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Eu♥Resenhas: Contos da Confraria

Título Original: "Contos da Confraria".
Autor: Marcus Siani, Andrei Fernandes, Carlos Brito, Nilton Braga, Michel Messer, Elisa Celino, Pedro Woyames, Ricardo Herdy, Romeu  Regis Bittencourt, Filipe Augusto Pereira e Pablo Amaral Rebelo.
Ano: 2012.
Número de Páginas: 220 páginas.
Editora: Bookmakers.
Edição: 1ª Edição.

Bom, pessoal, eu demorei um pouco mais do que deveria para resenhar esse livro, mas é que eu estou enrolada demais com o final do período da faculdade (não levem a mal). Mas cá estou eu, finalmente, pra falar dessa fabulosa antologia. Como disse uma vez e gosto de dizer sempre que pego uma antologia: O melhor de uma coletânea de contos é que podemos provar um pouco de cada autor, um pouco de cada escrita, um pouco de cada sonho.

Fiquei muito honrada quando fui contatada pelo Marcus Siani para que o blog resenhasse o livro. Fiquei muito feliz, de verdade, quando o livro chegou. Postei logo a foto lá na fanpage do blog para que todos vissem também.

O livro possui 12 contos e eu decidi classificar no meu ranking pessoal de histórias os contos que poderiam originar futuros livros maiores e interessantes e que eu adoraria ter em minha estante. Não me entendam mal quando eu colocar alguns contos mais para baixo e outros mais para cima no ranking. Não é que o conto não seja bom. Ele é. Só que eu tenho por costume e gosto pessoal apreciar os contos que poderiam originar outras histórias ou se desenvolverem em uma trama maior. É o meu pecado. Mas vamos ao que interessa: os contos.

O primeiro conto se chama "Calabouços da Imaginação" e traz uma atmosfera sombria e que envolve o leitor. Com uma escrita envolvente, o conto nos surpreende entre as linhas e com a magia que se cria durante as passagens. Foi um ótimo cartão de visitas para o livro. Fiquei logo empolgada para ir para o próximo.

"A verdadeira magia só pode ser conquistada quando se ultrapassa os limites da imaginação" (pág. 15)
O segundo conto, "Prova Final" traz bastante essa atmosfera de filmes de terror e que nós vivenciamos especialmente no fim dos períodos da faculdade. Gostei bastante do desenvolvimento desse conto, a forma como Siani nos guiou até o final foi bastante divertido apesar da temática em si ser voltada para o terror, o "drama" feito pelo personagem é bastante familiar ao que já vivenciei uma vez (ah! Calculo I, sonhei até que batia na professora que se recusava a me deixar passar). A forma como se seguiu a história foi bastante original no meu ponto de vista, da criação dos personagens e a forma como ele direcionou o leitor para o final.
"Eu vago pelo mundo procurando, caçando aqueles que temem e odeiam a maior das ciências. Aquela que esteve presente quando O Verbo fez A Luz"
Em "Flagelo", o terceiro conto, temos o primeiro conto de ficção científica. Gostei especialmente da narrativa deste conto. Bem escrito, devo ressaltar. A história soa pouco original por se tratar de um lugar-comum utilizado em histórias do gênero. Mas o que faz uma boa história não é onde ela se passa, mas como ela é desenvolvida. Com doses de suspense e dramas na medida certa, Andrei Fernandes consegue levar o leitor a mirabolantes ideias até chegarmos ao final.

"Na minha frente jaz uma entidade estranha. Meu coração bate veloz. Nada me preparou para aquilo tudo.Seu corpo é o dobro do meu, apresenta uma forma esguia que mais lembra um rascunho mal feito de uma capa negra. Seu corpo fluídico se estende até o chão arenoso e irregular, rebatendo a seu toque, criando pequenos tentáculos que fluem para desaparecer no espaço, Sua cor negra, alterna com padrões cromáticos estranhos que meu cérebro não consegue distinguir, dançam em reflexo de explosões a quilômetros de distância, formando um caleidoscópio extraordinário."
Quando chegamos a página 49, encontramos o quarto conto deste livro. Encontramos "Pastor Virgílio". Um conto carregado de realismo e que deixa o leitor estarrecido tamanha a podridão que um ser humano pode chegar e, eventualmente, chega. Virgílio é um desses pastores mentirosos e que encontra na cega boa fé das pessoas humildes, a chance de subir na vida e é exatamente isso o que ele faz. Um dos contos que eu acredito que deveria ser lido por muitas pessoas que me rodeiam para que pensem bem se não estão apenas sendo enganadas. O final desse conto foi pra mim como o final de Dogville: esperadíssimo e delicioso quando chegou.

" - Gente pobre, fodida e burra adora nome forte e complicado. Tem tanta Geisilane e Josicleiton aqui no bairro...-, conjecturou na época da escolha do nome do Templo."
"Renascimento" de Nilton Braga é o quarto conto desta coletânea e nos faz viajar por uma história misteriosa e que só se revela no final. Gostei da forma singela que ele pôs fim ao seu conto. Gostei da forma sútil que o desenvolveu e da maneira que o escreveu.

O sexto conto, "Eledá: Ogã Meno" de Michel Messer, traz como plano de fundo a cultura africana. Apesar de confuso em algumas partes, o conto é recheado de detalhes e ação. Um prato cheio para quem curte tramas ágeis e cheia de acontecimentos e com clima de suspense.

O sétimo conto, de Elisa Celino, traz uma história que não é de todo original, mas possui um desenvolvimento bastante envolvente. "Anel de Fogo" fala a respeito de sonhos não concretizados, desesperanças e um pacto que pode mudar tudo. Gostei de como foi elaborada a trama.

"44" Foi um conto bastante surpreendente pra mim. Um dos contos de ficção científica que me deixaram embevecida durante a leitura, apesar de ter sido interrompida umas 4 vezes durante a leitura. Quem manda tentar ler no trabalho, não é? Apesar da história de 44 me lembrar um pouco Elfen Lied, a história segue por caminhos diferentes desta última. Gostei da forma como foram colocados os questionamentos de 44 e a forma como Woyanes desenvolveu seu enredo. A história de certo daria uma boa e mais longa história.

O que eu mais gostei em "Fogo de Domingo" foi a utilização do folclore brasileiro. Ricardo Herdy me ganhou completamente com isso. Não que eu já não tenha ficado encantada com o começo da história. Bem escrito e delicioso nos pequenos detalhes que emendam esse enredo fantástico. Um parabéns ao autor por sair do lugar-comum dos contos de terror e tentar utilizar nosso folclore como plano de fundo. Fez com maestria.

"Oh, Romeu, por que és tu Romeu?" Não, pera, não é de Shakespeare que estamos falando, mas de outro Romeu. O conto de Romeu Regis Bittencourt é o décimo conto desta coletânea e nos presenteia com uma linda história. "Laio e os Onironautas" foi muito bem elaborado, devo salientar. Com uma dose de suspense perfeita e uma escrita leve e gostosa, vamos acompanhando a jornada do nosso herói até o intrigante final. Gostei bastante da colocação da esfinge e a forma como Laio desvendou a resposta que eu já conhecia de outro livro, hahahaha. 

"Êxodo!" é o décimo primeiro conto do livro e nos faz questionar determinadas atitudes que tomamos no dia-a-dia e a respeito da religião em si. Muito bem construída a trama de Filipe Augusto Pereira.  Mas, assim como o do Pastor Virgílio, eu não recomendaria aos fanáticos religiosos que não conseguem acreditar em mais nada além da sua própria religião e se limitam a isso.

O livro se despede com "Pesadelos Famintos" que também nos traz esse cenário pós apocalíptico e como tudo começou. Gostei da forma que o autor construiu essa história, a forma da narrativa é bastante interessante também, com o personagem dialogando com o leitor. E o final? Ah, eu não pensaria em nada melhor do que foi. Um merecido "Parabéns!" ao autor.

Como prometi, aqui vai o meu Ranking. Lembrando que eu escolhi as histórias de acordo com o que elas me passaram emocionalmente e que poderiam se tornar maiores do que são nesse livro. Pela grandiosidade que o enredo proporciona a mente do leitor. O livro não tem contos ruins, de forma alguma, é até um pecado ranquear as histórias, mas eu prometi que faria em todas as antologias. Só que nessa fica mais complicado ainda porque são temáticas diferentes. Nem todas são ficção científica ou só terror ou só fantasia. Meus critérios foram de acordo com o que a história poderia se tornar no futuro caso o autor quisesse dar continuidade a ela. Foram histórias que eu penso que poderiam se tornar bons livros caso os autores desejassem transformá-las em tal. Outras foram porque a visão crítica do escritor na hora de fomentar sua história me surpreendeu.

Ranking
  1. 44
  2. Laio e os Onironautas
  3. Pesadelos Famintos
  4. Fogo de Domingo
  5. Calabouços da Imaginação
  6. Pastor Virgílio 
  7. Êxodo!
  8. Anel de Fogo
  9. Flagelo
  10. Renascimento
  11. Prova Final
  12. Eledá: Ogã Meno

Eu e o Livro

Eu♥Resenhas: Anno Domini II


Título Original: “Anno Domini - Manuscritos Medievais II”
Autores: Vários.
Ano: 2011.
Páginas: 126.
Editora: Andross Editora.

Anno Domini é uma antologia de contos medievais da editora Andross, ao todo são 18 contos de, no máximo, 5 laudas.

Gostei bastante de alguns contos, em especial o conto "Factum Est" de O. A. Secatto, "A Cigana" de Rafael Leoni, "Da Terra aos Céus" de Rodolfo Santos e "Incubus" de Roxane Norris. Só não continuo listando porque se não vou falar todos os contos agora e não foi assim que planejei.

Apesar de existir uma temática definida e bastante utilizada já no meio literário e cinematográfico, no livro encontrei vários contos com enredos bastante originais e com personagens bem construídos. Foi uma grata surpresa.

O primeiro conto é "O Grito de Aron" e, apesar de utilizar um personagem bastante peculiar em histórias medievais: o bardo, a narrativa não me agradou. Não me entendam mal, mas utilizar o presente do indicativo durante toda a história soa cansativo. É como se uma ação seguisse a outra de forma imediata, na minha humilde opinião, fica uma narrativa corrida, portanto, desagradável. Eu gosto de saborear a história, as passagens e me perder por entre as linhas e personagens. Apesar dessa abordagem interessante, o enredo também soou um pouco confuso, talvez tenha sido por conta da narrativa. A única coisa que posso dizer é que esse conto não está entre os meus favoritos e infelizmente não é o melhor cartão de visitas para o livro.

O segundo conto é "A Escuridão" e apesar de trazer um lugar-comum das histórias medievais e alguns erros de pontuação, ainda assim, o enredo é interessante. A história aconteceu um pouco rápido demais para o meu gosto, mas gostei da forma que a autora tratou a jornada do herói até o final deste conto.

"Factum Est" foi a minha história favorita deste livro, quase empatando com um dos últimos contos que falarei mais a frente. Com uma boa narrativa e com personagens bem construídos aliados a uma escrita bem estruturada e um enredo emocionante, o conto correu como uma cena de filme em minha cabeça. Talvez tenha me impressionado porque o conto me surpreendeu pela abordagem voltada a religião católica. Ah, nada como o Clero para nos remeter à idade das trevas.

O quarto conto é "O Crime da Corte", gostei bastante da forma como a história seguiu, apesar de cair no cliché da paixão proibida com pitadas de inveja e intriga, foi interessante o desenvolvimento que a autora deu até o final da história.

Percebam que eu estou tentando ser o mais rápida possível na descrição e apenas introduzir as coisas que apreciei e não me agradaram durante a leitura. Contos são pequenos e se falarmos muito deles, podemos acabar revelando algo indevido. Eu é que não quero matar a surpresa que o livro pode proporcionar a vocês.

O quinto conto se chama "O Arqueiro e o Leão" e traz uma metáfora muito legal que faz mais sentido ao final do conto. Um dos que estão totalmente no meu top 10 deste livro. Bem escrito, história com um bom desenvolvimento e personagens bastante interessantes. Ao mesmo tempo em que encontramos o cliché do monarca que deixa o poder subir à cabeça, isso não mata a história, pelo contrário, dá o tempero perfeito para que a trama se desenrole de forma primorosa.

O sexto conto foi "Heliomachia: o advento da Lua" e foi o conto que menos me agradou durante a leitura. Não me levem a mal, mas é que a narrativa saía confusa e eu me perdia entre as linhas e me afogava em meio as informações e palavras jogadas ali no texto. Eu tentei lê-la pelo menos umas 3 vezes para entendê-la, mas foi em vão. Eu não entendi a mensagem que o autor quis passar, vai ver foi um problema comigo, vai saber. Mas o conto não me cativou, infelizmente.

"O Torneio" é o sétimo conto da antologia e nos traz um daqueles duelos pela mão da amada. Situação cliché, mas personagens originais e esse detalhe muda a forma como olhamos essa cena sempre tão utilizada em filmes e histórias dessa temática. Uma boa ideia a da autora.

O oitavo conto é da Roxane Norris e eu sou suspeita para falar porque sou fã incondicional da escrita dela antes de ela ser publicada, gostei bastante de "Incubus" (o título do conto dela nesse livro). Gostei muito das referências que ela utilizou e da forma que desenvolveu seu conto e a escrita, como sempre, bastante gostosa de se ler.

Gostei bastante também do nono conto "Pela Honra e Pela Glória", foi o primeiro conto que envolvia mais o tema medieval com a fantasia medieval em si, citando "raças" que costumamos ver em jogos de rpg medievais que encontramos afora. Orcs, elfos... estava esperando um em que eles dessem o ar de sua glória, encontrei nesse fabuloso conto.

Vamos adiante, só faltam mais 9 pessoal! Hahahaha!

O décimo conto se chama "O Lenhador" e embora o enredo não seja de toda originalidade do mundo (afinal essa temática é muito explorada), a forma como o autor elaborou sua história fez dela especial e é exatamente isso que importa. Gostei dos elementos utilizados no enredo.

"A Rainha Negra" está definitivamente no top 5, o décimo primeiro conto nos traz uma história que - para mim - soou original. Começa como um sonho bom e termina como um doce pesadelo. Bem escrito e desenvolvido, o final me surpreendeu.

Ah, esse conto está empatado no meu coração em primeiro lugar com o conto "Factum Est" mencionado lá em cima, esse conto - "A Cigana" - traz uma atmosfera deliciosa e sedutora. Eu poderia ler um livro com a personagem criada por Rafael Leoni. Conto bem escrito, personagem maliciosamente adorável e o final surpreendente. Muito bem desenvolvido o plot criado para esse conto.

"Cinco Minutos" traz um conto curtinho e bastante interessante. Confesso que eu não esperava encontrar um conto como esse nessa antologia. O décimo terceiro conto nos surpreende em suas últimas linhas.

O décimo quarto conto não poderia ser mais agradável. "Da Terra aos Céus" nos apresenta a um personagem que nós não vemos ser muito explorado por aí, bem, o protagonista é um anão. Eu gosto de anões. Um dos meus episódios favoritos da série Once Upon a Time é o episódio do zangado. Rodolfo Santos soube criar e desenvolver muito bem sua história e seus personagens. Viajei junto através dos céus e das aventuras que esse conto nos traz.

"O Pacto" de Mario Lopes nos brinda com uma história bastante original e com uma escrita adorável. O final soa um tanto previsível, mas não frustra o leitor. Um conto feito na medida exata para o suspense e para passar a mensagem desejada pelo autor.

Quase pulo sem querer o décimo sexto conto aqui na resenha, ironicamente ele se chama "Idade das Trevas: Talismãs Esquecidos", não duvidem da qualidade do conto, eu é que sou meio tapada mesmo. A história que nos é apresentada aqui é encantadora, bem amarrada e possui ótimos personagens, além de um enredo cativante.

O décimo sétimo conto foi bastante entusiasmante, em "O Papel do Falcão" encontramos uma história bem desenvolvida e com um final interessante. Achei o plot elaborado de maneira original e a escrita agradável.

Por fim, temos o conto "Avalon" do organizador da Antologia. Apesar dos pesares, não gostei tanto deste conto quanto de outros que li anteriormente, mas ele não deixa de ser especial. Fica difícil escolher os melhores dentre tantos contos que possuem abordagens tão diferentes e bem escritas de passagens da idade média. Esse soa diferente de todos que li anteriormente, é um conto que nós acabamos interiorizando mais a ideia que o autor quis passar. Acabei me questionando bastante durante a leitura.

E como estou há tanto falando do ranking, vou colocá-lo aqui, autores, não fiquem chateados. Eu gostei muito de muitos contos aqui e fica complicado escolher, mas por afinidade a algumas histórias, resolvi elaborar um.

  • 1 - Factum Est
  • 2 - A Cigana
  • 3 - Da Terra aos Céus
  • 4 - Incubus
  • 5 - A Rainha Negra
  • 6 - Idade das Trevas: Os Talismãs Esquecidos
  • 7 - O Pacto
  • 8 - O Arqueiro e o Leão
  • 9 - O Papel do Falcão
  • 10 - Cinco Minutos
  • 11 - A Escuridão
  • 12 - O Lenhador
  • 13 - O Crime da Corte
  • 14 - O Torneio
  • 15 - Pela Honra e Pela Glória
  • 16 - O Grito de Aron
  • 17 - Avalon
  • 18 - Heliomachia: o Advento da Lua.

Xoxo,

Julliana.



Eu ♥ Oportunidades: Antologias da Estronho Editora


 

Malditas - As Casas Tem Atmosfera
Organização: Celly Borges
Prazo: até 20 de maio de 2012.

Regulamento!


Tema: "O tema casas desperta enorme interesse em alguns autores. Principalmente em quem escreve terror e horror. Muitos já criaram histórias extraordinárias nesses locais, como Jay Anson em Horror em Amityville e 666 – O Limiar do Inferno; Richard Matheson em Hell House; Shirley Jackson em A Assombração da Casa da Colina; e tanto outros...

Um assunto tão repleto de simbolismo, magia, crueldade...

Então proponho aos autores que se aventurarem, numa época passada, pelos cômodos de uma casa, que depois de muito tempo abandonada, pessoas chegam para habitá-la... Nada de bom escondem essas paredes, lembrem-se que casas têm atmosfera, guardam nelas o passado e quando menos se espera, ele volta e presenteia os moradores com as atrocidades cometidas algum dia e, por motivos explicados, manipulam essas pessoas, que sofrem toda sorte de pesadelos reais.

Os autores devem criar contos que tenham o medo, o horror, o terror, numa narração rica, ao estilo dos autores clássicos do gênero, que façam os leitores evitar o livro à noite. Contem as suas versões da casa. Sejam cruéis."



Página oficial da Estronho.
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Suburbia - Filhos da Guerra
Organização: M. D. Amado
Prazo: até 01 de junho de 2012.


Tema: "Após a Segunda Guerra Mundial as nações envolvidas não sabiam o que fazer com um grande problema que lhes restou: homens, mulheres e animais que antes e durante o conflito foram tratados como meros objetos de pesquisa. As mais diversas atrocidades eram escondidas sob o tapete de cada país como se os líderes de outras nações não soubessem... mas sabiam. 

Quando os ânimos começaram a se acalmar e a vida lentamente voltou ao seu rumo, ao seu cotidiano, uma cúpula de homens poderosos se reuniu secretamente para tentar responder a pergunta: o que fazer com os filhos da guerra? 

Deveriam simplesmente matá-los? Essa era a opinião de uma parte dos governantes. Mas do outro lado, líderes desconfiados não sabiam se o interesse em acabar com as provas vivas de todas aquelas atrocidades, escondia algo pior. E de certa forma, manter essas provas ao alcance de todos os envolvidos, fazia parte da política do “Se eu não contar o seu segredo, você não conta o meu... mas se fizer algo, vamos juntos para a fogueira”. 

Depois de quase duas semanas de discussão, nasceu o Projeto Suburbia, que consistia em confinar todas as pessoas e animais utilizados em todo e qualquer tipo de experiência em nome da guerra, em um local específico, inclusive para poder continuar o monitoramento de algumas pesquisas, mesmo que à distância.

Isolados do resto do mundo e sempre sob vigília, recebiam apoio de todas as nações envolvidas, mas eram proibidos de abandonar a cidade construída para escondê-los. Ironicamente, uma estrutura provida de muitos confortos que não podiam ser aproveitados por pelo menos metade de seus habitantes. Quem tentasse fugir receberia como punição a morte imediata, o que, em alguns casos poderia ser considerado um presente.

 As piores vítimas, contaminadas ou torturadas a níveis extremos, foram sentenciadas a viver nos subterrâneos de Suburbia. E muitos deles poderiam ser chamados apenas de seres, pois de humanos não lhes restavam quase nada.

Suicídios eram comuns entre os moradores, porém muitos sonhavam com dias de liberdade, movidos por uma falsa promessa de que estudos estariam sendo feitos para curá-los... e também haviam aqueles que só pensavam em vingança.

Recebiam alimentos e todo tipo de suprimentos através de aviões das forças aéreas dessa bizarra aliança da vergonha mundial. Pacotes eram jogados em voos rasantes em um campo reservado, próximo a uma grande muralha de pedra que fazia as vezes de torre de segurança na parte sul da cidade. No alto dessa montanha devidamente camuflada, homens ficavam de prontidão, com ordens para matar qualquer um que tentasse fugir. Não só ali, mas no entorno de toda a área de Suburbia. Casamatas, trincheiras e até um quartel general disfarçado de vila ao longo da estrada mais próxima, que ficava a cerca de 20 km. Todo tipo de artifício era utilizado para esconder o depósito de lixo humano que se formou no meio daquele deserto, conhecido por pouquíssimos generais de guerra e poucas centenas de soldados que não seriam loucos o suficiente para entregar sua localização. 

As perguntas que ficam aos autores que por ventura queiram contar a história de Suburbia são: o que aconteceria se alguém conseguisse fugir desse inferno? E se algum cidadão fosse parar por engano em tal lugar? Como é a vida dentro de Suburbia? Existem crimes comuns como em toda cidade? Monstros... assassinos... criaturas estranhas, resultado de experiências inimagináveis?


Boatos dão conta de que alguns conseguiram escapar pelos subterrâneos. Mas para onde foram? E se existiram mesmo essas rotas de fuga, não teria sido possível que outros seres viessem desses lugares para explorar a superfície?

Existem sobreviventes de Suburbia? Você... sim, você... seria um deles?"

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E Se Al Capone Fosse Mulher?
Organização: M. D. Amado
Prazo: até 20 de junho de 2012


Tema: "Acreditamos que seja dispensável a apresentação de Al Capone, provavelmente o gângster mais famoso e mais temido dos Estados Unidos. Mas se você ainda não conhece muito bem a sua história, pode começar com o básico pesquisando no Wikipedia.

Mas a pergunta que a Editora Estronho deixa para ser respondida é: E se Al Capone fosse mulher?

Embora Al Capone esteja no título dessa antologia, ele e a máfia italiana que agia no Estados Unidos nas décadas de 1920/1930 servem aqui apenas como referência. O que realmente almejamos para esse livro, são histórias envolvendo mulheres poderosas no controle de familias mafiosas dentro ou fora dos Estados Unidos. Como seriam os negócios sujos, sob o comando delas? E o quanto seriam cruéis com seus inimigos ou traidores?

E para que as histórias fiquem ainda mais carregadas da alma feminina, somente serão aceitos contos escritos por mulheres. Sim, essa é nossa terceira antologia voltada apenas para as escritoras. Insanas... elas matam! e Steampink, publicadas pela Editora Estronho, já deram provas mais do que suficientes de que sobra talento e criatividade entre nossas autoras. O que falta mesmo no mercado é oportunidade para que elas soltem o verbo, literalmente falando.

Venham fazer parte dessa gang junto com nossa autora convidada Valentina Silva Ferreira, escritora portuguesa, autora do romance Distúrbio e participante de várias antologias dentro e fora da Editora Estronho."

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Série Terrir
Organização: Celly Borges e M. D. Amado
Prazo:
  • volumes 1 e 2 de 27 de outubro de 2011 até 27 de março de 2012;
  • volumes 3 e 4 de 27 de dezembro de 2011 até 27 de maio de 2012;
  • volumes 5 e 6 de 27 de fevereiro de 2012 até 27 de julho de 2012.


Tema: "Já que na Editora Estronho as coisas não precisam ser assim tão sérias - não usamos terno para editar nem para escrever - por que não relaxar e zoar com a literatura fantástica um pouco?

A Série Terrir tem como proposta misturar elementos fantásticos e personagens clássicos, com muito humor e clichês a dar com o pau... Isso mesmo! Clichês serão muito bem-vindos nos contos e quadrinhos que serão selecionados para esta série. Você poderá participar com um conto, com quadrinhos ou ainda com os dois. Cada volume tem seu tema específico.

Tem uma ideia legal e não sabe desenhar nem boneco palito? Forme uma dupla com algum ilustrador e deixe seu lado cômico fluir, mesmo que seja extremamente ridículo, bobo e claro... super clichê.

Temas: Volume 1 - Zumbis; Volume 2 - Assassinos; Volume 3 - Monstros Clássicos; Volume 4 - Monstros Marinhos; Volume 5 - Bruxas e Volume 6 - Medieval. Teremos ainda os temas: Gatos Malditos, Vale dos Dinossauros e A Conquista do Espaço."

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Acordes Fantásticos - Paranóia
Organização: Felipe Santos e M. D. Amado
Prazo:até 20 de junho de 2012.


Regulamento!


Tema: "Bem-vindo ao Centro Psiquiátrico Machado de Lucas. Com seus duzentos e cinquenta anos de existência, é considerada a detenção mais temida do país, abrigando o pior tipo de loucos que o Brasil pode oferecer. Eu o convido a guardar sua sanidade numa caixa com objetos cortantes e inflamáveis e dê ao guarda antes de entrar. Ouça atentamente às minhas instruções. Retire brincos, anéis, canetas – nada que possa ser usado como arma pode entrar aqui. Ordem direta da Dra. Alessandra Guimarães, a diretora-chefe desta instituição macabra. Você está preparado para entrar por esses túneis emanando um cheiro impregnado de clorofórmio, mofo e com algo mais doce, difícil distinguir, talvez sangue? Então venha ouvir os gritos desesperados e ensandecidos dos detentos, as risadas que gelam o coração de pavor dos inocentes e os choros entristecidos. Veja como a mistura desses sons forma uma bela e harmoniosa orquestra, lamuriosa e insana ao mesmo tempo. Todos os detentos apresentam sérios distúrbios mentais e uma ficha criminal de metros de comprimento. Muitos ficaram famosos por terem seus crimes estampados nos principais jornais do país. Venha ouvir suas histórias, tente entender suas mentes doentias e macabras; apenas tome cuidado para não perder a sua própria sanidade. 




Alguns pacientes vão alegar inocência, dizendo que foram coagidos por forças sobrenaturais. Outros simplesmente assumem serem os monstros que são. Ouça também os funcionários; muitos abandonaram o emprego. Os mais supersticiosos irão te contar algumas histórias macabras que rondam os corredores escuros e mofados da instituição. Irão falar dos espectros de antigos pacientes e funcionários que ainda vagam pelos corredores mesmo após décadas das suas mortes. Eu também não acredito nessas histórias, mas adoro contá-las para os meus amigos. Quer conhecer uma? Dizem que em 1975, o diretor do instituto, para abafar uma das rebeliões mais sangrentas da história do país, mandou selar com tijolos e cimentos uma ala com mais de trinta pacientes e dez reféns. E ninguém sabe até hoje onde fica esta ala. Melhor então nem contar da ala de psiquiatria infantil que o próprio imperador D. Pedro II mandou fechar. Um presidente da república mandou queimar papéis que mostravam que durante a ditadura muitos presos políticos foram encarcerados e mortos no centro. Dizem até mesmo que um dos generais da ditadura foi enviado para lá quando a democracia voltou ao país. Mas estamos perdendo tempo aqui. Por favor, prepare-se para entrar e tente manter sua sanidade intacta. Afinal você não vai querer ficar aqui por muito tempo...




Nesta antologia, o tema central são contos baseados no Centro Psiquiátrico Machado de Lucas, seus corredores, sua história, seus funcionários e seus detentos, vivos ou mortos. Use a sua imaginação para contar histórias dos assassinos seriais com as temáticas suspense, policial, terror, fantástico e sobrenatural tendo a paranoia como seu mestre-guia. Entre em suas mentes doentias e conte-nos sua história, pode ser sangrenta, conspiratória ou apenas psicológica. Você é livre para usar qualquer elemento direto ou indireto que faça alusão a seres fantásticos (demônios, possessões, vozes do além, anjos, fadas, vampiros, lobisomens, lendas nacionais). Não se atenha ao presente, histórias centradas em acontecimentos no passado também serão bem-vindas. Afinal são 250 anos de existência. Está preparado? Mesmo? Então embarque nesta nova antologia e boa escrita!"
Não percam tempo, e preparem seus textos! O mundo literário não pára!!!!

Merry Meet!

Roxane Norris


Eu ♥ Momentos Literários: Evento de Lançamentos Andross - 1ª Parte


Olá, amigo leitor! Você se lembra daquele evento respeitável da Andross para lançar suas novas antologias de contos? Aposto que sim. Adivinha quem estava lá? Se você pensou na nossa querida blogueira Roxane Norris, é claro que acertou, pois um texto dela está entre as excelentes histórias medievais narradas em Anno Domini – Volume II.  Porém, ela não foi a única blogueira do Eu♥Livros presente nessa festa. Eu mesma fui ao evento dar um abraço na minha amiga, comprar livros da Andross por preços promocionais, e ainda gastei meu sotaque interiorano preparando entrevistas bacanas para o nosso blog. Entrevistas não, até porque não sou nenhuma repórter. Eu conversei bastante com o pessoal e vou passar para você um pouquinho desse bate papo. Tentei, principalmente, descobrir qual é o grande barato da experiência para os escritores que estavam tão felizes com seus lançamentos. Cada um deles tem uma razão particular para recomendar que todos que gostem de escrever aproveitem esse tipo de oportunidade. Quem sabe eles não te convencem a se tornar um colega escritor numa próxima antologia?


Diógenes Sobrinho



Anno Domini – Manuscritos Medievais - Volume II


 

Diógenes Sobrinho é professor de biologia, fotógrafo, fez mergulho, e agora escreve. Sua filha, Meline Hoch, e sua irmã, Roxane Norris, também estão entre os autores de Anno Domini - Volume II. Prova de que o talento é de família, não é?

E♥L - Diógenes, seu conto está em Anno Domini – Volume II. Você sempre quis escrever sobre essa temática medieval ou foi a proposta da antologia que te chamou a atenção?

DS - É um tema que na verdade eu gosto. Há muitos anos eu tinha um grupo de teatro que, entre outras coisas, acabava inventando histórias que tinham essa coisa do medieval. Mas eu gosto de escrever. Eu já escrevi outros tipos de contos também, mas não desse cunho. Então quando apareceu essa proposta, juntou com essa coisa que eu já gostava. Foi bem legal ter aparecido.

E♥L – Então você já tinha uma idéia inicial do que queria fazer numa antologia dessas?

DS – Esse conto em particular eu fiz assim: apareceu a proposta, eu peguei um dia e comecei a escrever. Depois, acertei, aumentei um pouquinho, melhorei o enredo, e então saiu o conto da forma que é. Foi a primeira idéia efetivamente voltada para isso.

E♥L – Na temática medieval, existe outra obra, pode até ser de outra mídia, que tenha te inspirado a construir o conto?

DS – Certamente. Até por conta desse grupo que eu tinha. A gente tinha a idéia de, além dos clássicos, obviamente, ver contos como os do Tolkien, não só O Senhor dos Anéis, mas também outros que na década de 80 voltaram a aparecer por aqui. É da mesma época também o lançamento do filme Excalibur, que foi um clássico, por sinal. Houve a influência desse tipo de coisa. É algo que a gente gostava. Só o conto em si que não tem influência na história.

E♥L – Entre os autores publicados hoje pela Andross tem algum, ou mais de um, que você curta o trabalho?

DS – Bom, eu sou suspeito! (Risos) Tem a minha filha nesse livro, e a minha irmã também nesse livro. Na verdade, eu ainda não parei para ler os contos. Li as revisões que a editora mandou da minha filha e da minha irmã. Gostei muito dos dois, mas não posso dizer dos outros que não li ainda. De momento, não posso recomendar esse ou aquele outro. Mas, em geral, a seleção é muito bem feita. O outro livro que eu tive contato, que foi Moedas para o Barqueiro II, por conta da minha filha, teve uma seleção muito criteriosa e os contos são muito bons. É bem legal. Como não li todos os livros, não posso dizer qual é o mais recomendável, mas são contos bem selecionados e bacanas.

E♥L – Vale a pena para o autor participar de coletâneas como essas, não é?
 
DS – Muito! Principalmente para quem não tem aquela produção grande, aquela base para estar escrevendo... Esse conto, por exemplo, é um resumo, uma síntese, de uma história que eu tenho, e penso em aumentar e transformar em livro independente. Então o conto dá margem para você imaginar histórias que levam àquela situação que o conto descreve. E vale muito a pena como, com a minha filha. Ela teve um conto naquele livro, agora outro nesse, e gosta de escrever. Eu acho sensacional essa iniciativa de abrir para o público com condições acessíveis, não é uma coisa cara e exorbitante. Dá para você fazer. O pessoal é muito acessível. Todas as pessoas que eu tive contato, em todos os níveis, desde o Edson [Rossato] até o pessoal que manda as revisões é assim. E o legal é que dá para ver muita garotada aqui. Quer dizer, é muito legal porque acaba despertando o jovem a ver que consegue, ver que pode. Porque tem pessoas que estão escrevendo mas não sabem como publicar, acham que é impossível. Então é uma iniciativa muito bacana que vale muito a pena. Muito mesmo.



Vitt Mazini



Bola de Pelo – Contos sobre gatos

 
Vitt estava cercada de amigos no evento, distribuindo sorrisos e simpatia. Fiquei bastante surpresa ao encontrar uma galera tão jovem e tão entusiasmada em falar sobre literatura. Fui apresentada a autora pelo autor e professor, Diógenes Sobrinho, que dá aulas de biologia à garota. Nosso papo foi rápido, mas deu para perceber pela felicidade da Vitt com essa estréia no mundo literário, que ela não vai parar por aqui.

E♥L – Vitt, é a sua primeira publicação, certo? Como surgiu a idéia de escrever para a Andross?

VM – Então, eu fiquei sabendo que a Andross publicava contos através de uma amiga. Eu me interessei realmente muito, porque sempre escrevi e sempre guardei meus contos. Aí eu falei “Vou tentar mandar alguma coisa”.

E♥L – Então já era um conto pronto?

VM – É... Mais ou menos. Na verdade eu tive a idéia na hora. Levei uma hora pra ter a idéia e para escrever foi bem rapidinho. Mais ou menos meia hora.

E♥L – Nossa! Que trabalho rápido! Bola de Pelo são gatinhos e coisas fofas. Você pretende seguir nessa linha ou já tem contos diferentes preparados para próximas antologias?

VM – Eu gosto muito de falar sobre miséria, fome... Acho mais legal do que coisas fofas. (Risos) Ação social é legal também, né?

E♥L – Com certeza. Tem algum plano próximo de publicação?

VM – Então... Ainda não sei. Eu publico muitas fanfics. Adoro escrever fanfic. Mas estou pensando em escrever uma história sobre vampiros. E também quero tentar publicar um livro que conta a história de um casal homossexual, e vai falar sobre as dificuldades que eles enfrentam.

E♥L – Da Andross, você já leu alguma coisa antes ou veio pra editora diretamente para lançar?

VM – Eu tinha lido Moedas para o Barqueiro, porque foi a publicação da minha amiga. E agora eu pretendo ler outros. Já tinha comprado bastante, só não li ainda pela falta de tempo mesmo.

E♥L – Como escritora iniciante, você considera essa publicação pela Andross uma boa experiência para quem está começando?

VM – Sim! É muito gratificante. Você já fica sabendo mais ou menos como funciona. Eu adorei. E você se sente incentivado a continuar escrevendo. É muito legal.


Regiane, mãe da Vitt




Aproveitando que, entre a galera da Vitt, esta também a mãe orgulhosa da escritora, fui conversar com a dona Regiane Manzini sobre o que ela estava achando desse grande passo da filha.


E♥L – Como foi pra você a notícia de que sua filha estava escrevendo para participar dessa seleção? Foi uma surpresa?

R – A Vitória foi sempre uma boa leitora. Quando surgiu essa oportunidade, nós ficamos muito surpresos, porque é uma grande oportunidade, primeiro pra ela mesma, pra mostrar o quanto ela é capaz, e segundo, para mostrar o trabalho dela. Então, eu achei maravilhoso. A gente apoiou, e apóia, porque é importante. Eu acho que o Brasil precisa de leitores e escritores.

E♥L – Com certeza. Você acha que é uma carreira que sua filha pode seguir? Pelo pouco contato que vocês já tiveram com o mercado editorial, acha que é difícil demais no Brasil viver de literatura?

R – Não. Eu acho que melhorou muito e está mais fácil. E é uma carreira que eu tenho certeza que se ela se dedicar, ela conseguirá seguir.

E♥L – Na família tem alguém que trilha os mesmos passos da Vitória?

R – Meu marido já escreveu poesias e publicou um livro. Lá em casa nós somos leitores. Então desde pequenininha, nós a estimulamos muito. Isso foi importante, porque ela teve o pai como inspiração. E o professor dela, né? Professor e amigos também a estimularam.

E♥L – Que sortuda! Então a sua casa é um modelo de que para se criar bons leitores e até bons escritores, vale o exemplo dos pais com a leitura...

R – Com certeza. Exemplo é tudo, né?

E♥L – E o evento? Era isso mais ou menos o que você estava esperando de um lançamento de livro pela Andross?

R – Não... Está acima das minhas expectativas. Eu acho que é uma oportunidade de conhecer pessoas, outros autores, compartilhando as dificuldades... Está um evento maravilhoso. Estou gostando muito.



Victor Vargas



Tratado Secreto de Magia – Contos de magia, feitiçaria e bruxaria – Volume II

Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo – Volume II


Victor Vargas é autor do minilivro produzido de forma independente Isidora encontra o herói acorrentado, que foi distribuído durante o Fantasticon 2011 para o público. Em breve, um romance do autor será lançado pela Devir Editora. Anotem aí as dicas que o rapaz deu de autores de contos para se inspirar. Todos são verdadeiramente maravilhosos.

E♥L – Victor, seus contos estão em dois livros da Andross. Você escreve muitos contos para antologias assim? É algo que você busca saber que está saindo pra participar ou isso foi um golpe de sorte?

VV – Olha, essa foi a primeira vez que eu participei de um concurso de contos. Foi até estranho, porque o tema que estou mais acostumado a escrever é relacionado a fantasia, que cairia no Tratado Secreto. Agora, com o Dias Contados foi uma experiência de realmente tentar uma coisa nova.

E♥L – Então pode-se dizer que a entusiasmo pro Tratado Secreto de Magia você já tinha, mas o Dias Contados foi um desafio?

VV – Sim, foi uma experiência nova. Tentei buscar algumas coisas de outros autores, dar uma olhada como é que era esse tipo de literatura, e produzir alguma coisa minha.

E♥L – E qual foi essa inspiração para escrever seu conto em Dias Contados?

VV – Eu tenho um conto do Richard Matheson em que ele fala de um fim do mundo pessoal, relacionado mais à pessoa do que ao evento. Achei isso bem bacana. E foi o que me chamou mais atenção.

E♥L – Anotada a dica. E pro Tratado Secreto de Magia, já que você gosta bastante de fantasia, quais são as obras que te ajudaram a construir sua história?

VV – Quem ler o conto vai ter uma visão bem clara de várias obras, porque é uma brincadeira com diversos vilões que existem na literatura fantástica. Então, eu acho que o estilo do conto lembra um pouco Terry Pratchett, Douglas Adams... Um pouco mais caricato. Mas eu usei vários personagens de várias histórias para montar o conto.

E♥L – Bacana! E para suas próximas publicações você já decidiu que linha vai seguir? Continuar com a fantasia, ou você gostou da brincadeira com Dias Contados e vai buscar Apocalipses futuros?

VV – Ano que vem vou lançar no primeiro semestre um romance pela Devir Editora, que é uma fantasia, mas não tanto dragões ou coisas assim. É mais sobre automóveis, mais baseado no nosso cotidiano do que uma alta fantasia. É uma fantasia mais urbana. Por enquanto, estou focando nesse trabalho.

E♥L – Pra você que já está com um lançamento pronto para sair, qual é a importância dessas antologias da Andross?

VV – Principalmente ver o trabalho de outras pessoas e saber o que as pessoas vêem do seu trabalho. É interessante entrar em contato com outros autores que passam por bastante coisa que você passa ou que você vai passar, e aprender com eles. Também ver o que o público vai dizer a respeito de uma publicação menor sua. Ter uma idéia de onde você está errando, onde você está acertando...






Debora Gimenes


Anno Domini – Manuscritos medievais – volume II

Bola de Pelo – Contos sobre gatos

Jogos Criminais – Contos policiais – Volume II

 
Debora Gimenes não economizou na criatividade para emplacar três contos entre as antologias da Andross. Esse não era o primeiro lançamento de Debora. Essa versátil autora já publicou em antologias da Andross e da Literata.

E♥L – Debora, que variedade de assuntos! Você foi escrevendo sob encomenda para cada proposta da Andross?

DG – Esses foram feitos para as propostas da Andross. Mas outros que eu publiquei antes, alguns eu já tinha feitos, e outros escrevi para antologias.

E♥L – Qual desses temas você tem mais facilidade para escrever?

DG – Policial. Eu quero escrever mais a respeito desse tema e, quem sabe, até um livro... Ou mais contos. Já estou escrevendo um em especial, mas tem um pouquinho de fantástico.

E♥L – Você que é veterana pode dizer se entre as outras antologias da Andross e essas que estão sendo lançadas hoje, você reparou alguma diferença no processo?

DG – Estou percebendo que no Bola de Pelo e no Tratado Secreto de Magia, no qual não estou, tem muito adolescente.  Eu acho isso incrível.

E♥L – Pra você, qual é a grande vantagem de participar de várias antologias como essas? Pro autor, qual é o prêmio?

DG – Se tornar conhecido, porque é difícil publicar quando você está iniciando. Aí você fica mais conhecido, faz novas amizades... E a Andross dá um apoio pra quem está começando que nunca vi nenhuma outra editora dar.




Pessoalmente, posso dizer que os leitores são tão beneficiados quanto os escritores, pois já li dois desses lançamentos, e gostei muito do conjunto da obra. Depois dessa experiência, pretendo ficar mais atenta aos lançamentos de antologias nacionais, não só as da Andross, mas de todas as outras editoras que vêm fazendo esse tipo de trabalho tão legal e tão necessário à nossa literatura. Na próxima parte da nossa cobertura do evento, a dona Roxane Norris vai explicar como foi para ela o lançamento da primeira publicação. Papo de autor para leitor. Até lá!







Estefânia

























 
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