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Eu ♥ Resenhas: Crescendo
Marcadores: Eu ♥ Resenhas, Hush Hush, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Roxane Norris, Sussurro
Título: Crescendo
Autor: Becca Fitzpatrick
Ano: 2011
Número de Páginas: 285
Editora: Intríseca
Edição: 1º
Ano: 2011
Número de Páginas: 285
Editora: Intríseca
Edição: 1º
Segundo livro da série Hush Hush, sucesso do New York Times. Nessa segunda parte do romance, Nora continua seu envolvimento com Patch, um anjo caído, que ao abrir mão de matá-la, torna-se seu anjo da guarda. Entretanto, apesar das coisas aparentemente estarem bem entre os dois, a verdade é que a existência de Nefelins e Arcanjos complicam o amor deles. Principalmente quando Patch começa a se aproximar de Marcie, a bela "inimiga" de Nora, com quem disputa pontos desde o primário. Aquela velha competição adolescente. E, como se isso não fosse suficiente para apimentar a trama, surge Scott... O vizinho de infância chato, que acaba chegando no momento certo e se torna uma peça intrigante desse interessante quebra-cabeça de Becca. Assim como Rixon, o anjo-amigo de Patch-namorado de Vee, que é eficientemente inofensivo até dois terços do livro.
Tudo isso poderia ser bem clichê, ou até mesmo maçante, se a autora não soubesse conduzir a trama espetacularmente. Não há só o romance adolescente, que preenche várias linhas com os pensamentos de Nora que, me desculpem aqueles que não gostam, são a maioria das perguntas que nos fazemos aos dezesseis anos. Talvez não tivéssemos todas as atitudes de Nora, mas confesso que estar rompendo regras é o nome do meio de qualquer adolescente. Inconsciente ou não. É exatamente isso que faz essa fase da vida, atraente. Então, eu realmente não esperava uma Nora Grey madura, mas confesso que Patch me surpreendeu, assim como Scott. Apesar de muitas vezes cometer o deslize de parecer um adolescente comum, Patch teve seu lado maduro de anjo caído há séculos, e que possui uma longa estrada na Terra, bem trabalhado se comparado a muitos outros young adults por aí. Ainda assim, eu sinceramente esperava mais de Scott. Ele causa uma presença e tanto quando chega, mas tudo se evanesce nas páginas seguintes.
Entretanto, Becca nos dá um belo clima de suspense durante toda a trama e uma dose extra nas últimas linhas, me deixando inebriada pelo misterioso Sr. Millar. A autora nunca escondeu ser fã de um bom thriller policial, e ela consegue mesclar as visões de Nora, o mistério que a envolve e nossa curiosidade na dosagem certa. Sem perder o pique. Eu comecei a ler o livro ainda com a história de Fallen na cabeça, perguntando-me se todas as resenhas que li realmente fariam jus ao fato de que a série Hush Hush seria melhor que a de Lauren Kate... Acho que as duas tem seus méritos, ao menos para aqueles que procuram diversão e uma boa leitura.
Deixemos os assuntos mais profundos de lado... Estou no aguardo de mais Patch e vocês?
Eu ♥ Resenhas: Para Sempre
Marcadores: Alyson Noël, Intrínseca, Os imortais, Regular, Resenha, YATítulo Original: Evermore.
Autor: Alyson Noël.
Editora: Intrínseca.
Número de páginas: 164.
Série: Os Imortais.
Meus amigos diziam leia “Para Sempre”, você não vai se arrepender. Muito melhor do que Crepúsculo (Confesso que esse comentário não me moveu muito, porque praticamente tudo é melhor que Crepúsculo). Então, novamente, eu resolvi ler um livro que fez barulho na multidão e, como Crepúsculo, me arrependi. Novamente.
Ever Bloom tinha uma vida perfeita: Popular, líder de torcida e moradora de uma casa maravilhosa. Mas essa perfeição se acaba quando um acidente acontece e, da sua família, somente ela se salva.
Mas ser salva não é nada agradável quando sua vida se transforma; A partir do acidente, ela passa a sentir a aura alheia, ouvir pensamentos e conhecer as pessoas com um simples toque.
Ever então muda de cidade e passa a tentar fugir do contato humano. Com um fone de ouvido para apaziguar as vozes dos pensamentos alheio que incessantemente infundem-se em sua mente, ela se torna impopular, confusa e com poucos amigos…
Inicialmente o livro conseguiu me enganar com tal pressuposto de uma adolescente: Ever Bloom, que um dia foi popular e se tornou impopular de certa forma por opção. Até que surge Damen, o perfeito namorado rebelde e capaz de salvá-la de seus dons, alguém que é capaz de calar as vozes dos pensamentos. Damen o perfeito clichê YA: o imortal lindo, romântico e desejado… Damen me irrita então do começo ao fim.
Confesso que me intrigou a explicação de como aqueles humanos se tornaram imortais, mas a forma com que se desenvolveu o mistério tornou a história enfadonha e sem o brilho, a ação que poderia ter tido foi completamente ocultada por cenas de romance bobo que na maior da parte do tempo nada importavam para o transcurso da narrativa.
Simplesmente, é um livro que tenta fugir do clichê e acaba caindo em um clichê pior ainda: O do YA estereotipado com algo novo, mas mal trabalhado. Então, por lê-lo, vou me arrepender para sempre.
Eu ♥ Resenhas: Hell Paris 75016
Marcadores: Intrínseca, Literatura Estrangeira, Lolita Pille, Muito BomTítulo Original: Hell Paris 75016
Autor: Lolita Pille
Ano: 2004
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 208
Um relato cínico da juventude parisiense.
Hell, a personagem principal, é um misto de hedonismo e total consciência de seus erros e acertos. Hell é uma francesa, uma putinha, daquelas mais insuportáveis, da pior espécie. Sim, ela assim se auto-define. Sem pudor; com palavras de baixo calão para alcunhá-la da forma mais apropriada, ela é uma vadia... Para ela, é melhor é ter um punhado de pó do que felicidade. É melhor ter sexo do que amor. Essencialmente consumista, sua revolta existe, mas sua revolta interna nada importa. Afinal, Hell prefere ter o sapato da moda à mudança de seus hábitos…
Vários personagens secundários e vazios surgem. E é impossível criar uma complexidade para eles, porque, para ela, eles pouco importam. E, com ela, pouco se importam.
É quando surge Andrea – alguém tão sujo quanto ela.
Não há começo ou fim definidos, não há linearidade… Há apenas uma a história desgraçada pelo sistema e pelo consumo quando o querer e o não querer convergem para um único ponto, quando surge amor no sexo… O que pode acontecer quando alguém toca no coração de nossa fútil e dissimulada Hell? O que acontece?
Lolita Pille, através da crítica, conseguiu retratar a depressão da personagem em relação ao mundo e a situação em que se encontra… Uma narrativa que mistura romance e relato confessional, “Hell é o delírio de que o consumo representa a evolução da existência.”
“A humanidade sofre. O mundo é uma imensa planície após uma carnificina, amontoada de moribundos que gemem e se contorcem. Os homens, "as pessoas" vagueiam, anônimas, e dissimulam uma ferida aberta por baixo de seus ares impassíveis.”
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| Barbara Paz interpretando Hell |
Em 2006, Hell Paris ganhou sua versão cinematográfica dirigida por Bruno Chiche com o título de Hell. E, sua versão teatral brasileira, teve como a atriz Bárbara Paz interpretando o papel de Hell em 2010.
Lolita Pille é autora também de Bubble Gum (Editora Intrínseca - 2004) e Cidade da Penumbra (Editora Intrínseca - 2011).
Eu ♥ Resenhas: Crepúsculo
Marcadores: Intrínseca, Literatura Estrangeira, Literatura Vampiresca, Resenha, Ruim, YATítulo Original: Twilight.
Autor: Stephenie Meyer.
Editora: Intrínseca.
Edição: 2ª edição.
Ano: 2008.
Número de páginas: 384.
Tradutor: Ryta Vinagre.
Editora: Intrínseca.
Edição: 2ª edição.
Ano: 2008.
Número de páginas: 384.
Tradutor: Ryta Vinagre.
Crepúsculo conta a história de uma menina chamada Bella Swan que tem os pais separados e opta por morar com a mãe, mas após determinados acontecimentos, Bella, decide passar um tempo no interior com seu pai. E justamente no interior que a história se "desenvolve" e a protagonista da trama conhece o amor, bem, é claro que as coisas não são tão simples quando se está apaixonada por um "vampiro".
O motivo das aspas? Ao longo da resenha irei justificar cada uma delas. Crepúsculo é ruim. Por que é ruim? Bem, os personagens e a trama (existe uma trama?) são completamente mal construídos e trabalhados, isso só pra começar. A história poderia ser até interessante se fosse bem trabalhada, se o mito dos vampiros e lobisomens realmente tivessem sido utilizados, o que - convenhamos - não aconteceu. Particularmente eu acho uma ofensa a literatura chamar isso de livro, falar que Meyer é uma boa autora e etc. Digamos até que Meyer sabe contar uma história, mas não sabe como contar e muito menos como escrevê-la, ok?
Acho legal você dar uma originalidade ao mito, vários escritores trabalharam características interessantes em seus vampiros, mas não descaracterizaram a base do mito - o que Crepúsculo fez. Se você descaracterizar o que você está querendo mostrar, vai ser complicado para a pessoa identificar a coisa. Não é só porque você chama de vampiro que a coisa é necessariamente um vampiro, ainda mais na escrita, a coisa precisa agir como um vampiro também para que ela de fato se torne aquilo que o nome diz. Edward nunca se pareceu com um vampiro para mim, desculpe-me, mas é a minha opinião. Vou me arriscar e apontar o Louis de "Entrevista com o Vampiro" da titia Rice e comparar. O Louis nunca quis ser um vampiro, preza pelo seu lado humano e nós vemos o que ele sente sobre beber sangue humano no livro, mas é um mal que ele terá de se acostumar para continuar vivendo e o personagem tem ótimos momentos e é super bem trabalho e desenvolvido. É claro que eu prefiro o Lestat, mas isso não vem ao caso no momento, enfim...
A escrita de Crepúsculo é enfadonha e o romance é como mel e açúcar misturados. Arrisco a dizer que depois que li Twilight fiquei diabética (ou perdi uns neurônios pelas páginas). As descrições são fracas e os diálogos também são fracos, a maioria constitui-se de frases feitas e baratas. Se não concorda comigo é só dar uma lida em algum trecho do livro que vai entender, pelo menos se está acostumado com livros com um nível mais elevado.
A profundidade do romance é nula. O livro retrata o primeiro amor adolescente, mas mesmo assim parece que a autora quer dar uma profundidade forçada aos acontecimentos e isso anula qualquer sensibilidade. Além de usar metáforas religiosas o tempo todo e comparando vampiros a anjos. Sério, quem acompanha o mito sabe que na verdade eles estão mais relacionados ao demônio que a Deus, certo que Lúcifer era o anjo da Luz, mas não acredito que ele brilhasse no sol.
Uma das coisas mais absurdas que há em Crepúsculo é a forma como a Bella se deixa levar pelo que sente por Edward e pelo que sente. A forma como ela termina de ser anular e deixa apenas o que sente por ele, fazendo tudo por ele. Sério, se um cara - mesmo que deus grego - chegasse pra mim e disse que sentiu vontade de me matar de forma séria, eu jamais diria que confiava nele. Fala sério, se fosse o Jason você não diria, diria? Além do mais, ela abandona os amigos e nem se importa com o pai que é um dos que mais a ama. Que tipo de ser humano é esse, meu Deus? Eu me pergunto. Certo que grande parte dos adolescentes são propensos a atitudes como essa, mas que é insensato é indiscutível.
Acredito eu que a Meyer tenha se inspirado em autores do período romântico. Só isso para explicar em parte aquela idéia de amor tão idealizada, porque - convenhamos - a forma como o Edward nos é apresentado é completamente idealizada, porém nem podemos usar disso como desculpa, afinal os autores românticos não escreviam bobagens. O problema de Crepúsculo não são só os ideais que o "livro" transmite (ideais machistas, auto-destruição, etc, devemos ressaltar), mas também como a "autora" transmite esses ideais. O contexto é muito pobre e mal trabalhado.
Uma pergunta as fãs (se me permitirem, é claro): “Quais outras matérias além de Biologia, Educação Física e Espanhol a Bella estuda?” Hm, porque, pelo que eu me lembre, ela só estudava essas TODOS os dias. Talvez, devo confessar, eu possa estar enganada, mas pelo que eu me lembre até exclamei enquanto lia: "Ué! Só tem aula de Biologia e blá blá blá?", até a invejei, pois nessa época eu tinha 24 matérias para estudar. Enfim, voltando ao "livro"... A Bella é uma Mary Sue e o Edward é um Gary Stu (Mary Sues masculinas, se não estou errada).
Eu poderia citar as capas dos livros também, que não têm muito sentido, porém, acho eu que, pelo menos essa, deve ser uma analogia ao "fruto proíbido". Edward seria como a serpente (rs) marmórea purpurinada que tem os caninos avantajados e é tão perigoso quanto um mosquitinho (claro, o Aedes aegypti e o Anopheles são muito mais perigosos que este ser) poderia ser, ah! é claro, um mosquitinho vegetariano (não perguntem). E a Bella seria como Eva, que cai em tentação perante a serpente brilhosa. Sei lá, a Meyer é mórmon e o livro tem tantas metáforas religiosas, então deduzi que fosse isso. Mas é apenas a minha opinião sobre essa capa, enfim... Basicamente, Crepúsculo e série são "livros" comerciais, feitos apenas para lucrarem em cima de adolescentes/jovens/adultas (os) que encontram no "Edward" ou no "Jake" os homens "ideais" que faltam em suas vidas. Porém, eles não tem nada de ideais pra mim. Ou então, para os homens que encontram na Bella a mulher "ideal": submissa, burra e que precisa desesperadamente de alguém ao lado para viver.
Acho que vale ressaltar o que Vírginia Woolf - creio eu - disse : “É fácil dizer-se que não é um grande livro. Mas que qualidade lhe faltará? Talvez a de nada acrescentar à nossa visão de vida.”
Acho que isso resume tudo, não é?
Mas vale dizer que Crepúsculo fez algo de bom, muitas pessoas iniciaram no mundo literário graças a ele e estão se arriscando cada vez mais a ler livros mais densos e trabalhados, o que é ótimo. É óbvio que se você acha que Crepúsculo é o melhor livro do mundo e que é o único que você deve ler em toda a sua vida, você é completamente um alienado e vai morrer burro. Não por causa de Crepúsculo, mas porque você optou a se fechar para novos conhecimentos e experiências. Isso vale para aqueles que decidem que só devem se prender a uma única coisa como se fosse a melhor do mundo, independente de ser realmente o melhor livro do mundo. Aliás, você não pode dizer que algo é o melhor se você não conhece o pior porque não tem como comparar e analisar, ou seja, seu argumento é inválido. Escolher se fechar para tantas oportunidades boas e grandiosas como as que o mundo literário oferece é uma opção burra e se você escolheu isso, desculpe aí, mas você é burro. Ainda bem que seres humanos assim não tem tantas chances de evoluir e quem não evolui, se extingue. :D
Eu ♥ Resenhas: A Pirâmide Vermelha
Marcadores: Bom, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Percy Jackson, Pirâmide Vermelha, Resenha, Rick Riordan
Autor: Rick Riordan.
Editora: Intrinseca.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2010.
Número de páginas: 448.
Tradutor: Debora Ísidoro.
Editora: Intrinseca.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2010.
Número de páginas: 448.
Tradutor: Debora Ísidoro.
Mais um livro de autoria de Rick Riordan (Escritor da saga Percy Jackson e os Olimpianos). O livro segue o estilo de narração da saga de Percy Jackson, e em certos momentos soa como "Mais do mesmo". Porém, as pesquisas sempre bem trabalhadas de Rick Riordan conseguem ser sempre envolventes, nos mostrando fatos e lendas, que não conheceríamos nem se nossos professores de história estivessem dispostos a nos contar, e isso consegue sempre atiçar minha curiosidade.
O livro conta a hitória de Carter e Sadie que, desde a morte de sua mãe, viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane. Em uma determinada noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário do que imaginava e planejava, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-o ao esquecimento e força as crianças a fugirem para salvarem suas vidas. Logo, Sadie e Carter descobrem que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.
A história é mostrada pelo ponto de vista dos irmãos Kane, que relatam seus sentimentos, as histórias, e até mesmo as brigas entre eles. Achei interessante, e até mesmo cômico essa forma de construir a história, mas não aconselho esse livro para aqueles que gostam de sentimentos mais complexos e histórias mais instigantes. Mas para o público pré-adolescente em geral, é um livro maravilhoso.
Eu ♥ Resenhas: Sussuro - Hush Hush
Marcadores: Anjos, Bom, Hush Hush, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Resenha
Título Original: "Hush Hush"
Autor: Becca Fitzpatrick.
Autor: Becca Fitzpatrick.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Livia de Almeida.
Falar sobre esse livro vai ser um pouco complicado para mim porque sempre tento ser imparcial e se tratando desse tipo de literatura - Young Adult - é sempre mais complicado porque não é um dos meus gênero favoritos. Mas vou tentar mesmo assim.
"Sussurro" ou "Hush Hush" conta a história de Nora Grey, uma menina comum, ou melhor, aparentemente comum.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
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