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Eu ♥ Resenhas: Instintos Cruéis



Título Original: Need.
Autor: Carrie Jones.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 337.
Editora: Underworld.
Edição: 1ª Edição.
 
Tradução: Ana Death Duarte.





                Instintos Cruéis conta a história de Zara White, uma adolescente bem diferente do que costumamos ver nesse gênero literário. Zara é do tipo altruísta e escreve cartas para a Anistia Internacional na esperança de poder amenizar um pouco da dor existente na vida de milhares de pessoa que hoje se encontram presas e incapazes de exercer seus direitos civis. A heroína deste livro também é boa no atletismo e tem uma obsessão peculiar por fobias. Os capítulos são todos intitulados por fobias diferentes, é bem interessante porque o significado daquela fobia tem algo a ver com o desenrolar do capítulo.
 
                Após a morte de seu marido, a mãe de Zara manda-a para o Maine passar uns tempos com a sua avó na tentativa de ver a filha melhorar da depressão e é lá que se passa toda a história. Garota nova numa cidade pequena, nós já conhecemos essa história, não? Mas Zara, como já disse anteriormente, é uma protagonista diferente... Ela tenta proteger o máximo todos que a rodeiam, até mesmo quando suspeita que esteja sendo perseguida por um cara estranho. Pois é, ela começa a notar que esse homem aparece muito frequentemente em seu caminho, viu ele em Charlestown, no aeroporto e agora o vira no Maine.  Não demora muito para que Zara encontre rapidamente na escola dois amigos, dois paqueras e uma inimiga popular em potencial como acontece de praxe na literatura YA.

                A narrativa é um pouco lenta e, do meu ponto de vista, um pouco arrastada em alguns pontos com partes desnecessárias e diálogos vazios que em nada acrescentam a trama. Para as coisas acontecerem mesmo, demora uns bons capítulos. Outra coisa que me fez desgostar da narrativa foi a narração no presente do indicativo demonstrando – para mim – um fato sucedendo o outro no mesmo instante. Em minha cabeça, cada ação parecia uma martelada bem forte. Também notei o uso recorrente de gírias e diminutivos no decorrer do livro, tornando os diálogos um pouco irritantes. A forma como a autora faz Zara descrever Megan (a inimiga em potencial) também foi um pouco estranha também para mim, como no trecho da página 100.
“Ergo minhas sobrancelhas e começo a me perguntar como, mas Megan vem se aproximando, toda sorrateira, toda sexy em seus shortinhos e com sua blusinha com tiras finíssimas. Tirinhas assim são uma violação do código de vestuário da escola, não que Megan se importe com isso. É bem óbvio que o Treinador Walsh não está nem aí pra isso também.”
            
              Deixando isso de lado, nos deparamos que o possível perseguidor de Zara deixa um rastro de pó brilhante dourado. Intrigante ou não, o fato é que a autora nos traz uma nova criatura que nunca pensamos temer e, de certa forma, preciso confessar que não me convenceu a ter medo ainda. Se o livro tomasse outro rumo e a criatura fosse mais interessante (para não dizer cruel), ficaria mais legal. A resposta que a autora nos oferece não me satisfez.

              Instintos Cruéis pecou na hora da resolução dos mistérios, quando você pensa que a coisa vai engrenar, o livro termina. Se esse livro fosse algo de comer, eu diria que faltou tempero.    

       
                Agora quanto a capa, vou dizer o mesmo que disse no caderninho que tem acompanhado o booktour:  A editora Underworld tem capas impecáveis e contra-capas lindas da mesma forma, a parte de desing é realmente irreprochável. Porém encontrei alguns errinhos de revisão, mas isso acontece em várias editoras, não? Eles também estão marcados no caderninho. Eu sei que a maior parte dos livros agora está usando aspas no lugar dos antiquados travessões, mas como digo: “Se o novo é bom, o antigo é melhor”.  O Travessão marca melhor o início do diálogo, as aspas às vezes confundem os olhos do leitor, pelo menos os meus.


                E antes que eu me esqueça: aqui quem fala é a Jú, não, eu não morri e nem estou completamente de volta. Até as coisas se desenrolarem na minha vida, vou continuar meio ausente, mas o blog está em mãos muito competentes.

Eu ♥ Resenhas: Oh My Goth



Título Original: Oh My Goth.
Autor: Gena Showalter.
Ano: 2006.
Número de Páginas: 256.
Editora: MTV.
Edição: ?

  

´´Oh My Goth`` conta a história de Jade Leight, uma adolescente americana que não segue o padrão americano de viver, digamos assim, pelo menos não o padrão existente na sua escola onde vestir rosa e ser uma perfeita Barbie supostamente te faz uma pessoa melhor que os outros. Jade mais seu seleto grupo de amigos são góticos, se vestem de preto, usam e abusam do lápis de olho e curtem o lado negro das artes e da vida. Mas é claro que há uma feroz rixa entre a turma Barbie e o grupo gótico como todo livro que usa essa temática como plano de fundo.  A língua afiada de Jade somada a implicância das patricinhas deixam as coisas divertidas, confesso, lembrei até um pouco da minha adolescência.

Com a chegada de um novo garoto na escola, um que pouco se importa com rótulos deixa a briga mais pesada e é aí que, bem, as coisas vão longe demais e a história segue um rumo completamente insano à lá ficção científica (não consigo encontrar melhor adjetivo). Digamos que as coisas viram de cabeça pra baixo na realidade alternativa em que as duas (Mercedes e Jade) são presas. Lá ser Gótico é uma coisa muito legal e ser patricinha é uma coisa muito 2010, então, de repente, temos Jade como abelha rainha da escola e seus amigos passam a odiá-la porque agora eles são, espere, clones barbies. É como se invertessem os papéis e ambas conseguem provar o sabor da vida que a sua ´´inimiga`` leva. 

Jade que tanto prezava sua individualidade gótica parece ficar desgostosa ao ver que a última moda agora era ser como ela. Eu particularmente não gostei muito dessa reação dela porque a autora martelou tanto isso que me pareceu que a personagem não tinha personalidade. Ela seguia a cultura gótica porque era fora dos padrões e ela queria ser assim: fora dos padrões. Queria chamar a atenção. Quando gostamos de algo, gostamos até quando ele vira modinha, não importa o que aconteça, não é? Passando por esse ponto, o interessante é que ela e Mercedes (a Barbie rainha da história) trocam de papéis, Mercedes sente na pele o que ela provocou a Jade durante todo esse tempo e Jade sente como é ser popular, mas odiada pelas pessoas que mais gosta.  O livro é baseado em estereótipos. De certa forma é isso que o livro mostra. As duas para conseguirem voltar a sua realidade normal deveriam trabalhar em equipe, o que é bastante difícil porque elas aparentemente têm que ultrapassar seus preconceitos e as atitudes mesquinhas para conseguirem se entender. Mas acabam percebendo que por trás da máscara estereotipada de ambas existem pessoas que muito se parecem. 

Apesar da mensagem legal, o livro peca em vários aspectos, especialmente por essa mudança maluca que encaminha o livro para um final à lá sessão da tarde. Mas no geral, é um livro divertido e bom para passar o tempo.

Eu ♥ Resenhas: Para Sempre



Título Original: Evermore.
Autor: Alyson Noël.
Editora: Intrínseca.
Número de páginas: 164.
Série: Os Imortais.








Meus amigos diziam leia “Para Sempre”, você não vai se arrepender. Muito melhor do que Crepúsculo (Confesso que esse comentário não me moveu muito, porque praticamente tudo é melhor que Crepúsculo). Então, novamente, eu resolvi ler um livro que fez barulho na multidão e, como Crepúsculo, me arrependi. Novamente.

Ever Bloom tinha uma vida perfeita: Popular, líder de torcida e moradora de uma casa maravilhosa. Mas essa perfeição se acaba quando um acidente acontece e, da sua família, somente ela se salva.

Mas ser salva não é nada agradável quando sua vida se transforma; A partir do acidente, ela passa a sentir a aura alheia, ouvir pensamentos e conhecer as pessoas com um simples toque.

Ever então muda de cidade e passa a tentar fugir do contato humano. Com um fone de ouvido para apaziguar as vozes dos pensamentos alheio que incessantemente infundem-se em sua mente, ela se torna impopular, confusa e com poucos amigos…

Inicialmente o livro conseguiu me enganar com tal pressuposto de uma adolescente: Ever Bloom, que um dia foi popular e se tornou impopular de certa forma por opção. Até que surge Damen, o perfeito namorado rebelde e capaz de salvá-la de seus dons, alguém que é capaz de calar as vozes dos pensamentos. Damen o perfeito clichê YA: o imortal lindo, romântico e desejado… Damen me irrita então do começo ao fim.

Confesso que me intrigou a explicação de como aqueles humanos se tornaram imortais, mas a forma com que se desenvolveu o mistério tornou a história enfadonha e sem o brilho, a ação que poderia ter tido foi completamente ocultada por cenas de romance bobo que na maior da parte do tempo nada importavam para o transcurso da narrativa.

Simplesmente, é um livro que tenta fugir do clichê e acaba caindo em um clichê pior ainda: O do YA estereotipado com algo novo, mas mal trabalhado. Então, por lê-lo, vou me arrepender para sempre.


Eu ♥ Resenhas: Sementes no Gelo



Título Original: "Sementes no Gelo".
Autor:
André Vianco.
Ano:
2002.
Número de Páginas:
174.
Editora:
Novo Século.
Edição:
1ª Edição. 




Sementes no Gelo é um conto de suspense em que o sobrenatural é mais uma vez explorado por André Vianco. Nele, os espíritos que foram impedidos de reencarnar e se desenvolverem, se enraivessem e lançam sua fúrias sobre aqueles que entram em seus caminhos. É claro que nem todos são maus, porém, se até o bons matam nesta história, como é possível se salvar?

Eles conseguiram congelar seus corpos, não suas almas...

O título somado a capa já nos dá uma pista sobre que tipo de espíritos se trata aqui.

O começo é um tanto perturbador, trata-se de uma daquelas cenas polêmicas que geralmente vemos na televisão quando um assassino ou estuprador cruel é preso e a população deseja fazer justiça com as próprias mãos. O curioso, é que no meio da multidão surgem três pequenas crianças, elas entram na delegacia, mas parece que poucas pessoas notam. O policial que estava de guarda, acredita que elas vão apenas beber água e vão embora, mas não demora muito a perceber que elas passaram direto pelo bebedouro e seguiram rumo a carceragem. Então o policial vai atrás das crianças preocupado, mas estranha o fato de que elas tenham conseguido passar pelas grades - que estão trancadas. O mistério vai aumentando a cada passo.

O polical chama pelas crianças, mas elas não param e continuam seguindo em frente até a cela do cruel assassino de crianças. Desesperado, o policial tenta alcançá-los o mais rápido possível, porém, antes de chegar a cela de Damião, gritos apavorados ecoam pelo corredor. Vina, o policial, ficou desconsertado com o sumiço dos três, afinal as celas especiais - para onde haviam ido - não possuíam grades para que eles se esgueirassem, eram sólidas chapas de ferro. Não teria como criança alguma conseguir entrar ali, mas mesmo assim os gritos vinham de dentro da cela de Damião. Gritos de terror e desespero, era possível ouvir o barulho do corpo do assassino sendo jogado contra as paredes e até mesmo contra a porta de ferro. Vina então abre a portinhola de observação e viu, apesar da escuridão da cela, o corpo do detento no chão e três pequena sombras correndo ao seu redor. O policial tenta abrir a porta, mas a fechadura havia sido danificada. Só após longos minutos o potão sólido fora aberto. No chão jazia apenas o corpo desfigurado de Damião, sem nenhum vestígio de crianças. Fantasmas? Talvez. Mas esse é apenas o começo desse mistério.

Aos poucos, novos personagens vão surgindo e as histórias começam a se entrelaçar, assim, começamos a juntar as peças desse quebra-cabeça construído por Vianco junto ao detetive que aparece algumas páginas depois.

Este é um livro do Vianco que nunca chamou muito a minha atenção, na verdade, não achei a premissa da história grande coisa, por isso nunca me interessei em ler ou comprá-lo. Mas como comprei a coleção dele no site Submarino há um tempo e o livro veio, resolvi dar uma chance, já que ele é bem fininho. Mas confesso que o livro superou minhas poucas perspectivas e tem até seus bons momentos. Não senti medo nenhuma vez enquanto lia e eu sou facilmente impressionável. Fiquei no máximo um pouco tensa para saber como o Vianco explicaria a história. Mas ele não explica. Talvez se o autor tivesse se aprofundado um pouco mais tanto na história quanto nos personagens, talvez as cenas descritas nos deixasse mais emocionados. Mas o estilo do Vianco é assim, pelo menos nos livros que eu li, ele não vai tão fundo dentro da história ou do personagem, narrando apenas o básico para se entender o que se passa. Em histórias de ação, acho até que vale alguma coisa, mas em histórias de drama, suspense, terror e romance, se perde muito porque os mínimos detalhes é que tocam o leitor.

Além do mais, achei os argumentos um pouco fracos, tocando em assuntos polêmicos como aborto e inseminação in-vitro. Os abortados, segundo o livro, são os mais revoltados e se transformam em sombras. Algo como isso, não lembro bem porque o livro não me marcou muito, mas achei isso um pouco exagerado, mas enfim... Leiam por sua própria conta em risco, não recomendo e nem deixo de recomendar. Há aqueles que podem gostar, eu - particularmente - não achei nada de especial. Para mim, o Vianco tem obras melhores, mas não este não é necessariamente ruim. Apenas poderia ser muito melhor do que é.

Eu ♥ Resenhas: 100 Escovadas Antes de ir Para a Cama



Título Original: "100 colpi di spazzola prima di andare a dormire"
Autor: Melissa Panarello.
Ano: 2004.
Número de Páginas: 157.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.




Li esse livro faz algum tempo, mas esse é aquele tipo de livro que não passa em branco. Querendo vocês ou não, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" é um livro polêmico porque narra a iniciação sexual de uma menina de apenas 15 anos e, digamos assim, a vida sexual dela é um pouco assustadora - especialmente - para a sua idade. Afinal,

O livro vendeu
mais de quinhentos mil exemplares na Itália, e teve seus direitos de tradução negociados em 24 países. Depois me repreendem quando eu digo que tudo relacionado ao erotismo vende bem.

Pode-se dizer que a história inicia quando Melissa tem sua primeira vez. E é nesse momento que ela constata (ou tem a ilusão de constatar) que os homens não estão interessados na essência de uma mulher, nem são capazes de amar prescindindo da carne. Dessa forma, Melissa passa a se entregar à todos que a desejam, esperando que um dia algum deles possa olhar em seus olhos e descobrir que a ama.
Assim, tem o início de um período de dois anos em que a jovem experimenta as mais variadas práticas sexuais, incluindo as menos convencionais, como sexo grupal com desconhecidos e sadomasoquismo. Pode-se dizer que Melissa experiementou praticamente tudo possível. As aventuras sexuais da personagem (aventuras quais a autora diz ter vivenciado, mudando apenas os nomes e algumas datas) são intercaladas com divagações e situações do cotidiano da adolescente. A todo o momento temos a sensação de estar  realmente lendo um diário - um tanto quanto depravado - de uma jovem e inocente menina. Gostando ou não, Melissa é muito inocente, porque só com tamanha inocência - aqui como um eufemismo para burrice, com todo o respeito - é possível crer que através do sexo casual se obterá um amor verdadeiro e puro. Melissa poderia ter evitado todo essa sequência dramática de abusos e humilhações, mas ela sempre permitiu porque achava que dessa forma encontraria alguém que a amaria completamente, até a essência. Particularmente, isso ainda não me desce a garganta.
Porém o livro não é de todo o mal, há partes com algumas reflexões interessantes por parte da jovem. Melissa passa por uma crise na adolescência - digamos assim - bem comum. Aquela em que na época achamos que ninguém nos entende ou entenderá e por isso sofremos. Creio eu que seja bem comum porque grande parte das pessoas com quem conversei a respeito passaram por isso, até eu mesma passei, ah... "aborrecentes", oops. Enfim, cada um - quando passa por isso - consegue arrancar algumas reflexões interessantes e chegam algumas conclusões que dificilmente chegariam caso não estivessem passando por tal "crise". A de Melissa já foi dita aqui algumas linhas acima e como eu mesma já disse, não achei tão inteligente assim. Pareceu-me que a sede de amor que Melissa sentia, na verdade, era a falta de um amor primordial: o amor próprio.

Eu esperei o movimento seguinte, estava excitada, mas assustada também. Perguntava o que sentiria se quem estivesse me violentando fosse um desconhecido de verdade, e não o meu doce professor. Depois apaguei esse pensamento, lembrando de algumas noites atrás e de todas as violências contra a alma a que fui submetida tantas vezes... queria mais violência, violência até não poder mais. Me acostumei, talvez não consiga mais passar sem isso; seria estranho se um dia a doçura e a ternura batessem na minha porta e me pedissem para entrar. A violência me mata, me estraga, me suja e se nutre de mim, mas com e por ela sobrevivo, dela me alimento.
Esse trecho retirado do livro expõe bem como a mente de Melissa "trabalha". Eu poderia dizer até que é um livro perturbador caso o leitor tenha uma mente mais convencional. Então eu só recomendaria a leitura desse livro caso a pessoa consiga ler sem prejulgar as ações de Melissa (o que é bem difícil porque ela age com tanta estupidez que irrita), pelo menos até chegar ao final do livro. Final esse que lembra os contos de fadas, mas não vou dizer exatamente como se dá pra não perder a pouca graça que ele já tem. Só posso dizer que achei um tanto forçado, apesar de eu já ter econtrado um rapaz com as mesmas descrições utilizadas pela a autora.

Ah, uma coisa que achei bem interessante é que no decorrer da obra, Melissa encontra um homem que a chama de "Lolita", para os que não conseguiram somar A+B, Lolita é um livro de grande repercussão, além de ser polêmico já que trata do relacionamento de um homem com uma menina de 12 anos. O livro foi escrito pelo russo Vladimir Nabokov. É um livro sensacional e a escrita de Nabokov é sublime, mas enfim depois faço uma postagem à essa fantástiva obra.
O que me fez ter vontade de ler este livro foi a grande quantidade de críticas negativas, então eu decidi que precisava testemunhar se essa obra era de fato tão ruim apesar do estrondoso sucesso pelo mundo. Quando terminei, não achei a obra tão ruim como achei que poderia ser, afinal o livro me proporcionou risadas incríveis (há certas passagens que é inevitável não rir) e eu já não esperava grande coisa como podem ter percebido.
Em suma, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" não é um livro sensacional, mas possui partes aproveitáveis no decorrer da leitura. Lembro que gostei da história que a mãe de Melissa

O livro também inspirou um filme homônimo (que eu acabei de fazer o download).


No mais, boa leitura ou bom filme, caso opte pela obra cinematográfica.

Eu ♥ Resenhas: Fim do Jogo


Título Original: "House".
Autores: Frank Peretti e Tedd Dekker.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 297.
Editora: Thomas Nelson Brasil.
Edição: 1ª Edição.
Tradução: Marcelo Barbão.




A única maneira de vencer é perder, a única maneira de sair é entrar

Fim do Jogo começa com a discussão de um casal que está de viagem, para encontrar alguns antigos amigos. No entanto, como todo boa história de terror, os dois acabam sendo perseguidos por um carro estranho, que logo desaparece, e faz com que os dois se percam no caminho. O casal acaba parando em uma pequena cidade, onde são auxiliados por um policial a pegarem uma estrada velha para chegarem mais rápido ao seu destino. No entanto, acabam perdidos no meio do nada e resolvem procurar por ajuda. Para o azar deles, acabam encontrando uma casa - um pequeno hotel, na verdade - com três cidadãos locais nada normais.


Quando estava na livraria buscando por algo novo, acabei me deparando com este livro. A capa me atraiu, a sinopse muito mais e a premissa de ter uma boa história de terror me agradava muito, no entanto, acabei me decepcionando. No início, a história apresenta um enredo interessante, personagens curiosos e as expectativas só aumentam a cada página.


No hotel, o casal se depara com outro casal, que acabou tendo o mesmo destino deles: se perdeu no meio do caminho e acabou parando ali. Coincidência? Bom, como se trata de uma história de terror, sabemos que não. A pequena família, dona da hospedaria, surge aos poucos e aparentemente do nada. A mãe e o pai são personagens sádicos e ao mesmo tempo hilários. O filho, a princípio, estúpido e idiota, chega a ser o personagem mais engraçado de todos. No entanto, as primeiras impressões são destruídas conforme a história avança. Os personagens são muito bem trabalhados - em especial o filho da família - e com o passar do tempo, chegamos até a torcer para que algum deles sobrevivam e que outros realmente morram.


Mas a verdadeira história começa quando um serial killer prende todos na casa e deixa para eles uma garrafa com três regras que aparentemente não fazem sentido algum.


Bem vindos à minha casa.


Regras


1. Deus veio até a minha casa e eu o matei.
2. Vou matar qualquer um que entrar na minha casa como matei Deus.
3. Se vocês me oferecerem um corpo, deixarei dois escaparem.


O jogo acaba ao amanhecer...


A história prossegue com os personagens se dividindo, já que alguns querem levar as regras - principalmente a terceira - à risca, enquanto outros preferem busca por uma saída lógica e uma alternativa que vá deixar todos vivos.


Até esse ponto, não há problemas. No entanto, quando o porão é apresentado, ficamos totalmente desorientados. As descrições do porão - que mais parece um outro mundo - são muito falhas. É difícil saber em qual quarto do porão os personagens estão quando existem milhares de portas e corredores percorrendo todo o subterrâneo da casa. Em certos momentos, cheguei a pensar que os personagens estavam perdidos em um esgoto, quando na verdade era um comprido corredor com correntes de ar e água. Bom, não tenho culpa, certo?


Para piorar a situação, a casa parece ter vida própria. Elementos sobrenaturais que são inseridos na história do meio para o fim, acabam destruindo todo o enredo que seria magnífico, se fosse apenas um jogo de um psicopata com sete ratos presos em uma casa. Os cômodos da casa mudam de posição; o que antes estava ali não está mais; as escadas que levavam até a saída acabam levando os personagens de volta ao ponto de partida... Ou seja: todos os personagens acabam presos dentro do porão e não sabem como sair. A loucura começa a tomar conta de todos os "inocentes", enquanto os "assassinos" buscam por eles.


Uma estranha garota também aparece no meio da história para complicar a situação. Fantasmas (zumbis, ou seja lá o que forem) aparecem repentinamente na história levando tudo a ruína. E o serial killer, antes muito atraente por usar uma máscara de ferro parece um demônio se teletransportando pelos cômodos do porão.


Não é um livro muito bom. Como havia dito, se não fosse pelos elementos sobrenaturais que não fazem sentido algum, a história seria fantástica. No entanto, tais elementos estão presentes na história, o que faz com que ela seja totalmente um fiasco. Não pelo fato da presença de tais elementos em si, mas pela falta de trabalho por parte dos autores em relação aos mesmos.


Uma fumaça negra surge do nada; a casa produz ruídos que parecem ensurdecer; uma garota que ninguém sabe quem é aparece e desaparece quando bem entende; e o psicopata parece convocar um exército de fantasmas para perseguir suas vítimas, na tentativa de forçá-los a se matarem, como a terceira regra do jogo sugere.


O final do livro acaba fazendo com que o mesmo pareça mais um livro de auto-ajuda do que, de fato, uma história de terror. No entanto, não posso classificar o livro como ruim, devido ao fato de que os personagens são muito bem construídos e os capítulos iniciais (até antes do sobrenatural surgir) são muito bem trabalhados. Não é uma leitura que eu recomendaria, mas para aqueles que tiverem interessados, não têm nada a perder.

Eu ♥ Resenhas: Um Mundo Perfeito


Título Original: "Um Mundo Perfeito".
Autor (a): Leonardo Brum.
Ano: 2008.
Número de páginas: 296.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -


 
Li este livro faz algum tempo e comprei-o diretamente das mãos do autor na bienal que aconteceu aqui no Rio de Janeiro no ano passado. Acho que devo começar essa resenha falando que criticar essa obra é bastante complicado, não por causa do livro em si, mas por causa dos fãs. Resenhas negativas deste livro foram pior recebidas que resenhas negativas do "livro do momento" Crepúsculo. Tanto foi a confusão por causa disso que algumas pessoas que tiveram uma opinião negativa sobre o livro e comentaram em suas resenhas no Skoob, receberam ofensas e foram até "perseguidas" dentro do site, em consequência disso, chegaram até a excluir suas resenhas sobre o livro para evitarem a confusão. Polêmicas à parte, estou eu aqui para registrar nesse blog a minha opinião sobre o livro.
Ao que parece, "Um Mundo Perfeito" é um daqueles livros que ou se ama ou se odeia. Porém, como sabem, tento ao máximo ser imparcial nas resenhas que posto aqui.

"Um Mundo Perfeito" traz uma proposta interessante para um enredo de suspense instigante, mas não é exatamente isso que acontece. Conta a história dos 207 moradores da ilha de Pedra Luz que misteriosamente desapareceram da noite para o dia. A cidade é encontrada deserta, a não ser pela presença de uma criatura terrível rondando os céus da ilha.

Basicamente, é assim que começa esta história. Um começo bastante intrigante, certo? Mas com o decorrer dos fatos, a história vai se perdendo pouco a pouco e o suspense também. Pelo menos não se manteve para mim, porque assim que li a sinopse e vi a capa, adivinhei sobre o que seria mais ou menos o livro e foi justamente por isso que o comprei, porque a temática da história me agradava, porém, nem a temática foi motivo suficiente para me manter ansiosa até o término do livro. Para falar a verdade, passei uns três ou quatro meses sem lê-lo porque perdi a vontade.
Mas, enfim, é um livro regular. Algumas passagens e elementos me pareceram muito exagerados e algumas partes pareceram que estavam ali apenas para encher o livro de páginas, pois não tinham relevância alguma. Pareceu-me que o autor teve muitas ideias e tentou usar todas (ou a maioria delas), posso estar errada, obviamente. Contudo, a mistura não ficou tão boa, eu - particularmente - não gostei. Acho que ele poderia ter desenvolvido melhor uma história só e apenas abordar as outras. A tensão, pelo menos pra mim, só apareceu no livro lá perto do final que, aliás, cheirou a "auto-ajuda". Achei algumas explicações desnecessárias, pois era tudo muito óbvio o tempo todo. Mas ainda há partes que são muito boas, como o capítulo do menino-melão (leiam para saber), foi realmente poética a forma que o autor descreveu os pensamentos e sentimentos do menino. Sendo o primeiro livro do autor, acho que vale à pena relevar os deslizes; porém, eu não recomendaria para os fãs de livros de terror e suspense mais complexos, aliás, para qualquer leitor que curta uma ficção mais complexa e inteligente, principalmente se não curtirem finais no estilo de auto-ajuda.

Em suma, o livro tem a intenção de mostrar que precisamos aceitar a nossa vida como ela é e aceitar nossos defeitos. Em “um mundo perfeito” tudo rapidamente se transmuta em imperfeito e em terror para aqueles que tiveram seus desejos realizados. Basicamente, os desejos realizados se transformam tão logo em maldições. Eu gostaria de falar mais, porém, tenho receio de acabar falando algum spoiler.
 
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