grande família onde todos caminham juntos com um objetivo em comum,
ajudando uns aos outros, nos incentivando e encorajando para tornarmos
os nossos sonhos realidade! Tenho muito orgulho de fazer parte desse
clube formado por pessoa tão talentosas, cada um com seu estilo e
personalidade tem muito a acrescentar ao grupo! E a literatura nacional
só tem a ganhar com isso!" - Fabiana Cardoso, membro do CNA e autora de "ADQS".
Onde encontrar a autora:http://fabianacardosoescritora.wordpress.com/
"Entrei para o CNA através da Editora Modo. Porém, meu encontro com a Modo só aconteceu
por causa do trabalho da Adriana com o Clube dos Novos Autores.
Paula Vendramini e eu passamos 2011 inteiro na missão de mandarmos
nossos originais para editoras que os aceitassem via on-line. Como estávamos em
dezembro sem nenhum resultado, nossos planos era começar a custosa jornada do
original impresso. Entretanto, aconteceu de a Paula ficar sabendo da Adriana e o
CNA, e logo depois sobre a Modo. Então, no finalzinho de 2011, recebemos o sim
da editora.
Escrever e ter coragem de ir atrás do sonho de se escritor é uma das
montanhas que temos que atravessar nesse caminho. Mas, existem várias outras
depois, muito maiores, mais desafiadoras e por vezes apavorantes. Ninguém
consegue seguir sozinho. Um apoio, mesmo que seja alguém que aponte uma
direção, faz toda a diferença. A Adriana faz um trabalho de acender fósforos em
meio à escuridão, orientando novos escritores ao mesmo tempo em que ela própria
anda. Ela assumiu o papel de fada madrinha dos escritores brasileiros quando
percebeu que só através de ajudas assim algo poderia acontecer. Talvez não
vejamos o resultado disso agora, amanhã ou ano que vem. Mas tenho certeza que o
trabalho do CNA já começou e fará muita diferença no panorama da Literatura Nacional.
Por ver e acreditar nesse horizonte, disponho um tempo da minha vida em que
poderia estar exclusivamente dando atenção para os meus livros para ajudar o
Clube: mais do que o sonho de uma pessoa, ele é uma bandeira por um Brasil de
autores e leitores. Se não começarmos agora, nós unindo e lutando para que haja
um reconhecimento, quem e quando irá?" - Lhaisa Andria, membro do CNA e autora de "Almakia vol.1 - A vilashi e os Dragões".
Onde encontrar a autora: http://laproom.wordpress.com/
"Minha entrada no CNA se deu a partir do momento em que recebi uma
resposta positiva por parte da Modo editora para a publicação de O Reino
de Mira. Fiquei bastante feliz, aliás, acredito que feliz ainda é uma
palavra que não expressaria o meu contentamento real. Era uma avalanche
de notícias positivas que se seguiam após o "sim" para o primeiro livro
solo.
Minhas expectativas para o grupo passaram a se formar e gostei muito de
ter tido e mantido o contato com todos os autores do mesmo, permitindo
nossa troca de figurinhas e de experiências. Acredito que é uma
interação única e bastante simbólica. Sem dúvidas uma ideia grandiosa
que a Adriana teve.
Enxergo na Adriana uma mulher batalhadora e também sonhadora que se
supera a cada dia que se passa e sempre demonstra garra para alcançar
os objetivos propostos a ela. Vejo nela um exemplo de superação que
merece ser seguido.
Estou muito feliz em tê-la como coordenadora do grupo como também
agente literária da Modo, e sei que ela irá muito mais adiante." - Mateus Lins, membro do CNA e autor de "O reino de Mirra".
Onde encontrar o autor: Curioso Inovador
Alguns links relativos à matéria:
Blog: Clube dos Novos Autores
Site da Editora (onde podem adquirir livros e ver as novidades): MODO Editora
Facebook da Adriana Vargas Aguiar: http://www.facebook.com/adrianavargas.ocadv
Eu gostaria de agradecer a todos que participaram desse primeiro post da coluna CNA, desejando que seja o primeiro de muitos nesse nosso relacionamento!
Merry Meet!
Roxane Norris
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