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Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Cidade dos Ossos
Marcadores: Carine Dresh, Cassandra Clare, Eu ♥ Resenhas, Galera Record
Título Original: The City of Bones – The Mortal Instruments.
Autora: Cassandra Clare
Ano: 2011
Nº de Páginas: 459
Editora: Galera Records
Quando encomendei a “Cidade dos Ossos” com mais uns sete livros, inclusive sua continuação, pensei que leria uma estória completamente diferente. Esperava mais um livro adolescente com uma mocinha pouco inteligente e um Herói totalmente cheio de virtudes; esperava também uma narrativa comum, cheia de coisas que eu poderia encontrar em qualquer outro livro que trata de integrantes do submundo como vampiros e lobisomens.
E, em meio a um universo tão saturado quanto este, eu me vi surpresa com uma história cheia de detalhes e totalmente diferente de todas as outras que eu havia lido a respeito até agora. Um universo totalmente novo, com mistérios, amores, corrupção e decepção.
Enquanto eu esperava encontrar mais um vampiro apaixonado, eis que me deparo com Jace, um mocinho nada convencional. Loiro, alto, másculo e totalmente mortal. Até aí nada de diferente a não ser sua personalidade. Jace não é o carinha totalmente bom da história, ele é convencido, egoísta, debochado e, até um pouco, malvado; mas não menos amado pela família adotiva.
E antes de mesmo de Jace entrar em cena, nossa mocinha nos dá as caras. Ela é Clary, uma adolescente completamente normal que decide se divertir numa não tão normal discoteca de Nova Iorque denominada “O Pandemonio” com seu melhor amigo Simon. Porém Clary nunca imaginou que na sua inocente saída para dançar a noite testemunharia um assassinato, menos ainda que este fosse cometido por três lindos adolescentes com os corpos cobertos de tatuagens estranhas.
Em meio ao desespero, Clary pede ao seu amigo que chame pelos seguranças, ela sabe que o melhor a fazer é chamar a polícia, porém quando seu amigo Simon volta acompanhado dos seguranças, ela descobre que além do corpo sumir estranhamente em meio a uma poça de piche apenas ela é capaz de ver os assassinos.
Entre eles está o nosso mocinho fora dos padrões: Jace, e mais dois adolescentes, Alec que desde o principio mostra aversão a Clary e Isabelle a garota mais linda que ela já pensou ter visto em toda a sua vida, porém tão mortífera quanto os dois rapazes.
Assustada Clary tenta esquecer-se do ocorrido, porém Jace a procura e ela acaba decidindo escutar o que os garotos tem a dizer e se vê envolvida com os Caçadores de Sombras, uma sociedade secreta que há milhares de anos protege os seres humanos de demônios e mantém sob controle os membros do Submundo.
Decidida a manter-se longe de todo esse segredo, Clary se vê fracassada em seu intento quando se depara com um demônio em seu apartamento e descobre que sua mãe desapareceu misteriosamente. Ela conta com a ajuda de Jace e de sua família caçadora para encontrar sua mãe e também para descobrir por que apenas ela, entre tantos seres humanos, é capaz de ver as criaturas assustadoras que os Caçadores de Sombras combatem há milênios.
Cassandra Clare criou um mundo totalmente dela, em meio aos combatentes das sombras surge uma história envolvente, de ação e mistério, e mesmo tendendo para o público adolescente, a autora é capaz de capturar muitos marmanjos de plantão. Cidade dos Ossos é uma história onde não só os vampiros e lobisomens obtém sua cota de destaque, mas também há fadas, mortais e encantadoras; feiticeiros excêntricos e poderosos, e também belos anjos envoltos em tantos mistérios quanto a vida da mocinha que ela criou tão cheia de qualidades e atrativos, mas também com todos os defeitos de um ser humano.
Com certeza um livro que me surpreendeu e ganhou lugar na minha estante de favoritos junto de suas respectivas continuações.
Espero que gostem e, que assim como eu, aproveitem as belas, heróicas e nada convencionais aparições de Jace... O mais novo colírio dos meus olhos.
Beijos
Cari.
Eu ♥ Resenhas: Fallen
Marcadores: Eu ♥ Resenhas, Galera Record, Lauren Kate, Ótimo, Roxane Norris
Título: Fallen
Título Original: Fallen
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Ano da Edição: 2010
Ano Original de Publicação: 2009
Nº de Páginas: 401
Série: Fallen - Vol. 1
Título Original: Fallen
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Ano da Edição: 2010
Ano Original de Publicação: 2009
Nº de Páginas: 401
Série: Fallen - Vol. 1
Eu demorei muito para comprar Fallen justamente por todas as resenhas que já li. Achava a capa linda, todavia, de dez resenhas, nove eram dizendo que o livro era um Crepúsculo de anjos. E mesmo achando que nada me faria mais mal do que ler Diário de Vampiros, eu relutei muito até Fallen “cair” literalmente em minhas mãos numa ocasião muito curiosa. Eu estava indo à Bienal do livro quando entrei nas Lojas Americanas e ele me acenou assim: me leva!
A curiosidade venceu qualquer reserva que eu tivesse sobre o livro. Carreguei ele por toda a Bienal e me vi devorando suas palavras rapidamente entre minha casa e o trabalho. Acredite em mim, em momento algum eu tive vontade de fechar o livro e arquivá-lo, muito pelo contrário. Lauren me fez crer numa narrativa despretensiosa de início, que tem em Lucie uma adolescente problema enviada ao reformatório Sword&Cross na clara desculpa básica que os pais dão a si mesmo para justificar a ida de seu único filho para uma instituição desse porte: é para o seu bem. Não posso crer que nenhum pai ache que algo nesses termos seja bem algum para seu filho, todavia, tenho que acolher isso como a premissa de que eles só visam o bem da menina... Ou poderia dizer que é mais difícil aceitar que seu filho tem problemas e lidar com eles sob seu teto? Ainda assim, essa discussão de âmbito familiar é apenas pincelada por Lauren como pano de fundo, mesmo crendo que ela adoraria muitas vezes ir até o fundo da questão. O que de fato talvez pudesse tornar o livro cansativo ou monótono... Isso por que eu me lembrei de questionar o que nos faz procurar na prateleira livros tidos como gêneros sobrenatural e/ou fantasia. Entretenimento, né? Eu não penso em abrir um livro desse e encontrar uma discussão filosófica...
Logo, é por esse mar de experiência e não experiência que vamos navegar com Lucie, enquanto ela descobre que não sabe nada sobre si mesma e os amigos de infortúnio... Conforme vemos Cam e Daniel desfilar seus belos olhos verdes e cinzentos, respectivamente, e ficar por páginas indecisos com quem a menina deve se envolver mais. Note que eu disse menina, ou seja, não pense você que verá atitudes maduras ou justificadas quando estamos falando de adolescentes, principalmente americanos. Essa é a fase em que mais nos é permitidos erros, devaneios e insensatez!
E, é nesse ponto que você pensa na Lucie-história-adolescente-comum que Lauren te tira o chão e te envolve numa trama linda! Uma trama que me surpreendeu e me fez devorar páginas e linhas inteiras torcendo pela guria. Para quem não sabe que é uma história de anjo, mas que também não se resume só a isso (é eu contei!), não há uma só nota que diga quem Daniel é; e Cam... Esse realmente me surpreendeu! Eu podia esperar tudo deles, mas não um thriller que me fizesse querer ler o segundo livro tão rápido. Não foi isso que pensei quando paguei R$19,90 por ele... Eu pagaria agora o dobro por Tormenta!
Eu me apaixonei pela maneira como a Lauren nos insere na busca da Lucie pelo o passado de Daniel... e você se vê indo para a biblioteca e procurando também. Eu me vi emocionada muitas vezes e segurei minha vontade de abraçar tanto Cam, quanto Daniel e Pen! Eu criei uma identificação com os personagens, e Lauren me fez gostar do que li... Fez-me querer mais quando cheguei à última linha do primeiro volume.
Eu não posso afirmar que a série inteira seja boa, porque manter um pique numa trama assim é muito difícil. Uns conseguem, outros não. Mas, eu acredito que passar indiferente a essa série se tornou impossível, como já fiz a outras.
Boa leitura, amores!
Roxane Norris
Eu ♥ Resenhas: Formaturas Infernais
Marcadores: Galera Record, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Resenha, Ruim
Título Original: Prom Nights From Hell.
Autoras: Meg Cabot, Stephenie Meyer, Michele Jaffe, Kim Harrison e Lauren Myracle.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 318.
Editora: Galera Record.
Edição: 1ª Edição.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 318.
Editora: Galera Record.
Edição: 1ª Edição.
Formaturas infernais, esse é o tema não é? Bem, a capa do livro é indubitavelmente uma das mais bonitas e intrigantes que eu já vi apesar de que quando nossos olhos recaem sobre as autoras que participam desta ilustre antologia um calafrio temeroso nos sobe a espinha. Meu primeiro pensamento foi: Será que conseguiram fazer contos bons de terror?
Bem queridas e queridos amigos, leitores, vampiros, imortais e Lady GaGas, a resposta obviamente não poderia ser outra: não. Os contos são açucarados e repletos de romancezinhos adolescentes com o sobrenatural envolvido. Tensão? Sangue? Terror? Mistério? Suspense? Desista de encontrar nesse livro. Para não parecer injusta, o único conto que conseguiu transmitir um pouco do misticismo e a atmosfera de algo relativamente infernal foi o conto do Buquê de Lauren Myracle (que realmente foi um milagre visto que os contos anteriores são intragáveis). Se há uma estrela pontuada aqui com toda a certeza é em homenagem a ela que em meio há tanto desperdício de papel e idéias conseguiu bolar um conto interessante.
Minha maior decepção no livro certamente foi Meg Cabot porque é uma das que tem mais nome no livro e o conto dela é de longe um dos piores e sem embasamento nenhum para o romance. Tinha tudo para dar certo, mas desandou bastante. Eu tive a impressão de estar lendo uma Fanfiction mal estruturada e de uma escritora sem nenhuma experiência. Os pontos de vista ficavam se alternando enquanto poderiam ser englobados em 3ª pessoa com um narrador observador. Fora que o relacionamento acontece de uma forma muito rápida, além de o menino aceitar muito rapidamente e bem o mundo sobrenatural. O conto parece corrido e tudo acontece rápido demais, tornando as coisas mal desenvolvidas, especialmente o mito envolvendo Vampiros e Caçadores.
O conto de Lauren Myracle, como já disse, foi o melhor que li no livro. A protagonista não é lá a das mais inteligentes, mas a proposta do conto não é ter uma protagonista muito esperta ou forte mesmo, sejamos sinceras. Os elementos como a vidente e a tempestade certamente deram um tempero a trama. O final ficou um tanto em aberto demais e meio esquisito. Foi rápido, é difícil explicar. Foi um movimento ágil da personagem que eu não consegui acompanhar muito bem, mas apesar de tudo, a temática foi um pouco mais respeitada.
O de Kim Harrison foi interessante a maneira como ela criou o enredo. Lembrou-me um pouco das histórias japonesas em mangás shoujo, mas é relativamente divertido. A briga entre os dois ceifadores brancos (Barnabas e Lucy) me lembrou um pouco um mangá chamado "Full Moon wo Sagashite", enfim...Talvez por isso eu não tenha achado tão original, e, putz! Entrar num carro de um estranho, ela é doida, estúpida ou o quê? Ela tinha acabado de fazer 17 anos. "Olá! Você já deveria ter um cérebro, não?" foi o que eu repeti para a Madison várias vezes mentalmente. Aliás, o que achei interessante, foi o nome do ceifador negro ser Seth, que é o nome do deus egípcio do caos, da inveja, etc. Um conto interessante, porém longo demais para um final tão em aberto.
Já o conto da Michele Jaffe não tem nada de infernal, a não ser que consideremos a escrita dela como fator acusativo (ou a tradução que tenho aqui é uma porcaria).
"Ele sorriu para ela, diretamente nos olhos dela, e os joelhos dela ficaram fracos e a mente dela começou a montar situações envolvendo ele sem sua camisa mas com um jarro de xarope de bordo e uma grande – “Bem, lá está a minha senhora,” ele disse. “Te vejo por aí.” E então foi embora."
Vai dizer que isso não é uma ofensa visual? É cansativo. Bem, eu tentei ir até o fim, juro que tentei. Mas não dá. Sinto muito mais pulei esse conto, chato e confuso demais. D-E-M-A-I-S.
Como sabem, eu detesto Stephenie Meyer e sua escrita, tentei ler até o máximo que pude. Mas quando ela comparou o verde do ponche a bílis (sim, aquela coisa verde que fica no fígado) não teve estômago ou cérebro que agüentasse aquilo. Acho que o mínimo que escritoras de nome (e isso infelizmente inclui ela por causa do seu Best-Seller Crepúsculo) é conseguir criar descrições decentes e histórias adequadas a trama. Não sabe criar clima de terror/suspense? Não escreva, apenas. Fique na sua área que você ganha muito mais.
No geral, achei o livro muito cansativo, alguns contos são exageradamente longos. Pelo menos me pareceram assim. O único conto que valeu realmente ler foi o do Buquê (Lauren). Porque o resto... Apenas cansativo e repetitivo. SE eu terminar de ler os dois últimos algum dia, eu crio uma nova postagem só com os dois, mas creio que seja difícil de acontecer, pelo menos nessa vida.
Eu ♥ Resenhas: Feios
Marcadores: Feios, Galera Record, Literatura Estrangeira, Muito Bom, Resenha, Scott WesterfeldTítulo Original: "Uglies"
Autor: Scott Westerfeld.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 415.
Editora: Galera Record.
Edição: 2ª Edição.
Tradutor: Rodrigo Chia.
Desde o lançamento deste livro eu senti vontade de lê-lo, até que finalmente consegui uma promoção e comprei. Demorei um pouquinho a iniciar a leitura, mas assim que comecei não quis mais parar.
"Feios" é o primeiro volume da série de ficção científica criada por Scott Westerfeld e conta o início da história de Tally e as dificuldades que ela precisa enfrentar até se tornar perfeita. Dividido em três partes, respectivamente "Tornando-se Perfeita", "A Fumaça", "No Fogo". A primeira parte é a mais monótona das três, mas é aquela que nos dá a base para entendermos o que se passa nesse novo universo criado por Westerfeld.
Durante a primeira parte, temos uma Tally completamente iludida e ansiosa para ingressar em Nova Perfeição e reencontrar seu melhor amigo transformado em Perfeito. Como já devem imaginar, Feios são proibidos de entrar em Nova Perfeição. Porém, chegar lá não é um problema para nossa heroína, aliás, é até uma tradição dos Feios ir observar os Perfeitos em suas vidas borbulhantes, então eles estão sempre transmitindo os truques aos feios mais novos. Porém, Tally não queria apenas espiar, ela precisava falar com seu amigo por isso ela decide entrar em Nova Perfeição para procurá-lo. Um intento bem perigoso e arriscado, mas isso não faz Tally desistir. Durante a fuga, Tally conhece Shay e não demora muito para que as duas se tornem grandes amigas. Mas Shay, diferente de Tally, não está tão ansiosa para tornar-se perfeita e, uma semana antes de seu aniversário, Shay foge para se unir a um grupo de resistência chamado Fumaça, deixando para Tally algumas pistas de como chegar até lá.
Neste momento é que a realidade sobre esse universo começa a ser revelada. Tally é levada até os especiais e é chantageada. Ela só poderia ser perfeita se entregasse o lugar para onde Shay fugira. O problema disso tudo? Tally não havia entendido tão bem as pistas deixadas por sua amiga e mesmo que soubesse, não achava correto entregá-la. Após ser levada devolta ao lugar onde os Feios ficavam aguardando a cirurgia, Tally passa a ser evitada por todos. Eu diria que é um dos pontos do livro que nos faz pensar um pouco. Convencida por Dra. Crable e os especiais de que seria mais seguro para Shay e para os outros retornarem e se tornarem perfeitos além de ser evitada por todos, Tally coloca o pé na estrada pra tentar encontrar o grupo para onde Shay foi: "Fumaça". É a partir daí que a história ganha um novo dinamismo e começamos a descobrir o que há do lado de fora do mundo técnológico que Tally vivia. A forma como o autor criou este enredo é bem interessante. Eu confesso que já tinha esperanças em cima do conteúdo do livro, mas fui surpreendida. Não achei que fosse tão bom.
O fato é que "Feios" de Westerfeld é um livro instigante e nos faz pensar acerca de certas ditaduras que passamos em nossa história, da mais sutil até as mais graves. As transformações e amadurecimento que Tally sofre durante as partes são incríveis. Recomendo para todas as idades.
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