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Eu ♥ Especiais: Criaturas Fantásticas - Zumbis



Estreando a série de posts sobre os seres que saíram das páginas dos livros para tomarem conta do nosso imaginário, eu vos apresento os dançarinos de Michael Jackson. Mortos-vivos! Cadáveres ambulantes! Mastigadores em decomposição!

Enfim, esse é o nosso dossiê literário sobre zumbis.












“Outros monstros podem ameaçar humanos individuais, mas os mortos vivos ameaçam toda a raça humana …. Zumbis são os limpadores de ardósia.” Max Brooks
 



ORIGEM 

Bem antes do eterno Rei do Pop inspirar o mundo a imitar os passinhos de Thriller, ou da marcha arrastada dos mortos-vivos nos filmes de George A. Romero ganharem as telonas, os zumbis já estavam por aí. E não apenas no sentido figurado – mortos reanimados são reais para muita gente.

De acordo com o folclore haitiano, um feiticeiro é perfeitamente capaz de trazer uma pessoa do túmulo. Claro que, para isso, há todo um ritual envolvido. O feiticeiro, ou bokor, precisa fornecer uma poção venenosa à pessoa que será dada como morta e enterrada. Algum tempo depois, o feiticeiro desenterraria a vítima e reclamaria controle sobre o corpo, que passaria a obedecê-lo cegamente, sem consciência própria. Esses zumbis haitianos não dão a mínima para devorar cérebros alheios. O conceito era fazer um cadáver de marionete - o que não deixa de ser assustador. Segundo os haitianos, para livrar o zumbi dos comandos do bokor e levá-lo de volta à cova era preciso alimentá-lo com sal.


Tal lenda atraiu a curiosidade científica de um certo etnobotânico de Harvard chamado Wade Davis. Na década de 80, Davis viajou até o Haiti para tentar descobrir o quanto de verdade havia por trás desse burburinho. Dois livros bem controversos nasceram ali.

Em A Serpente e o Arco-Íris (1985) e Passagem das Trevas: A Etnobiologia do Zumbi do Haiti (1988), Davis afirma que os feiticeiros destruíam as funções motoras e o raciocínio lógico do ser humano através da injeção diretamente na corrente sanguínea de toxinas extraídas de peixes e moluscos. As pessoas submetidas ao envenenamento entrariam em um condição inicial de morte, parecido com animação suspensa, despertando em estado psicótico que as levariam a acreditar que estavam efetivamente mortas. Para Davis, a forte crença popular serviria para empurrar a vítima para sua “condição de zumbi”, acarretando em comportamento deprimido e hábitos viciosos (como passear em cemitérios e outras esquisitices supostamente características do cotidiano de um zumbi despertado).

A comunidade científica considera esse estudo tendencioso e crédulo demais para ser levado a sério. O envenenamento pelas substâncias sugeridas por Davis tem entre seus sintomas: enrijecimento dos membros, dormência, náuseas e pode levar uma pessoa à morte – mas nada que explique o comportamento característico de um morto-vivo ou o suposto controle mental exercido pelo feiticeiro.

Aprovada cientificamente ou não, essa lenda afro-caribenha é considerada a inspiração ancestral para os pútridos mastigadores de cérebro.



PRIMEIROS LIVROS

Seria Frankenstein o primeiro livro de um zumbi? Em minhas pesquisas para escrever este humilde post, percebi que muita gente encara como marco zero da história literária de mortos-vivos o romance escrito pela britânica Mary Shelley no início do século XIX. Eu penso diferente. A criatura do Dr. Victor Frankenstein é composta por partes de diversos cadáveres, não um defunto revivido. O princípio de um zumbi não é o de alguém que atravessou a fronteira da morte e voltou? Pois bem. O monstro feito de um catadão do cemitério jamais tinha experimentado a vida antes, e não passou por nenhum processo de transformação para se tornar um zumbi.





O primeiro livro que se atreveu a relatar a existência de zumbis foi publicado nos primórdios do século XX, pelo antropólogo grego Lafcadio Hearn. Em O País dos que Voltam, Hearn descreve vagamente a lenda haitiana sobre os zumbis. Porém, a obra que veio a se tornar a verdadeira apresentação dos zumbis ao mundo ocidental veio a público em 1929 sob o título de A Ilha da Magia. Após ler o livro de Hearn, o jornalista americano William Seabrook viajou até a “terra dos mortos viventes” e escreveu sua narração sensacionalista sobre o grupo de trabalhadores despertados da morte por um feiticeiro vodu para servirem nas fazendas cafeeiras. Para esses haitianos azarados a morte deixou de ser descanso eterno para se tornar lavoura eterna. Até que a mulher do feiticeiro resolve comemorar o feriado de Corpus Christi sendo boazinha, dando doces aos zumbis escravizados por seu marido. O alimento desperta os infelizes do transe por tempo o suficiente para voltarem às suas covas e tombarem de uma vez por todas. O final do feiticeiro é ser massacrado pelos familiares de suas vítimas, entretanto o feitiço de atração pelos mortos-vivos já estava lançado sobre o mundo da literatura.







LEIA ZUMBIS!



Por volta de 1930, HP Lovecraft, venerado autor de terror, escreveu romances explorando os mortos-vivos. Entre eles, o memorável Na Vault, no qual um zumbi assume as características de devorador ao morder outro personagem, e o popular Hebert West – Reanimator (que rendeu adaptação livre para o filme ainda mais popular).


 




 
Stephen King, o rei das histórias modernas de terror, também se rendeu ao apelo dos zumbis. Para King, O Cemitério ressuscita entes queridos, mas os traz como versões psicopatas e demoníacas de si mesmos. Já a trama de Celular mostra sinais de telefonia móvel transformando pessoas normais em irracionais zumbis assassinos.






Max Brooks é considerado o especialista supremo da literatura de zumbis. O Guia de Sobrevivência a Zumbis prepara o leitor para a futura contaminação mundial de forma completa – estudando desde a fisiologia dos monstros até a escolha de armas para combatê-los. Na sequência, Guerra Mundial Z, o narrador entrevista sobreviventes ao Apocalipse Zumbi que quase extinguiu a humanidade. O livro usa da fantasia para comentar as reações humanas em situações extremas e criticar problemas da organização social atual. Best-seller instantâneo.


 


The Walking Dead, que já era um grande sucesso como HQ e série de TV, agora invade também as livrarias com seu primeiro livro, A Ascensão do Governador. Os autores Robert Kirkman e Hay Bonansinga trazem ao leitor uma trilogia separada da HQ, com história independente protagonizada pelo Governador que comanda a Woodbury pós-apocalíptica.








O inimigo, de Charlie Higson, mostra a infestação zumbi em Londres. Contudo, apenas pessoas maiores de 16 anos são afetadas. A criançada que resta precisa se unir para tentar sobreviver.



 


 

 
Em Mar Morto, escrito por Briane Keene, os ratos não transmitem só as doenças nojentas que nós já conhecemos. Eles são os disseminadores da praga zumbi que transforma humanos em devoradores irracionais de carne viva.







O roteiro criado por Paul W. S. Anderson para o quinto filme da ilustre franquia Resident Evil foi transformado em romance pelo escritor John Shirley. Resident Evil: Retribuição é a guerra já conhecida contra a Umbrella Corporation – só que o trabalho de imaginar a Milla Jovovich barbarizando os zumbis fica por conta da sua imaginação.





 
Para os pequeninos aprenderem a se virar no caso de um Apocalipse Zumbi, temos o didático That's not Your Mommy Anymore (sem versão em português), de Matt Mogk. Alguém tinha que pensar na educação das crianças! Ufa!







 
Um dos mestres da literatura brasileira, Érico Veríssimo, usou o tema dos mortos-vivos para fazer uma inteligente crítica social em Incidente em Antares. No livro, uma greve de coveiros impede a realização de enterros na cidade de Antares por vários dias. Cansados de esperar pelo serviço, os mortos se levantam e vão atrás de seus problemas mal resolvidos em vida. Esse eu li e recomendo para todos os leitores exigentes - fãs de zumbis ou não.







Nenhum autor conseguiu despertar tanto interesse quanto revolta nos amantes de desmortos do que Isaac Marion. No livro Sangue Quente, o zumbi R não só é capaz de tecer linhas de raciocínio enquanto devora seres vivos, como também de se apaixonar. Há quem diga que a história é apenas uma jogada para aproveitar o sucesso de romances adolescentes com monstros “adocicados” (como Crepúsculo, é claro). Uma coisa é certa: esse livro vendeu pra burro e já está com adaptação cinematográfica no forno.




O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Protocolo Bluehand é a versão brasileiríssima de uma enciclopédia para superar um eventual Apocalipse Zumbi por essas bandas. Escrito pela dupla Deive Pazos e Alexandre Ottoni, do site Jovem Nerd, a ideia do livro surgiu na brincadeira durante as gravações do podcast.


 

Mashups com obras clássicas se multiplicaram no mercado literário recentemente. O mais popular deles é a versão de Seth Grahame-Smith do romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Nessa releitura, a corajosa Elizabeth Bennett, treinada em artes marciais, combate uma misteriosa doença que afeta a Inglaterra do século XIX, trazendo os mortos de volta à vida devorando cérebros. Claro que o orgulhoso Sr. Darcy aparece para desconcentrá-la. Nem o clássico brasileiro Memórias Póstumas de Brás Cubas escapou de ganhar sua versão trash: Memórias Desmortas de Brás Cubas. Escrito por Pedro Vieira, o livro mostra a “continuação” da história de Brás Cubas, que se levanta do caixão para aterrorizar o Rio de Janeiro.





 


Prometendo ser um guia completo e recheado de ilustrações nada agradáveis aos olhos, Zumbi: O Livro dos Mortos chegou às livrarias. O autor e jornalista Jamie Russel acompanha a evolução dos zumbis no mundo do cinema, com direito a uma extensa lista de obras cinematográficas protagonizadas por eles.











Pra quem prega que o universo dos mortos-vivos é o cinema, estão aí boas dicas para encher sua estante com provas do contrário. Zumbis estão em alta, e a influência deles no mundo da literatura inspirou histórias para todos os gostos.

Boa leitura e até a próxima Zombie Walk!
















Eu ♥ Especiais: Evento Novos Escritores - NorteShopping Rio de janeiro

Oi amores! 


Primeiro, vou apresentar o site Novos Escritores:http://novosescritores.com/

O projeto Novos Escritores foi criado por Djan Soares Skwara e Juliana Rangel de Oliveira com a finalidade de divulgar e incentivar a cultura no Brasil. Eles partiram da idéia de que os livros nacionais atuais não eram muito divulgados e seu espaço particularmente pequeno. Com um material tão vasto em território nacional, criaram o site com a intenção de quebrar barreiras e facilitar a interação do público com a cultura.

O site possui perfis para cadastro de escritores. Lá, eles poderão postar informações pessoais e textos de sua autoria.
         
Na aba “biblioteca” que contém resenhas e lançamentos literários, serão divulgadas resenhas de livros nacionais de forma que os leitores possam vir a conhecer os nossos títulos nacionais, inclusive os recentes lançamentos.

O espaço denominado “notícias” irá ser notificado os acontecimentos literários como feiras literárias, tarde de autógrafos, lançamentos de livros e palestras. Também serão postadas fotos do evento.

O site funcionará como uma “vitrine” para esses artistas apresentarem seu trabalho ao público.

Com esse comprometimento em mente, foi criado o primeiro evento dos Novos Escritores:










O evento vai ser realizado pelo projeto Novos Escritores.
A divulgação vai ser feita através da pagina do Facebook dos Novos Escritores.
A ideia é tornar conhecidas as novas publicações atuais.
O evento vai ser realizado no dia 28/07/2012 às quinze horas na livraria Nobel do Norte Shopping.
A data foi escolhida por representar a semana do Escritor.
A ideia é promover a interação entre Autores Nacionais e leitores. 


Palestras:
Autores Nacionais no mercado atual 
Processo de criação de livros.
 Palestrante:
Rafaela Guimarães – Autora de Cordas Rompidas.



Escritores confirmados:
Jorge Luiz Nogueira – Livro O Legado Entre Anjos e Vampiros. (Editora Literata)
Vanessa Orgélio -  Livro O Imortal - A saga de um guerreiro. (Editora APED).
Rafaela Guimarães – Livro Cordas Rompidas.(Editora Baraúna)
Bianca Carvalho – Jardim de Escuridão. (Editora Literata)
Luciane Rangel – Livro Guardians.
Camille Thomaz – Livro Imaginário Feminino
Ana Lúcia Merege, Josué de Oliveira, Alessandro Quintana - Livro 2013 - Ano Um (Editora Ornitorrinco).


Patrocínio:
Editora Literata, Editora Ornitorrinco e Livraria Nobel Norte Shopping







Contamos como vocês lá!

Roxane Norris 

Eu ♥ Especiais: Crônicas de Gelo e Fogo – Parte III



A TORMENTA POR WESTEROS


Nunca houve um 1º de abril que tenha demorado tanto pra chegar!


Foram semanas de contagem regressiva, farejando incansavelmente qualquer novidade, por menor que fosse, sobre o retorno de Game Of Thrones. Finalmente, os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo podem comemorar: O INVERNO CHEGOU!



Esta noite, Game Of Thrones estreia sua segunda temporada na TV. Mal posso esperar para reencontrar meus personagens favoritos – e quando digo isso, me refiro especialmente aos Starks.





Não que o destino dos personagens seja um completo mistério para mim. Li A Fúria dos Reis, segundo livro da série de George R. R. Martin que será representado nessa temporada. Porém, isso não diminui a expectativa com a adaptação. Os produtores prometeram muitas surpresas para os leitores que estão pensando que têm todo o roteiro da série nas estantes de casa.
 
Em entrevista ao noticiário islandês Ísland í dag, Dan Weiss não deixou dúvidas quanto a isso:

"As cenas com Jon Snow ao norte da muralha estão entre as coisas mais espetaculares em termos de ação que temos. Ninguém está seguro. Há personagens que os fãs curtem e que não vão sobreviver. Alguns sobrevivem nos livros, mas morrerão na série... Temos muitas surpresas vindo por aí."


Se com a guerra entre Lannisters e Starks o próprio George R. R. Martin já se encarregou de ceifar a vida de boa parte dos habitantes de Westeros, quem sobra para os produtores mandarem pra vala por conta própria? Essa notícia me deixou temerosa com o que veremos nesses campos de batalha. Pra ter mais Starks para lutar, chamar uns reforços não seria má ideia...



De qualquer forma, é melhor se ater à frase que se tornou o lema dos fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo: NÃO SE APEGUE A NINGUÉM!





Deixando a preocupação com chacinas de lado, nos últimos tempos uma enxurrada de material inédito foi liberado, e vale a pena comentar as novidades.


Pra quem tem memória fraca, a HBO preparou um vídeo muito bacana relembrando os principais acontecimentos da primeira temporada de Game Of Thrones. Flashbacks, comentários dos atores e produtores, e cenas da próxima temporada também dão pistas sobre o que esperar dessa segunda temporada. Além dos extras, achei muito interessante ver pela primeira vez o elenco abordando As Crônicas de Gelo e Fogo como uma obra de fantasia bastante feminista. Dá-lhe mulherada de Westeros!




E se depois de tudo isso você ainda ficar perdido, não se preocupe. Fãs da série criaram um mapa interativo de Westeros e Essos, mostrando a localização dos personagens, as sedes das Casas e até uma breve biografia de cada um deles. São tantos os cenários da guerra pelo trono de ferro que acompanhar a trajetória dos combatentes é uma batalha à parte sem uma ferramenta como essa.

Para conferir, é só acessar http://www.gameofthronesmap.org


Tudo isso consola os coraçõezinhos dos leitores que se roem de ansiedade para o lançamento brasileiro do quinto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo. 

Felizmente, a editora LeYa teve piedade de nós e o lançamento que originalmente seria em outubro foi antecipado para agosto.

Até lá, tento me segurar para não buscar spoilers em inglês e me contentar com as novidades que são liberadas aos pouquinhos - como a imagem criada por Marc Simonetti para a capa do aguardado A Dança dos Dragões:


Alguma dúvida de que Danny e seus dragões farão jus ao lema da Casa Targaryen? Esse livro promete muito Fogo e Sangue!


Por enquanto, outro livro chegou às livrarias americanas proporcionando mais do gostinho de Westeros – e me refiro ao paladar mesmo! Que tal uma refeição à moda dos Baratheon? Ou um golinho de Lágrimas de Lys? Tortas de carnes, costelas grelhadas, javalis e veados assados, sobremesas de frutas silvestres e mais 150 pratos agora estão à disposição no livro de receitas inspirado livremente nos banquetes descritos por George R. R. Martin. O autor de The Unofficial Game Of Thrones Cookbook, Alan Kistler, promete que com ingredientes facilmente encontráveis, qualquer um pode reproduzir no jantar de casa os sabores típicos de Westeros. Na Amazon o livro custa menos de $12,00.




E pra quem é daqueles que não se cansa de ver mais do mesmo em várias versões, mídias e interpretações diferentes, aqui vai uma boa notícia: uma adaptação para os quadrinhos de As Crônicas de Gelo e Fogo chegou às lojas americanas em setembro do ano passado. O projeto é composto por 24 capítulos com 29 páginas cada, com arte de Tommy Patterson e texto de Daniel Abraham. A adaptação se refere ao primeiro livro da saga, A Guerra dos Tronos, e pretende ser ainda mais fiel ao livro do que sua versão televisiva. O próprio George R. R. Martin aconselhou Daniel Abraham sobre alguns aspectos da adaptação. A série é publicada pela Dynamite Entertainment e, depois de finalizada, sairá em coletâneas pela Bantam Books.




Para os gamers, As Crônicas de Gelo e Fogo pode ser encontrada em jogos de cartas, de tabuleiro, um RPG e o jogo para PC: Game Of Thrones - Genesis.



É coisa demais, minha gente! George R. R. Martin está com tudo e não está prosa, hein? Salvem o novo membro da galeria de mestres da fantasia!





Resultado da Promoção As Crônicas de Gelo e Fogo


Agora,  é hora de entregarmos o prêmio mais esperado desse inverno: o box de colecionador As Crônicas de Gelo e Fogo! Agradeço a participação de todos nessa promoção que fez tanto sucesso. Espero que o ganhador aproveite muito esse presente, e que tenha uma viagem tão intensa e emocionante pelo universo de George R. R. Martin quanto eu tive. E o vencedor é...





YUKINO SAN!


PARABÉNS! Você tem 72 horas para enviar ao eucoracaolivros@gmail.com o endereço para entrega do box.




O Especial Crônicas de Gelo e Fogo fica por aqui, mas essa trama está longe de acabar. Quem conquistará o Trono de Ferro ao final?



Valar Morghulis!




 


Estefânia

Eu ♥ Especiais: Crônicas de Gelo e Fogo – Parte II




O INVERNO ESTÁ CHEGANDO...









Um universo fantástico criado por um roteirista de Hollywood que queria fugir das restrições orçamentárias é um universo condenado a permanecer apenas na imaginação dos leitores, certo?  Não para o roteirista David Benioff e o romancista Dan Weiss, que trabalharam incansavelmente para transformar As Crônicas de Gelo e Fogo em Game Of Thrones, série exibida pelo canal a cabo HBO.


 Trailer oficial da primeira temporada com legendas em português



O próprio autor da saga, George R. R. Martin, já tinha declarado que sua obra era “infilmável por ser grandiosa demais”, opinião compartilhada pela maioria dos produtores que conheciam a história. Quando questionados sobre o que os convenceu de que a adaptação era possível, Benioff e Weiss responderam em uníssono e com muito bom humor: ignorância.

Game Of Thrones é o trabalho de estréia de ambos para a TV, e para realizá-lo, ambos dedicaram quase cinco anos de suas vidas na produção do episódio-piloto encomendado pelos executivos da HBO.



 David Benioff à esquerda e seu parceiro de empreitada Dan Weiss em evento de divulgação da série.








Em 2007 os direitos de As Crônicas de Gelo e Fogo já pertenciam à HBO, e o próprio George R. R. Martin concordara em assumir a co-produção, mas só em abril de 2011 a série realmente estreou. Não é de se admirar. A produção exigia locações custosas em países como a Irlanda do Norte e Ilhas de Malta. Os efeitos especiais eram um desafio previsto, principalmente nas fases finais da temporada. Além disso, detalhes como a contratação do linguista David J. Peterson, da Language Creation Societ, para criar o idioma dothraki, por exemplo, obrigou os fãs ansiosos a ter paciência. 




(Curiosidade: O idioma dothraki desenvolvido por Peterson possui vocabulário de mais de 2.500 palavras, estrutura gramatical complexa, e pronúncia rude, que deu muito trabalho aos atores para ser aprendida. Com o sucesso da série, existe uma crescente comunidade de adeptos do idioma, que já conta com sites de aprendizado, como o http://www.dothraki.org/ .) 




Roteiristas, George R. R. Martin e o grande elenco da série reunido para falar sobre todos os elementos que compõem Game Of Thrones. Vídeo legendado e imperdível!




Devido ao alto custo do orçamento, os roteiristas tiveram apenas 10 episódios para contar a história de Guerra dos Tronos, o primeiro livro da saga. Apesar disso, Benioff e Weiss dizem não ter do que reclamar. Para colocar na televisão um universo tão complexo quanto o de As Crônicas de Gelo e Fogo o dinheiro parece nunca ser o suficiente, mas a HBO demonstrou ser mais flexível do que eles poderiam esperar.


A escolha do canal, aliás, não poderia ter sido melhor, já que, além do alto poder financeiro que dedica às suas produções, a HBO é especialista em séries com alto teor de sexo, nudez e violência - elementos que não faltam nos livros de George.


As estimativas de valor do investimento final giram em torno dos 60 milhões de dólares.


Vídeo revelando os efeitos especiais aplicados nos cenários de Game Of Thrones. Apesar da beleza natural dos lugares, o trabalho desenvolvido é impressionante!




A HBO apostou alto para que Game Of Thrones se tornasse um sucesso arrebatador de crítica e audiência. Felizmente para os executivos do canal, o resultado não decepcionou.


A partir do episódio de estréia, a audiência da série apresentou crescimento constante, terminando a primeira temporada com audiência média por episódio de 8,3 (de acordo com a EW) ou 8,9 milhões de espectadores (de acordo com a TV By The Numbers), um fato respeitável para um canal a cabo. Game Of Thrones bateu até os números de outra adaptação de sucesso do canal, True Blood (série baseada nos romances vampirescos de Charlaine Harris).







A crítica acompanhou a aprovação do público, e logo na temporada de estréia, Game Of Thrones acumulou 13 indicações ao Primetime Emmy, incluindo Melhor Série Dramática e Melhor Roteiro Para Série Dramática. Concorreu também em 2 categorias do disputadíssimo Globo de Ouro, sendo uma delas como Melhor Série Dramática para Televisão. Já no TCA Awards, as 4 indicações da série surpreenderam a todos, pois quando a lista dos concorrentes foi anunciada, a primeira temporada ainda não tinha sido concluída.




 

Por enquanto, o ator Peter Dinklage, que interpreta o carismático, sagaz e irônico Tyrion Lannister é o que melhor representou a série em premiações. O anão que foi eleito em votações de vários sites como o personagem favorito da audiência rendeu a Peter o título de Melhor Ator Coadjuvante nas duas premiações mais importantes da TV americana:  Globo de Ouro e Emmy.






A abertura, que combina representações dos principais palcos da história com a impecável música tema criada por Ramin Djawadi, ganhou um Creative Arts Emmy Awards, premiação dedicada aos trabalhos técnicos ou secundários.





Outro reconhecimento, muito mais popular, foi a o episódio do sempre atual Os Simpsons que adaptou o clima de Westeros para uma abertura super especial com os habitantes de Springfield.



O próprio George R. R. Martin, que inicialmente não acreditava na viabilidade do projeto, se tornou um entusiasta da série. O autor de As Crônicas de Gelo e Fogo acompanhou a adaptação desde a pré-produção, concedeu aos roteiristas todo o material escrito que ainda não foi publicado, e até relembrou os tempos de roteirista ao escrever o oitavo episódio da série, “The Pointy End”.

Ao ser questionado sobre o que os fãs dos livros poderiam esperar de Game Of Thrones, George respondeu:


 
“Se a minha própria reação servir de exemplo, eu acho que grande maioria dos meus fãs vai ficar animada e satisfeita com o que vão ver. Acho que 95% deles vai ficar bem contente. Pode ser que tenham uma recaída em pequenos momentos, perguntando porque deixamos de fora a cena favorita deles, ou talvez um ótimo diálogo, mas a reação geral deve ser positiva. Pode ser que alguns não gostem simplesmente por não gostarem de um ator em particular, ou da história em si.

O único momento no qual eu tive qualquer tipo de problema foi com as cenas cortadas. Alguém que conhece o livro muito bem vai assistir e dizer "agora a cena vai ser essa, é isso que vai acontecer a seguir. Espera, eles tiraram essa cena! Não podemos ver isso acontecer". Fiquei um pouco desapontado, mas ao mesmo tempo eu entendo o por quê disso, eu provavelmente faria a mesma coisa se fosse David[Benioff] e Dan [Weiss]. Temos apenas uma hora por episódio e temos que aproveitar esse tempo para conseguir encaixar alguns dos maiores acontecimentos nessa uma hora. Não temos três horas para cada episódio. Temos apenas dez horas para contar toda a história de Game of Thrones, então não podemos colocar todos os detalhezinhos, toda fala de todos os diálogos que temos no livro, não podemos colocar nem todas as cenas. Acaba se perdendo um pouco de material ao longo do caminho. Eu sei que tem algumas cenas que foram gravadas e que acabaram não entrando na edição final. Talvez a HBO irá eventualmente fornecer algumas dessas cenas para as pessoas assistirem, no DVD e Blu-Ray.
Já o material que nem chegou a ser rodado está nos livros, então pode ser que as pessoas que tenham gostado da série comprem os livros e encontrem uma versão do diretor em prosa. São dois meios diferentes e eles têm restrições diferentes.”


 
Entrevista publicada no site Omelete

 

 George R. R. Martin, David Benioff, Dan Weiss e parte do elenco de Game Of Thrones durante o painel de divulgação da série na Comic-Con 2011



George acertou na previsão, e a série foi um sucesso entre os fãs dos livros tanto quanto para os recém-apresentados aos personagens que disputam o Trono de Ferro. 


Como não poderia ser diferente, um grande público inspirado acaba gerando homenagens criativas – e divertidas – para os personagens que os conquistaram. Não demorou nada para o Youtube se encher de preciosidades como...

Game Of Thrones versão humorística de RPG:

[Não recomendo clicar nesse vídeo caso você não tenha assistido à primeira temporada da série e seja contra spoilers.]



Game Of Thrones em formato de comédia, parodiando Two And a Half Men:



É claro que em uma comédia, o anãozinho favorito da galera iria ser o protagonista, não é? Só que, com a dupla dinâmica Tyrion e Bronn, o título seria One And a Half Men.



Incontáveis interpretações da música-tema da série. Entre elas, a minha versão favorita:


 Usar a melodia tema da série para combinar guitarra e violino foi definitivamente uma excelente ideia.


Uma fã mais talentosa até mesmo compôs uma música que conta a história de Game Of Thrones de forma belíssima:

 
Não há uma versão legendada disponível, mas se você for capaz de entender a letra, perceberá a habilidade dessa compositora. Ela conseguiu fazer referência a praticamente todos os personagens principais da primeira fase da história de forma bem sutil. A melodia trágica é muito bem encaixada no contexto da guerra. You Win Or You Die, da Karlien, em breve estará disponível para download no iTunes.



Não só os anônimos demonstram seu apreço por Game Of Thrones. A banda alemã Blind Guardian usou a obra de George R. R. Martin como inspiração para compor War Of The Thrones, oitava faixa do álbum At the Edge of Time. 


 Eu, que já conhecia o som da banda, aprovei a música e a coloquei em destaque na minha trilha sonora particular para As Crônicas de Gelo e Fogo.






A última surpresa que a temporada de estreia de Game Of Thrones proporcionou aconteceu semana passada, com o recorde de 350 mil unidades de DVD e Blu-ray vendidas apenas sete dias após o lançamento.


A expectativa para o próximo domingo é imensa. Game Of Thrones retornará às telas, com a responsabilidade de contar a segunda parte da história e de manter o padrão de qualidade que estabeleceu ano passado.




Até agora, a HBO não economizou trailers que prometem que o público não terá motivos para reclamação durante as dez semanas em que Westeros estiver em cena.


 A escolha da música Seven Devils, de Florence and The Machine como tema para este trailer não poderia ter sido mais inspirada. Com tantas tragédias abatendo os protagonistas de Game Of Thrones, é de se imaginar que os Sete Deuses que os westerosis adoram estejam mais para o lado negro da força do que para ouvir as preces desses guerreiros.





A estreia este ano acontecerá simultaneamente no Brasil, o que significa que não teremos sequer uma semana de atraso em relação à HBO americana. Eu estou em contagem regressiva, e a cada trailer novo que surge, mais convencida de que valerá a pena.




E, como os bons cavaleiros e virtuosas damas não devem ter se esquecido, na noite de reestreia de Game Of Thrones, o nosso blog premiará aquele que os Sete Deuses acharem merecedor do BOX DE COLECIONADOR contendo os três primeiros livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Para se candidatar a vencedor, basta visitar o post da Promoção e seguir as orientações.   





Valar Morghulis, westerosis!








Estefânia
 
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