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Eu ♥ Resenhas: O Livro de NOD
Marcadores: DEVIR editora, Eu ♥ Resenhas, Vampiros
Salve, salve!
E então, como vão vocês? Muito bem, com muitos livros para ler e muito
tempo sobrando para fazer isso também, eu espero!
Eu sei que venho adiando terminar a resenha de Sombras da Noite, mas por um bom
motivo. Como é um livro que eu já li há algum tempo, para resenhar eu acabo
tendo que voltar à obra, pegar nomes, lugares e detalhes que escapam da
memória. Isso consome um tempo que, ultimamente, por conta do fim do semestre,
eu não tenho ): Eu sei que a responsabilidade é minha de terminar a resenha e
eu vou fazê-lo, só peço um pouquinho de paciência (:
Mas isso não impede outras resenhas, não é?
Hoje eu trouxe uma obra um pouco diferente pro blog. Era um livro que
eu já estava namorando há um tempão e finalmente tomei coragem pra comprar há
uns dois ou três meses, mais ou menos.
Para os apaixonados como eu pela literatura vampiresca, na minha opinião, ele é um must have.
Meus queridos, O Livro de Nod.
Título
Original: "The Book of Nod"
Autor: Sam Chupp e Andrew Greenberg.
Ano: 1999.
Número
de Páginas: 134.
Editora: Devir.
Edição: 1 / 1999 – 5º Reimpressão/2012
Tradutor: Marcel Murakami Iha
O Livro de NOD foi originalmente publicado pela editora White Wolf, em
1999. Foi trazido para o Brasil pela editora DEVIR e desde sua primeira
tiragem, foi reimpresso 5 vezes. Ele foi feito para servir como material
complementar e de apoio para os jogos de RPG (Role-playing Game) baseados em Vampiro: A Máscara, também da White
Wolf.
O conhecimento prévio, entretanto, não é absolutamente necessário para
a leitura desse livro. Eu já tinha contato com o universo de O Mundo das
Sombras e já tive a oportunidade de ler alguns livros de RPG da White Wolf,
como Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse, então a terminologia não me
soou estranha, embora possa chamar a atenção daqueles que nunca leram nada
relacionado ao storytelling da White Wolf. Mas isso também não é um problema!
No final do livro há um glossário que explica direitinho as nomenclaturas
usadas, como Antediluviano e Caitiff, por exemplo. Então dá para ler sem
problema algum.
Como eu já disse aqui no blog, a editora DEVIR é uma das poucas que
nunca me decepcionou quanto à qualidade dos livros. Eles são fiéis aos originais
da White Wolf e têm extraordinária qualidade. Pode até ser que o storytelling e
o RPG não agradem a todos, mas que os livros são lindíssimos, isso é inegável.
NOD tem a capa preta, toda texturizada como se imitasse tecido, feita
em material tipo papel-cartão. O símbolo prateado na frente é liso e parece ter
sido prensado ali, bem como o título e os dizeres atrás. Não possui orelhas em
nenhuma das capas e o papel é de excelente qualidade. Muitos pontos pra DEVIR!
O meu exemplar eu adquiri no site da devir e custou R$34,90. (:
Eu tirei algumas fotos dele para vocês poderem ver melhor!
O Livro de NOD é dividido em três partes:
A Crônica de Caim: Conta a história do assassinato de Abel por Caim e
seu posterior exílio, como foi amaldiçoado pelos arcanjos e toda a sua
trajetória até que ele se encontrasse em plenitude com a natureza vampírica.
Trata de seu encontro com Lilith e com a primeira cidade... Enfim, o começo de
tudo.
A Crônica das Sombras: Aqui temos explicações sobre os seres da noite, “Sobre as Bestas da Lua”, por exemplo, onde somos informados sobre os garou (ou
lobisomem). Essa parte também fala sobre as caraterísticas da vida de um
vampiro – a progênie, a alimentação, os clãs, as regras da Máscara. Em minha
opinião, seria um excelente manual para um neófito¹!
A Crônica dos Segredos: Aqui são reveladas as profecias e visões a
respeito da espécie vampírica, entre elas a Gehenna, que seria o apocalipse dos
vampiros. Quando os vampiros mais velhos – adormecidos e há muito incógnitos –
se levantariam e consumiriam os mais jovens. Também trata do retorno do “Pai
Sombrio” tido como o bastardo de Caim, que se levantará para devorar o sangue
que lhe foi ofertado. Basicamente, temos aqui as previsões do que seria o
Armageddon vampiresco.
Ao início de cada Crônica há um breve comentário do vampiro que reuniu
as crônicas, Aristotle de Laurent. O LDN é apresentado como a compilação de
documentos e informações coletadas pelo decorrer das eras, todos decodificados
e colocados no que seria sua suposta ordem. Essa coletânea forma então o Livro
de NOD, que seria o tomo com todos os conhecimentos da pós-vida vampírica.
A escrita é impecável e o estilo de apresentação de Aristotle é
preciso: Você se vê imediatamente envolvido pela história que ele se propõe a
contar. Sente sua angústia. E quando ele diz que não é este o conteúdo integral
do texto, havendo outras partes faltantes espalhadas pelo mundo, outras
perdidas para sempre, há aquela sensação de lamento. O que haveria naqueles
papéis ou pedras? Que segredos eles conteriam?
O livro é riquíssimo. Cheio de ilustrações, todas em preto, branco e
cinza. As páginas são repletas de desenhos e gravuras que representam o que as
palavras descrevem. Os traços são muito bonitos e combinam perfeitamente com a
atmosfera pesada da história.
Outro ponto muito positivo é que ao final de cada Crônica há
comentários explicando trechos devidamente marcados. Então ao final da leitura,
talvez você tenha que voltar ao ¹ para lembrar do que a observação referente se
trata, mas isso só torna tudo mais divertido.
Por último, há o Posfácio. Sinceramente, uma das minhas partes
favoritas. Nele, Ayisha Jocastatian nos traz suas próprias anotações sobre o
Livro de NOD, Aristotle e outros tópicos constantes no texto. Ao final, ele ainda nos lança uma dúvida
cruel e suas perguntas são capazes de nos fazer sentir como um filho da noite
que, além de extasiado com o que acabou de descobrir sobre todo o universo
vampiresco escondido por detrás da Máscara, vê-se chocado e perdido em meio às
perguntas que lhe são feitas.
E se pega olhando para os lados, protegendo o Livro de NOD de possíveis
agentes da Jyhad e ao mesmo tempo se perguntando se qualquer palavra escrita
ali é verdade ou apenas delírios de um Malkaviano entediado.
Ao final, cabe a você decidir no que acreditar.
Bom, meus queridos, é isso!
Espero que tenham gostado da resenha dessa semana! Eu realmente estava
namorando esse livro há bastante tempo e, sinceramente, ele valeu cada centavo.
Eu sei que o preço pode parecer um pouco salgado, porque ele não é um livro tão
grande, é material de apoio para os livros da White Wolf e talz, mas eu acho
que ele cumpre o seu papel com maestria. Nunca foi a proposta da obra se
apresentar como um guia definitivo ou uma versão absoluta da origem dos
vampiros e isso é deixado bem claro já no início, mas apenas servir como
material complementar e de inspiração para os narradores. O livro, contudo, vai
muito além. A White Wolf conseguiu criar um texto altamente envolvente e
bastante embasado, construído sobre bases sólidas e argumentos convincentes a
respeito da origem dos vampiros, sua organização e as profecias a respeito da
Gehenna.
Como aficcionada que sou da literatura
vampiresca, o Livro de NOD é um must have,
como eu já tinha dito. A versão da White Wolf é uma das minhas favoritas com
relação aos seres da noite, uma vez que trabalha o vampiro de uma forma
diferente da clássica “Drácula de Bram Stoker”, mas sem descaracterizar o mito.
Minha próxima compra será Ritos do Dragão, também da DEVIR.
Lembrando que eu não sou uma especialista em RPG, então se algum leitor souber de algum detalhe que eu deixei passar ou de algum erro que cometi em relação a obra, eu peço desculpas por qualquer possível falha. E se puder, por favor, me corrigir, eu ficaria muito grata! É sempre importante aprender mais! (:
Lembrando que eu não sou uma especialista em RPG, então se algum leitor souber de algum detalhe que eu deixei passar ou de algum erro que cometi em relação a obra, eu peço desculpas por qualquer possível falha. E se puder, por favor, me corrigir, eu ficaria muito grata! É sempre importante aprender mais! (:
E então, alguém aí já leu o Livro de NOD? Alguém já tinha ouvido falar
ou quer ler? Me conta nos comentários!
Um beijo da heavy e boas leituras!
¹ Vampiro recém-criado.
Eu ♥ TOP 10: Vampiros
Marcadores: Isabela Lima, Top 10, Vampiros
TOP 10: VAMPIROS
Aqui estou
eu com mais um TOP 10 queridos. E para comemorar o dia das bruxas que está próximo,
nada melhor que um TOP 10: Vampiros para entrar no clima. Não fiz distinção de
gênero, juntei tanto vampiros e vampiras num só TOP 10, então me desculpe se
tiver mais vampiros que vampiras, não foi proposital.
Novamente ratifico, esta é a minha opinião, de Isabela Lima, quem não concordar com ela esteja a vontade para retrucá-la com educação e coerência nos comentários. Estejam a vontade para fazer seu próprio TOP 1): Vampiros.
Este TOP 10
não é só com Vampiros da literatura, juntei também vampiros de filmes, animes e
mangás. Sei que provavelmente há vampiros melhores que esses, mas pus apenas
dos livros, filmes, animes e mangas que li e vi. Provavelmente se tivesse lido
outros teria um acervo maior para minha escolha.
1º - Conde Dracula – Dracula de Bran Stoker
O
grande mestre. Criado por Bran Stoker, inspirado no príncipe da Romênia Vlad
Tepes, nada mais justo que esteja no 1º lugar! Suspiro até hoje quando vejo o
filme e leio sobre o amor eterno pela noiva suicida que reencarnou seculos
depois como Mina Murray. “Viajei oceanos de tempo para encontrá-la”. Digam-me:
Vocês não derreteriam por esse charme?! ISSO SIM É AMOR VAMPIRICO!!! Dracula é
o grande percursor de todos os seres místicos do gênero, ele mesmo amando Mina
não é bonzinho, pelo contrário, ele tem 3 outras noivas e ainda come
bebezinhos! Dracula é o divo!!!
2º - Lestat de Lioncourt – Cronicas Vampirescas
Lestat é lindo, sexy, racional, psicopata e irresistível!
Totalmente hedonista e individualista. Ele não tem nenhum escrúpulo ao matar ou
se alimentar. Faz só o que lhe convier e o que for melhor pra ele. Bissexual e
sexy, Lestat faz homens e mulheres se renderem ao seu charme. Além de ser foda
no livro, no filme também ficou perfeito com o Tom Cruise interpretando-o em
entrevista com o Vampiro. (Excluo de minha mente o filme A rainha dos
Condenados)
3º - Misora – Série Kaori
Um livro brasileiro não poderia estar de fora né? Misora, a
diva Oiran maléfica, a grande vilã da série de livros da vampira Kaori escrita
pela dadivosa Giulia Moom. Misora é má, e o legal é que ela já era MUITO maléfica
antes de virar vampira. Ela perdeu a língua, então antes de matar ela
simplesmente arranca a língua da vitima enquanto ela está viva para repor a
perdida. Imaginam o quão sádica ela é, né?
4º - Kaori – Série Kaori
E
como a séria da diva Giulia Moon é muito boa, não podia estar de fora a
principal dessa saga. Kaori, a vampira perfumada. Dona de um perfume natural,
sensual e irresistível. Foi transformada jovem então terá o ar do desabroxar da
adolescência para sempre, e mesmo tendo esse ar inocente, é na verdade uma
oiran profissional, ela não é má, mas também não podemos chamá-la de boazinha,
ela simplismente faz o que lhe der vontade, e ela não se faz de rogada na hora
do jantar, e nem pede permissão quando quer um amante. Kaori você é minha vamps
diva nipônica!
5º - Eric Northman – Vampiros do Sul
O DELICIOSO VAMPIRO VICKING! Ele é alto, loiro, vicking,
gostoso, fodedor, e adoro morder pescocinhos femininos. Ele só faz o que lhe
convier, mas quando gamou na Sookie ele fazia qualquer coisa que ela quisesse.
O vamps delicia!! E forte também, não podemos esquecer isso!
6º - Takezo – Série Kaori
E
a saga da vampira Kaori não é só feita de vampiras mulheres fodas! Temos
Takezo, o vampiro samurai. Ele ´que no presente, é um empresário sofisticado,
não deixou de lado suas raízes nipônicas e nem sua cultura. Ele é inteligente e
calculista. Na hora do jantar ele também é sofisticado, só escolhe o melhor!
Isso inclui embebedar a vitima ou fazer ela comer iguarias refinadas para que
seu sangue fique mais delicioso.
7º - Alucard – anime Hellsing
Esse anime é um dos melhores de vampiros que já vi. Alucard
(um anagrama com o nome Dracula). Serve a uma organização e ele enfrenta seres
sobrenaturais do mal. Não que ele não seja mau, Alucard segue ordens, mas mesmo
asism ele é sanguinário e sádico, no nível psicótico de ser! Um dos melhores
vampiros do mundo animado!
8º - Kyouhei Touma – mangá Midnight Secretary
Kyouhei é o único vampiro da lista que não está relacionado a
uma trama de ação e morbidez. No mangá Midnight Secretary, a autora fez um
mundo onde os vampiros tem sua própria sociedade e eles se misturam só com os
humanos mais ricos e poderosos para procriarem (Sim, nesse mangá, os vampiros
nascem, não são transformados). Alem disso, a autora fez que o sangue seja mais
saboroso quando a nmulher atinge seu apse então imaginem, Kyouhei ADORA ser o
vamps garanhão. Ele é lindo, sexy, másculo, exigente e poderoso. Ele é
presidente da sua própria empresa e tem a sua eficiente secretária, que quer
ser perfeita, então ela agenda pra todos os dias a “hora do aumoço”
dele...iamginem que delicia!
9º - Claudia – Cronicas Vampirescas
Só por ter “matado” Lestat de Lioncourt a vampira eterna
criança, Claudia, merece estar aqui. ELA É MAIS MACHO QUE O LOUIS! Ela é uma
mulher ocndenada a estar eternamente no corpo de uma criança, esse destino é
cruel, mas mesmo assim ela consegue ser uma diva! Insaciável, mimada e
manipuladora. Tem o Louis comendo na mão dela!
10º - Santanico Pandemonium – Filme Um drink no
Inferno
Só por ter deixado Quentin Tarantino de boca aberta e ter-lhe
dado carveja derramando-a por sua perna enquanto tem os pés em sua boca,
Santanico Pandemonium já é uma diva que merece estar em qualquer TOP 10! Ela
demonstra toda a sensualidade do vampiro numa cena só!
Para quem nunca viu o filme "Um drink no Inferno" uma palhinha da sensualidade dessa vampira diva.
Gostaram? Odiaram? Estão revoltados? Sim, eu sei que há
outros vampiros tão fodas quanto esses, mas como disse, apenas pus os quais já tinha
lido ou visto, então num futuro, quando eu tiver visto mais conteúdo vmapirico,
quem sabe eu não faça outro post relacionado a essas criaturas fantásticas?
Beijos
no pescoço
Isabela
Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Drácula
Marcadores: Bram Stoker, Colaboradores, Drácula, Eu ♥ Resenhas, Literatura Vampiresca, Resenha, Terror, Vampiros
Título: Drácula
Autor: Bram Stoker
Editora: L&PM
Tradutor: Theobaldo de Souza
Ano: 1998
Páginas: 553
Autor: Bram Stoker
Editora: L&PM
Tradutor: Theobaldo de Souza
Ano: 1998
Páginas: 553
Oi, pessoal.
Devo confessar que ainda não estou bem certa sobre
saber fazer resenhas, mas sempre é tempo de aprender algo novo e, para começar
em grande estilo, vamos falar de algo que eu realmente amo — e quem me conhece
sabe muito bem disso.
Quando a gente fala em “sobrenatural”, muitas coisas
nos vêm à cabeça. Pra alguns vem a série de TV, pra outros algum dos
personagens célebres do gênero, algum livro, filme ou outro seriado qualquer.
Pra mim, vem a palavra “vampiros” e quando falo de vampiros, a primeira coisa
que me vem à cabeça é Drácula. (E se você
pensou em Edward Cullen, shame on you!)
O livro começa quando
Jonathan Harker vai até o castelo do Conde Drácula, que tinha por objetivo sair
de seu castelo na Transilvânia e adquirir uma propriedade em Londres. Jonathan
se hospeda no castelo e logo começa a perceber que “há algo de podre no reino dos Cárpatos”. Conforme o tempo passa,
Jonathan não só passa a notar as peculiaridades de seu anfitrião como sabe que
está sendo feito prisioneiro dele, principalmente quando o Conde viaja até a
Inglaterra e Jonathan fica aos “cuidados” de três vampiras até que consegue
fugir e encontrar-se com Mina.
Meanwhile, na
Inglaterra, Lucy, amiga de Mina, passa a sofrer de uma “doença” misteriosa com alguns
sintomas bem curiosos e característicos (e hoje bem conhecidos por nós), tais
como palidez e dois furinhos no pescoço. Nenhum de eus amigos ou parentes
consegue descobrir o que está havendo e é quando entra na história o Dr.
Abraham Van Helsing, que após se dedicar ao caso percebe que a jovem Lucy é
vítima dos ataques de um morto-vivo que se alimentava de sangue humano (Os vampiros,
os bons... Digo, os maus).
Logo
depois, como se isso não fosse o bastante, eles descobrem que o Drácula já tem
uma nova vítima e está prestes a atacá-la: Mina.
Paro
de contar por aqui, caso alguém ainda não tenha lido e queira fazê-lo. Apenas
digo que se está procurando um motivo para fazer isso o quanto antes, darei
vários. Drácula não é
somente um marco pra literatura vampiresca, deixou de ser apenas isso pra se
tornar um clássico da literatura. Muito antes dele, já existiam outros livros
de vampiro, isso é bem verdade, mas foi o que teve mais destaque dentre os seus
contemporâneos. Duvida? Qualquer discussão que envolva amantes de vampiros,
mais cedo ou mais tarde alguém vai acabar citando Bram Stoker. O livro fez e
faz tanto sucesso, mesmo tanto tempo depois de sua publicação que é usado como
referência para a maioria dos autores.
Drácula é narrado
inteiramente através de diários, cartas e textos dos personagens, além de
recortes de jornais e trechos do gravador do Dr. Seward datilografados pela
Mina, entre outros, o que nos deixa bem mais perto do que eles realmente estão
sentindo. Tal estrutura é chamada de romance epistolar (sim, li isso na
Wikipedia, ninguém pode me julgar) e é um recurso interessante, já que, em
determinados momentos, sentimos e olhamos os acontecimentos da mesma ótica que
os personagens.
Através desse livro,
consagrou-se o mito do vampiro como um ser exclusivamente noturno, que morre se
exposto à luz do sol (não sei bem porque, pois em algumas partes do livro o
Drácula anda durante o dia), tem problemas com alho, água benta, crucifixos,
etc. Apesar de algumas versões diferenciadas, tal parâmetro permanece na
maioria das obras atuais, chegando a ser referência de “vampiro de verdade”.
Depois de anos, uma coisa parece certa: o mito dos
vampiros parece que nunca vai envelhecer. E mesmo sabendo que gosto é algo
particular, devemos colocar que até pra falar mal de algo, precisamos saber do
que se trata e conhecer seus pontos fortes (tudo tem um lado bom) e os pontos
fracos (esses é que têm mesmo), colocar ambos numa balança e tirar uma
conclusão disso para saber se gostamos ou não.
Sem dúvida esse é um livro que todo aquele que se diz
amante de vampiros tem que ler, nem que seja para tecer críticas não muito
positivas em cima dele depois.
De vez em quando receber uma mordida no pescoço de um
bom (quero dizer, mau) vampiro faz bem. ;)
Resenha enviada pela colaboradora Michele Elisa. Eu adorei a resenha cheia de personalidade da dona Michele e, entre tantos textos semelhantes discutindo a obra de Bram Stoker, conseguiu se destacar. E vocês, o que acharam?
Estefânia
Eu ♥ Resenhas: Kaori 2 - Coração de Vampira
Marcadores: Giulia Moon, Giz Editorial, Kaori, Kaori 2 - Coração de Vampira, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Vampiros
Autor: Giulia Moon
Ano: 2011
Páginas: 428
Editora: Giz Editorial
Edição: 1ª Edição
Dia de Finados. Para a maioria das pessoas, um momento dedicado à lembrança de quem se foi. Mas sabe de outra coisa que essa data me recorda, amigo leitor? Zombie Walk. E sabe o que Zombie Walk me traz à mente? O início do delicioso Kaori 2 – Coração de Vampira, e é exatamente para contar o que achei do novo livro de Giulia Moon que estou aqui!
Não é segredo para ninguém que esta humilde leitora que vos fala aprecia, e muito, o universo fantástico de Giulia. Depois de ler Kaori – Perfume de Vampira, tornei-me fã da autora, e dos seus vampiros inesquecíveis como Takezo, Felipe, Missora, e a própria japonesinha sedutora que dá nome à saga. Eu queria mais histórias desses imortais. Então, imaginem minha surpresa ao abrir meu belo exemplar autografado (Invejem-me!) e não encontrar nenhum dos vampiros como protagonistas da primeira cena.
Este livro começa com os pútridos mastigadores erguendo-se dos seus túmulos para jantar apetitosos humanos. Mastigadores é a denominação da autora para os nojentos zumbis que aparecem nas ruas do Rio de Janeiro a fim de caçar tanto humanos quanto vampiros. Aparentemente, a recente moda dos vampiros está sendo substituída pelos mortos-vivos fedorentos no cinema, na televisão e até na literatura. Eu não gosto muito deles, mas tenho que tirar o chapéu para os mastigadores que ao invés de iniciarem mais um Apocalipse Zumbi do tipo que todos nós já estamos cansados de ouvir falar, matam há tempos nas sombras. Sim, eles raciocinam o suficiente para saber que não podem se mostrar em público, e preferem caçar mendigos solitários a tentar dominar o mundo. O grupo de cadáveres famintos tem até um líder um tanto cômico, o morto que mastiga por essas bandas há séculos, só parando para usar seu vocabulário enferrujado para galantear moçoilas, Horácio. É claro que uma vampira perfumada de carnes suculentas como Kaori seria considerada um banquete para os mastigadores. Tentar transformá-la em refeição é a entrada deles para essa trama que, em comparação com o primeiro livro, ganhou mais agilidade e muitas sequências de ação.
A luta aqui é contra um inimigo ancestral, que tenta destruir o mundo como o conhecemos usando uma arma poderosíssima: os seres sobrenaturais. Quem leu Kaori – Perfume de Vampira deve estar se perguntando se a antiga vilã, a horripilante, vulgar, cruel (posso passar um dia inteiro dedicando adjetivos nada elogiosos a ela) Missora caiu no esquecimento. Nada disso! A ex-cortesã também está de volta, acompanhada pelos seus filhotes nojentos, e chega torturando e matando como era de se esperar. Ela não é o oponente principal nessa etapa da série, mas se dedica a fazer o possível para ajudá-lo. Quem é ele? Não posso revelar, pois a originalidade dele é uma das gratas surpresas do livro. O atual inimigo não tem conexão com o livro anterior, e não acredito que terá qualquer espaço no próximo. Ao contrário de Missora, este é um vilão claramente temporário na história, capaz de criar um único conflito para ser superado, sem chances de emendar mais tramas depois da batalha final. Como uma praga, um vírus se espalhando rapidamente, o vilão assume o controle das criaturas estudadas pelo IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudos de Fenômenos Fantástico), que começam a enlouquecer e a agir de forma mais violenta.
E criaturas fantásticas é o que não faltam nas páginas de Kaori 2! Os zumbis são só uma das várias espécies sobrenaturais que aparecem ao longo da história para engrossar a já variada fauna que habita o universo Kaori. Além deles, ogros, sereias, lâmias, faunos, luperces, e os mitos japoneses de kappas e kitsunes são apresentados ao leitor pela releitura moderna de Giulia. Porém, de todos os entes folclóricos presentes na história, o que mais me surpreendeu foi o boto. Sim, o boto sedutor, aquele mito brasileiríssimo. Escrito pela Giulia, é claro que ele iria ganhar um temperinho nipônico - o que não prejudicou em nada o carisma do rapaz. É tanto charme que nem mesmo a especialista em sedução que leva os homens à loucura há séculos foi capaz de resistir. Kaori é fria, mas não é de ferro, certo? A vampira e o boto protagonizam cenas quentíssimas e elevam o erotismo do livro ao limite. Mais luxúria desses dois não seria possível, pois faria o livro entrar em autocombustão. Deixo para o amigo leitor descobrir quem esse moço é, e o quanto o feitiço do boto pode ser perigoso até para ele próprio.
Como o IBEFF já foi citado, não preciso esconder que reencontramos os humanos que estrelaram o livro anterior. A bióloga Beatriz, o vampwatcher Samuel e o empresário Sidnei voltam à ativa, passando por maus bocados e evoluindo bastante ao longo da trama. Ainda no Instituto, somos apresentados a um novo personagem que desempenhou com louvor o papel de colocar graça em situações absurdas, o exterminador especializado em qualquer coisa fora do comum, Gaspar Klimann.
O grande trunfo de Giulia foi justamente dar mais destaque para os personagens secundários, sem descuidar do andamento do conflito principal. Kaori é a protagonista absoluta, mas traz pela mão um grupo de personalidades interessantes demais para serem aproveitadas pela autora. Felizmente, ela percebeu isso.
Avaliando o conjunto da obra, posso afirmar que a mistura de caçadas, criaturas sobrenaturais de todo tipo, sangue, ação, sedução, e pitadas de cultura japonesa em cenários tupiniquins foi bem sucedida mais uma vez. Entretenimento de qualidade, do tipo que eu não penso duas vezes antes de indicar para os amigos que procuram por um enredo de fantasia para mergulhar e esquecer da vida.
O final embalado pelo rock nipônico de Gackt (o cantor é citado várias vezes e é a trilha sonora certa para a história) deixou aquele típico gostinho de quero mais, e me encheu de expectativas para o terceiro livro, que deve encerrar a série. Giulia ainda tem muitos mistérios a esclarecer (Quando saberemos o que realmente aconteceu com o mestre?), e torço para que consiga finalizá-los da maneira apaixonante que tem nos conduzido por essa viagem.
E então, amigo leitor? Vai se arriscar a desvendar os segredos do coração da vampira? Ele está sempre em perigo, como a própria Kaori revelou. O convite está feito.
Estefânia
Vampiros - A Origem III
Marcadores: Curiosidades, VampirosChegamos a terceira postagem sobre a origem dos vampiros, só faltam mais dois posts para concluirmos essa pequena série de postagens. Esses três posts até agora servirão como uma introdução para as próximas duas postagens em que falaremos da história dos vampiros não só na literatura como no cinema também, não esqueceremos também do campo musical, uma vez que vampiros inspiraram várias músicas também.
Vampiros - A Origem I
Marcadores: Curiosidades, VampirosFilhos da noite, chupadores de sangue, prole do diabo, enfim, vampiros. Não é de hoje que nossos queridos ‘sanguessugas’ fazem sucesso. Para falar a verdade, os vampiros são mencionados há milhares de anos em diversas culturas, o que leva os historiadores a acreditar que cada região criou um mito para si ao invés da lenda ter sido passada de povo para povo.
[Do húng. vampir, pelo al. Vampir e pelo fr. vampire.]
S. m.
1. Entidade lendária que, segundo superstição popular, sai das sepulturas, à noite, para sugar o sangue dos vivos; estrige. [Fem.: vampiresa.]
2. Fig. Aquele que enriquece à custa alheia e/ou por meios ilícitos.
3. Fig. Aquele que explora os pobres em benefício próprio.
É difícil afirmar com certeza de onde surgiu a figura mítica de um ser que anda à noite e se alimenta de sangue, afinal, cada cultura tem o seu vampiro e cada uma atribui uma origem diferente para o seu. A lenda do vampiro data das primeiras civilizações, como os Assírios, os Babilônicos, e outros povos do Oriente antigo. O vampiro original não era o suave e sofisticado aristocrata europeu que conhecemos hoje. O vampiro, em sua origem, era um monstro.
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