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Eu ♥ Momentos Literários: Codex de Ouro - 1ª Edição







Todos sabem que me encantei pela proposta do Roberto Laaf logo de cara, porque já a nominei aqui antes e a Estefânia trouxe para nós os vencedores desse prêmio lindo. Entretanto, em momento algum eu sugeri que estava obssecada pela ideia de cobrir esse envento o melhor que eu pudesse. Logo eu fui atrás de conseguir mostrar cada detalhesinho de como ele surgiu. Porque não basta apenas apreciar, ou conhecer os vencedores, que com certeza mereceram cada momento do evento em sua homenagem, eu queria mostrar como "nasceu" o Codex.

Claro, não deixei que o Roberto Laaf ficasse sem nos dar uma entrevista, que ele gentilmente me concedeu com carinho e eu trouxe para vocês degustarem cada letrinha, porque como eu imaginava esse prêmio foi um sonho do início ao fim. Um sonho bom de se viver.



R.L: Olá, Roxane. Inicio esta entrevista agradecendo-lhe a oportunidade de falar aos seus seguidores sobre a iniciativa que deu origem ao Prêmio Literário Anual Codex de Ouro.

E.C.L: Obrigado a você, Roberto, por nos ceder seu tempo. A primeira pergunta, e claro, a que não poderia faltar, ou começar sem ela, é: Como surgiu a ideia do Codex? Em que momento você decidiu fazê-lo? Alguma inspiração em outros prêmios? Certamente foi uma ideia amadurecida com carinho, mas teve o comprometimento de mais gente nesse amadurecimento, ou só depois de ter definido bem o que você queria, é que o projeto foi realmente avançando para bases mais sólidas? 

 R.L:  Para que a resposta à primeira pergunta fique mais pontuada, irei segmentá-la:

O surgimento da ideia...
A ideia do prêmio Codex de Ouro surgiu há bastante tempo, de um sonho pessoal em criar para a nossa literatura algo que fosse tão bonito quanto as grandes festas que fazem para a sétima arte; afinal, se eles têm, porque nós, da sexta arte, criadores de obras que já deram (e continuam dando) origem às mais incríveis adaptações para o telão, não podemos ter também? E, além disso, por conta da carência que eu sentia em nosso cenário literário de ter algo que valorizasse o trabalho que realmente encanta o leitor. A oportunidade para criar algo como o Codex de Ouro estava aí, disponível para todos, proporcionada pela web e pelo crescimento da difusão da literatura por meio de crônicas, artigos e resenhas literárias. Estava mais que na hora de colocar a ideia em prática.

Momento de fazê-lo...

O momento acabou sendo propiciado pelo próprio grupo Ponto do Autor, fundado por mim no final do ano passado, muito tempo depois de a ideia do prêmio Codex de Ouro ter tomado forma em minha mente. Eu imaginei uma série de recursos, atividades e incentivos que deveriam ser executados pelo Ponto do Autor, visando a colaborar com os autores em seu dia a dia; o grupo queria se apresentar ao mundo literário e então decidia como deveria ser essa... Apresentação. Foi quando eu sugeri lançar o prêmio como a primeira iniciativa efetiva do Ponto do Autor.

Inspiração em outro prêmio?

O que eu sei dos outros prêmios literários é que em geral possuem taxa de inscrição e um jurado, supostamente competente, para determinar qual obra literária tem a qualidade necessária para ser vencedora. A proposta do Codex de Ouro é muito diferente, pois pretende selecionar (indicar) e premiar os autores que tiveram a capacidade de encantar leitores com o seu trabalho criativo; o Codex de Ouro veio para dar forma à opinião do público leitor. Já a formatação de como deveria ser a entrega do prêmio, esta sim, foi inspirada na apresentação do Oscar, que encanta tantas pessoas. Além de ser uma cerimônia linda, envolvente e muito charmosa, minha maior motivação para que o Codex de Ouro tivesse tal formatação foi a possibilidade de agraciar mais autores com as indicações em cada categoria.

Comprometimento

A ideia do prêmio em si estava bastante sólida, porque quando eu a trouxe para o Ponto do Autor não havia dúvidas quanto ao que gostaria de criar e como gostaria de ver essa criação ganhar vida; a questão toda era conquistar a confiança deles no sentido de que a iniciativa poderia se tornar uma realidade, que poderia ser executada... Como o Ponto do Autor é um grupo voluntariado, era difícil cobrar prazos e resultados dos colaboradores; muitas pessoas desistiram durante a caminhada, não sei se por receio do insucesso do projeto ou se por realmente não ter condições de atender as expectativas do grupo, o fato é que somente quando a livraria Nobel e o Café Donut’s do Recreio Shopping abraçaram o projeto, o comprometimento do grupo aumentou; posso dizer que para chegarmos ao dia 26 de novembro de 2011, tivemos a oportunidade de conhecer a palavra perseverança em seu sentido mais literal.

E.C.L: Eu não tenho dúvidas de que o Codex é um projeto promissor e que irá cada vez mais agregar projeção no meio literário e afins. Também penso, que muita coisa está mudando no cenário literário nos últimos anos. Então, como você vê a receptividade do público e envolvidos no projeto, como autores, blogs, designers... Enfim, depois de realizado, de ser sucesso, o que foi para você ter visto todos motivados pelo seu sonho e afinados num mesmo objetivo? Superou suas expectativas?

R.L: Receptividade do público e envolvidos

Eu vi uma aceitação muito grande quanto à proposta do prêmio Codex de Ouro, uma aceitação que contribui bastante para fortalecer a iniciativa. Em um primeiro momento, quando os indicados foram publicados com o lançamento do portal do prêmio, em abril do ano passado, não vi muito impacto nas pessoas, muitos permaneceram reticentes quanto ao que estava surgindo, mas, depois da celebração de nossa primeira cerimônia, a desconfiança deu lugar à euforia, e tenho certeza de que muitos estão dispostos a colaborar para o crescimento do Codex.


O que foi para você ter visto todos motivados pelo seu sonho e afinados num mesmo objetivo?

Preciso admitir que ainda não fui capaz de processar tudo, porque fiquei muito preso aos bastidores, e a todos os detalhes que precisavam de atenção até mesmo no decorrer da cerimônia. Preciso ver o vídeo do Codex 2011 urgentemente, afinal, sequer fui capaz de ouvir muitas coisas que foram ditas pelos convidados e premiados (risos), minha mente estava fervilhando. Mas, lembro-me bem da alegria das pessoas, do clima de festa, da ansiedade pairando suavemente no semblante de um ou outro autor, e, principalmente, da tensão entre os organizadores para que tudo ocorresse de forma satisfatória.
Acredito que o objetivo tenha sido alcançado; tivemos nossa primeira cerimônia com uma magia que dificilmente é encontrada em outros eventos. É certo que a maioria saiu do CineSystem no dia 26 de novembro com uma grande expectativa pelo próximo Codex.
Pra mim, ver tudo isso, trouxe um enorme alívio e uma gratificante sensação de dever cumprido, porque o Codex de Ouro foi criado para enaltecer quem faz a nossa literatura, e fiquei muito feliz de testemunhar que os autores se sentiram verdadeiramente honrados pela iniciativa.

Expectativas

Definitivamente, sim! O Codex 2011 superou as minhas expectativas e também as expectativas de todo o grupo. Ouso dizer que superou também as expectativas de todos os nossos parceiros que ajudaram a construir o início dessa nova história.

E.C.L: Deve ter sido difícil escolher os indicados de cada categoria, mesmo contando com votos de leitores e divulgadores. Em algum momento você pensou: pena essa obra, autor, blog, não está entre os indicados? Ainda dentro desse contexto, no Twiiter, você citou que há muitos interessados em colaborar para o Codex 2012. Alguma possibilidade de ampliar as categorias ou número de indicados para 2012? Ou, talvez seja cedo para mexer nisso? 

R.L: A dificuldade para selecionar as obras é realmente enorme, porque, por mais que alimentemos constantemente nossa base de conhecimento, o processo anterior, que consiste em filtrar o que consideramos relevante em termos de matéria, artigo ou resenha, é extenuante demais. Há excelentes resenhas que, de fato, evidenciam o encantamento do leitor, mas também há muita coisa que é preciso ser descartada. Com mais tempo, talvez mais um ou dois anos, acredito que a base de conhecimento do grupo atinja um patamar de confiabilidade que permitirá consultas mais regulares, restringindo o trabalho de pesquisa a um nicho que contenha material de qualidade que possa ser usado como insumo para as indicações ao prêmio.

Ah, sim, passei muito por isso, chegava a ser frustrante quando uma ou outra obra que gostei, e que queria ver indicada, simplesmente não tinha material suficiente na web para aprovação do grupo. Mas é aí que reside a beleza e o espírito do prêmio, não é a obra que eu gostei, ou que outro no grupo tenha gostado, é preciso que ela tenha a aprovação dos leitores por meio da expressão de suas experiências com aquela leitura.

Antes mesmo de nossa primeira cerimônia, já havíamos decidido sobre a entrada de novas categorias para a segunda edição do prêmio, como a “Música Literária”, que foi anunciada na própria cerimônia, apresentando o resultado de um lindo trabalho da cantora e compositora Soninha Senra, com duas composições para os livros da autora Lycia Barros, e para o eixo regular, dos gêneros, teremos as categorias “Literatura Infantil” e “Literatura Juvenil”.

Há muita coisa que queremos melhorar, desde o próprio Codex (troféu), ao qual ainda sonho agregar certo valor de joia (aliás, em meus sonhos, sempre o imaginei banhado em ouro, mesmo entendendo que o seu valor físico jamais será superior ao que representa), até a formatação da cerimônia em si. Tenho muitas ideias, o problema é que o grupo tenta me segurar o tempo todo.

 

E.C.L: Esse é o tipo de premiação que estava faltando para quem não vê seu trabalho sendo difundido por aí como os do Paulo Coelho, por exemplo, por isso penso que há ainda muito a se alcançar e se desenvolver no projeto. O que você quer para o futuro do Codex? Porque, a gente pode falar de futuro, já que dia 24/11/2012 não me parece tão longe... rsrs

R.L: Para o futuro mais distante, eu quero que o Codex mantenha acesa a chama do seu espírito, que é dar forma à opinião do público leitor; que ele sempre enalteça os autores que encantam este público; que tenha o apoio dos autores, leitores, editores e todos aqueles que acreditam na literatura DO nosso país, e que um dia ele tenha o tamanho do amor que dediquei para o seu nascimento, mesmo que eu já nem esteja mais por aqui.
 
Para o futuro próximo, que já tem data marcada, espero que o Codex possa honrar seus novos indicados, que serão conhecidos a partir de abril do ano que vem, com uma cerimônia ainda mais bonita.


E.C.L: Você deve estar radiante com tudo, e é claro, tem todo direito de ficar, porque foi uma vitória. Nós, do eucoracaolivros agradecemos a entrevista, o tempo cedido a ela, e perguntamos por fim: quer dizer algo a mais para quem está acompanhando o Codex de pertinho?

R.L: Quero dizer a todos que estamos cheios de energia para os eventos do ano que vem, e que logo, logo estaremos compartilhando as novidades do Codex 2012 pelo twitter @codexdeouro.

Gostaria também de reforçar minhas palavras, ditas no encerramento da cerimônia, de que todos os indicados ao Codex devem ver, nessas indicações, o carinho que o público teve por seus livros, e aos premiados em cada categoria, que independentemente do valor físico do Codex, seu valor abstrato e o espírito que contém são muito maiores do que qualquer artefato que pudéssemos oferecer para simbolizá-lo.

E.C.L: Obrigada Roberto, mais uma vez, por tudo. 

R.L: Roxane, eu é que agradeço, mais uma vez, pela oportunidade de falar sobre o Codex de Ouro aqui em seu blog.

Deu gostinho de quero mais né, divos??? Mas não fiquem tristes, em 24 de novembro de 2012, o Codex de Ouro terá sua 2ª Edição! Como mais talentos homenageados, muito mais prestígio e seguidores! Esse troféu merece nossa atenção, e para coroar nossa cobertura do evento, amanhã lançaremos a promoção "Codex de Ouro", onde sortearemos Amor Vampiro. Claro que você vai particpar, né?   


Nós do Eu ♥ Livros estamos sempre em busca de novidades e o melhor em termos literários no Brasil. E o Codex é Brasil!

Parabéns aos realizadores, colaboradores e particpantes do evento; aos agraciados com o troféu; e, principalmente, ao idealizador Roberto Laaf.   

Merry Meet!!!

Roxane Norris


Eu ♥ Momentos Literários: Evento de Lançamentos Andross - 2ª Parte

26 de novembro de 2011


Minha primeira vez em muitas coisas... Em andar de avião, conhecer a casa de meu irmão (Irmão Thor) e ver minhas palavras impressas em papel.

Tudo isso se tornava realidade em passos muito rápidos. Na verdade, penso eu que tudo não devia acontecer num só tempo; todavia, uma coisa estava ligada á outra. Desembarquei em Guarulhos ás 10:40 hs, deste horário até as 14hs, eu vi tanta novidade! Inclusive quatro gatos que levaram meu filho a me pedir um. E, eu até poderia dizer que a viagem estava correndo como uma vista de família.

Só que essa família iria ao evento, unida. Meu irmão, Diógenes Sobrinho, e minha sobrinha, Meline Hoch, dividiram comigo a mesma emoção de ser autor de Anno Domini 2. Ele com o conto "O Arqueiro e o Leão"; ela com o conto "O Torneio". Uma família produtiva, eu diria. Infelizmente, minha sobrinha estava viajando e não pode comparecer ao evento, mas lá estávamos eu e Irmão Thor sob as luzes do China Trade Center assinando livros, tietando autores, conhecendo várias pessoas novas! Tive o prazer de conhecer o Eddy Khaos pessoalmente; conversar com o Sérgio Pereira Couto e o Edson Rossato. E, claro, ver ao vivo e em cores, muitas cores, Ren DeVille e Milla Felácio!!! Gente elas são tão fofas!!! Conheci a família da Estefânia Viturino, e mais uma vez, curti de montão estar ao lado dela.

Eu posso afirmar que experimentei várias emoções diferentes do inicio ao fim da minha viagem. Conheci pessoas  que vão estar na minha lembrança para o resto de minha vida, porque fizeram parte de um momento lindo; porque dividiram sonhos comigo... Porque sonhamos juntos. Eu vi vários autores celebrando seus livros, seus escritos. A emoção era única, se espalhava pelas paredes e chão do lugar; atravessava fronteiras de idades... Eu, como muitos ali, tinha o coração batendo rápido, cheio de expectativas. 

Viajei para São Paulo com apenas uma bagagem de mão e muita, muita ansiedade, como o Edson mencionou assim que nos conhecemos, mas voltei de lá com muitos mais sonhos do que fui; realizada, e principalmente, com uma mala de 10 kg, onde estava impresso o pequeno conto que me fez a mais feliz das pessoas.

Obrigada a todos que particparam desse momento! Sem vocês nada disso seria real...









Esse foi um dos momentos mais belos que tive!

Merry Meet!

Roxane Norris

Eu ♥ Promoções: Vencedor do nosso Halloween


Olá, divos!

Como prometido, vim dar a grande notícia! A ganhadora, conforme o Random.org foi a Alana  Karla Rêgo!

Parabéns amada!!! Segue abaixo as imagens do sorteio!













Teremos ainda várias promoções este mês, não deixem de participar! Alana entre em contato conosco enviando seu endereço, ok???

Merry Meet!

Roxane Norris





Eu ♥ Momentos Literários: Evento de Lançamentos Andross - 1ª Parte


Olá, amigo leitor! Você se lembra daquele evento respeitável da Andross para lançar suas novas antologias de contos? Aposto que sim. Adivinha quem estava lá? Se você pensou na nossa querida blogueira Roxane Norris, é claro que acertou, pois um texto dela está entre as excelentes histórias medievais narradas em Anno Domini – Volume II.  Porém, ela não foi a única blogueira do Eu♥Livros presente nessa festa. Eu mesma fui ao evento dar um abraço na minha amiga, comprar livros da Andross por preços promocionais, e ainda gastei meu sotaque interiorano preparando entrevistas bacanas para o nosso blog. Entrevistas não, até porque não sou nenhuma repórter. Eu conversei bastante com o pessoal e vou passar para você um pouquinho desse bate papo. Tentei, principalmente, descobrir qual é o grande barato da experiência para os escritores que estavam tão felizes com seus lançamentos. Cada um deles tem uma razão particular para recomendar que todos que gostem de escrever aproveitem esse tipo de oportunidade. Quem sabe eles não te convencem a se tornar um colega escritor numa próxima antologia?


Diógenes Sobrinho



Anno Domini – Manuscritos Medievais - Volume II


 

Diógenes Sobrinho é professor de biologia, fotógrafo, fez mergulho, e agora escreve. Sua filha, Meline Hoch, e sua irmã, Roxane Norris, também estão entre os autores de Anno Domini - Volume II. Prova de que o talento é de família, não é?

E♥L - Diógenes, seu conto está em Anno Domini – Volume II. Você sempre quis escrever sobre essa temática medieval ou foi a proposta da antologia que te chamou a atenção?

DS - É um tema que na verdade eu gosto. Há muitos anos eu tinha um grupo de teatro que, entre outras coisas, acabava inventando histórias que tinham essa coisa do medieval. Mas eu gosto de escrever. Eu já escrevi outros tipos de contos também, mas não desse cunho. Então quando apareceu essa proposta, juntou com essa coisa que eu já gostava. Foi bem legal ter aparecido.

E♥L – Então você já tinha uma idéia inicial do que queria fazer numa antologia dessas?

DS – Esse conto em particular eu fiz assim: apareceu a proposta, eu peguei um dia e comecei a escrever. Depois, acertei, aumentei um pouquinho, melhorei o enredo, e então saiu o conto da forma que é. Foi a primeira idéia efetivamente voltada para isso.

E♥L – Na temática medieval, existe outra obra, pode até ser de outra mídia, que tenha te inspirado a construir o conto?

DS – Certamente. Até por conta desse grupo que eu tinha. A gente tinha a idéia de, além dos clássicos, obviamente, ver contos como os do Tolkien, não só O Senhor dos Anéis, mas também outros que na década de 80 voltaram a aparecer por aqui. É da mesma época também o lançamento do filme Excalibur, que foi um clássico, por sinal. Houve a influência desse tipo de coisa. É algo que a gente gostava. Só o conto em si que não tem influência na história.

E♥L – Entre os autores publicados hoje pela Andross tem algum, ou mais de um, que você curta o trabalho?

DS – Bom, eu sou suspeito! (Risos) Tem a minha filha nesse livro, e a minha irmã também nesse livro. Na verdade, eu ainda não parei para ler os contos. Li as revisões que a editora mandou da minha filha e da minha irmã. Gostei muito dos dois, mas não posso dizer dos outros que não li ainda. De momento, não posso recomendar esse ou aquele outro. Mas, em geral, a seleção é muito bem feita. O outro livro que eu tive contato, que foi Moedas para o Barqueiro II, por conta da minha filha, teve uma seleção muito criteriosa e os contos são muito bons. É bem legal. Como não li todos os livros, não posso dizer qual é o mais recomendável, mas são contos bem selecionados e bacanas.

E♥L – Vale a pena para o autor participar de coletâneas como essas, não é?
 
DS – Muito! Principalmente para quem não tem aquela produção grande, aquela base para estar escrevendo... Esse conto, por exemplo, é um resumo, uma síntese, de uma história que eu tenho, e penso em aumentar e transformar em livro independente. Então o conto dá margem para você imaginar histórias que levam àquela situação que o conto descreve. E vale muito a pena como, com a minha filha. Ela teve um conto naquele livro, agora outro nesse, e gosta de escrever. Eu acho sensacional essa iniciativa de abrir para o público com condições acessíveis, não é uma coisa cara e exorbitante. Dá para você fazer. O pessoal é muito acessível. Todas as pessoas que eu tive contato, em todos os níveis, desde o Edson [Rossato] até o pessoal que manda as revisões é assim. E o legal é que dá para ver muita garotada aqui. Quer dizer, é muito legal porque acaba despertando o jovem a ver que consegue, ver que pode. Porque tem pessoas que estão escrevendo mas não sabem como publicar, acham que é impossível. Então é uma iniciativa muito bacana que vale muito a pena. Muito mesmo.



Vitt Mazini



Bola de Pelo – Contos sobre gatos

 
Vitt estava cercada de amigos no evento, distribuindo sorrisos e simpatia. Fiquei bastante surpresa ao encontrar uma galera tão jovem e tão entusiasmada em falar sobre literatura. Fui apresentada a autora pelo autor e professor, Diógenes Sobrinho, que dá aulas de biologia à garota. Nosso papo foi rápido, mas deu para perceber pela felicidade da Vitt com essa estréia no mundo literário, que ela não vai parar por aqui.

E♥L – Vitt, é a sua primeira publicação, certo? Como surgiu a idéia de escrever para a Andross?

VM – Então, eu fiquei sabendo que a Andross publicava contos através de uma amiga. Eu me interessei realmente muito, porque sempre escrevi e sempre guardei meus contos. Aí eu falei “Vou tentar mandar alguma coisa”.

E♥L – Então já era um conto pronto?

VM – É... Mais ou menos. Na verdade eu tive a idéia na hora. Levei uma hora pra ter a idéia e para escrever foi bem rapidinho. Mais ou menos meia hora.

E♥L – Nossa! Que trabalho rápido! Bola de Pelo são gatinhos e coisas fofas. Você pretende seguir nessa linha ou já tem contos diferentes preparados para próximas antologias?

VM – Eu gosto muito de falar sobre miséria, fome... Acho mais legal do que coisas fofas. (Risos) Ação social é legal também, né?

E♥L – Com certeza. Tem algum plano próximo de publicação?

VM – Então... Ainda não sei. Eu publico muitas fanfics. Adoro escrever fanfic. Mas estou pensando em escrever uma história sobre vampiros. E também quero tentar publicar um livro que conta a história de um casal homossexual, e vai falar sobre as dificuldades que eles enfrentam.

E♥L – Da Andross, você já leu alguma coisa antes ou veio pra editora diretamente para lançar?

VM – Eu tinha lido Moedas para o Barqueiro, porque foi a publicação da minha amiga. E agora eu pretendo ler outros. Já tinha comprado bastante, só não li ainda pela falta de tempo mesmo.

E♥L – Como escritora iniciante, você considera essa publicação pela Andross uma boa experiência para quem está começando?

VM – Sim! É muito gratificante. Você já fica sabendo mais ou menos como funciona. Eu adorei. E você se sente incentivado a continuar escrevendo. É muito legal.


Regiane, mãe da Vitt




Aproveitando que, entre a galera da Vitt, esta também a mãe orgulhosa da escritora, fui conversar com a dona Regiane Manzini sobre o que ela estava achando desse grande passo da filha.


E♥L – Como foi pra você a notícia de que sua filha estava escrevendo para participar dessa seleção? Foi uma surpresa?

R – A Vitória foi sempre uma boa leitora. Quando surgiu essa oportunidade, nós ficamos muito surpresos, porque é uma grande oportunidade, primeiro pra ela mesma, pra mostrar o quanto ela é capaz, e segundo, para mostrar o trabalho dela. Então, eu achei maravilhoso. A gente apoiou, e apóia, porque é importante. Eu acho que o Brasil precisa de leitores e escritores.

E♥L – Com certeza. Você acha que é uma carreira que sua filha pode seguir? Pelo pouco contato que vocês já tiveram com o mercado editorial, acha que é difícil demais no Brasil viver de literatura?

R – Não. Eu acho que melhorou muito e está mais fácil. E é uma carreira que eu tenho certeza que se ela se dedicar, ela conseguirá seguir.

E♥L – Na família tem alguém que trilha os mesmos passos da Vitória?

R – Meu marido já escreveu poesias e publicou um livro. Lá em casa nós somos leitores. Então desde pequenininha, nós a estimulamos muito. Isso foi importante, porque ela teve o pai como inspiração. E o professor dela, né? Professor e amigos também a estimularam.

E♥L – Que sortuda! Então a sua casa é um modelo de que para se criar bons leitores e até bons escritores, vale o exemplo dos pais com a leitura...

R – Com certeza. Exemplo é tudo, né?

E♥L – E o evento? Era isso mais ou menos o que você estava esperando de um lançamento de livro pela Andross?

R – Não... Está acima das minhas expectativas. Eu acho que é uma oportunidade de conhecer pessoas, outros autores, compartilhando as dificuldades... Está um evento maravilhoso. Estou gostando muito.



Victor Vargas



Tratado Secreto de Magia – Contos de magia, feitiçaria e bruxaria – Volume II

Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo – Volume II


Victor Vargas é autor do minilivro produzido de forma independente Isidora encontra o herói acorrentado, que foi distribuído durante o Fantasticon 2011 para o público. Em breve, um romance do autor será lançado pela Devir Editora. Anotem aí as dicas que o rapaz deu de autores de contos para se inspirar. Todos são verdadeiramente maravilhosos.

E♥L – Victor, seus contos estão em dois livros da Andross. Você escreve muitos contos para antologias assim? É algo que você busca saber que está saindo pra participar ou isso foi um golpe de sorte?

VV – Olha, essa foi a primeira vez que eu participei de um concurso de contos. Foi até estranho, porque o tema que estou mais acostumado a escrever é relacionado a fantasia, que cairia no Tratado Secreto. Agora, com o Dias Contados foi uma experiência de realmente tentar uma coisa nova.

E♥L – Então pode-se dizer que a entusiasmo pro Tratado Secreto de Magia você já tinha, mas o Dias Contados foi um desafio?

VV – Sim, foi uma experiência nova. Tentei buscar algumas coisas de outros autores, dar uma olhada como é que era esse tipo de literatura, e produzir alguma coisa minha.

E♥L – E qual foi essa inspiração para escrever seu conto em Dias Contados?

VV – Eu tenho um conto do Richard Matheson em que ele fala de um fim do mundo pessoal, relacionado mais à pessoa do que ao evento. Achei isso bem bacana. E foi o que me chamou mais atenção.

E♥L – Anotada a dica. E pro Tratado Secreto de Magia, já que você gosta bastante de fantasia, quais são as obras que te ajudaram a construir sua história?

VV – Quem ler o conto vai ter uma visão bem clara de várias obras, porque é uma brincadeira com diversos vilões que existem na literatura fantástica. Então, eu acho que o estilo do conto lembra um pouco Terry Pratchett, Douglas Adams... Um pouco mais caricato. Mas eu usei vários personagens de várias histórias para montar o conto.

E♥L – Bacana! E para suas próximas publicações você já decidiu que linha vai seguir? Continuar com a fantasia, ou você gostou da brincadeira com Dias Contados e vai buscar Apocalipses futuros?

VV – Ano que vem vou lançar no primeiro semestre um romance pela Devir Editora, que é uma fantasia, mas não tanto dragões ou coisas assim. É mais sobre automóveis, mais baseado no nosso cotidiano do que uma alta fantasia. É uma fantasia mais urbana. Por enquanto, estou focando nesse trabalho.

E♥L – Pra você que já está com um lançamento pronto para sair, qual é a importância dessas antologias da Andross?

VV – Principalmente ver o trabalho de outras pessoas e saber o que as pessoas vêem do seu trabalho. É interessante entrar em contato com outros autores que passam por bastante coisa que você passa ou que você vai passar, e aprender com eles. Também ver o que o público vai dizer a respeito de uma publicação menor sua. Ter uma idéia de onde você está errando, onde você está acertando...






Debora Gimenes


Anno Domini – Manuscritos medievais – volume II

Bola de Pelo – Contos sobre gatos

Jogos Criminais – Contos policiais – Volume II

 
Debora Gimenes não economizou na criatividade para emplacar três contos entre as antologias da Andross. Esse não era o primeiro lançamento de Debora. Essa versátil autora já publicou em antologias da Andross e da Literata.

E♥L – Debora, que variedade de assuntos! Você foi escrevendo sob encomenda para cada proposta da Andross?

DG – Esses foram feitos para as propostas da Andross. Mas outros que eu publiquei antes, alguns eu já tinha feitos, e outros escrevi para antologias.

E♥L – Qual desses temas você tem mais facilidade para escrever?

DG – Policial. Eu quero escrever mais a respeito desse tema e, quem sabe, até um livro... Ou mais contos. Já estou escrevendo um em especial, mas tem um pouquinho de fantástico.

E♥L – Você que é veterana pode dizer se entre as outras antologias da Andross e essas que estão sendo lançadas hoje, você reparou alguma diferença no processo?

DG – Estou percebendo que no Bola de Pelo e no Tratado Secreto de Magia, no qual não estou, tem muito adolescente.  Eu acho isso incrível.

E♥L – Pra você, qual é a grande vantagem de participar de várias antologias como essas? Pro autor, qual é o prêmio?

DG – Se tornar conhecido, porque é difícil publicar quando você está iniciando. Aí você fica mais conhecido, faz novas amizades... E a Andross dá um apoio pra quem está começando que nunca vi nenhuma outra editora dar.




Pessoalmente, posso dizer que os leitores são tão beneficiados quanto os escritores, pois já li dois desses lançamentos, e gostei muito do conjunto da obra. Depois dessa experiência, pretendo ficar mais atenta aos lançamentos de antologias nacionais, não só as da Andross, mas de todas as outras editoras que vêm fazendo esse tipo de trabalho tão legal e tão necessário à nossa literatura. Na próxima parte da nossa cobertura do evento, a dona Roxane Norris vai explicar como foi para ela o lançamento da primeira publicação. Papo de autor para leitor. Até lá!







Estefânia

























Eu ♥ Momentos Literários: Premiação Codex de Ouro 2011





Aconteceu no último sábado, dia 26 de novembro, a premiação do Codex de Ouro 2011 realizada pelo Ponto do Autor e patrocinadores no Rio de Janeiro. Quem leu nosso último post sobre o evento sabe que esta é a primeira edição dessa iniciativa louvável para incentivar e reconhecer os talentos nacionais que desbravam o mundo da literatura com criatividade e competência. Uma festa como essa é uma vitória para todos os envolvidos e, principalmente, para a literatura brasileira. Ficam registrados nossos aplausos para os organizadores, divulgadores, indicados e vencedores!

E por falar em vencedores, veja quem levou o prêmio para casa nesta edição:





 ROMANCE
Todas as estrelas do céu
Enderson Rafael
Novas Ideias


 








 



CHICK-LIT
Pobre não tem sorte 2
Leila Rego
All Print

 










 



SOBRENATURAL/TERROR
Um mundo perfeito
Leonardo Brum
Novo Século










 


 FICÇÃO/FANTASIA
 A Batalha do Apocalipse
Eduardo Spohr
Verus









 


 DRAMA/POLICIAL
Apátrida
Ana Paula Bergamasco
Todas as falas







 
 

POESIA
Dedal de Areia
Antônio Brasileiro
Garamond









 
ANTOLOGIA DE CONTOS – INDIVIDUAL
Doidas e Santas
Martha Medeiros
L&PM








 
 


ANTOLOGIA DE CONTOS – CONJUNTO
Amor Vampiro
Organizador: Giz Editorial
Giz Editorial






 



DESIGN DE CAPA
O Portal
Eliane Raye
Vermelho Marinho











 


BOOKTRAILER
O Arquiteto do Esquecimento
Marcos Bulzara
Life Editora








 
 


PUBLICIDADE ONLINE
A Batalha do Apocalipse
Eduardo Spohr
Verus






 
RESENHISTA
Lorran Feital
Blog Subtítulo
@subtítulo





BLOG LITERÁRIO
It Cultura
@blogitcultura




 REVISTA LITERÁRIA
Coolture News
@CooltureNews



 

EDITORA
Verus
@Verus_Editora





 
 AUTOR
Eduardo Spohr
@eduardospohr





 



AUTORA
Thalita Rebouças
@thalitareboucas














Parabéns a todos os envolvidos neste projeto lindo! E que venha o Codex de Ouro 2012!
Estefânia
 
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