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22 ª Bienal de São Paulo - Livros, metas e desabafo!
Marcadores: Bienal de São Paulo, Equipe Eu ♥ Livros
Seguindo a máxima destacada no botton acima - Porque os livros trasnformam o mundo - Eu posso dizer que a Bienal de São Paulo ficou longe dessa meta.
Eu confesso que após uma conversa com meu mentor de Bienal (não irei citar o nome por motivos óbvios de ética, mas ele sabe que me refiro a sua pessoa) não embarquei com a mala cheia de sonhos e esperanças... Porém, também não cheguei cética à Bienal. Fui num misto de entusiasmo e pé no chão. Primeiro de tudo, eu agradecia por ter chegado até ali como autora que sou, com todos os percalços que passei e, mesmo assim, de queixo erguido.
Ah que delícia pisar o veludinho do chão com meus pezinhos afoitos em buscar meus amigos. Agradeci ao meu pai e minha mãe em mente, e beijei em coração cada pessoa que teve uma participação para eu estar ali, e olha que não foram poucas! Deixei filhos e marido no Rio para estar ali e fazer cada momento de distância valer à pena... E valeu!
Valeu não só porque vendi meus livros, batendo a meta que eu queria, mas porque conheci pessoas que só falava pelo Face... Fui envolvida naquela aura mágica de ser congratulada pela minha obra, pela pessoa que sou e porque havia muitos amigos ao redor. Eu não me senti "mais" uma ali, no meio que me acolheu tão bem - como aquele meu amigo editor falou, mas ele tb não estava errado de todo. - De certa forma, as coisas que aconteciam eram especiais.
Então, chegou o dia do meu lançamento, e mais do que nunca eu contei com as pessoas que gostavam de mim e da minha escrita. E me derreti com aquelas novas que chegaram e vieram me acolher, me abraçar com o carinho de leitor, com o qual eu me idenficava porque varias vezes abracei autores dessa forma. Uma troca tão bonita!
Em meio a isso, nada sempre é tão perfeito, senti saudades... Chorei por falta dos meus filhos e sorri pelos filhotes vendidos. Observei escândalos que, eu diria particularmente, serem uma vergonha literária... Uma afronta e um descaso com o ser humano em si. Todavia, partilhei do momento em que os humilhados se ergueram e seguiram adiante.
A Bienal é um mundo de sonhos, mas que pode se tornar um pesadelo, seja porque os preços estão cada vez mais abusivos em termos de livros, como também de alimentação e estacionamento. Anunciando algo que talvez possa suscitar o fim de um evento tão bonito e tão inspirador à literatura. Ou seja por posturas indignas que acabam comprometendo o mercado editorial brasileiro. Será que o resultado mais expressivo dessa Bienal será um pedido de ética na literatura?
Quem sabe... Estamos precisando disso em todos os níveis, até mesmo na mídia e internet, cujas fronteiras parecem estar tão liberadas que ultrapassam o limite da civilidade e respeito.
Voltei para casa com muitos livros, sorrisos, o coração cheio de saudades do que deixei lá e dos que me abraçariam aqui na volta. Voltei com a emoção de ter ainda mais amigos e por isso acho que é certo dizer que pela nossa união faremos uma Bienal mais digna cada ano. Vamos retomar o espírito da Semana de Arte Moderna de 1922...
São Paulo tem seus encantos, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia... Cheguei a conclusão que não deveríamos nos prender a Bienal e, sim, fazer uma Bimestral! Somos um país rico, temos um cultura linda e diversa... Falta acreditar!
São Paulo tem seus encantos, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia... Cheguei a conclusão que não deveríamos nos prender a Bienal e, sim, fazer uma Bimestral! Somos um país rico, temos um cultura linda e diversa... Falta acreditar!
Beijokas!
Roxane Norris
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