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Eu♥Resenhas: Chamas de Sangue - The Burns


Título Original: Chamas de Sangue ~ Série The Burns
Autores: M.L. Bastilho.
Ano: 2011. 
Número de Páginas: 
Editora: Literata.
Edição: 1ª Edição.


The Burns conta  a história de Débora Spencer, uma aspirante a atriz que acaba fazendo papéis que não condizem com seus planos e sonhos. Fazendo mais um papel em um filme B de vampiros e no papel da mocinha ingênua - para não dizer estúpida - Débora se sente cada vez mais frustrada e sem chances de sair do fundo do poço. Suas únicas fontes de alegria são Rodrigo, seu melhor amigo e conselheiro e sua linda cachorra da raça labrador. Até que  em uma noite, um convite pronunciado na hora errada (ou certa!?) muda tudo.

Marcos Burns entra em sua vida, a mata e depois a faz renascer para a noite como uma vampira. Débora se vê completamente perdida dentro desse novo mundo e essa nova sociedade que tem suas próprias regras. Qualquer passo fora da lei é motivo para uma cabeça rolar, Débora aprende isso da pior maneira possível durante a sua jornada no primeiro volume da trilogia.

Em The Burns existem clãs e um conselho formado pelos líderes dos clãs mais poderosos, entre eles o clã Burns - é claro. A forma como a autora criou a estrutura da sua sociedade vampiresca me remeteu um tanto a Vampire Knight em alguns pontos, mas nada que matasse a história. Muito pelo contrário. 

A personagem principal, Débora, é um tanto caricata em determinados momentos e chega a ser não só irritante, mas definitivamente chata, porém ela vai melhorando ao longo do livro (mesmo!). A indecisão sobre qual Burns ela quer acaba se tornando massante em certas partes e nós queremos estrangulá-la por fazer o Marcos sofrer tanto (coitado!).

Gostei bastante da parte que mostra o passado e história dos pais dos irmãos Burns, pois esses pequenos capítulos interferem bastante na visão do leitor sobre os dois irmãos, dando tons humanos aos vampiros principais da saga criada por Bastilho.

Certamente esse é um Young Adult bastante divertido e que eu não esperava que pudesse me agradar tanto. A escrita decorre bastante leve e a história é bastante dinâmica.

Vale ressaltar que a edição que tenho em mãos é a primeira e ela está com vários errinhos de revisão e a diagramação e o tamanho da letra são de matar qualquer leitor. Espero que numa segunda edição a editora em conjunto com a autora possam elaborar um livro mais agradável aos olhos na parte interior. Dar um espaço entre a margem e o começo do texto é algo essencial. Ninguém aqui gosta de ler arreganhando livro nenhum, aposto!

Marcos Burns, se tiver cansado da Debby, estamos aí! (Hahahaha, brincadeira! Mas não deu pra resistir :D)

Eu ♥ Resenhas : Kaori – Perfume de Vampira



Autora: Giulia Moon

Ano: 2009

Número de Páginas: 371

Editora: Giz Editorial

Edição: 1ª




A primeira vez que ouvi falar do trabalho de Giulia Moon foi através de uma entrevista com outro autor brasileiro, do qual já era fã, André Vianco. Perguntado sobre a produção de romances vampirescos no país, o nome de Giulia apareceu entre os indicados. Uma rápida pesquisa sobre esta escritora paulistana me revelou “Kaori – Perfume de Vampira”. O trabalho feito na capa é lindo, e a edição caprichada me deixou ainda mais interessada. Comentando com algumas amigas, descobri um número surpreendente de fãs da vampira oriental. Elas me indicaram o livro com tanto entusiasmo, que fiquei tentada a correr atrás do meu exemplar. Até aí, meu romance com Kaori estava indo muito bem, mas, com o livro na mão, surgiu a dúvida: 

Será que é tudo isso mesmo?

Para descobrir, tentei me livrar das impressões positivas antes de começar a leitura. 

A primeira surpresa foi a disposição dos capítulos, que se alternam entre o presente, em São Paulo, e o distante passado do Japão feudal. Em São Paulo, acompanhamos os passos de Samuel Jouza. No Japão, testemunhamos o passado de Kaori. É delicioso ver como as duas histórias caminham para o mesmo destino. A mistura inesperada de fantasia, Japão e Brasil, passado e presente, foi muito bem dosada.

Giulia Moon nos dá uma aula de cultura nipônica. O livro é recheado de termos em japonês, que podem parecer um pouco estranhos de início, mas que o leitor logo incorpora ao vocabulário. Como boa parte da história se desenrola no período feudal da terra do sol nascente, dá para aprender um pouquinho do que era viver naquela época ao lado de samurais, gueixas e camponeses. 
As descrições de cenários, vestuários e hábitos me lembraram o clima de outro excelente livro, “Memórias de uma Gueixa”, de Arthur Golden.

Obviamente, a fantasia não foi esquecida em nenhum momento, e está presente nessa fase da trama através das lendas japonesas. Você sabe o que é um Nekomata? E um Tengu? Ao ler Kaori, descobrirá essas e outras criaturas folclóricas do outro lado do mundo. Os vampiros ainda dividem espaço com uma nova classe de seres místicos, os Canis Famélicos (tem até nome científico!), mais conhecidos como limpadores. Esses não constam em nenhum folclore que eu conheça, e foram inseridos no enredo como cães sobrenaturais, cuja sobrevivência depende diretamente dos sugadores de sangue. Os vampiros de Giulia seguem a linha mais “tradicional” do mito, assemelhando-se mais aos personagens de escritores como Anne Rice, tão sexualmente ativos quanto os mortos-vivos de Charlaine Harris, e totalmente diferente das versões mais adolescentes e açucaradas de Stephenie Meyer ou P.C. Cast.

Logo de cara, o leitor encontra Kaori no momento do seu jogo de sedução, onde a vítima sortuda é o brasileiro Samuel Jouza (assim mesmo: JOUZA, e não SOUZA). Samuel é um vampwatcher, profissão oculta dos olhos da sociedade, cujo trabalho consiste basicamente em observar e catalogar os vampiros de uma área e entregar os dados ao IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudos de Fenômenos Fantásticos), agência responsável por investigar toda sorte de seres místicos em território nacional.

Samuel nem mesmo sabe para o quê seus dados são usados, mas cumpre sua função com competência e discrição, até a noite em que, como era de se esperar, acaba atrapalhando os planos de certo vampiro perigoso. Como resultado, Samuel acorda com uma marca de mordida no pescoço, um grande espaço em branco na memória, além de ser suspeito de ter matado uma criança. A partir daí, o vampwatcher deixa de ser um mero espectador dos sugadores de sangue, e é obrigado a interagir com os seres da noite, investigando o que realmente aconteceu. De quebra, ele tem a oportunidade de reencontrar a vampira oriental que, anos atrás, deixou a vaga lembrança de seu perfume inebriante na memória confusa de Samuel... Esse é o início da ação em São Paulo, no ano de 2008, onde o leitor acompanha a jornada investigativa de Samuel pelos redutos dos vampiros paulistanos.

A narrativa é ágil, leve, e empolgante. Simplesmente impossível chegar ao final de um capítulo sem estar ansioso pelo próximo movimento de Samuel nesse jogo mortal, que rendeu ótimas cenas de tensão e nos apresentou a vampiros modernos maravilhosos. Conhecemos Karl, o vampiro caçador violento e devasso, que fatura vendendo humanos para famintos mortos-vivos que preferem gastar dinheiro a buscar a própria comida. Mimi, o improvável vampirinho no estilo visual kei (movimento ligado ao rock oriental, onde jovens se vestem de forma extravagante e andrógena), gay, carismático, com tiradas hilárias e surpreendente fixação por artilharia pesada. Felipe, o vampiro metrossexual, rico, ambicioso, poderoso e dono da melhor danceteria vamp de São Paulo. Takezo, japonês, tradicionalista, sábio como só um disciplinado oriental poderia ser, e com porte de guerreiro forte e imortal.
Isso para não falar dos membros do IBEFF, humanos com os quais a criei forte empatia, como a cientista Beatriz e o empresário Sidnei. 

A autora soube construir personagens secundários excelentes, daqueles que a gente torce para que apareçam em mais e mais cenas. A vilania da história fica por conta de Missora, típica personagem sádica e inescrupulosa que todos amam odiar! Fuyu e Yuki formam a dupla de lindas orientais mais cruéis e sanguinárias que já vi! Claro que, como em todo bom livro de vampiros, ninguém pode ser considerado bonzinho ou livre de pecados, mas essas mulheres foram capazes de se destacar entre as criaturas da noite.

Não posso falar muito sobre a vampira que dá título ao livro, ou revelaria mais do que devo. Como descrever Kaori em poucas palavras? Kaori nos é apresentada como uma bela garota que viveu no Japão em 1647. Cobiçada por seus encantos, atrai o interesse da influente dona de uma casa dos prazeres, Missora. Acompanhamos a saga dessa menina por tragédias, paixões, sangue e sexo, até que sua transformação na sedutora vampira Kaori. Ela é misteriosa, sensual, inteligente e intensa. Não espere por uma vampira cheia de pudores, daquelas que choram mais do que bebem sangue. Essa vampira abraça sua natureza assassina, conhece muito bem seus instintos. Ela não é robótica, fria ou extremamente violenta, mas isso não significa que tenha um lado angelical. Kaori mata. A japonesa nos seduz e nos atrai para seu abraço fatal com naturalidade. Essa é a especialidade de Kaori.

O final deixa diversas pontas soltas, o que pode decepcionar o leitor que esperava pelo fim de todos os mistérios. Porém, isto não é fruto de inabilidade para concluir a história. Intencionalmente, Giulia Moon guardou mais do seu perfume de vampira para a sequência, Kaori 2. 




P.S.: No livro, é revelado que o primeiro encontro de Kaori e Samuel foi narrado no conto “Dragões Tatuados”, publicado na coletânea de contos vampirescos “Amor Vampiro”, também da Giz Editorial. A resenha para o conto você encontra aqui.

Eu♥Resenhas: Alma e Sangue: O Despertar do vampiro



Título Original: "Alma e Sangue: O Despertar do vampiro."
Autor: Nazarethe Fonseca.
Ano: 2009.
Páginas: 410 páginas.
Editora: Aleph.
Edição: 1ª reimpressão.
           
Esse fim de semana estive na bienal de São Paulo, pela primeira vez pude comprar muitos livros (para o meu padrão estudantil foram muitos), e percebi uma preferência pela leitura sobrenatural. Mais especificamente pelos livros vampíricos. Comprei alguns, a maioria de autores brasileiros, e já comecei a ler eles assim que terminei meu último livro do gênero: O Despertar do Vampiro da série Alma e Sangue, da escritora nacional Nazarethe Fonseca.

Desde que conheci minhas digníssimas parceiras de blog e nossas amigas que venho conhecendo mais de autores brasileiros, e com a Nazarethe não foi diferente. Ganhei o livro de presente de aniversário, sem ter ouvido ou livro qualquer tipo de opinião sobre ele, ou seja, comecei a lê-lo no escuro. E não me arrependi.

A história é dividida em quatro partes: Kara Ramos, Jan Kmam, Kara e Kmam e Os restos mortais. Cada fase divide um foco da história. E ela começa assim:
                Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, cujo talento acaba chamando a atenção do milionário francês Paul Rohan, proprietário de um casarão antigo que tem fama de mal-assombrado em São Luis, no Maranhão. Audaciosa, Kara aceita o desafio de reformá-lo para realizar um antigo sonho da família. Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura de mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.
 
E de tal modo a autora nos premia com uma sinopse instigante. E lá fui eu começar a ler a saga de Kara Ramos e Jan Kmam.

Kara trabalha na empresa de restauração da família junto dos amigos Roberto e Alva, que a ajudam com o trabalho bruto e burocrático empresa. A família de Kara Ramos sempre teve o sonho de restaurar o brilho de um velho casarão abandonado pelos donos há séculos, esse sonho pode ser realizado, quando o advogado Lambert entra em contato com a empresa dos Ramos afirmando que seu cliente quer uma restauração ao casarão, pois pretende firmar moradia permanente na cidade. Kara junto de sua equipe começa a reforma e restauração da casa, explorando o local ela encontra uma grande porta trancada, a porta do sótão. O que ela não sabe é que ali está adormecido há mais de um século o vampiro francês Jan Kmam. Numa das noites em que Kara fica por último para encerrar tudo que estava pendente, Kman e ela se encontram e tudo na vida de Kara muda para sempre.

Esse é o início da aventura sobrenatural dessa jovem viúva. Sim, Kara Ramos se destaca também pela sua personalidade, ela já é uma mulher mais vivida e amadurecida, até mesmo endurecida pela vida. Teve seu marido assassinado, o que lhe provocou um grande trauma fazendo-a fechar-se para o amor.

Jan Kmam, nosso lindo, loiro, charmoso vampiro francês, é racional, porém cheio de sentimentos e fogo. Ele quer vingança pelo que lhe fizeram e não tem pudor em matar ou usar as pessoas a sua volta se for para alcançar seus objetivos. Assim que ele encontra Kara, ele se mostra um ser de sangue frio e assassino. Mas com o passar do tempo, é claro, a paixão e o amor vão surgindo e amolecendo essa alma machucada pelos velhos acontecimentos.

Diferentemente dos vampiros feitos recentemente em alguns romances Young-Adults, os vampiros de Nazarethe Fonseca seguem mais a linha madura de Anne Rice, mostrando mais um mundo obscuro e boêmio. Seus vampiros seguem a linha mais clássica, onde o sol é seu inimigo mortal e eles matam suas vítimas ao se alimentar delas.

Nesse primeiro livro o foco é mais no casal principal e no grande vilão, o grande rival de Jan Kamam. Mesmo assim somos apresentados a personagens que devem ter bastante importância nas outras três obras, como Vítor, um grande amigo de Kara que a ajuda nas horas mais difíceis; Otávio, o criador de Jan; Asti, sua parceira e Ariel, o rei.

Sim, o Rei Vampiro. Nazarethe Fonseca teve toda a criatividade de fazer todo um universo vampírico, com um conselho, leis, direitos e deveres, tudo para se manter o controle e a ordem. Tudo muito bem estruturado.

Temos alguns antagonistas, e o principal deles é Gustave Rohan, cria de Jan Kamam, um desgraçado, ingrato, invejosos, ladrão e assassino. Ou seja, alguém que consegue cumprir o seu papel de te proporcionar grande ódio e revolta a cada página que lemos.

Terminei o livro recentemente, e quando você vai chegando ao final, e acha que tudo acabará bem, o livro entra num clímax estilo final de capitulo de novela. Daqueles que te dá raiva por ter acabado, e o desejo louco de já estar com o segundo livro do lado para que sua curiosidade findada nesse instante! (Assim que pagar todos os livros que comprei na bienal, eu comprarei o segundo da série, tenham certeza)

Com apenas algumas ressalvas sobre sua criação, penso que o livro seja muito bom, com bons personagens e uma história, principalmente a do protagonista, muito bem estruturada. Vale à pena conferir.


Beijos,

Isabela


Eu♥Lançamentos: Kaori e o Samurai Sem Braço


Quem acompanha a autora Giulia Moon com toda a certeza estava na espera da continuação de Kaori que a autora havia prometido.

Pois bem, é na bienal de São Paulo às 18 horas do dia 18/08 que acontecerá o lançamento do terceiro livro dessa série maravilhosa (leia a resenha do primeiro livro). Então não esqueçam de ir nesse mesmo bat-dia e nesse mesmo bat-horário até o estande da Giz Editorial prestigiar a querida Giulia Moon. Lembrando que o livro não faz parte do arco principal da série. É um prequel do Kaori 2: Coração de Vampira. (confira a resenha do segundo livro) Conta como alguns personagens se conheceram há mais de duzentos anos.

Achei legal o lançamento ser num horário, dia e mês com "oito". Hachi ("oito" em japonês) é um número de sorte no Japão, espero que a sorte se estenda ao sucesso de Kaori, apesar dos livros da Giulia serem bons demais para precisarem contar com algo como "sorte".



Sinopse:
Março de 2011, Brasil. Uma bela vampira, Kaori, procura confortar seu amigo Takezo, que sofre com as notícias alarmantes sobre o tsunami que devastou o Japão, sua terra natal. As lembranças de outra catástrofe semelhante do passado levam Kaori a recordar o ano de 1782, quando conheceu um certo samurai sem braço: Migitê-no-Kitarô, um exterminador de monstros.
Kaori narra ao amigo as aventuras eletrizantes que viveu junto com Migite-no-Kitarô e a sua fiel companheira Omitsu, a mulher-raposa, enfrentando demônios e espectros do folclore japonês. O objetivo do trio é exterminar um terrível monstro devorador de almas, mas essa missão os levará ao mais arriscado dos confrontos: o desafio de enfrentar a si mesmo, às próprias fraquezas e arrependimentos, numa luta de vida ou morte!

  • Com histórias de tirar o fôlego, Giulia traz nesse livro referência ao terremoto que devastou o Japão em março de 2011, começando com uma descrição de outro terremoto em 1782, no Japão Feudal.
  • Esse é também o primeiro livro ilustrado da série e vem com dezoito desenhos em preto e branco da própria Giulia. (olha que luxo!)
  • Uma das coisas que achei bastante admiráveis é que comprando este volume, vocês estarão ajudando entidades assistenciais que auxiliam vítimas de catástrofes naturais, como a que aconteceu no Japão e aqui no RJ com as chuvas. Além de se divertir com o livro, você também está fazendo seu papel social e ajudando várias pessoas que perderam tudo. Um papel muito bonito e admirável tanto da Editora Giz quanto da Moon.


Confira um trecho exclusivo:
Com efeito, havia uma aranha azul entre os seus dedos. Ela abria e fechava as pernas de modo sinistro, tentando morder Kaori.
– Está ouvindo? – disse a garota. – Ela grita.
Kitarô abanou a cabeça, intrigado.
– Não ouço nada.
– Pois eu ouço. – Kaori ergueu o rosto, apurando os ouvidos. – E as companheiras estão respondendo. Há milhares delas por perto, posso distinguir de onde vem a maior concentração dos gritos. Talvez haja um ninho delas.
O samurai e a vampira entreolharam-se. Kitarô abriu passagem à garota.
– Primeiro você, bakemono.
Kaori começou a correr, o pano providencial sobre o corpo. Teve o cuidado de deslocar-se mais devagar para que o samurai pudesse acompanhá-la. As passadas vigorosas de Kitarô soavam atrás de si. Ele era forte e corajoso. Depois de muito tempo, podia correr sem se preocupar em olhar para trás. Percebia, agora, por que a kitsune escolhera este mortal como seu senhor. Apesar de todos os defeitos, Kitarô trazia dentro de si uma força extraordinária, luminosa, que enchia de esperança os que sofriam com a dor, o abandono e o medo.
Você, leitor do Eu♥Livros, está intimado a comparecer:


Lançamento:
Dia: 18/08/2012
Hora: 18 horas

Local: stand Giz Editorial, M-79, 22ª. Bienal do Livro de São Paulo


Giulia Moon é escritora, ilustradora e editora. Já foi diretora de criação e sócia de agência de propaganda, tendo no seu currículo a criação dos personagens Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre da Marisol. Com várias coletâneas publicadas desde 2003, só em 2009 Giulia lançou o seu primeiro romance, Kaori: Perfume de Vampira, pela Giz Editorial, onde narra a história de uma bela vampira japonesa desde o seu início como menina pobre e indefesa no Japão feudal, até as aventuras picantes e perigosas como uma “vampira de programa” na movimentada São Paulo contemporânea. Em 2011, dando prosseguimento à série, Giulia lançou Kaori 2: Coração de Vampira. E, em 2012, ela volta às livrarias com Kaori e o Samurai Sem Braço, o seu terceiro livro com a personagem.

Eu ♥ Resenhas: Casa Glass


Título Original: "Glass House"
Autor: Rachel Caine.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 208.
Editora: Underworld.
Edição: 1ª Edição.


Casa Glass é o primeiro volume da série “Os Vampiros de Morganville” escrito por Rachel Caine e faz parte do booktour da editora Underworld.

Casa Glass conta a história da perspectiva da adolescente de 16 anos Claire Danvers, estudante do primeiro ano da faculdade de Morganville e um gênio em potencial. É bem verdade que Claire poderia ir para  universidades de renome, mas por protecionismo dos pais, foi para a universidade mais próxima possível para evitar que ela corresse algum risco na “cidade grande”. Porém, é claro que eles não poderiam estar mais errados. Claire nos é apresentada como uma nerd e sem habilidades para socialização, logo nos primeiros dias acaba cruzando o caminho de uma das meninas mais influentes e populares da faculdade e, sem querer, acaba por ridicularizá-la na frente de todos.  E é a partir daí que Claire se torna o alvo preferido de Mônica.

Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Drácula

Título: Drácula 

Autor: Bram Stoker 

Editora: L&PM 

Tradutor: Theobaldo de Souza 

Ano: 1998 

Páginas: 553 


Oi, pessoal.
Devo confessar que ainda não estou bem certa sobre saber fazer resenhas, mas sempre é tempo de aprender algo novo e, para começar em grande estilo, vamos falar de algo que eu realmente amo — e quem me conhece sabe muito bem disso.

Quando a gente fala em “sobrenatural”, muitas coisas nos vêm à cabeça. Pra alguns vem a série de TV, pra outros algum dos personagens célebres do gênero, algum livro, filme ou outro seriado qualquer. Pra mim, vem a palavra “vampiros” e quando falo de vampiros, a primeira coisa que me vem à cabeça é Drácula. (E se você pensou em Edward Cullen, shame on you!)

O livro começa quando Jonathan Harker vai até o castelo do Conde Drácula, que tinha por objetivo sair de seu castelo na Transilvânia e adquirir uma propriedade em Londres. Jonathan se hospeda no castelo e logo começa a perceber que “há algo de podre no reino dos Cárpatos”. Conforme o tempo passa, Jonathan não só passa a notar as peculiaridades de seu anfitrião como sabe que está sendo feito prisioneiro dele, principalmente quando o Conde viaja até a Inglaterra e Jonathan fica aos “cuidados” de três vampiras até que consegue fugir e encontrar-se com Mina.

Meanwhile, na Inglaterra, Lucy, amiga de Mina, passa a sofrer de uma “doença” misteriosa com alguns sintomas bem curiosos e característicos (e hoje bem conhecidos por nós), tais como palidez e dois furinhos no pescoço. Nenhum de eus amigos ou parentes consegue descobrir o que está havendo e é quando entra na história o Dr. Abraham Van Helsing, que após se dedicar ao caso percebe que a jovem Lucy é vítima dos ataques de um morto-vivo que se alimentava de sangue humano (Os vampiros, os bons... Digo, os maus).

Logo depois, como se isso não fosse o bastante, eles descobrem que o Drácula já tem uma nova vítima e está prestes a atacá-la: Mina.

Paro de contar por aqui, caso alguém ainda não tenha lido e queira fazê-lo. Apenas digo que se está procurando um motivo para fazer isso o quanto antes, darei vários. Drácula não é somente um marco pra literatura vampiresca, deixou de ser apenas isso pra se tornar um clássico da literatura. Muito antes dele, já existiam outros livros de vampiro, isso é bem verdade, mas foi o que teve mais destaque dentre os seus contemporâneos. Duvida? Qualquer discussão que envolva amantes de vampiros, mais cedo ou mais tarde alguém vai acabar citando Bram Stoker. O livro fez e faz tanto sucesso, mesmo tanto tempo depois de sua publicação que é usado como referência para a maioria dos autores.

Drácula é narrado inteiramente através de diários, cartas e textos dos personagens, além de recortes de jornais e trechos do gravador do Dr. Seward datilografados pela Mina, entre outros, o que nos deixa bem mais perto do que eles realmente estão sentindo. Tal estrutura é chamada de romance epistolar (sim, li isso na Wikipedia, ninguém pode me julgar) e é um recurso interessante, já que, em determinados momentos, sentimos e olhamos os acontecimentos da mesma ótica que os personagens.

Através desse livro, consagrou-se o mito do vampiro como um ser exclusivamente noturno, que morre se exposto à luz do sol (não sei bem porque, pois em algumas partes do livro o Drácula anda durante o dia), tem problemas com alho, água benta, crucifixos, etc. Apesar de algumas versões diferenciadas, tal parâmetro permanece na maioria das obras atuais, chegando a ser referência de “vampiro de verdade”.

Depois de anos, uma coisa parece certa: o mito dos vampiros parece que nunca vai envelhecer. E mesmo sabendo que gosto é algo particular, devemos colocar que até pra falar mal de algo, precisamos saber do que se trata e conhecer seus pontos fortes (tudo tem um lado bom) e os pontos fracos (esses é que têm mesmo), colocar ambos numa balança e tirar uma conclusão disso para saber se gostamos ou não.

Sem dúvida esse é um livro que todo aquele que se diz amante de vampiros tem que ler, nem que seja para tecer críticas não muito positivas em cima dele depois.

De vez em quando receber uma mordida no pescoço de um bom (quero dizer, mau) vampiro faz bem. ;)







Resenha enviada pela colaboradora Michele Elisa. Eu adorei a resenha cheia de personalidade da dona Michele e, entre tantos textos semelhantes discutindo a obra de Bram Stoker, conseguiu se destacar. E vocês, o que acharam?



Estefânia

Eu ♥ Resenhas: Amor Vampiro

 
Título Original: Amor Vampiro
Autores: Adriano Siqueira, André Vianco, Martha Argel, J. Modesto, Nelson Magrini, Regina Drummond, Giulia Moon
Ano: 2008
Número de Páginas: 176
Editora: Giz Editorial
Supervisora Editorial: Juliana Medeiros

Eu ♥ Resenhas: A Guardiã da Meia-Noite




Título Original: The Midnight Guardian.
Editora: Planeta do Brasil.
Autor: Sarah Jane Stratford.
Páginas: 336.


 



Não eram apenas judeus e negros prejudicados na Segunda Guerra Mundial, os vampiros também corriam perigo. Afinal, com Guerras há mortes e sangue humano desperdiçado.

Mas, eles não deixariam tão facilmente sua raça ruir… 

Então, forma-se um grupo de vampiros milenares - Brigit, Mors, Meaghan, Swefred e Cleland - temerosos pela falta de alimento e orientados por um conselho vampiresco, tentam atrapalhar a expansão das ideias nazistas.

Desenvolve-se então uma fabulosa rede de intrigas, de perdas e fracassos. E o nazismo só se expande.
Ao mesmo tempo em que a missão fracassa, a protagonista, Brigit, sofre pela falta de seu amado Eamon – que por ser não ser milenar não pode estar junto dela. Então a narrativa, por vezes, muda de foco direcionando-se ao romance dos dois vampiros. É possível perceber que o amor de ambos é tão forte que mesmo na distancia, a paixão e a música de Eamon tocam o coração de Brigit tornando-a cada vez mais forte e determinada. E mesmo com todas as missões caminhando ao fracasso, como sol e outras dificuldades, Brigit recebe um valioso encargo: salvar e proteger uma importante carga.

Que carga é essa? Qual a importância de tal segredo para os vampiros? Por que a vampira milenar aceita tal incumbência? – Tais perguntas somente a leitura do livro pode proporcionar e, no fim, o desfecho é nada mais do que o esperado da forma mais imprevisível. Com todas as perguntas respondidas da forma mais surpreendente nos prendendo até a última linha.

Eu ♥ Resenhas: Entrevista Com o Vampiro



Título Original: Interview with the Vampire.
Autor: Anne Rice.
Editora: Rocco.
Paginas: 276.
Série: Crônicas Vampirescas.







É através de uma entrevista que Louis conta sua história...

Quando Louis tinha perdido a vontade de viver, Lestat surge em sua vida e transforma-o em algo imortal chamado vampiro. A partir daí o seu alimento é o sangue humano, mas arrancar a vida de outros é algo que não agrada o recém-criado vampiro.

Louis se incomoda em matar e se priva ao máximo de tal atitude por considerá-la incorreta. Mas Lestat, por sua vez, não se importa com a vida alheia e mata com toda sua sensualidade e mesquinhez sem um mínimo rancor. E são tais atitudes egoístas e inconseqüentes que o levam a transformar uma criança em vampiro, a menina Cláudia.

Cláudia, uma mulher presa pela eternidade em um corpo infantil, desenvolve uma mentalidade sedutora e vingativa. Que convence Louis a se livrar de Lestat e, com ela, encontrar outros vampiros...

Trazendo consigo personagens profundos e inevitavelmente, humanos, o primeiro volume das Crônicas Vampirescas tornar a morte algo mais palpável e a eternidade uma questão de existência. Entrevista com Vampiro é o livro que demonstra que fantasia e realidade histórica podem andar lado-a-lado. Pois, os vampiros de Anne Rice, além de sedentos e historicamente situados de forma esplendida, são evidentemente uma metáfora para o outsider.

Eu ♥ Resenhas: Crepúsculo


Título Original: Twilight.
Autor: Stephenie Meyer.
Editora: Intrínseca.
Edição: 2ª edição.
Ano: 2008.
Número de páginas: 384.
Tradutor: Ryta Vinagre.




Crepúsculo conta a história de uma menina chamada Bella Swan que tem os pais separados e opta por morar com a mãe, mas após determinados acontecimentos, Bella, decide passar um tempo no interior com seu pai. E justamente no interior que a história se "desenvolve" e a protagonista da trama conhece o amor, bem, é claro que as coisas não são tão simples quando se está apaixonada por um "vampiro".

O motivo das aspas? Ao longo da resenha irei justificar cada uma delas. Crepúsculo é ruim. Por que é ruim? Bem, os personagens e a trama (existe uma trama?) são completamente mal construídos e trabalhados, isso só pra começar. A história poderia ser até interessante se fosse bem trabalhada, se o mito dos vampiros e lobisomens realmente tivessem sido utilizados, o que - convenhamos - não aconteceu. Particularmente eu acho uma ofensa a literatura chamar isso de livro, falar que Meyer é uma boa autora e etc. Digamos até que Meyer sabe contar uma história, mas não sabe como contar e muito menos como escrevê-la, ok?

Acho legal você dar uma originalidade ao mito, vários escritores trabalharam características interessantes em seus vampiros, mas não descaracterizaram a base do mito - o que Crepúsculo fez. Se você descaracterizar o que você está querendo mostrar, vai ser complicado para a pessoa identificar a coisa. Não é só porque você chama de vampiro que a coisa é necessariamente um vampiro, ainda mais na escrita, a coisa precisa agir como um vampiro também para que ela de fato se torne aquilo que o nome diz. Edward nunca se pareceu com um vampiro para mim, desculpe-me, mas é a minha opinião. Vou me arriscar e apontar o Louis de "Entrevista com o Vampiro" da titia Rice e comparar. O Louis nunca quis ser um vampiro, preza pelo seu lado humano e nós vemos o que ele sente sobre beber sangue humano no livro, mas é um mal que ele terá de se acostumar para continuar vivendo e o personagem tem ótimos momentos e é super bem trabalho e desenvolvido. É claro que eu prefiro o Lestat, mas isso não vem ao caso no momento, enfim...

A escrita de Crepúsculo é enfadonha e o romance é como mel e açúcar misturados. Arrisco a dizer que depois que li Twilight fiquei diabética (ou perdi uns neurônios pelas páginas). As descrições são fracas e os diálogos também são fracos, a maioria constitui-se de frases feitas e baratas. Se não concorda comigo é só dar uma lida em algum trecho do livro que vai entender, pelo menos se está acostumado com livros com um nível mais elevado.

A profundidade do romance é nula. O livro retrata o primeiro amor adolescente, mas mesmo assim parece que a autora quer dar uma profundidade forçada aos acontecimentos e isso anula qualquer sensibilidade. Além de usar metáforas religiosas o tempo todo e comparando vampiros a anjos. Sério, quem acompanha o mito sabe que na verdade eles estão mais relacionados ao demônio que a Deus, certo que Lúcifer era o anjo da Luz, mas não acredito que ele brilhasse no sol.

Uma das coisas mais absurdas que há em Crepúsculo é a forma como a Bella se deixa levar pelo que sente por Edward e pelo que sente. A forma como ela termina de ser anular e deixa apenas o que sente por ele, fazendo tudo por ele. Sério, se um cara - mesmo que deus grego - chegasse pra mim e disse que sentiu vontade de me matar de forma séria, eu jamais diria que confiava nele. Fala sério, se fosse o Jason você não diria, diria? Além do mais, ela abandona os amigos e nem se importa com o pai que é um dos que mais a ama. Que tipo de ser humano é esse, meu Deus? Eu me pergunto. Certo que grande parte dos  adolescentes são propensos a atitudes como essa, mas que é insensato é indiscutível.

Acredito eu que a Meyer tenha se inspirado em autores do período romântico. Só isso para explicar em parte aquela idéia de amor tão idealizada, porque - convenhamos - a forma como o Edward nos é apresentado é completamente idealizada, porém nem podemos usar disso como desculpa, afinal os autores românticos não escreviam bobagens. O problema de Crepúsculo não são só os ideais que o "livro" transmite (ideais machistas, auto-destruição, etc, devemos ressaltar), mas também como a "autora" transmite esses ideais. O contexto é muito pobre e mal trabalhado.
Uma pergunta as fãs (se me permitirem, é claro): “Quais outras matérias além de Biologia, Educação Física e Espanhol a Bella estuda?” Hm, porque, pelo que eu me lembre, ela só estudava essas TODOS os dias. Talvez, devo confessar, eu possa estar enganada, mas pelo que eu me lembre até exclamei enquanto lia: "Ué! Só tem aula de Biologia e blá blá blá?", até a invejei, pois nessa época eu tinha 24 matérias para estudar. Enfim, voltando ao "livro"...  A Bella é uma Mary Sue e o Edward é um Gary Stu (Mary Sues masculinas, se não estou errada).

Eu poderia citar as capas dos livros também, que não têm muito sentido, porém, acho eu que, pelo menos essa, deve ser uma analogia ao "fruto proíbido". Edward seria como a serpente (rs) marmórea purpurinada que tem os caninos avantajados e é tão perigoso quanto um mosquitinho (claro, o Aedes aegypti e o Anopheles são muito mais perigosos que este ser) poderia ser, ah! é claro, um mosquitinho vegetariano (não perguntem). E a Bella seria como Eva, que cai em tentação perante a serpente brilhosa. Sei lá, a Meyer é mórmon e o livro tem tantas metáforas religiosas, então deduzi que fosse isso. Mas é apenas a minha opinião sobre essa capa, enfim... Basicamente, Crepúsculo e série são "livros" comerciais, feitos apenas para lucrarem em cima de adolescentes/jovens/adultas (os) que encontram no "Edward" ou no "Jake" os homens "ideais" que faltam em suas vidas. Porém, eles não tem nada de ideais pra mim. Ou então, para os homens que encontram na Bella a mulher "ideal": submissa, burra e que precisa desesperadamente de alguém ao lado para viver.

Acho que vale ressaltar o que Vírginia Woolf - creio eu - disse : “É fácil dizer-se que não é um grande livro. Mas que qualidade lhe faltará? Talvez a de nada acrescentar à nossa visão de vida.”

Acho que isso resume tudo, não é?

Mas vale dizer que Crepúsculo fez algo de bom, muitas pessoas iniciaram no mundo literário graças a ele e estão se arriscando cada vez mais a ler livros mais densos e trabalhados, o que é ótimo. É óbvio que se você acha que Crepúsculo é o melhor livro do mundo e que é o único que você deve ler em toda a sua vida, você é completamente um alienado e vai morrer burro. Não por causa de Crepúsculo, mas porque você optou a se fechar para novos conhecimentos e experiências. Isso vale para aqueles que decidem que só devem se prender a uma única coisa como se fosse a melhor do mundo, independente de ser realmente o melhor livro do mundo. Aliás, você não pode dizer que algo é o melhor se você não conhece o pior porque não tem como comparar e analisar, ou seja, seu argumento é inválido. Escolher se fechar para tantas oportunidades boas e grandiosas como as que o mundo literário oferece é uma opção burra e se você escolheu isso, desculpe aí, mas você é burro. Ainda bem que seres humanos assim não tem tantas chances de evoluir e quem não evolui, se extingue. :D

Eu ♥ Resenhas: Os Sete



Título Original: "Os Sete".
Autor: André Vianco.
Ano: 2002.
Número de Páginas: 380.
Editora: Novo Século. 
Edição: 3ª Edição.

Falar sobre este livro em especial é sempre um prazer para mim. Foi o primeiro livro que li do Vianco confesso que hoje é um dos meus xodós. O livro inicia mostrando a história de Tiago e seus dois amigos: César e Olavo que mergulham como hobby no litoral da cidade em que vivem, no sul do Brasil, mas em um desses mergulhos acabam por encontrar uma caravela portuguesa de cinco séculos naufragada e dentro desta mesma caravela uma arca de prata, além de outras coisas, é claro. Pensando que a caixa prateada contivesse algum tesouro, Tiago e os amigos tentam retirá-la, mas como é muito pesada e a estrutura da caravela muito frágil, decidem voltar depois com equipamentos mais adequados. Enfim, com a descoberta da caravela, Tiago e os amigos ganham uma boa quantia em dinheiro, mérito pela descoberta e demais benefícios. Não demora muito para que tirem a caravela do fundo do mar e, claro, junto com ela a caixa prateada na qual havia a seguinte inscrição:

“Nobres homen

s de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam”.

A equipe do departamento de História da Universidade Soares de Porto Alegre, apesar da advertência, viola a caixa de prata para realizarem estudos nos corpos, aliás, exatamente sete cadáveres acusados de bruxaria. Mas afinal que perigo poderiam oferecer sete cadáveres? Definitivamente nenhum. Bem, porém coisas bem peculiares começam a acontecer e quando um dos cadáveres acorda de vez...


Se você espera uma história de romance com vampiros bonzinhos que não temem o sol e etc, pare por aqui porque não encontrará nada disso em "Os Sete". Mas se procura aventura, ação, diversão e vampiros que gostam de sangue humano e temem a luz solar encontrou a sua leitura da vez. O começo não é tão empolgante, pelo menos para mim que estava ansiosa para conhecer os vampiros do Vianco, mas não é de todo mal. Os personagens criados pelo autor também são bem desenvolvidos e cativantes, bem, exceto a Eliana que eu detesto profundamente, mas é mais um gosto pessoal mesmo, eu não gosto de personagens do gênero dela.

Confesso que não colocava muita fé no livro por ter sido escrito por um brasileiro, verdade, antes eu tinha um certo desprezo pela literatura nacional, mas a verdade é que eu nunca tinha dado-lhe uma chance. Este livro foi uma grande surpresa para mim e graças ao autor pude ver que a nossa literatura não está tão perdida assim. E o mais fantástico de tudo é que a história se passa aqui no Brasil, isso com toda a certeza foi o diferencial para mim porque até então estava acostumada com histórias de vampiros se passando em todas as partes do mundo, menos no Brasil - é claro -, então ler uma história que se passa tão perto de mim foi muito mais mágico.


A escrita do autor pode até não ser das melhores, mas também não é uma das piores  que li com toda a certeza. Eu, particularmente, gosto da forma como o Vianco escreve, é bem ágil, os livros dele passam em minha mente como uma grande produção cinematográfica e até hoje penso que "Os Sete" daria um excelente filme de ação e aventura, é claro. Se você também espera se aterrorizar com os vampiros portugueses deste livro, melhor desistir agora, pois o livro não causa terror. Pelo menos não causou em mim que sou uma grande medrosa.

Também vale ressaltar os momentos em que os vampiros começam a descobrir essa nova terra chamada "Brasil" e todas as coisas novas, como por exemplo, a energia elétrica, afinal, há cinco séculos essas coisas não existiam. A forma como o autor construiu essas descobertas ficou bem interessante e por vezes até cômico.

Definitivamente um bom livro, recomendo com toda a certeza. 

Antes que eu esqueça, esse livro possui uma continuação, "Sétimo". Em breve postarei a resenha deste aqui também.
 
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