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Eu ♥ Entrevistas: Vanessa Orgélio



 Bom dia meus amores!

Hoje trouxe para vocês uma entrevista mega gostosa de uma pessoa super fofa e que eu super admiro e amo: Vanessa Orgélio!

A Vanessa já tem um obra publicada pela APED Editora, "Imortal - A Saga de um Guerreiro", que é um romance fantástico onde encontramos a história de Maxwell. Eu não vou entrar em detalhes para que tenham a curiosidade de buscar mais sobre a autora aqui.

Nessa ano de 2013, Vanessa está lançando seu segundo romance - prova que a moça escreve bem -, também pela APED Editora, e que dessa vez vem dividido em dois tomos. O primeiro da Série Atemporais sai sob o título de Mistérios do Destino e já vem causando ansiedade nos leitores da autora. Vamos ter um gostinho da sinopse:


Amanda Davidson é uma garota comum, como você ou eu. Mora no Rio de Janeiro, trabalha, faz faculdade, tem amigas, sonhos e projetos. Mas numa noite, enquanto voltava da faculdade, depois de perder o emprego e discutir com sua melhor amiga, seu ônibus quebra e ela é obrigada a ir a pé para casa. Completamente neurótica, acredita que está sendo seguida, e, para fugir, entra numa mata beira de estrada. Depois de vagar por longos minutos e descobrir que está perdida, ela encontra uma casa, uma mansão antiga, na qual pede abrigo da tempestade que a alcança.
Ali ela descobre que, de alguma forma, voltou no tempo, está presa no Brasil de 1879, sendo abrigada por um homem que todos temem, por alguma razão que ela desconhece. Por vezes ela tem a dúvida se é convidada ou prisioneira de Conde Di Ângelo, um homem extraordinariamente bonito, misterioso e quem sabe... perigoso.
Tudo que ela deseja é voltar para casa, rever seus pais, tentar salvar sua amiga de um romance que a levará ao fundo do poço, mas seu coração tem outros planos. Ela se apaixona pelo homem que deveria detestar. O que fazer agora? Desistir de sua vida e viver um novo sonho ao lado de seu recém-descoberto amor? Em meio a essas dúvidas, a revelação de quem na verdade é Conde Di Ângelo.
Medo, amor, ciúmes, compaixão... O que ela será capaz de fazer para viver ao lado do homem que virou sua vida de cabeça para baixo?


 Ficou curioso? Posso adiantar que o livro vale acada segundo da sua agonia! Hahaha... E, bom, para quem é do Rio de Janeiro, ou vai estar próximo ao local no final de semana com feriado prolongado no estado, fica aqui o convite da autora para conhecê-los de perto!




Bora saber um pouco mais da autora:

1 – Resolvi começar sua entrevista por uma pergunta básica — que eu confesso, estou pensando em tornar padrão — o que é para você, o ato de escrever?

V.O: Escrever pra mim é algo fundamental. É minha válvula de escape, algo que faço por prazer e para não enlouquecer. Caso contrário acho que me tornaria esquizofrênica (risos), pois meus personagens são para mim tão vivos quanto pessoas reais...


2 – Quem acompanha sua carreira, sabe que Atemporais – Mistérios do Destino não é sua primeira obra. Eu, que tive e tenho a oportunidade de acompanhá-la de perto, sei do seu potencial como escritora de romances. Dentro deste contexto, a minha pergunta pode até soar meio “banal”: por que escrever romances? Uma identificação, pesquisa de mercado... Alguma vez pensou em escrever algo distinto desse gênero?

V.O:
Bem eu amo romances! Sempre amei! É realmente uma identificação. E quando digo romances, não apenas na questão gênero literário, mas na visão romântica mesmo. Acho que o amor é o que move o mundo, um grande amor é o que faz a vida valer a pena, sou romântica por natureza e gosto de colocar esse romantismo em minhas histórias. Até mesmo O Imortal, que não seria considerado um romance romântico, podemos dizer assim, tem como base, se for analisar bem, o amor como base principal de tudo.

 
3 – Seu primeiro romance Imortal – A Saga de Um Guerreiro, pelo que um passarinho azul me contou, terá continuação — o que seus leitores agradecem penhoradamente, como eu. Atemporais também segue a linha de séries, o que eu também tenho certeza que agradará ao leitor. Como é para você lidar com séries? Ou seja, dar continuidade a essas tramas e amarrar as pontas soltas? Muito trabalho?

V.O:
O Imortal apesar de ter sim continuação é um livro que começou e fechou. Há a possibilidade de se acrescentar novas histórias, novas aventuras, mas aquela história não necessita de um fechamento, já Atemporais não, Atemporais é um livro que necessita de outro para complementa-lo. Ele a principio seria um livro só, mas para não deixa-lo muito grande resolvi dividi-lo em dois. A história em si já está toda esquematizada em minha mente. Com todas as pontas tendo onde se prender... Claro que conforme vamos escrevendo as coisas podem ir mudar, mas a principio, tenho uma linha a seguir e isso me deixa mais a vontade. Não tenho dificuldade em amarrar as pontas soltas e adoro séries!



4 – Antes de falar um pouco do seu novo trabalho, que tá saindo do forno e pronto para ser degustado, quero que você nos revele um pouco do seu lado designer. Foi você quem fez a capa de seu segundo livro, possui outras capas lançadas e a serem lançadas com sua assinatura. Conta, um pouco, como é estar do outro lado e do seu portfólio.

V.O: Ah... Ser designer é uma delícia né? (risos) sempre amei a profissão. Antes trabalhava como designer de propaganda numa empresa de comunicação visual de grandes formatos, e só ano passado comecei a fazer capas. A capa de Atemporais foi a primeira que fiz.  Primeiramente a provisória que percebi que teve uma boa receptividade e depois a oficial, que é essa que vocês podem ver. É sempre um prazer transformar uma ideia em imagem e com as capas de livros não é diferente, na verdade é ainda mais gostoso resumir numa imagem toda a ideia de um livro. Fácil não é, mas é realmente gratificante.

5 – Herdeiro chegando, livro nascendo... Enfim, várias emoções juntas. Esse lançamento tem um gosto diferente para você?

V.O
: Sim, sim! Com certeza! Um livro é como um filho né? E o lançamento dele é como o nascimento. Pra mim Atemporais já é um livro especial por vários motivos, mas o fato de estar grávida durante esse lançamento deixa sim um gostinho muito especial. E nem digo que um dos meus personagens levou o nome do meu filho... Ou seria o contrário? Meu filho levou o nome de um dos personagens? (risos)

6 – Agora, sim, fale de Atemporais! Dê palinhas, incentive seu leitor; peça ajuda aos inimigos... rsrsrss Pode deixar todos os recados, porque a gente sempre quer mais de suas letrinhas!

V.O:
Ahhhh Atemporais... (suspiros)

Mistérios do Destino é um livro romântico, lindo, meigo... Com certeza vai fazer suspirar as leitoras mais românticas. Vai recordar o amor da forma mais bonita que se possa conhecer... O amor sincero, o amor puro, o amor ardente, o amor sacrificial... É um livro que com certeza vai envolver e encantar os leitores. Sei que sou suspeita – e muito! – de falar isso, mas eu sou a primeira apaixonada e tenho certeza que muitas ainda virão!!!

Aqui um trechinho de uma cena que amo, amo de paixão...

- Deveria me agradecer, não sair batendo o pé como uma criança! – ele se aproximou nervoso – O que faria se eu não tivesse chegado a tempo? – ele me segurou pelo braço fazendo-me voltar para ele com força. Seus olhos negros pareciam transmitir uma preocupação genuína, e embora sua voz estivesse brava, seu semblante estava aliviado.


- Obrigado – respondi com sarcasmo. - Melhor assim? - o coração disparado novamente, mas por outro motivo, ergui meu queixo orgulhosa tentando não transparecer que havia sido afetada por seu olhar ou por sua mão que apertava meu braço. Ele não estava me machucando, apenas me segurava possessivamente.


- Não – respondeu por entre os dentes – não está melhor assim! – ele respirava rapidamente tentando se controlar, mas então me puxou com força e me beijou. Seus lábios sobre os meus pareciam urgentes, possessivos, nervosos. Ele me beijava ardentemente enquanto me segurava com força, colada ao seu corpo, e eu correspondia ao seu beijo com toda a intensidade que havia dentro de mim.


Espero que gostem dessa história de amor, tanto quanto amei escrevê-la e preparem-se para um final desesperador!!!! (risada malvada) Pois sei que vão ficar ansiosos pelo próximo volume!!!

Grande beijo!

Agora aumentou a vontade de ler!!

E olha que eu me esqueci de dizer que o povo de Sampa também terá sua vez xe prestigiar a autora no evento Identidade Literária que vai acontecer no dia 22 de junho, o dia inteiro na Livraria Martins Fontes Paulista, marquem na agenda!





Vou ficando por aqui e agradecendo a Vanessa pelo carinho com que nos recebeu em sua casa via e-mail... rsrsrsrs

Sucesso minha linda!







Merry Meet!

Roxane

Eu♥Entrevistas: Eddy Khaos

Eu amo entrevistas, sabem por quê? Porque nós temos a oportunidade de conhecer um pouco mais do escritor, conhecer o lado dele que não é feito de caneta e papel. O entrevistado da vez é o senhor Eddy Khaos que, aliás, é muito simpático. Tive o prazer de conhecê-lo no lançamento da antologia "Almoço em Família" e "Equinócios de Amor".


A entrevista foi feita pela Roxane Norris, mas a Rô tá um bocado ocupada nessas últimas semanas, então cá estou eu só postando tudo o que ela me passou.

Eddy Khaos nasceu em Santana do Parnaíba, São Paulo, em 1980. Graduado em Artes plásticas e Logística. Eddy começou a escrever por diversão quando ainda jovem, desenvolvendo roteiros para campanhas de RPG: "Vampiro - A Máscara". Acabou pegando o gosto pela escrita e desde então, não parou mais de escrever. Tem seus textos espalhados pela internet em diversas páginas, seus poemas e contos, publicados em várias antologias. Recentemente criou uma editora que lança livros em formato E-book para ajudar novos escritores. 


Eu♥Livros: Em que momento o Edson se descobriu Eddy Khaos?

E. K.: Isso foi no ano de 2000 quando frequentava feiras de animes (Eventos de cultura japonesa voltados para animação) e comecei a assinar os fanzines que havia na época para vender nesses eventos e acabou ficando até hoje.

Eu♥Livros: Você é uma pessoa de múltiplas facetas: autor, organizador, blogueiro, designer... Ainda acho que esqueci alguma (risos). Ou seja, uma mente que não para. Como é lidar com todas elas ao mesmo tempo?

E. K.: Sabe que nunca parei para pensar nisso!!! Sempre fui auto didata!!! Então, vou tentando até conseguir fazer aquilo que desejo. Levo tudo isso na maior tranquilidade possível. ^^

Eu♥Livros: Na sua experiência de organizador, como é lidar com o autor nacional? Em que você baseia suas escolhas de temas para antologias?

E. K.: Lidar com autor nacional tem seus altos e baixos!!! Mas, no geral, é extremamente gratificante! Quanto as minhas escolhas, para temas gosto sempre de buscar um assunto, na maioria, não são muito explorados. Como o projeto que estou organizando sobre PIRATAS.

Eu♥Livros: Agora do ponto de vista de autor: como  você encara o atual mercado literário brasileiro?

E. K.: O mercado está crescendo muito graças às pequenas editoras que estão aparecendo por ai e aos eventos literários que vem sendo frequentes durante todo o ano. Porém, infelizmente ainda há grande dificuldade para a venda de livros de autores iniciantes e até mesmo autores que já estão a um bom tempo nessa estrada. Pois a coisa mais rara é você chegar numa livraria e encontrar livros de autores iniciantes por mais que o livro seja ótimo!!! Se você não for autor estrangeiro ou tiver muita grana para comprar um espaço em uma vitrine a coisa fica difícil. E o negócio é fazer como a maioria, trabalhar a divulgação de seu livro por meios digitais e a fazer a venda dele também dessa maneira e em eventos que a venda seja permitida.

Eu♥Livros: Ultimamente tornou-se muito comum a crítica pela crítica. Vemos isso em vários blogs, e claro, por ser uma figura popular, o autor acaba sempre envolvido quer seja por sua obra, ou até mesmo por sua editora. Enfim, não há muitos parâmetros para definir esse alcance. Você já teve que lidar com isso? Como você vê esse tipo de comentário?

E. K.: Já sim!!! mas é algo que sempre existiu e sempre vai existir. Eu tenho para mim que faço, o que faço, por que gosto. Se alguém ta incomodado com meu trabalho faço a seguinte pergunta: por que em vez de ficarem falando um monte de asneiras em blogs ou em redes sociais não vão fazer um trabalho melhor que o meu para mostrarem que tudo que estavam falando é verdade? Resumindo, eu não dou a mínima para esses comentários.

Eu♥Livros: Vamos falar um pouco de “O Anjo Poeta” seu livro que foi lançado na Confraria Fantástica, em junho, e que esteve na Bienal. Apesar de ser suspeita, porque gosto da sua escrita, seu livro vale a pena ser devorado nos mínimos detalhes. Então, eu gostaria que nos contasse como foi escrevê-lo, e desse aquele gostinho ao nosso leitor de querer conhecer ainda mais sua obra.

E. K.: Como foi escrever “O Anjo Poeta”?  O que posso dizer... Foi uma das melhores experiências que já tive.  Não só pela forma que ele foi escrito, mas também pela várias criticas positivas que recebi. Tanto na Confraria, seu evento de lançamento, como na Bienal do livro 2012. Por que  os  leitores deveriam  ler  o meu  livro?
Por que as pessoas acreditam em anjos? Esta é uma pergunta a qual não posso responder. Posso, no entanto, afirmar que eles estão em todas as religiões do mundo; são seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto, não perdoam, já que não cabe a eles julgar. Anjos... Eles realmente existem. Não apenas em produções do cinema, histórias em quadrinhos ou nos animes (desenhos) japoneses. Tais seres vão além de mitos, símbolos ou nossa cultura geral.

Então, pessoal, é isso! Quero agradecer a Rô pela entrevista, ao Eddy por ter aceitado participar de uma entrevista para nós do blog e a vocês que estão lendo.

Para saber mais sobre o Eddy (me sentindo a íntima, né?), conheça a página do autor no skoob, a rede social de leitores mais querida. <3

Ou o Blog

Por enquanto é só, em breve entrevista com o Markus Thayer, autor de Hathor! <3

Xoxo,

Julliana Passos.

Eu♥Entrevistas: Christian David

Bom dia! Já faz um bom tempo que eu quero realizar essa entrevista, mas houve alguns contratempos que me impediram de formular perguntas e ter maior interação com o blog, mas cá estou eu novamente. A saudade é grande. Não se acanhem, peguem uma xícara de café, acomodem-se diante do computador e curtam a entrevista de hoje, o Christian David é super simpático.

Formado em Ciências Biológicas com ênfase em Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2007, juntamente com outros escritores, professores e amantes da literatura, foi fundador da Confraria Reinações: Confraria da Leitura de Textos Infantis e Juvenis. Também é vice-presidente administrativo da Associação Gaúcha de Escritores. Associado da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil. É um dos organizadores da Odisseia de Literatura Fantástica. Tem participado de mesas-redondas abordando a literatura infantojuvenil e de encontros com alunos em escolas do Rio Grande do Sul.

É uma honra tê-lo como autor parceiro, especialmente porque eu sou uma daquelas pessoas que admira muito quem é capaz de escrever uma boa história infantojuvenil. Ainda mais um infantojuvenil que seja para as crianças e jovens de todas as idades, coisa que o Christian faz com maestria. Esse tipo de literatura pra mim é fundamental, ainda mais atualmente quando a maior parte das crianças fica dispersa em meio a tanta parafernalha tecnológica. É preciso talento e muita criatividade para conquistar os pequenos, coisa que "O Rei e o Camaleão" faz com facilidade. Pelo menos fez comigo. Agora deixo vocês com a entrevista.


Eu♥Livros: A vida costuma dar muitas voltas, numa delas acabamos nos deparando com o mundo da leitura e da escrita. Como foi que surgiu essa paixão pelas letras e a vontade de escrever?
 
C.D.: Eu sempre li muito, muitas histórias em quadrinhos quando criança e muita ficção científica e fantasia quando adolescente. Acho que nascer em uma casa de leitores foi fundamental para isso, sempre tive incentivo pra ler. Chegou o momento em que algumas histórias começaram a brotar, então fiz a mim mesmo o desafio de escrever uma dessas histórias, colocá-la no papel com começo, meio e fim. Devido a boa receptividade dos meus escritos me animei e não parei mais.
 
Eu♥Livros: “O Rei e o Camaleão” é um livro que tem como público alvo os jovens e as crianças, diga-nos, é diferente escrever com foco nesse tipo de leitor? O que muda para você?
 
C.D.: Acredito que depende muito da história que se quer contar, não faço tudo tão planejado a ponto de saber sempre para qual público estou escrevendo, deixo a escrita fluir e depois vejo para qual público a narrativa é apropriada. E acho isso também relativo, um bom livro não tem idade, pode ser lido e apreciado por qualquer um que goste de literatura, mas acho que o que muda não são os temas e sim a forma de tratamento dos mesmos, é preciso sensibildade e não procurar dar lições ao escrever para o público juvenil ou infantil.
 
Eu♥Livros: Sempre teve o apoio da família e amigos na hora de começar a escrever? Conta para nós qual foi a sua primeira história?
 
C.D.: Felizmente sempre tive apoio, se não explícito pelo menos apoio para alcançar minhas metas pessoais. Mas resolvi encarar uma tentativa de publicação (O rei e o camaleão) porque uma amiga, Ecilda Barros, me incentivou muito e me apresentou a possibilidade através do FUMPROARTE (um fundo municipal obtido através de concurso), acho que ela acrediiou mais em mim do que eu mesmo daquela vez.
 
Eu♥Livros: A literatura brasileira, como a maioria conhece, - de certa forma - ainda é atrelada as obras do passado, o que você acha que deveria ser feito para que as novas obras e os novos autores tenham a oportunidade de mostrar seu talento?
 
C.D.: Como em tudo precisamos de pessoas apaixonadas por literatura para mudar esse quadro tanto na escola quanto em casa. Um professor apaixonado contamina seus alunos com esse desejo de ler e conhecer autores novos. Mas também há que se ter postura crítica ao selecionar as boas obras, novas ou antigas, textos de todas as qualidades são publicados e não se pode ser condescendente com o que não tem qualidade.
 
Eu♥Livros: Antologias são sempre interessantes porque é uma das maneiras que o leitor pode ter acesso a vários pedacinhos de diferentes escritores. Muitas vezes acaba funcionando como porta de entrada para outros títulos que o autor possui. Você participou de algumas antologias esse ano que passou, não é? Fala um pouco sobre elas pra gente e conta como foi participar da coletânea.
 
C.D.: A longo dos útimos três anos tenho participado de diversas antologias e é, realmente, um bom início para os que estão começando a escrever. Este ano participei de duas: Caminhos Fantásticos, pela Editora Jambô e Passado Imperfeito, pela Editora Argonautas. São duas belas antologias das quais participei como convidado. As duas editoras fizeram um belo trabalho gráfico e os livros ficaram bem bonitos. Fico feliz que algumas editoras tem lembrado de mim como convidado para antologias, mais no início da carreira ralei bastante participando de seleções, o que ainda faço quando acho que a antologia ou a editora valem a pena.
 
Eu♥Livros: O mercado literário ainda é um pouco difícil de entrar, especialmente aqui no Brasil em que o gosto pela leitura ainda não está completamente enraizado na mente dos brasileiros. Como foi a sua experiência ao lançar seu primeiro livro? Encontrou muitas dificuldades?
 
C.D.: Realmente não é fácil entrar no mercado e eu poderia atribuir ao acaso ou a sorte eu ter conseguido lançar meu primeiro livro, mas como sou uma pessoa religiosa atribuo a facilidade com que entrei no mercado à uma benção divina. É serio, lançar o primeiro e até o segundo livro foram procesos realativamente tranquilos, a partir daí é que a coisa dificultou um pouco e passei alguns anos batalhando muito e participando de antologias, felizmente agora tenho várias publicações solo para esse e para os próximos anos já acertadas com boas editoras. O segredo é não desistir e circular bastante nos meios literários, além de trabalhar arduamente nos textos, é claro.
 
Eu♥Livros: O que podemos esperar mais para a frente?  Conta sobre seus projetos futuros.
 
C.D.: Esse ano ainda publico dois livros infantis, Sangue de Barata pela Paulinas, e A menina que sonhava com os pés, pela Biruta/Gaivota, até a feira do livro aqui de Porto Alegre os dois já vão estar circulando. Além disso participo de mais uma antologia pela Argonautas, Autores Fantásticos, antologia que vai misturar criadores e criaturas. Para 2013 participo de mais duas antologias, uma delas da Editora Estronho, e publico dois livros juvenis, um que se chama O Centauro Guardião, pela Biruta, e o outro será um livro reunindo meus contos, tanto os já publicados em antologias como vários inéditos.
 
Para saber mais sobre as futuras obras do Christian, dá uma olhada no blog ou no site dele:
e

Christian, muito obrigada por ceder alguns minutos do seu tempo para responder essa entrevista para o blog. Mal podemos esperar para o lançamento dos seus futuros projetos. 

Em breve mais entrevistas, postagens e resenhas! Fiquem ligados! ;)

Xoxo,

Julliana Passos.

Eu ♥ Entrevistas: Renata Müller




Renata Müller Cardozo é bacharel em Psicologia pela Universidade Regional de Blumenau. Paranaense, atualmente reside com seu marido em Florianópolis, Santa Catarina, onde é servidora pública. Ela estará autografando seu livro "Antes de Você Chegar" no stand da Delicatta dia 18/08, e aceitou nos dar essa entrevista com muito carinho!

Obrigada Rê!

 

1 – Renata, como fui procurar o fio da meada da sua vida, descobri que tivemos um início em comum – Fanfictions – No seu caso notei que trabalhou continuamente no grupo de Rurouni Kenshi (Samurai X). Particularmente, eu me sinto muito feliz de estar te entrevistando, porque vejo muita gente boa nesse meio. Pessoas que tem talento como você. Então, antes de mais nada, queria que você falasse como foi esse início e como foi a transição de escrever uma “fic” para um romance. 

R.M: Eu acho que Fanfiction para mim foi um bom começo. Eu já escrevia, mas eu tinha muito receio em mostrar as minhas coisas para outras pessoas. Com o Fanfiction, o anonimato da publicação online, isso foi um aprendizado muito grande para que eu pudesse me expor e também para lidar com as críticas. Acho que é um bom laboratório para um jovem autor.
Não foi uma transição brusca do Fanfiction para o romance, porque eu já vinha trabalhando com Universo Alternativo, usando personagens de Rurouni Kenshin em um contexto diferente daquele do anime. Se teve uma coisa que eu desenvolvi com Fanfiction que eu trouxe para o romance foi uma ideia de organização de história. Eu trabalho muito com planejamentos, sem a prática que eu tive com “fics”, eu teria tido muito mais trabalho para estruturar as ideias, os eventos, no romance.



2 – Ainda dentro da pergunta anterior, pois achei que ela ia ficar muito extensa, como é lidar com a criação de seus próprios personagens? Você vê em Ana Maria algum reflexo dos que construiu na sua carreira de fanfictions?

R.M: Pode parecer estranho, mas eu sou fanática por criação de personagens. Acho que é esse um dos motivos que eu não escrevo mais fanfiction. Quando você trabalha com os personagens de outra pessoa, você tem certos limites sobre as alterações que você pode fazer, mesmo sendo um Universo Alternativo. Certas mudanças são permitidas, mas existem algumas regras não escritas sobre o quanto você pode mudar um personagem ou não.
Na criação de um personagem original, você não tem essa limitação. O que te limita acaba sendo o próprio personagem, a personalidade que você deu a ele. Isso eu aprendi bastante com fanfictions e espero que tenha passado para Ana Maria, a parte em que o personagem deve ser fiel a ele mesmo. As próprias mudanças que o personagem passa durante a história deve estar relacionadas com a personalidade dele.



3 – Você estudou Psicologia e escreveu o seu romance – Antes de Você Chegar – voltado para o público juvenil. Na sua carreira sempre trabalhou com jovens? Em que sentido, você identifica, sua carreira ajudou a construir o universo da obra?

R.M: Na verdade, esse negócio de público me confunde (risos). Eu penso que eu escrevi essa história para um público jovem adulto. Tanto que a linguagem às vezes é um pouco explícita para “ouvidos sensíveis”.
Sempre tive bastante contato com pessoas mais novas do que eu, já desde a época em que eu fazia site sobre games, que coincidentemente foi quando eu também comecei a trabalhar com fanfictions. Nunca trabalhei com jovens, mas o contato sempre esteve ali.
O que mais me ajudou da Psicologia em construir o mundo da Ana Maria, foi justamente o trabalho com a memória da personagem e a avaliações de mundo que ela tem.  Além disso, há personagens que são mentalmente instáveis. Se alguém prestar bastante atenção é possível diagnosticá-los (rsrs). 



4 – Além de sua formação, há alguns elementos que captou do cotidiano ou de alguma referência em particular?

R.M: Há muitas histórias familiares, muitas histórias de amigos e conhecidos que se mesclaram na minha mente na elaboração da trama. É mais aquela coisa de acontece nas melhores famílias, como o envolvimento com drogas, alcoolismo, problemas mentais etc.
Acho que a maior inspiração para um autor, independente do gênero que ele escreva, deve estar no mundo ao seu redor. Só o que vai mudar é a interpretação do mundo dependendo do universo da história. 


5 – Nós, autores iniciantes, temos muita dificuldade em encontrar uma representatividade. O mundo editorial está começando apostar agora nesse crescimento da nova geração de autores nacionais. A MODO é uma dessas editoras e por isso está envolvida nesse projeto. Vindo de um nicho que gera, como já disse, muitos escritores, como foi essa inserção no seu caso e o que você diria para seus colegas que também estão começando agora?

R.M: Eu tive muita sorte. Ano passado Adriana Vargas me convidou para o Clube dos Novos Autores. Ela reuniu muita gente talentosa que estava começando. Por intermédio dela o meu original chegou até a MODO.  Foi a primeira editora que eu enviei qualquer coisa recebi uma aprovação logo de cara.
Para mim, foi um choque! Eu quase esperava passar pelo calvário que eu vinha escutando que muitos autores passavam antes de serem aprovados por uma editora. Para mim, então, o processo foi uma progressão natural do trabalho.
Acho que a parte mais importante para quem está começando agora é ter confiança. Algumas vezes você vai encontrar pessoas que adoram o seu trabalho e outras vezes você vai encontrar pessoas que tentam minar a sua confiança. De qualquer forma, você deve aproveitar toda a oportunidade que você encontrar para melhorar a qualidade daquilo que você escreve. Não dá para criar a ilusão de não há nada que possa ser melhorado. Essa dedicação é o que separa um autor do resto.  A habilidade de sempre estar se reciclando e se tornando melhor. 



6 – Vou deixar esse espaço agora para você deliciar nossos leitores com um pouco da sua obra. Conta para gente como é “ Antes de Você Chegar”.

R.M: “Antes de você chegar” conta a história da Ana Maria, como você mesma já disse. Ela é uma moça sem grandes expectativas e grandes objetivos na vida. Isso começa a mudar quando ela conhece um homem que vinha a perseguindo. Ela começa, então, a reavaliar o que ela viveu e as consequenciências do seu passado na sua vida. Basicamente, é uma história sobre crescer e crescer nem sempre é fácil. 


Em nome do blog Eu ♥ Livros, quero agradecer seu carinho e te desejar sucesso, não só com seu livro, mas em sua carreira!

Muito obrigada, Roxane! Eu adorei participar. Também desejo muito sucesso para você e o Blog. 

Beijos

Ah, você que foi fofa em nos receber!

Nossa equipe te eseja muito sucesso e que depois você venha nos contar sobre o lançamento!

Beijos

Roxane Norris

   

Eu ♥ Entrevistas: Rubens Conedera


Olá queridos!!!

Comemorando esse Dia do Escritor, viemos abraçar todos nossos amigos e parceiros, que iniciaram essa jornada consoco, ou ainda, juntaram-se a nós no caminho, que é longo e incansável, pelo mundo dos livros.

Como não caberiam todos nessa página, escolhemos um que representa-se a maioria. 

Rubens Conedera foi destaque da MODO Tradicional no catálogo de Maio-Junho pelo desempenho de vendas do seu livro "Carmela e Lorenzo". Rubens chegou à editora, através do movimento denominado Clube dos Novos Autores, que constatou seu talento e pediu uma oportunidade para ler, primeiramente, uma resenha vinda de lá, o que nos instigou a curiosidade, decidindo, desta forma, pedir seu original para análise. 

O autor tem um traço muito peculiar na escrita, pois expressa genuinamente sua sensibilidade, dando vida aos personagens como se elas sempre estivessem presentes na vida de quem lê seus escritos. Os detalhes e caracterização da época e dados históricos estão presentes, assim como, sua sintonia com seus personagens, como se íntimos dele, fossem, provando assim, a dedicação e amor pelo o que faz.

   

Rubens Maciel Conedera nasceu na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, no dia 14 de junho de 1978. Vem da infância, o gosto pela leitura e escrita, incentivado pelos pais e professores. Da infância a adolescência, enchia cadernos e mais cadernos com HQs recheadas com muitas estórias vividas por várias personagens.  Quando começou a estudar eletrotécnica em 1994, associou-se a uma biblioteca mantida por uma instituição ligada as indústrias de sua cidade, onde começou a explorar autores de obras de ficção mais maduras; assim como assuntos ligados a História e esoterismo. 

Apaixonado por História da Arte e História de varias religiões, ingressou em 2010 no curso de Licenciatura Plena em História, na UFPEL, onde entendeu o árduo processo de pesquisa para desenvolvimento de uma obra, após encontrar dificuldades para escrever seu primeiro romance em 2009.  No ano de 2011 Rubens foi convidado a fazer parte do movimento coordenado pela autora Adriana Vargas, chamado Clube dos Novos Autores, onde seu trabalho recebeu atenção e projeção.





 
1 – Todo escritor tem uma história para contar de como foi seu primeiro contato com o universo da leitura, primeiramente, e depois com a escrita definitiva de um texto. Como foi que o desejo de ser escritor se apresentou para você?

R.C: Meu contato com livros começou cedo. Meus pais, apesar da pouca escolaridade, sempre nos incentivaram, de forma que minhas lembranças com livros vêm de muito cedo, os livros com poucos textos e grandes figuras. Deste ponto em diante, ler Hq’s e revistas se tornou um passatempo agradável, assim como as redações escolares que fluíam com facilidade. Como desenho também, criar Hq’s foram com certeza foram minhas primeiras “grandes criações”. O contato com autores mais maduros começou na adolescência, de forma que mesmo sendo um técnico, nunca deixei de ler. Na empresa que trabalhei até a pouco, quem atualizava o acervo da biblioteca para funcionários era eu. A vontade de escrever na realidade ressurgiu em meados de 2008 e 2009, depois de ler um livro que eu achei muito ruim, sem qualidade, o que me fez lembrar minhas estórias; pensei: “Se este livro foi publicado, acho que tenho chances”. A ideia para uma estória já existia, foi só colocar em pratica. 



2 – Esse é seu terceiro livro, na verdade. Houve muito amadurecimento do escritor Rubens nesse processo até conceber “Carmela e Lorenzo”? Quais fatores você destacaria desse aprendizado, que no final, é constante, não é?

R.C: Sim, existiu um amadurecimento sim. Hoje leio meus primeiros originais com carinho, mas penso: “Não acredito que escrevi isto”; mas era o inicio. A leitura e o exercício da escrita em si nos aprimoram mais e mais; de forma que devem ser exercícios constantes. Quanto mais lemos e escrevemos, mais nos aprimoramos; e esperamos que a inspiração nos visite.



3 – Seu processo de criação dos personagens principais envolveu um casal famoso da Literatura Universal – Romeu e Julieta –  E você em momento algum esconde isso. Até que ponto a inspiração em outros personagens e autores é, na sua opinião, um fator agregador positivo para a obra?

R.C: Começo falando que nada vem do nada. Sempre estamos sendo influenciados, por pessoas, meios e histórias. Seria desonesto de minha parte não admitir que Romeu e Julieta me influenciou, ou ainda Tristão e Isolda. A leitura de outras obras faz parte do processo de criação e principalmente informação, pois o autor deve estar sempre atualizado, ou no mínimo, informado sobre o que escreverá. Lendo, temos também a noção de parâmetros, saberemos o que queremos ou não para a obra, em qual gênero nossa escrita vai se encaixar. Ler grandes autores do passado para mim é na verdade um fascínio, pois são obras que parecem sempre atuais, nos oferecendo nuances e variações incríveis. 



4 – Há alguma palavra que definiria seu processo de criação? Qual seria e de que forma ela o reflete?

R.C: As palavras que definiriam a forma como crio seriam empatia e amor. Empatia, por que procuro trocar de lugar com as personagens, o que muitas vezes trás sofrimento. E amor por que procuro me dedicar as minhas obras com afinco, procuro sempre dedicar tempo com pesquisa, já que meus três livros possuem passagens históricas. O amor nos leva a fazer tudo com dedicação, desde o trabalho até a forma que trato as pessoas que me cercam, das quais cuido, zelo e me entrego.


5 – “Carmela e Lorenzo” tem um pouco de tudo: mistério, romance, aventura. Essa diversidade de elementos é algo que você sempre se empenhe em apresentar sempre em suas obras, ou isso vai do tipo de narrativa que sua mente esteja desenvolvendo no momento?

R.C: Nos três livros que escrevi estes elementos sempre estão presentes naturalmente. A quantidade de cada elemento varia de obra para obra, mas sempre estão ali. O primeiro livro é um romance, o segundo é mais dinâmico, rápido, com muita ação e mistério, pois é uma busca cheia pistas a serem seguidas e decifradas. Em ambos existe o romance. Acho que “Carmela e Lorenzo” não foge disto, mas é completamente diferente dos outros dois. Acredito no Zodíaco, e acho que é uma marca do meu signo (Gêmeos) não focar em uma coisa só, e isto se reflete em minhas obras. 



6 –  Estar entrevistando um autor da MODO e não falar na Adriana Vargas é até um sacrilégio. E, eu sei que você tem todo um carinho pelo CNA – Clube dos Novos Autores. Conta um pouco de como esses “dois” entraram na sua vida e o que significou para você.

R.C: Só posso falar de “Carmela e Lorenzo” como uma obra de verdade, publicada por uma editora, graças à Adriana Vargas e ao CNA. Eu não tinha grandes pretensões quanto a este livro, apesar de me esmerar para escrevê-lo. Recebi o convite da Adriana para fazer parte do CNA em meados de julho de 2011, depois que a sinopse do livro chamou sua atenção. Daí em diante, minha vida mudou radicalmente, pois a visibilidade que meu livro alcançou foi incrível. Depois da resenha feita por Adriana e publicada no CNA, as coisas aconteceram de forma muito rápida.  Adriana Vargas é de uma sensibilidade apuradíssima, e por sua resenha vi que ela captou tudo que eu queria passar em minha obra. Adriana e o CNA são marcos importantes em minha vida, passando a existir um “antes e depois” deles. Minha gratidão é maior que o mundo. Ainda guardo a resenha feita por Adriana, e a leio de vez em quando. Lembro do final, em que Adriana escreveu que a obra era “digna de publicação, tranquilamente”. Então, através de Adriana e do CNA, a MODO Editora Tradicional entrou em minha vida, avaliando o livro, aprovando sua publicação, e tratando-o com um profissionalismo e respeito impressionantes. 


     7 – Vou deixar esse espaço para você dar um gostinho de “Carmela e Lorenzo” para o leitor, e uma dica para aquele autor iniciante que está te lendo nesse momento.


     R.C: Este é um trecho do livro, da pág. 38:

- Não demore, Carmela, vamos jantar em poucos minutos.

 - Já vou senhora, faltam poucas tigelas! – respondi, voltando a lavar as tigelas em um barril de água, que ficava nos fundos da capela. A estradinha da propriedade que circundava a capela era ladeada por árvores, a chamada 'macchia mediterrânea', e por belos pinhais, reforçando as belezas daquela região. A luz da lua não penetrava ali, projetando uma sombra pesada sobre a estrada. Eu ouvia as criaturas dos bosques, pássaros e insetos que tocavam juntos a sinfonia noturna da natureza, de forma intrincada, mas estranhamente harmônica. Ouvi passos que se aproximavam, e olhei em direção ao limite entre a luz prateada da lua e as sombras das árvores, que pareciam engolir a estrada. O som dos passos ficava mais alto, e eu forcei meus olhos mais uma vez, tentando enxergar quem se aproximava. Terminei de lavar a tigela, e olhei para a estrada, desta vez vendo um homem caminhando em minha direção, saindo das sombras.

 - Quem é você? – gritei, sem ouvir resposta. 

Fiquei assustada, peguei todas as tigelas em meus braços e corri em direção à casa que ocupávamos, logo após a capela. O homem era muito rápido, parecia querer me alcançar. Acelerei meus passos, tentando segurar as tigelas. Olhei para trás e o homem já ensaiava correr, aterrorizando-me. Corri o máximo que consegui e comecei a chorar. A distância, antes curta, parecia agora gigantesca, como se o pânico a aumentasse, ou tornasse meus passos menores. As sapatilhas baixas que me calçavam ficaram pelo caminho, e os tecidos do velho vestido que eu usava para trabalhar pareciam tentáculos segurando meus tornozelos. Eu pouco enxergava o caminho a minha frente, a escuridão e os galhos das árvores pareciam conspirar contra minha fuga, como se quisessem que o estranho me alcançasse. A uma certa distância da casa gritei desesperada, agora ouvindo a respiração do estranho em minhas costas. Senti dedos frios em minha nuca, e quando arqueei o corpo tentando me esquivar de meu perseguidor, tropecei em uma pedra e cai no chão. Ouvir as tigelas de louça quebrarem era o que menos me preocupava no momento. Ele tinha me alcançado, eu estava caída e indefesa diante de um malfeitor, sem ninguém por perto.

Tenho a dizer ao autor iniciante, que nossos sonhos são o que temos de mais importante. Uma vez meu pai me falou: “Nunca deixe ninguém te influenciar, corra atrás do que quer”. 

Corram atrás de seus sonhos, pois eles se tornarão realidade. Cuide de sua obra com carinho, pois o leitor merece nosso respeito, e só daremos isto a ele com textos de qualidade, inovando. Devemos lembrar, que nem todos gostarão do que escrevemos, e mesmo com negativas, não desista, persista, pois livros são mágicos, e possuem um poder enorme. 

Agradeço a Roxane pelo convite, foi um prazer falar um pouco sobre meu trabalho!!

Rubens, obrigada pelo carinho, em nome do Eu ♥ Livros, e muito sucesso para ti e sua obra “Carmela e Lorenzo”.     

 
Para comprar o livro, acesse:


 

 Em breve queridos trarei a resenha desse livro, assim como "Oitavo Pecado" Da Adriana Vargas Aguiar que estou doida para devorar **.**



Merry Meet!!

Lembrando que dia 28/07 estarei prestigiando o site Novos Escritores na Nobel do Norte Shopping aqui no Rio de Janeiro, e não se esqueçam da Promo de Immortales rolando até dia 31/08!

Beijokas

Roxane Norris

 
 
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