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Eu♥Resenhas: A Menina Morta-Viva
Marcadores: A Menina Morta Viva, Editora Underworld, Elizabeth Scott, Literatura Estrangeira, Ótimo
Número de Páginas: 172 páginas.
Editora: Editora Underworld.
Edição: 1ª edição.
Tradução: Ronaldo Passarinho.
Falar desse livro é complicado pra mim. Porque eu o comprei na bienal do Rio de Janeiro no ano passado e protelei a leitura por bastante tempo e quando consegui terminá-lo foi um grande alívio. O alívio não é pela qualidade do livro, ao contrário, o livro é ótimo no que tange o tema abordado, tão bom que machuca quem lê. "A Menina Morta-Viva" traz uma história para leitores fortes. Algumas partes são tão cruéis e vis que eu me senti sufocada e me fez segurar as lágrimas em algumas passagens. A dor de Alice acaba se tornando nossa porque há partes em que a autora coloca "em xeque" nossas atitudes. Afinal, quantas vezes podemos esbarrar em Alices por aí e nem ao menos reparamos? Alice nos fala isso em várias páginas e, da mesma forma que soa como um apelo, ao mesmo tempo ela soa conformada em ninguém reparar seu sofrimento.
Era uma vez, eu era uma menininha que desapareceu. Era uma vez, o meu nome não era Alice. Era uma vez, eu não sabia como tinha sorte. Quando Alice tinha dez anos, Ray levou-a de sua família, seus amigos ― a sua vida. Ela aprendeu a desistir de todo o poder, para suportar toda a dor. Ela esperou que o pesadelo acabasse. Alice agora tem quinze e Ray ainda a tem, mas ele fala mais e mais da sua morte. Ele não sabe é o que ela anseia. Ela não sabe que ele tem algo mais assustador do que a morte em mente para ela. Esta é a história de Alice. É uma que você nunca ouviu falar, e que você nunca, jamais esquecerá.
Falar desse livro é complicado pra mim. Porque eu o comprei na bienal do Rio de Janeiro no ano passado e protelei a leitura por bastante tempo e quando consegui terminá-lo foi um grande alívio. O alívio não é pela qualidade do livro, ao contrário, o livro é ótimo no que tange o tema abordado, tão bom que machuca quem lê. "A Menina Morta-Viva" traz uma história para leitores fortes. Algumas partes são tão cruéis e vis que eu me senti sufocada e me fez segurar as lágrimas em algumas passagens. A dor de Alice acaba se tornando nossa porque há partes em que a autora coloca "em xeque" nossas atitudes. Afinal, quantas vezes podemos esbarrar em Alices por aí e nem ao menos reparamos? Alice nos fala isso em várias páginas e, da mesma forma que soa como um apelo, ao mesmo tempo ela soa conformada em ninguém reparar seu sofrimento.
Como eu já li "Lolita" de Nabokov, foi como se eu tivesse visto os dois lados da moeda, só que o Humbert-Humbert nunca fora tão cruel ou agressivo com Lolita, não que eu me lembre. A doença do personagem criado por Nabokov soa até um pouco diferente do que nos é apresentado aqui. Talvez pela forma poética que ele tratou a história. Apesar dos pesares, Lolita ainda era mimada por H. H. e era apreciada por ele também. Mas não é de Lolita que devo ou quero falar agora, isso fica para outra resenha.
"Alice", entre aspas porque esse não é o verdadeiro nome da protagonista, mas o nome que Ray escolheu, a todo o momento duvida do amanhã. Não sabe se vai comer, não sabe se vai estar viva, aliás, não sabe nem mesmo se está realmente viva agora. Afinal, quem gostaria de viver uma vida como aquela? Mas da mesma forma que era difícil continuar vivendo daquela maneira, era mais difícil ainda conseguir morrer. Só poderia morrer quando Ray permitisse.
Os capítulos são curtos e o livro não é nem tão grande, mas possuem um peso de um livro de mais de 600 páginas com parágrafos que se arrastam por páginas e mais páginas. É muito pesado para o emocional. Eu só consegui terminá-lo quando estava apática, porque das vezes que eu o peguei, se conseguia ler mais de três páginas, era muito. Cada parágrafo era acompanhado de um suspiro e um gole de café. Muita violência descrita em poucas palavras e linhas. Parecia mesmo ter sido escrito por uma menina, o que soa mais desesperador quando lemos. Soa real, porque no fundo sabemos que pode ser realmente real, senão com essa menina, mas com outras pelo mundo a fora. Outras Alices de outros tantos Rays.
Quando terminei tudo, só o que conseguia pensar em Ray, Ray, Ray... e no fantasma da pobre "Alice". Queria que ele sofresse, mas aí eu lembro que ele um dia foi como Alice e era apenas um produto da violência que sofreu e que agora transmite para as outras "Alices". Triste, mas pelo menos eu cheguei ao fim e pude me libertar.
Eu ♥ Resenhas: Sussurros de Uma Garota Apaixonada
Marcadores: Editora Underworld, Eu ♥ Resenhas, Julliana Passos, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Mandy Porto, Resenha, Sussurros de Uma Garota ApaixonadaEu ♥ Resenhas: Casa Glass
Marcadores: Bom, Editora Underworld, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Literatura Vampiresca, Rachel Caine, YA
Título Original: "Glass House"
Autor: Rachel Caine.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 208.
Editora: Underworld.
Edição: 1ª Edição.
Casa Glass é o primeiro volume da
série “Os Vampiros de Morganville” escrito por Rachel Caine e faz parte do
booktour da editora Underworld.
Casa Glass conta a história da
perspectiva da adolescente de 16 anos Claire Danvers, estudante do primeiro ano
da faculdade de Morganville e um gênio em potencial. É bem verdade que Claire
poderia ir para universidades de renome,
mas por protecionismo dos pais, foi para a universidade mais próxima possível
para evitar que ela corresse algum risco na “cidade grande”. Porém, é claro que
eles não poderiam estar mais errados. Claire nos é apresentada como uma nerd e
sem habilidades para socialização, logo nos primeiros dias acaba cruzando o
caminho de uma das meninas mais influentes e populares da faculdade e, sem
querer, acaba por ridicularizá-la na frente de todos. E é a partir daí que Claire se torna o alvo
preferido de Mônica.
Eu ♥ Resenhas: Sete Vidas
Marcadores: Editora Underworld, Eu ♥ Resenhas, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Mônica e Monique Sperandio, ResenhaAutoras: Mônica e Monique Sperandio
Ano: 2011
Páginas: 204
Editora: Underworld
Edição: 1ª
"Nunca julgue um livro pela capa." - É muito difícil manter esse ditado em mente tendo em mãos o trabalho caprichadíssimo com que a Editora Underworld cobre seus títulos. Sou obrigada a começar meu comentário de Sete Vidas, das gêmeas Mônica e Monique Sperandio, parabenizando a equipe da Underworld por cada detalhe da capa. Escolhi este entre todos os livros oferecidos no estande que a editora montou na Bienal do Livro 2011, tanto pela imagem da garota com ares de princesa medieval, quanto pela surpresa ao perceber a juventude das irmãs escritoras. Ter um romance publicado aos dezoito aninhos de idade não é para qualquer um, certo? Então, vamos ao livro...
Logo de cara, percebi algo curioso: a capa que tanto me seduziu, na verdade, não tem nada a ver com a protagonista. A época da história não é representada no vestuário da modelo. A imagem ainda é bonita, mas faltou aquela conexão com a história que fizesse com que a personagem principal estivesse representada ali.
Outro ponto negativo que me incomodou um bocado foi o estrangeirismo transbordante do livro. Em cada nome, o sotaque da língua inglesa se faz notar. Aprilynne, Claire, Kaleigh são as amigas inseparáveis. Moonville é a cidade. Joy Lenz o nome do orfanato no qual as garotas vivem. A moeda de troca é o dólar. Até o clima e a vegetação descritos parecem próprios para um seriado de TV americano.
Não me entenda mal, amigo leitor. Não acho que seja obrigatório para escritores brasileiros que suas histórias sejam ambientadas em terras tupiniquins. Entretanto, essa história poderia perfeitamente se encaixar na nossa pátria mãe. Se algum fator da trama ganhasse com a transferência de cenário, eu aplaudiria a escolha. Não foi o caso. Senti falta daquele temperinho brasileiro que adoro encontrar nas obras nacionais. Uma pena...
Bem, deixando isso de lado, as autoras nos apresentam ao orfanato Joy Lenz, lar temporário da protagonista Aprilynne Hills, de suas amigas e suas rivais. Nenhuma parte da história desenvolvida neste orfanato conseguiu me empolgar. Há muitos clichês adolescentes se empilhando nas próximas páginas, como a rivalidade de grupinhos de garotas, as paquerinhas, as demonstrações de amizade estudantil e mais todos os elementos facilmente encontrados em qualquer material para leitores que ainda freqüentam o Ensino Médio. O dia-a-dia no orfanato não consegue valorizar as personagens secundárias, e foi um trecho cansativo de se ler. Sei que isso frustraria qualquer leitor maduro, mas é notável a forma que trechos como esses se comunicam bem com o público alvo das garotas. Então, se você já está cansado de romances teens, antes de começar a leitura, respire fundo e reúna bastante paciência.
Felizmente, há um recurso infalível para impedir que o leitor abandone o livro nessas horas: criar um mistério.
Em uma noite em que os gatos estão agindo de forma estranha, aparentemente perseguindo a protagonista, April encontra o cadáver de uma moça dentro do lago próximo ao orfanato. A polícia não é capaz de localizar a morta, e, para intrigar ainda mais April, a partir daquela noite, estranhos poderes que a garota nem sonhava possuir começam a se manifestar. Visão noturna, audição aguçada, e outras habilidades notavelmente felinas transformam a órfã rebelde em uma protagonista verdadeiramente interessante.
A origem de todo esse poder da heroína remete à mitologia do Egito Antigo, que é muito bem representada através de cenas ambientadas na época dos faraós. Para mim, a riqueza de detalhes ao descrever essa parte da história transformou o flashback no ponto alto do livro.
Obviamente, April decide investigar o que aconteceu com a garota morta, e também a origem de seus poderes. Para isso, conta com o apoio das garotas do orfanato e do bonitão Ian, já que um toquezinho de romance se faz necessário a um livro como esse. A função do rapaz é apenas a de construir um par romântico, pois April não depende do seu príncipe encantado para salvá-la e luta as próprias batalhas.
Qual a ligação entre o cadáver da garota, os poderes de April e a mitologia egípcia? Revelar isso aqui seria acabar com o grande trunfo da história, que é a criatividade das autoras.
Sete Vidas se destaca na minha coleção de literatura fantástica adquirida recentemente por ser uma grata fuga das criaturas sobrenaturais que estão em foco no momento. Quem curte sagas com pitadas mitológicas e superpoderes dignos de X-Men vai abraçar com entusiasmo a proposta das autoras.
Embora a narrativa das gêmeas seja bem visual e fluida em boa parte do texto, em outras há diálogos artificiais, palavras repetidas e frases mal construídas, pecando principalmente pela ambigüidade. Acredito que essa irregularidade seja perdoável, levando em conta a inexperiência das autoras. Parágrafos não alinhados e travessões em lugares errados também me incomodaram um pouco. Pelo bem dos leitores, espero que a editora capriche tanto nas suas próximas revisões quanto costuma fazer com suas capas.
A originalidade demonstrada na obra de estréia é a prova de que as gêmeas Sperandio têm no DNA o elemento misterioso encontrado somente em sonhadores capazes de contar grandes histórias. Concluo
com a impressão de que Sete Vidas é um livro de autoras “verdes”, que
devem amadurecer bastante, mas que já podem se orgulhar do resultado que
alcançaram.
Estefânia
Primeiras Impressões #5
Marcadores: Editora Underworld, Literatura Brasileira, Mônica e Monique Sperandio, Primeiras ImpressõesSete Vidas
por Mônica e Monique Sperandio
Na pequena cidade de Moonville, Aprilynne Hills é conhecida como a rebelde do orfanto Joy Lenz. Sua vida se resume em quebrar regras e aceitar desafios. Após perder uma aposta de sua inimiga Angelique, tudo toma um rumo inesperado. Encontrar uma garota morta em um lago e começar a ter alucinações não estava em seus planos. Descobrindo poderes que nunca imaginou ter, April contará com a ajuda de poucos para resolver um mistério que envolve até deuses do antigo Egito. Mistérios, segredos, lutas e romance te aguardam nessa narrativa que promete tirar o fôlego dos leitores em cada página.
Book Tour 2011 - Editora Underworld
Marcadores: Book Tour, Editora Underworld, Novidades
Oi, gente! Tudo certo com vocês? Bem, vim aqui contar uma coisa que vai ser muito legal para o blog e que me deixou muito feliz! O que estou querendo dizer é que estamos selecionados para o "Book Tour" organizado pela Editora Underworld, mais precisamente dentro do grupo 1 que abrange (se eu não me engano) os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo (não tenho certeza se MG também está incluído). O que - pelo que entendi - nos torna parceiros da editora a partir de agora, não é um máximo! Estou super contente!
O Book Tour funcionará da seguinte forma: Cada grupo de 20 receberá 1 exemplar de "Os Vampiros de Morganville", 1 exemplar de "Instintos Cruéis" e 1 exemplar de "Sussurros de Uma Garota Apaixonada". Ao total serão 15 livros girando a blogosfera contemporaneamente e cada grupo estará lendo 3 livros ao mesmo tempo (blogs diferentes logicamente). O prazo de leitura será de uma semana.
Dentro do grupo 1 (meu grupo como já disse acima), temos os seguintes blogs (excluindo o "Eu ♥ Livros"):
- Art Books
- As Envenenadas pela Maçã
- Babi Lorentz
- Bedshaped
- Conversando com Dragões
- Empório dos Livros
- Endless Books
- Guardians
- Heart Books
- Highway to Books
- Lendo Mentes
- New Romantic
- O Feijão e o Sonho
- Pri e os Livros
- Serial Reader
- Taty Books
- True Insights
- Up Read
- Vício em Livros
Espero que consigamos ter um ótimo relacionamento e quem sabe, futuramente, ingressarmos numa parceria entre blogs de vez!
"I Heart You, You Haunt Me"
Marcadores: Editora Underworld, I Heart You You Haunt Me, Lançamentos, Lisa Schroeder, YASegundo informações que recebi ontem via twitter da Editora Underworld, eles irão publicar "I Heart You, You Haunt me" da autora Lisa Schroeder. Uma ótima notícia para os fãs do livro e da autora. Porém ainda não há uma data especifica para o lançamento, porque eles acabaram de fechar o contrato e ainda segundo a própria editora, eles vão tentar apressar o máximo na produção deste exemplar. Portanto, por enquanto, a única coisa que podemos fazer é esperar mais informações com os dedos cruzados.
Confira a sinopse de "I Heart You, You Haunt Me":

"Uma garota conhece um menino.
Essa garota perde o menino.
Essa garota perde o menino.
E então o tem de volta...
... ou algo como isso.
Ava não pode vê-lo ou tocá-lo, a menos que ela esteja sonhando. Ela não pode ouvir a voz dele, exceto pelos fracos sussurros em sua mente. A maioria pensa que ela está louca, mas ela sabe que ele está aqui. Jackson, o garoto com que Ava pensou que passaria o resto da vida junto. Ele voltou dos mortos, como prova que seu amor não conhece fronteiras."
... ou algo como isso.
Ava não pode vê-lo ou tocá-lo, a menos que ela esteja sonhando. Ela não pode ouvir a voz dele, exceto pelos fracos sussurros em sua mente. A maioria pensa que ela está louca, mas ela sabe que ele está aqui. Jackson, o garoto com que Ava pensou que passaria o resto da vida junto. Ele voltou dos mortos, como prova que seu amor não conhece fronteiras."
Primeiras Impressões #1
Marcadores: Editora Underworld, Mandy Porto, Primeiras Impressões, Sussurros de Uma Garota Apaixonada, YA
"Sussurros de Uma Garota Apaixonada", para aqueles que não sabem, é um livro de uma nova autora brasileira chamada Mandy Porto (acesse seu blog aqui).
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