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Eu♥Polêmica: Interpretações Tendenciosas

Como hoje eu estou dada a assuntos polêmicos, tem algo que eu acho muito válido falar aqui já que é algo que está me irritando bastante em particular. Há dias que estou vendo imagens da nova música do Roberto Carlos no facebook com uma interpretação extremamente tendenciosa, feita exatamente para que as pessoas comecem a pensar mal da música. Olhem, não sou fã do Roberto, mas é algo tão absurdo pra mim que eu não consigo entender.



Eu realmente não sei se essa pessoa é uma daquelas que aderiram ou lançaram (vai saber!?) a campanha contra a novela das 8 da Globo (que eu acho uma tremenda palhaçada, vale ressaltar) ou se ela é uma mal amada. Porque é tão distorcido e errôneo que chega a ser risível. 


A música busca retratar um cara apaixonado que faz o possível para a felicidade daquela que ama. Não consigo observar traços de um cara ruim, tirando o narcisismo do "cara" por ser o "herói" que todas as mulheres procuraram. Mas não acho que isso foi colocado ali como se fosse ele falando, mas uma observação do intérprete, do cantor... Pelo menos foi o que me passou.

Eu não sou muito fã do Roberto como disse acima e confesso que acho muitas músicas românticas dele com uma pegada grudenta e enjoada, mas isso é questão de gosto. Prefiro mil vezes as do vídeo abaixo, hahahaha:


Enfim, sem sair do foco, não é tão incomum encontrarmos por aí interpretações distorcidas apenas para tornar aquilo um argumento a seu favor contra seja lá o que você esteja debatendo.

Mas por que fazem isso!? Eu não sei também, caro leitor! Mas que é tremendamente cansativo e um apelo desesperado, bem, isso fica claro. As pessoas gostam de justificar suas baboseiras com fatos e quando não possuem algum, inventam. Às vezes parece que a convicção não é  suficientemente boa para que dela surjam os argumentos necessários para o debate, daí apelam para o emocional, criam situações inusitadas e que apenas fogem do foco principal do tema abordado em discussão. Quem nunca passou por isso, por favor, levante a mão e agradeça.

Isso é mais como uma pequena crítica. Quanto a campanha, você provavelmente já deve ter dado de cara com ela por aí:


E eu acho uma tremenda besteira porque estão repudiando uma coisa sem saber o que é, ou seja, tratando de forma preconceituosa uma coisa que não conhecem. Não, eu não assisto a novela e pouco estou me importando com a globo. Raramente assisto a tv, só quando há uma matéria interessante no jornal ou uma ou outra cena da novela das 6 porque curto novela de época (e o figurino é lindo de morrer!). Mas eu não vejo porque não me atraí. Da mesma forma que pouco acompanhei Avenida Brasil e seus capítulos recheados de energia negativa com gritos e discussões o tempo inteiro. Deus, como eu odiava essa novela. Chegava a fechar a porta do quarto quando minha mãe via porque só tinha gritos e brigas. Todos falavam gritando, era um inferno.

Mas esse inferno o pessoal que criou a imagem acima curtia não é? Quando a Carminha fazia uma maldade todo o mundo batia palmas. Apesar da Adriana Esteves ser uma excelente atriz (e ela é), acho engraçado essas pessoas aplaudirem isso, aplaudirem as "piriguetes" das novelas e depois virem criticar outra novela só por causa do nome. DO NOME. É tão superficial, tão leviano que eu não consigo conceber como alguém segue essa ideia. Realmente não entendo. 

Daqui a pouco vão começar querer mudar o atalho de ctrl-s (salvar) para ctrl-j porque só Jesus salva. Ah, por favor, né!? Acham mesmo que Deus, Jesus ou seja lá o que for se importa com uma besteira dessas? Se importam com o bem que você faz, seja lá que entidade divina você adore e aceite ou não aceite. O que importa no final é o bem que você fez aos outros, a forma como você tratou as pessoas e se foi o mais honesto possível (porque às vezes sinceridade demais pode matar né!?) com o mundo e consigo mesmo. Pelo menos essa é a minha opinião e é o que tento sempre fazer. Pelo menos eu não consigo acreditar que Deus algum vá gostar de hipócritas. Chega né, gente!? Basta de intolerância, basta de preconceito religioso!

No final das contas sempre me pego me perguntando onde foi parar o "Ame uns aos outros como eu vos amei".

Enfim,

É isso!

Beijos,

Julliana.

Eu ♥ Polêmica: Não é o que parece ser... Que não... Que não é?

Oi Divos!
Hoje não vim falar de lançamentos, apesar de ter vários da Dracaena para eu citar aqui, vou deixá-los para amanhã, ok? 
Voltemos ao que de fato me trouxe aqui, o texto abaixo, que eu me deparei no blog de uma amiga minha e parceira nossa http://diario-da-leitura.blogspot.com/, e me deixou realmente com a "pulga atrás da orelha"...

Leiam com atenção:

Extra - RJ - RJ - LAZER - 23/01/2012
André Miranda - O Globo


RIO - Em 2012, a nova realidade do mercado editorial brasileiro vai permitir que um autor seja representado por um agente baseado em Nova York, tenha seu original aprovado por um executivo morando em Portugal, assine um contrato com uma empresa da Espanha e seja imediatamente traduzido para uma editora na Inglaterra. Com a iminente chegada de um gigante da venda de livros virtuais, a nova realidade do mercado pode permitir, ainda, que a obra daquele autor seja lida com facilidade em qualquer canto do país, com um simples toque num botão de um tal Kindle.

Como tem sido repetido por aí em outras áreas, o Brasil também se tornou a "bola da vez" nos livros. A última etapa desse movimento foi o anúncio, na última semana, de que a jornalista Luciana Villas-Boas deixará o poderoso cargo de diretora editorial do Grupo Record, um dos maiores do país, para se dedicar a uma nova agência literária, chamada Villas-Boas & Moss. Hoje, o mercado brasileiro conta apenas com uma agência de relevância para livros estrangeiros e nacionais, a Agência Riff, cujos autores incluem Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Luis Fernando Verissimo, Lya Luft e Zuenir Ventura.
— Não fazia sentido o Brasil ainda estar desprovido de mais agências — afirma Lucia Riff, fundadora da Agência Riff. — O fato é que as editoras brasileiras estão mais sólidas, com expectativa de crescimento. A estabilidade da economia, o edital da Biblioteca Nacional de apoio a traduções e o surgimento dos e-books favorecem o mercado. É curioso que, enquanto vemos uma Europa em crise, aqui temos uma meta a ser alcançada para os livros. Temos um público a conquistar, diferentemente de outros países.
Luciana Villas-Boas, por sua vez, prefere não revelar ainda quem serão os autores de sua agência (leia entrevista na página 2), mas é praticamente certo que Edney Silvestre, Alberto Mussa, Francisco Azevedo e Rafael Cardoso, todos escritores publicados pela Record, estarão entre eles. Ela admite que o bom momento do setor pesou em sua decisão de montar a empresa, mas faz um alerta quanto a comentários nacionalistas que vem ouvindo sobre o investimento de grupos estrangeiros no Brasil:
— O impacto de uma internacionalização da indústria brasileira do livro é positivo para aumentar a profissionalização das relações. Nos EUA, a maior parte da indústria editorial já está completamente desnacionalizada. Há poucas editoras de peso que não foram compradas por grupos estrangeiros. Isso não afeta a literatura americana — diz.
Editoras preparam reestruturação
A nova agente literária se refere às aquisições recentes de editoras brasileiras por grupos estrangeiros. No ano passado, a editora portuguesa Leya, que tem operações no Brasil desde setembro de 2009, comprou 59% das ações da editora carioca Casa da Palavra e ainda passou a cuidar dos lançamentos das obras da Barba Negra, empresa especializada em quadrinhos.
Em dezembro, a principal notícia que surpreendeu o mercado, porém, foi a compra de 45% das ações da Companhia das Letras pelo grupo britânico Penguin, num negócio que pode ter ficado na casa dos R$ 50 milhões. A própria Record, onde Luciana vai se manter como diretora até 31 de março, já sofreu investidas de editoras estrangeiras.
— Eu coloco várias condições para começar uma conversa. Quero saber qual o grau de interesse em comprar a empresa e se será um processo que vai somar. Já houve interesse, mas nunca percebi solidez nas ofertas — afirma Sergio Machado, presidente do Grupo Record. — Acontece que, hoje, qualquer analista internacional que esteja pensando estrategicamente no segmento editorial precisa ter um plano-Brasil. Se eles não estiverem dispostos a entender os ideogramas chineses ou o alfabeto russo, o Brasil é o país que apresenta as melhores opções para o mercado. A questão é que o crescimento da renda da classe média brasileira e as melhorias da educação têm começado a dar resultado no aumento do consumo de livros.
Os sinais de mudança, porém, não estão apenas nas boas relações sendo firmadas entre o mercado editorial do Brasil com o exterior. Por aqui, chamam atenção o fortalecimento de editoras jovens, como a Novo Conceito e a Intrínseca, e a reestruturação de antigas. Assim como aconteceu com a Record, a Objetiva — que, aliás, teve 75% de suas ações compradas pelo grupo espanhol Prisa-Santillana em 2005 — perdeu sua diretora editorial, Isa Pessoa, no fim do ano passado. Ela está na Itália e voltará a atuar no mercado em fevereiro de forma ainda não anunciada. Ambas as companhias estão fazendo reformulações e devem dividir as antigas funções de direção editorial entre mais de um profissional.
Na Companhia das Letras, as novidades vão além. Agora com quatro publishers respondendo a Luiz Schwarcz, a empresa planeja novas frentes editoriais para este ano, sobretudo nos ramos dos livros digitais e nos didáticos, e está reestruturando seu departamento de marketing. Já a Ediouro contratou em setembro Sandra Espilotro, ex-Globo Livros, para dar foco na prospecção internacional dos negócios.
— Sou casado com uma historiadora, então acho que as mudanças não acontecem de uma hora para outra. Nos últimos anos, surgiram novos participantes, novas empresas, algumas estrangeiras, outras nacionais. É um sinal de força que vem se construindo — afirma Schwarcz. — Já faz tempo, por exemplo, que o mercado brasileiro é um importante comprador de direitos. Compramos royalties em valores bastante altos e estamos na prioridade dos agentes literários.
Todos esses investimentos ocorrem, ainda, em meio às especulações sobre o início da operação da livraria virtual Amazon, líder em vendas no mundo, no Brasil. No início deste ano, a empresa americana contratou Mauro Widman, ex-executivo da Livraria Cultura, como seu gerente de vendas para o Kindle. A Amazon já vem negociando com as editoras brasileiras há meses, mas o entrave tem sido o preço: a companhia teria pedido descontos de mais de 60% na venda de livros para lançar o serviço, o que desagradou as casas nacionais. Porém, recentemente a Amazon cedeu a percentuais menores, com a intenção de lançar seus serviços em até seis meses.
Venda de e-books ainda é insignificante
A Amazon também estuda como fará para vender seu leitor de e-books, o Kindle, no país. Hoje, o aparelho só pode ser importado de seu site internacional, mas a empresa estuda até fabricá-lo no Brasil. Se os acordos se concretizarem, o Kindle pode representar o maior incentivo até o momento para a popularização dos e-books — apesar do investimento recente das editoras e de livrarias como a Cultura e a Saraiva, a venda de livros virtuais ainda é quase insignificante frente a de obras físicas.
— A Amazon vai chegar, e a tendência é que os tablets como o Kindle comecem a ficar acessíveis ao grande público. A partir daí o mercado de e-books vai existir — afirma Pascoal Soto, diretor editorial da Leya no Brasil. — Antes mesmo desse período de vacas gordas da economia, o setor dos livros no Brasil já era atraente para o mundo. As pessoas começaram a perceber que existe um país interessantíssimo além do carnaval e do futebol. 

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Destaquei certas partes que considerei de suma importância, porque a minha preocupação diante desses dados são em relação justamente a esse capital "misto" das Editoras. Não que eu seja contra  o progresso, mas o progresso pelo progresso não me diz nada... Todavia, é notório que o Brasil se tornou uma fatia atraente de mercado nesse mundo globalizado pela crise, goste você ou não de admitir, estamos crescendo enquanto a maioria dos países desenvolvidos e está começando a fazer frente a quem não deveria incomodar. Então, a minha pergunta vem nesse sentido, até que ponto essa presença estrangeira em nossas editoras não está aqui para fazer frente ao escritor brasileiro já tão injustiçado por boa fatia desse mercado editorial?

Felizmente, muitos autores surgiram nos últimos anos, tiveram seus livros publicados e colheram louros, que seja na internet, nas revistas... Eu, talvez ao contrário de muitos, associo essa busca de nosso mercado pelos estrangeiros justamente a diminuição de consumo de livros desses países. Cada vez mais, incentivado principalmente pela internet e o contato que o leitor tem com o autor através de blogs, os livros nacionais são mais consumidos. Ainda não alcançamos o patamar que certamente premeditamos, caro autor nacional, mas demos um passo inegável... Num tempo de crise, para todos os lados, eu especulo que seremos novamente assaltados por um onda de obras estrangeiras que precisam avidamente de consumidores. Afinal, sempre paramos o consumo do que é nacional para dar lugar ao que "eles" precisam... Rezo para que eu esteja errada, mas acho que nós autores nacionais, mais do que nunca, devemos fincar nosso espaço, astear a bandeira e gritar bem alto: esse leitor é nosso! 

Indiscutivelmente estamos gerando mais leitores, mas em contrapartida gerando mais autores, e eu acredito até que numa proporção bem próxima, porque o nosso povo gosta de cultura, apesar de nem sempre ter acessibilidade á ela. E, agora quando começa a surgir uma chama, vem alguém para apagar a vela do bolo? E o que essas editoras grandes podem começar a fazer com as menores, que realmente valorizam o nacional, diante dessa influência? Nós devemos nos apaixonar por nós mesmos, para aí sim, ser amado por outros... Respeitado por outros. Ame o livro nacional, ame o autor nacional, ame a si mesmo, porque se você não valorizar, quem vai? A Itália, o E.U.A, a França??? 

Me parece que não...

Bom, gente, polêmica de vez em quando quebra a rotina, né?? Vamos lá, deixe sua opinião! 

Merry Meet!

Roxane Norris

 
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