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Eu♥Resenhas: Chamas de Sangue - The Burns
Marcadores: Literata, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Literatura Vampiresca, M. L. Bastilho, Resenha, The Burns, YATítulo Original: Chamas de Sangue ~ Série The Burns
Autores: M.L. Bastilho.
Ano: 2011.
Número de Páginas:
Editora: Literata.
Edição: 1ª Edição.
The Burns conta a história de Débora Spencer, uma aspirante a atriz que acaba fazendo papéis que não condizem com seus planos e sonhos. Fazendo mais um papel em um filme B de vampiros e no papel da mocinha ingênua - para não dizer estúpida - Débora se sente cada vez mais frustrada e sem chances de sair do fundo do poço. Suas únicas fontes de alegria são Rodrigo, seu melhor amigo e conselheiro e sua linda cachorra da raça labrador. Até que em uma noite, um convite pronunciado na hora errada (ou certa!?) muda tudo.
Marcos Burns entra em sua vida, a mata e depois a faz renascer para a noite como uma vampira. Débora se vê completamente perdida dentro desse novo mundo e essa nova sociedade que tem suas próprias regras. Qualquer passo fora da lei é motivo para uma cabeça rolar, Débora aprende isso da pior maneira possível durante a sua jornada no primeiro volume da trilogia.
Em The Burns existem clãs e um conselho formado pelos líderes dos clãs mais poderosos, entre eles o clã Burns - é claro. A forma como a autora criou a estrutura da sua sociedade vampiresca me remeteu um tanto a Vampire Knight em alguns pontos, mas nada que matasse a história. Muito pelo contrário.
A personagem principal, Débora, é um tanto caricata em determinados momentos e chega a ser não só irritante, mas definitivamente chata, porém ela vai melhorando ao longo do livro (mesmo!). A indecisão sobre qual Burns ela quer acaba se tornando massante em certas partes e nós queremos estrangulá-la por fazer o Marcos sofrer tanto (coitado!).
Gostei bastante da parte que mostra o passado e história dos pais dos irmãos Burns, pois esses pequenos capítulos interferem bastante na visão do leitor sobre os dois irmãos, dando tons humanos aos vampiros principais da saga criada por Bastilho.
Certamente esse é um Young Adult bastante divertido e que eu não esperava que pudesse me agradar tanto. A escrita decorre bastante leve e a história é bastante dinâmica.
Vale ressaltar que a edição que tenho em mãos é a primeira e ela está com vários errinhos de revisão e a diagramação e o tamanho da letra são de matar qualquer leitor. Espero que numa segunda edição a editora em conjunto com a autora possam elaborar um livro mais agradável aos olhos na parte interior. Dar um espaço entre a margem e o começo do texto é algo essencial. Ninguém aqui gosta de ler arreganhando livro nenhum, aposto!
Marcos Burns, se tiver cansado da Debby, estamos aí! (Hahahaha, brincadeira! Mas não deu pra resistir :D)
Eu ♥ Resenhas: Casa Glass
Marcadores: Bom, Editora Underworld, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Literatura Vampiresca, Rachel Caine, YA
Título Original: "Glass House"
Autor: Rachel Caine.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 208.
Editora: Underworld.
Edição: 1ª Edição.
Casa Glass é o primeiro volume da
série “Os Vampiros de Morganville” escrito por Rachel Caine e faz parte do
booktour da editora Underworld.
Casa Glass conta a história da
perspectiva da adolescente de 16 anos Claire Danvers, estudante do primeiro ano
da faculdade de Morganville e um gênio em potencial. É bem verdade que Claire
poderia ir para universidades de renome,
mas por protecionismo dos pais, foi para a universidade mais próxima possível
para evitar que ela corresse algum risco na “cidade grande”. Porém, é claro que
eles não poderiam estar mais errados. Claire nos é apresentada como uma nerd e
sem habilidades para socialização, logo nos primeiros dias acaba cruzando o
caminho de uma das meninas mais influentes e populares da faculdade e, sem
querer, acaba por ridicularizá-la na frente de todos. E é a partir daí que Claire se torna o alvo
preferido de Mônica.
Eu ♥ Resenhas: Oh My Goth
Marcadores: Literatura Estrangeira, Regular, YA
Título Original: Oh My Goth.
Autor: Gena Showalter.
Ano: 2006.
Número de Páginas: 256.
Ano: 2006.
Número de Páginas: 256.
Editora: MTV.
Edição: ?
´´Oh My Goth`` conta a história de Jade Leight, uma
adolescente americana que não segue o padrão americano de viver, digamos assim,
pelo menos não o padrão existente na sua escola onde vestir rosa e ser uma
perfeita Barbie supostamente te faz uma pessoa melhor que os outros. Jade mais
seu seleto grupo de amigos são góticos, se vestem de preto, usam e abusam do
lápis de olho e curtem o lado negro das artes e da vida. Mas é claro que há uma
feroz rixa entre a turma Barbie e o grupo gótico como todo livro que usa essa
temática como plano de fundo. A língua
afiada de Jade somada a implicância das patricinhas deixam as coisas
divertidas, confesso, lembrei até um pouco da minha adolescência.
Com a chegada de um novo garoto na escola, um que pouco se
importa com rótulos deixa a briga mais pesada e é aí que, bem, as coisas vão
longe demais e a história segue um rumo completamente insano à lá ficção
científica (não consigo encontrar melhor adjetivo). Digamos que as coisas viram
de cabeça pra baixo na realidade alternativa em que as duas (Mercedes e Jade)
são presas. Lá ser Gótico é uma coisa muito legal e ser patricinha é uma coisa
muito 2010, então, de repente, temos Jade como abelha rainha da escola e seus
amigos passam a odiá-la porque agora eles são, espere, clones barbies. É como
se invertessem os papéis e ambas conseguem provar o sabor da vida que a sua
´´inimiga`` leva.
Jade que tanto prezava sua individualidade gótica parece
ficar desgostosa ao ver que a última moda agora era ser como ela. Eu
particularmente não gostei muito dessa reação dela porque a autora martelou
tanto isso que me pareceu que a personagem não tinha personalidade. Ela seguia
a cultura gótica porque era fora dos padrões e ela queria ser assim: fora dos
padrões. Queria chamar a atenção. Quando gostamos de algo, gostamos até quando
ele vira modinha, não importa o que aconteça, não é? Passando por esse ponto, o
interessante é que ela e Mercedes (a Barbie rainha da história) trocam de
papéis, Mercedes sente na pele o que ela provocou a Jade durante todo esse
tempo e Jade sente como é ser popular, mas odiada pelas pessoas que mais gosta. O livro é baseado em estereótipos. De certa
forma é isso que o livro mostra. As duas para conseguirem voltar a sua
realidade normal deveriam trabalhar em equipe, o que é bastante difícil porque
elas aparentemente têm que ultrapassar seus preconceitos e as atitudes
mesquinhas para conseguirem se entender. Mas acabam percebendo que por trás da
máscara estereotipada de ambas existem pessoas que muito se parecem.
Apesar da mensagem legal, o livro peca em vários aspectos,
especialmente por essa mudança maluca que encaminha o livro para um final à lá
sessão da tarde. Mas no geral, é um livro divertido e bom para passar o tempo.
Eu ♥ Resenhas: Para Sempre
Marcadores: Alyson Noël, Intrínseca, Os imortais, Regular, Resenha, YATítulo Original: Evermore.
Autor: Alyson Noël.
Editora: Intrínseca.
Número de páginas: 164.
Série: Os Imortais.
Meus amigos diziam leia “Para Sempre”, você não vai se arrepender. Muito melhor do que Crepúsculo (Confesso que esse comentário não me moveu muito, porque praticamente tudo é melhor que Crepúsculo). Então, novamente, eu resolvi ler um livro que fez barulho na multidão e, como Crepúsculo, me arrependi. Novamente.
Ever Bloom tinha uma vida perfeita: Popular, líder de torcida e moradora de uma casa maravilhosa. Mas essa perfeição se acaba quando um acidente acontece e, da sua família, somente ela se salva.
Mas ser salva não é nada agradável quando sua vida se transforma; A partir do acidente, ela passa a sentir a aura alheia, ouvir pensamentos e conhecer as pessoas com um simples toque.
Ever então muda de cidade e passa a tentar fugir do contato humano. Com um fone de ouvido para apaziguar as vozes dos pensamentos alheio que incessantemente infundem-se em sua mente, ela se torna impopular, confusa e com poucos amigos…
Inicialmente o livro conseguiu me enganar com tal pressuposto de uma adolescente: Ever Bloom, que um dia foi popular e se tornou impopular de certa forma por opção. Até que surge Damen, o perfeito namorado rebelde e capaz de salvá-la de seus dons, alguém que é capaz de calar as vozes dos pensamentos. Damen o perfeito clichê YA: o imortal lindo, romântico e desejado… Damen me irrita então do começo ao fim.
Confesso que me intrigou a explicação de como aqueles humanos se tornaram imortais, mas a forma com que se desenvolveu o mistério tornou a história enfadonha e sem o brilho, a ação que poderia ter tido foi completamente ocultada por cenas de romance bobo que na maior da parte do tempo nada importavam para o transcurso da narrativa.
Simplesmente, é um livro que tenta fugir do clichê e acaba caindo em um clichê pior ainda: O do YA estereotipado com algo novo, mas mal trabalhado. Então, por lê-lo, vou me arrepender para sempre.
Eu ♥ Resenhas: Crepúsculo
Marcadores: Intrínseca, Literatura Estrangeira, Literatura Vampiresca, Resenha, Ruim, YATítulo Original: Twilight.
Autor: Stephenie Meyer.
Editora: Intrínseca.
Edição: 2ª edição.
Ano: 2008.
Número de páginas: 384.
Tradutor: Ryta Vinagre.
Editora: Intrínseca.
Edição: 2ª edição.
Ano: 2008.
Número de páginas: 384.
Tradutor: Ryta Vinagre.
Crepúsculo conta a história de uma menina chamada Bella Swan que tem os pais separados e opta por morar com a mãe, mas após determinados acontecimentos, Bella, decide passar um tempo no interior com seu pai. E justamente no interior que a história se "desenvolve" e a protagonista da trama conhece o amor, bem, é claro que as coisas não são tão simples quando se está apaixonada por um "vampiro".
O motivo das aspas? Ao longo da resenha irei justificar cada uma delas. Crepúsculo é ruim. Por que é ruim? Bem, os personagens e a trama (existe uma trama?) são completamente mal construídos e trabalhados, isso só pra começar. A história poderia ser até interessante se fosse bem trabalhada, se o mito dos vampiros e lobisomens realmente tivessem sido utilizados, o que - convenhamos - não aconteceu. Particularmente eu acho uma ofensa a literatura chamar isso de livro, falar que Meyer é uma boa autora e etc. Digamos até que Meyer sabe contar uma história, mas não sabe como contar e muito menos como escrevê-la, ok?
Acho legal você dar uma originalidade ao mito, vários escritores trabalharam características interessantes em seus vampiros, mas não descaracterizaram a base do mito - o que Crepúsculo fez. Se você descaracterizar o que você está querendo mostrar, vai ser complicado para a pessoa identificar a coisa. Não é só porque você chama de vampiro que a coisa é necessariamente um vampiro, ainda mais na escrita, a coisa precisa agir como um vampiro também para que ela de fato se torne aquilo que o nome diz. Edward nunca se pareceu com um vampiro para mim, desculpe-me, mas é a minha opinião. Vou me arriscar e apontar o Louis de "Entrevista com o Vampiro" da titia Rice e comparar. O Louis nunca quis ser um vampiro, preza pelo seu lado humano e nós vemos o que ele sente sobre beber sangue humano no livro, mas é um mal que ele terá de se acostumar para continuar vivendo e o personagem tem ótimos momentos e é super bem trabalho e desenvolvido. É claro que eu prefiro o Lestat, mas isso não vem ao caso no momento, enfim...
A escrita de Crepúsculo é enfadonha e o romance é como mel e açúcar misturados. Arrisco a dizer que depois que li Twilight fiquei diabética (ou perdi uns neurônios pelas páginas). As descrições são fracas e os diálogos também são fracos, a maioria constitui-se de frases feitas e baratas. Se não concorda comigo é só dar uma lida em algum trecho do livro que vai entender, pelo menos se está acostumado com livros com um nível mais elevado.
A profundidade do romance é nula. O livro retrata o primeiro amor adolescente, mas mesmo assim parece que a autora quer dar uma profundidade forçada aos acontecimentos e isso anula qualquer sensibilidade. Além de usar metáforas religiosas o tempo todo e comparando vampiros a anjos. Sério, quem acompanha o mito sabe que na verdade eles estão mais relacionados ao demônio que a Deus, certo que Lúcifer era o anjo da Luz, mas não acredito que ele brilhasse no sol.
Uma das coisas mais absurdas que há em Crepúsculo é a forma como a Bella se deixa levar pelo que sente por Edward e pelo que sente. A forma como ela termina de ser anular e deixa apenas o que sente por ele, fazendo tudo por ele. Sério, se um cara - mesmo que deus grego - chegasse pra mim e disse que sentiu vontade de me matar de forma séria, eu jamais diria que confiava nele. Fala sério, se fosse o Jason você não diria, diria? Além do mais, ela abandona os amigos e nem se importa com o pai que é um dos que mais a ama. Que tipo de ser humano é esse, meu Deus? Eu me pergunto. Certo que grande parte dos adolescentes são propensos a atitudes como essa, mas que é insensato é indiscutível.
Acredito eu que a Meyer tenha se inspirado em autores do período romântico. Só isso para explicar em parte aquela idéia de amor tão idealizada, porque - convenhamos - a forma como o Edward nos é apresentado é completamente idealizada, porém nem podemos usar disso como desculpa, afinal os autores românticos não escreviam bobagens. O problema de Crepúsculo não são só os ideais que o "livro" transmite (ideais machistas, auto-destruição, etc, devemos ressaltar), mas também como a "autora" transmite esses ideais. O contexto é muito pobre e mal trabalhado.
Uma pergunta as fãs (se me permitirem, é claro): “Quais outras matérias além de Biologia, Educação Física e Espanhol a Bella estuda?” Hm, porque, pelo que eu me lembre, ela só estudava essas TODOS os dias. Talvez, devo confessar, eu possa estar enganada, mas pelo que eu me lembre até exclamei enquanto lia: "Ué! Só tem aula de Biologia e blá blá blá?", até a invejei, pois nessa época eu tinha 24 matérias para estudar. Enfim, voltando ao "livro"... A Bella é uma Mary Sue e o Edward é um Gary Stu (Mary Sues masculinas, se não estou errada).
Eu poderia citar as capas dos livros também, que não têm muito sentido, porém, acho eu que, pelo menos essa, deve ser uma analogia ao "fruto proíbido". Edward seria como a serpente (rs) marmórea purpurinada que tem os caninos avantajados e é tão perigoso quanto um mosquitinho (claro, o Aedes aegypti e o Anopheles são muito mais perigosos que este ser) poderia ser, ah! é claro, um mosquitinho vegetariano (não perguntem). E a Bella seria como Eva, que cai em tentação perante a serpente brilhosa. Sei lá, a Meyer é mórmon e o livro tem tantas metáforas religiosas, então deduzi que fosse isso. Mas é apenas a minha opinião sobre essa capa, enfim... Basicamente, Crepúsculo e série são "livros" comerciais, feitos apenas para lucrarem em cima de adolescentes/jovens/adultas (os) que encontram no "Edward" ou no "Jake" os homens "ideais" que faltam em suas vidas. Porém, eles não tem nada de ideais pra mim. Ou então, para os homens que encontram na Bella a mulher "ideal": submissa, burra e que precisa desesperadamente de alguém ao lado para viver.
Acho que vale ressaltar o que Vírginia Woolf - creio eu - disse : “É fácil dizer-se que não é um grande livro. Mas que qualidade lhe faltará? Talvez a de nada acrescentar à nossa visão de vida.”
Acho que isso resume tudo, não é?
Mas vale dizer que Crepúsculo fez algo de bom, muitas pessoas iniciaram no mundo literário graças a ele e estão se arriscando cada vez mais a ler livros mais densos e trabalhados, o que é ótimo. É óbvio que se você acha que Crepúsculo é o melhor livro do mundo e que é o único que você deve ler em toda a sua vida, você é completamente um alienado e vai morrer burro. Não por causa de Crepúsculo, mas porque você optou a se fechar para novos conhecimentos e experiências. Isso vale para aqueles que decidem que só devem se prender a uma única coisa como se fosse a melhor do mundo, independente de ser realmente o melhor livro do mundo. Aliás, você não pode dizer que algo é o melhor se você não conhece o pior porque não tem como comparar e analisar, ou seja, seu argumento é inválido. Escolher se fechar para tantas oportunidades boas e grandiosas como as que o mundo literário oferece é uma opção burra e se você escolheu isso, desculpe aí, mas você é burro. Ainda bem que seres humanos assim não tem tantas chances de evoluir e quem não evolui, se extingue. :D
Eu ♥ Resenhas: Estrela Píer
Marcadores: Literatura Brasileira, Muito Bom, Novo Século, Novos Autores, Resenha, YA
Título Original: "Estrela Píer"
Autor: Kamila Denlescki.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 231.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição.
Está aí um livro surpreendente. Comecei a ler achando que a história seguiria um rumo, mas todas as minhas teorias foram por água abaixo. Sem dúvida alguma o desfecho encontrado por Kamila Denlescki é bem original.
Começamos a história deduzindo que o livro seguiria da mesma forma que os filmes de comédia romântica da sessão da tarde, afinal, Lucia é uma jovem diferente das demais, preferindo ler um livro no seu tempo livre ao invés de ir a manicure - digamos assim -, ela também não tem muitos amigos nem tantas ambições, além de sua vida amorosa ser um fracasso. Podemos dizer que a protagonista segue o padrão de boa moça incompreendida. Eu devo confessar que não gostei tanto da personagem principal, mas com o passar das páginas ela vai se tornando mais interessante, apesar de às vezes sentirmos uma vontade gritante de entrar no livro e bater na infeliz até que nossos nervos se acalmem, mas falarei disso um pouco mais a frente.
Lucia é inscrita sem saber pela sua avó em um concurso que lhe daria uma viagem para Londres e o direito de conhecer o astro blockbuster do momento: Richard Clevehouse. E, adivinhem? Ela ganha, ou melhor, ela ganha e não quer ir. Foi a primeira vez que me irritei com a personagem, sério. Ganhar uma viagem internacional com direito a conhecer o astro do momento e ficar em dúvida entre ir e não ir? Mas, certo, a autora expõe argumentos que explicam a razão de Lucia não querer ir, porém, não me convenceu tanto. De qualquer maneira, conseguem convencer a garota a ir para a incrível viagem e, obviamente, ela fica deslumbrada quando chega ao lugar. Apesar do livro continuar seguindo em português (obviamente) quando ela chega na Inglaterra, em minha mente eu ia traduzindo todas as falas para o inglês.
Ao chegar na Inglaterra, Lucia descobre que o seu jantar com Richard foi adiantado para aquele dia, uma vez que o ator está com sua agenda cheia de compromissos para o resto da semana. De acordo com a mudança, Lucia é levada até uma equipe que cuida de sua aparência para o jantar. Após a, digamos assim, transformação, ela finalmente é levada até o restaurante reservado para o tão esperado jantar. Nesse momento que coisas estranhas começam a acontecer, como o fato da sua "marca de nascença" ser estranha para tantos (ou eu deveria dizer que é comum até demais para eles?).
Podemos dizer que o livro ganha um novo clima a partir do momento que Richard decide fugir do restaurante levando a relutante Lucia com ele, ganhando mais dinamismo nas ações e fazendo da história uma aventura mais interessante com ares de mistério, que - claro - a autora explica no decorrer da história. É óbvio que nem todas as perguntas tem respostas nesse livro, uma vez que o epílogo deixa um gancho para uma continuação.
Em "Estrela Píer" o leitor encontrará um pouquinho de cada gênero, inclusive ficção científica, embora todos os gêneros girem em torno do romance conturbado entre Lucia e Richard, afinal, ela se apaixona logo por quem? Pelo homem errado e pelo vilão, ora bolas! Mas para entenderem a razão dessa afirmativa, é preciso ler o livro.
Uma das coisas que eu gostei nos argumentos apresentados no decorrer do livro é que ninguém pode definir o que é certo para outra pessoa, muito menos um alguém para um relacionamento. Somente nós mesmos podemos definir o que é bom para a gente e quem é melhor para estar ao nosso lado, é verdade que às vezes falhamos na escolha, mas humanos são falhos, não? E mesmo que encontrássemos a pessoa perfeita para a gente, em algum momento, haveria algum conflito porque o que seria da vida sem os problemas? Um tédio, sem dúvidas, ainda mais relacionamentos... Afinal, o melhor da briga, é a reconciliação, concordam? Rá!
Comentários pessoais à parte, o livro consegue um desfecho bem original como já foi dito e apesar da narrativa ser um pouco falha às vezes e alguns diálogos e passagens desnecessários, o livro é adorável. Estrela Píer não perde em nada para os livros do gênero YA internacionais, diria até que é superior a alguns que tive a oportunidade de ler. Pelo menos este é mais original e peculiar que os outros que li. Como eu costumo dizer, não morro de amores por esse gênero literário, mas acho que é o tipo de livro bom para esfriar a cabeça após leituras mais densas. Como YA, o livro cumpre seu papel e até vai um pouco além, por isso a pontuação em estrelas. Vale lembrar que esse é o primeiro livro da autora e nem sempre acertamos em tudo no primeiro livro, com o tempo, o escritor vai se aperfeiçoando. Super recomendado para os fãs do gênero YA e para aqueles que estão interessados em ler um livro divertido, sem palavras muito complicadas e situações pesadas demais no quesito drama.
Eu ♥ Resenhas: "Wake" (Despertar)
Marcadores: Julliana Passos, Lisa McMann, Resenha, Ruim, Wake, YA
Autor (a): Lisa McMann
Ano: 2008.
Número de páginas: 208.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
Ano: 2008.
Número de páginas: 208.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
Wake conta a história de Janie Hannagan, uma garota que é “sugada” para dentro dos sonhos de outras pessoas. Neste momento você se pergunta: “Sugada?”, isso mesmo, “sugada”. Janie não tem controle sobre o seu poder e sempre que está por perto de alguém que está dormindo, ela acaba indo parar nos sonhos dessa pessoa, mas esse tipo de coisa estava começando a ficar cansativa. Apesar de Janie já ter aprendido a lidar com os sonhos sobre quedas, nudismo e sexo sem reagir de uma maneira muito estapafúrdia, os pesadelos apavorantes a matavam. Talvez pela intensidade que possuem, eles conseguiam afetá-la tão diretamente no subconsciente como no consciente. Porém, até então, Janie era apenas uma reles observadora dos sonhos alheios, mas aí ela cai em um pesadelo “terrível” no qual ela deixa de apenas observar e começa a participar.
Wake começa com argumentos pra um enredo incrível, porém quanto mais lemos a decepção se torna cada vez mais evidente. Apesar de o livro nos oferecer uma proposta incrível, a escrita da autora peca o suficiente para acabar com a vontade de ler qualquer que seja a próxima linha. A forma como ela desenvolve a história – narrando os fatos através dos horários em que ocorreram – é demasiadamente cansativa, apesar de nos oferecer pequenos parágrafos, a autora poderia ter inteirado os momentos em capítulos maiores, desenvolvendo assim, a história de uma maneira mais legível. A narrativa se arrasta de forma tediosa até que Janie conhece Cabel, quando este aparece, a história fica um pouquinho mais envolvente, mas nada que faça esse livro merecer mais do que uma estrela. Para falar a verdade, achei a história muito fraca e mal desenvolvida, a escrita da autora infantil e a personagem principal sem graça alguma. Terminei de ler o livro apenas porque não gosto de desistir no meio da leitura, mesmo sendo uma grande decepção. Aliás, Wake foi exatamente isso para mim.
Li o livro pela primeira vez antes de ser lançado pela editora de livros Novo Século, através de um e-book que encontrei na internet. Não lembro exatamente se ele me foi recomendado ou se encontrei alguma comunidade sobre o livro, no Orkut. Estava muito ansiosa para lê-lo já que a sinopse, como já disse, tinha uma grande proposta. As primeiras treze (é, só treze) páginas foram lidas facilmente, até chegar à décima quinta, acreditem ou não, foi um suplício (vejam bem, consigo ler um livro com mais de 300 páginas em um dia). A história toda foi um desgosto, uma vez que as partes mais emocionantes do enredo, os sonhos, foram porcamente descritos. A parte terrível não era nem tão assustadora assim, a parte do sexo, nem tão interessante quanto achei que seria e os sonhos sobre quedas e nudez em público, como os outros, nada demais. Esse livro simplesmente não prendeu a minha atenção e ainda por cima conseguiu um efeito sonífero incrível sobre mim, tanto que encarei o título da obra como um conselho da autora para com seus leitores, especialmente para comigo.
Talvez o livro tivesse sido mais interessante para mim quando eu tinha doze anos de idade, no momento, reitero todos os adjetivos negativos que usei nesta resenha.
Não recomendo, a menos que você não tenha absolutamente mais nada para ler.
Porém, apesar dos pesares, tentarei ler as sequências: “Fade” e “Gone”, pois pelas resenhas que andei lendo sobre esses dois, parece que a história fica um pouco melhor e os personagens mais desenvolvidos. E, claro, quando eu terminar a leitura, postarei aqui a resenha sobre eles.
O Trailer Book
Curiosidades: Para os que se interessaram, Wake provavelmente virará filme e Miley Cyrus está sendo cogitada para o papel de Janie. Acho eu que Wake se sairia melhor como filme do que se saiu como livro, mas – é claro – tudo depende da equipe envolvida.
"I Heart You, You Haunt Me"
Marcadores: Editora Underworld, I Heart You You Haunt Me, Lançamentos, Lisa Schroeder, YASegundo informações que recebi ontem via twitter da Editora Underworld, eles irão publicar "I Heart You, You Haunt me" da autora Lisa Schroeder. Uma ótima notícia para os fãs do livro e da autora. Porém ainda não há uma data especifica para o lançamento, porque eles acabaram de fechar o contrato e ainda segundo a própria editora, eles vão tentar apressar o máximo na produção deste exemplar. Portanto, por enquanto, a única coisa que podemos fazer é esperar mais informações com os dedos cruzados.
Confira a sinopse de "I Heart You, You Haunt Me":

"Uma garota conhece um menino.
Essa garota perde o menino.
Essa garota perde o menino.
E então o tem de volta...
... ou algo como isso.
Ava não pode vê-lo ou tocá-lo, a menos que ela esteja sonhando. Ela não pode ouvir a voz dele, exceto pelos fracos sussurros em sua mente. A maioria pensa que ela está louca, mas ela sabe que ele está aqui. Jackson, o garoto com que Ava pensou que passaria o resto da vida junto. Ele voltou dos mortos, como prova que seu amor não conhece fronteiras."
... ou algo como isso.
Ava não pode vê-lo ou tocá-lo, a menos que ela esteja sonhando. Ela não pode ouvir a voz dele, exceto pelos fracos sussurros em sua mente. A maioria pensa que ela está louca, mas ela sabe que ele está aqui. Jackson, o garoto com que Ava pensou que passaria o resto da vida junto. Ele voltou dos mortos, como prova que seu amor não conhece fronteiras."
Eu ♥ Resenhas: Marcada
Marcadores: Bom, Kristin Cast, Literatura Estrangeira, Marcada, Novo Século, P. C. Cast, Resenha, YATítulo Original: "Marked'.
Autor (as): P.C. Cast e Kristin Cast.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 327.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
"Marcada" é um livro bem "light", mas nada tão marcante. Conta a históra de Zoey Redbird, 16 anos, e de como ela foi "marcada". Na realidade do livro, vampiros sempre existiram e convivem com as pessoas normais, exceto este fato a sociedade em que vivemos não foi alterada. Quando Zoey recebe a marca, precisa se afastar de seus amigos e de toda a sua antiga vida, mudando-se para o internato "The House of Night" onde aprenderá mais sobre a cultura dos vampiros e terá de suportar a transformação, porque se não suportar, morrerá. Porém, Zoey não é como os outros alunos de House of Night, sua marca começa a se desenvolver muito precocemente, fazendo com que todos se surpreendessem. Ela também se sobressai, irritando principalmente Afrodite, a até então Líder das "Filha Negras".
Eu li em dois dias praticamente, a leitura foi realmente bem leve. A história não é tão profunda, afinal se trata de adolescentes e é escrita para os adolescentes no geral. E é difícil que os livro deste gênero nos faça pensar sobre as grandes questões da vida, da morte, entre outras coisas mais; porém, ainda assim, podemos tirar algumas reflexões interessantes do livro. Como, por exemplo, sobre a alienação religiosa, sobre quando a vida vira de cabeça pra baixo, etc. Se eu falar demais posso acabar me empolgando e soltando um spoiler (que, claro, só agradam a mim).
Acho que a Zoey e os amigos são os típicos adolescentes, mas cada um tem sua personalidade, óbvio. E a forma como as autoras encaixaram isso ficou interessante, porque em cada linha percebemos os contrastes entre os personagens. É impossível não se identificar com pelo menos um, mesmo que seja bem pouco. Afinal, todos fomos ,somos ou ainda seremos adolescentes, não?
Achei peculiar a forma que apresentaram o tema do vampirismo, unindo também um pouco de "bruxaria" (aqueles rituais, os elementos e as marcas me lembraram a bruxaria). Pelo menos foi o que passou pra mim, achei legal, mas um pouco estranho também. O contraponto é que mostrou que os vampiros também possuem uma espécie de religião e crença. Os vampiros de "House of night" não são criaturas "demoníacas" (há quem diga que os vampiros são "filhos" do demônio, não?). Bem, quando eu li sobre a marca, a primeira coisa que me veio a mente foi a "marca do diabo" (não sei se é assim mesmo que chamam, esqueci como é, desculpem), segundo o "Malleus Malleficarum" o demônio marcava as bruxas e ao encontrar essa marca era a prova de que de fato a pessoa se tratava de uma feiticeira e, consequentemente, uma seguidora do diabo; porém, essa marca ficaria em locais estratégicos, díficeis de serem vistos. Nyx marca seus seguidores da mesma forma; porém, bem no meio da testa, enfim... Isso apenas me fez lembrar e eu achei interessante comentar (e também para explicar mais um dos motivos de eu ter relacionado a bruxaria). "Vampiros bruxos" é um pouco estranho, né? Bem, eu também acho, mas Marcada sabe apresentar isso de uma forma interessante e, de certa forma, se explica (mas eu ainda acho muito ruim as marcas no meio da testa, como eles poderiam se misturar aos humanos e caçarem? Da forma que são, são alvos fáceis). Enfim...
Acho que devo acrescentar que a Zoey é uma Mary-Sue (para quem não sabe o que é, criarei um post futuramente para esclarecer isso) desgraçada, não? E achei o Erik como aqueles colírios da Capricho (acho que isso resume tudo, bem, espero que saibam que eu não gosto da capricho, pois é, agora acho que está explicado como o vejo), putz! Fora isso, pelo menos neste livro os outros personagens tem um pouco de importância, isso é que faz o livro ser agradável para a leitura.
Em suma, "Marcada" é um livro legal para ser lido, mas não esperem nada filosófico demais ou um livro com vampiros como o Drácula (aliás, o desprezo que Neferet se referiu ao livro me magoou). Não foi o melhor livro que li, mas até que foi divertido. As comparações que a Zoey faz são engraçadas por serem tão superficiais às vezes (mas só eu senti que a personagem amadureceu um pouquinho até o final do livro? Talvez tenha sido o senso de responsabilidade (opa! me lembrei da 'frase de Homem Aranha utilizada "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades").
Recomendo para aqueles que querem se distrair um pouco e para todos que curtam Young Adult.
Curiosidades: A série The House of Night é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos e no mundo. A série já é bestseller no The New York Times, com mais de 3 milhões de livros vendidos. As autoras já anunciaram que a série The House of Night será formada por 9 livros. É a nova aposta da Saída de Emergência, uma série de fantasia/horror vocacionada para um público jovem adulto. Marcada (Marked) é o primeiro volume da série House of Night e foi escrita por P. C. Cast e pela sua filha Kristin Cast.
Curiosidades: A série The House of Night é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos e no mundo. A série já é bestseller no The New York Times, com mais de 3 milhões de livros vendidos. As autoras já anunciaram que a série The House of Night será formada por 9 livros. É a nova aposta da Saída de Emergência, uma série de fantasia/horror vocacionada para um público jovem adulto. Marcada (Marked) é o primeiro volume da série House of Night e foi escrita por P. C. Cast e pela sua filha Kristin Cast.
Primeiras Impressões #1
Marcadores: Editora Underworld, Mandy Porto, Primeiras Impressões, Sussurros de Uma Garota Apaixonada, YA
"Sussurros de Uma Garota Apaixonada", para aqueles que não sabem, é um livro de uma nova autora brasileira chamada Mandy Porto (acesse seu blog aqui).
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