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Eu ♥ Resenhas: O Livro de NOD

Salve, salve!

E então, como vão vocês? Muito bem, com muitos livros para ler e muito tempo sobrando para fazer isso também, eu espero!
Eu sei que venho adiando terminar a resenha de Sombras da Noite, mas por um bom motivo. Como é um livro que eu já li há algum tempo, para resenhar eu acabo tendo que voltar à obra, pegar nomes, lugares e detalhes que escapam da memória. Isso consome um tempo que, ultimamente, por conta do fim do semestre, eu não tenho ): Eu sei que a responsabilidade é minha de terminar a resenha e eu vou fazê-lo, só peço um pouquinho de paciência (:
Mas isso não impede outras resenhas, não é?
Hoje eu trouxe uma obra um pouco diferente pro blog. Era um livro que eu já estava namorando há um tempão e finalmente tomei coragem pra comprar há uns dois ou três meses, mais ou menos.
Para os apaixonados como eu pela literatura vampiresca, na minha opinião, ele é um must have.
        Meus queridos, O Livro de Nod.


Título Original: "The Book of Nod"
Autor: Sam Chupp e Andrew Greenberg.
Ano: 1999.
Número de Páginas: 134.
Editora: Devir.
Edição: 1 / 1999 – 5º Reimpressão/2012
Tradutor: Marcel Murakami Iha





O Livro de NOD foi originalmente publicado pela editora White Wolf, em 1999. Foi trazido para o Brasil pela editora DEVIR e desde sua primeira tiragem, foi reimpresso 5 vezes. Ele foi feito para servir como material complementar e de apoio para os jogos de RPG (Role-playing Game) baseados em Vampiro: A Máscara, também da White Wolf.
O conhecimento prévio, entretanto, não é absolutamente necessário para a leitura desse livro. Eu já tinha contato com o universo de O Mundo das Sombras e já tive a oportunidade de ler alguns livros de RPG da White Wolf, como Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse, então a terminologia não me soou estranha, embora possa chamar a atenção daqueles que nunca leram nada relacionado ao storytelling da White Wolf. Mas isso também não é um problema! No final do livro há um glossário que explica direitinho as nomenclaturas usadas, como Antediluviano e Caitiff, por exemplo. Então dá para ler sem problema algum.
Como eu já disse aqui no blog, a editora DEVIR é uma das poucas que nunca me decepcionou quanto à qualidade dos livros. Eles são fiéis aos originais da White Wolf e têm extraordinária qualidade. Pode até ser que o storytelling e o RPG não agradem a todos, mas que os livros são lindíssimos, isso é inegável.
NOD tem a capa preta, toda texturizada como se imitasse tecido, feita em material tipo papel-cartão. O símbolo prateado na frente é liso e parece ter sido prensado ali, bem como o título e os dizeres atrás. Não possui orelhas em nenhuma das capas e o papel é de excelente qualidade. Muitos pontos pra DEVIR! O meu exemplar eu adquiri no site da devir e custou R$34,90. (:
Eu tirei algumas fotos dele para vocês poderem ver melhor!

A primeira imagem é da capa e a segunda, do Glossário. A terceira foto mostra a parte de trás do livro. A quarta é do interior da obra, "O Início" onde a história de Caim começa. Eu sou apaixonada por essas ilustrações!


O Livro de NOD é dividido em três partes:
A Crônica de Caim: Conta a história do assassinato de Abel por Caim e seu posterior exílio, como foi amaldiçoado pelos arcanjos e toda a sua trajetória até que ele se encontrasse em plenitude com a natureza vampírica. Trata de seu encontro com Lilith e com a primeira cidade... Enfim, o começo de tudo.
A Crônica das Sombras: Aqui temos explicações sobre os seres da noite, “Sobre as Bestas da Lua”, por exemplo, onde somos informados sobre os garou (ou lobisomem). Essa parte também fala sobre as caraterísticas da vida de um vampiro – a progênie, a alimentação, os clãs, as regras da Máscara. Em minha opinião, seria um excelente manual para um neófito¹!
A Crônica dos Segredos: Aqui são reveladas as profecias e visões a respeito da espécie vampírica, entre elas a Gehenna, que seria o apocalipse dos vampiros. Quando os vampiros mais velhos – adormecidos e há muito incógnitos – se levantariam e consumiriam os mais jovens. Também trata do retorno do “Pai Sombrio” tido como o bastardo de Caim, que se levantará para devorar o sangue que lhe foi ofertado. Basicamente, temos aqui as previsões do que seria o Armageddon vampiresco.
Ao início de cada Crônica há um breve comentário do vampiro que reuniu as crônicas, Aristotle de Laurent. O LDN é apresentado como a compilação de documentos e informações coletadas pelo decorrer das eras, todos decodificados e colocados no que seria sua suposta ordem. Essa coletânea forma então o Livro de NOD, que seria o tomo com todos os conhecimentos da pós-vida vampírica.
A escrita é impecável e o estilo de apresentação de Aristotle é preciso: Você se vê imediatamente envolvido pela história que ele se propõe a contar. Sente sua angústia. E quando ele diz que não é este o conteúdo integral do texto, havendo outras partes faltantes espalhadas pelo mundo, outras perdidas para sempre, há aquela sensação de lamento. O que haveria naqueles papéis ou pedras? Que segredos eles conteriam?
O livro é riquíssimo. Cheio de ilustrações, todas em preto, branco e cinza. As páginas são repletas de desenhos e gravuras que representam o que as palavras descrevem. Os traços são muito bonitos e combinam perfeitamente com a atmosfera pesada da história.
Outro ponto muito positivo é que ao final de cada Crônica há comentários explicando trechos devidamente marcados. Então ao final da leitura, talvez você tenha que voltar ao ¹ para lembrar do que a observação referente se trata, mas isso só torna tudo mais divertido.
Por último, há o Posfácio. Sinceramente, uma das minhas partes favoritas. Nele, Ayisha Jocastatian nos traz suas próprias anotações sobre o Livro de NOD, Aristotle e outros tópicos constantes no texto.  Ao final, ele ainda nos lança uma dúvida cruel e suas perguntas são capazes de nos fazer sentir como um filho da noite que, além de extasiado com o que acabou de descobrir sobre todo o universo vampiresco escondido por detrás da Máscara, vê-se chocado e perdido em meio às perguntas que lhe são feitas.
E se pega olhando para os lados, protegendo o Livro de NOD de possíveis agentes da Jyhad e ao mesmo tempo se perguntando se qualquer palavra escrita ali é verdade ou apenas delírios de um Malkaviano entediado.
Ao final, cabe a você decidir no que acreditar.


Bom, meus queridos, é isso!
Espero que tenham gostado da resenha dessa semana! Eu realmente estava namorando esse livro há bastante tempo e, sinceramente, ele valeu cada centavo. Eu sei que o preço pode parecer um pouco salgado, porque ele não é um livro tão grande, é material de apoio para os livros da White Wolf e talz, mas eu acho que ele cumpre o seu papel com maestria. Nunca foi a proposta da obra se apresentar como um guia definitivo ou uma versão absoluta da origem dos vampiros e isso é deixado bem claro já no início, mas apenas servir como material complementar e de inspiração para os narradores. O livro, contudo, vai muito além. A White Wolf conseguiu criar um texto altamente envolvente e bastante embasado, construído sobre bases sólidas e argumentos convincentes a respeito da origem dos vampiros, sua organização e as profecias a respeito da Gehenna.
Como aficcionada que sou da literatura vampiresca, o Livro de NOD é um must have, como eu já tinha dito. A versão da White Wolf é uma das minhas favoritas com relação aos seres da noite, uma vez que trabalha o vampiro de uma forma diferente da clássica “Drácula de Bram Stoker”, mas sem descaracterizar o mito.
Minha próxima compra será Ritos do Dragão, também da DEVIR.
Lembrando que eu não sou uma especialista em RPG, então se algum leitor souber de algum detalhe que eu deixei passar ou de algum erro que cometi em relação a obra, eu peço desculpas por qualquer possível falha. E se puder, por favor, me corrigir, eu ficaria muito grata! É sempre importante aprender mais! (:
E então, alguém aí já leu o Livro de NOD? Alguém já tinha ouvido falar ou quer ler? Me conta nos comentários!

Um beijo da heavy e boas leituras!

¹ Vampiro recém-criado.

Eu ♥ TOP 10: Vampiros


TOP 10: VAMPIROS



            Aqui estou eu com mais um TOP 10 queridos. E para comemorar o dia das bruxas que está próximo, nada melhor que um TOP 10: Vampiros para entrar no clima. Não fiz distinção de gênero, juntei tanto vampiros e vampiras num só TOP 10, então me desculpe se tiver mais vampiros que vampiras, não foi proposital.

            Novamente ratifico, esta é a minha opinião, de Isabela Lima, quem não concordar com ela esteja a vontade para retrucá-la com educação e coerência nos comentários. Estejam a vontade para fazer seu próprio TOP 1): Vampiros.

            Este TOP 10 não é só com Vampiros da literatura, juntei também vampiros de filmes, animes e mangás. Sei que provavelmente há vampiros melhores que esses, mas pus apenas dos livros, filmes, animes e mangas que li e vi. Provavelmente se tivesse lido outros teria um acervo maior para minha escolha.


1º - Conde Dracula – Dracula de Bran Stoker

O grande mestre. Criado por Bran Stoker, inspirado no príncipe da Romênia Vlad Tepes, nada mais justo que esteja no 1º lugar! Suspiro até hoje quando vejo o filme e leio sobre o amor eterno pela noiva suicida que reencarnou seculos depois como Mina Murray. “Viajei oceanos de tempo para encontrá-la”. Digam-me: Vocês não derreteriam por esse charme?! ISSO SIM É AMOR VAMPIRICO!!! Dracula é o grande percursor de todos os seres místicos do gênero, ele mesmo amando Mina não é bonzinho, pelo contrário, ele tem 3 outras noivas e ainda come bebezinhos! Dracula é o divo!!!


2º - Lestat de Lioncourt – Cronicas Vampirescas

Lestat é lindo, sexy, racional, psicopata e irresistível! Totalmente hedonista e individualista. Ele não tem nenhum escrúpulo ao matar ou se alimentar. Faz só o que lhe convier e o que for melhor pra ele. Bissexual e sexy, Lestat faz homens e mulheres se renderem ao seu charme. Além de ser foda no livro, no filme também ficou perfeito com o Tom Cruise interpretando-o em entrevista com o Vampiro. (Excluo de minha mente o filme A rainha dos Condenados)


3º - Misora – Série Kaori

Um livro brasileiro não poderia estar de fora né? Misora, a diva Oiran maléfica, a grande vilã da série de livros da vampira Kaori escrita pela dadivosa Giulia Moom. Misora é má, e o legal é que ela já era MUITO maléfica antes de virar vampira. Ela perdeu a língua, então antes de matar ela simplesmente arranca a língua da vitima enquanto ela está viva para repor a perdida. Imaginam o quão sádica ela é, né?



4º - Kaori – Série Kaori

E como a séria da diva Giulia Moon é muito boa, não podia estar de fora a principal dessa saga. Kaori, a vampira perfumada. Dona de um perfume natural, sensual e irresistível. Foi transformada jovem então terá o ar do desabroxar da adolescência para sempre, e mesmo tendo esse ar inocente, é na verdade uma oiran profissional, ela não é má, mas também não podemos chamá-la de boazinha, ela simplismente faz o que lhe der vontade, e ela não se faz de rogada na hora do jantar, e nem pede permissão quando quer um amante. Kaori você é minha vamps diva nipônica!


5º - Eric Northman – Vampiros do Sul

O DELICIOSO VAMPIRO VICKING! Ele é alto, loiro, vicking, gostoso, fodedor, e adoro morder pescocinhos femininos. Ele só faz o que lhe convier, mas quando gamou na Sookie ele fazia qualquer coisa que ela quisesse. O vamps delicia!! E forte também, não podemos esquecer isso!


6º - Takezo – Série Kaori

E a saga da vampira Kaori não é só feita de vampiras mulheres fodas! Temos Takezo, o vampiro samurai. Ele ´que no presente, é um empresário sofisticado, não deixou de lado suas raízes nipônicas e nem sua cultura. Ele é inteligente e calculista. Na hora do jantar ele também é sofisticado, só escolhe o melhor! Isso inclui embebedar a vitima ou fazer ela comer iguarias refinadas para que seu sangue fique mais delicioso.


7º - Alucard – anime Hellsing

Esse anime é um dos melhores de vampiros que já vi. Alucard (um anagrama com o nome Dracula). Serve a uma organização e ele enfrenta seres sobrenaturais do mal. Não que ele não seja mau, Alucard segue ordens, mas mesmo asism ele é sanguinário e sádico, no nível psicótico de ser! Um dos melhores vampiros do mundo animado!




8º - Kyouhei Touma – mangá Midnight Secretary

Kyouhei é o único vampiro da lista que não está relacionado a uma trama de ação e morbidez. No mangá Midnight Secretary, a autora fez um mundo onde os vampiros tem sua própria sociedade e eles se misturam só com os humanos mais ricos e poderosos para procriarem (Sim, nesse mangá, os vampiros nascem, não são transformados). Alem disso, a autora fez que o sangue seja mais saboroso quando a nmulher atinge seu apse então imaginem, Kyouhei ADORA ser o vamps garanhão. Ele é lindo, sexy, másculo, exigente e poderoso. Ele é presidente da sua própria empresa e tem a sua eficiente secretária, que quer ser perfeita, então ela agenda pra todos os dias a “hora do aumoço” dele...iamginem que delicia!


9º - Claudia – Cronicas Vampirescas

Só por ter “matado” Lestat de Lioncourt a vampira eterna criança, Claudia, merece estar aqui. ELA É MAIS MACHO QUE O LOUIS! Ela é uma mulher ocndenada a estar eternamente no corpo de uma criança, esse destino é cruel, mas mesmo assim ela consegue ser uma diva! Insaciável, mimada e manipuladora. Tem o Louis comendo na mão dela!


10º - Santanico Pandemonium – Filme Um drink no Inferno

Só por ter deixado Quentin Tarantino de boca aberta e ter-lhe dado carveja derramando-a por sua perna enquanto tem os pés em sua boca, Santanico Pandemonium já é uma diva que merece estar em qualquer TOP 10! Ela demonstra toda a sensualidade do vampiro numa cena só!

Para quem nunca viu o filme "Um drink no Inferno" uma palhinha da sensualidade dessa vampira diva.


Gostaram? Odiaram? Estão revoltados? Sim, eu sei que há outros vampiros tão fodas quanto esses, mas como disse, apenas pus os quais já tinha lido ou visto, então num futuro, quando eu tiver visto mais conteúdo vmapirico, quem sabe eu não faça outro post relacionado a essas criaturas fantásticas?

Beijos no pescoço

Isabela 

Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Drácula

Título: Drácula 

Autor: Bram Stoker 

Editora: L&PM 

Tradutor: Theobaldo de Souza 

Ano: 1998 

Páginas: 553 


Oi, pessoal.
Devo confessar que ainda não estou bem certa sobre saber fazer resenhas, mas sempre é tempo de aprender algo novo e, para começar em grande estilo, vamos falar de algo que eu realmente amo — e quem me conhece sabe muito bem disso.

Quando a gente fala em “sobrenatural”, muitas coisas nos vêm à cabeça. Pra alguns vem a série de TV, pra outros algum dos personagens célebres do gênero, algum livro, filme ou outro seriado qualquer. Pra mim, vem a palavra “vampiros” e quando falo de vampiros, a primeira coisa que me vem à cabeça é Drácula. (E se você pensou em Edward Cullen, shame on you!)

O livro começa quando Jonathan Harker vai até o castelo do Conde Drácula, que tinha por objetivo sair de seu castelo na Transilvânia e adquirir uma propriedade em Londres. Jonathan se hospeda no castelo e logo começa a perceber que “há algo de podre no reino dos Cárpatos”. Conforme o tempo passa, Jonathan não só passa a notar as peculiaridades de seu anfitrião como sabe que está sendo feito prisioneiro dele, principalmente quando o Conde viaja até a Inglaterra e Jonathan fica aos “cuidados” de três vampiras até que consegue fugir e encontrar-se com Mina.

Meanwhile, na Inglaterra, Lucy, amiga de Mina, passa a sofrer de uma “doença” misteriosa com alguns sintomas bem curiosos e característicos (e hoje bem conhecidos por nós), tais como palidez e dois furinhos no pescoço. Nenhum de eus amigos ou parentes consegue descobrir o que está havendo e é quando entra na história o Dr. Abraham Van Helsing, que após se dedicar ao caso percebe que a jovem Lucy é vítima dos ataques de um morto-vivo que se alimentava de sangue humano (Os vampiros, os bons... Digo, os maus).

Logo depois, como se isso não fosse o bastante, eles descobrem que o Drácula já tem uma nova vítima e está prestes a atacá-la: Mina.

Paro de contar por aqui, caso alguém ainda não tenha lido e queira fazê-lo. Apenas digo que se está procurando um motivo para fazer isso o quanto antes, darei vários. Drácula não é somente um marco pra literatura vampiresca, deixou de ser apenas isso pra se tornar um clássico da literatura. Muito antes dele, já existiam outros livros de vampiro, isso é bem verdade, mas foi o que teve mais destaque dentre os seus contemporâneos. Duvida? Qualquer discussão que envolva amantes de vampiros, mais cedo ou mais tarde alguém vai acabar citando Bram Stoker. O livro fez e faz tanto sucesso, mesmo tanto tempo depois de sua publicação que é usado como referência para a maioria dos autores.

Drácula é narrado inteiramente através de diários, cartas e textos dos personagens, além de recortes de jornais e trechos do gravador do Dr. Seward datilografados pela Mina, entre outros, o que nos deixa bem mais perto do que eles realmente estão sentindo. Tal estrutura é chamada de romance epistolar (sim, li isso na Wikipedia, ninguém pode me julgar) e é um recurso interessante, já que, em determinados momentos, sentimos e olhamos os acontecimentos da mesma ótica que os personagens.

Através desse livro, consagrou-se o mito do vampiro como um ser exclusivamente noturno, que morre se exposto à luz do sol (não sei bem porque, pois em algumas partes do livro o Drácula anda durante o dia), tem problemas com alho, água benta, crucifixos, etc. Apesar de algumas versões diferenciadas, tal parâmetro permanece na maioria das obras atuais, chegando a ser referência de “vampiro de verdade”.

Depois de anos, uma coisa parece certa: o mito dos vampiros parece que nunca vai envelhecer. E mesmo sabendo que gosto é algo particular, devemos colocar que até pra falar mal de algo, precisamos saber do que se trata e conhecer seus pontos fortes (tudo tem um lado bom) e os pontos fracos (esses é que têm mesmo), colocar ambos numa balança e tirar uma conclusão disso para saber se gostamos ou não.

Sem dúvida esse é um livro que todo aquele que se diz amante de vampiros tem que ler, nem que seja para tecer críticas não muito positivas em cima dele depois.

De vez em quando receber uma mordida no pescoço de um bom (quero dizer, mau) vampiro faz bem. ;)







Resenha enviada pela colaboradora Michele Elisa. Eu adorei a resenha cheia de personalidade da dona Michele e, entre tantos textos semelhantes discutindo a obra de Bram Stoker, conseguiu se destacar. E vocês, o que acharam?



Estefânia

Eu ♥ Resenhas: Kaori 2 - Coração de Vampira




Autor:
Giulia Moon
Ano:
2011
Páginas:
428
Editora:
Giz Editorial

Edição: 1ª Edição






Dia de Finados. Para a maioria das pessoas, um momento dedicado à lembrança de quem se foi. Mas sabe de outra coisa que essa data me recorda, amigo leitor? Zombie Walk. E sabe o que Zombie Walk me traz à mente? O início do delicioso Kaori 2 – Coração de Vampira, e é exatamente para contar o que achei do novo livro de Giulia Moon que estou aqui!


Não é segredo para ninguém que esta humilde leitora que vos fala aprecia, e muito, o universo fantástico de Giulia. Depois de ler Kaori – Perfume de Vampira, tornei-me fã da autora, e dos seus vampiros inesquecíveis como Takezo, Felipe, Missora, e a própria japonesinha sedutora que dá nome à saga. Eu queria mais histórias desses imortais. Então, imaginem minha surpresa ao abrir meu belo exemplar autografado (Invejem-me!) e não encontrar nenhum dos vampiros como protagonistas da primeira cena.


Este livro começa com os pútridos mastigadores erguendo-se dos seus túmulos para jantar apetitosos humanos. Mastigadores é a denominação da autora para os nojentos zumbis que aparecem nas ruas do Rio de Janeiro a fim de caçar tanto humanos quanto vampiros. Aparentemente, a recente moda dos vampiros está sendo substituída pelos mortos-vivos fedorentos no cinema, na televisão e até na literatura. Eu não gosto muito deles, mas tenho que tirar o chapéu para os mastigadores que ao invés de iniciarem mais um Apocalipse Zumbi do tipo que todos nós já estamos cansados de ouvir falar, matam há tempos nas sombras. Sim, eles raciocinam o suficiente para saber que não podem se mostrar em público, e preferem caçar mendigos solitários a tentar dominar o mundo. O grupo de cadáveres famintos tem até um líder um tanto cômico, o morto que mastiga por essas bandas há séculos, só parando para usar seu vocabulário enferrujado para galantear moçoilas, Horácio. É claro que uma vampira perfumada de carnes suculentas como Kaori seria considerada um banquete para os mastigadores. Tentar transformá-la em refeição é a entrada deles para essa trama que, em comparação com o primeiro livro, ganhou mais agilidade e muitas sequências de ação.


A luta aqui é contra um inimigo ancestral, que tenta destruir o mundo como o conhecemos usando uma arma poderosíssima: os seres sobrenaturais. Quem leu Kaori – Perfume de Vampira deve estar se perguntando se a antiga vilã, a horripilante, vulgar, cruel (posso passar um dia inteiro dedicando adjetivos nada elogiosos a ela) Missora caiu no esquecimento. Nada disso! A ex-cortesã também está de volta, acompanhada pelos seus filhotes nojentos, e chega torturando e matando como era de se esperar. Ela não é o oponente principal nessa etapa da série, mas se dedica a fazer o possível para ajudá-lo. Quem é ele? Não posso revelar, pois a originalidade dele é uma das gratas surpresas do livro. O atual inimigo não tem conexão com o livro anterior, e não acredito que terá qualquer espaço no próximo. Ao contrário de Missora, este é um vilão claramente temporário na história, capaz de criar um único conflito para ser superado, sem chances de emendar mais tramas depois da batalha final. Como uma praga, um vírus se espalhando rapidamente, o vilão assume o controle das criaturas estudadas pelo IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudos de Fenômenos Fantástico), que começam a enlouquecer e a agir de forma mais violenta.


E criaturas fantásticas é o que não faltam nas páginas de Kaori 2! Os zumbis são só uma das várias espécies sobrenaturais que aparecem ao longo da história para engrossar a já variada fauna que habita o universo Kaori. Além deles, ogros, sereias, lâmias, faunos, luperces, e os mitos japoneses de kappas e kitsunes são apresentados ao leitor pela releitura moderna de Giulia. Porém, de todos os entes folclóricos presentes na história, o que mais me surpreendeu foi o boto. Sim, o boto sedutor, aquele mito brasileiríssimo. Escrito pela Giulia, é claro que ele iria ganhar um temperinho nipônico - o que não prejudicou em nada o carisma do rapaz. É tanto charme que nem mesmo a especialista em sedução que leva os homens à loucura há séculos foi capaz de resistir. Kaori é fria, mas não é de ferro, certo? A vampira e o boto protagonizam cenas quentíssimas e elevam o erotismo do livro ao limite. Mais luxúria desses dois não seria possível, pois faria o livro entrar em autocombustão. Deixo para o amigo leitor descobrir quem esse moço é, e o quanto o feitiço do boto pode ser perigoso até para ele próprio.


Como o IBEFF já foi citado, não preciso esconder que reencontramos os humanos que estrelaram o livro anterior. A bióloga Beatriz, o vampwatcher Samuel e o empresário Sidnei voltam à ativa, passando por maus bocados e evoluindo bastante ao longo da trama. Ainda no Instituto, somos apresentados a um novo personagem que desempenhou com louvor o papel de colocar graça em situações absurdas, o exterminador especializado em qualquer coisa fora do comum, Gaspar Klimann.


O grande trunfo de Giulia foi justamente dar mais destaque para os personagens secundários, sem descuidar do andamento do conflito principal. Kaori é a protagonista absoluta, mas traz pela mão um grupo de personalidades interessantes demais para serem aproveitadas pela autora. Felizmente, ela percebeu isso.


Avaliando o conjunto da obra, posso afirmar que a mistura de caçadas, criaturas sobrenaturais de todo tipo, sangue, ação, sedução, e pitadas de cultura japonesa em cenários tupiniquins foi bem sucedida mais uma vez. Entretenimento de qualidade, do tipo que eu não penso duas vezes antes de indicar para os amigos que procuram por um enredo de fantasia para mergulhar e esquecer da vida.


O final embalado pelo rock nipônico de Gackt (o cantor é citado várias vezes e é a trilha sonora certa para a história) deixou aquele típico gostinho de quero mais, e me encheu de expectativas para o terceiro livro, que deve encerrar a série. Giulia ainda tem muitos mistérios a esclarecer (Quando saberemos o que realmente aconteceu com o mestre?), e torço para que consiga finalizá-los da maneira apaixonante que tem nos conduzido por essa viagem.

E então, amigo leitor? Vai se arriscar a desvendar os segredos do coração da vampira? Ele está sempre em perigo, como a própria Kaori revelou. O convite está feito.


Estefânia

Vampiros - A Origem III

Chegamos a terceira postagem sobre a origem dos vampiros, só faltam mais dois posts para concluirmos essa pequena série de postagens. Esses três posts até agora servirão como uma introdução para as próximas duas postagens em que falaremos da história dos vampiros não só na literatura como no cinema também, não esqueceremos também do campo musical, uma vez que vampiros inspiraram várias músicas também.

Vampiros - A Origem II

Peço desculpas pela demora nesta postagem, as explicações estão no fim do post. Enfim, esse é o segundo post sobre a origem dos vampiros, ou pelo menos, de tipos vampíricos que apareceram em diversas culturas ao redor do mundo e ao longo dos séculos.

Vampiros - A Origem I

Filhos da noite, chupadores de sangue, prole do diabo, enfim, vampiros. Não é de hoje que nossos queridos ‘sanguessugas’ fazem sucesso. Para falar a verdade, os vampiros são mencionados há milhares de anos em diversas culturas, o que leva os historiadores a acreditar que cada região criou um mito para si ao invés da lenda ter sido passada de povo para povo.
[Do húng. vampir, pelo al. Vampir e pelo fr. vampire.]
S. m.
 1.     Entidade lendária que, segundo superstição popular, sai das sepulturas, à noite, para sugar o sangue dos vivos; estrige. [Fem.: vampiresa.]  
 2.     Fig.  Aquele que enriquece à custa alheia e/ou por meios ilícitos.
 3.     Fig.  Aquele que explora os pobres em benefício próprio.
É difícil afirmar com certeza de onde surgiu a figura mítica de um ser que anda à noite e se alimenta de sangue, afinal, cada cultura tem o seu vampiro e cada uma atribui uma origem diferente para o seu. A lenda do vampiro data das primeiras civilizações, como os Assírios, os Babilônicos, e outros povos do Oriente antigo. O vampiro original não era o suave e sofisticado aristocrata europeu que conhecemos hoje. O vampiro, em sua origem, era um monstro. 

 
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