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Eu ♥ Resenhas: O Livro de NOD

Salve, salve!

E então, como vão vocês? Muito bem, com muitos livros para ler e muito tempo sobrando para fazer isso também, eu espero!
Eu sei que venho adiando terminar a resenha de Sombras da Noite, mas por um bom motivo. Como é um livro que eu já li há algum tempo, para resenhar eu acabo tendo que voltar à obra, pegar nomes, lugares e detalhes que escapam da memória. Isso consome um tempo que, ultimamente, por conta do fim do semestre, eu não tenho ): Eu sei que a responsabilidade é minha de terminar a resenha e eu vou fazê-lo, só peço um pouquinho de paciência (:
Mas isso não impede outras resenhas, não é?
Hoje eu trouxe uma obra um pouco diferente pro blog. Era um livro que eu já estava namorando há um tempão e finalmente tomei coragem pra comprar há uns dois ou três meses, mais ou menos.
Para os apaixonados como eu pela literatura vampiresca, na minha opinião, ele é um must have.
        Meus queridos, O Livro de Nod.


Título Original: "The Book of Nod"
Autor: Sam Chupp e Andrew Greenberg.
Ano: 1999.
Número de Páginas: 134.
Editora: Devir.
Edição: 1 / 1999 – 5º Reimpressão/2012
Tradutor: Marcel Murakami Iha





O Livro de NOD foi originalmente publicado pela editora White Wolf, em 1999. Foi trazido para o Brasil pela editora DEVIR e desde sua primeira tiragem, foi reimpresso 5 vezes. Ele foi feito para servir como material complementar e de apoio para os jogos de RPG (Role-playing Game) baseados em Vampiro: A Máscara, também da White Wolf.
O conhecimento prévio, entretanto, não é absolutamente necessário para a leitura desse livro. Eu já tinha contato com o universo de O Mundo das Sombras e já tive a oportunidade de ler alguns livros de RPG da White Wolf, como Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse, então a terminologia não me soou estranha, embora possa chamar a atenção daqueles que nunca leram nada relacionado ao storytelling da White Wolf. Mas isso também não é um problema! No final do livro há um glossário que explica direitinho as nomenclaturas usadas, como Antediluviano e Caitiff, por exemplo. Então dá para ler sem problema algum.
Como eu já disse aqui no blog, a editora DEVIR é uma das poucas que nunca me decepcionou quanto à qualidade dos livros. Eles são fiéis aos originais da White Wolf e têm extraordinária qualidade. Pode até ser que o storytelling e o RPG não agradem a todos, mas que os livros são lindíssimos, isso é inegável.
NOD tem a capa preta, toda texturizada como se imitasse tecido, feita em material tipo papel-cartão. O símbolo prateado na frente é liso e parece ter sido prensado ali, bem como o título e os dizeres atrás. Não possui orelhas em nenhuma das capas e o papel é de excelente qualidade. Muitos pontos pra DEVIR! O meu exemplar eu adquiri no site da devir e custou R$34,90. (:
Eu tirei algumas fotos dele para vocês poderem ver melhor!

A primeira imagem é da capa e a segunda, do Glossário. A terceira foto mostra a parte de trás do livro. A quarta é do interior da obra, "O Início" onde a história de Caim começa. Eu sou apaixonada por essas ilustrações!


O Livro de NOD é dividido em três partes:
A Crônica de Caim: Conta a história do assassinato de Abel por Caim e seu posterior exílio, como foi amaldiçoado pelos arcanjos e toda a sua trajetória até que ele se encontrasse em plenitude com a natureza vampírica. Trata de seu encontro com Lilith e com a primeira cidade... Enfim, o começo de tudo.
A Crônica das Sombras: Aqui temos explicações sobre os seres da noite, “Sobre as Bestas da Lua”, por exemplo, onde somos informados sobre os garou (ou lobisomem). Essa parte também fala sobre as caraterísticas da vida de um vampiro – a progênie, a alimentação, os clãs, as regras da Máscara. Em minha opinião, seria um excelente manual para um neófito¹!
A Crônica dos Segredos: Aqui são reveladas as profecias e visões a respeito da espécie vampírica, entre elas a Gehenna, que seria o apocalipse dos vampiros. Quando os vampiros mais velhos – adormecidos e há muito incógnitos – se levantariam e consumiriam os mais jovens. Também trata do retorno do “Pai Sombrio” tido como o bastardo de Caim, que se levantará para devorar o sangue que lhe foi ofertado. Basicamente, temos aqui as previsões do que seria o Armageddon vampiresco.
Ao início de cada Crônica há um breve comentário do vampiro que reuniu as crônicas, Aristotle de Laurent. O LDN é apresentado como a compilação de documentos e informações coletadas pelo decorrer das eras, todos decodificados e colocados no que seria sua suposta ordem. Essa coletânea forma então o Livro de NOD, que seria o tomo com todos os conhecimentos da pós-vida vampírica.
A escrita é impecável e o estilo de apresentação de Aristotle é preciso: Você se vê imediatamente envolvido pela história que ele se propõe a contar. Sente sua angústia. E quando ele diz que não é este o conteúdo integral do texto, havendo outras partes faltantes espalhadas pelo mundo, outras perdidas para sempre, há aquela sensação de lamento. O que haveria naqueles papéis ou pedras? Que segredos eles conteriam?
O livro é riquíssimo. Cheio de ilustrações, todas em preto, branco e cinza. As páginas são repletas de desenhos e gravuras que representam o que as palavras descrevem. Os traços são muito bonitos e combinam perfeitamente com a atmosfera pesada da história.
Outro ponto muito positivo é que ao final de cada Crônica há comentários explicando trechos devidamente marcados. Então ao final da leitura, talvez você tenha que voltar ao ¹ para lembrar do que a observação referente se trata, mas isso só torna tudo mais divertido.
Por último, há o Posfácio. Sinceramente, uma das minhas partes favoritas. Nele, Ayisha Jocastatian nos traz suas próprias anotações sobre o Livro de NOD, Aristotle e outros tópicos constantes no texto.  Ao final, ele ainda nos lança uma dúvida cruel e suas perguntas são capazes de nos fazer sentir como um filho da noite que, além de extasiado com o que acabou de descobrir sobre todo o universo vampiresco escondido por detrás da Máscara, vê-se chocado e perdido em meio às perguntas que lhe são feitas.
E se pega olhando para os lados, protegendo o Livro de NOD de possíveis agentes da Jyhad e ao mesmo tempo se perguntando se qualquer palavra escrita ali é verdade ou apenas delírios de um Malkaviano entediado.
Ao final, cabe a você decidir no que acreditar.


Bom, meus queridos, é isso!
Espero que tenham gostado da resenha dessa semana! Eu realmente estava namorando esse livro há bastante tempo e, sinceramente, ele valeu cada centavo. Eu sei que o preço pode parecer um pouco salgado, porque ele não é um livro tão grande, é material de apoio para os livros da White Wolf e talz, mas eu acho que ele cumpre o seu papel com maestria. Nunca foi a proposta da obra se apresentar como um guia definitivo ou uma versão absoluta da origem dos vampiros e isso é deixado bem claro já no início, mas apenas servir como material complementar e de inspiração para os narradores. O livro, contudo, vai muito além. A White Wolf conseguiu criar um texto altamente envolvente e bastante embasado, construído sobre bases sólidas e argumentos convincentes a respeito da origem dos vampiros, sua organização e as profecias a respeito da Gehenna.
Como aficcionada que sou da literatura vampiresca, o Livro de NOD é um must have, como eu já tinha dito. A versão da White Wolf é uma das minhas favoritas com relação aos seres da noite, uma vez que trabalha o vampiro de uma forma diferente da clássica “Drácula de Bram Stoker”, mas sem descaracterizar o mito.
Minha próxima compra será Ritos do Dragão, também da DEVIR.
Lembrando que eu não sou uma especialista em RPG, então se algum leitor souber de algum detalhe que eu deixei passar ou de algum erro que cometi em relação a obra, eu peço desculpas por qualquer possível falha. E se puder, por favor, me corrigir, eu ficaria muito grata! É sempre importante aprender mais! (:
E então, alguém aí já leu o Livro de NOD? Alguém já tinha ouvido falar ou quer ler? Me conta nos comentários!

Um beijo da heavy e boas leituras!

¹ Vampiro recém-criado.

Eu ♥ Nyah: Kindle Worlds, Amazon



Uma notícia abalou o mundo das fanfictions. Eu esperei a notícia esfriar para falar sobre ela com calma. 
A plataforma lançada chama-se Kindle Worlds. Histórias escritas por fãs, a venda no Amazon. Mas dá uma segurada na emoção, antes de comemorar precisa compreender como isso funciona.
A Amazon obteve licença de alguns títulos como: Gossip Girl, The Vampire Diaries e Pretty Litlle Liars. Claro que esse é um pequeno início, para quem sabe, futuros títulos.
O Kindle Worlds aceitará contos, novelas e romances inspirados em filmes, livros, séries... Poderá fazer o upload de sua história, colocar título, capas. A história ficará disponível em formato digital.
Agora quanto ao gênero das histórias, está vetado os textos com conteúdo pornográfico, crossover, uso excessivo de marcas, publicidades, conteúdo violento, ofensivo e racial, entre outros.
Quanto ao pagamento, os autores irão receber sim, acho que essa parte é a que mais animou ou não algumas pessoas.
Alguns se perguntam: Por que eu vou pagar para ler uma fanfic, se posso ler de graça em um site?
Não duvido de que muitas pessoas pensam assim, no entanto, não quero entrar nessa questão. O fato importante é que o trabalho será recompensado em dinheiro. Mas acredito que os benefícios possam ser ainda melhores que isso. É um passo para suas criações próprias, carreia e sucesso (cruze os dedos).
Agora, algum tempo depois da notícia ser vinculada e muitas pessoas adorarem ou odiarem por N motivos, eu voltei ao site da Amazon para verificar como andava essa novidade. E eu encontrei aqui, diversos títulos super interessantes (em inglês). Fiquei até com vontade de comprar alguns (Mas até o fechamento desta notícia eu não comprei)
Mas o que isso muda em nossas vidas?
Pense bem. Os escritores de fanfics são muitas vezes descartados por editoras, poucos conseguem conquistar seu espaço. Aqui no Brasil o caso é ainda mais complicado. A Amazon está oferecendo uma chance para mostrar o trabalho de pessoas que escrevem bem e amam o que fazem. Além de ser uma bela propaganda para as séries, filmes e etc.

Infelizmente o moderador do Nyah, Michael Frank não pode pagar por nossas fanfics postadas no site. Seria bom se pudesse, não é? Vamos esperar o Amazon Brasil entrar nessa festa.

Para mais informações, clique aqui (em inglês)

Onde me encontrar:
Nyah! Fanfiction: Kori Hime
Twitter: @Felacio

Eu ♥ Resenhas: Carmela e Lorenzo


Título: Carmela e Lorenzo
Autor: Rubens Conedera
ISBN: 978.85.65588.09-6
Capa: André Siqueira
Projeto Gráfico: Marina Avila
Ilustrador: Gbr Aguiar
Revisora: Bianca Machado
Linha Literária: Romance sobrenatural
Ano: 2012






Um amor floresceu na Itália Renascentista, contrariando os costumes de uma época em que casamentos aconteciam mediante acordos financeiros. A jovem Carmela e o enigmático Lorenzo apaixonam-se de forma inesperada, dando início a uma conturbada história de amor entre tintas, obras de arte e sangue.
Um romance cheio de mistérios, onde sentimentos se desenrolam em situações que desafiam o leitor a explorar os limites do amor exposto em cenários ricos em obras de arte, intrigas e violência. Após algumas revelações acerca de um segredo que norteia a vida de Lorenzo, poderá Carmela aceitá-lo como é, desafiando perigos e contrariando os costumes patriarcais e suas próprias crenças?


Não é segredo que sou apaixonada por romances históricos, não só em escrevê-los, como também, em lê-los. Talvez, por ter começado pelos clássicos e ter ocorrido tantas mudanças no mundo, num relativo, e curto, espaço de tempo. Curiosamente, também, não são todos os períodos da história que me atraem, principalmente para se construir uma trama atrativa e dinâmica. Até, porque, trabalhar com uma história alinhada a fatos históricos, traz consigo, a proposta de pesquisa, para edificar uma trama coesa. E, como era de esperar, logo que li a sinopse de Carmela e Lorenzo foi um convite à minha mente.

O que, primeiramente, me chamou atenção em Carmela e Lorenzo foi o período escolhido por Rubens Conedera, apesar de ter lidado com artes em boa parte do curso de Arquitetura, não é comum me ver utilizando-a em meus textos, porém, é impossível não admirar quem o faça. E foi exatamente isso que me fez folhear o livro: minha curiosidade em saber como o autor explorou essa época de genialidade e intensa produção artística. Uma fase em que o homem estava imbuído de todo espírito para romper seus limites, como também os divinos. A força e influência da igreja ainda era muito presente, mas a mente dos artistas imprimia, de forma rara, sua aspiração em humanizar cada vez mais o divino. Tudo deveria ter vida própria, com cores latentes... E, é nesse universo rico, que ele desenvolve a história do casal.

Ainda que muitos digam que o tema vampiresco já foi abordado de várias formas, que, em tese, esse universo seja limitado por lendas, e não fatos; e mais ainda, que haja o ceticismo de que nada que se apresente seja inovador, eu infelizmente irei contra todos. Um livro não se faz somente pelo tema, que muitas vezes pode vir derivado de modismo - o que traz um BOOM ao gênero e muitos autores (ou não) se alcem à posições de destaque por suas vendas vultosas, já que seguem a receita de Crepúsculo ou Academia de Vampiros -, ou como, em outros muitos casos (pouco conhecidos do público em geral) o autor se identifique com essas criaturas fantásticas - que vão muito além de vampiros -, e você verá várias obras dele dentro deste gênero - no caso, fantástico - sem se importar com a dita moda literária. Todavia, mesmo que o autor se enverede por outros caminhos, é fácil ao leitor detectar seu comprometimento com a obra, quando ela vai além da trama "populista" que o modismo induz. Geralmente, quando o autor está inserido no modismo - seja ele de que gênero for - ela segue uma vertente; as tramas são muito parecidas, quase simbióticas a outros livros já editados e de alcance mundial. 

Exposto esse fator importante à apreciação de Carmela e Lorenzo, e outras tramas que merecem destaque no gênero - claro que sob meu ponto de vista - Rubens nos apresenta a Itália Renascentista. O pano de fundo que o autor descreve para o amor de Carmela e Lorenzo é riquíssimo para um leitor que se atem aos detalhes. Não só pelo cuidado e pesquisa envolvidos para a construção do personagem Marcello, pai de Lorenzo, e sua condição artista, apresentado as técnicas de afrescos, as aplicações, e, principalmente, conforme as imagens vão se desenhando em pinceladas, sob as letras do autor, em sua imaginação; assim como, o cuidado com as frases litúrgicas utilizadas no texto. A influência da igreja não me parece, e aí falo como leitora, apenas intensa nos personagens, mas também no autor, que teve a preocupação de manter essa fidelidade em suas palavras. Eu realmente me senti na Itália, sob os olhares de papas.

A trama inicia com Carmela, oriunda de uma família pobre, que terá o mesmo destino que suas irmãs, que é fazer uma bom casamento, escolhido por seu pai. Todavia, para nossa felicidade, e de Lorenzo, Marcello ao ver a jovem macerar ervas em uma visita que faz a casa da moça, se encanta com sua técnica e logo vê utilidade para ela em seu grupo. Não obstante, a maneira como o pai a trata, muito influência o pedido de Marcello a ele. E, desta forma, nossa protagonista segue com o grupo, como ajudante de Marcello, e numa das noites em que estão trabalhando na capela de uma viúva - que requisitou os serviços do artesão - ela conhece Lorenzo. Aos poucos ela começa se envolver com o rapaz e fazer os pais dele temerem por sua segurança enquanto o trabalho vai sendo concluído. Carmela desperta a atenção de Giovane, um aprendiz de Marcello, rico e que irá a todos custo querê-la para si. Não importando os ardis que tenha que usar, ou mesmo a traição ao homem que lhe ensinou um ofício. E, quando pensamos ter superado esse percalço e estamos ao lado Michelangêlo, defrontamo-nos com a vampira que transformou Lorenzo no que é, que entrará na trama para apimentá-la e nos confrontar com a inevitável pergunta: esse amor sobreviverá a tudo?  

Essa é uma pergunta que eu vou deixar vocês responderem, lendo o livro, que pode ser encontrado aqui: http://modoeditora.com.br/loja/carmela-e-lorenzo. Confesso que houve uma parte do texto em que achei que o autor havia perdido a vontade de escrever. Não que ele não soubesse como fazê-lo, mas como se algo tivesse ocorrido e ele pensasse duas vezes antes de continuar, porém, foi um momento que passou e eu voltei a me surpreender com a trama, principalmente o final. Um livro recomendado e, que, quem for à Bienal, poderá encontrar no estande da MODO tradicional editora, Rua P, pavilhão Verde.

Te espero lá!

Merry Meet

Roxane Norris

     




Eu ♥ Resenhas: O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias

Salve, salve!

E então, meus narnianos queridos? Como vão?
Bem, eu espero.
Eu ando um pouco off de resenhas e Mestres, porque como eu já expliquei, andei em época de provas na faculdade e aí fica bem complicado conciliar provas + estágio + concurso + grupo de pesquisa. Mesmo que eu escreva um pouquinho cada dia, ainda assim não é o suficiente pra me manter sempre up por aqui. Lamento muito, de novo ):
De toda forma, hoje eu trouxe uma resenha nova pra vocês!
Quem aí gosta de poesia?
Meus queridos, muitos podem não saber, mas eu sou verdadeiramente apaixonada por Tim Burton. Suas obras – literárias ou cinematográficas – são vícios que eu ainda vou ter todos na minha estante. O primeiro filme infantil que meu pai me levou para ver no cinema foi O Estranho Mundo de Jack (e eu era tão pequena que nem me lembro, mas ele guardou os ingressos da estreia!) e eu sou apaixonada pelo estilo stop-motion tão característico de Burton. Isso pra não contar Vincent, Frankenweenie, Beetlejuice, Edward Scissorhands... E os mais-não-tão-atuais, Alice, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Sweeney Todd.
Enfim.
Há algum tempo eu ganhei um dos meus mimos mais queridos.
E hoje eu vim fazer resenha para vocês.

O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias.


Título Original: "The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories"
Autor: Tim Burton.
Ano: 1997.
Número de Páginas: 123.
Editora: Girafinha.
Edição: 3 / 2012
Tradutor: Márcio Suzuki




Ok. É um pouco complicado fazer uma resenha de um livro de poesias, mas dá pra fazer alguns comentários que eu espero ajudá-los, caso tenham interesse em ler a obra. (:
O livro é composto por vinte e três poesias, além de conter imagens de ilustrações feitas pelo próprio Burton em cada um, que são verdadeiros plus à leitura.
Como é de se esperar de todo trabalho do autor, há uma mistura entre o bizarro e o infantil, não sendo um livro recomendado para crianças, contendo temas mais voltados para público juvenil e adulto.
Há insinuações de traição (conjunção carnal com um aparelho de cozinha), vício em substâncias entorpecentes, mutilação e infanticídio. Ou seja, pode ser melhor não ler os poemas pro seu irmãozinho de três anos.
O trabalho de edição da editora Girafinha ficou muito bom, mas eu não posso fazer uma análise mais detalhada como geralmente gosto nas resenhas. Meu livro foi comprado na Estante Virtual e eu paguei acho que dez reais por ele. Uma bagatela! O problema é que o vendedor esqueceu de dizer que o exemplar tinha uns cortes nas orelhas das capas e que a lombada estava torta (como se tivessem colado errado no livro). Isso não é, de forma alguma, culpa do site. O sebo que me vendeu deveria ter especificado melhor. Mas como de forma geral o livro estava bem novinho mesmo, eu acabei relevando (:
A capa é de um amarelo pastel bem bonito, com uma ilustração em preto com traços bem infantis que eu achei quase melancólica. Mas um amor.
Tirei algumas fotos pra vocês poderem dar uma olhada!

A primeira foto é só da capa - ignorem o fone de ouvido ): - e ali tem a lombada meio "deslocada". A segunda é a capa e a orelha, e dá pra ver o corte enorme que eu mencionei, bem como na foto debaixo, que é o final do livro e tem o mesmo defeito. E também uma foto de uma das ilustrações, da poesia "A Menina de Olhos Fitos" (Staring Girl.)

O poema principal conta a história do menino ostra, um garotinho que nasce com uma terrível deformidade. Filho de pais “normais” que o concebem em sua lua de mel, após ingerirem um prato de frutos do mar, ele é visto por sua família como um estorvo e uma maldição.
A história demonstra com bastante clareza a repulsa que os pais sentem pelo garoto tão diferente que tiveram. Não há em momento algum qualquer empatia dos dois pelo pobre menino ostra e eu senti pena dele o tempo todo. Mesmo sendo uma poesia, é incrível como a história se desenrola quase como se fosse uma narrativa.
Não vou dar spoilers aqui, mas o final é realmente triste e o leitor vai perceber exatamente o que eu disse: os pais nunca amaram aquela criança e eram egoístas demais pra isso. Nunca houve sequer compaixão da parte de ambos.
E o pobre menino ostra não passou de um odioso acidente para os dois.
O livro é excelente e os poemas são mimos adoráveis, porque os personagens mais estranhos e deslocados – como só Burton sabe criar – são verdadeiramente cativantes e é quase impossível não sentir afeto por eles.
Vale muito a pena ter e eu recomendo para quem, como eu, é apaixonado pelo belo e distorcido mundo de Tim Burton.
Até a próxima!

Um beijo da heavy e boas leituras!

Eu ♥ Novidades: The Cuckoo's Calling tem editora no Brasil.



Salve, salve!

E então galera, como vão vocês? Hoje não tem mestres e nem resenha – vim falar da novidade que estremeceu os alicerces da literatura mundo afora. O jornal The Sunday Times anunciou nesse domingo que o romance de estreia do desconhecido Roberth Galbraith era, na verdade, de autoria de ninguém menos que a britânica J. K. Rowling, que, como todo bom leitor bem sabe, é a autora do estilo de vida Harry Potter (Harry Potter não é apenas mais uma saga literária; é uma filosofia existencial). É.

Depois dessa revelação, em menos de 24 horas o livro intitulado The Cuckoo’s Calling, lançado pela editora Little, Brown Book Group em abril desse ano, atingiu o topo do ranking de best-sellers da Amazon, enquanto no sábado (um dia antes da notícia vir à tona) apenas 1.500 exemplares haviam sido vendidos no Reino Unido. O romance conta a história de um veterano de guerra que, agindo como detetive particular, investiga o suicídio de uma modelo que morreu ao saltar de uma sacada, em Londres.

Em entrevista, J. K. afirmou que esperava que o anonimato e a identidade de Roberth durassem mais, além de dizer que publicar um livro sob o pseudônimo foi uma experiência libertadora e maravilhosa.


“Esperava manter o segredo por mais tempo. Ser Robert Galbraith foi libertador”, disse Rowling. “Foi maravilhoso publicar sem expectativa do público, pelo puro prazer de ler comentários sob outro nome.”


Convenhamos que é fácil compreender o sentimento da autora, uma vez que o lançamento de Morte Súbita (The Casual Vacancy) foi cercado por especulações e expectativas, além de ter gerado centenas de comparações e críticas ao trabalho de J. K, geralmente relacionadas a saga Harry Potter. Não é de se admirar que a escritora tenha desejado um lançamento sem tanta “pressão”, embora o livro tenha recebido críticas muito boas antes mesmo que sua verdadeira autoria fosse relevada.

Para quem não sabe, a façanha de Rowling foi descoberta por um docente da Universidade de Oxford – segundo a BBC. O professor Peter Millican cruzou o texto de “The Cuckoo’s Calling” com “Harry Potter e as Relíquias da Morte” e “Morte Súbita”. As semelhanças de escrita não deixaram dúvidas quanto à verdadeira autora da obra.

Agora, a novidade.

Para a nossa felicidade, a obra já tem editora no Brasil!

A Rocco é a detentora dos direitos de publicação de The Cuckoo’s Calling por aqui, desde antes do anúncio de que Rowling seria a verdadeira identidade por trás de Roberth Galbraith. A informação é de Raquel Cozer, da Folha de São Paulo. A editora ainda não se manifestou sobre o assunto e, segundo informações, afirmou que tampouco o faria – por motivos desconhecidos por todos nós.

The Cuckoo’s Calling é o primeiro volume de uma série que deve ter seu sucessor lançado em 2014.


The Cuckoos's CallingAutor: Robert Galbraith (J.K Rowling)
Sinopse: Depois de perder sua perna em uma mina no Afeganistão, Cormoran Strike está apenas tocando sua vida como investigador privado. Strike conseguiu um cliente e os credores o estão chamando. Ele também terminou com sua namorada de longo prazo e está vivendo em seu escritório. Então, John Bristow passa por sua porta com uma história impressionante: Sua irmã, a lendária modelo Lula Landry, conhecida por seus amigos como Cuckoo, notoriamente havia morrido alguns meses atrás. A policia julgou como suicídio, mas John se recusa a acreditar nisto. O caso liga Strike com o mundo dos belos milionários, namorados rockstars e designers desesperados e isso o introduziu a todas as mais diferentes formas de prazer, tentação, sedução e ilusões que o homem conhece. Você pode pensar que conhece detetives, mas você nunca conheceu um como Strike. Você pode pensar que conhece ricos e famosos, mas você nunca os viu sob uma investigação como essa.


Na minha humilde opinião, por mais legal que seja ter o livro lançado aqui no Brasil, me chateia um pouco que a Rocco seja a editora e não a Nova Fronteira, que lançou Morte Súbita. Absolutamente nada contra a Rocco – que publicou a saga Harry Potter – mas confesso que não é minha editora favorita, não.

Sou o tipo de leitora que analisa não somente o conteúdo de um livro, mas todo o processo que envolve sua fabricação. Qualidade das páginas, brochura, encadernação, trabalho de capa, detalhes como relevos, profundidade, texturização...

Harry Potter é uma saga fantástica e sempre será a minha favorita (porque sim, sou uma Potterhead fanática até o fim. Always), mas o trabalho de edição não é dos melhores. Basta comparar com as versões britânicas ou norte-americanas. E não é “americanização” da minha parte não, galera. Tem muitas editoras fantásticas no Brasil que fazem um trabalho tão bom – senão superior – ao das editoras estrangeiras. A Cia. De Letras (O Mundo de Sofia), por exemplo, é uma editora que sempre me enche os olhos. Não indo longe, acho o trabalho da editora Galera Record em Assassin’s Creed absolutamente impecável (vou falar sobre isso com mais profundidade na resenha do livro). E para os rpgistas que acessam o blog, a não-tão-conhecida fora do meio, DEVIR, que publica no Brasil os livros lançados pela editora White Wolf, cujo gênero pode até não agradar a todos os gostos, mas ninguém pode desmerecer o trabalho fantástico de edição que eles fazem – eu tenho O Livro de NOD e ele é absolutamente lindo, além de já ter tido a oportunidade de conhecer outros exemplares da editora, que também são de uma qualidade ímpar.

O caso é que o trabalho de edição de Harry Potter não se compara ao feito lá fora, nem a alguns feitos por aqui mesmo. E sinceramente, não para por aí. Enquanto pesquisava sobre o assunto, eu vi que minha opinião (assim como a da Estefânia e da Carine, da staff do blog) é compartilhada por vários outros leitores. O que mais percebi foram comentários na mesma linha de receio quanto a edição do livro. Ou seja... Pois é.

Mas... Agora é enxergar o lado bom. Vai ser lançado por aqui, então logo teremos mais uma obra da eterna rainha da fantasia! É aguardar para ver! Fiquem ligados no blog e na fanpage para mais novidades!


Um beijo da heavy e boas leituras!

Eu ♥ Resenhas: Mitral - O Esconderijo do Mundo




Mitral

Thayane Gaspar

MODO Tradicional Editora/ Lançamento Bienal Rio 2013



"Mitral é o nome de uma válvula responsável pela passagem de sangue no coração. E isso traduzia toda a guerra. Os mitrais eram responsáveis também por um controle: a passagem de pessoas. As pessoas que saiam dele, normalmente não voltavam. E as pessoas que ficavam dentro dele, tinham o coração paralisado, sem fluxo, sem sangue, sem vida. Mas pelo menos estavam a salvo."




Mitral - O Esconderijo do Mundo é muito mais que um romance. Apesar de conhecer a Thayane Gaspar há quase um ano, pelas intempéries do destino, eu não tive contato com sua escrita antes de ter esse livro em mãos. A menina que é a Thay, transborda uma autora fascinante e madura nas linhas desse triller de guerra. Confesso que, de início, eu tive receio de que o tema não me agradasse porque não curto nem mesmo filmes de guerra, porém, qualquer ressalva que eu pudesse ter quanto a obra por esse ângulo, se desfez no momento em que a magia da escrita da autora me arrebatou.

Narrado por Selena, ou seja, em primeira pessoa, o livro aborda as relações pessoais, principalmente a  familiar, e suas transformações e desdobramentos quando o ser humano se vê acuado e confinado sob o mesmo teto,  num isolamento do mundo. Tendo com pano de fundo uma guerra provocada por um desconhecido, onde o caos toma a vida de todos de assalto, e a insegurança e a impotência parecem ser compartilhadas por todos e nos mais variados níveis. Juntamente com sua família, Selena é levada ao Mitral, um esconderijo para sobreviventes, algo como bunkers, e isolada de seu amigo Lorenzo, por quem acaba desenvolvendo um sentimento de amor, que é revelado com o passar da história.

Em Mitrais diferentes eles perdem o contato, porém, são incapazes de modificar esse amor por conta da distância. Todavia, a guerra acaba, e o casal é afastado por algo ainda mais forte, a inaptidão de se voltar à vida de antes. Como conhecedores dos segredos da guerra, a família de Selena recebe proteção do governo, o que torna as coisas ainda mais difíceis para o casal.

Experimentei diversos sentimentos durante a leitura, fui do ódio ao amor; da tensão à alegria em minutos. Assim como, tive muita vontade de matar a autora, mas ela está perdoada pelo simples fato de ter amado sua forma de escrever. É intensa, viva, com cores e sutilezas que vão nos arrebatando aos poucos. Às vezes, até mesmo numa vírgula. Mitral é ação do início ao fim, é suspense e amor misturado.

Recomendadíssimo!  Não vejo a hora de ter o meu autografado! #ficaadica


Booktrailler: 




Na Bienal você encontrará a autora no Estande da Modo, 
dia 08/09 às 16:00 hs

Acesse o site da autora:


Merry Meet, seus lindos!

Roxane Norris


Eu ♥ Resenhas: Sombras da Noite - 3


Salve, salve!
E estamos na penúltima parte da resenha de Sombras da Noite! Depois destes, só - ou seria ainda? - teremos mais cinco contos!
Vamos lá?


Primavera Vermelha: Nesse conto, um jovem universitário narra a respeito de misteriosos assassinatos no campus de sua faculdade, cometidos por aquele que chamam “Jack Salto-de-Molas”, sempre encoberto pelo nevoeiro da primavera vermelha, evento atípico que acontece uma vez a cada dez anos, mais ou menos.
O conto inspira muito a imaginação, especialmente quando o título, mesclado a narrativa, torna o enredo tão instigante. O cenário, o campus de uma universidade, traz um clima de suspense inquietante e é possível caminhar pelas sombras, entre os prédios e gramados, com a incrível sensação de se estar sendo observado.
Incrível como todo final de história desse livro é tenso. E digníssimo. E tenso.
“Caminhei até perto da meia noite, até ficar coberto de umidade, e passei por muitas sombras, ouvi muitos passos ecoando sonhadoramente pelas aleias sinuosas. Quem pode dizer que uma daquelas sombras não era o homem ou a coisa que veio a ser conhecida como Jack Salto-de-Molas? Eu não, pois passei por muitas sombras no nevoeiro, mas não vi rosto algum."

O Ressalto: Outra história que eu releio sempre. Aqui, um professor de tênis de um clube local, sr. Norris, se apaixona pela mulher de um homem velho e poderoso, Cressner, e com quem mantém um caso. Quando Cressner descobre, Norris e Márcia (a esposa do velho que muito me pareceu um mafioso) armam de fugir juntos.
 O conto começa com Cressner e Norris conversando no apartamento de luxo do primeiro, um encontro de “cavalheiros” por assim dizer. E é onde o antagonista faz uma proposta a Norris. Se ele aceitar dar a volta no parapeito do prédio que fica a 43 andares do chão, ganha uma grande quantia em dinheiro e pode ficar com a esposa dele. Se não...
Esse conto ganha pelo mesmo motivo do anterior, mas com um ambiente de suspense muito mais forte. A trama toda se desenvolve baseada nas sensações que é capaz de causar ao leitor enquanto acompanha a trajetória de Norris em sua missão.
Coração disparado e respiração descompassada são uma constante durante a leitura.
Minha maior paixão pelos contos desse livro é que não tem final piegas. Bom e velho horror do início ao fim.
-Então você é um tenista profissional – disse ele. – Acho que nunca tinha visto um antes.
-Quer dizer que os seus detetives não tiraram nenhuma fotografia?
-Ah, sim, tiraram – ele gesticulou negligentemente com a piteira. – Fizeram até um filme em câmera lenta de vocês dois no Motel Bayside. Havia uma câmera atrás do espelho. Mas as fotografias raramente são fiéis a realidade, não é mesmo?
-Se você diz.”

O Homem do Cortador de Grama: Enredo simples, história surpreendente. Um homem contrata os serviços de uma empresa para aparar a grama de seu quintal. Até aí parece uma coisa muito cotidiana e comum. E é mesmo. Justamente este motivo, torna esta história tão chocante.
Aqui não há muito que eu possa comentar sem acabar revelando parte essencial do enredo e o que gosto nesse conto é justamente o ar grotesco e obsceno que ele traz – quem leu ou vier a ler, vai saber exatamente da cena que falo quando se deparar com ela.
Absolutamente chocante.
Em meados de Julho, o gramado parecia mais uma campina do que o quintal de uma casa de subúrbio, e Jack Castonmeyer começara a fazer todo tipo de piada extremamente sem graça, a maioria delas aludindo ao preço do feno e da alfafa. E Jenny, a filha de 4 anos de idade de Don Smith, começara a se esconder ali quando havia mingau de aveia no café da manhã ou espinafre no jantar.”

Ex-Fumantes Ltda: Conta a história de Dick Morrison, um fumante que depois de algum tempo, reencontra um velho conhecido em um aeroporto. Os dois conversam e Dick fica sabendo quão bem este colega está e que sua vida mudou completamente - para melhor - depois que parou de fumar, graças a uma empresa chamada Ex-Fumantes Ltda. e seu método único de parar com o vício. Dick resolve tentar.
Mal sabia ele...
História vale muito a pena! Para quem prestar atenção, vai ter um pequeno ponto no início que é relembrado no final de forma espetacular!
EX-FUMANTES LTDA.
237  East 47th Street
Nova York, N.Y. 10017

1 Tratamento $2500.00
Orientador (Victor Donnati) $2500.00
Eletricidade $0.50
Total (favor pagar esta importância) $5000.50.”

Eu Sei do que Você Precisa: Conta a história de Elizabeth, uma jovem que estava estudando para as provas finais – com medo de perder a bolsa caso seja reprovada – quando um jovem misterioso aparece, afirmando saber do que ela precisa.
Uma casquinha de morango com duas bolas.
Esse conto acerta em vários aspectos, indo além do terror propriamente dito.
Edward Jackson Hammer Junior, o rapaz que encontra Beth na biblioteca da faculdade, foge ao estereótipo clássico de jovens universitários sedutores: Ele é magrelo, desengonçado, usa roupas sem combinação alguma e óculos enormes.
Ponto forte, visto que o clichê rapaz lindo sedutor misterioso que todas querem e só a protagonista consegue ter já está passado e na minha opinião, obsoleto. Ed Hammer conquista Elizabeth por realmente saber tudo o que ela precisa. Seja um sorvete de morango, anotações exatas sobre a prova na qual ela precisa ser aprovada ou um ombro amigo quando ela mais precisa desabafar. É quase como se ele fosse perfeito.
Perfeito demais.
Gosto de todo o clima da trama, revelando personagens passíveis de erros e pensamentos nada lisonjeiros que revelam a verdadeira essência humana, egoísta em momentos que nos deixaria envergonhados admitir.
Edward é um personagem extremamente carismático, destarte o enredo e a forma como ele é abordado mais ao final. Incita a pena, a compaixão e até mesmo, a compreensão visto tudo que passou em sua vida. Será que ele é mesmo tão condenável assim?
Texto para reflexões, incluindo a respeito de relações destrutivas e obsessivas, mostrando-as como realmente são: venenosas e perigosas. E não é só porque os envolvidos não enxergam ou acreditam nisso, que deixa de ser verdade.
Começou a chorar novamente, e ficou um pouco abalada com a força inesperada daquele choro. Então ele a abraçou, e então tudo ficou bem.”


Meus queridos, foi isso! Se você ainda não leu as outras partes da resenha, pode encontrá-las aqui: parte 1 e parte 2.
Terminamos o terceiro quarto de Sombras da noite e fechamos quinze contos hoje! Mais cinco e encerramos o livro (: O que estão achando? Qual conto você ficou mais instigado a ler?
Me conte nos comentários e não se esqueça de cobrir os pés a noite para se proteger daquela mão cadavérica escondida no escuro, debaixo da cama.

Boas leituras e um beijo da Heavy.

Eu ♥ Mestres Literários: Rubem Fonseca

Salve, salve!

E então, como vão vocês? Espero que todos cheios de livros pra ler!
Andei meio em falta com o blog essas duas últimas semanas, mas a faculdade começou a apertar e eu tenho dois artigos para escrever, além das provas pra estudar, o grupo de pesquisa, o estágio... Enfim, eu sei que não é desculpa, mas espero que possam entender que não é sempre, mas só durante alguns períodos do semestre (:
De toda forma, hoje estou aqui para falar de um grande mestre, dessa vez brasileiríssimo! Em clima de patriotismo, eu trouxe para a coluna do blog um dos mais consagrados escritores brasileiros de todos os tempos: Rubem Fonseca.

José Rubem Fonseca

José Rubem Fonseca nasceu em 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Aos oito anos ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A literatura não foi seu primeiro ofício e antes de se dedicar integralmente a escrita, ele foi comissário de polícia, no 16º Distrito em São Cristóvão, ainda no Rio de Janeiro, até fevereiro de 1958, quando foi exonerado, após seis anos na força policial.
Obra Mandrake
Ele não fazia muito o trabalho nas ruas, atuando mais na área de relações públicas da polícia, em serviços internos. Por ser um exímio aluno da academia, recebeu a oportunidade juntamente com nove colegas policiais – em Julho de 1954 – de estudar nos Estados Unidos. A essa altura, ainda não havia no mestre nenhum viés que acusasse sua veia literária.
No exterior ele estudou Administração e Comunicação nas universidades de Nova York e de Boston e de volta ao Brasil, começou a lecionar na Fundação Getúlio Vargas. Após seu trabalho como policial, ainda teve uma breve estadia na Light, antes de voltar-se integralmente a escrita e literatura.
Seu tempo na polícia e sua grande capacidade de percepção acerca da psicologia humana acabaram influenciando seus trabalhos: Tema constante das obras de Rubem Fonseca são os marginalizados, ladrões, prostitutas, policiais e todos os outros personagens que vivem à margem da sociedade. Violência explícita e o alto teor de sexualidade também estão presentes em seus contos e livros, demonstrados claramente por meio de uma linguagem direta e sem floreios. Por essas razões, ficou conhecido como o precursor de um estilo chamado, em 1975, de “brutalista”.
Uma grande observação a ser feita sobre o seu trabalho é a falta de moral de seus personagens: Sejam eles assassinos profissionais ou executivos corruptos, não há culpa ou remorso em suas ações, não importa quão mal acarretaram. A dualidade entre o herói e o vilão existe, mas pode ser uma tarefa difícil determiná-los visto que o autor consegue fazê-los fugir ao clichê de extremos claramente opostos. Os mocinhos possuem defeitos e distinguem-se dos “caras maus” por ainda terem algum sentimento de justiça e igualdade que os move contra a maré de violência que domina as ruas nos enredos de Fonseca.
Marcos Palmeira como Mandrake.
Um de seus personagens mais notórios é o advogado Mandrake. Atualmente vivido pelo ator Marcos Palmeira e sob a direção do filho do próprio Rubem Fonseca numa séria do canal HBO, o criminalista é especializado em casos de extorsão e exemplifica perfeitamente o que é fato presente nas obras que inspiraram a série: convive com os extremos da sociedade carioca, de prostitutas a executivos, sempre tentando achar o melhor jeito de ajudar seus clientes – e claro, tirar o melhor proveito disso. Cínico, irônico, mulherengo e desprovido de código moral, Mandrake não é somente um ícone da literatura como também personifica o trabalho fantástico de Fonseca ao retratar a índole humana.
Em 1967 chegou a escrever críticas cinematográficas para a revista Veja, tendo também recebido prêmios louváveis por seus roteiros para o cinema, como o Coruja de Ouro por Relatório de um Homem Casado (dirigido por Flávio Tambelini) e o Kikito de Ouro por Stelinha (direção de Miguel Faria) no Festival de Cinema de Gramado.
Outros prêmios que merecem destaque especial são o Prêmio Jabuti de Literatura, o mais importante prêmio literário do Brasil, que o autor recebeu nas categorias: Contos, Crônicas e Novelas, Romance e Literatura Infantil; e o Prêmio Camões, em 2003, que é considerado o mais importante prêmio para autores da língua portuguesa, por sua contribuição para a literatura no conjunto de sua obra.
O autor é muito reservado quanto a sua vida particular e não há muitos registros de aparições suas, tampouco é figura presente na mídia. Quem o conhece, afirma que é uma pessoa extremamente afável, bem humorada e modesta, tendo o respeito não apenas de seus familiares e amigos, como também de todos os admiradores de seu trabalho.
Atualmente aos 88 anos, é viúvo de Théa Maud e pai de três filhos: Maria Beatriz, José Alberto e o diretor cinematográfico (inclusive da série Mandrake) José Henrique Fonseca.




E esse foi o Mestres dessa semana! Espero que tenham gostado! E aí, quem já leu alguma obra do autor? Particularmente, as minhas favoritas são Mandrake e Pequenas Criaturas, ambas da Cia. das Letras. As duas estão na minha lista de livros para resenhar ainda esse ano! (:

Me contem suas opiniões sobre o Mestres dessa semana e o que estão achando da coluna em geral (: Qual autor você gostaria de ver por aqui? Me fala nos comentários!

Até a próxima!

Boas leituras e um beijo da heavy.

Eu ♥ Resenhas: Youkai - Roxane Norris

Sinopse

Heilel é um jovem anjo da guarda que tem sua história mudada duplamente num único momento. No dia em que ascende ao cargo de confiança mais alto do Renkai - o plano do julgamento - acaba tendo uma difícil decisão nas mãos: manter sua lealdade a Deus ou salvar sua protegida - uma alma suicida por quem ele cria um vínculo afetivo. Ciente de suas responsabilidades, e não vendo outra saída, ele abidica da honraria e entrega sua alma em troca da dela ao Diabo, que vem exigir pessoalmente seus despojos sobre o julgo. Todavia, a presença de Lúcifer no Renkai não é uma mera coincidência e Heilel - agora nominado Akuma e vivendo no plano terrestre como um Youkai - irá descobrir que há muito mais por trás de uma simples barganha, e que tanto Deus como o Diabo estão envolvidos numa aposta cujo o desfecho pode exigir um preço ainda maior de si mesmo.


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Devo dizer que me senti amedrontada em escrever essa resenha. Youkai é um livro muito importante para mim e vê-lo sendo publicado traz uma emoção que poucas pessoas entendem. Além, é claro, da linda e maravilhosa dedicatória com o meu nome que me fez chorar por pelo menos meia hora a fio. Youkai é o segundo livro do amor da minha vida, Roxane Norris, que mais uma vez arrasou ao escolher o tema de seu romance. 

O livro conta a história de um anjo da guarda que se vê obrigado a fazer uma escolha que, inicialmente, ele pensa ter a ver apenas com ele mesmo, mas que na realidade, envolve um jogo entre Deus e do Diabo pelas almas humanas. 

Heiliel é um anjo da guarda que demonstra grande apreço por sua protegida, Hanya, uma humana de alma sofrida que, por conta das intempéries da vida acaba cometendo suicídio. Isto acontece quando ele é obrigado a deixá-la para assumir um cargo de confiança ao lado Deus e é este fato que o obriga a fazer a tal escolha: Salvar a alma de Hanya de ir para o inferno em troca da sua, ou salvar a si mesmo permanecendo no céu enquanto a essência da mulher por quem se apaixonou sofre em agonia por toda a eternidade nos tártaros do demônio. Heiliel faz sua escolha sem pestanejar, salvando a alma de Hanya e descendo ao inferno, passa a ser chamado de Akuma.

Algum tempo depois, nos vemos no ano de 2006, Akuma alcançou o cargo de confiança do demônio e vive na terra como um Youkai. Tornou-se um grande empresário com uma grande fortuna, mas mesmo depois de tantos anos Akuma nunca foi capaz de esquecer o amor que sentia por Hanya. Porém, enquanto ele pensava que estava tudo bem, o jogo começa novamente entre Deus e o Diabo e mais uma vez, ele parece ser o ponto de ebulição entre as duas apostas. A alma de Hanya volta a encarnar na terra trazendo com ela novamente escolhas que somente ele poderá fazer.

Aí você pensa: “Tudo bem, ele vai encontrar ela e ser feliz para sempre.”

Errado. Duas mulheres cruzam o caminho de Akuma. Duas mulheres diferentes, mas com semelhanças visíveis com o amor de seu passado.

Tudo começa com Carine. Uma camareira empregada em seu hotel de luxo. Cabelos e gestos que o lembram quase imediatamente de Hanya. Ele se deixa envolver pela doçura e carisma e tudo parece bem até que é a vez de Aine.

Uma adolescente bela e de vida sofrida. Aine é filha de um empresário crápula que a explora para manter seus negócios em alta, deixando que seus clientes a “usem” quase como bem entendem. Ela é noiva de Akuma desde bebê, quando ele prometeu a sua mãe que a protegeria das atrocidades cometidas pelo pai.

Ele se vê envolvido demais com Carine e aposta quase todas as suas fichas de que ela é a reencarnação de sua Hanya porém, não entende como a menina Aine não lhe sai da cabeça.
As coisas mudam quando um velho inimigo resolve aparecer no colégio de Aine. Miguel é o anjo mais próximo de Deus, porém está longe de ser o cara mais bonzinho. Ele não se esqueceu de sua rixa com Akuma e agora que a alma de Hanya está em jogo outra vez, ele vai fazer de tudo para ficar ao lado dela e atrapalhar a cofiança depositada em Akuma.

Mas Heiliel ainda deve fazer uma escolha. Ele deve escolher entre as duas jovens: uma o levará novamente para as graças de Deus, a outra o manterá dentro do inferno.

Agora me digam qual delas você gostaria que fosse a escolhida?

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Youkai é uma obra sensacional, de linguagem simples e que prende totalmente a atenção. Em apenas quatro dias eu o li por inteiro e confesso que fiquei com um gostinho de quero mais gigantesco. Mas com um protagonista como Akuma e um rival como Miguel fica quase impossível não desejar que este livro tenha uma continuação.

Ainda tem os demais personagem que cativam a cada linha lida, como as excêntricas e maravilhosas aparições de Lúcifer, as pequenas participações de Gabriel e as próprias falas de Deus que exprimem uma visão bonita Daquele que a tudo rege.

Ao meu ver este é mais um dos maravilhosos livros que a Rô nos deu de presente e, graças a Deus, sei que virão muitos mais tão maravilhosos quanto este.

Youkai será lançado no dia 22-06-2013 no evento Identidade Literária em São Paulo. Deixo aqui minha invejinha das pessoas que vão poder estar lá para prestigiar este dia tão  importante.




Você pode saber mais sobre o evento neste link

Aqui você pode descobrir mais sobre o livro, a autora e seus trabalhos:

Página de Youkai no Facebook.

Youkai no Skoob.

Encontre Roxane no site oficial.

E também no Facebook.


Deixo pra vocês o BookTrailer para dar uma aguinha na boca <3





Um beijo a todos e preparem-se para Youkai!
 
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