Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Trilogia Millenium


Nome da Obra: Trilogia Millenium: Livro 1. Os homems que não amavam as mulheres; Livro 2.  A menina que brincava com fogo; Livro 3. A Rainha do Castelo de Ar

Nome do Autor: Stierg Larsson

Editora: Companhia das Letras

Ano de Publicação: 2008-2009










 Triologia Millenium



1.    Os Homens que Não Amavam as Mulheres  -  528 páginas

2.    A Menina que Brincava com Fogo - 607 páginas


3.    A Rainha do Castelo de Ar - 607 páginas


Com a estréia do filme “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” no cinema, que tal aproveitar para ler a triologia completa? A resenha do primeiro livro você já pode ler aqui no Eu ♥ Livros, mas antes de morrer, Stieg Larsson nos presenteou com mais dois excelentes livros de suspense/policial, fechando uma triologia essencial para os amantes do gênero

O primeiro livro (Os Homens que Não Amavam as Mulheres) é uma espécie de introdução, contando como principais personagens/detetives se conheceram. Mikael Blomkvist é um jornalista que se vê envolto na investigação de um desaparecimento de décadas atrás, até agora não solucionado. Para ajudá-lo, ele acaba recebendo a ajuda de uma hacker, a anti-heroína-clichê Lisbeth Salander que outrora já havia sido contratada para investigar a vida do próprio Mikael. Mas não fechem esta página, nem desistam de ler o livro só porque acabei de chamar a Lisbeth de anti-heroína-clichê. Confesso que, ao contrário dos milhares de fãs da série, eu realmente não fui muito com a cara da Lisbeth no primeiro livro, primeiro porque a descrição física dela para mim foi puro clichê de adolescente revoltada que odeia todo mundo, segundo porque muitos dos problemas dela descritos no livro se resolveriam sozinhos se ela fosse um pouquinho mais simpática com as pessoas. Mas Lisbeth é muito (e bota negrito neste muito) inteligente, e junto com Mikael, os dois desvendam o misterioso desaparecimento no meio de uma aventura eletrisante. "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" consegue entrelaçar o mercado editorial, grandes empresas familiares, ética, pirataria e inquéritos policiais num suspense intrigante. Detalhe para o início de cada capítulo, que vem com uma frase com dados estatísticos alarmantes sobre a violência contra mulheres na Suécia - um país que diz se orgulhar da sua democracia exemplar (palavras do prórpio autor).

Já o segundo e o terceiro livros são quase uma história única, onde uma guinada surpreendente do tema principal é o divisor de águas entre um e outro livro. Em “A Menina que Brincava com Fogo”, Lisbeth e Mikael estão separados, ela está no exterior, enquanto ele está ajudando um casal que investiga a exploração sexual de mulheres vindas da Europa Oriental. A investigação acaba expondo nomes importantes da Suécie e o casal acaba aparecendo morto. Na mesma noite, o tutor de Lisbeth também é assassinado, pela mesma arma que matou o casal, e adivinhem quem é a principal suspeita que acabou de chegar ao país? Pois é... Lisbeth! É claro que Mikael não acredita na culpa dela e começa a investigar o que está por trás destes assassinatos. Lisbeth? Ela tem que fugir, e fica sumida quase toda a segunda parte do livro. Mas só porque ela está escondida, não significa que Lisbeth não participa da história. Novamente a dupla se une, só que desta vez Lisbeth usa seus dotes de hacker para invadir o computador de Mikael e se comunicar sem ser notada pela polícia. "A Menina que Brincava com Fogo" começa devagar (mas com isso, não quero dizer que a leitura é chata ou difícil), mas antes mesmo da metade das mais de 600 páginas, entra num ritmo eletrizante de novas descobertas, levando a novas investigações, suspeitos, etc. O livro também é um presente para os fãs da Lisbeth - ela reina na história, até mesmo na fase em que aparece apenas em pequenos arquivos texto que "surgem" no computador do Mikael. Eu, que não ia muito com a cara dela antes, virei fã!

O terceiro livro da saga, “A Rainha do Castelo de Ar”, continua exatamente onde termina “A Menina que Brincava com Fogo”. Neste ponto, a investigação de Mikael sobre o tráfico de mulheres, a morte de seus amigos e o que o tutor de Lisbeth tinha a ver com tudo isso acaba tropeçando numa nova figura: um espião russo escondido na Suécia e um segredo de estado guardado a sete chaves. Para livrar Lisbeth das acusações ainda do segundo livro, Mikael tem que investigar o serviço de inteligência do seu país, o que coloca sua própria vida em risco. Vou me segurar e não contar mais nada para não estragar a surpresa (livros policiais sem uma surpresa não tem graça!). Entretanto, uma das coisas mais legais do livro é a abertura de cada capítulo; um pequeno texto sobre diferentes grupos de mulheres guerreiras ao longo da história nos é apresentado. Mulheres que conquistaram grandes vitórias de seus exércitos, seitas, ou mesmo atitudes isoladas que, por algum motivo, caíram no esquecimento dos meios de comunicação. E essas aberturas caem muito bem com a história do livro. Apesar do protagonista ser o jornalista Mikael Blomkvist, as verdadeiras heroínas são mulheres guerreiras em suas respectivas profissões. Uma jornalista, duas policiais, uma investigadora particular, uma advogada e claro, nossa hacker favorita, Lisbeth Salander.

O primeiro e o segundo livros da saga sempre fizeram questão de mostrar violências (física e moral) contra as mulheres; crimes que acabam sendo despercebidos ou até mesmo toleráveis pela sociedade. Neste último volume, entretanto, o mais alarmante é como o preconceito contra mulheres ainda existe em várias esferas da sociedade e disfarçado de diversas formas e ideologias. Felizmente, as mulheres de Larsson não passam o livro inteiro lamentando sua má sorte, mas enfrentando seus antagonistas.

Mas não, esta triologia não é um manifesto feminista, estes detalhes estão muito bem enroscados na linha principal da história. Um suspense policial do tipo que você não consegue parar de ler, trazendo de volta os dramas de espionagem que achávamos que haviam morrido com o fim da Guerra Fria. Afinal, que clichê mais óbvio que o "espião russo que sabe de segredos cruciais do país"? Para Stieg Larsson não é um clichê, mas um gancho para uma história que nos entrete e ao mesmo tempo denuncia muitos aspectos da nossa sociedade. O que deixa triste é saber que o autor pretendia escrever dez livros com as sagas da revista Millenium, mas morreu depois de escrever apenas os três primeiros. Mas isso não é motivo para se preocupar com a continuidade da história. Os três livros são um ciclo fechado e não deixam nenhuma ponta solta mal explicada.


Essa resenha foi uma colaboração da Carla Dalmolin

Não esqueçam de deixar seu comentário sobre a resenha! 

Merry Meet!

Roxane Norris

2 comentários:

Anônimo disse...

Li os tres livros e assisti dois dos filmes.... falta o terceiro, com A Rainha do Castelo de Ar na minha expectativa... livros muito bem escritos; uma hisyória envolvente que nos obriga a uma atenção total, me fazendo ficar dois dias dentro de casa para a leitura total dos tres livros... assisti o Filme (1) dos Homns que não amavam as mulheres em duas versões, original Sueco e o americano com o agente 007... são duas peças lindas; o segundo, com os mesmos atores iniciais suecos ficou maravilhoso e agora me resta a expectativa de conseguir acessar no cinema, locadoras de video ou internet o terceiro livro para confirmar o que elegi como obras lindas e filmes da minha preferência. Um abraço.
Alexandre

Ivi disse...

Li os tres livros e adorei!!! Original, fascinante, bem escrito... Além de ser uma experiencia nova, nunc atinha lido nada Sueco antes. As adaptações par ao cinema tb não ficaram a desejar dentro daquilo que foi proposto. Amei... Apenas acho q faltou falar da irmã da Lisbeth, se o Larsson tivesse tido tempo, acredito q ele falaria... nun quarto livro

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