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Eu ♥ Resenhas - Angelologia: O Conhecimento dos Anjos

 

Título Original: Angelology
Autor: Danielle Trussoni
Editora: Objetiva
Número de páginas: 456
Ano: 2010





 
 
Evangeline vive como uma freira comum até o momento em que recebe em forma de carta uma solicitação de pesquisa. Aparentemente, é só mais uma solicitação de pesquisa que ela deveria, pela regra do convento, recusar. Mas algo a intriga. E assim, Evangeline acaba quebrando as regras da Ordem das Franciscanas da Perpétua Adoração e se envolvendo com o caso pesquisado por Verlaine.

Ambos descobrem que Nefilins estão em toda parte. Não há como negar. E, por mais que sejam descendentes de anjos, não se apresentam divinos ou puros, mas dotados de ganância e luxúria. São seres que corrompem a história do mundo com suas ideologias desde a queda… Alguns Nefilins agora estão doente e somente um antigo instrumento angélico é capaz de curá-los. Eles estão dispostos a tudo para encontrá-lo.

Mas o que Evangeline menos espera é que sua família, seu passado e o próprio convento são integrantes vitais desses mistérios. Uma narrativa extremamente descritiva, intrigante e inteligente. Angelologia utiliza-se da história como nenhum livro da contemporaneidade foi capaz de fazer. Os personagens são profundos, os detalhes históricos e bíblicos foram minuciosamente estudados… E como afirma Raymond Khoury, Angelologia, sem dúvida, é misterioso, envolvente e, se me perdoem o trocadilho, diabolicamente bom.

Eu ♥ Resenhas: 100 Escovadas Antes de ir Para a Cama



Título Original: "100 colpi di spazzola prima di andare a dormire"
Autor: Melissa Panarello.
Ano: 2004.
Número de Páginas: 157.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.




Li esse livro faz algum tempo, mas esse é aquele tipo de livro que não passa em branco. Querendo vocês ou não, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" é um livro polêmico porque narra a iniciação sexual de uma menina de apenas 15 anos e, digamos assim, a vida sexual dela é um pouco assustadora - especialmente - para a sua idade. Afinal,

O livro vendeu
mais de quinhentos mil exemplares na Itália, e teve seus direitos de tradução negociados em 24 países. Depois me repreendem quando eu digo que tudo relacionado ao erotismo vende bem.

Pode-se dizer que a história inicia quando Melissa tem sua primeira vez. E é nesse momento que ela constata (ou tem a ilusão de constatar) que os homens não estão interessados na essência de uma mulher, nem são capazes de amar prescindindo da carne. Dessa forma, Melissa passa a se entregar à todos que a desejam, esperando que um dia algum deles possa olhar em seus olhos e descobrir que a ama.
Assim, tem o início de um período de dois anos em que a jovem experimenta as mais variadas práticas sexuais, incluindo as menos convencionais, como sexo grupal com desconhecidos e sadomasoquismo. Pode-se dizer que Melissa experiementou praticamente tudo possível. As aventuras sexuais da personagem (aventuras quais a autora diz ter vivenciado, mudando apenas os nomes e algumas datas) são intercaladas com divagações e situações do cotidiano da adolescente. A todo o momento temos a sensação de estar  realmente lendo um diário - um tanto quanto depravado - de uma jovem e inocente menina. Gostando ou não, Melissa é muito inocente, porque só com tamanha inocência - aqui como um eufemismo para burrice, com todo o respeito - é possível crer que através do sexo casual se obterá um amor verdadeiro e puro. Melissa poderia ter evitado todo essa sequência dramática de abusos e humilhações, mas ela sempre permitiu porque achava que dessa forma encontraria alguém que a amaria completamente, até a essência. Particularmente, isso ainda não me desce a garganta.
Porém o livro não é de todo o mal, há partes com algumas reflexões interessantes por parte da jovem. Melissa passa por uma crise na adolescência - digamos assim - bem comum. Aquela em que na época achamos que ninguém nos entende ou entenderá e por isso sofremos. Creio eu que seja bem comum porque grande parte das pessoas com quem conversei a respeito passaram por isso, até eu mesma passei, ah... "aborrecentes", oops. Enfim, cada um - quando passa por isso - consegue arrancar algumas reflexões interessantes e chegam algumas conclusões que dificilmente chegariam caso não estivessem passando por tal "crise". A de Melissa já foi dita aqui algumas linhas acima e como eu mesma já disse, não achei tão inteligente assim. Pareceu-me que a sede de amor que Melissa sentia, na verdade, era a falta de um amor primordial: o amor próprio.

Eu esperei o movimento seguinte, estava excitada, mas assustada também. Perguntava o que sentiria se quem estivesse me violentando fosse um desconhecido de verdade, e não o meu doce professor. Depois apaguei esse pensamento, lembrando de algumas noites atrás e de todas as violências contra a alma a que fui submetida tantas vezes... queria mais violência, violência até não poder mais. Me acostumei, talvez não consiga mais passar sem isso; seria estranho se um dia a doçura e a ternura batessem na minha porta e me pedissem para entrar. A violência me mata, me estraga, me suja e se nutre de mim, mas com e por ela sobrevivo, dela me alimento.
Esse trecho retirado do livro expõe bem como a mente de Melissa "trabalha". Eu poderia dizer até que é um livro perturbador caso o leitor tenha uma mente mais convencional. Então eu só recomendaria a leitura desse livro caso a pessoa consiga ler sem prejulgar as ações de Melissa (o que é bem difícil porque ela age com tanta estupidez que irrita), pelo menos até chegar ao final do livro. Final esse que lembra os contos de fadas, mas não vou dizer exatamente como se dá pra não perder a pouca graça que ele já tem. Só posso dizer que achei um tanto forçado, apesar de eu já ter econtrado um rapaz com as mesmas descrições utilizadas pela a autora.

Ah, uma coisa que achei bem interessante é que no decorrer da obra, Melissa encontra um homem que a chama de "Lolita", para os que não conseguiram somar A+B, Lolita é um livro de grande repercussão, além de ser polêmico já que trata do relacionamento de um homem com uma menina de 12 anos. O livro foi escrito pelo russo Vladimir Nabokov. É um livro sensacional e a escrita de Nabokov é sublime, mas enfim depois faço uma postagem à essa fantástiva obra.
O que me fez ter vontade de ler este livro foi a grande quantidade de críticas negativas, então eu decidi que precisava testemunhar se essa obra era de fato tão ruim apesar do estrondoso sucesso pelo mundo. Quando terminei, não achei a obra tão ruim como achei que poderia ser, afinal o livro me proporcionou risadas incríveis (há certas passagens que é inevitável não rir) e eu já não esperava grande coisa como podem ter percebido.
Em suma, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" não é um livro sensacional, mas possui partes aproveitáveis no decorrer da leitura. Lembro que gostei da história que a mãe de Melissa

O livro também inspirou um filme homônimo (que eu acabei de fazer o download).


No mais, boa leitura ou bom filme, caso opte pela obra cinematográfica.

Eu ♥ Resenhas: As Mentiras que os Homens Contam


Título Original: "As mentiras que os Homens Contam"
Autor: Luis Fernando Veríssimo.
Ano: 2001.
Número de Páginas: 218.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.




"As Mentiras que os Homens Contam" é um Best Seller de Luis Fernando Veríssimo, o livro ficou entre os livros mais lidos e indicados pela revista Veja por mais de 115 semanas e até já ganhou vida nos palcos do teatro. Um sucesso? Sem dúvidas.

Está aí um ótimo livro para ser lido durante a ida e a volta do trabalho, uma vez que o livro traz divertidas crônicas que retratam bem certos momentos da vida tanto de homens como de mulheres. Não se espante quando eu digo "mulheres" porque apesar do livro se intitular "As Mentiras que os Homens Contam", não são só os homens que mentem durante as 40 histórias que estão nesta obra.

Veríssimo consegue nos guiar por páginas e mais páginas sem que percebamos até que descobrimos que estamos na última página do livro, terminando a última crônica, então o gostinho de "quero mais" nos atormenta. Apesar de eu já conhecer algumas das crônicas que estavam neste livro, adorei relê-las. Veríssimo tem um pouco dessa magia que nos envolve e nos faz querer ler sem parar o que ele escreve.

É impossível não se identificar com alguma das curtas e engraçadas situações que ele nos apresenta durante a obra. Afinal, quem nunca mentiu na vida? Mentir é necessário para o bom convívio social, admitam os moralistas ou não, e de certa forma é isso que vemos no livro. Mentiras que utilizamos no dia-a-dia, aquelas meias verdades que dizemos ser inofensivas e que nos evitam grandes problemas... ou não.

Com toda a certeza, o livro é uma ótima pedida para presentear algum amigo, parente, namorado, amante, a minha pessoa (o livro que eu li é emprestado), etc. Recomendado para ambos os sexos de praticamente todas as idades (creio eu que o livro não seja do gosto das crianças e talvez estas não consigam compreender muitas coisas que estão contidas nas crônicas).
 
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