Vampiros - A Origem II

Peço desculpas pela demora nesta postagem, as explicações estão no fim do post. Enfim, esse é o segundo post sobre a origem dos vampiros, ou pelo menos, de tipos vampíricos que apareceram em diversas culturas ao redor do mundo e ao longo dos séculos.


- O Vampiro na América
A lenda de vampiros também é conhecida no México, antes mesmo da chegada dos conquistadores espanhóis, de acordo com o renomado autor Montague Summers que em 1928 escreveu "The Vampire - His kith and kin". No Caribe, mais uma vez os vampiros são do sexo feminino, e são obrigados a doar sangue para o diabo. Se eles não fornecerem o sangue, ele toma deles, e eles morrem. Eles podem deixar sua pele e flutuam como uma bola de luz azul brilhante, em busca de vítimas. Curiosamente, eles têm TOC, então uma defesa é para deixar um monte de areia ou de arroz à sua porta que o Loogaroo vai obsessivamente contar e assim se distrair de seus verdadeiros objetivos. [André Vianco usa esse transtorno compulsivo de contar grãos em seus livros, mais precisamente na saga O Turno da Noite].
Na América do Sul, apesar de não ter sido uma área rica em tradição vampírica, também existiam essas lendas. Por exemplo, os canchus no Peru acreditavam que quem bebia sangue de jovens eram adoradores do Diabo. Entre os vampiros da América do Sul, podemos citar o Asema, do Suriname. O Asema, muito parecido com o Loogaroo do Haiti e o Sukuyan de Trindad - todos derivados da bruxa/vampira da África ocidental.

O Asema tomava a forma de um velho ou velha que levava uma vida comunitária normal durante o dia, mas uma existência secreta bem diferente após o escurecer. À noite, tinha a habilidade de se transformar num vampiro e fazia isso removendo a pele se transformando numa bola de luz azul. Nessa forma, dizia-se que o asema voava pelas redondezas, entrava nas casas das vilas e sugava o sangue de suas vítimas. Se gostasse do sangue continuaria sugando até que a pessoa morresse. Também como no caso do Loogaroo, alho era a melhor forma de proteção contra o Asema. Ervas poderiam ser ingeridas para deixar o sangue azedo a fim de que o Asema não o sugasse, uma prática adotada tanto no Haiti quanto na África.

Proteção adicional era assegurada espalhando-se arroz ou semente de gergelim na porta. As sementes deveriam ser misturadas com garras de uma coruja. O Asema precisava apanhar as sementes antes de entrar, mas as sementes caíam continuamente por causa das garras. Se continuasse nessa tarefa até o amanhecer, a luz do sol o mataria. Os que eram suspeitos de ser um Asema eram colocados em observação. Sua identidade podia ser determinada observando-os retirar sua pele. A pele então era tratada com sal e pimenta para que encolhesse e o vampiro, assim, não pudesse mais entrar nela.
- Os Vampiros Africanos
Morcego Hematófago

Os povos da África, a despeito de sua mitologia, não são conhecidos pela sua crença em vampiros. Montague Summers, em sua pesquisa sobre o vampirismo em todo o mundo, nos anos 20, pôde encontrar somente dois exemplos: o Asasabonsam e o Obayifo. Desde Summers, muito pouco se tem feito para investigar o vampirismo nas crenças africanas. O Obayifo, era na realidade o nome Ashanti para um vampiro do Oeste africano que reapareceu sob nomes diferentes na mitologia da maioria das tribos vizinhas. Por exemplo, entre os dahomeanos, o vampiro era conhecido como o Asiman. O Abayifo era um bruxo que morava incógnito na comunidade. O processo para se tornar um bruxo era uma tendência adquirida - não havia laços genéticos. Portanto, não havia meios para determinar quem seria um bruxo. Secretamente, o bruxo era capaz de deixar seu corpo e viajar à noite como uma reluzente bola de luz. Os bruxos atacavam as pessoas - e sugavam seu sangue. Tinham também a habilidade de sugar o suco de frutas e legumes. O Asasabonsam era uma espécie de monstro vampírico encontrado no folclore dos povos Ashanti de Ghana, na África ocidental. Na breve descrição fornecida por Sutherland Rattray, o Asasabonsam tinha aparência humanóide e dentes de ferro. Morava nas profundezas da floresta e raramente era encontrado. Ficava no topo da árvores e balançava suas pernas, usando seus pés em forma de gancho para capturar pessoas desprevenidas que passassem por perto. Bem diferente, não é?

Fontes: Vampiros no Mundo, Manto da Noite, Not the Neck, Alcatéia Site.
~x~
É, eu sei que o post está algumas semanas atrasado, mas com as incrições pro SiSU e Prouni somados ao estresse e ao calor não conseguiria escrever nada útil nem se tentasse. Quanto mais editar uma postagem, é sério, vocês não fazem idéia de como fiquei estressada. Tão estressada que tive todos os sitomas de uma gripe fortíssima, com direito a dor de cabeça, febre e dores no corpo, além de - é claro - dor de garganta. Bem, não sei se foi o estresse mesmo, mas tudo passou quando vi que passei para a UFF, então acredito que tenha sido o estresse de fato.

Eu iria colocar os vampiros da Europa junto com essa postagem, maaaas ficou demasiadamente grande. Então o próximo post é dos vampiros das bandas de lá. Espero que gostem, porque eu descobri muitas coisas com as pesquisas :D

8 comentários:

Gabriel disse...

aaaah que medo das imagens D:

Vampiros são fodas né? Não esqueço da lenda do vampiro que suga as pessoas pelo dedão do pé IUHAUIHAUIAHUIAHUIHAIUHA

Babi Lorentz disse...

Meu Deus! Quanta informação, hahaha. Eu não sabia de muita coisa, nunca pesquisei demais, mas adorei saber de tudo isso. Cada lugar tem sua lenda, né?
Beijão,
Babi Lorentz.

Julliana disse...

Pois é, Babi! Os vampiros estão espalhados por vários lugares, cada um com suas particularidades, mas todos chupavam o sangue, curioso, né? Porque naquela época não existia uma maneira de comunicação rápida como hoje, muito menos instantânea. Hahahahha

Vai ver os vampirões realmente estão entre nós, só que - a cada dia - mais disfarçados :O

Julliana disse...

Quando a gente pensa que já viu de tudo né? Vampiros podófilos hauhauhauahua, mas pior do que isso só o japonês que chupa pela bunda. Ainda chamam de beijo grego. -MASOQ (cof cof, menores de idade não leiam isso aqui)

Anônimo disse...

Juliana eu creio em vampiros e passo o tempo todo pesquisando sobre fenomenos paranormais,ja viajei por varios lugares do mundo em busca deles mas nunca tive sucesso.Eu nao vou desistir e um dia vou me tornar um.
Se souber de algo caso voce tambem acredite pesso sua ajuda.
Desde de ja obrigado.
facebook:Gustavo Nasca

Julliana disse...

Sério? Nossa! Deve ser divertido isso. Eu não estou afirmando que acredito na existência deles, mas acho uma tremenda coincidência a existência de um ser mitológico que bebe sangue em várias, tipo VÁÁÁÁÁRIAS, culturas completamente diferentes...

Vai saber não é? Se encontrar um e conseguir virar um, me passa o endereço que é pra eu viver minha juventude para sempre. Hahaa Beijos!

Obrigada por comentar ;)

Samuel Betkowski disse...

Olá, amigo! Obrigado pelo interesse eum uma foto minha! A foto é a do morcego-hematófago. Porém, devo alertá-lo que a foto em questão está protegida por direitos autorais. A negociação para o uso da imagem pode ser feita aqui: http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?assettype=image&family=creative&artist=Samuel+Betkowski

Obrigado e um abraço!

Samuel Betkowski

Samuel Betkowski disse...

Olá, amigo! Obrigado pelo interesse eum uma foto minha! A foto é a do morcego-hematófago. Porém, devo alertá-lo que a foto em questão está protegida por direitos autorais. A negociação para o uso da imagem pode ser feita aqui: http://www.gettyimages.com/Search/Search.aspx?assettype=image&family=creative&artist=Samuel+Betkowski

Obrigado e um abraço!

Samuel Betkowski

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