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Eu ♥ Resenhas: Carmela e Lorenzo
Marcadores: Carmela e Lorenzo, Eu ♥ Resenhas, MODO Editora Tradicional, Rubens ConederaTítulo: Carmela e Lorenzo
Autor: Rubens Conedera
ISBN: 978.85.65588.09-6
Capa: André Siqueira
Projeto Gráfico: Marina Avila
Ilustrador: Gbr Aguiar
Revisora: Bianca Machado
Linha Literária: Romance sobrenatural
Ano: 2012
Um amor floresceu na Itália Renascentista, contrariando os costumes de uma época em que casamentos aconteciam mediante acordos financeiros. A jovem Carmela e o enigmático Lorenzo apaixonam-se de forma inesperada, dando início a uma conturbada história de amor entre tintas, obras de arte e sangue.Um romance cheio de mistérios, onde sentimentos se desenrolam em situações que desafiam o leitor a explorar os limites do amor exposto em cenários ricos em obras de arte, intrigas e violência. Após algumas revelações acerca de um segredo que norteia a vida de Lorenzo, poderá Carmela aceitá-lo como é, desafiando perigos e contrariando os costumes patriarcais e suas próprias crenças?
Não é segredo que sou apaixonada por romances históricos, não só em escrevê-los, como também, em lê-los. Talvez, por ter começado pelos clássicos e ter ocorrido tantas mudanças no mundo, num relativo, e curto, espaço de tempo. Curiosamente, também, não são todos os períodos da história que me atraem, principalmente para se construir uma trama atrativa e dinâmica. Até, porque, trabalhar com uma história alinhada a fatos históricos, traz consigo, a proposta de pesquisa, para edificar uma trama coesa. E, como era de esperar, logo que li a sinopse de Carmela e Lorenzo foi um convite à minha mente.
O que, primeiramente, me chamou atenção em Carmela e Lorenzo foi o período escolhido por Rubens Conedera, apesar de ter lidado com artes em boa parte do curso de Arquitetura, não é comum me ver utilizando-a em meus textos, porém, é impossível não admirar quem o faça. E foi exatamente isso que me fez folhear o livro: minha curiosidade em saber como o autor explorou essa época de genialidade e intensa produção artística. Uma fase em que o homem estava imbuído de todo espírito para romper seus limites, como também os divinos. A força e influência da igreja ainda era muito presente, mas a mente dos artistas imprimia, de forma rara, sua aspiração em humanizar cada vez mais o divino. Tudo deveria ter vida própria, com cores latentes... E, é nesse universo rico, que ele desenvolve a história do casal.
Ainda que muitos digam que o tema vampiresco já foi abordado de várias formas, que, em tese, esse universo seja limitado por lendas, e não fatos; e mais ainda, que haja o ceticismo de que nada que se apresente seja inovador, eu infelizmente irei contra todos. Um livro não se faz somente pelo tema, que muitas vezes pode vir derivado de modismo - o que traz um BOOM ao gênero e muitos autores (ou não) se alcem à posições de destaque por suas vendas vultosas, já que seguem a receita de Crepúsculo ou Academia de Vampiros -, ou como, em outros muitos casos (pouco conhecidos do público em geral) o autor se identifique com essas criaturas fantásticas - que vão muito além de vampiros -, e você verá várias obras dele dentro deste gênero - no caso, fantástico - sem se importar com a dita moda literária. Todavia, mesmo que o autor se enverede por outros caminhos, é fácil ao leitor detectar seu comprometimento com a obra, quando ela vai além da trama "populista" que o modismo induz. Geralmente, quando o autor está inserido no modismo - seja ele de que gênero for - ela segue uma vertente; as tramas são muito parecidas, quase simbióticas a outros livros já editados e de alcance mundial.
Exposto esse fator importante à apreciação de Carmela e Lorenzo, e outras tramas que merecem destaque no gênero - claro que sob meu ponto de vista - Rubens nos apresenta a Itália Renascentista. O pano de fundo que o autor descreve para o amor de Carmela e Lorenzo é riquíssimo para um leitor que se atem aos detalhes. Não só pelo cuidado e pesquisa envolvidos para a construção do personagem Marcello, pai de Lorenzo, e sua condição artista, apresentado as técnicas de afrescos, as aplicações, e, principalmente, conforme as imagens vão se desenhando em pinceladas, sob as letras do autor, em sua imaginação; assim como, o cuidado com as frases litúrgicas utilizadas no texto. A influência da igreja não me parece, e aí falo como leitora, apenas intensa nos personagens, mas também no autor, que teve a preocupação de manter essa fidelidade em suas palavras. Eu realmente me senti na Itália, sob os olhares de papas.
A trama inicia com Carmela, oriunda de uma família pobre, que terá o mesmo destino que suas irmãs, que é fazer uma bom casamento, escolhido por seu pai. Todavia, para nossa felicidade, e de Lorenzo, Marcello ao ver a jovem macerar ervas em uma visita que faz a casa da moça, se encanta com sua técnica e logo vê utilidade para ela em seu grupo. Não obstante, a maneira como o pai a trata, muito influência o pedido de Marcello a ele. E, desta forma, nossa protagonista segue com o grupo, como ajudante de Marcello, e numa das noites em que estão trabalhando na capela de uma viúva - que requisitou os serviços do artesão - ela conhece Lorenzo. Aos poucos ela começa se envolver com o rapaz e fazer os pais dele temerem por sua segurança enquanto o trabalho vai sendo concluído. Carmela desperta a atenção de Giovane, um aprendiz de Marcello, rico e que irá a todos custo querê-la para si. Não importando os ardis que tenha que usar, ou mesmo a traição ao homem que lhe ensinou um ofício. E, quando pensamos ter superado esse percalço e estamos ao lado Michelangêlo, defrontamo-nos com a vampira que transformou Lorenzo no que é, que entrará na trama para apimentá-la e nos confrontar com a inevitável pergunta: esse amor sobreviverá a tudo?
Essa é uma pergunta que eu vou deixar vocês responderem, lendo o livro, que pode ser encontrado aqui: http://modoeditora.com.br/loja/carmela-e-lorenzo. Confesso que houve uma parte do texto em que achei que o autor havia perdido a vontade de escrever. Não que ele não soubesse como fazê-lo, mas como se algo tivesse ocorrido e ele pensasse duas vezes antes de continuar, porém, foi um momento que passou e eu voltei a me surpreender com a trama, principalmente o final. Um livro recomendado e, que, quem for à Bienal, poderá encontrar no estande da MODO tradicional editora, Rua P, pavilhão Verde.
Te espero lá!
Merry Meet
Roxane Norris
Eu ♥ Entrevistas: Rubens Conedera
Marcadores: Editora TRADICIONAL MODO, Eu ♥ Entrevistas, Rubens Conedera
Olá queridos!!!
Comemorando esse Dia do Escritor, viemos abraçar todos nossos amigos e parceiros, que iniciaram essa jornada consoco, ou ainda, juntaram-se a nós no caminho, que é longo e incansável, pelo mundo dos livros.
Como não caberiam todos nessa página, escolhemos um que representa-se a maioria.
Rubens Conedera foi destaque da MODO Tradicional no catálogo de Maio-Junho pelo desempenho de vendas do seu livro "Carmela e Lorenzo". Rubens chegou à editora, através do movimento denominado
Clube dos Novos Autores, que constatou seu talento e pediu uma oportunidade
para ler, primeiramente, uma resenha vinda de lá, o que nos instigou a
curiosidade, decidindo, desta forma, pedir seu original para análise.
O autor tem um traço muito peculiar na escrita, pois expressa
genuinamente sua sensibilidade, dando vida aos personagens como se elas sempre
estivessem presentes na vida de quem lê seus escritos. Os detalhes e
caracterização da época e dados históricos estão presentes, assim como, sua
sintonia com seus personagens, como se íntimos dele, fossem, provando
assim, a dedicação e amor pelo o que faz.
Rubens Maciel Conedera nasceu na cidade de Pelotas,
Rio Grande do Sul, no dia 14 de junho de 1978. Vem da infância, o gosto pela
leitura e escrita, incentivado pelos pais e professores. Da infância a
adolescência, enchia cadernos e mais cadernos com HQs recheadas com muitas estórias
vividas por várias personagens. Quando
começou a estudar eletrotécnica em 1994, associou-se a uma biblioteca mantida
por uma instituição ligada as indústrias de sua cidade, onde começou a explorar
autores de obras de ficção mais maduras; assim como assuntos ligados a História
e esoterismo.
Apaixonado por História da Arte e História de
varias religiões, ingressou em 2010 no curso de Licenciatura Plena em História,
na UFPEL, onde entendeu o árduo processo de pesquisa para desenvolvimento de
uma obra, após encontrar dificuldades para escrever seu primeiro romance em
2009. No ano de 2011 Rubens foi
convidado a fazer parte do movimento coordenado pela autora Adriana Vargas,
chamado Clube dos Novos Autores, onde seu trabalho recebeu atenção e
projeção.
1
– Todo escritor tem uma história para contar de como foi seu primeiro contato
com o universo da leitura, primeiramente, e depois com a escrita definitiva de
um texto. Como foi que o desejo de ser escritor se apresentou para você?
R.C: Meu contato com livros começou
cedo. Meus pais, apesar da pouca escolaridade, sempre nos incentivaram, de
forma que minhas lembranças com livros vêm de muito cedo, os livros com poucos
textos e grandes figuras. Deste ponto em diante, ler Hq’s e revistas se tornou
um passatempo agradável, assim como as redações escolares que fluíam com
facilidade. Como desenho também, criar Hq’s foram com certeza foram minhas
primeiras “grandes criações”. O contato com autores mais maduros começou na
adolescência, de forma que mesmo sendo um técnico, nunca deixei de ler. Na empresa
que trabalhei até a pouco, quem atualizava o acervo da biblioteca para
funcionários era eu. A vontade de escrever na realidade ressurgiu em meados de
2008 e 2009, depois de ler um livro que eu achei muito ruim, sem qualidade, o
que me fez lembrar minhas estórias; pensei: “Se este livro foi publicado, acho
que tenho chances”. A ideia para uma estória já existia, foi só colocar em
pratica.
2
– Esse é seu terceiro livro, na verdade. Houve muito amadurecimento do escritor
Rubens nesse processo até conceber “Carmela e Lorenzo”? Quais fatores você
destacaria desse aprendizado, que no final, é constante, não é?
R.C: Sim, existiu um amadurecimento sim.
Hoje leio meus primeiros originais com carinho, mas penso: “Não acredito que
escrevi isto”; mas era o inicio. A leitura e o exercício da escrita em si nos
aprimoram mais e mais; de forma que devem ser exercícios constantes. Quanto
mais lemos e escrevemos, mais nos aprimoramos; e esperamos que a inspiração nos
visite.
3
– Seu processo de criação dos personagens principais envolveu um casal famoso
da Literatura Universal – Romeu e Julieta –
E você em momento algum esconde isso. Até que ponto a inspiração em
outros personagens e autores é, na sua opinião, um fator agregador positivo
para a obra?
R.C: Começo falando que nada vem do
nada. Sempre estamos sendo influenciados, por pessoas, meios e histórias. Seria
desonesto de minha parte não admitir que Romeu e Julieta me influenciou, ou
ainda Tristão e Isolda. A leitura de outras obras faz parte do processo de
criação e principalmente informação, pois o autor deve estar sempre atualizado,
ou no mínimo, informado sobre o que escreverá. Lendo, temos também a noção de
parâmetros, saberemos o que queremos ou não para a obra, em qual gênero nossa
escrita vai se encaixar. Ler grandes autores do passado para mim é na verdade
um fascínio, pois são obras que parecem sempre atuais, nos oferecendo nuances e
variações incríveis.
4
– Há alguma palavra que definiria seu processo de criação? Qual seria e de que
forma ela o reflete?
R.C: As palavras que definiriam a forma como crio seriam empatia e
amor. Empatia, por que procuro trocar de lugar com as personagens, o que muitas
vezes trás sofrimento. E amor por que procuro me dedicar as minhas obras com
afinco, procuro sempre dedicar tempo com pesquisa, já que meus três livros
possuem passagens históricas. O amor nos leva a fazer tudo com dedicação, desde
o trabalho até a forma que trato as pessoas que me cercam, das quais cuido,
zelo e me entrego.
5
– “Carmela e Lorenzo” tem um pouco de tudo: mistério, romance, aventura. Essa
diversidade de elementos é algo que você sempre se empenhe em apresentar sempre
em suas obras, ou isso vai do tipo de narrativa que sua mente esteja
desenvolvendo no momento?
R.C: Nos três livros que escrevi estes
elementos sempre estão presentes naturalmente. A quantidade de cada elemento
varia de obra para obra, mas sempre estão ali. O primeiro livro é um romance, o
segundo é mais dinâmico, rápido, com muita ação e mistério, pois é uma busca
cheia pistas a serem seguidas e decifradas. Em ambos existe o romance. Acho que
“Carmela e Lorenzo” não foge disto, mas é completamente diferente dos outros
dois. Acredito no Zodíaco, e acho que é uma marca do meu signo (Gêmeos) não
focar em uma coisa só, e isto se reflete em minhas obras.
6
– Estar entrevistando um autor da MODO e
não falar na Adriana Vargas é até um sacrilégio. E, eu sei que você tem todo um
carinho pelo CNA – Clube dos Novos Autores. Conta um pouco de como esses “dois”
entraram na sua vida e o que significou para você.
R.C: Só posso falar de “Carmela e
Lorenzo” como uma obra de verdade, publicada por uma editora, graças à Adriana
Vargas e ao CNA. Eu não tinha grandes pretensões quanto a este livro, apesar de
me esmerar para escrevê-lo. Recebi o convite da Adriana para fazer parte do CNA
em meados de julho de 2011, depois que a sinopse do livro chamou sua atenção.
Daí em diante, minha vida mudou radicalmente, pois a visibilidade que meu livro
alcançou foi incrível. Depois da resenha feita por Adriana e publicada no CNA,
as coisas aconteceram de forma muito rápida.
Adriana Vargas é de uma sensibilidade apuradíssima, e por sua resenha vi
que ela captou tudo que eu queria passar em minha obra. Adriana e o CNA são
marcos importantes em minha vida, passando a existir um “antes e depois” deles.
Minha gratidão é maior que o mundo. Ainda guardo a resenha feita por Adriana, e
a leio de vez em quando. Lembro do final, em que Adriana escreveu que a obra
era “digna de publicação, tranquilamente”. Então, através de Adriana e do CNA,
a MODO Editora Tradicional entrou em minha vida, avaliando o livro, aprovando
sua publicação, e tratando-o com um profissionalismo e respeito
impressionantes.
7 – Vou
deixar esse espaço para você dar um gostinho de “Carmela e Lorenzo” para o
leitor, e uma dica para aquele autor iniciante que está te lendo nesse momento.
R.C: Este é um trecho do livro, da pág. 38:
- Não demore, Carmela, vamos jantar em poucos minutos.
- Já vou
senhora, faltam poucas tigelas! – respondi, voltando a lavar as tigelas em um
barril de água, que ficava nos fundos da capela. A estradinha da propriedade
que circundava a capela era ladeada por árvores, a chamada 'macchia
mediterrânea', e por belos pinhais, reforçando as belezas daquela região. A luz
da lua não penetrava ali, projetando uma sombra pesada sobre a estrada. Eu
ouvia as criaturas dos bosques, pássaros e insetos que tocavam juntos a
sinfonia noturna da natureza, de forma intrincada, mas estranhamente harmônica.
Ouvi passos que se aproximavam, e olhei em direção ao limite entre a luz
prateada da lua e as sombras das árvores, que pareciam engolir a estrada. O som
dos passos ficava mais alto, e eu forcei meus olhos mais uma vez, tentando
enxergar quem se aproximava. Terminei de lavar a tigela, e olhei para a
estrada, desta vez vendo um homem caminhando em minha direção, saindo das
sombras.
- Quem é você? – gritei, sem ouvir resposta.
Fiquei
assustada, peguei todas as tigelas em meus braços e corri em direção à casa que
ocupávamos, logo após a capela. O homem era muito rápido, parecia querer me
alcançar. Acelerei meus passos, tentando segurar as tigelas. Olhei para trás e
o homem já ensaiava correr, aterrorizando-me. Corri o máximo que consegui e
comecei a chorar. A distância, antes curta, parecia agora gigantesca, como se o
pânico a aumentasse, ou tornasse meus passos menores. As sapatilhas baixas que
me calçavam ficaram pelo caminho, e os tecidos do velho vestido que eu usava
para trabalhar pareciam tentáculos segurando meus tornozelos. Eu pouco
enxergava o caminho a minha frente, a escuridão e os galhos das árvores
pareciam conspirar contra minha fuga, como se quisessem que o estranho me
alcançasse. A uma certa distância da casa gritei desesperada, agora ouvindo a
respiração do estranho em minhas costas. Senti dedos frios em minha nuca, e
quando arqueei o corpo tentando me esquivar de meu perseguidor, tropecei em uma
pedra e cai no chão. Ouvir as tigelas de louça quebrarem era o que menos me
preocupava no momento. Ele tinha me alcançado, eu estava caída e indefesa
diante de um malfeitor, sem ninguém por perto.
Tenho a dizer ao autor iniciante, que nossos sonhos
são o que temos de mais importante. Uma vez meu pai me falou: “Nunca deixe
ninguém te influenciar, corra atrás do que quer”.
Corram atrás de seus sonhos, pois eles se tornarão realidade.
Cuide de sua obra com carinho, pois o leitor merece nosso respeito, e só
daremos isto a ele com textos de qualidade, inovando. Devemos lembrar, que nem
todos gostarão do que escrevemos, e mesmo com negativas, não desista, persista,
pois livros são mágicos, e possuem um poder enorme.
Agradeço a Roxane pelo convite, foi um prazer falar um
pouco sobre meu trabalho!!
Rubens,
obrigada pelo carinho, em nome do Eu ♥ Livros, e muito sucesso para ti e sua
obra “Carmela e Lorenzo”.
Para comprar o livro, acesse:
Em breve queridos trarei a resenha desse livro, assim como "Oitavo Pecado" Da Adriana Vargas Aguiar que estou doida para devorar **.**
Merry Meet!!
Lembrando que dia 28/07 estarei prestigiando o site Novos Escritores na Nobel do Norte Shopping aqui no Rio de Janeiro, e não se esqueçam da Promo de Immortales rolando até dia 31/08!
Beijokas
Roxane Norris
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