Trilhas Sonoras de Livros



As Trilhas Sonoras de filmes são sempre um objeto de desejo a parte. Além de complementar a historia e muitas vezes contribuir com o foco emocional, ela pode apresentar-se tão grande e tornar-se por si só a arte.


E com os livros? É possível musica entre as palavras ou ela iria apenas atrapalhar sua leitura? E para escrever a musica distrai ou inspira? Muitos preferem o silêncio, mas será que o som perfeito não lhe fornece a emoção necessária para descrever um beijo? Uma festa ou até mesmo a morte?


Pode-se se unir as mágicas paginas dos nossos tão amados companheiros com os embalos que a musica nos proporciona? Musica, aliada ou distração? Vamos descobrir!
Ao ler Dragões de Éter do autor brasileiro Raphael Draccon o romance em certa parte é tão bom e completo que o autor narra até a musica tema de uma batalha decisiva. Ele não cita nenhuma musica em particular, apenas seus nuances heróicos. Neste momento ouvi tão claro quanto a luz a Nona Sinfonia de Beethoven.
Mas esta não é uma particularidade de Dragões de Éter. Alguns livros, não todos é verdade, me fizeram ter a impressão de casar perfeitamente como alguma musica que conhecia. Não raro os melhores livros que já li.


Essas ocorrências me fazem pensar se a musica pode se tornar um dos elementos chaves para um escritor. Entendo perfeitamente quem defenda que a musica distrairia e até faria o autor se ausentar do conto, mas será que não é um risco bom de correr?
Como tudo na vida, este elemento independente de sua eficácia deve ser usado com sabedoria e equilíbrio. Acredite, você não conseguiria escrever qualquer coisa com a musica errada na cabeça.


Exemplo: 
Imagine você lendo uma passagem de Senhor dos Anéis, quando o Aragorn bate as portas de Mordor desafiando Sauron a uma ultima batalha. Há Orcs correndo de um lado para o outro, cavaleiros com armaduras reluzentes e de fundo você escuta um musica bem alta: 
- Para para para papapapa! Morro do dendê nós vamos invadir, nos e os alemães vamos nos divertir...


É fica meio complicado. Portanto, musica certa para obra certa. Em minha opinião esse tipo de livro casa melhor com Enya, mas já vi gente que preferiria com musica clássica ou metal, mas funk... por favor né.
Ler já é complicado imagine só escrever?
Está parte depende fundamentalmente de você. Para alguns é simplesmente impossível escrever com qualquer som, outros botam aquele som pra relaxar e alguns mais ouvem os sons da natureza.
Posso dizer que muitas vezes Beethoven me tirou do ócio e fez meus dedos deslizarem agilmente sobre o teclado como os seus (não exatamente) deslizavam sobre o piano. Porém, outras vezes desejei o mais profundo silencio inviolável.
O que estou afinal tentando dizer é que como tudo a musica é uma variante e pode ser muito bom pra você e muito ruim pro seu vizinho. Isso sem falar em gosto, pois o que é musica boa pra um pode ser péssima para o outro. E apesar dos pesares este é um elemento forte e importante que você pode e deve tentar usar a seu favor.
Não há limitações na arte e escritores são todos artistas. Há inspiração na poesia, na musica, nos desenhos, esculturas, na suavidade e mesmo na brutalidade. Tudo depende de como você vê e como trabalha sobre isto.




Faça um teste, tente escutar musicas calmas e comece por ouvi-las baixinho como um pano de fundo. Você pode se surpreender com os resultados e se um dia lhe pintar a vontade de criar um AudioDrama você já tem meio caminho andado. Se não gostar ou não adiantar lembre-se o silêncio estará esperando por você. Arrisque!
Aliás, para ser trilha sonora do Eu Coração Livros alguma sugestão?

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