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Eu ♥ Resenhas: @bia_bem
Marcadores: Bom, Editora Porto de Ideias, Eu ♥ Resenhas, Nanocontos, Resenha
Título Original: "@bia_bem".
Autor: Guilherme Donadio, Vitor Fernandes, Luciana Xavier.
Autor: Guilherme Donadio, Vitor Fernandes, Luciana Xavier.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 56 páginas.
Editora: Editora Porto de Idéias.
Edição: 1ª edição.
@bia_bem é um livro no estilo do Twitter que conta, em microcontos de até 140 caracteres, a história fragmentada de Bia. Os autores, frequentadores assíduos da movimentada rede social, criaram uma personagem de humor peculiar e nem sempre politicamente-correta. Diversão em pequenas doses pra quem se comunica só com o essencial. Menos é mais. #partiu
Esse não foi o meu primeiro contato com Nanocontos, na verdade primeiro conheci através de Cem Toques Cravados de Edson Rossatto na versão da editora Andross.
Achei bastante interessante o livreto, realmente é bastante pequeno, menor até que "Cem Toques", mas isso não quer dizer que o livro seja ruim. Eu, particularmente, gosto de nanocontos. Acho que a pessoa precisa se esforçar bastante para conseguir construir uma história completa em poucos caracteres.
Gostei da premissa que @bia_bem traz. Hoje em dia temos várias redes sociais que nos permite expor nossas vidas e nosso dia-a-dia de várias formas possíveis. Seja através de vídeos como no youtube, fotos no instagram, o facebook, listas através do Listme e, por fim, temos redes sociais bastante objetivas como o twitter em que todos nós estamos conectados por meio de 140 caracteres. Milhares de pessoas hoje costumam postar o que estão fazendo e como estão fazendo no twitter, mesmo que ninguém se importe. Nisso, através de frases curtas e objetivas, acompanhamos a vida de Bia que é como essas tantas pessoas que tornaram o twitter o sucesso que é hoje.
"No dia marcado para o parto, o namorado de Bia #partiu"
Coisas do dia-a-dia das pessoas, nada extraordinário demais. Alguns momentos que todas já passaram. Para mim, @bia_bem traz um "quê" de nanocontos misturado a crônicas, pois várias vezes satiriza o comportamento da personagem, mostrando as desventuras que ela passou através de uma twittada. Achei bastante criativo e inovador a forma como os autores trabalharam isso. Acredito que essa literatura minimalista ganhará cada vez mais espaço, afinal é uma história que te permite refletir e se divertir em pouco menos de 5 minutos.
Como o tempo é algo que vem se tornando cada vez mais precioso, nada como uma diversão rápida e satisfatória para alegrar os dias mais cinzentos da semana. E @bia_bem, essa twitteratura - como vem na capa -, é um dos exemplos disso. O livro conta com um nanoconto por página, é realmente bem rápido de ler. As folhas do livreto são todas coloridas e se assemelham a páginas de revista. Achei bem feito o trabalho da editora.
Recomendo, especialmente, para os apressadinhos e fãs de nanocontos que buscam uma leitura leve e divertida. #Leiam
Xoxo,
Julliana.
Eu ♥ Resenhas: Casa Glass
Marcadores: Bom, Editora Underworld, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Literatura Vampiresca, Rachel Caine, YA
Título Original: "Glass House"
Autor: Rachel Caine.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 208.
Editora: Underworld.
Edição: 1ª Edição.
Casa Glass é o primeiro volume da
série “Os Vampiros de Morganville” escrito por Rachel Caine e faz parte do
booktour da editora Underworld.
Casa Glass conta a história da
perspectiva da adolescente de 16 anos Claire Danvers, estudante do primeiro ano
da faculdade de Morganville e um gênio em potencial. É bem verdade que Claire
poderia ir para universidades de renome,
mas por protecionismo dos pais, foi para a universidade mais próxima possível
para evitar que ela corresse algum risco na “cidade grande”. Porém, é claro que
eles não poderiam estar mais errados. Claire nos é apresentada como uma nerd e
sem habilidades para socialização, logo nos primeiros dias acaba cruzando o
caminho de uma das meninas mais influentes e populares da faculdade e, sem
querer, acaba por ridicularizá-la na frente de todos. E é a partir daí que Claire se torna o alvo
preferido de Mônica.
Eu ♥ Resenhas: Extraneus 2: Quase Inocentes
Marcadores: Antologias, Bom, Estronho Editora, Extraneus, Literata, Literatura Brasileira, MD Amado, ResenhaEditora: Estronho e Literata.
Autores: Adriano Siqueira, André Bozzetto Jr, Camila Fernandes, Georgette Silen, Giulia Moon, Juliano Sasseron, Luciana Fátima, Ana Lúcia Merege, Andrés Carreiro Fumega, M. D. Amado, Celly Monteiro, Felipe Pie;
Organização: MD Amado.
Páginas: 130.
É a primeira vez que faço uma resenha de uma antologia, então… É provável que não fique tão boa. Como a Juh já disse, escrever uma resenha de Antologia sempre é complicada…
Ao ver o livro, o primeiro impacto é ter em mãos algo com um projeto gráfico tão assustadoramente bonito: Capa opaca, páginas pretas, desenhos com trejeitos infantis e, ao mesmo tempo, horrendos. O pequeno livro é terrivelmente atraente do seu modo…
Organizado por MD Amado e prefaciado por Martha Argel, Quase inocentes é um livro que oscila entre o bom e o mediano… Não me convém dar a tal uma nota máxima, pois a diversidade de autores trouxe alguns contos de linguagem elementar ou até mesmo de enredos não tão bem desenvolvidos que me incomodaram – E não é conveniente citá-los. No entanto, alguns dos contos foi desenvolvida com maestria e originalidade sem cair no clichê, dentre os quais o que se destacou foram…
O conto de Georgete Sillen Dentinho nos transporta a mente inocente de uma garotinha com seu ursinho de pelúcia, perdida em uma noite escura.
O segundo conto do livro foi Criança Noturna, meu conto preferido do livro, em uma brilhante mistura de maldade, inocência e poesia na pequena imagem de uma menina vampira contada pela narrativa brilhante de Giulia Moon.
No entanto, não foi só de fantasia que vive o quase inocentes, o realismo também teve lugar com o Vestido Cor-de-Rosa de Camila Fernandes. E a fantasia foi também explorada em textos pouco desenvolvidos como “A Revelação Kyngá”, “Brincadeiras de Criança”. Ainda é de vital importância citar a originalidade de Loucos, ocos, passos de sopros.
Neste livro, ainda estão Corações Negros, Guardian Angel, O Presente de Berenice, O Grande Estopim para a vida criminosa de Alice Carmesim, Duas crianças, duas chaves, Caindo no Despertar, , Reversões , O Poço de Harpias. e etc.
Quase Inocentes promete mostrar que de inocentes essas criancinhas não tem quase nada…
Eu ♥ Resenhas: O Livro Sem Nome
Marcadores: Bom, Efeveka, Resenha, ScortecciTitulo Original: O Livro Sem Nome
Autor: Efeveka
Ano: 2010
Editora: Scortecci
Numero de Páginas: 155
"Entre diálogos insanos e momentos de introspecção, um indivíduo, que talvez seja dois, se vê diante das questões de sempre, que ele espera resolver como nunca (como sempre)..." |
Definir o O livro Sem Nome é concretizar o inefável. Rotulá-lo não me convém, mas minha visão sobre o que li, sobre as palavras que estampadas nas poucas páginas, abrangem risos e reflexões… Então, comecemos pela estruturação do texto para depois analisar pormenores e noções.
A narrativa estruturada em forma de pequenos monólogos e diálogos trazem sempre um conjunto de indagações que se unem formando uma história sobre o anônimo incógnito, um ser incógnito tentando salvar o mundo… Tal como estar exemplificado a seguir:
Fechei os olhos.
“O que importa é o gosto. O que importa é o gosto. O gosto. O gosto, o gosto, o gosto...”
Eu não encontrava o gosto.
Numa jujuba, era fácil encontrá-lo. Já nessa outra coisa, não me parecia claro o quê degustar. Onde estaria o gosto senão nela? No sorriso dela, nas palavras dela?
Onde estaria o gosto, senão, no beijo...
Menininha_de_Trancinhas: Anônimo...
Anônimo_Incógnito: Menininha...?
Menininha_de_Trancinhas: Você já...
Anônimo_Incógnito: ...?
Menininha_de_Trancinhas: Ah, você com certeza já! Mas é que eu nunca... eu nunca...
Anônimo_Incógnito: ...?
Menininha_de_Trancinhas: Ah, você sabe...
O livro aparentemente é composto por vários diálogos isolados, mas percebe-se a cada diálogo que eles se complementam, se interligam. Tais conversações isoladas fazem um determinado sentido mais restrito que o completo.
A forma cadenciada dos textos (usando, por vezes, estruturas muito semelhantes para constituir a narrativa e efeitos de repetição equivalentes), torna por vezes o desenrolar cansativo. Em outras palavras, da mesma forma que os monólogos teatrais, a letargia se instala pela repetição – a utilização de uma mesma forma em todas as páginas. Eu não considero um defeito grave, mas a maioria dos leitores considera. Por esse motivo, devorá-lo de uma só vez pode causar uma depreciação da obra, porque a complexidade da maioria dos diálogos requer mais que uma leitura superficial, requer uma extrema concentração uma mente aberta sem preconceitos literários.
Sim, deixe preconceitos literários de lado antes de lê-lo. Pois o autor usa a liberdade literária como uma de suas formas mais marcantes.
É totalmente visível a adição de personagens aleatórios no texto, mas percebe-se que tal adição é proposital tal como o uso excessivo de reticências nos diálogos (já que falar em reticências é uma das características mais marcantes do anônimo).
É um livro que pode parecer excêntrico a primeira vista. Mas que ao fim deixa-nos com aquele ar de admiração, pois as pequenas coisas da vida são ali postas de uma forma inusitada, as indagações mais idiotas ganham um sentido… E outras têm seu sentido desfeito para dar lugar a indagações que não são respondidas, já que nem o anônimo, nem o autor são os donos da verdade... Afinal, o que importa é o gosto. O gosto…
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Eu ♥ Resenhas: Mundo Sem Fim
Marcadores: Bom, Editora Rocco, Idade Média, Ken Follet, Pilares da TerraTitulo Original: World Without End.
Avisos: Este livro faz referência a violência e sexo.
Autor: Ken Follet.
Ano: 2007.
Editora: Rocco.
Numero de Páginas: 941.
Como diz a indicação na contra capa, este livro já nasceu Clássico. Mas morreu como tal?
Mundo Sem Fim é um romance histórico do maravilhoso escritor Inglês Ken Follet. O livro Medieval foi lançado em 2007 sob grande expectativa dos Fãs de Follet e por uma razão justíssima.
Este romance se passa em 1327 e é uma continuação do livro de maior sucesso do inglês, o também medieval Pilares da Terra I e II. Livros estes fantásticos para os amantes da literatura Medieval e Clássico Boníssimo para os demais.
Cercado por está grande expectativa de escrever a seqüência do seu livro de maior sucesso, Follet acabou por escrever um livro pela metade.
O livro inicia-se com quatro protagonistas: Merthin, Ralph, Gwenda e Caris. Estes quatro ainda crianças acabam testemunhando a luta entre soldados da rainha e um cavaleiro fugitivo. Este cavaleiro, chamado Thomas guarda um grande segredo, portanto foge de todo o poder da realeza, por fim esconde uma carta chave e pede a Merthin que quando morrer o menino deve entregá-la a um padre.
A partir daqui, a trama começa a andar de fato e tem no início dois pontos cruciais para o não fracasso total do romance. Ken Follet tem uma das formas mais maravilhosas e naturais de narrar suas historias. Sua calma que o impede (ao menos nos romances medievais) de dar um ritmo veloz lhe compete uma historia envolvente, estável e, sobretudo, real.
Já o seu segundo ponto positivo é como ele nos apresenta está época tão interessante da humanidade. Ao contrario de TODOS os outros livros que falam da idade média ou fantástica idade média que já li, tais como: Ivanhoé, Crônicas do Mundo Emerso, A Guerra dos Tronos, O Arqueiro, Entre outros. Ao contrario de todos eles, Ken Follet não foca em Guerras, Cavaleiros, Honra Cavalheiresca, Reis, Rainhas, Torneios, Espadas brilhantes, Pilhagem, Nobreza e Brasões. Apesar de tudo isso fazer parte da trama, o foco é a verdadeira vida medieval.
Tanto que dos quatro personagens principais, apenas Ralph tem algum contato com a Nobreza, sendo está sua obsessão. Já Merthin é um aprendiz de construtor, Gwenda uma Camponesa e Caris, filha de um mercador rico.
Eles passam suas vidas em KingsBridge, um priorado conhecido por sua Catedral com aproximadamente duzentos anos. E se Pilares da Terra demonstra como um Prior, espécie de prefeito, pode levar o lugar à ascensão material e espiritual, Mundo Sem Fim demonstra o contrario.
O Priores de KingsBridge são ultra ortodoxos e impedem muitas vezes que a cidade prospere e é missão dos mercadores lutar contra está tirania. Como? Com jogos de interesse, planos meticulosos e uma discreta batalha de influencia.
Até certo ponto a historia vai melhorando sucessivamente e somos surpreendidos com elementos realmente muito bons.:Há a peste negra e a inquisição; Uma igreja real, portanto cruel e mesquinha, se insinua na ignorância do povo e faz por ali seus maiores estragos mantendo todos cegos e ignorantes.
Merthin cresce neste ambiente político e torna-se o mais notável construtor, Ralfh torna-se pajem e mais tarde vai a Guerra dos Cem anos. Gwenda é quase que esquecida por Follet e tem uma historia capenga e pobre, podendo até ser excluída do livro. E, por ultimo, Caris que tem o verdadeiro protagonismo durante toda a peste negra.
O problema é que, com tantos elementos interessantes, Ken Follet não consegue vencer aquela fase do “Tá quase lá”. O tempo todo eu esperei o momento em que perderia o fôlego e a historia deslanchasse de vez. E por mais que isso estivesse próximo a acontecer, o livro segue e não acontece, deixando um grande vazio decepcionante.
O Final do livro é ainda mais decepcionante. O Autor claramente perde o interesse pela historia e começa a deixar grandes lacunas e espaçar cada vez mais as ações. Os personagens envelhecem mais de dez anos e tomam atitudes primordiais para a trama em menos de meio capitulo.
E para finalizar a lambança, a carta misteriosa de Thomas, que muitas vezes é esquecida na trama e em outros momentos é reativada como principal motivador, mostra-se uma verdadeira “merda”: Sem graça, sem sal, sem real utilidade e broxante.
A trama tem vários pontos inexplorados e esquecidos, tem personagens vazios durante tempo demais e personagens importantes por tempo de menos. É extremamente irritante você perceber que a trama é boa, apenas não foi explorada. Por quê? Por desmazelo, preguiça, cansaço, não sei ao certo.
Sei que o Sr. Ken Follet merece respeito com sua bela historia, mas para mim ,a partir do momento em que você publica um livro a historia passa a ser dos fãs e não apenas do autor. Eu, como um grande fã de Follet e como “dono” de Mundo Sem Fim cravo que este é um conto pela metade.
E, por assim ser, ele merece metade da nota que eu gostaria de dar. Então, um quatro fica de ótimo tamanho.
E vale dizer, aqueles que quiserem ler Follet, comecem pelo magnífico Pilares da Terra e deixem Mundo Sem Fim para um tarde vazia.
Obrigado!
Eu ♥ Resenhas: A Pirâmide Vermelha
Marcadores: Bom, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Percy Jackson, Pirâmide Vermelha, Resenha, Rick Riordan
Autor: Rick Riordan.
Editora: Intrinseca.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2010.
Número de páginas: 448.
Tradutor: Debora Ísidoro.
Editora: Intrinseca.
Edição: 1ª edição.
Ano: 2010.
Número de páginas: 448.
Tradutor: Debora Ísidoro.
Mais um livro de autoria de Rick Riordan (Escritor da saga Percy Jackson e os Olimpianos). O livro segue o estilo de narração da saga de Percy Jackson, e em certos momentos soa como "Mais do mesmo". Porém, as pesquisas sempre bem trabalhadas de Rick Riordan conseguem ser sempre envolventes, nos mostrando fatos e lendas, que não conheceríamos nem se nossos professores de história estivessem dispostos a nos contar, e isso consegue sempre atiçar minha curiosidade.
O livro conta a hitória de Carter e Sadie que, desde a morte de sua mãe, viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane. Em uma determinada noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário do que imaginava e planejava, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-o ao esquecimento e força as crianças a fugirem para salvarem suas vidas. Logo, Sadie e Carter descobrem que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.
A história é mostrada pelo ponto de vista dos irmãos Kane, que relatam seus sentimentos, as histórias, e até mesmo as brigas entre eles. Achei interessante, e até mesmo cômico essa forma de construir a história, mas não aconselho esse livro para aqueles que gostam de sentimentos mais complexos e histórias mais instigantes. Mas para o público pré-adolescente em geral, é um livro maravilhoso.
Eu ♥ Resenhas: O Caminho do Poço das Lágrimas
Marcadores: André Vianco, Bom, Literatura Brasileira, Novo Século, ResenhaTítulo Original: "O Caminho do Poço das Lágrimas"
Autor: André Vianco.
Ano: 2008.
Número de Páginas: 208.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição.
O Caminho do Poço das Lágrimas é um livro do André Vianco que eu sempre tive curiosidade para ler, por isso aproveitei uma promoção no site Submarino e o comprei tão logo pude e bem, seria mentira da minha parte não dizer que o livro foi uma grande surpresa para mim porque a temática difere bastante da maior parte dos livros do Vianco que eu conheço.
A história que nos é apresentada em "O Caminho do Poço das Lágrimas" é repleta de suspense. No início conhecemos Jonas, seus dois filhos e o conflito que há entre eles. Os três acordam no meio do nada sem saber o que aconteceu e como foram parar ali. A cada página o suspense aumenta e diversas teorias surgem na cabeça do leitor para tentar explicar a situação dos personagens. É mais do que claro que Vianco sabe conduzir uma boa história. O pai - Jonas - que não quer que os filhos desconfiem que estão perdidos, finge saber exatamente onde está e que o carro se encontra após um caminho de pedras que avista por ali. Bosco, o filho mais novo, é o que mais desconfia do pai, mas o segue mesmo assim. E, dessa forma, os três entram no caminho do Poço das Lágrimas.
Enquanto seguem a sua caminhada, encontram um homem que lhes avisa para não saírem do caminho e que devem seguir em frente sem ficarem tentados a sair ou a parar. Certo, é lógico que eles saíram do caminho e, de certa forma, até creio que foi necessário porque quando saem, tem de enfrentar seus pesadelos e temores. Então começamos a conhecer um pouco mais cada personagem através do universo fantástico que Vianco criou dentro dessa história. Por alguma razão lembrou-me um pouco Alice no Pais das Maravilhas e Coraline, talvez pelo local "parecer ser" um universo paralelo a realidade, mas é claro que esta obra não se equipara aos dois, porém - mesmo assim - não deixa de ser um bom livro. E apesar de eu já ter deduzido na metade da história o que havia acontecido, posso dizer que acertei só a metade dos fatos - o que é muito bom -, mesmo que o final tenha sido um pouco desanimador. Pelo menos para mim foi, achei um tanto cruel para um determinado personagem, que eu não vou especificar para deixar o clima de suspense no ar.
O fato é que essa obra de André Vianco nos transmite diversas reflexões sobre algumas atitudes que por vezes temos. Bosco, Jonas e Ingrid (filha mais velha) são como nós, então podemos nos identificar com os personagens e compreender suas atitudes na maior parte das vezes, além do mais, eles nos cativam o que é ótimo durante a leitura, diria até que é necessário para o leitor.
A linguagem abordada por Vianco é simples, apesar de encontrarmos vez ou outra alguma palavra nova para nosso vocabulário, mas dentro do contexto construído por ele, recorrer ao dicionário não é tão necessário porque conseguimos compreender o que ele quis dizer. Mas é importante marcar as palavras desconhecidas em algum caderno ou até mesmo no próprio livro para ampliar nossos conhecimentos. O livro é curtinho, é possível fazer como eu e lê-lo em poucas horas. Recomendo para todas as idades.
Eu ♥ Resenhas: Os Sonhos Morrem Primeiro
Marcadores: Bom, Harold Robbins, Literatura Estrangeira, Resenha
Título Original: "Dreams Die First".
Autor(a): Harold Robbins.
Ano: 1977.
Número de Páginas: 276 páginas.
Número de Páginas: 276 páginas.
Editora: Record.
Edição: 1ª Edição.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Nelson Rodrigues.
Confesso que enrolei um pouco para terminar este livro, mas a culpa não foi exatamente minha, o tempo é que me foi roubado por conta dos compromissos que arrumei. Mas enfim pude terminá-lo. Esse é um dos livros que selecionei para o desafio de férias organizado pelo blog "Garota It" e agora que as devidas informações foram dadas, vamos ao que interessa...
Eu tive vontade de ler "Os Sonhos Morrem Primeiro" desde que meus olhos caíram sobre a capa e fitaram o título tão perturbador e, depois que lida a sinopse, obviamente a vontade se tornou um desejo irrefutável. O enredo que Harold Robbins nos traz neste livro é fascinante, intrigante e deveras sensual. O livro conta a história de Gareth Brendan, um homem que imprime sua marca toda pessoal ao vasto império privado que conseguiu construir em torno de Macho, uma revista que escandaliza e fascina milhões de leitores pelas opiniões que emite e pelos audaciosos postes centrais. Podemos dizer que Macho é de fato uma revista masculina, mas acho que o próprio nome já diz, não é?
No começo do livro, Gareth não passa de um jovem desiludido com seus sonhos após ter lutado na Guerra do Vietnã. Acorda sem saber o que houve na noite anterior com uma terrível ressaca ao lado de um jovem nú em seu apartamento, ele então desiste de se questionar se dormiu ou não com o jovem e se apressa para ir pegar o seu último cheque de auxílio-desemprego. Gareth se mostra um esplêndido boêmio no começo do livro, contudo, com o passar das páginas e com certa influência de Lonergan, transforma-se em dono e editor de uma folha de propagandas - o Hollywood Express -, entretanto, Gareth decide que pode transformar aquele jornal em algo, digamos assim, interessante e então começamos a conhecer um novo personagem, um homem de negócios e que tem lábia o suficiente para conseguir o que quer. É ótimo acompanhar a transformação dos personagens, especialmente Gareth, uma vez que o livro é em primeira pessoa. O personagem se transforma toda vez que surge uma nova oportunidade, uma nova esperança, um novo sonho... Apesar de ser um mulherengo, Gareth não deixa de ser um personagem adorável e é cuidadoso com cada mulher que se envolve.
Com a ajuda de Bobby - o jovem nú que acorda ao seu lado no início da história - e Verita - caixa no banco que sempre atendia Gareth quando ia pegar seus cheques-desemprego -, Gareth consegue dar um pontapé inicial em seus planos para um novo jornal. Bobby, filho de um missionário influente, é homossexual e apaixonado por Gareth e ajuda na área fotográfica e na formação dos layouts do novo jornal. Verita é formada em contabilidade, embora por ser de nacionalidade mexicana e mulher, não teve tantas oportunidades para exercecer sua formação, assim quando Gareth lhe propõe ser a contadora, ela acaba aceitando além do mais, no começo do livro os dois estão em uma espécie de relacionamento aberto o que digamos, influencia um pouco na decisão da personagem.
No decorrer da história, vemos o desenvolvimento tanto do lado profissional como o relacionamento entre os personagens, aos poucos vão construindo uma grande amizade. É bonito de se ler e creio que isso é uma das coisas mais importantes nessa obra. Gareth passa por altos e baixos durante a história, se não fosse pelos personagens que foram aparecendo e que lhe apoiaram verdadeiramente, Gareth não teria conseguido chegar a lugar algum.
O livro aborda temas bem variados, mas que se misturam durante a trama de uma forma que se melhorar, estraga. Harold Robbins conseguiu construir um enredo maravilhoso e super envolvente. Não consegui achar uma página entediante e a escrita não peca também, não sei se parabenizo a Harold Robbins ou a tradução de Nelson Rodrigues, então parabéns aos dois por trazerem uma história tão agradável como esta para a minha vida e a vida de muitos outros! As páginas passavam tão rapidamente que quando fui ver, já havia passado da metade do livro no primeiro dia de leitura.
A única coisa que - ao meu ver - deixou a desejar foi o final. Achei-o um tanto abrupto, mas talvez se ele não fosse assim, o livro poderia enfim encontrar seu primeiro momento de tédio. O final deixa o leitor com um gostinho de "quero mais" e esse gostinho nos faz pensar em como continuaria aquela história. Nada mais sábio que deixar a mente dos leitores excitada para a continuação de uma nova história, é quase o mesmo que comer o último pedaço daquele chocolate saboroso. Você quer mais, mas não tem. É uma droga, mas a última mordida valeu por todo o desejo que você está passando agora. Afinal, tudo que é bom acaba rápido, desde uma boa história até uma saborosa barra de chocolate. Livro recomendado para aqueles que sabem apreciar um bom romance com pitadas de ação, sensualidade e - por que não? - mistério.
Certo, ignorem a parte relacionada a chocolate, mas é que de fato acabou e eu queria tanto uma barrinha agora.
Eu ♥ Resenhas: Sussuro - Hush Hush
Marcadores: Anjos, Bom, Hush Hush, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Resenha
Título Original: "Hush Hush"
Autor: Becca Fitzpatrick.
Autor: Becca Fitzpatrick.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Livia de Almeida.
Falar sobre esse livro vai ser um pouco complicado para mim porque sempre tento ser imparcial e se tratando desse tipo de literatura - Young Adult - é sempre mais complicado porque não é um dos meus gênero favoritos. Mas vou tentar mesmo assim.
"Sussurro" ou "Hush Hush" conta a história de Nora Grey, uma menina comum, ou melhor, aparentemente comum.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
Eu ♥ Resenhas: Julie & Julia
Marcadores: Bom, Editora Conrad, Julie Powell, Literatura Estrangeira, Resenha
Título Original: "Julie&Julia"
Autor: Julie Powell.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 312.
Editora: Conrad.
Edição: 1ª Edição.
Autor: Julie Powell.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 312.
Editora: Conrad.
Edição: 1ª Edição.
Best Seller internacional e vencedor do primeiro Blooker Prize (que premia livros baseados em blogs), Julie & Julia é uma história de desafios e superação, de risos e lágrimas, de uma mulher moderna lutando para colocar ordem em sua atribulada vida.
Julie & Julia conta a história de duas mulheres incríveis, que vêem através da culinária, um jeito de mudar suas vidas. Apesar de distantes no espaço e no tempo, Julia Child e Julie Powell tem semelhanças indescritíveis, e a admiração nutrida por Julie à Julia Child, me encantou em demasia.
O livro trata da história vivida por Julie Powell por volta do ano de 2003. No começo conhecemos uma Julie infeliz e sem nenhuma perspectiva positiva sobre o rumo que sua vida tomaria, mas quando encontra um livro de receitas na cozinha de sua mãe e acaba se surpreendendo ao experimentar a primeira receita. Após isso, decide fazer todas as 524 receitas em apenas um ano e criar um blog para contar sua experiência. O livro das 524 receitas de que se fala aqui não é nada mais e nada a menos que "Mastering the Art of French Cooking" ("Dominando a Arte da Cozinha Francesa"), escrito em 1961 por Julia Child. Essa que hoje é conhecida como a mulher que ensinou a América a cozinhar. Child viveu anos na frança, onde aprendeu a cozinhar e após voltar a América, estrelou um programa de culinária na TV.
Em 2009, a história se somou a biografia de Julia Child, dando origem ao filme homônimo. Recomendo e muito. Apesar de Amy Adams ter dado vida a uma Julie um pouco mais doce que a da vida real, Meryl Streep encarnou com grandiosidade e perfeição a grandalhona e fofa Julia Child. É um filme que proporciona boas risadas e vale muito a pena.
O interessante desta obra é que ela é real, seus personagens são reais, as receitas e tudo o mais é real. Não há como não se emocionar com as passagens escritas por Julie e saber que ela realmente vivenciou aquilo.
No mais, Bon Appétit! Opa, boa leitura.
Eu ♥ Resenhas: Contos de Fantasmas
Marcadores: Bom, Daniel Defoe, Literatura Estrangeira, LPM, Resenha
Título Original: "Tales of Piracy, Crimes and Ghosts". (*)
Autor: Daniel Defoe.
Ano: 1997.
Número de Páginas: 120.
Editora: L&PM Pocket.
Edição: 1ª Edição.
Comprei este livro no aeroporto para lê-lo durante a viagem, mas o livro não prendeu tanto a minha atenção, devo confessar. Na livraria havia vários outros livros que eu poderia ter comprado, mas por este ter sido escrito por Daniel Defoe, autor de Robinson Crusoé, resolvi comprá-lo.
Bem, esperava que as histórias relatadas me causassem algum horror uma vez que sou do tipo fácil de ser impressionada quando se trata de terror, mas não aconteceu. Talvez não tenha sido essa a intenção do autor.
A primeira parte do livro nos apresenta diversos relatos de supostas histórias que de fato aconteceram. Isso nos remete aquela sensação de estarmos em volta de uma fogueira ouvindo alguém contar histórias de terror. Tem algumas histórias interessantes e algumas foram até divertidas. Mas nada muito especial. Talvez porque eu comprei o livro querendo sentir uma coisa e senti outra. Eu diria que é um livro morno, nem excitante e emocionante demais nem frio a ponto de ter um efeito sonífero. Os contos tem seus pontos fortes e nos mostra formas diferenciadas de aparições. Os fantasmas que Defoe nos apresenta nem sempre aparecem para atormentar ou assustar, alguns até aparecem para ajudar os vivos.
Se você pretende ler um livro de terror, não recomendo. Mas se relatos de casos sobrenaturais lhe interessarem, recomendo o livro, porque não tem nada de muito fantasioso, de fato dá até para acreditarmos que certas aparições aconteceram porque é tudo tão simples que não parece ser impossível. Dois contos que eu gostei bastante foram: "O Fantasma em todos os cômodos" e "O Espectro e o Salteador".
O fato é que o livro é ótimo para passar o tempo e relaxar enquanto está preso num engarrafamento, sentado em um ônibus ou qualquer outro meio de transporte, seja numa viagem longa ou curta.
Eu ♥ Resenhas: Vida de Droga
Marcadores: Bom, Julliana Passos, Literatura Brasileira, Resenha, Vida de Droga, Walcyr CarrascoEu ♥ Resenhas: O Amante
Marcadores: Bom, Literatura Brasileira, Marguerite Duras, O Amante, Resenha
Título Original: "L'Amant".
Autor(a): Marguerite Duras.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 112 páginas.
Número de Páginas: 112 páginas.
Editora: Cosac Naify.
Edição: 1ª Edição.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Denise Bottmann.
Falar deste livro é um pouco difícil porque eu não sei dizer se consegui captar tudo que Duras quis transmitir. Para começar, comprei o livro para minha mãe, mas ela o detestou. Então resolvi lê-lo para poder dar a minha opinião.
Eu diria que "O Amante" é um livro que diz muito mais nas entrelinhas do que possamos imaginar. Conta o romance entre uma jovem de quinze anos (supostamente a própria autora) e um rico jovem chinês de vinte e sete anos que ela conheceu por acaso em uma balsa que fazia a travessia do Rio Mekong, perto de Saigon. O relacionamento entre os dois é intenso, violento, ardente e, como podem imaginar, proibido. A jovem é uma menina branca e o homem, um chinês. E mesmo ele tendo uma boa condição financeira, o relacionamento deles era inapropriado e desagradava a família de ambos. Enquanto para a família da menina ele era um chinês sujo, para a família dele, a família da menina não passava de uma corja de vagabundos brancos. O livro consegue retratar bem esse preconceito racial e os conflitos que os amantes passavam por causa disso.
A história é interessante, mas me passou a todo o momento um sentimento de angústia infinito e quanto mais eu lia, mais me sentia sufocada pela intensidade das coisas que aconteciam aos personagens, mas isso não foi tão bom quanto eu esperava. Certas coisas na história me desagradaram, por exemplom, algumas atitudes por parte dos personagens me fizeram ficar enlouquecida de raiva, mas acho que as coisas eram daquele jeito por causa da época em que se passava, década de 30.
Achei o Chinês muito dado aos caprichos da menina, para um homem, achei que ele tinha pouca atitude e uma personalidade bem fraca. Ele era sensível e frágil demais, pelo menos eu o senti assim. Já a garota passou-me principalmente uma imagem de melancolia, por alguma razão, quando eu li, sempre a senti deprimida.
A menina rebela-se contra a família, principalmente a mãe que apoiava o irmão mais velho, quem ela mais odiava. Podemos somar a essa rebeldia uma boa dose do drama da adolescência, onde - nessa fase - surgem diversas questões pessoais sobre quem somos, aonde vamos e etc, e também podemos somar a tudo isso os dramas que chegam junto com a iniciação sexual.
A história não segue de maneira linear e isso atrapalha um pouco porque nós, leitores, acabamos por nos perder entre uma página e outra, confesso que esse foi um dos meus maiores problemas com este livro, mas consegui chegar até o final. Li-o em dois dias. Basicamente comecei à noite em um e terminei no dia seguinte. O livro tem poucas páginas, então dá para ser lido bem rapidamente.
A escrita de Duras é bem interessante e consegue nos fazer viajar linhas e mais linhas, a única coisa que atrapalhou-me realmente foi os acontecimentos ocorrerem de uma maneira completamente confusa, mas no fim é um bom livro. Nada mais e nada a menos que isso, pelo menos pra mim.
Há um filme homônimo baseado no livro, para ter mais informações quanto a isso, clique aqui.
Eu ♥ Resenhas: Marcada
Marcadores: Bom, Kristin Cast, Literatura Estrangeira, Marcada, Novo Século, P. C. Cast, Resenha, YATítulo Original: "Marked'.
Autor (as): P.C. Cast e Kristin Cast.
Ano: 2009.
Número de Páginas: 327.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
"Marcada" é um livro bem "light", mas nada tão marcante. Conta a históra de Zoey Redbird, 16 anos, e de como ela foi "marcada". Na realidade do livro, vampiros sempre existiram e convivem com as pessoas normais, exceto este fato a sociedade em que vivemos não foi alterada. Quando Zoey recebe a marca, precisa se afastar de seus amigos e de toda a sua antiga vida, mudando-se para o internato "The House of Night" onde aprenderá mais sobre a cultura dos vampiros e terá de suportar a transformação, porque se não suportar, morrerá. Porém, Zoey não é como os outros alunos de House of Night, sua marca começa a se desenvolver muito precocemente, fazendo com que todos se surpreendessem. Ela também se sobressai, irritando principalmente Afrodite, a até então Líder das "Filha Negras".
Eu li em dois dias praticamente, a leitura foi realmente bem leve. A história não é tão profunda, afinal se trata de adolescentes e é escrita para os adolescentes no geral. E é difícil que os livro deste gênero nos faça pensar sobre as grandes questões da vida, da morte, entre outras coisas mais; porém, ainda assim, podemos tirar algumas reflexões interessantes do livro. Como, por exemplo, sobre a alienação religiosa, sobre quando a vida vira de cabeça pra baixo, etc. Se eu falar demais posso acabar me empolgando e soltando um spoiler (que, claro, só agradam a mim).
Acho que a Zoey e os amigos são os típicos adolescentes, mas cada um tem sua personalidade, óbvio. E a forma como as autoras encaixaram isso ficou interessante, porque em cada linha percebemos os contrastes entre os personagens. É impossível não se identificar com pelo menos um, mesmo que seja bem pouco. Afinal, todos fomos ,somos ou ainda seremos adolescentes, não?
Achei peculiar a forma que apresentaram o tema do vampirismo, unindo também um pouco de "bruxaria" (aqueles rituais, os elementos e as marcas me lembraram a bruxaria). Pelo menos foi o que passou pra mim, achei legal, mas um pouco estranho também. O contraponto é que mostrou que os vampiros também possuem uma espécie de religião e crença. Os vampiros de "House of night" não são criaturas "demoníacas" (há quem diga que os vampiros são "filhos" do demônio, não?). Bem, quando eu li sobre a marca, a primeira coisa que me veio a mente foi a "marca do diabo" (não sei se é assim mesmo que chamam, esqueci como é, desculpem), segundo o "Malleus Malleficarum" o demônio marcava as bruxas e ao encontrar essa marca era a prova de que de fato a pessoa se tratava de uma feiticeira e, consequentemente, uma seguidora do diabo; porém, essa marca ficaria em locais estratégicos, díficeis de serem vistos. Nyx marca seus seguidores da mesma forma; porém, bem no meio da testa, enfim... Isso apenas me fez lembrar e eu achei interessante comentar (e também para explicar mais um dos motivos de eu ter relacionado a bruxaria). "Vampiros bruxos" é um pouco estranho, né? Bem, eu também acho, mas Marcada sabe apresentar isso de uma forma interessante e, de certa forma, se explica (mas eu ainda acho muito ruim as marcas no meio da testa, como eles poderiam se misturar aos humanos e caçarem? Da forma que são, são alvos fáceis). Enfim...
Acho que devo acrescentar que a Zoey é uma Mary-Sue (para quem não sabe o que é, criarei um post futuramente para esclarecer isso) desgraçada, não? E achei o Erik como aqueles colírios da Capricho (acho que isso resume tudo, bem, espero que saibam que eu não gosto da capricho, pois é, agora acho que está explicado como o vejo), putz! Fora isso, pelo menos neste livro os outros personagens tem um pouco de importância, isso é que faz o livro ser agradável para a leitura.
Em suma, "Marcada" é um livro legal para ser lido, mas não esperem nada filosófico demais ou um livro com vampiros como o Drácula (aliás, o desprezo que Neferet se referiu ao livro me magoou). Não foi o melhor livro que li, mas até que foi divertido. As comparações que a Zoey faz são engraçadas por serem tão superficiais às vezes (mas só eu senti que a personagem amadureceu um pouquinho até o final do livro? Talvez tenha sido o senso de responsabilidade (opa! me lembrei da 'frase de Homem Aranha utilizada "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades").
Recomendo para aqueles que querem se distrair um pouco e para todos que curtam Young Adult.
Curiosidades: A série The House of Night é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos e no mundo. A série já é bestseller no The New York Times, com mais de 3 milhões de livros vendidos. As autoras já anunciaram que a série The House of Night será formada por 9 livros. É a nova aposta da Saída de Emergência, uma série de fantasia/horror vocacionada para um público jovem adulto. Marcada (Marked) é o primeiro volume da série House of Night e foi escrita por P. C. Cast e pela sua filha Kristin Cast.
Curiosidades: A série The House of Night é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos e no mundo. A série já é bestseller no The New York Times, com mais de 3 milhões de livros vendidos. As autoras já anunciaram que a série The House of Night será formada por 9 livros. É a nova aposta da Saída de Emergência, uma série de fantasia/horror vocacionada para um público jovem adulto. Marcada (Marked) é o primeiro volume da série House of Night e foi escrita por P. C. Cast e pela sua filha Kristin Cast.
Eu ♥ Resenhas: Se eu Ficar
Marcadores: Bom, Gayle Forman, Literatura Estrangeira, Resenha, Rocco, Se eu Ficar
Título Original: "If I Stay"
Autor (a): Gayle Forman
Ano: 2009.
Número de páginas: 185.
Editora: Rocco
Edição: 1ª edição.
Tradução: Natalie Gerhardt.
A história de "Se eu Ficar" começa de uma maneira simples, mostrando um pouco da família de Mia, uma “típica” família americana feliz. Porém, um acidente muda toda a realidade da protagonista e ela se vê entre a vida e a morte. Seu espírito (eu preferi escolher esse termo, não posso definir se é certo ou errado para você que lerá o livro) precisa decidir se ainda quer lutar para viver ou se simplesmente aceita a morte. Parece bem simples, mas Mia se sente cada vez mais perdida e através das lembranças dela podemos conhecer mais um pouco mais de si e de todos que a rodeiam, inclusive de seu namorado Adam (que por ironia do destino ou não faz parte de uma banda de rock). Os flashbacks não são tão cansativos porque eles ajudam o leitor a conhecer mais a história e a entender os motivos que afligem a personagem principal nessa escolha. E nesses flashbacks, ainda, Mia lembra que teve de escolher entre Adam e a Juilliard (Escola de Música e Artes Cênicas, conceituadíssima em todo o mundo).
Um livro que trata de uma temática delicada como “a morte” e fala, de certo modo, do plano espiritual. Achei isso interessante de certa forma, mas um tanto clichê talvez. Porém o que me chamou realmente a minha atenção para esse livro foi a citação da música clássica no contexto. Não é algo tão comum. Além de eu ser apaixonada pela escrita e pela literatura em si, sou apaixonada também pela música, especialmente a música erudita. Enfim, vamos ao que interessa! Confesso que esperava mais da parte musical do livro, isso talvez se deva ao fato que eu senti vontade de lê-lo justamente por causa da música. Há menções de algumas coisas, porém não é nada tão profundo como pensei que seria e eu não achei tão coerente o fato da Mia não gostar de rock só porque prefere música clássica. Há vertentes no rock em que os instrumentos eruditos recebem destaque, como – por exemplo - o metal sinfônico (que eu adoro, mas não vem ao caso). E, inclusive, há uma banda de nome “Apocalyptica” que possui em sua formação três ilustres violoncelistas (como a protagonista deste livro). Acho que, talvez, a autora poderia ter pesquisado melhor e ter se aprofundado nessa área também. Mas ok, deixando isso de lado, seguiremos com a resenha.
O livro traz uma escrita de fácil compreensão e, por vezes, exibe algumas frases de cunho filosófico, nos fazendo refletir tanto sobre a vida como sobre a morte. Achei isso bem interessante já que o livro não é um romance tão maduro. Os parágrafos não são tão longos, tornando a leitura bem leve. A temática é tratada de uma forma delicada, não tão profundamente, mas não menos interessante.
Eu, particularmente, achei o final meio sem sal para tudo que nos foi apresentado antes. Basicamente a sinopse conta resumidamente o que se passa no livro inteiro, mas vale à pena ler para se inteirar dos detalhes. Algumas passagens nos fazem relembrar partes da nossa própria vida e isso que é importante em um livro. Não é exatamente o começo, o meio ou o fim; mas sim os detalhes e como todos eles juntos mostram uma vida, uma pessoa, uma história que pode ou não lembrar aspectos de nós mesmos e nos fazer pensar.
“Se eu Ficar” é um livro bom e bonitinho. É um livro que eu recomendaria a aqueles que gostam de um romance leve para passar o tempo e por ter poucas páginas, dá pra lê-lo facilmente em um dia ou dois.
"Se eu ficar" é o terceiro livro de Gayle Forman, também autora do sucesso adolescente "Sisters in sanity". O livro vai virar filme com direção de Catherine Hardwicke (Crepúsculo), com previsão de estreia em 2011.
Um livro que trata de uma temática delicada como “a morte” e fala, de certo modo, do plano espiritual. Achei isso interessante de certa forma, mas um tanto clichê talvez. Porém o que me chamou realmente a minha atenção para esse livro foi a citação da música clássica no contexto. Não é algo tão comum. Além de eu ser apaixonada pela escrita e pela literatura em si, sou apaixonada também pela música, especialmente a música erudita. Enfim, vamos ao que interessa! Confesso que esperava mais da parte musical do livro, isso talvez se deva ao fato que eu senti vontade de lê-lo justamente por causa da música. Há menções de algumas coisas, porém não é nada tão profundo como pensei que seria e eu não achei tão coerente o fato da Mia não gostar de rock só porque prefere música clássica. Há vertentes no rock em que os instrumentos eruditos recebem destaque, como – por exemplo - o metal sinfônico (que eu adoro, mas não vem ao caso). E, inclusive, há uma banda de nome “Apocalyptica” que possui em sua formação três ilustres violoncelistas (como a protagonista deste livro). Acho que, talvez, a autora poderia ter pesquisado melhor e ter se aprofundado nessa área também. Mas ok, deixando isso de lado, seguiremos com a resenha.
O livro traz uma escrita de fácil compreensão e, por vezes, exibe algumas frases de cunho filosófico, nos fazendo refletir tanto sobre a vida como sobre a morte. Achei isso bem interessante já que o livro não é um romance tão maduro. Os parágrafos não são tão longos, tornando a leitura bem leve. A temática é tratada de uma forma delicada, não tão profundamente, mas não menos interessante.
Eu, particularmente, achei o final meio sem sal para tudo que nos foi apresentado antes. Basicamente a sinopse conta resumidamente o que se passa no livro inteiro, mas vale à pena ler para se inteirar dos detalhes. Algumas passagens nos fazem relembrar partes da nossa própria vida e isso que é importante em um livro. Não é exatamente o começo, o meio ou o fim; mas sim os detalhes e como todos eles juntos mostram uma vida, uma pessoa, uma história que pode ou não lembrar aspectos de nós mesmos e nos fazer pensar.
“Se eu Ficar” é um livro bom e bonitinho. É um livro que eu recomendaria a aqueles que gostam de um romance leve para passar o tempo e por ter poucas páginas, dá pra lê-lo facilmente em um dia ou dois.
"Se eu ficar" é o terceiro livro de Gayle Forman, também autora do sucesso adolescente "Sisters in sanity". O livro vai virar filme com direção de Catherine Hardwicke (Crepúsculo), com previsão de estreia em 2011.
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