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Vida de Leitor #1

- Que atire a primeira pedra aquele que nunca teve vontade de comprar mais livros do que tem tempo disponível para ler!
A verdade é que para um bom leitor, uma boa sinopse basta. E apenas uma boa sinopse já se torna o motivo para nos deixar interessados num livro inteiro. Quando o primeiro capítulo ou prólogo é interessante então... hmmmmmmmmmmmmm, difícil não praguejar o infortúnio por não ter nascido com metade da fortuna dos filhos do Eike Batista (Eike, aceito doações, r$r$).


Não é que haja um descaso com as leituras atrasadas. Muito pelo contrário! Mas é que sempre aparece algo novo interessante demais para que possamos "deixar pra lá". Até porque deixar pra lá não é bem a forma como os bons leitores se portam. Então esses livros novos entram na nossa grande lista de pendências literárias que vamos acumulando ao passar dos meses e, às vezes, até mesmo anos.

Não entendam mal, mas é que para cada livro existe o momento certo de ser lido. Aquele momento íntimo entre o leitor e a história que só sendo aquela pessoa para poder entender, ou não, aquele sentimento. Na verdade às vezes nem entendemos como ou o porquê queremos ler aquela história. Nós só sentimos uma estranha necessidade de lê-la. É quase como se sentíssemos fome das palavras, dos personagens e do virar das páginas que sempre nos trazem algo novo para desfrutarmos. Sentimos saudade daquela vida que nem é nossa, mas vivemos cada palavra como se fosse.

Nada é mais natural que isso quando se leva uma vida, ou melhor, as várias vidas de um leitor.

Essa vai ser uma nova coluna daqui do blog e essa primeira postagem é só uma introdução do que ela virá abordar. 

Xoxo,

Julliana.

Eu♥Resenhas: Alice no País das Maravilhas


Título Original: "Alice in Wonderland".
Autor: Lewis Carroll.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 317 páginas.
Editora: Jorge Zahar
Edição: 1ª Edição.
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges


  Alice no País das Maravilhas conta a história de uma menina que, ao perseguir um coelho branco curiosamente vestido de paletó e segurando um relógio, cai em uma toca e vai parar em um lugar fantástico e onírico. 


  A primeira vista achamos que a Terra das Maravilhas na verdade não passa de um lugar completamente louco e, de certa forma, não estamos completamente errados. Esse clássico inglês é muito mais que um conto para crianças, a história possui enigmas e poemas da era vitoriana que escapam muitas vezes dos olhos até dos leitores mais atentos. Certamente é uma das obras mais complexas na questão significativa das passagens que tive oportunidade de ler. Os livros por si só já possuem inúmeros significados, mas Alice, ah, em Alice certamente há muito mais do que mil. Acredito que essa obra de Lewis seja atemporal e, por isso, devemos relê-la após alguns anos para tentarmos arrancar outra interpretação e, quem sabe, descobrir novas coisas e desvendar algumas passagens desse louco mundo das maravilhas.


  Da última vez que tive o prazer de lê-la, tive Alice como uma menina inocente que aos poucos vai crescendo e entrando nesse mundo louco dos adultos, mas sem perder sua ingenuidade. As coisas que nos parecem insanas por um lado, de certa forma soam naturais pelo outro. Analisando friamente, temos dentro da história pessoas que vemos no nosso dia-a-dia, mas de maneira mais estereotipada, digamos assim. Alice não consegue entender ou mesmo compreender tudo o que se passa naquele "mundo fantástico" justamente porque ela não faz parte dele. De certa forma, o país das maravilhas soa até de forma irônica uma vez que Alice não quer ficar ali, apenas procura o caminho de volta para casa. De certa forma, a personagem me fez lembrar de quando eu era criança e tentava entender como funcionava o mundo dos "adultos". Fez-me lembrar o quão fantástico e assustador aquilo tudo parecia.

  A pequena Alice passa por várias crises de identidade devido as transformações que seu corpo e ela mesma passam enquanto ela tenta descobrir como pode fazer para sair dali. Um dos trechos que mais ilustram essas questões existenciais da Alice se dá quando ela encontra a Lagarta:

  “Quem é você?”, perguntou a Lagarta.

     Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
     “O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”
     “Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
     “Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
     “Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”
     “Não é”, discordou a Lagarta.
     “Bem, talvez você não ache isso ainda”, Alice afirmou, “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia, sabe — e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?”
     “Nem um pouco”, disse a Lagarta.
     “Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes”, finalizou Alice, “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.”
     
  Temos várias figuras de adultos caricatos na história como, por exemplo, o coelho que está sempre sem tempo e correndo para algum compromisso e a rainha de copas que representa o adulto autoritário e que mesmo sem razão, acha que é correto em tudo o que faz.

  É difícil definir essa história porque Alice passa por tantas coisas diferentes e fantasiosas que ilustram tantas situações que fica complicado estabelecer alguma definição. Até porque não deve existir uma definição propriamente dita. Afinal essa obra trabalha um estilo "sem sentido" mesmo. Há muitas metáforas nas entrelinhas, algumas que nós talvez nem percebamos da maneira que Lewis teve a intenção de colocar e outras que só fazem sentido em inglês.

  Um dos meus personagens favoritos é o gato que sempre aparece nos momentos mais inoportunos e com frases enigmáticas. Um dos personagens mais curiosos em minha humilde opinião é o gato de Cheshire junto ao chapeleiro e a Lebre de Março. O capítulo “Um chá maluco” é um dos meus favoritos.

“Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretanto ele apenas sorriu um pouco mais. “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”

     “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
     “Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
     “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
     “...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
     “Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
     Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
     “Que tipo de gente vive lá?”
     “Naquela direção”, o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo, “vive o Chapeleiro, e naquela”, apontando a outra pata, “vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos.”
     “Mas eu não quero ficar entre gente maluca”, Alice retrucou.
     “Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
     “Como você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice.
     “Você deve ser”, afirmou o Gato, “ou então não teria vindo para cá.”
Mas o que podemos dizer além do que já foi dito? Alice é um livro para todas as idades e gêneros, um livro que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida. Àqueles que ainda não leram, só posso desejar boa leitura! :D

Xoxo,

Julliana.

Prêmio Benvirá de Literatura

Bom dia, queridos amigos, irmãos, camaradas! Hoje eu vim trazer uma ótima notícia para os aspirantes a escritores que desejam apenas uma oportunidade nesse mercado tão concorrido e uma chance para mostrar que suas histórias valem à pena.

Esse é o Segundo Prêmio Benvirá de Literatura. Para os que não sabem, a Benvirá é um selo da Editora Saraiva.

O concurso tem a intenção de revelar os novos talentos e promover a Literatura Nacional (coisa que nós do EuLivros prezamos muito) Vale ressaltar que esse concurso se estende aos autores iniciantes também, a exigência quanto ao original é apenas que ele seja de ficção e inédito (sem publicação anterior) podendo assim, participar também outros autores com obras publicadas. A restrição é de apenas 1 original por autor, escrito (obviamente) em língua portuguesa. A temática é livre.

O livro selecionado será publicado e distribuído em todo país.

O prêmio, além da publicação, será de R$30.000,00 brutos.

As inscrições vão de 09/08/2012 até 30/11/2012 e deverão ser feitas através do site da Benvirá (http://www.benvira.com.br)

Para mais informações, leia o regulamento.


 

 Xoxo,

Julliana Passos. 

Coluna CNA: A Profecia de Hedhen

Nascida em Fortaleza, no Ceará, licenciada em História, a autora Cristina Aguiar, escreve desde criança. Suas primeiras tentativas consistiam em tentar recriar diálogos de filmes que gostava. Depois, passou a criar histórias próprias tentando dar continuidade a esses filmes. Aos dezessete anos já se aventurava a fazer esboços na procura de uma história ideal. Acumulou vários cadernos com fragmentos de textos que nunca foram para frente. Viajantes foi o primeiro livro que conseguiu terminar, mas acabou encostando-o na gaveta, apesar da opinião favorável daqueles que o leram. Aconteceu o mesmo com A Tenda Peregrina, um romance juvenil sobre um grupo de jovens arqueólogos que parte em busca de um artefato bíblico. Quanto ao livro A Profecia de Hedhen, foi um sonho realizado. Ele é a soma de várias experiências que deram certo e o início de uma saga cujo terceiro volume já está sendo escrito.











SINOPSE:

 

     Os Tronos eram forças que reinavam nos dias antigos com o título de “Luminares”, e através deles, a luz era derramada por todos os povos, espalhando sua sabedoria, justiça e paz. Mas as trevas, infelizmente, começaram a entrar naquele mundo e corromper os corações. Os Tronos foram enfraquecendo, e para manter a esperança eles criaram a Profecia, antes que sua luz fosse apagada de vez. A Profecia falava do retorno dos Tronos em dias futuros, onde este já seria dominado pelas trevas. Os três sinais dos “Luminares” estariam marcados nos corpos daqueles destinados a receber essa luz ancestral e poderosa. Dos três, um deveria assegurar o cumprimento dessa Profecia, sem se importar com as conseqüências; o outro deveria sacrificar a própria vida em troca da vitória; apenas um permaneceria oculto para sua própria segurança, pois em suas mãos repousaria o Cetro de Luz, símbolo dos antigos Tronos.
      Será que essas três pessoas, portadoras dos poderosos sinais, teriam forças para lutar contra o mal e trazer de volta a sabedoria, justiça e paz dos dias antigos?

DADOS SOBRE A OBRA:

 

     O livro é ambientado em um fictício mundo matriarcal, onde homens e mulheres vivem de forma igualitária, exercendo as mesmas funções. A discussão religiosa que engloba a rivalidade entre a deusa que exige sacrifícios e o Pai-Criador, é um ponto importante que ajuda a ilustrar o enredo. Sem a intenção de criar um debate teológico, esse fato vem apenas complementar o cenário épico próprio de um mundo fantástico onde se desenvolve uma luta eterna do Bem contra o Mal.
     É, por fim, uma história épica, onde a presença da “mulher guerreira” é constante.
A autora estará autografando esse sucesso no stand JR78 no sábado 19/08
às 19:00 hrs
 

Não percam, essa Bienal vai dar o que falar!

Beijokas
Roxane Norris




Eu♥Filmes: O Diário da Princesa


Estava eu ontem no sebo quando, lindamente reencontrei um lindo livro da minha juventude: O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Meus olhos brilharam com o preço e a qualidade do estado que o livro estava, com isso, não resisti e comprei!

Qual não foi a coincidência quando nesses dias, assistindo à TV, descubro que o filme passará na sessão da tarde! Olhinhos brilhando em dobro. Não resisti em assistir pela, sei lá, n-zésima vez!

A história é sobre uma garota comum americana que é deslocada e “invisível” (como ela mesma gosta de dizer); e que, da noite para o dia, se descobre princesa de um pequeno país na Europa. Daí começa toda a confusão, especialmente quando aceita tomar lições de etiqueta e estética para se tornar uma verdadeira princesa, enquanto decide se é isso mesmo que quer para sempre na sua vida.

Destaque para a estreante Anne Hathaway em seu primeiro papel no cinema, onde não nos desapontou e fez um maravilhoso trabalho no papel de Amélia “Mia” Thermopolis, demonstrando um talento promissor para a época. E para a digníssima Julie Andrews, no papel da Rainha Clarisse Rinaldi, nos presenteando com uma bela atuação com todo o porte de uma rainha diva e benevolente. Eu AMARIA ter uma avó-rainha diva assim!

Uma gracinha. Essa é a melhor palavra para descrevê-lo. O filme cumpre bem o seu papel de comédia romântica infanto-juvenil. Tem todos aqueles elementos que as adolescentes adoram: a menina excluída, “feia” (na verdade, é apenas mal cuidada) e deslocada; o popular; a malvada, loira e cheerleader; a melhor amiga doida e o excluído, bonitinho que gosta dela pelo que ela é.

O filme é o clássico High School americano, apenas com o diferencial do sonho (pra não dizer fantasia) que quase toda pré-adolescente tem. Por isso, para que todas nós possamos nos identificar, algo mágico precisa acontecer para termos aquela sensação: “Ei! Eu já sonhei com isso!”. Afinal, quem nunca sonhou que sua vida não era só aquela mesmice da escola, e sim se descobrir especial como, por exemplo, uma princesa?!

Vale fazer a ressalva: O filme não é uma adaptação do livro e sim uma história baseada na série original. A diferença é que, numa adaptação, o filme é mais fiel ao livro, apenas o moldando e adaptando para que fique algo interessante no cinema. E quando um filme é apenas baseado, ele é feito utilizando a ideia principal e alguns elementos indispensáveis, podendo ser moldado de outra maneira bem diferente dos livros. (Podemos perceber isso também pelo fato da série ter dez livros, e só ter saído dois filmes).

Contudo, mesmo com VÁRIOS elementos diferentes do livro no filme, esse não perde sua originalidade e qualidade.

Continua sendo recomendadíssimo para quem quer ver um filme sessão da tarde e suspirar se imaginando uma princesa. E, para quem já viu e gostou, seria interessante ler os livros, pois é uma leitura calma e gostosa.

Não acho que se arrependerão mesmo sendo juvenil.



Beijos,

Isabela Lima.

Eu ♥ Lançamentos: APED


     Nem completamente vivo...
E completamente morto!
 Em 90 Anos Antes, primeiro livro da Série Renascer, David Andrews conta toda sua vida, desde a sua transformação de um simples mortal para um vampiro, até os dias atuais, dias estes marcados pelo reencontro com Elise.

David se apaixona por Elizabeth Evans, uma vampira, que encontrou na floresta. Apaixonados, iriam se casar, mas em 1901, quando um vingativo e inesperado desafeto de Elizabeth a reencontra, astuciosamente consegue atraí-la para a mesma floresta, matando-a, e queimando seu corpo.

90 anos de completa agonia se passaram na vida do imortal David Andrews. Vivendo em um total desinteresse por tudo e por todos, e se sentindo como um verdadeiro vampiro.


Em Confusões de Um Viúvo, encontramos Leonardo, jovem arquiteto, viúvo há dois anos e pai de duas lindas meninas. Ainda sofrendo com a saudade da esposa, a quem amava muito, tenta evitar o assédio de outras mulheres, pois acha que tem problemas suficientes para lidar – o trabalho, os cuidados com as filhas, a sogra dominadora, amigos que tentam arrumar-lhe um novo amor e a doença de sua mãe. Em meio a tudo isso, a nova professora de balé das meninas, Bruna, parece trazer consigo uma onda de azar a cada encontro. A atração entre eles é inevitável. Acompanhe as aventuras e desventuras de Leonardo nos belos cenários da cidade de Porto Alegre e da serra gaúcha


Artur, um recém reformado aprisionado na rotina de uma vida sem surpresas, decide morrer. Então encontra um motivo para protelar esse gesto na forma de um rosto nunca antes notado numa velha fotografia. Este acontecimento leva-o a empreender uma viagem ao longo da qual passa a acreditar que esse homem impresso é o seu destinado salvador. Artur titubeia entre o desejo de morte e o de redenção quando conhece alguém, um confidente ou um mentor, que insiste em conduzi-lo pela mão até ao seu fim planeado.

Se quiserem mais informações sobre os lançamentos da APED, acessem: 


Merry Meet!


Roxane Norris
 
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