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Eu ♥ Resenhas: Amante da Fantasia


Título Original: “Fantasy Lover”

Saga: Dark-Hunter

Autora: Sherrilyn Kenyon

Ano: 2012

Páginas: 334

Editora: Novo Século



          E, finalmente, a saga Dark-hunters foi lançada aqui no Brasil. Estava super ansiosa para possuir esse livro em minhas mãos e não me arrependi de ter gasto meu dinheiro nele! (Mesmo a capa me frustrando, não fazendo jus ao tudo de bom Julian da Macedônia)

        A saga Dark hunters começa com a estória de Julian da Macedônia. Julian não é um Dark-Hunter, e sim, um semideus filho de Afrodite e um general Espartano, embora toda a saga dos guerreiros ainda não seja retratada nesse livro. O  livro é como se fosse um prólogo, já que nos situa em relação aos personagens e ao universo que a autora criou para a saga.

           Em sua sinopse a autora nos da uma ideia do que Julian passa e como se sente:

               
Cara leitora,             
Ficar preso em um quarto com uma mulher é algo formidável. Ficar preso em centenas de quartos durante mais de dois mil anos não é. E ser amaldiçoado dentro de um livro como um escravo sexual pela eternidade pode arruinar até mesmo o dia de um guerreiro espartano.Como escravo sexual, eu sabia tudo a respeito das mulheres. Como tocá-las, como saboreá-las e, principalmente, como satisfazê-las. Porém, quando fui evocado para realizar as fantasias sexuais de Grace Alexander, encontrei a primeira mulher na história que me enxergou como um homem com um passado atormentado. Só ela se importou em me tirar do quarto, levando-me para o mundo. Ela me ensinou a amar outra vez.Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui condenado a uma solidão a uma solidão eterna. Como general, eu tinha aceitado minha sentença havia muito tempo. Porém, agora encontrei Grace... a única coisa sem a qual meu coração ferido não é capaz de sobreviver. Com certeza, o amor pode curar todas as feridas, mas poderá romper também uma maldição de dois mil anos?

               
Confesso que não sou muito fã de livros que começam com uma temática que remeta a algo sexualmente explicito.  No caso Julian, a trama se desenvolve sendo ele um escravo sexual grego amaldiçoado a ficar preso por toda a eternidade dentro de um livro, só podendo sair quando é invocado. Acho apelativo e, aparentemente, a trama seria voltada para a paixão e luxuria, porém ao lermos as páginas, entendemos os personagens e a trama, o porquê da autora os fazer  assim.

Julian era um poderoso general espartano treinado desde a infância nos quartéis, sem família, sem amor, apenas conhecendo a fome, frio e a violência. Já podem imaginar como um bastardo é tratado, né? Julian é descrito à semelhança de Adônis, literalmente como um deus grego, cobiçado por todas as mulheres e invejado por todos os homens, nunca sendo amado por ninguém.

E temos Grace Alexander, psicóloga, sexóloga quase entrando na casa dos 30. Grace é cética e um tanto traumatizada e receosa. Chega a ser irônico alguém que lida com os problemas sexuais dos outros e não consegue ajeitar os seus. Grace, a principio, o rejeita. Não, por não achar Julian atraente, mas sim porque não quer apenas uma relação amorosa e nada mais. Não quer apenas ser usada e depois dispensada, ela é romântica e quer mais do que isso. Ela quer amor e companheirismo.

Além dos personagens principais, somos apresentados a alguns deuses como: Eros, Afrodite, Atena e Príapo. Julian como filho de Afrodite, a deusa do amor, beleza e sexualidade, é meio irmão de Eros (deus do amor) e Príapo (deus da fertilidade). Por tantos traços na família ligados à beleza e sexualidade, posso julgar que seja por isso que a maldição de Julian seja ligada a escravidão sexual.

Mesmo ainda não tendo ligação com a trama recorrente dos guerreiros imortais, os Dark-Hunters, a história de Julian da Macedônia e Grace Alexander é bem explorada, não consegui ver pontas soltas e pra tudo havia uma explicação. Já comprei o próximo livro lançado! O de Kyrian da Tracia (que no caso é o 4º livro, mas o 2º lançado no Brasil), esse sim é a história do primeiro Dark Hunter... Esperem e logo terão essa resenha também, pois a saga é maravilhosa! Não deixem de conferir!

 Beijos

Isabela



Eu ♥ Resenhas: Hathor



Livro: Hathor.
Autor: Markus Thayer.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2011.
Páginas: 352 páginas.



 "- Existem muitos segredos escondidos na natureza, aos poucos vamos descobrindo-os um a um - disse βriela com graça. - Eu acho que o universo faz isso de propósito. Ele esconde os docinhos e nós, como crianças, ficamos radiantes de felicidade ao encontrá-los. Terei muito prazer em explicar tudo o que sei para vocês. Agora, vamos voar."
1856, Londres – Faculdade de Cambridge

John McBrian, um estudante de Engenharia acaba descobrindo um misterioso livro com duas páginas  que parecem ter sido coladas de propósito para esconder uma terceira página que esta entre as duas. Com receio de danificar o livro, que é uma relíquia da faculdade, ele resolve procurar o professor Oliver Stewart, que  entre as duas páginas encontra um papel bem dobrado contendo um intrigante criptograma e um estranho desenho.

Quando os dois descobrem que se trata de um mapa, John conta tudo ao seu melhor amigo, Willian, e o trio parte para o inesperado, numa aventura cheia de perigos e emoções que mudarão permanentemente a vida de todos os envolvidos.

Em Hathor nos deliciamos com uma leitura voltada ao clima de mistério e intrigas. Nos deparamos com segredos milenares e realidades impossíveis,  contando com uma boa dose de romance, humor e ficção cientifica com os quais o autor Markus Thayer nos leva a absorver sua trama com certa avidez.

O romance na história não chega a ser realmente o forte do autor, mas toda a concepção do mistério que envolve o livro não nos deixa dúvidas quanto a sua criatividade.  O ponto alto da trama é justamente a descoberta de algo que tanto a mil anos atrás, quanto hoje, contrariam a visão do universo que temos.

Curiosos em desvendar essa trama?

Para quem gosta do gênero, é uma boa pedida. Markus dosa bem nossa ansiedade e o que ele tem a nos revelar a cada linha para não perdermos o pique da trama. Todavia, se você está à procura de uma belo romance, vai ter que esperar nossa próxima resenha.  

Hathor vai desafiar sua imaginação!

Merry Meet! 

Roxane Norris

Eu ♥ Momentos Literários: 1ª Odisséia da LiteraturaFantástica


1ª Odisséia da Literatura Fantástica - 27/28 de Abril em Porto Alegre




Divos!!

Vim convidar a todos a participarem desse momento da nossa literatura. 

Como o próprio post de apresentação sugere, num momento em que a relação dos autores-leitores-editoras está cada vez mais estreita, e ampliando suas fronteiras, nada melhor e mais interessante, do que reunir todos sob uma mesma satisfação.

Com a intensa participação de editores e autores, o público que estiver em POA esse final de semana vai contar com um evento recheado de boas oportunidades, principalmente, aqueles que amam ler. Mesmo que você seja aquele leitor que está começando uma interação com as páginas gostosas da imaginação, vale muito á pena ver o que o Brasil tem a te oferecer. 

Não há só a riqueza de solo e água nesse imenso país-continente, há uma riqueza de alma e ideias, e uma variedade cultural, que faz do escritor nacional algo singular, e que faz de nós leitores, seres ecléticos. Essa diversidade de público é tão extensa que trás para nós títulos exteriores que criam tendência e valorização aos de fora, mas já se perguntou o que temos aqui dentro?

É tão rico, tão sedutor... Então, eu convido ao leitor, para um final de semana de concientização! Vamos nos unir ao redor das folhas de um Brasil novo. De ideias e imginação férteis!

Dê apoio á Literatura Nacional, ela agradece!

Quem vai estar presente:

 
Editora Estronho
  • Le Monde Bizarre, o Circo dos Horrores (A. Z. Cordenonsi, Alexandre Heredia, Celly Borges, Duda Falcão, G. Araújo, Iam Godoy, João M. S. Rogaciano, Kássia Neves Monteiro, Lucas Lourenço, M. D. Amado, Pedro de Almada, Rafael Sales, Rochett Tavares, Valentina Silva Ferreira, M. D. Amado [Org.], Medo B. [Prefácio])
  • História Fantástica do Brasil – Volume Inconfidência Mineira (A. Z. Cordenonsi, Amanda Reznor, Chico Pascoal, Davi M.Gonzales, Goldfield, Jota Marques, Zé Wellington, M. D. Amado [Org.])
  • História Fantástica do Brasil – Volume Guerra dos Farrapos (Celly Monteiro, Goldfield, Hélio C. Brauner, Nikelen Witter, Pauline Kisner, Simone Saueressig, Thiago Vieira, M. D. Amado e Armin Daniel Reichert [Org.], André Bozzetto Jr. [Prefácio])
  • VII Demônios – Volume Inveja/Leviathan (Alliah, Eriwelton Alves Soares, Davi M. Gonzales, Evandro Guerra, Fabiane Guimarães, Ghad Arddhu, George Amaral, Lemos Milani, Leona Volpe, Maurício Pessoa, Raphael Montes, Richard Diegues, Sheilla Liz, Valentina Silva Ferreira, M. D. Amado e Celly Borges [Org.])
  • VII Demônios – Volume Gula/Belzebu (Amanda Reznor, Claudia Zippin Ferri, Eric Novello, Fabiane Guimarães, Ghad Arddhu, Lemos Milani, Lino França Jr., Marcelo Augusto Claro, Marius Arthorius, Raphael Montes, Valentina Silva Ferreira, Verônica Freitas, William Nascimento, M. D. Amado e Celly Borges [Org.])
  • Em busca do arco-íris de sonhos (Celly Borges [Texto], Carolina Mancini [Ilustrações])
Argonautas Editora 
  • Passado Imperfeito (Ademir Pascale, Marcelo Bighetti, Luciana Fátima, Tibor Moricz, Estevan Lutz, Christian David, Mariana Albuquerque, Daniel Borba, Ademir Pascale [Org.], Christopher Kastensmidt [Prefácio])
  • Bazar Pulp: Histórias de Fantasia, Aventura e Horror (Cesar Alcázar)
Editora Literata
  • Rosa Imortal (Tâni Falabello)
  • Crônicas da Fantasia (Cristiano Rosa [org.], Bruno Anselmi Matangrano, Jefferson Reis, Nilo Gadioli, Ana Cristina Rodrigues, Daniel Cavalcante, Veridiana Ghesla, A. S. M. Spindler, Adriano Villa, Alex Bastos, Kamila Zöldyek, Verônica Freitas, Raquel Rosas, Douglas Eralldo, John Lennon Smith, Tânia Souza, Luiz Teodosio, Cristiano Rosa, Lucas Borges, Daniel Gruber e Marcia Gomes)
MODO Editora
  • Oitavo Pecado (Adriana Vargas)
  • Devoy, Kassan (Paula Vendramini)
  • Segredo de Esplendora (Tatiana Mareto)
  • Almakia (Lhaisa Andria)
  • Carmela e Lorenzo (Rubens Conedera)
  • A Princesa com olhos de gato (Gislene Vieira De Lima)
  • A última Dama do Fogo (nova edição) (Marcelo Paschoalin)
  • Regência de Ossos (Marcelo Paschoalin)
  • Agridoce (Simone O. Marques)
  • Os Deuses do Mar (Simone O. Marques)
Editora Ornitorrinco
  • 2013 – Ano Um (c/ Editora Literata) (Ademir Pascale, Adriano Siqueira, Ana Lúcia Merege, A. Z. Cordenonsi, Carlos Relva, Daniel Tréz, Duda Falcão, Gerson Lodi Ribeiro, João Rogaciano, Josué de Oliveira, Marcelo Bighetti, Paulo Fodra, Roberto de Souza Causo, Sandro Quintana, Tibor Moricz; Alícia Azevedo e Daniel Borba [Org.])
  • Estranhas Invenções (Tibor Moricz, Daniel Borba, Ana Lúcia Merege, Miguel Carqueija, Cesar Alcazár, Maurício Montenegro, Alícia Azevedo, Jorge Luiz Calife, Marcelo Bighetti; Ademir Pascale [Org.]
  • Bestiário (Rober Pinheiro, Ana Cristina Rodrigues, Ana Lúcia Merege, Alícia Azevedo, Leandro Reis e Daniel Rossi Folador)
Tarja Editorial
  • Noite sem fim (Roberto Campos Pellanda)
Gutenberg Editora
  •  Ouro, Fogo & Megabytes (Felipe Castilho)
  • O Coletor de Almas (Douglas MCT)
Giz Editorial
  • Fábulas ao Anoitecer (Georgette Silen)
  • Crônicas de Kira (Georgette Silen)
  • O Despertar das Tatuagens (Regina Drummond e Rosana Rios)
OUTRAS EDITORAS
Novo Século
  • A Batalha dos Deuses (Sid Castro, Simone O. Marques, Felipe Santos, Fernando Henrique de Oliveira, Sérgio Pereira Couto, Albarus Andreos, Juliano Sasseron, Estevan Lutz, Márson Alquati, Juliano Sasseron[Org.])
Editora Viena
  • Nephalins, a herança dos anjos (Hanny Saraiva)
Editora Faces
  • A Maldição da Lua (Alexander Zimmer)
Independentes
  • Contos do Sul (Simone Saueressig)
  • Farol do Espaço Profundo (Roberto Belli)
Onde será o evento:
 

Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre – RS – CEP: 90010-191
Visitação: de terça a sábado, das 10h às 18h. Domingos e feriados, das 13h às 17h
Informações: 51-3224.7210 – memorial@sedac.rs.gov.br
Palestras, painéis e bate-papo:
Auditório Oswaldo Goidanich
Exposição de livros e autógrafos:
Térreo.
   

Para mais detalhes, favor acessar o site: http://odisseialitfan.wordpress.com/


Conto com vocês lá para me representarem!!! Infelizmente, com o lançamento de "Almoço em Família" não tenho como ir, mas meu coração vai estar lá!!!

Merry Meet!

Roxane Norris

Eu ♥ Especiais: Hathor


 Com uma capa enigmática e uma sinopse intrigante, Hathor não poderia ser nada menos que surpreendente. Com críticas bastante positivas no meio literário, não há como não fazer uma homenagem a um dos livros nacionais que tanto surpreendeu nos últimos tempos, especialmente a mim, fã de livros de aventura e mistério.
Hathor possui todos os elementos para uma grande história somados a fantástica escrita de Thayer. Nenhum personagem é ofuscado durante a leitura, é claro que há aqueles que se sobressaem, mas cada um tem um grau de importância da continuidade da história e, bem não tem como se afeiçoar a doçura do relacionamento entre Klaus e Emma, a esperteza de Steve, a sobriedade de Sir Oliver, etc. É como se cada personagem completassem uns aos outros, tão bonito de se ver e de se ler. Acho que uma participação maior dos personagens secundários dá ao livro um sabor a mais e é mais de acordo com o que vivenciamos. Afinal, que é a vida se não uma troca de informações e relações entre outras vidas? Mesmo quem vive sozinho, ao menos, conversa com o sol ou a lua, ou pelo menos deveria fazê-lo.

Acho que podemos dizer que Thayer conseguiu exatamente o que planejava quando escreveu esse livro, não há muitos rodeios e cada capítulo acontece alguma coisa importante para a continuidade da história e isso é difícil de encontrar hoje em dia. Bem, pode-se dizer que quando começamos a ler, estranhamos um pouco Hathor, mas após algumas poucas páginas já me peguei completamente adepta as idéias de Briela porque há realmente um “quê” de verdade nas coisas que ela diz. E essa sacada em Hathor é que torna o livro realmente surpreendente, confesso que quando comecei a ler não esperava que o livro se tornasse tudo o que se tornou. Para aqueles que, como eu, gostam de ser surpreendidos e pegos de surpresa durante uma leitura, esse livro é a pedida certa.
 
A história de Hathor tem início na fria e nublada Inglaterra em 1856 quando Sir Oliver, professor renomado de uma faculdade renomada de Cambridge, dá um trabalho em dupla para os alunos para que documentem a Guerra das Rosas. Após uma pesquisa em alguns antigos manuscritos encontrados na biblioteca da faculdade, John McBrian encontra algo peculiar numa das páginas, assim, Thayer nos faz entrar numa trama repleta de aventura, suspense, mistério e, por que não, romance?

Para aqueles que não sabem ou não repararam na página com informações editoriais do livro, quem fez a capa de Hathor foi a adorável Kamila Denlesck que também é autora parceira do nosso blog e escreveu Estrela Píer (clique para acessar a resenha) que foi publicado pelo mesmo selo de Hathor, "Novos Talentos da Literatura Brasileira" da editora Novo Século.


Markus Thayer é formado em Ciência da Computação e MBA em Controladoria. Entusiasta por física teórica e mecânica quântica, dedica parte de seu tempo no estudo dessas ciências. E como o tempo é elástico, M. Thayer separa uma parte dele para cinema, música, leitura e outras grandes paixões, como escrever histórias de ficção e criar programas para computador.

O Tempo é um papel em branco que pintamos com nossas melhores cores; é um presente para sentir-se bem e exercitar a felicidade.

Será que você está preparado para desvendar os segredos e mistérios de Hathor? :D


Minha Caixa de Correio #2

Estou aqui mais uma vez para esse fantástico Meme que eu raramente posto, não é por maldade, sério. Eu é que estou um pouco dura mesmo, aí comprar livros novos está complicado. Na semana passada eu recebi esses livros e marcadores da foto (na verdade são três marcadores de Hathor, mas um já estou usando para marcar um livro que estou lendo e o deixei lá na hora da foto).

Falarei um pouco sobre cada livro a seguir, então, clique no Leia Mais. :D

Eu ♥ Resenhas: Estrela Píer


Título Original: "Estrela Píer"
Autor: Kamila Denlescki.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 231.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição. 




Está aí um livro surpreendente.  Comecei a ler achando que a história seguiria um rumo, mas todas as minhas teorias foram por água abaixo. Sem dúvida alguma o desfecho encontrado por Kamila Denlescki é bem original.


Começamos a história deduzindo que o livro seguiria da mesma forma que os filmes de comédia romântica da sessão da tarde, afinal, Lucia é uma jovem diferente das demais, preferindo ler um livro no seu tempo livre ao invés de ir a manicure - digamos assim -, ela também não tem muitos amigos nem tantas ambições, além de sua vida amorosa ser um fracasso. Podemos dizer que a protagonista segue o padrão de boa moça incompreendida. Eu devo confessar que não gostei tanto da personagem principal, mas com o passar das páginas ela vai se tornando mais interessante, apesar de às vezes sentirmos uma vontade gritante de entrar no livro e bater na infeliz até que nossos nervos se acalmem, mas falarei disso um pouco mais a frente.


Lucia é inscrita sem saber pela sua avó em um concurso que lhe daria uma viagem para Londres e o direito de conhecer o astro blockbuster do momento: Richard Clevehouse. E, adivinhem? Ela ganha, ou melhor, ela ganha e não quer ir. Foi a primeira vez que me irritei com a personagem, sério. Ganhar uma viagem internacional com direito a conhecer o astro do momento e ficar em dúvida entre ir e não ir? Mas, certo, a autora expõe argumentos que explicam a razão de Lucia não querer ir, porém, não me convenceu tanto. De qualquer maneira, conseguem convencer a garota a ir para a incrível viagem e, obviamente, ela fica deslumbrada quando chega ao lugar. Apesar do livro continuar seguindo em português (obviamente) quando ela chega na Inglaterra, em minha mente eu ia traduzindo todas as falas para o inglês.


Ao chegar na Inglaterra, Lucia descobre que o seu jantar com Richard foi adiantado para aquele dia, uma vez que o ator está com sua agenda cheia de compromissos para o resto da semana. De acordo com a mudança, Lucia é levada até uma equipe que cuida de sua aparência para o jantar. Após a, digamos assim, transformação, ela finalmente é levada até o restaurante reservado para o tão esperado jantar. Nesse momento que coisas estranhas começam a acontecer, como o fato da sua "marca de nascença" ser estranha para tantos (ou eu deveria dizer que é comum até demais para eles?).


Podemos dizer que o livro ganha um novo clima a partir do momento que Richard decide fugir do restaurante levando a relutante Lucia com ele, ganhando mais dinamismo nas ações e fazendo da história uma aventura mais interessante com ares de mistério, que - claro - a autora explica no decorrer da história. É óbvio que nem todas as perguntas tem respostas nesse livro, uma vez que o epílogo deixa um gancho para uma continuação.


Em "Estrela Píer" o leitor encontrará um pouquinho de cada gênero, inclusive ficção científica, embora todos os gêneros girem em torno do romance conturbado entre Lucia e Richard, afinal, ela se apaixona logo por quem? Pelo homem errado e pelo vilão, ora bolas! Mas para entenderem a razão dessa afirmativa, é preciso ler o livro.


Uma das coisas que eu gostei nos argumentos apresentados no decorrer do livro é que ninguém pode definir o que é certo para outra pessoa, muito menos um alguém para um relacionamento. Somente nós mesmos podemos definir o que é bom para a gente e quem é melhor para estar ao nosso lado, é verdade que às vezes falhamos na escolha, mas humanos são falhos, não? E mesmo que encontrássemos a pessoa perfeita para a gente, em algum momento, haveria algum conflito porque o que seria da vida sem os problemas? Um tédio, sem dúvidas, ainda mais relacionamentos... Afinal, o melhor da briga, é a reconciliação, concordam? Rá!


Comentários pessoais à parte, o livro consegue um desfecho bem original como já foi dito e apesar da narrativa ser um pouco falha às vezes e alguns diálogos e passagens desnecessários, o livro é adorável. Estrela Píer não perde em nada para os livros do gênero YA internacionais, diria até que é superior a alguns que tive a oportunidade de ler. Pelo menos este é mais original e peculiar que os outros que li. Como eu costumo dizer, não morro de amores por esse gênero literário, mas acho que é o tipo de livro bom para esfriar a cabeça após leituras mais densas. Como YA, o livro cumpre seu papel e até vai um pouco além, por isso a pontuação em estrelas. Vale lembrar que esse é o primeiro livro da autora e nem sempre acertamos em tudo no primeiro livro, com o tempo, o escritor vai se aperfeiçoando. Super recomendado para os fãs do gênero YA e para aqueles que estão interessados em ler um livro divertido, sem palavras muito complicadas e situações pesadas demais no quesito drama.

Eu ♥ Resenhas: Opúsculo



Título Original: "Nightlight - A Parody [Paperback]"
Autor: The Havard Lampoon.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 144.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição.




Talvez você ainda não tenha ouvido falar desta paródia a famosa saga da atualidade: Crepúsculo. Bem, Opúsculo não foge a regra do humor britânico (que sou fã, obviamente), sendo assim, é um livro de humor ácido e repleto de ironias e sarcasmo.

A paródia traz a história de Belle Goose, uma menina pálida, desajeitada e obcecada por não-humanos que se muda para Switchblade - uma cidade pequena - para morar com o pai depois do casamento da mãe. No primeiro dia de aula, após ser tão bem recebida pelos seus novos colegas normais e - por isso - entediantes e sem graça, Belle vê em uma mesa distante um rapaz com hábitos muito peculiares, primeiro: ele não havia notado-a e segundo: em frente a ele havia uma bandeja cheia de batatas deliciosamente assadas e ele nem ao menos havia tocado na comida. Afinal, que ser humano resistiria a batatas assadas? Belle então descobre que aquele ser tão concentrado e de cabelo castanho-ruivo-alourados heterossexualmente aparados era Edwart Mullen e se interessa por ele. Assim começa a aventura amorosa da futura ganhadora de um Oscar, como ela mesma se intitula. Claro, não devemos esquecer que Edwart a salva de uma terrível e perigosa bola de neve qual se derrete misteriosamente ao entrar em contato com o rapaz, como se fosse feita de uma substância aquosa. Devido a tantos acontecimentos estranhos, Belle chega a uma dramática conclusão: Edwart só pode ser um vampiro.

No decorrer da história, não deixamos de ver tudo o que lemos em Crepúsculo nenhuma vez. Acredito eu que Opúsculo consegue transcender o universo criado em Crepúsculo, uma vez que vemos também na Belle muito da autora da obra parodiada. Certo que não conheço Stephenie Meyer, mas é impossível não identificar certas passagens referentes a ela, como essa:
 
Digitei uma simples palavra: ―vampro. O Google perguntou: ―Você quis dizer vampiro?. Eu disse sim. 
 
Senti-me estupefata e confusa com os resultados: ―Nosferatu, ―Treinamento de verão Buffy, ―O princípio de romance de Kristen Stewart, ―O sol da meia-noite vazou, ―Robert Pattinson excelente cantor de blues.
 Estranho. O que qualquer dessas coisas tinha a ver com vampiros? Levantei da minha escrivaninha, sentindo-me tola por olhar para figuras de um belo casal que claramente não eram vampiros. Essa busca tinha sido infrutífera: apareceram somente 62.500.000 resultados. Teria que me apoiar em meu próprio conhecimento. Então pensei, por que não compartilho esse conhecimento com o mundo? Sentei-me de volta ao computador e fui para a página do verbete ―vampiro na Wikipédia. Acrescentei uma frase ao artigo: ―Edwart Mullen, de Switchblade, Oregon, é um vampiro, mas não o mate porque eu o amo! então, acrescentei uma foto dos músculos abdominais do Edwart.
 Se vocês perceberem, é claramente uma crítica a forma como Crepúsculo foi escrito. Eu, é claro, ri bastante com esse mais outros tantos parágrafos que não vou citar aqui, embora esteja louca para fazer isso.

Opúsculo consegue fazer piada com quase toda a obra escrita por Meyer, mas mesmo assim, não deixa de ser original. Achei a Belle Goose muito mais cativante que a Bella de Twilight, aliás, todos os personagens de opúsculo - confesso - achei que foram mais bem trabalhados do que na obra original. Edwart é maravilhosamente engraçado com todos as suas fobias e seus trejeitos nerds.

Em suma, Opúsculo tem parágrafos divertidos e uma escrita fácil de ler, além de não ter tantas páginas. Resultado? Um livro lido em poucas horas e com muitas gargalhadas ao passar das páginas. Recomendo tanto para os fãs da saga quanto para os que detestam. Mas seria interessante que a pessoa já tenha lido Twilight antes de ler Opúsculo, aliás, qual o sentido de ler a paródia de algo que você não conhece? Enfim, boa leitura e ótimas risadas!

Eu ♥ Resenhas: Sementes no Gelo



Título Original: "Sementes no Gelo".
Autor:
André Vianco.
Ano:
2002.
Número de Páginas:
174.
Editora:
Novo Século.
Edição:
1ª Edição. 




Sementes no Gelo é um conto de suspense em que o sobrenatural é mais uma vez explorado por André Vianco. Nele, os espíritos que foram impedidos de reencarnar e se desenvolverem, se enraivessem e lançam sua fúrias sobre aqueles que entram em seus caminhos. É claro que nem todos são maus, porém, se até o bons matam nesta história, como é possível se salvar?

Eles conseguiram congelar seus corpos, não suas almas...

O título somado a capa já nos dá uma pista sobre que tipo de espíritos se trata aqui.

O começo é um tanto perturbador, trata-se de uma daquelas cenas polêmicas que geralmente vemos na televisão quando um assassino ou estuprador cruel é preso e a população deseja fazer justiça com as próprias mãos. O curioso, é que no meio da multidão surgem três pequenas crianças, elas entram na delegacia, mas parece que poucas pessoas notam. O policial que estava de guarda, acredita que elas vão apenas beber água e vão embora, mas não demora muito a perceber que elas passaram direto pelo bebedouro e seguiram rumo a carceragem. Então o policial vai atrás das crianças preocupado, mas estranha o fato de que elas tenham conseguido passar pelas grades - que estão trancadas. O mistério vai aumentando a cada passo.

O polical chama pelas crianças, mas elas não param e continuam seguindo em frente até a cela do cruel assassino de crianças. Desesperado, o policial tenta alcançá-los o mais rápido possível, porém, antes de chegar a cela de Damião, gritos apavorados ecoam pelo corredor. Vina, o policial, ficou desconsertado com o sumiço dos três, afinal as celas especiais - para onde haviam ido - não possuíam grades para que eles se esgueirassem, eram sólidas chapas de ferro. Não teria como criança alguma conseguir entrar ali, mas mesmo assim os gritos vinham de dentro da cela de Damião. Gritos de terror e desespero, era possível ouvir o barulho do corpo do assassino sendo jogado contra as paredes e até mesmo contra a porta de ferro. Vina então abre a portinhola de observação e viu, apesar da escuridão da cela, o corpo do detento no chão e três pequena sombras correndo ao seu redor. O policial tenta abrir a porta, mas a fechadura havia sido danificada. Só após longos minutos o potão sólido fora aberto. No chão jazia apenas o corpo desfigurado de Damião, sem nenhum vestígio de crianças. Fantasmas? Talvez. Mas esse é apenas o começo desse mistério.

Aos poucos, novos personagens vão surgindo e as histórias começam a se entrelaçar, assim, começamos a juntar as peças desse quebra-cabeça construído por Vianco junto ao detetive que aparece algumas páginas depois.

Este é um livro do Vianco que nunca chamou muito a minha atenção, na verdade, não achei a premissa da história grande coisa, por isso nunca me interessei em ler ou comprá-lo. Mas como comprei a coleção dele no site Submarino há um tempo e o livro veio, resolvi dar uma chance, já que ele é bem fininho. Mas confesso que o livro superou minhas poucas perspectivas e tem até seus bons momentos. Não senti medo nenhuma vez enquanto lia e eu sou facilmente impressionável. Fiquei no máximo um pouco tensa para saber como o Vianco explicaria a história. Mas ele não explica. Talvez se o autor tivesse se aprofundado um pouco mais tanto na história quanto nos personagens, talvez as cenas descritas nos deixasse mais emocionados. Mas o estilo do Vianco é assim, pelo menos nos livros que eu li, ele não vai tão fundo dentro da história ou do personagem, narrando apenas o básico para se entender o que se passa. Em histórias de ação, acho até que vale alguma coisa, mas em histórias de drama, suspense, terror e romance, se perde muito porque os mínimos detalhes é que tocam o leitor.

Além do mais, achei os argumentos um pouco fracos, tocando em assuntos polêmicos como aborto e inseminação in-vitro. Os abortados, segundo o livro, são os mais revoltados e se transformam em sombras. Algo como isso, não lembro bem porque o livro não me marcou muito, mas achei isso um pouco exagerado, mas enfim... Leiam por sua própria conta em risco, não recomendo e nem deixo de recomendar. Há aqueles que podem gostar, eu - particularmente - não achei nada de especial. Para mim, o Vianco tem obras melhores, mas não este não é necessariamente ruim. Apenas poderia ser muito melhor do que é.

Eu ♥ Resenhas: O Caminho do Poço das Lágrimas



Título Original: "O Caminho do Poço das Lágrimas"
Autor:
André Vianco.
Ano:
2008.
Número de Páginas:
208.
Editora:
Novo Século.
Edição:
1ª Edição. 





O Caminho do Poço das Lágrimas é um livro do André Vianco que eu sempre tive curiosidade para ler, por isso aproveitei uma promoção no site Submarino e o comprei tão logo pude e bem, seria mentira da minha parte não dizer que o livro foi uma grande surpresa para mim porque a temática difere bastante da maior parte dos livros do Vianco que eu conheço.

A história que nos é apresentada em "O Caminho do Poço das Lágrimas" é repleta de suspense. No início conhecemos Jonas, seus dois filhos e o conflito que há entre eles. Os três acordam no meio do nada sem saber o que aconteceu e como foram parar ali. A cada página o suspense aumenta e diversas teorias surgem na cabeça do leitor para tentar explicar a situação dos personagens. É mais do que claro que Vianco sabe conduzir uma boa história. O pai - Jonas - que não quer que os filhos desconfiem que estão perdidos, finge saber exatamente onde está e que o carro se encontra após um caminho de pedras que avista por ali. Bosco, o filho mais novo, é o que mais desconfia do pai, mas o segue mesmo assim. E, dessa forma, os três entram no caminho do Poço das Lágrimas.


Enquanto seguem a sua caminhada, encontram um homem que lhes avisa para não saírem do caminho e que devem seguir em frente sem ficarem tentados a sair ou a parar. Certo, é lógico que eles saíram do caminho e, de certa forma, até creio que foi necessário porque quando saem, tem de enfrentar seus pesadelos e temores. Então começamos a conhecer um pouco mais cada personagem através do universo fantástico que Vianco criou dentro dessa história. Por alguma razão lembrou-me um pouco Alice no Pais das Maravilhas e Coraline, talvez pelo local "parecer ser" um universo paralelo a realidade, mas é claro que esta obra não se equipara aos dois, porém - mesmo assim - não deixa de ser um bom livro. E apesar de eu já ter deduzido na metade da história o que havia acontecido, posso dizer que acertei só a metade dos fatos - o que é muito bom -, mesmo que o final tenha sido um pouco desanimador. Pelo menos para mim foi, achei um tanto cruel para um determinado personagem, que eu não vou especificar para deixar o clima de suspense no ar.


O fato é que essa obra de André Vianco nos transmite diversas reflexões sobre algumas atitudes que por vezes temos. Bosco, Jonas e Ingrid (filha mais velha) são como nós, então podemos nos identificar com os personagens e compreender suas atitudes na maior parte das vezes, além do mais, eles nos cativam o que é ótimo durante a leitura, diria até que é necessário para o leitor.


A linguagem abordada por Vianco é simples, apesar de encontrarmos vez ou outra alguma palavra nova para nosso vocabulário, mas dentro do contexto construído por ele, recorrer ao dicionário não é tão necessário porque conseguimos compreender o que ele quis dizer. Mas é importante marcar as palavras desconhecidas em algum caderno ou até mesmo no próprio livro para ampliar nossos conhecimentos. O livro é curtinho, é possível fazer como eu e lê-lo em poucas horas. Recomendo para todas as idades.

Sorteio do livro "Os Sete"


Já faz algum tempo que eu queria fazer um sorteio aqui no blog, mas achei melhor esperar um pouquinho até que finalmente surgiu uma boa hora. Iremos sortear um exemplar do livro "Os Sete" que é da autoria do escritor brasileiro André Vianco. Se você deseja saber o que achei do livro, leia a resenha dele aqui.

Este será o nosso primeiro sorteio aqui, esperamos que vocês participem e gostem! O número sorteado será definido pelo site random.org.


O sorteio terá ínicio: 03/10/2010.
E terminará no dia: 03/12/2010.
Sorteio e resultado: 06/12/2010.


No caso das divulgações via twitter, use esta frase:
Eu quero o livro "Os Sete" que o @eucoracaolivros está sorteando. Participe http://bit.ly/bxVTqV

Para participar é bem fácil, basta seguir as regrinhas:

1. Ser residente no Brasil.
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Para seguir o Blog é bem fácil, não é necessário ter uma conta no Blogspot para isso, basta ter alguma conta google (conta do orkut mesmo), no twitter, yahoo, etc. Basta clicar em "Seguir" e selecionar o tipo de conta que você deseja usar para seguir o blog.


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Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco que responderemos o mais rápido que pudermos.

Eu ♥ Resenhas: Os Sete



Título Original: "Os Sete".
Autor: André Vianco.
Ano: 2002.
Número de Páginas: 380.
Editora: Novo Século. 
Edição: 3ª Edição.

Falar sobre este livro em especial é sempre um prazer para mim. Foi o primeiro livro que li do Vianco confesso que hoje é um dos meus xodós. O livro inicia mostrando a história de Tiago e seus dois amigos: César e Olavo que mergulham como hobby no litoral da cidade em que vivem, no sul do Brasil, mas em um desses mergulhos acabam por encontrar uma caravela portuguesa de cinco séculos naufragada e dentro desta mesma caravela uma arca de prata, além de outras coisas, é claro. Pensando que a caixa prateada contivesse algum tesouro, Tiago e os amigos tentam retirá-la, mas como é muito pesada e a estrutura da caravela muito frágil, decidem voltar depois com equipamentos mais adequados. Enfim, com a descoberta da caravela, Tiago e os amigos ganham uma boa quantia em dinheiro, mérito pela descoberta e demais benefícios. Não demora muito para que tirem a caravela do fundo do mar e, claro, junto com ela a caixa prateada na qual havia a seguinte inscrição:

“Nobres homen

s de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam”.

A equipe do departamento de História da Universidade Soares de Porto Alegre, apesar da advertência, viola a caixa de prata para realizarem estudos nos corpos, aliás, exatamente sete cadáveres acusados de bruxaria. Mas afinal que perigo poderiam oferecer sete cadáveres? Definitivamente nenhum. Bem, porém coisas bem peculiares começam a acontecer e quando um dos cadáveres acorda de vez...


Se você espera uma história de romance com vampiros bonzinhos que não temem o sol e etc, pare por aqui porque não encontrará nada disso em "Os Sete". Mas se procura aventura, ação, diversão e vampiros que gostam de sangue humano e temem a luz solar encontrou a sua leitura da vez. O começo não é tão empolgante, pelo menos para mim que estava ansiosa para conhecer os vampiros do Vianco, mas não é de todo mal. Os personagens criados pelo autor também são bem desenvolvidos e cativantes, bem, exceto a Eliana que eu detesto profundamente, mas é mais um gosto pessoal mesmo, eu não gosto de personagens do gênero dela.

Confesso que não colocava muita fé no livro por ter sido escrito por um brasileiro, verdade, antes eu tinha um certo desprezo pela literatura nacional, mas a verdade é que eu nunca tinha dado-lhe uma chance. Este livro foi uma grande surpresa para mim e graças ao autor pude ver que a nossa literatura não está tão perdida assim. E o mais fantástico de tudo é que a história se passa aqui no Brasil, isso com toda a certeza foi o diferencial para mim porque até então estava acostumada com histórias de vampiros se passando em todas as partes do mundo, menos no Brasil - é claro -, então ler uma história que se passa tão perto de mim foi muito mais mágico.


A escrita do autor pode até não ser das melhores, mas também não é uma das piores  que li com toda a certeza. Eu, particularmente, gosto da forma como o Vianco escreve, é bem ágil, os livros dele passam em minha mente como uma grande produção cinematográfica e até hoje penso que "Os Sete" daria um excelente filme de ação e aventura, é claro. Se você também espera se aterrorizar com os vampiros portugueses deste livro, melhor desistir agora, pois o livro não causa terror. Pelo menos não causou em mim que sou uma grande medrosa.

Também vale ressaltar os momentos em que os vampiros começam a descobrir essa nova terra chamada "Brasil" e todas as coisas novas, como por exemplo, a energia elétrica, afinal, há cinco séculos essas coisas não existiam. A forma como o autor construiu essas descobertas ficou bem interessante e por vezes até cômico.

Definitivamente um bom livro, recomendo com toda a certeza. 

Antes que eu esqueça, esse livro possui uma continuação, "Sétimo". Em breve postarei a resenha deste aqui também.

Eu ♥ Resenhas: Um Mundo Perfeito


Título Original: "Um Mundo Perfeito".
Autor (a): Leonardo Brum.
Ano: 2008.
Número de páginas: 296.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -


 
Li este livro faz algum tempo e comprei-o diretamente das mãos do autor na bienal que aconteceu aqui no Rio de Janeiro no ano passado. Acho que devo começar essa resenha falando que criticar essa obra é bastante complicado, não por causa do livro em si, mas por causa dos fãs. Resenhas negativas deste livro foram pior recebidas que resenhas negativas do "livro do momento" Crepúsculo. Tanto foi a confusão por causa disso que algumas pessoas que tiveram uma opinião negativa sobre o livro e comentaram em suas resenhas no Skoob, receberam ofensas e foram até "perseguidas" dentro do site, em consequência disso, chegaram até a excluir suas resenhas sobre o livro para evitarem a confusão. Polêmicas à parte, estou eu aqui para registrar nesse blog a minha opinião sobre o livro.
Ao que parece, "Um Mundo Perfeito" é um daqueles livros que ou se ama ou se odeia. Porém, como sabem, tento ao máximo ser imparcial nas resenhas que posto aqui.

"Um Mundo Perfeito" traz uma proposta interessante para um enredo de suspense instigante, mas não é exatamente isso que acontece. Conta a história dos 207 moradores da ilha de Pedra Luz que misteriosamente desapareceram da noite para o dia. A cidade é encontrada deserta, a não ser pela presença de uma criatura terrível rondando os céus da ilha.

Basicamente, é assim que começa esta história. Um começo bastante intrigante, certo? Mas com o decorrer dos fatos, a história vai se perdendo pouco a pouco e o suspense também. Pelo menos não se manteve para mim, porque assim que li a sinopse e vi a capa, adivinhei sobre o que seria mais ou menos o livro e foi justamente por isso que o comprei, porque a temática da história me agradava, porém, nem a temática foi motivo suficiente para me manter ansiosa até o término do livro. Para falar a verdade, passei uns três ou quatro meses sem lê-lo porque perdi a vontade.
Mas, enfim, é um livro regular. Algumas passagens e elementos me pareceram muito exagerados e algumas partes pareceram que estavam ali apenas para encher o livro de páginas, pois não tinham relevância alguma. Pareceu-me que o autor teve muitas ideias e tentou usar todas (ou a maioria delas), posso estar errada, obviamente. Contudo, a mistura não ficou tão boa, eu - particularmente - não gostei. Acho que ele poderia ter desenvolvido melhor uma história só e apenas abordar as outras. A tensão, pelo menos pra mim, só apareceu no livro lá perto do final que, aliás, cheirou a "auto-ajuda". Achei algumas explicações desnecessárias, pois era tudo muito óbvio o tempo todo. Mas ainda há partes que são muito boas, como o capítulo do menino-melão (leiam para saber), foi realmente poética a forma que o autor descreveu os pensamentos e sentimentos do menino. Sendo o primeiro livro do autor, acho que vale à pena relevar os deslizes; porém, eu não recomendaria para os fãs de livros de terror e suspense mais complexos, aliás, para qualquer leitor que curta uma ficção mais complexa e inteligente, principalmente se não curtirem finais no estilo de auto-ajuda.

Em suma, o livro tem a intenção de mostrar que precisamos aceitar a nossa vida como ela é e aceitar nossos defeitos. Em “um mundo perfeito” tudo rapidamente se transmuta em imperfeito e em terror para aqueles que tiveram seus desejos realizados. Basicamente, os desejos realizados se transformam tão logo em maldições. Eu gostaria de falar mais, porém, tenho receio de acabar falando algum spoiler.

Eu ♥ Resenhas: A Casa



Título Original: "A Casa".
Autor (a): André Vianco.
Ano: 2002.
Número de páginas: 302.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.





 
Confesso que esperava mais desse livro, a pessoa que me recomendou disse-me que se emocionou tanto que chegou até a chorar. Bem, infelizmente não reagi da mesma forma, mas as pessoas reagem de formas diferenciadas a tudo, não é? Li esse livro em um dia ou dois, não me recordo ao certo. Conheci Vianco através de seus sete vampiros portugueses, talvez por isso eu tenha ficado um tanto decepcionada com essa obra. Mas, vejam, é um bom livro.

Conta a história de várias pessoas que chegam ao fundo do poço por razões diferenciadas e todas só enxergam apenas uma única saída: o suicídio. É aí que acontece uma coisa estranha, surge alguém misterioso que lhes entrega um cartão falando de uma suposta casa amarela e que, após conhecerem tal casa, suas vidas mudariam completamente. Obviamente, a maioria duvida da promessa, mas todos acabam por irem a casa e tem suas vidas realmente transformadas. Por quem? De que forma? Por quê? Bem, essas perguntas serão respondidas desde que você termine a leitura desse livro.

Pode-se dizer que a “A Casa” oferece uma “segunda chance” a todos os desesperados, porém eu não concordo muito com essa mensagem, porque as pessoas deveriam aprender a se recuperar independente do que houve, têm que aprender a aceitar seus erros e perdoar, sobretudo, elas mesmas para poder melhorar seu presente e futuro. Pra mim, o livro pecou nessa questão. Claro que seria ótimo se pudéssemos passar pela mesma experiência dos personagens e ter a nossa segunda chance, mas a realidade não é assim, infelizmente.

O que vale ressaltar é que o livro também mostra que devemos sempre demonstrar nosso carinho pelas pessoas ao nosso redor, bem como um trecho de “Pais e Filhos” da banda Legião Urbana (que eu amo de paixão): “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há”. O livro “A casa” fala sobre o perdão e nos faz refletir a maneira como levamos nossas vidas, por exemplo, somos gratos o suficiente? Demonstramos nosso amor suficientemente a todos que amamos? Deixamos o orgulho afastar algumas pessoas que amamos? Etc. O orgulho em excesso também é um pecado, não esqueçamos isso. Mas não é por medo de pecar que você deve negá-lo, simplesmente porque ser humilde às vezes é muito melhor. Aceitar seu erro e pedir perdão traz muito mais tranquilidade para a vida e para seu coração do que continuar negando seu erro e jogando a culpa para cima de terceiros, não é verdade? Ninguém é perfeito mesmo, às vezes um simples pedido de perdão poderia mudar toda uma vida e “A casa” também mostra isso em algumas de suas situações.

Acho que talvez o livro não tenha me emocionado tanto quanto as outras pessoas porque eu não passei por nenhuma situação semelhante as do livro, ou até porque o livro não me convenceu completamente. Voltando a bater na mesma tecla, eu, particularmente, não me arrependo das coisas que fiz; é claro que eu poderia ter feito várias outras coisas melhor, porém, prefiro ver os erros como um degrau para melhorarmos no futuro. É preciso superar o erro e subir um degrau na escada da evolução. Errar uma vez, como dizem, é humano, persistir no erro é estupidez. Não adianta consertar o passado, é preciso aprender com os erros cometidos nele e evitá-los num futuro próximo, certo? Pelo menos é isso que eu penso e, para mim, foi nessa mensagem que o livro pecou um pouco e por isso talvez não tenha me convencido. Achei que o livro cheirava um tanto quanto a auto-ajuda (que não é um dos meus gêneros preferidos, embora não tenha nada contra). Mas é um bom livro no fim das contas. Recomendo.

Eu ♥ Resenhas: Marcada


Título Original: "Marked'. 
Autor (as): P.C. Cast e Kristin Cast. 
Ano: 2009. 
Número de Páginas: 327. 
Editora: Novo Século. 
Edição: 1ª edição. 
Tradução: -




"Marcada" é um livro bem "light", mas nada tão marcante. Conta a históra de Zoey Redbird, 16 anos, e de como ela foi "marcada". Na realidade do livro, vampiros sempre existiram e convivem com as pessoas normais, exceto este fato a sociedade em que vivemos não foi alterada. Quando Zoey recebe a marca, precisa se afastar de seus amigos e de toda a sua antiga vida, mudando-se para o internato "The House of Night" onde aprenderá mais sobre a cultura dos vampiros e terá de suportar a transformação, porque se não suportar, morrerá. Porém, Zoey não é como os outros alunos de House of Night, sua marca começa a se desenvolver muito precocemente, fazendo com que todos se surpreendessem. Ela também se sobressai, irritando principalmente Afrodite, a até então Líder das "Filha Negras".

Eu li em dois dias praticamente, a leitura foi realmente bem leve. A história não é tão profunda, afinal se trata de adolescentes e é escrita para os adolescentes no geral. E é difícil que os livro deste gênero nos faça pensar sobre as grandes questões da vida, da morte, entre outras coisas mais; porém, ainda assim, podemos tirar algumas reflexões interessantes do livro. Como, por exemplo, sobre a alienação religiosa, sobre quando a vida vira de cabeça pra baixo, etc. Se eu falar demais posso acabar me empolgando e soltando um spoiler (que, claro, só agradam a mim).

Acho que a Zoey e os amigos são os típicos adolescentes, mas cada um tem sua personalidade, óbvio. E a forma como as autoras encaixaram isso ficou interessante, porque em cada linha percebemos os contrastes entre os personagens. É impossível não se identificar com pelo menos um, mesmo que seja bem pouco. Afinal, todos fomos ,somos ou ainda seremos adolescentes, não?

Achei peculiar a forma que apresentaram o tema do vampirismo, unindo também um pouco de "bruxaria" (aqueles rituais, os elementos e as marcas me lembraram a bruxaria). Pelo menos foi o que passou pra mim, achei legal, mas um pouco estranho também. O contraponto é que mostrou que os vampiros também possuem uma espécie de religião e crença. Os vampiros de "House of night" não são criaturas "demoníacas" (há quem diga que os vampiros são "filhos" do demônio, não?). Bem, quando eu li sobre a marca, a primeira coisa que me veio a mente foi a "marca do diabo" (não sei se é assim mesmo que chamam, esqueci como é, desculpem), segundo o "Malleus Malleficarum" o demônio marcava as bruxas e ao encontrar essa marca era a prova de que de fato a pessoa se tratava de uma feiticeira e, consequentemente, uma seguidora do diabo; porém, essa marca ficaria em locais estratégicos, díficeis de serem vistos. Nyx marca seus seguidores da mesma forma; porém, bem no meio da testa, enfim... Isso apenas me fez lembrar e eu achei interessante comentar (e também para explicar mais um dos motivos de eu ter relacionado a bruxaria). "Vampiros bruxos" é um pouco estranho, né? Bem, eu também acho, mas Marcada sabe apresentar isso de uma forma interessante e, de certa forma, se explica (mas eu ainda acho muito ruim as marcas no meio da testa, como eles poderiam se misturar aos humanos e caçarem? Da forma que são, são alvos fáceis). Enfim...
Acho que devo acrescentar que a Zoey é uma Mary-Sue (para quem não sabe o que é, criarei um post futuramente para esclarecer isso) desgraçada, não? E achei o Erik como aqueles colírios da Capricho (acho que isso resume tudo, bem, espero que saibam que eu não gosto da capricho, pois é, agora acho que está explicado como o vejo), putz! Fora isso, pelo menos neste livro os outros personagens tem um pouco de importância, isso é que faz o livro ser agradável para a leitura.
 
Em suma, "Marcada" é um livro legal para ser lido, mas não esperem nada filosófico demais ou um livro com vampiros como o Drácula (aliás, o desprezo que Neferet se referiu ao livro me magoou). Não foi o melhor livro que li, mas até que foi divertido. As comparações que a Zoey faz são engraçadas por serem tão superficiais às vezes (mas só eu senti que a personagem amadureceu um pouquinho até o final do livro? Talvez tenha sido o senso de responsabilidade (opa! me lembrei da 'frase de Homem Aranha utilizada "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades").

Recomendo para aqueles que querem se distrair um pouco e para todos que curtam Young Adult.
 
Curiosidades: A série The House of Night é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos e no mundo. A série já é bestseller no The New York Times, com mais de 3 milhões de livros vendidos. As autoras já anunciaram que a série The House of Night será formada por 9 livros. É a nova aposta da Saída de Emergência, uma série de fantasia/horror vocacionada para um público jovem adulto. Marcada (Marked) é o primeiro volume da série House of Night e foi escrita por P. C. Cast e pela sua filha Kristin Cast.
 
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