Eu ♥ Resenhas: Pollyana


Título Original: "Pollyanna"
Autor (a): Eleanor H. Porter
Ano: 2007.
Número de páginas: 192
Editora: Martin Claret
Edição: 2ª Reimpressão.
Tradução: Luiz Fernando Martins.

  

Provavelmente quem ler a sinopse desta obra pensará de imediato que é um livro de auto-ajuda disfarçado. Devo dizer que seu pensamento não estará completamente errado, mas não é por isso que Pollyanna não será um livro bom. Eu, particularmente, não aprecio muito o gênero “auto-ajuda”, mas esse livro me foi tão bem recomendado que eu fiquei louca de vontade para lê-lo o mais breve possível e não me decepcionei. Por quê? Porque Eleanor H. Porter consegue fazer tudo fluir de forma tão delicada e adorável que isso não incomoda. É impossível não se identificar pelo menos um pouco com algum personagem, seja ele qual for.

A história se inicia na casa de Miss Polly Harrington, tia de Pollyanna, e logo podemos perceber a personalidade ríspida da personagem. Também podemos notar Nancy, a bondosa empregada que não gosta muito das atitudes da patroa e definitivamente desaprova a forma como ela trata a sobrinha. Porém, Pollyanna não reclama da frieza ou distância da tia e chega até a repreender Nancy por ficar irritada em seu lugar. A menina se mostra cada vez mais uma criança peculiar, sempre sorridente e positiva, vendo sempre (com ênfase no sempre) o lado bom das coisas, mesmo que pareça impossível haver um lado bom – acredite ou não – Pollyanna encontra algo para ficar contente, até porque esse é o nome do seu jogo.

 Esse fabuloso jogo denominado “Jogo do Contente” que Pollyanna aprendeu com seu pai acaba contagiando a todos e mudando suas vidas. É claro que às vezes sentimos vontade de sacudir Pollyanna e dizer-lhe que ela pode ficar irritada e triste. Mas talvez isso seja apenas um lado nosso que não consegue se conformar com tudo que acontece em nossas vidas. Pollyanna consegue e tira proveito disso, ela consegue ser feliz com praticamente nada enquanto nós queremos ter tudo e nos arrasamos quando não conseguimos. Mas não pensem que Pollyanna será ‘só sorrisos’ ao longo livro, em certo momento, seu otimismo é posto à prova e Pollyanna chega a praticamente perder suas esperanças, fato que comove toda a cidade.

O livro possui uma escrita agradável para os que estão iniciando nesse mundo mágico da literatura. Pollyanna não é escrito de modo tão poético, mas o enredo por si só é a mais pura poesia.

Porém, não vou me prolongar mais neste assunto para não cometer um pecado no mundo das histórias chamado “Spoiler”. Enfim, vale ressaltar que as transformações dos personagens são fantásticas, Pollyanna conseguiu – aos poucos – mudar o ambiente em que ela vivia através de pequenos gestos que atualmente dispensamos por “não termos tempo”. E é isso que torna o livro tão interessante no final de tudo. Não é somente pelos seus pensamentos positivos que proporciona esperança aos mais aflitos, mas também porque Pollyanna – de certa forma – parecia se importar com todos, conversando e contando a eles sobre seu fabuloso jogo. Oferecendo sua amizade a qualquer um, precisassem dela ou não. Hoje, com a globalização, o céu é o limite, porém, muitos de nós ainda nos sentimos solitários e nos trancamos em nossos mundos, ignorando o próximo que talvez esteja precisando de mais de nós até mais que nós mesmos. Entretanto a maioria de nós ainda é egoísta demais para notar a necessidade do outro.
Altruísmo, valor da amizade, positivismo e gratidão são coisas difíceis de ver e compreender atualmente.
Contudo, o livro “Pollyanna” consegue transmitir um pouco disso tudo para o leitor.

Acredito que muitos de nós seríamos muito mais felizes se fizéssemos o “Jogo do contente” todos os dias e, de certa forma, é isso que o livro mostra. Pollyanna encontra vários tipos de pessoas durante o livro, sempre disposta a apenas sorri-lhes para alegrar seus dias. Afinal quantos dias e quantas pessoas poderiam ser salvos se alguém apenas lhe sorrisse e lhe desejasse um “bom dia”?  O livro é um clássico maravilhoso e deveria ser uma leitura indispensável para todos.  Assim como me foi recomendado, recomendo também para todos de todas as idades.

7 comentários:

Anônimo disse...

Este livro marcou a minha vida! Foi quando tomei gosto pela leitura

Julliana disse...

Pollyanna é de fato um livro adorável! É um daqueles que vale a pena ter em nossas estantes para que possamos reler sempre que possível.

Anônimo disse...

Este livro deixa algumas pessoas paranoicas. Com esse tal de jogo do contente. Nós temos sim de ver o lado bom das coisa, mas devemos ter sentimentos normais de um ser humano e não viver em um mundo de faz de conta. Tenho esse exemplo em casa, minha mãe ficou paranoica com esse livro fica tentando ser uma pessoa que não é, ter um sentimento que não existe com pessoas normais. Não recomendo esse livro para ninguém. Esse livro trouxe problema para a minha família. O livro de ajuda com sentimentos que recomendo é somente a Bíblia.

Carolli Márol disse...

Li esse livro no começo do ano e já recomendei ele pra várias pessoas,é uma leitura agradável,eu ria e chorava ao mesmo tempo,e por esse motivo ele se tornou o meu segundo livro favorito (o primeiro é o pequeno príncipe) rs e eu volta e meia me vejo respirando fundo e jogando o tal jogo do contente ( que não me deixou paranoica HAHAHA) rs

Anônimo disse...

Pollyana Moça é tão perfeito quanto esse!

Anônimo disse...

Pollyanna é sem duvida um livro muito interessante e que é gostoso de se ler.
Assim e possivel percerber que não são todos os livros que são chatos de se ler. Pollyanna por exemplo nos faiz pensar muito na vida e como devemos achar sempre um lado bom das coisas, eu recomendo Pollyanna para todos lerem e adorarem...

Marvin (Sérgio Rodrigues) disse...

Ótima resenha. Eu gosto muito deste livro, tanto que o nome de minha filha é Poliana. Um abraço.
http://www.marvincode.blogspot.com

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