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Eu ♥ Resenhas: Amante da Fantasia


Título Original: “Fantasy Lover”

Saga: Dark-Hunter

Autora: Sherrilyn Kenyon

Ano: 2012

Páginas: 334

Editora: Novo Século



          E, finalmente, a saga Dark-hunters foi lançada aqui no Brasil. Estava super ansiosa para possuir esse livro em minhas mãos e não me arrependi de ter gasto meu dinheiro nele! (Mesmo a capa me frustrando, não fazendo jus ao tudo de bom Julian da Macedônia)

        A saga Dark hunters começa com a estória de Julian da Macedônia. Julian não é um Dark-Hunter, e sim, um semideus filho de Afrodite e um general Espartano, embora toda a saga dos guerreiros ainda não seja retratada nesse livro. O  livro é como se fosse um prólogo, já que nos situa em relação aos personagens e ao universo que a autora criou para a saga.

           Em sua sinopse a autora nos da uma ideia do que Julian passa e como se sente:

               
Cara leitora,             
Ficar preso em um quarto com uma mulher é algo formidável. Ficar preso em centenas de quartos durante mais de dois mil anos não é. E ser amaldiçoado dentro de um livro como um escravo sexual pela eternidade pode arruinar até mesmo o dia de um guerreiro espartano.Como escravo sexual, eu sabia tudo a respeito das mulheres. Como tocá-las, como saboreá-las e, principalmente, como satisfazê-las. Porém, quando fui evocado para realizar as fantasias sexuais de Grace Alexander, encontrei a primeira mulher na história que me enxergou como um homem com um passado atormentado. Só ela se importou em me tirar do quarto, levando-me para o mundo. Ela me ensinou a amar outra vez.Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui condenado a uma solidão a uma solidão eterna. Como general, eu tinha aceitado minha sentença havia muito tempo. Porém, agora encontrei Grace... a única coisa sem a qual meu coração ferido não é capaz de sobreviver. Com certeza, o amor pode curar todas as feridas, mas poderá romper também uma maldição de dois mil anos?

               
Confesso que não sou muito fã de livros que começam com uma temática que remeta a algo sexualmente explicito.  No caso Julian, a trama se desenvolve sendo ele um escravo sexual grego amaldiçoado a ficar preso por toda a eternidade dentro de um livro, só podendo sair quando é invocado. Acho apelativo e, aparentemente, a trama seria voltada para a paixão e luxuria, porém ao lermos as páginas, entendemos os personagens e a trama, o porquê da autora os fazer  assim.

Julian era um poderoso general espartano treinado desde a infância nos quartéis, sem família, sem amor, apenas conhecendo a fome, frio e a violência. Já podem imaginar como um bastardo é tratado, né? Julian é descrito à semelhança de Adônis, literalmente como um deus grego, cobiçado por todas as mulheres e invejado por todos os homens, nunca sendo amado por ninguém.

E temos Grace Alexander, psicóloga, sexóloga quase entrando na casa dos 30. Grace é cética e um tanto traumatizada e receosa. Chega a ser irônico alguém que lida com os problemas sexuais dos outros e não consegue ajeitar os seus. Grace, a principio, o rejeita. Não, por não achar Julian atraente, mas sim porque não quer apenas uma relação amorosa e nada mais. Não quer apenas ser usada e depois dispensada, ela é romântica e quer mais do que isso. Ela quer amor e companheirismo.

Além dos personagens principais, somos apresentados a alguns deuses como: Eros, Afrodite, Atena e Príapo. Julian como filho de Afrodite, a deusa do amor, beleza e sexualidade, é meio irmão de Eros (deus do amor) e Príapo (deus da fertilidade). Por tantos traços na família ligados à beleza e sexualidade, posso julgar que seja por isso que a maldição de Julian seja ligada a escravidão sexual.

Mesmo ainda não tendo ligação com a trama recorrente dos guerreiros imortais, os Dark-Hunters, a história de Julian da Macedônia e Grace Alexander é bem explorada, não consegui ver pontas soltas e pra tudo havia uma explicação. Já comprei o próximo livro lançado! O de Kyrian da Tracia (que no caso é o 4º livro, mas o 2º lançado no Brasil), esse sim é a história do primeiro Dark Hunter... Esperem e logo terão essa resenha também, pois a saga é maravilhosa! Não deixem de conferir!

 Beijos

Isabela



Eu♥Resenhas: Alma e Sangue: O Despertar do vampiro



Título Original: "Alma e Sangue: O Despertar do vampiro."
Autor: Nazarethe Fonseca.
Ano: 2009.
Páginas: 410 páginas.
Editora: Aleph.
Edição: 1ª reimpressão.
           
Esse fim de semana estive na bienal de São Paulo, pela primeira vez pude comprar muitos livros (para o meu padrão estudantil foram muitos), e percebi uma preferência pela leitura sobrenatural. Mais especificamente pelos livros vampíricos. Comprei alguns, a maioria de autores brasileiros, e já comecei a ler eles assim que terminei meu último livro do gênero: O Despertar do Vampiro da série Alma e Sangue, da escritora nacional Nazarethe Fonseca.

Desde que conheci minhas digníssimas parceiras de blog e nossas amigas que venho conhecendo mais de autores brasileiros, e com a Nazarethe não foi diferente. Ganhei o livro de presente de aniversário, sem ter ouvido ou livro qualquer tipo de opinião sobre ele, ou seja, comecei a lê-lo no escuro. E não me arrependi.

A história é dividida em quatro partes: Kara Ramos, Jan Kmam, Kara e Kmam e Os restos mortais. Cada fase divide um foco da história. E ela começa assim:
                Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, cujo talento acaba chamando a atenção do milionário francês Paul Rohan, proprietário de um casarão antigo que tem fama de mal-assombrado em São Luis, no Maranhão. Audaciosa, Kara aceita o desafio de reformá-lo para realizar um antigo sonho da família. Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura de mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.
 
E de tal modo a autora nos premia com uma sinopse instigante. E lá fui eu começar a ler a saga de Kara Ramos e Jan Kmam.

Kara trabalha na empresa de restauração da família junto dos amigos Roberto e Alva, que a ajudam com o trabalho bruto e burocrático empresa. A família de Kara Ramos sempre teve o sonho de restaurar o brilho de um velho casarão abandonado pelos donos há séculos, esse sonho pode ser realizado, quando o advogado Lambert entra em contato com a empresa dos Ramos afirmando que seu cliente quer uma restauração ao casarão, pois pretende firmar moradia permanente na cidade. Kara junto de sua equipe começa a reforma e restauração da casa, explorando o local ela encontra uma grande porta trancada, a porta do sótão. O que ela não sabe é que ali está adormecido há mais de um século o vampiro francês Jan Kmam. Numa das noites em que Kara fica por último para encerrar tudo que estava pendente, Kman e ela se encontram e tudo na vida de Kara muda para sempre.

Esse é o início da aventura sobrenatural dessa jovem viúva. Sim, Kara Ramos se destaca também pela sua personalidade, ela já é uma mulher mais vivida e amadurecida, até mesmo endurecida pela vida. Teve seu marido assassinado, o que lhe provocou um grande trauma fazendo-a fechar-se para o amor.

Jan Kmam, nosso lindo, loiro, charmoso vampiro francês, é racional, porém cheio de sentimentos e fogo. Ele quer vingança pelo que lhe fizeram e não tem pudor em matar ou usar as pessoas a sua volta se for para alcançar seus objetivos. Assim que ele encontra Kara, ele se mostra um ser de sangue frio e assassino. Mas com o passar do tempo, é claro, a paixão e o amor vão surgindo e amolecendo essa alma machucada pelos velhos acontecimentos.

Diferentemente dos vampiros feitos recentemente em alguns romances Young-Adults, os vampiros de Nazarethe Fonseca seguem mais a linha madura de Anne Rice, mostrando mais um mundo obscuro e boêmio. Seus vampiros seguem a linha mais clássica, onde o sol é seu inimigo mortal e eles matam suas vítimas ao se alimentar delas.

Nesse primeiro livro o foco é mais no casal principal e no grande vilão, o grande rival de Jan Kamam. Mesmo assim somos apresentados a personagens que devem ter bastante importância nas outras três obras, como Vítor, um grande amigo de Kara que a ajuda nas horas mais difíceis; Otávio, o criador de Jan; Asti, sua parceira e Ariel, o rei.

Sim, o Rei Vampiro. Nazarethe Fonseca teve toda a criatividade de fazer todo um universo vampírico, com um conselho, leis, direitos e deveres, tudo para se manter o controle e a ordem. Tudo muito bem estruturado.

Temos alguns antagonistas, e o principal deles é Gustave Rohan, cria de Jan Kamam, um desgraçado, ingrato, invejosos, ladrão e assassino. Ou seja, alguém que consegue cumprir o seu papel de te proporcionar grande ódio e revolta a cada página que lemos.

Terminei o livro recentemente, e quando você vai chegando ao final, e acha que tudo acabará bem, o livro entra num clímax estilo final de capitulo de novela. Daqueles que te dá raiva por ter acabado, e o desejo louco de já estar com o segundo livro do lado para que sua curiosidade findada nesse instante! (Assim que pagar todos os livros que comprei na bienal, eu comprarei o segundo da série, tenham certeza)

Com apenas algumas ressalvas sobre sua criação, penso que o livro seja muito bom, com bons personagens e uma história, principalmente a do protagonista, muito bem estruturada. Vale à pena conferir.


Beijos,

Isabela


Eu ♥ Resenhas: Amor Vampiro

 
Título Original: Amor Vampiro
Autores: Adriano Siqueira, André Vianco, Martha Argel, J. Modesto, Nelson Magrini, Regina Drummond, Giulia Moon
Ano: 2008
Número de Páginas: 176
Editora: Giz Editorial
Supervisora Editorial: Juliana Medeiros

Eu ♥ Resenhas: O Mundo de Vidro



Título Original: O Mundo de Vidro.
Autor: Maurício Gomyde.
Ano: 2011.
Número de Páginas: 236.
Editora: Novo Conceito.
Edição: 3ª edição.



 
 
Com uma escrita simples e divertida, Gomyde consegue nos fazer rir e até refletir sobre os dois lados de uma relação. O título foi intrigante para mim até a metade do livro quando começamos a entender bem a metáfora colocada pelo autor.

Ele possui uma vida monótona e sem objetivos, sua única companhia é um papagaio boca suja até que um dia tudo muda, porque seus olhos recaem sobre ela, sim Ela. Então o coração acelera, o mundo de repente parece ser um lugar melhor e quando se vê já está apaixonado. Amor à primeira vista como dizem. Apesar de não saber seu nome isso não diminuiu a intensidade e paixão do sentimento.  E como todo amor, esse não começou menos louco. Ele começou a querer saber mais e mais sobre ela, então começou a segui-la para descobrir onde ela trabalhava ou sequer onde ela vivia. Descobriu então que ela era professora num curso no qual prontamente se matriculou, mesmo sem saber sobre o que era.  Essa obsessão, a princípio, é um tanto perturbadora, mas afinal, o que seria do amor sem um pouco de loucura?  Ele faz de tudo para Ela gostar dele e até se transforma numa pessoa melhor, mais sociável e aberto para a vida.

Esse livro tem dessas coisas da vida, a transformação que um sentimento pode causar em não só uma pessoa, mas em todo o ambiente em que ela vive. Vemos Ele, Ela e o resto sendo transformados e a história é conduzida de uma maneira leve e intensa, é complicado dizer porque a história segue conforme o amor e a vida: uma montanha russa. Num momento você está respirando e no outro está gritando de cabeça pra baixo enquanto tudo ao seu redor gira. E no final? Bem, no final é como a montanha russa mesmo, fica o gostinho de quero mais e de fazer tudo outra vez.

O livro nos faz atentar também que às vezes, uma situação do cotidiano pode mudar tudo, quem diria que naquele metrô justamente no metrô ele encontraria Ela? E com uma pequena mudança de planos se me lembro bem. De certa forma, nos mostra que ao sairmos da nossa zona de conforto e rotina poderemos encarar novas situações que podem ser maravilhosas. 

Eu ♥ Resenhas: Crônicas do Mundo Emerso – A Garota da Terra do Vento.

 

Título Original: "Nihal della terra del vento".
Autor:
Licia Troisi.
Ano:
2005.
Número de Páginas:
318.
Editora:
Rocco.
Edição:
1ª Edição.

Tradução: Mario Fondelli.
Trilogia: 1 de 3.

Este é o primeiro livro de uma trilogia que realmente vale à pena. Está historia (pra variar) se passa em um mundo de fantasia medieval dividido em terras, tais como a Terra do Vento. Os reinos do mundo emerso estão em guerra com a Grande Terra que é à base de um déspota conhecido apenas como Tirano.

O livro é de simples leitura, mas se torna complexo à medida que conhecemos mais desse mundo que não tem nenhuma novidade para os leitores de fantasia medieval, é mais do mesmo, porém muito bem utilizado. Dragões, Guerras, Espadas, Guerreiros, Reis, Rainhas, Gnomos, Fadas, Intriga e magos.

Começamos nossa jornada com Nihal menina branca de cabelos azuis, olhos lilases e de uma raça lendária e a pouco perdida. Filha adotiva do maior ferreiro de todo o Mundo Emerso recebe do pai Livon uma espada de cristal negro, o mais resistente de todos os materiais.

Nihal cresce numa torre a habitação típica da Terra do Vento, cercada por garotos e seus duelos particulares ela sonha em se tornar um guerreiro. E apesar de todos lhe dizerem que meninas não podem ser, encontra em uma briga o rapaz que seria seu maior companheiro nesta jornada para encontrar acima de tudo a si própria.

 Porém, antes que possa entender o que forma sua mente e seu coração a guerra chega até a terra do vento e o Tirano tira toda a sua vida transformando-a em uma pessoa fria e em busca de vingança.

 Esse é o cenário das Crônicas do Mundo Emerso, um mundo inteiro prestes a sucumbir aos desejos de um único e poderoso ser, detentor das magias mais poderosas e de poderosas criaturas das trevas (bem ao estilo Sauron).

A historia diferencia-se das demais fantasias por focar no amadurecimento de Nihal que começa como uma simples garota em busca de vingança e culmina na sua transformação em soldado e posteriormente em guerreiro como havia sonhado outrora.

 Este caminho, no entanto não é como ela imaginara, pelo contrario, é tortuoso e difícil, mas no caminho ela encontra muitos aliados e até um verdadeiro mestre para chamar de seu. A adição de personagens é brusca e até certo ponto atabalhoada, mas se acostume, lendo os próximos livros você vai ver que está é uma característica da autora italiana Licia Troisi.

 Apesar dos pesares este é um livro que vale a pena ser lido, é uma emocionante aventura digna de sessão da tarde e um livro brilhante, mesmo com suas limitações. Se um dia ele virar filme vai ser melhor que muita fantasia meia boca que temos aí disponíveis.

 Recomendadíssimo, li a trilogia inteira e digo que podem ler sem se preocupar a série é muito legal. E por ultimo uma informação valida, existe uma segunda trilogia chamada Guerra do Mundo Emerso, mas está fica para outra hora.

Até mais pessoinhas e boa leitura.

  

Eu♥Resenhas - A Guerra dos Tronos

Título Original: A Game of Thrones.
Editora: Leya.
Autor: George R. R. Martin.
Ano: 2010.
Páginas: 592.
NOTA








Eu ♥ Resenhas: O Mundo de Sofia



Título Original: Sofies verden
Editora: Cia. das Letras
Autor: Jostein Gaarder
Ano: 1995
Páginas: 550







Depois de alguns rodeios e problemas, finalmente uma nova resenha postada. Desta vez o livro é um dos meus preferidos, um dos primeiros livros que li. E o primeiro livro que verdadeiramente me marcou…

“Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida:

— Senhoras e senhores — gritam eles —, estamos flutuando no espaço!
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos.

— Deus do céu! Que caras mais barulhentos! — elas dizem.

E continuam a conversar: será que você poderia me passar a manteiga? Qual a cotação das ações hoje? Qual o preço do tomate? Você ouviu dizer que a Lady Di está grávida de novo?

(Jostein Gaarder)



Aconchegada na pelugem macia Sofia Amudsen começa a receber estranhas cartas inicialmente anônimas com questões como: “Quem é você?”, “De onde vem o mundo?” . Intrigada, Sofia começa a escalada até as pontas na pelugem do coelho a partir de novas indagações, discussões e várias outras cartas de Alberto Knox que nos transportam a verdadeiras aulas de filosofia.

Tais aulas se tornam maçantes em alguns trechos, devido a teoria pura demonstrada. Este é o único ponto negativo do livro e, também o motivo de abandono por vários leitores. No entanto, os exemplos dados no decorrer facilitam o entendimento da história da filosofia e da própria filosofia…


A vida de Sofia então se transforma devido a filosofia, mas não apenas por isso. A protagonista também parece está intimamente ligada a outra menina de mesma idade e com aniversário no mesmo dia cujo nome é Hilde Knag. Mas quem é Hilde Knag e o que ela representa nessa história? Quem é Sofia no final das contas? O Mundo é verdadeiramente o que aparenta ser? E Alberto Knox, quem vem a ser verdadeiramente? 

O Mundo de Sofia não é apenas um livro sobre filosofia, mas também uma narrativa eletrizante de mistério e fantasia que nos surpreende a cada página, levando-nos a um fim surpreendentemente inesperado e, finalmente, nos tornando capazes de respirar o ar puro na ponta macia da pelugem do coelho.

Em 1999, foi adaptada para um filme norueguês que, na Austrália foi exibido como uma minissérie. Eu tentei assisti-lo, mas não consegui sair do primeiro episódio, pois, a meu ver, as características psicológicas se distanciaram demais dos personagens originais.

Eu ♥ Resenhas: O Arqueiro



Título Original: Harlequinn.
Editora: Record.
Paginas: 444.







Como um ávido fã de literatura sobre a idade média, Bernard Cornwell se tornou para mim um mito, até o dia em que eu resolvi lê-lo.



         Já tive medo de fazer uma resenha, já não quis fazê-la, já tive vontade de manipular a resenha ou até mesmo vontade de simplesmente explodir a resenha, mas está é a primeira vez que não sei como fazê-la.

         Bernard tem uma legião de fãs por conta de seus romances históricos e épicos. Já ouvi dizer que são os melhores contos da idade média e que Bernard é um Tolkien do mundo real. Por conta destes loucos aficionados que criei uma grande expectativa e fiquei impressionado com a simplicidade de O Arqueiro.

         Está historia traz detalhes importantes e um conhecimento vasto de uma época de guerras e aristocracia. Bernard tem um domínio muito grande e o tempo todo demonstra entender a cultura e os costumes do povo inglês na respectiva época. Tudo isto me fez pensar que: Quem não sabe inventa, mas Cornell, este sabe! Tenho por obrigação dizer em claras palavras que é um ótimo livro e que tem méritos importantes, mas não é lendário. Os fãs que me perdoem.

         Não sendo um livro nota dez, desponta como um maravilhoso nota oito, é refinado e de leve leitura, começamos e embalamos suavemente sem nenhuma brusca emoção e assim vamos até o final.

         Este livro é o primeiro da trilogia pela busca do Graal e se passa durante a Guerra dos Cem Anos na França. Neste tempo o Rei Inglês Eduardo reivindica o Trono Francês ocupado por Felipe de Valois. É nesta guerra que Thomas de Hookton é inserido. Ele é um dos arqueiros do poderoso exercito inglês.

         Mas a historia de Thomas começa um pouco antes contando um pouco de seu passado. Ele é filho de um Padre de ascendência nobre e que é o guardião da lança de São Jorge. O Enredo concentra-se na busca de Thomas para recuperar a lança roubada e para descobrir o nome de sua família que apesar de nobre continua oculta.

         Na trilha do exército inglês Thomas passa por aventuras dignas de uma canção de Bardo, mas para isso ele nos expõe a verdadeira face das guerras.

         Os homens são animais cruéis, a nobreza covarde e mesquinha, as batalhas sanguinolentas e sem controle enquanto as mulheres são frágeis objetos da sorte. Quando uma cidade é invadida as mulheres locais são invariavelmente estupradas e depois escravizadas. Isto se repete em cada cidade que o exercito toma.

         Além disto, é demonstrada com exatidão a impossibilidade de ser cortês ou honrado na guerra. A famosa Batalha de Crecy é o melhor exemplo. Mas mesmo fora dela há exemplos o suficiente. Enquanto o exercito Francês insiste em duelos com cavalos e seus honrados cavaleiros cheios de lanças decoradas e flâmulas hasteadas a Aristocracia Inglesa sabendo da sua desvantagem não tem pudor em usar arqueiros no lugar dos cavaleiros (como teoricamente deveria ser). As flechas inglesas foram o principal fator para o exercito liquidar as investidas dos franceses que em algumas vezes tinham mais que o dobro de homens.

         Para aqueles que gostam da idade média O Arqueiro é maravilhoso, apesar de um enredo simples demais e poucas surpresas. Para os não tão fãs assim é um livro bom e ponto. Enredo incrivelmente simples somado a uma riqueza de detalhes incrivelmente complexa. Vale a Pena.

         De qualquer forma eu recomendo, além de cultural e histórico ainda é a especialidade de um dos autores mais consagrados da atualidade.


Eu ♥ Resenhas: Hell Paris 75016



Título Original: Hell Paris 75016
Autor: Lolita Pille
Ano: 2004
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 208










Um relato cínico da juventude parisiense.

Hell, a personagem principal, é um misto de hedonismo e total consciência de seus erros e acertos. Hell é uma francesa, uma putinha, daquelas mais insuportáveis, da pior espécie. Sim, ela assim se auto-define. Sem pudor; com palavras de baixo calão para alcunhá-la da forma mais apropriada, ela é uma vadia... Para ela, é melhor é ter um punhado de pó do que felicidade. É melhor ter sexo do que amor. Essencialmente consumista, sua revolta existe, mas sua revolta interna nada importa. Afinal, Hell prefere ter o sapato da moda à mudança de seus hábitos…

Vários personagens secundários e vazios surgem. E é impossível criar uma complexidade para eles, porque, para ela, eles pouco importam. E, com ela, pouco se importam.

É quando surge Andrea – alguém tão sujo quanto ela.

Não há começo ou fim definidos, não há linearidade… Há apenas uma a história desgraçada pelo sistema e pelo consumo quando o querer e o não querer convergem para um único ponto, quando surge amor no sexo… O que pode acontecer quando alguém toca no coração de nossa fútil e dissimulada Hell? O que acontece?

Lolita Pille, através da crítica, conseguiu retratar a depressão da personagem em relação ao mundo e a situação em que se encontra… Uma narrativa que mistura romance e relato confessional, “Hell é o delírio de que o consumo representa a evolução da existência.”

“A humanidade sofre. O mundo é uma imensa planície após uma carnificina, amontoada de moribundos que gemem e se contorcem. Os homens, "as pessoas" vagueiam, anônimas, e dissimulam uma ferida aberta por baixo de seus ares impassíveis.”
Barbara Paz interpretando Hell

Em 2006, Hell Paris ganhou sua versão cinematográfica dirigida por Bruno Chiche com o título de Hell. E, sua versão teatral brasileira, teve como a atriz Bárbara Paz interpretando o papel de Hell em 2010.

Lolita Pille é autora também de Bubble Gum (Editora Intrínseca - 2004) e Cidade da Penumbra (Editora Intrínseca - 2011).

Eu ♥ Resenhas: Jogos Criminais



Título Original: "Jogos Criminais"
Autor: Vários.
Ano: 2011.
Número de Páginas: 192.
Editora: Andross.
Edição: 1ª Edição.
Organizador: Sérgio Pereira Couto.


 


 
 
Como já disse uma vez aqui no Blog, falar de antologias é um pouco complicado. Jogos Criminais é uma antologia de contos policiais organizada por Sérgio Pereira Couto através da Editora Andross.

Nessa antologia temos 35 contos policiais maravilhosos que vão tirar o fôlego do leitor. Eu gostaria de falar de cada conto individualmente, mas a resenha acabaria se tornando demasiadamente longa e cansativa. Por isso farei uma análise geral da obra e arrematarei falando dos contos que mais me chamaram a atenção.

Histórias policiais, como sabem envolvem mistério, crimes e toda uma aura sedutora onde conhecemos o lado mais negro e obscuro de qualquer ser humano, talvez seja por esses motivos que devorei tão rapidamente essa antologia - apesar da demora em postar aqui no blog.

Em Jogos Criminais temos de crimes passionais até assassinos frios que matam pelas mais variadas razões, afinal, cada texto traz personagens com suas próprias motivações para matar. O conto Justine do Goldfield, aliás, um dos contos que eu mais gostei, traz um enredo mais puxado para a "fantasia" (bem, pelo menos não consegui pensar em nenhum gênero que encaixasse a situação dada no conto). Em "Corte Subliminar" temos poucos diálogos, mas o conto não se torna cansativo por isso, nós nos transformamos no personagem e conseguimos refletir com ele sobre o que estaria acontecendo, sobre Raquel... O conto "Cotidiano" de Anderson Lima é bastante curioso, enquanto eu lia, mesmo não estando no mesmo local da vítima, olhei para os lados um pouco incomodada, rs.

Em Jogos Criminais o leitor pode começar a se preparar para assassinatos engenhosos e artimanhas inimagináveis. Se você, como eu, gosta de histórias policiais com enredos envolventes, o livro está recomendado. Os contos não são tão longos, eu diria até que possuem o tamanho ideal. Curtos o suficiente para não se perderem em focos narrativos desnecessários e bem desenvolvidos nos oferecendo ótimas tramas policiais. Cada conto aqui tem a sua essência, é fantástico! É claro que cada escritor tem seu estilo de escrita, mas dentro de Jogos Criminais não encontrei conto algum que parecesse prolixo ou coisa do gênero. 

O mais legal a respeito das antologias da editora Andross é que abrem as portas para vários novos autores da literatura brasileira, vale à pena conferir!

E falando em abrir portas para os escritores brasileiros, vai haver o segundo volume dessa antologia. Jogos Criminais II.



Sinopse: Quando a mente humana é usada para o mal, planos mirabolantes podem surgir com propósitos escusos, como chantagem, estelionato, fraude, espionagem, roubo... assassinato! Nas tramas deste novo volume de JOGOS CRIMINAIS, vários ângulos foram explorados, e acabaram por tornar a palavra "crime" uma das mais detestáveis e fascinantes do vocabulário humano. E quando se junta a essas tramas uma certa dose de manipulação, nem sempre o culpado acaba por pagar o que deveria. Aqui o mal assume várias identidades. Entretanto, continua arraigado nos corações humanos.
Prazo de recebimento de textos: Até 30 de abril de 2011
Data de lançamento do livro: julho de 2011

Para participar é fácil, é só acessar o site da Andross :D
O BookTrailer

Eu ♥ Resenhas: O Rei e o Camaleão

Título Original: "O Rei e o Camaleão"
Autor: C. N. David.
Editora: Fumproarte/Idéias a Granel.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2010.
Número de páginas: 120.

Confesso que enrolei um pouquinho para iniciar a leitura, mas foi porque minha cabeça estava muito ocupada mentalizando uma morte bem dolorosa para todos os integrantes do MEC. Porém, depois que o estresse foi passando aos poucos e junto com ele toda a doença que adquiri nesse período (sério, eu fiquei até com febre), minha vontade de ler voltou também. Aproveitei para ler o livro quando fui ao Detran fazer o requerimento da minha nova identidade. Só no Detran eu li a primeira parte inteira do livro "O Monge Rei", se talvez não tivesse sido a boa leitura, provavelmente eu teria criado alguma espécie de arma e mataria todos lá, enfim... Vamos a resenha.

A primeira parte do livro, como já disse, é "O Monge Rei". Essa parte se inicia misteriosa e envolvente, com um monge conversando com seu superior a respeito de um sonho, ou melhor, pesadelo que estava se repetindo e que poderia remeter a alguma coisa de seu passado que ele, por sua vez, não recordava. O Mestre Maior então o repreende, pois ali naquele retiro todo o passado deveria ser deixado para trás. Mas o nosso querido monge não havia escolhido esquecer o passado, tanto que durante as noites de sono, o passado vinha assombrá-lo nos pesadelos, afinal, quem diabos ele era e o que esse sonho repetitivo queria mostrar-lhe exatamente?

No decorrer das páginas começamos a nos inteirar do que de fato aconteceu com o monge e a razão de ele estar preso naquele retiro sem saber a razão das coisas. C. N. David nos leva de forma majestosa até os tempos em que reinavam os grandes Reis. Os personagens criados por ele são cativantes e o enredo é de tirar o fôlego. Sempre que você vira uma página, já sabe que precisará virar a outra e a outra porque você precisa saber o que acontecerá. Confesso que não esperava isso tudo do conto não. Só devo dizer que encontrei dois errinhos de revisão no livro, um em cada parte. Na primeira parte o erro se encontra no final do capítulo 4, página 32, está escrito "monten" ao invés de "montem", mas fora isso tudo certinho.

A segunda parte se chama "O Camaleão" e eu confesso que fiquei um tanto surpresa com a história porque não esperava que fosse futurista e muito menos com um transmorfo. Como boa fã de Douglas Adams, quando iniciei a leitura logo viajei em minha mente nos cenários de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", mas voltei a tempo de conhecer a história do livro que eu estava lendo no momento, porque, bem... a história se diverge da de Adams, obviamente. Em suma, voltando a leitura, voltei a ficar surpresa com o outro conto. "O Camaleão" trata de espionagem (deveria escolher essas palavras exatamente?) e nós temos Knox, um transmorfo e um dos melhores agentes do S.I.G.I. Como sou mais fã ainda de histórias do gênero, é claro que devorei esse conto também. Knox tem a missão de se transformar no ditador Sorbone para garantir a paz quando for entregue o poder ao povo. Mas, obviamente, as coisas não vão exatamente como eram esperadas, assim, estamos nós - leitores - entrando mais uma vez em uma grande aventura. O único problema é que a aventura foi curtinha, "O Camaleão" é um conto curto e deixa um gostinho de "quero mais e é para ontem".

Ambos os contos falam de política, especialmente sobre ditaduras e se passam em épocas completamente distintas, como já devem ter percebido. No primeiro encontramos o absolutismo tirano de Solano que conseguiu tomar o poder após um engenhoso golpe de estado, no segundo, temos um ditador que está prestes a libertar sua nação da ditadura, mas nos últimos momentos parece que irá vacilar e não abandonará o posto. Em "O Monge Rei" vemos a força de um povo que lutaria até a morte pela sua liberdade e por um governante melhor, também vemos que o verdadeiro respeito não se conquista com o medo e é isso que difere um verdadeiro líder e alguém que apenas pensa que tem o poder nas mãos, afinal, de que vale um Rei sem súditos? Nesse livro podemos sentir o sabor de aventura e de ação em cada linha. Ótimo livro, recomendo para todas as idades. Impossível não se deixar levar para dentro das histórias tão bem tramadas pelo autor.

Eu ♥ Resenhas: Feios


Título Original: "Uglies"
Autor: Scott Westerfeld.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 415.
Editora: Galera Record.
Edição: 2ª Edição. 
Tradutor: Rodrigo Chia.




 
Desde o lançamento deste livro eu senti vontade de lê-lo, até que finalmente consegui uma promoção e comprei. Demorei um pouquinho a iniciar a leitura, mas assim que comecei não quis mais parar.

"Feios" é o primeiro volume da série de ficção científica criada por Scott Westerfeld e conta o início da história de Tally e as dificuldades que ela precisa enfrentar até se tornar perfeita. Dividido em três partes, respectivamente "Tornando-se Perfeita", "A Fumaça", "No Fogo". A primeira parte é a mais monótona das três, mas é aquela que nos dá a base para entendermos o que se passa nesse novo universo criado por Westerfeld. 

Durante a primeira parte, temos uma Tally completamente iludida e ansiosa para ingressar em Nova Perfeição e reencontrar seu melhor amigo transformado em Perfeito. Como já devem imaginar, Feios são proibidos de entrar em Nova Perfeição. Porém, chegar lá não é um problema para nossa heroína, aliás, é até uma tradição dos Feios ir observar os Perfeitos em suas vidas borbulhantes, então eles estão sempre transmitindo os truques aos feios mais novos. Porém, Tally não queria apenas espiar, ela precisava falar com seu amigo por isso ela decide entrar em Nova Perfeição para procurá-lo. Um intento bem perigoso e arriscado, mas isso não faz Tally desistir. Durante a fuga, Tally conhece Shay e não demora muito para que as duas se tornem grandes amigas. Mas Shay, diferente de Tally, não está tão ansiosa para tornar-se perfeita e, uma semana antes de seu aniversário, Shay foge para se unir a um grupo de resistência chamado Fumaça, deixando para Tally algumas pistas de como chegar até lá.

Neste momento é que a realidade sobre esse universo começa a ser revelada. Tally é levada até os especiais e é chantageada. Ela só poderia ser perfeita se entregasse o lugar para onde Shay fugira. O problema disso tudo? Tally não havia entendido tão bem as pistas deixadas por sua amiga e mesmo que soubesse, não achava correto entregá-la. Após ser levada devolta ao lugar onde os Feios ficavam aguardando a cirurgia, Tally passa a ser evitada por todos. Eu diria que é um dos pontos do livro que nos faz pensar um pouco. Convencida por Dra. Crable e os especiais de que seria mais seguro para Shay e para os outros retornarem e se tornarem perfeitos além de ser evitada por todos, Tally coloca o pé na estrada pra tentar encontrar o grupo para onde Shay foi: "Fumaça". É a partir daí que a história ganha um novo dinamismo e começamos a descobrir o que há do lado de fora do mundo técnológico que Tally vivia. A forma como o autor criou este enredo é bem interessante. Eu confesso que já tinha esperanças em cima do conteúdo do livro, mas fui surpreendida. Não achei que fosse tão bom.

O fato é que "Feios" de Westerfeld é um livro instigante e nos faz pensar acerca de certas ditaduras que passamos em nossa história, da mais sutil até as mais graves. As transformações e amadurecimento que Tally sofre durante as partes são incríveis. Recomendo para todas as idades.

Eu ♥ Resenhas: Estrela Píer


Título Original: "Estrela Píer"
Autor: Kamila Denlescki.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 231.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição. 




Está aí um livro surpreendente.  Comecei a ler achando que a história seguiria um rumo, mas todas as minhas teorias foram por água abaixo. Sem dúvida alguma o desfecho encontrado por Kamila Denlescki é bem original.


Começamos a história deduzindo que o livro seguiria da mesma forma que os filmes de comédia romântica da sessão da tarde, afinal, Lucia é uma jovem diferente das demais, preferindo ler um livro no seu tempo livre ao invés de ir a manicure - digamos assim -, ela também não tem muitos amigos nem tantas ambições, além de sua vida amorosa ser um fracasso. Podemos dizer que a protagonista segue o padrão de boa moça incompreendida. Eu devo confessar que não gostei tanto da personagem principal, mas com o passar das páginas ela vai se tornando mais interessante, apesar de às vezes sentirmos uma vontade gritante de entrar no livro e bater na infeliz até que nossos nervos se acalmem, mas falarei disso um pouco mais a frente.


Lucia é inscrita sem saber pela sua avó em um concurso que lhe daria uma viagem para Londres e o direito de conhecer o astro blockbuster do momento: Richard Clevehouse. E, adivinhem? Ela ganha, ou melhor, ela ganha e não quer ir. Foi a primeira vez que me irritei com a personagem, sério. Ganhar uma viagem internacional com direito a conhecer o astro do momento e ficar em dúvida entre ir e não ir? Mas, certo, a autora expõe argumentos que explicam a razão de Lucia não querer ir, porém, não me convenceu tanto. De qualquer maneira, conseguem convencer a garota a ir para a incrível viagem e, obviamente, ela fica deslumbrada quando chega ao lugar. Apesar do livro continuar seguindo em português (obviamente) quando ela chega na Inglaterra, em minha mente eu ia traduzindo todas as falas para o inglês.


Ao chegar na Inglaterra, Lucia descobre que o seu jantar com Richard foi adiantado para aquele dia, uma vez que o ator está com sua agenda cheia de compromissos para o resto da semana. De acordo com a mudança, Lucia é levada até uma equipe que cuida de sua aparência para o jantar. Após a, digamos assim, transformação, ela finalmente é levada até o restaurante reservado para o tão esperado jantar. Nesse momento que coisas estranhas começam a acontecer, como o fato da sua "marca de nascença" ser estranha para tantos (ou eu deveria dizer que é comum até demais para eles?).


Podemos dizer que o livro ganha um novo clima a partir do momento que Richard decide fugir do restaurante levando a relutante Lucia com ele, ganhando mais dinamismo nas ações e fazendo da história uma aventura mais interessante com ares de mistério, que - claro - a autora explica no decorrer da história. É óbvio que nem todas as perguntas tem respostas nesse livro, uma vez que o epílogo deixa um gancho para uma continuação.


Em "Estrela Píer" o leitor encontrará um pouquinho de cada gênero, inclusive ficção científica, embora todos os gêneros girem em torno do romance conturbado entre Lucia e Richard, afinal, ela se apaixona logo por quem? Pelo homem errado e pelo vilão, ora bolas! Mas para entenderem a razão dessa afirmativa, é preciso ler o livro.


Uma das coisas que eu gostei nos argumentos apresentados no decorrer do livro é que ninguém pode definir o que é certo para outra pessoa, muito menos um alguém para um relacionamento. Somente nós mesmos podemos definir o que é bom para a gente e quem é melhor para estar ao nosso lado, é verdade que às vezes falhamos na escolha, mas humanos são falhos, não? E mesmo que encontrássemos a pessoa perfeita para a gente, em algum momento, haveria algum conflito porque o que seria da vida sem os problemas? Um tédio, sem dúvidas, ainda mais relacionamentos... Afinal, o melhor da briga, é a reconciliação, concordam? Rá!


Comentários pessoais à parte, o livro consegue um desfecho bem original como já foi dito e apesar da narrativa ser um pouco falha às vezes e alguns diálogos e passagens desnecessários, o livro é adorável. Estrela Píer não perde em nada para os livros do gênero YA internacionais, diria até que é superior a alguns que tive a oportunidade de ler. Pelo menos este é mais original e peculiar que os outros que li. Como eu costumo dizer, não morro de amores por esse gênero literário, mas acho que é o tipo de livro bom para esfriar a cabeça após leituras mais densas. Como YA, o livro cumpre seu papel e até vai um pouco além, por isso a pontuação em estrelas. Vale lembrar que esse é o primeiro livro da autora e nem sempre acertamos em tudo no primeiro livro, com o tempo, o escritor vai se aperfeiçoando. Super recomendado para os fãs do gênero YA e para aqueles que estão interessados em ler um livro divertido, sem palavras muito complicadas e situações pesadas demais no quesito drama.

Eu ♥ Resenhas: Opúsculo



Título Original: "Nightlight - A Parody [Paperback]"
Autor: The Havard Lampoon.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 144.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição.




Talvez você ainda não tenha ouvido falar desta paródia a famosa saga da atualidade: Crepúsculo. Bem, Opúsculo não foge a regra do humor britânico (que sou fã, obviamente), sendo assim, é um livro de humor ácido e repleto de ironias e sarcasmo.

A paródia traz a história de Belle Goose, uma menina pálida, desajeitada e obcecada por não-humanos que se muda para Switchblade - uma cidade pequena - para morar com o pai depois do casamento da mãe. No primeiro dia de aula, após ser tão bem recebida pelos seus novos colegas normais e - por isso - entediantes e sem graça, Belle vê em uma mesa distante um rapaz com hábitos muito peculiares, primeiro: ele não havia notado-a e segundo: em frente a ele havia uma bandeja cheia de batatas deliciosamente assadas e ele nem ao menos havia tocado na comida. Afinal, que ser humano resistiria a batatas assadas? Belle então descobre que aquele ser tão concentrado e de cabelo castanho-ruivo-alourados heterossexualmente aparados era Edwart Mullen e se interessa por ele. Assim começa a aventura amorosa da futura ganhadora de um Oscar, como ela mesma se intitula. Claro, não devemos esquecer que Edwart a salva de uma terrível e perigosa bola de neve qual se derrete misteriosamente ao entrar em contato com o rapaz, como se fosse feita de uma substância aquosa. Devido a tantos acontecimentos estranhos, Belle chega a uma dramática conclusão: Edwart só pode ser um vampiro.

No decorrer da história, não deixamos de ver tudo o que lemos em Crepúsculo nenhuma vez. Acredito eu que Opúsculo consegue transcender o universo criado em Crepúsculo, uma vez que vemos também na Belle muito da autora da obra parodiada. Certo que não conheço Stephenie Meyer, mas é impossível não identificar certas passagens referentes a ela, como essa:
 
Digitei uma simples palavra: ―vampro. O Google perguntou: ―Você quis dizer vampiro?. Eu disse sim. 
 
Senti-me estupefata e confusa com os resultados: ―Nosferatu, ―Treinamento de verão Buffy, ―O princípio de romance de Kristen Stewart, ―O sol da meia-noite vazou, ―Robert Pattinson excelente cantor de blues.
 Estranho. O que qualquer dessas coisas tinha a ver com vampiros? Levantei da minha escrivaninha, sentindo-me tola por olhar para figuras de um belo casal que claramente não eram vampiros. Essa busca tinha sido infrutífera: apareceram somente 62.500.000 resultados. Teria que me apoiar em meu próprio conhecimento. Então pensei, por que não compartilho esse conhecimento com o mundo? Sentei-me de volta ao computador e fui para a página do verbete ―vampiro na Wikipédia. Acrescentei uma frase ao artigo: ―Edwart Mullen, de Switchblade, Oregon, é um vampiro, mas não o mate porque eu o amo! então, acrescentei uma foto dos músculos abdominais do Edwart.
 Se vocês perceberem, é claramente uma crítica a forma como Crepúsculo foi escrito. Eu, é claro, ri bastante com esse mais outros tantos parágrafos que não vou citar aqui, embora esteja louca para fazer isso.

Opúsculo consegue fazer piada com quase toda a obra escrita por Meyer, mas mesmo assim, não deixa de ser original. Achei a Belle Goose muito mais cativante que a Bella de Twilight, aliás, todos os personagens de opúsculo - confesso - achei que foram mais bem trabalhados do que na obra original. Edwart é maravilhosamente engraçado com todos as suas fobias e seus trejeitos nerds.

Em suma, Opúsculo tem parágrafos divertidos e uma escrita fácil de ler, além de não ter tantas páginas. Resultado? Um livro lido em poucas horas e com muitas gargalhadas ao passar das páginas. Recomendo tanto para os fãs da saga quanto para os que detestam. Mas seria interessante que a pessoa já tenha lido Twilight antes de ler Opúsculo, aliás, qual o sentido de ler a paródia de algo que você não conhece? Enfim, boa leitura e ótimas risadas!
 
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