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Eu ♥ Mestres Literários: Rubem Fonseca
Marcadores: Cia das Letras, Eu ♥ Mestres Literários, Eu ♥ Autores Nacionais, HBO, Literatura Brasileira
Salve, salve!
E então, como vão vocês? Espero que todos cheios de livros pra ler!
Andei
meio em falta com o blog essas duas últimas semanas, mas a faculdade começou a
apertar e eu tenho dois artigos para escrever, além das provas pra estudar, o
grupo de pesquisa, o estágio... Enfim, eu sei que não é desculpa, mas espero que possam
entender que não é sempre, mas só durante alguns períodos do semestre (:
De
toda forma, hoje estou aqui para falar de um grande mestre, dessa vez
brasileiríssimo! Em clima de patriotismo, eu trouxe para a coluna do blog um
dos mais consagrados escritores brasileiros de todos os tempos: Rubem Fonseca.
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| José Rubem Fonseca |
José
Rubem Fonseca nasceu em 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas
Gerais. Aos oito anos ele se mudou para o Rio de Janeiro, onde se graduou em
Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A
literatura não foi seu primeiro ofício e antes de se dedicar integralmente a
escrita, ele foi comissário de polícia, no 16º Distrito em São Cristóvão, ainda
no Rio de Janeiro, até fevereiro de 1958, quando foi exonerado, após seis anos
na força policial.
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| Obra Mandrake |
Ele
não fazia muito o trabalho nas ruas, atuando mais na área de relações públicas
da polícia, em serviços internos. Por ser um exímio aluno da academia, recebeu
a oportunidade juntamente com nove colegas policiais – em Julho de 1954 – de
estudar nos Estados Unidos. A essa altura, ainda não havia no mestre nenhum
viés que acusasse sua veia literária.
No
exterior ele estudou Administração e Comunicação nas universidades de Nova York
e de Boston e de volta ao Brasil, começou a lecionar na Fundação Getúlio Vargas.
Após seu trabalho como policial, ainda teve uma breve estadia na Light, antes
de voltar-se integralmente a escrita e literatura.
Seu
tempo na polícia e sua grande capacidade de percepção acerca da psicologia
humana acabaram influenciando seus trabalhos: Tema constante das obras de Rubem
Fonseca são os marginalizados, ladrões, prostitutas, policiais e todos os
outros personagens que vivem à margem da sociedade. Violência explícita e o
alto teor de sexualidade também estão presentes em seus contos e livros,
demonstrados claramente por meio de uma linguagem direta e sem floreios. Por
essas razões, ficou conhecido como o precursor de um estilo chamado, em 1975,
de “brutalista”.
Uma
grande observação a ser feita sobre o seu trabalho é a falta de moral de seus
personagens: Sejam eles assassinos profissionais ou executivos corruptos, não
há culpa ou remorso em suas ações, não importa quão mal acarretaram. A
dualidade entre o herói e o vilão existe, mas pode ser uma tarefa difícil
determiná-los visto que o autor consegue fazê-los fugir ao clichê de extremos
claramente opostos. Os mocinhos possuem defeitos e distinguem-se dos “caras
maus” por ainda terem algum sentimento de justiça e igualdade que os move
contra a maré de violência que domina as ruas nos enredos de Fonseca.
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| Marcos Palmeira como Mandrake. |
Um
de seus personagens mais notórios é o advogado Mandrake. Atualmente vivido pelo
ator Marcos Palmeira e sob a direção do filho do próprio Rubem Fonseca numa
séria do canal HBO, o criminalista é especializado em casos de extorsão e
exemplifica perfeitamente o que é fato presente nas obras que inspiraram a
série: convive com os extremos da sociedade carioca, de prostitutas a
executivos, sempre tentando achar o melhor jeito de ajudar seus clientes – e
claro, tirar o melhor proveito disso. Cínico, irônico, mulherengo e desprovido
de código moral, Mandrake não é somente um ícone da literatura como também
personifica o trabalho fantástico de Fonseca ao retratar a índole humana.
Em
1967 chegou a escrever críticas cinematográficas para a revista Veja, tendo
também recebido prêmios louváveis por seus roteiros para o cinema, como o
Coruja de Ouro por Relatório de um Homem Casado (dirigido por Flávio Tambelini)
e o Kikito de Ouro por Stelinha (direção de Miguel Faria) no Festival de Cinema
de Gramado.
Outros
prêmios que merecem destaque especial são o Prêmio Jabuti de Literatura, o mais
importante prêmio literário do Brasil, que o autor recebeu nas categorias:
Contos, Crônicas e Novelas, Romance e Literatura Infantil; e o Prêmio Camões,
em 2003, que é considerado o mais importante prêmio para autores da língua
portuguesa, por sua contribuição para a literatura no conjunto de sua obra.
O
autor é muito reservado quanto a sua vida particular e não há muitos registros
de aparições suas, tampouco é figura presente na mídia. Quem o conhece, afirma
que é uma pessoa extremamente afável, bem humorada e modesta, tendo o respeito
não apenas de seus familiares e amigos, como também de todos os admiradores de
seu trabalho.
Atualmente aos 88 anos, é viúvo de Théa Maud e pai de três filhos: Maria Beatriz, José Alberto e o diretor
cinematográfico (inclusive da série Mandrake) José Henrique Fonseca.
E esse foi o Mestres dessa semana! Espero que tenham gostado! E aí, quem já leu alguma obra do autor? Particularmente, as minhas favoritas são Mandrake e Pequenas Criaturas, ambas da Cia. das Letras. As duas estão na minha lista de livros para resenhar ainda esse ano! (:
Me contem suas opiniões sobre o Mestres dessa semana e o que estão achando da coluna em geral (: Qual autor você gostaria de ver por aqui? Me fala nos comentários!
Até a próxima!
Boas leituras e um beijo da heavy.
Eu ♥ Mestres Literários: Gabriel García Márquez
Marcadores: Eu ♥ Mestres Literários, Gabriel García Márquez
Salve, salve!
Whatsup? Pois
é, hoje é o terceiro dia do mês maaaais legal do ano! Não só porque o inverno
está aí como também porque eu faço aniversário daqui lindos dezoito dias.
Mas não é
isso o que interessa e sim o mestre da semana. O escolhido de hoje não é apenas
um escritor fantástico, como também um ser humano admirável. Ele representou
uma nação que em sua época, vivia uma rígida ditadura que o deixou em situações
muito difíceis quando trabalhava como correspondente em Paris para um jornal
que foi fechado pelo governo, transmitiu ao mundo sentimentos por meio de obras
que para sempre serão o legado de um homem que aos oitenta e seis anos, deixou
saudades para todos os fãs quando em 2012 foi anunciada sua aposentadoria.
My little monsters: Gabriel García
Márquez.
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| Gabriel José de la Concordia García Márquez |
Gabo, como é
carinhosamente conhecido, nasceu em 6 de Março de 1927 em Aracataca, na
Colômbia. Foi criado desde bebê pelos avós maternos até os nove anos de idade,
quando seu avô faleceu e ele foi viver com os pais, Gabriel Eligio García e de Luisa Santiaga
Márquez, e dez irmãos em Barranquilla, para onde eles tinham se mudado
logo após seus nascimento.
Como não teve
muito contato com os pais em seus primeiros anos de vida, suas maiores
influências foram os avós e seu convívio com eles viriam a repercutir em toda a
sua vida posterior, incluindo em sua escrita e visão de mundo. O avô, também
conhecido como “O Coronel”, um veterano da Guerra dos Mil Dias, tinha um
posicionamento liberal e era considerado um herói pelos liberalistas
colombianos. Uma das lições que Nicolás Ricardo Márquez Mejía ensinou ao neto foi
o tamanho da responsabilidade sobre a vida de um homem, referindo-se ao peso
que se carrega ao matar uma pessoa. Também era um bom contador de histórias e
Gabo referia-se a ele como seu elo com a história e a realidade.
Sua avó, Dona Tranquilina
Iguarán, influenciou sua escrita concedendo o tom mágico e fantasioso através
de sua forma única de contar histórias, não importando quão extraordinárias
fossem, relatando-as como se fossem a mais irrefutável verdade. O jeito com que
ela, nas palavras do autor “tratava o maravilhoso como se fosse algo natural”
viria a influenciar o trabalho do neto – em sua forma mais evidente, na obra
Cem Anos de Solidão.
Em 1947, aos
vinte anos, ele foi para Bogotá onde começa a estudar Direito, mas nunca chegou
a concluir o curso. Em 1948, foi para Cartagena onde começou a trabalhar como
jornalista e até 1949, escreveu para o jornal El Universal. Em 1950 ele retornou a Barranquila e começou a trabalhar para o El Heraldo, um jornal local. Foi ali
que Gabo ingressou para um grupo informal de escritores e jornalistas, chamado
Barranquila Group, onde foi motivado e inspirou-se para começar sua carreira
literária. Nesse período, entrou em contato com o trabalho de diversos outros
autores que influenciaram sua escrita e o ambiente no qual vivia lhe permitiu
assimilar conhecimento e perspectiva da cultura caribenha, muito presente em suas obras.
Em 1955,
escrevia para o El Espectador quando publicou uma série de catorze artigos na
qual falava sobre um acidente ocorrido com um navio da marinha colombiana.
Segundo a nota oficial dada sobre o naufrágio, a embarcação teria afundado
devido a uma tempestade e o marinheiro sobrevivente era um herói. Entretanto,
Márquez contrapôs essa ideia afirmando que o navio na verdade teria afundado
por estar carregando cargas contrabandeadas que tinham se soltado no convés.
Contou a história através de entrevistas que fez com o jovem sobrevivente,
causando controvérsia e polêmica quanto a sua versão dos fatos. Mais tarde esse trabalho seria publicado como um livro intitulado Relato de um Náufrago.
Com isso,
acabou sendo mandado para trabalhar como correspondente na Europa – neste período
a Colômbia vivia sob o governo militar do general Gustavo Rojas Pinilla.
Retornou a Barranquila apenas em 1958, quando se casou com Mercedes Barcha, sua
esposa até hoje.
Os dois ainda
viajaram de ônibus por todo o sul dos Estados Unidos, antes de se estabelecerem no
México. A essa altura, eles já tinham seu primeiro filho, Rodrigo García. Em
1962, o segundo e último filho do casal, Gonzalo García, nasceu na cidade do
México.
Obras e Prêmio Nobel
A lista de
obras do autor é longa, contando com mais de vinte escritos, entre novelas,
romances e artigos não ficcionais. Adepto do estilo realismo mágico – que
consiste em misturar elementos mágicos e extraordinários a situações que de
outra forma, seriam comuns e cotidianas – foi ele o responsável pela
popularização do estilo na América Latina, principalmente. Seu grande mestre
foi o norte-americano William Faulkner, também o motivo pelo qual Gabo quis conhecer
o sul dos Estados Unidos: os lugares haviam inspirado a escrita de Faulkner.
Sua obra Cem
Anos de Solidão foi publicada em 1967 e é considerada por muitos como sua
obra-prima. Desde jovem, Gabo queria escrever uma história baseada em seus avós
e o livro conta a trajetória da família Buendía na cidade fictícia de Macondo,
acompanhando-os desde sua fundação até sete gerações depois. Traduzido em mais
de trinta idiomas e contando mais de vinte milhões de cópias ao redor do
mundo, Cem Anos de Solidão é tido como um marco da literatura latina.
Entretanto, o próprio autor não entendia o sucesso estrondoso da obra afirmando
que o romance tinha um pouco de piada e vários sinais para amigos próximos, ressaltando que alguns críticos simplesmente não percebiam isso e acabavam caindo no risco
de se fazerem de tolos.
Depois da
publicação de Cem Anos, Gabo retornou a Europa com sua família onde viveu por
mais sete anos.
Em 1982,
ganhou o Prêmio Nobel de Literatura “por seus romances e contos, em que o
fantástico e o real são combinados em um mundo ricamente composto de
imaginação, refletindo a vida e os conflitos de um continente.”.
Outros
trabalhos notáveis que ganharam grande reconhecimento – principalmente no
Brasil – foram O Amor nos Tempos do Cólera e Memórias de Minhas Putas Tristes.
O primeiro, foi inspirado no amor dos pais de Gabo, uma vez que quando eram
jovens, seu avô "O Coronel", não gostava de Gabriel Eligio, seu pai, que tinha
fama de ser um grande mulherengo conquistador. Entretanto, o rapaz fazia
serenatas e declarações para dona Luisa e isso só fortaleceu o sentimento entre
ambos. Finalmente, ganharam a benção dos pais da jovem e uniram-se em um
casamento que em 1927, traria Gabo ao mundo.
Aposentadoria e dias atuais.
A mais
recente novidade é sua biografia em forma de quadrinhos que será lançada no
Brasil pela Editora Record, quando já foi publicada na Espanha em Março deste
ano. O título do HQ é “Gabo – Memorias de una Vida Magica” e conta a vida do
autor de forma a retratar o ser humano por trás do ícone, aproximando-o ainda
mais de seus fãs. A obra tem o roteiro de Óscar
Pantoja e ilustrações de Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e
Julián Naranjo. Ainda não há previsão para a publicação aqui, mas vamos todos
torcer para que seja breve!
Em 2002,
Márquez lançou sua autobiografia “Viver para contar” (Vivir para Contarla título original em espanhol) que havia começado
a escrever três anos antes, quando tinha sido diagnosticado com câncer
linfático. O autor fez tratamento com quimioterapia e o procedimento sabidamente
agressivo veio a trazer consequências posteriores. Em 2000, um poema foi
atribuído a sua pessoa, como sendo uma “despedida” aos familiares e amigos. Na
época, muitos rumores circulavam a respeito de seu estado de saúde e “estado
terminal”, então o texto intitulado “La Marioneta” logo ganhou repercussão e
centenas de pessoas se comoveram, espalhando ainda mais o escrito que na
verdade, seria de autoria de um ventríloquo que trabalha no México, John Welch,
para o seu boneco Mofles.
A primeira
publicação teria sido feita pelo jornal La Republica, juntamente com a notícia
de que o autor encontrava-se em estado terminal do câncer linfático contra o qual
lutava há um ano. Se de fato isso aconteceu, não encontrei fontes confiáveis o
bastante para afirmar com certeza. Mas o texto nunca foi de autoria de Gabo que
se manifestou sobre o acontecido e desmentiu ambas as notícias: “La Marioneta”
não era uma obra sua e ele não estava em estado terminal. Confirmou,
entretanto, que estava fazendo tratamento para câncer.
Em 2009,
cinco anos após a publicação de Memórias de Minhas Putas Tristes, Carmem
Balcells, sua agente, afirmou para o jornal chileno La Tercera que o autor
dificilmente voltaria a escrever, o que foi corroborado por seu biógrafo Gerald Martin.¹ Uma semana
depois, o próprio Gabriel contrariou os comentários, afirmando ao jornal El
Tiempo que “Não apenas não é verdade [que não voltaria a escrever] como a única
coisa que eu faço é escrever”. ²
Infelizmente, a felicidade
dos fãs do ganhador do prêmio Nobel não durou muito. A expectativa por um novo
livro terminou em Julho de 2012, quando o irmão do autor, Jaime García Márquez,
declarou a um grupo de estudantes em Cartagena, que o autor sofria de demência
senil.
A doença, degenerativa,
causa a perda de memória, mudanças de humor e personalidade, podendo também
dificultar a capacidade de se pensar com clareza. Jaime Márquez confirmou que
essa condição não é incomum em sua família e que a quimioterapia feita contra o
câncer havia destruído muito de seus neurônios e células e que isso acelerou o
processo, além de explicar que o assunto foi mantido em sigilo para respeitar a
vida particular do autor.
Com essa revelação, foi
tornada pública a “aposentadoria” de Gabo por um motivo que ia além de seu
desejo e paixão pela escrita. Não seria possível para ele escrever, devido a
sua doença, nem mesmo a segunda parte de Viver para Contar.³ “Infelizmente acho que não será possível, mas
tomara que eu esteja errado.” Afirmou Jaime que também disse que o irmão está
bem fisicamente, destarte os problemas de memória e que apesar de tudo, todos
se sentem felizes porque ainda tem seu ente querido.
"Mas ainda temos ele, podemos falar com ele com muita alegria e com muito entusiasmo, como sempre foi." – Jaime García Márquez
Atualmente, Gabo vive no
México com sua família e em seu último aniversário, quando completou 86 anos,
parecia feliz e sorridente ao sair para pegar um ramalhete de rosas amarelas,
sua cor favorita.
Bom, meus monstrinhos...
Foi isso.
Escrever sobre autores que
admiramos pode parecer fácil, mas não é. Um dos meus primeiros livros foi Cem
Anos de Solidão e eu não sei mensurar o quanto García Márquez influenciou meu
gosto literário e meu próprio estilo de escrita. A notícia de sua aposentadoria
já não é recente (data de Julho de 2012), mas o impacto que teve em mim e em
todos os fãs, como também na comunidade de leitores afora, foi forte. Eu já
acompanhava a carreira do autor desde os catorze anos quando em 2009, vieram as
notícias sobre ele não escrever mais e nem sei dizer o quanto me aliviou quando
ele próprio disse que “não somente não é verdade, como a única coisa que eu
faço é escrever.”.
Então a notícia de sua
doença e aposentadoria foi não somente dolorosa, como inesperada, ao menos para
mim. Trouxe uma névoa densa e obscura de impotência e lamento por ver uma das
maiores mentes do século vinte sofrendo os efeitos de uma doença que não lhe
permitia mais as próprias memórias.
É triste saber que a
probabilidade de que Viver para Contar tenha sua continuação é mínima. Por mais
tolo que possa parecer, eu ainda mantenho aquela fagulha de esperança que todo
fã tem, de que Gabo volte a escrever. Que ele nos traga mais da magia que
ninguém discorre tão bem.
Entretanto, mesmo que o
tempo tente levar as lembranças de nosso querido Gabito, jamais vai poder
apagar seu legado, deixado não apenas na forma de seus livros, como também nas
contribuições que fez à literatura e a um mundo que só pode lhe dizer um
singelo obrigado.
Por tudo.
Um beijo da heavy e boas leituras.
Eu ♥ Mestres Literários: Carlos Ruiz Zafón
Marcadores: A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón, Eu ♥ Mestres Literários, O Cemitério dos Livros Esquecidos, Suma de Letras
Salve, salve!
E como foram de semana? Muitos livros para ler? Muitos implorando para
serem comprados? É, sei como é isso.
Para o post da vez escolhi um autor que ainda não tive o prazer de ler
– logo vou resolver isso! – e que é um dos mais aclamados escritores do mundo, sendo considerado uma revelação da literatura contemporânea.
Para quem conhece não é novidade, mas para os que ainda não tinham
ouvido falar dele, meus monstrinhos favoritos, o excelentíssimo: Carlos Ruiz
Zafón.
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| Carlos Ruiz Zafón |
Carlos Ruiz Zafón é um escritor espanhol nascido em Barcelona, em 25 de
Setembro de 1964. Sua carreira literária começou em 1993, com sua primeira obra
O Príncipe da Névoa (El Príncipe de la
Niebla título original em espanhol e The
Prince of Mist em inglês) que foi ganhadora do prêmio Ebedé de literatura
no mesmo ano.
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| El Príncipe de la Niebla |
O livro é o primeiro volume da Trilogia da Névoa (ou La Trilogía de la Niebla) que tem como
sequência O Palácio da Meia Noite (El
Palacio de la Medianoche publicado originalmente em 1994) e As Luzes de
Setembro (Las Luces de Septiembre publicado
em 1995) e é destinada ao público juvenil. Ainda assim, o escritor afirmou ter
escrito Príncipe porque quando tinha 13 anos, não lia livros que eram
considerados “juvenis” e então, começou a desenvolver uma trama que ainda
despertaria seu interesse independentemente da idade.
Mesmo sendo da década de 90 – e já tendo sido lançada lá
fora há bastante tempo – a trilogia só chegou ao Brasil este ano. A editora
Suma de Letras já lançou O Príncipe da Névoa em Fevereiro e O Palácio da Meia
Noite está previsto para lançamento no dia 01 de Junho.
Houve uma publicação feita em Janeiro pelo grupo Objetiva,
afirmando que O Palácio da Meia-Noite estaria previsto para Março – o que de
fato, não aconteceu – e que Luzes de Setembro seria lançado em Setembro –
badumtass! Entretanto, com o atraso do segundo volume da série, não podemos
afirmar que a data vai ser mantida, mas vamos todos torcer para que sim! Você pode ver essa publicação aqui.
Depois da publicação da Trilogia da Névoa, Zafón lançou
ainda Marina. Mas sua consagração como escritor internacional veio em 2001 com
a publicação de sua primeira novela para adultos A Sombra do Vento (La Sombra del Viento) que foi um
estrondoso sucesso literário, tendo sido traduzido para mais de trinta idiomas
e publicado em mais de 40 países.
Como continuação, foram lançados O Jogo do Anjo (El Juego del Àngel) em 2008 e o seu
mais recente trabalho, O Prisioneiro do Céu (El
Prisionero del Cielo) que foi publicado em 2011, fechando o trio inicial da tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos (El Cementerio de los Libros Olvidados) que tem o quarto e último membro a caminho para encerrar a série cujos livros mesmo estando interligados, podem ser lidos em qualquer ordem. Especula-se o lançamento para 2014 e no site oficial da série tem-se a figura de quatro fechaduras e a pergunta "Por qual porta que entrar no Cemitério dos Livros Esquecidos?" entretanto, apenas três fechaduras (correspondentes aos três primeiros livros) podem ser clicadas. Todos no aguardo!
Nas palavras do próprio autor: "Será a grande final, a soma de todos os anteriores e a saída do labirinto"
Ao total, suas obras foram traduzidas para mais de
cinquenta idiomas e possuem fãs em todos os continentes. A expressividade de
seu sucesso o colocou como um dos mais bem sucedidos escritores espanhóis da
atualidade, junto com outros mestres renomados, como Javier Sierra (La Cena Secreta) que venceu em 2004 o Premio de Novela Ciudad de Torrevieja
um importante prêmio literário espanhol concedido desde 2001, e Juan
Gómez-Jurado (El emblema del traidor)
também vencedor do prêmio, em 2008.
Zafón já ganhou prêmios de reconhecimento literário nos
Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido,
Noruega e no Canadá.
Curiosidades:
O autor adora dragões e tem uma coleção de mais de 400
itens relacionados a essas criaturas em sua casa e afirma que o número de peças
aumenta a cada mês, além de dizer que se identifica com os dragões verdes,
afirmando “que são ambos criaturas da noite, não muito sociáveis, não gostam de
cavaleiros errantes e são difíceis de conhecer”. Também gosta de pianos ou
qualquer outro instrumento que possa produzir barulho e no qual haja teclas,
sendo seus “brinquedos” favoritos. Tem fobia de esnobismo e estupidez e acha
que seu pior defeito é sempre confiar em pessoas nas quais não deveria.
Sua música favorita é Bagatelle No. 4 de Gerald Finzi e
seu prato favorito é cheesecake de manga.
Atualmente, aos 48 anos, Zafón vive em Los Angeles – onde
mora desde 1993 – e está trabalhando em seu novo romance, além de escrever para
dois jornais espanhóis, o El Vangardia e o El País.
Meus queridos, esse foi o mestre dessa semana. Eu li os primeiros capítulos que estão disponíveis no site do autor (só consegui ler a versão em espanhol, porque o link para a versão em inglês me redirecionou também para o arquivo pdf em espanhol) e já incluí o trio inicial de O Cemitério dos Livros Esquecidos na minha lista de presentes de aniversário! Zafón parece escrever muitíssimo bem e não é necessário mais do que a prova disponível no site para se ter noção do quanto. Só o primeiro capítulo já foi o bastante para me dar certeza de que não posso terminar 2013 sem ter lido A Sombra do Vento.
Espero que tenham gostado do Mestres dessa semana e nos vemos na próxima!
Boas leituras e um beijo da heavy.
Eu ♥ Mestres Literários: Stephen King
Marcadores: Eu ♥ Mestres Literários, horror, Stephen King
Salve, salve!
A convite da Roxane e da
Carine, eu fui convidada para integrar a equipe do Eu <3 Livros e com muito
orgulho, estou aqui pra tentar dividir com vocês o meu vício pela literatura
como um todo e para tentar trazer um pouquinho do que eu sei e do que acho legal
de ser compartilhado com os leitores do blog. E para começar, eu resolvi criar
essa pequena coluna sobre autores. Afinal de contas, o que seria de nossas
estantes sem as obras dos nossos queridos mestres?
E para estrear esse
espaço, eu escolhi um autor que me influenciou muito mais do que qualquer
outro. Ele é um ícone mundial, especialmente para os fãs do bom e velho horror
que como ele, só dormem com os pés debaixo do cobertor.
Porque se não o fizermos,
uma mão fria e cadavérica com certeza segurará nossos tornozelos no meio da
noite.
Senhoras e senhores, o
ilustríssimo mestre do terror: Stephen King.
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| Stephen Edwin King |
Stephen Edwin King nasceu
em 21 de Setembro 1947, em Portland, Maine. É o segundo filho de Donald Edwin
King (nascido em 1913, em Peru, Indiana) e Nellie Ruth Pillsbury King (nascida
em 13 de Março de 1913, em Scarborough, no Maine) que se casaram em 1939, na
cidade de Cumberland Country, no Maine.
Quando ele tinha apenas
dois anos, seus pais se separaram. O pai, sob o famoso jargão de "Sair
para comprar um pacote de cigarros" abandonou a família. Desde então,
Stephen King e seu irmão mais velho adotivo, David King, foram criados por sua
mãe, enfrentando algumas vezes, graves dificuldades financeiras que nunca
impediram Ruth de cuidar dos dois garotos.
Sua infância foi passada
entre Fort Wayne, Indiana, onde a família de seu pai vivia na época, e em
Stratford, Connecticut, onde ele viveu até os onze anos de idade, com sua mãe. A
essa altura, eles voltaram para a cidade de Durham, Maine, uma vez que seus
avós maternos (Guy e Nellie Pillsbury) já debilitados pela idade avançada,
precisavam de cuidados e Ruth foi persuadida por suas irmãs a tomar conta dos
pais.
Lá, eles receberam de
familiares uma pequena casa e algum suporte financeiro. Ruth cuidou dos pais
até que os mesmos morreram, passando depois a trabalhar em uma cozinha, numa
casa para pessoas mentalmente adoentadas.
Conta-se uma história
sobre Stephen, na qual quando era apenas uma criança, ele viu um amigo ficar
preso em uma linha ferroviária e ser morto por um trem. Várias pessoas
especularam ser esse momento tão traumatizante a origem de sua inspiração para
escrever histórias de terror. Entretanto, o próprio Stephen já admitiu não ter
memórias desse evento e não faz menção a respeito em sua obra On Writing: A
Memoir of the Craft. O que se sabe é que um dia, ele saiu de casa para
brincar com um amigo e voltou algum tempo depois, paracendo estar em completo
estado de choque. Somente mais tarde, a família soube o que havia acontecido
com o garoto e fez a associação.
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| Stephen King quando era garoto. |
Seu interesse pelo horror
foi expressado ainda cedo, sendo ele um ávido fã e leitor da EC's horror
comics, incluindo Tales from the Crypt. Ele começou a escrever por diversão
enquanto ainda estava na escola contribuindo para o jornal que seu irmão David publicava,
o Dave's Rag. Algum tempo depois, ele começou a vender suas histórias para os
seus amigos, sendo estas baseadas em filmes que ele via, tendo sido forçado a
parar quando seus professores descobriram e o obrigaram a retornar aos seus
estudos acadêmicos.
Ele se formou na Lisbon
Falls High School em 1966, ingressando na University of Maine, em Orono onde
estudou inglês e escreveu para o jornal estudantil, o Maine Campus, uma coluna
intitulada "Steve King's Garbage Truck" (ou "Caminhão de Lixo do
Steve King"). Ele se graduou Bacharel de Artes em Inglês, em 1970, mesmo
ano em que nasceu sua primeira filha, Naomi Rachel King. Um ano depois, ele se
casou com Tabitha Spruce, sua esposa até hoje, que ele conheceu inclusive, na
biblioteca Fogler da faculdade onde estudava, depois de um workshop de um
professor.
Entretanto, foi em 1967
que Stephen King vendeu sua primeira história, profissionalmente, para a
Startling Mystery Stories, o conto The
Glass Floor ("Chão de Vidro"). Depois, nos primeiros anos de seu
casamento, ele continuou vendendo contos para revistas masculinas e muitos
deles foram reunidos e publicados na obra Night
Shift (traduzido no Brasil como Sombras da Noite) ou em coleções
posteriores.
Em 1971, ele começou a
lecionar inglês na Hampden Academy. Ele continou escrevendo durante a noite e
nos finais de semana, para então em 1973 ter o conto Carrie aceito para publicação pela Doubleday & Co. e seu novo
editor, Bill Thompson, disse a ele que uma grande venda de livros o permitiria
deixar a licenciatura e se dedicar unicamente a escrita.
Em 1974, Carrie foi publicada com um investimento
inicial de U$ 2,500 gerando em retorno mais de U$ 400,000 para Stephen King nos
anos seguintes, com direitos autorais e vendas dos livros. Pouco antes, a família King se mudou para o
Maine em razão da saúde precária de sua mãe e foi nesse período que ele
escreveu o conto que originalmente se intitulava Second Coming, depois mudado para Jerusalem's Lot e finalmente, Salem's
Lot (que também se encontra em Sombras da Noite). Ruth King faleceu de
câncer no útero pouco depois da publicação de Carrie e foi sua tia Emrine quem
leu a história para ela antes de sua morte. Ruth tinha apenas 59 anos.
Nessa época, ele já
enfrentava um sério problema com a bebida, que viria a permanecer durante dez
anos, e chegou admitir que estava bêbado durante o funeral de sua mãe.
Depois da morte de Ruth,
a família King trocou o Maine por Boulder, no Colorado, que foi onde Stephen
escreveu The Shinning (traduzido “O Iluminado” no Brasil) e onde ele começou e escreveu boa parte do
conto The Stand, que foi terminado
quando em 1975 a família retornou ao Maine, sendo este conto publicado apenas
três anos depois.
Em 1978, Night Shift foi
lançado, reunindo vinte das obras de Stephen. Dentre elas, várias foram
adpatadas para o cinema, como As Crianças do Milharal (Colheita Maldita),
Último Turno (A criatura do Cemitério) e O homem do Cortador de Grama (O
Passageiro do Futuro). Nesta obra, no prefácio, ele admite seu problema com o
tabagismo, mas diz que conseguiu diminuir o vício trocando a marca de cigarros
que fumava desde os dezoito anos, sem filtro, por outra com baixos níveis de
nicotina e alcatrão. Além de falar sobre medo e sobre escrever, ao final, ele
agradece a quatro grupos de pessoas. Sua mãe, sua esposa e filhos, compõe o
primeiro grupo, por todo apoio e carinho durante sua carreira. No segundo
grupo, está seu editor William G. Thompson, que segundo suas palavras: “foi
gentil com um jovem escritor sem qualquer currículo alguns anos atrás, ficando
ao seu lado desde então.”. No terceiro grupo, Stephen dedicou seu obrigado aos
primeiros compradores de sua obra.
No último e quarto grupo, Stephen dedica
seu obrigado a cada um dos leitores que um dia compraram suas obras. Segundo
ele: “Jamais teria acontecido sem você. Então, obrigado.”
Eu sou apaixonada por esse prefácio!
Em 1978 os King já tinham se estabelecido no Maine novamente. A essa
altura, a família já estaria completa com Naomi Rachel, Joe Hill e Owen Phillip
King, os três únicos filhos do casal. Ainda hoje, Stephen e Tabitha mantém uma
casa no local, mas agora dividem sua estadia entre as casas que tem na Florida,
em Bangor e em Center Lovell.
A Coleção Torre
Negra e Pseudônimos
A coleção Torre Negra (“The Dark
Tower Series” título original) é uma coleção de livros que começou a ser
escrita na década de 70. Foi publicado o primeiro conto, The Dark Tower: The Gunslinger (“A Coleção Torre Negra: O
Pistoleiro”) originalmente sob a edição de Edward L. Ferman, em cinco partes, de 1977
a 1981, na revista The Magazine of Fantasy & Science Fiction. Um ano
depois, foi relançado em forma de livro.
Nos
próximos quarenta anos, seriam escritos e publicados os outros volumes da série
que alcançariam a marca de mais de trinta milhões de livros vendidos em cerca
de 40 países.
A trama se
passa em um cenário que mistura os mundos de Tolkien (O Senhor dos Anéis) e os
velho-oestes americanos, principalmente os do veterano Clint Eastwood. Não vou
contar a trama porque na verdade, são livros que contém histórias entrelaçadas
– tendo cada um sua própria sinopse - e pra mim é bem complicado falar deles
sem dar spoilers. Basicamente, é a trajetória de Roland Deschain em sua busca
pela Torre Negra, que na trama seria o nexo de todo o universo.
Melhor que
isso eu não consigo, meus queridos. Eu lamento ): E em off um instante, eu
pretendo fazer resenhas sobre os livros da coleção, então eu espero me redimir
com vocês pela falta de informações contidas aqui.
De todas as
formas, os demais volumes são:
The Drawing of the Three (A Escolha dos Três) (1987)
The Waste Lands (As Terras Devastadas) (1991)
Wizard and Glass (Mago e Vidro) (1997)
Wolves of the Calla (Lobos de Calla) (2003)
Song of Susannah (A Canção de Susannah) (2004)
The Dark Tower (A Torre Negra) (2004)
The Wind Through the Keyhole (O Vento
Pelo Buraco da Fechadura) (2012)
No Brasil,
foram publicados pelas editoras Objetiva, Suma de Letras e Ponto de Leitura (sendo desta, uma edição de
bolso). Nos EUA, pela editora Grant.
A versão
brasileira, da editora Objetiva, é essa aqui:
E a
ameri-meusonhodeconsumoeterno-cana:
Sobre
Richard Bachman, cabe dizer que foi um pseudônimo que King usou, para publicar
os textos Rage (1977), The Long Walk (1979), Roadwork (1981), The Running Man (1982) e Thinner (1984). A ideia dele era refutar
as alegações de alguns de que seu sucesso era mero “acidente”. Ele também usou
outro pseudônimoJohn Swithen que usou para publicar The Fifth Quarter.
Acidente e Aposentadoria
Em 1999, enquanto corria por uma rodovia, Stephen sofreu um grave
acidente quando foi atingido por um carro e lançado para fora da pista, caindo
de um barranco de cerca de cinco metros de altura. Ironicamente, naquela época,
ele também escrevia um texto onde um jovem morria atropelado por um carro. King
teve uma perfuração no pulmão, lacerações na escápula, várias fraturas na perna
direita e uma fratura no quadril – problema este que viria influenciar sua
decisão de aposentadoria, anos depois.
Depois de passar por dez cirurgias em cinco dias e tratamento
fisioterápico intenso, Stephen terminou sua obra On Writing, sendo que ele já não conseguia ficar mais do que
quarenta minutos sentado, sem sentir dor em função dos danos causados pelo acidente. Com o passar do tempo, o incômodo
tornou-se insuportável.
![]() |
| Uma das versões do livro. Eu já vi também outras duas capas, mas nunca encontrei aqui no Brasil pra comprar, infelizmente ): |
Em 2002, ele anunciou que estaria se aposentando da literatura.
Para a felicidade de todos os fãs do terror, isso acabou nunca
acontecendo de fato. Em 2003, publicou “Cell”
ou “Cellphone” (O Celular) e até
2010, publicaria ainda “Duma Key”, a
coleção “Just After the Sunset” e a
história “Under the Dome”.
Novidades
Seus últimos
trabalhos publicados foram “11/22/63”,
de 2011. Em 2012 foi publicado o oitavo livro da coleção
Torre Negra, “The Wind Through the
Keyhole” (Traduzido como “O Vento Pelo Buraco da Fechadura”) e anunciadas
as publicações de “Joyland” (previsto
para 4 de Junho deste ano) e uma sequência de The Shinning, chamada Doctor Sleep (previsto para 24 de
Setembro de 2013). Essas datas são do lançamento dos EUA, então não sei quando
os livros vão – e se vão, já que muitas obras nunca vieram para o Brasil – vir
para cá. Todos de dedos cruzados!
De todas as formas,
ainda esse ano teremos mais uma adaptação do trabalho do mestre. Em 24 de
Junho, vai estrear nos EUA a série baseada na obra “Under the Dome” produzida pela CBS. A história é sobre uma
cidadezinha chamada Chester’s Mill’s e seus habitantes que lutam para
sobreviver, quando uma redoma misteriosa recobre toda a cidade, separando-os do
mundo exterior. Esse livro foi trazido pro Brasil – Hell yeah! – e publicado
pela editora Suma de Letras com o título traduzido “Sob a Redoma”. No
Submarino.com tem disponível, para quem quiser adquirir um. O preço pode
variar, mas a faixa média gira em torno de R$ 55,00.
Também foi
anunciada uma edição especial do livro The
Shinning que será lançado em Novembro deste ano, em capa dura. Em três
formatos, Gift Edition, Limited Edition e Lettered Edition, a editora
Subterranean Press vendeu 802 cópias assinadas (Limited e Lettered Edition)
sendo que as 750 cópias da Limited custavam $ 450 e as da Lettered, $2,500.
As Gift Edition,
que estão estimadas em 1.500 cópias não autografadas, custam $95 e ainda podem
ser encomendadas pelo site da editora, enquanto as outras duas edições já estão
esgotadas ):
![]() |
| Imagem do site da Subterranean Press. |
Atualmente, Stephen
e sua esposa ainda vivem no Maine e agora a família King conta com quatro
integrantes a mais, os netos do casal. Tabitha também é escritora e romancista,
além de seus filhos Joe Hill e Owen Phillip também terem seguido os passos dos
pais, sendo autores publicados nos EUA.
Bom, acho que era
isso. Espero ter conseguido aprofundar o conhecimento de quem já conhecia o
autor e para quem ainda não, ter despertado o interesse em ler seus contos. Meu post é mega mega mega puxa-saco mesmo, porque eu sou
terrivelmente apaixonada pelas histórias dele e já li a maioria delas. Sendo
uma grande fã de Stephen King e do bom e velho horror, posso dizer que é o meu
autor favorito e um mestre na arte de assustar.
E então galera, o
que acharam? Quem já leu uma história dele e qual? Me contem o que acharam nos
comentários e qual a sua história de terror favorita!
Até o próximo
Mestres Literários, um beijo da heavy e boas leituras!
P.S – Os livros em
inglês podem ser adquiridos pela Amazon.com e você pode tê-los entregues na sua
casa (: Eu recomendo o site para quem, como eu, gosta de ter as versões
originais das histórias.
P.P.S – As versões brasileiras podem ser encontradas
na Saraiva.com e na Submarino.com (no Submarino eu achei as edições da Objetiva
e da Ponto de Leitura da coleção Torre Negra) mas vale a pena dar uma conferida
no site da Livraria Cultura também.
(¹) As informações contidas neste post foram coletadas em sites diversos, de pesquisa e notícias, dentre eles o site oficial do autor e a wikipedia, além de registros de jornais (a exemplo das informações referentes ao acidente de 1999). Ainda foi utilizada como fonte a própria obra On Writing.
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