• Conheça os autores que futuramente ganharão o mundo!
  • Conheça mais o universo das Fanfictions com uma das moderadoras do Nyah! Fanfiction!
  • Fique por dentro do que acontece no universo literário!

Vida de Otome: NANA



Olá, queridos leitores! Hoje estou aqui para falar de um mangá que é fenômeno mundial, e é sucesso garantido entre as garotas. NANA!

A história parece começar de uma forma bem simples, duas garotas se encontram no trem com destino a Tóquio, e descobrem que possuem o mesmo nome, Nana. Mas não é tão simples assim, já aconselho para as garotas que, se estiverem na TPM, não leiam. É choro na certa!

Nana Komatsu e Nana Oosaki

Nana Komatsu decide viajar para Tóquio porque quer se tornar mais independente e morar com seu namorado, Shouji. É super supersticiosa e acredita que tudo de ruim na sua vida é obra do Deus do Mal, além de ser uma fã alucinada da banda Trapnest, principalmente pelo baixista Takumi. Shouji diz para Nana que ela deveria morar sozinha, então Nana vai procurar um apartamento para alugar, e é na visita ao apartamento que ela encontra a garota que conheceu no trem e divide o mesmo nome que ela, então elas decidem dividir o aluguel e morar juntas.

Agora, para não confundir vocês, vou me referir a Nana Komatsu como Hachi, que é o apelido que a outra Nana dá a ela.

Nana Oosaki é o oposto de Hachi. Enquanto a Hachi é toda meiga e feminina, Nana é uma garota punk e cheia de atitude. É vocalista da banda Black Stones (abreviada para Blast) e quer, a todo custo, superar a banda Trapnest. É claro que tem um motivo por trás disso. No passado, Nana namorava Ren, que fazia parte do Blast, mas ele decide ir embora para tocar no Trapnest e Nana, por orgulho, não vai com ele.

Já temos as personagens centrais da história, pois tudo que vai acontecer agora gira em torno dessas duas. Somos apresentados aos amigos de Nana e membros do Blast, que são muito importantes para a história e seu desenvolvimento, sendo tudo muito bem entrelaçado.

Aqui temos Yasu, Hachi, Shin, Nana e Nobuo


Nobuo Terashima: É o guitarrista do Blast e decide vir para Tóquio trabalhar e ajudar a Nana, apesar de ser de uma família rica do interior. É muito gentil e, aos poucos, vai se apaixonando pela Hachi. Também é autor de uma das frases mais bonitas da série, mas nada de spoilers por aqui.

Yasushi Takagi: conhecido como Yasu, é o pilar do Blast, pois ele sempre está lá pra ouvir os problemas dos membros da banda. Baterista, está sempre de terno porque trabalha como advogado.

Okazaki Shinichi: Shin se tornou baixista do Blast, após fazer um teste para ver quem ocuparia o lugar de Ren. É muito novo e bonito e, apesar da pouca idade, é garoto de programa.

Um dia, a Hachi convida Nana para ir num show do Trapnest em sua terra natal, sem saber do passado de Nana com Ren. A princípio, Nana se nega a ir, mas com a Hachi descobrindo a verdade e querendo levar Nana a todo custo, ela acaba aceitando. E o que esperar de um reencontro com um amor mal resolvido? Nana e Ren ficam juntos e, assim, começamos a ter os membros do Trapnest introduzidos mais detalhadamente à trama:

Takumi, Ren, Naoki e Reira


Ren Honjo: Guitarrista do Trapnest e apaixonado pela Nana. É viciado em drogas e foi inspirado no Sid Vicious do Sex Pistols.

Takumi Ichinose: É o baixista e líder da banda. Mulherengo e cabeça quente, apesar de ser muito dedicado ao trabalho na banda. Acaba se envolvendo com a Hachi e, comentário desnecessário, é LINDO!

Naoki Fujieda: Baterista da banda, quis se tornar músico para conquistar as garotas. Estudou com Yasu e Takumi no ensino médio.

Reira Serizawa: Com uma voz tão bonita quanto ela mesma, é a vocalista da banda. É apaixonada pelo Takumi, mas nunca foi correspondida. Acaba contratando os serviços do Shin como garoto de programa. Também é ex-namorada do Yasu.

Como eu disse, apesar da história ser centralizada nas Nanas, é tudo muito bem entrelaçado. Você começa a ler e não quer parar mais, mas, como tudo na vida tem um defeito, Nana também tem um: por motivos de saúde da autora, Ai Yazawa, o mangá parou de ser publicado e não sabemos quando, ou se, voltará. E foi numa parte bem crítica, que pode te fazer chorar horrores.

Outros fatos sobre o mangá que vocês precisam saber: Nana significa sete em japonês, e o apelido Hachi, que significa oito, vem do nome Hachiko, aquele cachorro da raça akita que sempre esperava o dono na estação, mesmo depois dele ter morrido. A Nana também adora Vivienne Westwood (e quem não?), e aparece usando várias roupas da marca. Black Stones é uma marca de cigarros, que também aparecem bastante no mangá.

E é isso, também tem o anime para quem quiser ver, com uma trilha sonora muito boa. As cantoras Anna e Olivia, que dão as vozes da Nana e Reira, respectivamente, cantam muito bem. Eu aconselho a escutarem Kuroi Namida da Anna e Wish da Olivia. 

E já ia esquecendo, também tem dois filmes live actions e, comentário desnecessário², o Takumi é LINDO!

Beijos e até a próxima, espero que tenham gostado!

Eu♥Parceiros: Editora Valentina

Olá, queridos! Vim aqui anunciar mais uma conquista para o nosso blog. Uma parceria com a editora Valentina que é uma editora nova, mas que já traz alguns títulos bastante interessantes e outros que ainda estão por vir.

Para a Valentina, leitura é, acima de tudo, entretenimento.
Atualmente, a editora está com dois títulos já lançados. É uma editora bebê ainda, mas que está sendo criada e cuidada com bastante amor e dedicação, tenho certeza que ela crescerá forte e saudável, dando bastante frutos para nós, leitores ávidos. 

Sinopse: Benjamin Travesso é um garoto de nove anos, muito esperto, mas que... odeia matemática. Cheiroso é um hamster falante que detesta sementes e, acredite se quiser, É UM GÊNIO!
Juntos são de arrasar! Daqui para frente, Ben e seu novo animal de estimação irão viver aventuras, desafios e perigos inacreditáveis.
 Mas será que conseguirão ganhar a aposta que o terrível professor de matemática do Ben, o Barba-Negra McCreedy, acabou de fazer?


O livro procura ensinar valores como amizade e companheirismo, além de dar dicas valiosas sobre o universo particular dos hamsters, como cuidar e conviver com essas criaturinhas geniais. Diverte, estimula o conhecimento e, sobretudo, mostra que os trapaceiros nunca vencem. Um livro especialmente feito para divertir toda a família, mas - em particular - é notável que as crianças se identificarão muito mais. 

Esse é o primeiro título da editora e ela promete trazer muito mais a partir do ano que vem. Teremos surpresas dentro do universo Young Adult/Jovem Adulto como o livro "Garota Tempestade", primeiro volume da série Jane True.

CAPA RETIRADA DO SITE DA AUTORA


Saindo agora da esfera sobrenatural e fantástica, a editora lançou um livro com uma temática diferente dessas anteriores. "Milagres do Ágape" traz histórias reais e inspiradoras para todos, tendo a religiosidade como plano de fundo.

Milagres do Ágape é uma coletânea de histórias verídicas, e, mais do que isso, inspiradoras, edificantes e belas, que mostram, de forma simples e de coração aberto, a manifestação do amor de Deus intervindo na vida de pessoas comuns. São relatos de amor e celebração, mas também de corações partidos, sofrimento e tragédias pessoais. Todas com a marca comum do “Momento de Deus”, mostrando Seu amor, Sua mão acolhedora e Sua bênção. Os leitores vivenciarão momentos tão inesquecíveis e espetaculares que nunca mais sairão da memória. O livro, como um todo, é uma experiência que abençoará de forma indelével a alma dos leitores e nos ratifica a certeza de que nunca, jamais, devemos perder a esperança ou deixar de orar.

Não deixem de ficar ligados no site da editora que está quase pronto: http://www.editoravalentina.com.br/

Obrigada por virem!

Beijos,

Julliana!

Eu ♥ Lançamentos: APED Novembro



Inquietude é o livro de percepção e subversão, o antilivro como certeza e exatidão. Palavras que se deixam existir em semântica e pragmatismo. Busca inquieta para decantar algo que exale descoberta e vastidão. Ser sem pontuação, num movimento pulsante que respinga do mais íntimo de mim e se expressa como grito de espanto, convulsão involuntária de uma entrega instintiva sem precisão. Somos seres mutantes como as eternas probabilidades científicas, com ordem e contradição, complementares e cheias de vacuidades. A linguagem como missão inelutável de desprender um suspiro retido. 






Descaradamente inspirados em obras de Joe Hill e Stephen King (filho e pai) e livremente inspirado na música que dá nome ao livro (originalmente cantada por Victória Williams, regravada e mais conhecida na voz de Eddie Veder do Pearl Jam), Crazy Mary mergulha na mente doentia de uma pessoa capaz de matar só para tirar um problema do caminho. Mas, quem seria essa pessoa? Todos podem ter um bom motivo para matar. Ou não. Tudo acontece numa pequena cidade Serrana, envolto em um clima meio morto, onde é possível encontrar um mercadinho bem aconchegante e uma lanchonete que serve panquecas americanas. Ruas cheias de árvores e caminhos de terra dentre a mata, cheio de suspense e com um “Q” de grunge, um rio calmo que corta a cidade, lá nos fundos da Serra. E é nesse clima que se desenrola o primeiro romance de terror psicológico do jovem paulista Thiago Assoni.






Deus. Quem é Deus? O que é Deus? É a Bíblia um livro só religioso ou também é um livro de Ciência? São questionamentos que fazemos há muito tempo. Esse pequeno livro procura responder a essas questões e, sem pretender ser a verdade final, tenta trazer respostas que unam a Ciência e a Religião que deveriam andar desde há muitos séculos juntas para o bem do homem. Não há sentido a briga entre as duas, pois as duas são aspectos igualmente importantes na construção da psique humana.  









Gabriel, um professor de teologia, filho de um membro da Ordem dos Cavaleiros do Apocalipse. É chamado ao Vaticano para, juntamente com uma historiadora e uma equipe de arqueólogos, varrer os livros e a história em busca da Arca da Aliança e o Vaticinus a profecia não revelada do apocalipse. O professor Gabriel, é detentor de uma moeda romana antiga que será utilizada para passagem na sala Santo dos Santos, local sagrado aonde se presume estar a Arca da Aliança, detém também uma das 17 chaves distribuídas a Ordem dos Cavaleiros do Apocalipse no princípio. Somente uma chave abre o segredo nunca antes revelado. Uma aventura pela história da Igreja, aonde se discute a fé e a própria existência de Deus.







 A vida humilde e sofrida de uma garotinha em meados dos anos 30, suas dificuldades e seu amor por sua família e pela música do violino de seu pai, um humilde operário, as vicissitudes de uma época e a força de uma grande amizade.
As dificuldades financeiras de seus pais, não impediam a pequena Dirce de sonhar com um futuro melhor, conduzidos pelas veredas da vida, a mudança necessária deu início a uma grande amizade que marcaria sua vida para sempre.
A dor e a incerteza eram companhias constantes desta família, que com muito amor e dedicação buscavam a superação de suas adversidades, na união e na esperança.
A certeza de que sempre haverá uma luz a nos amparar em todos os momentos de nossas vidas, por mais improvável que pareça. O sofrimento por mais penoso que seja é sempre passageiro e uma nova alvorada se descortinará permitindo novas oportunidades e a realidade de uma vida plena de paz e reencontros benfazejos.




Se quiser adquirir qualque título da 

Acesse:





Merry Meet


Roxane Norris

Eu ♥ Resenhas : Kaori – Perfume de Vampira



Autora: Giulia Moon

Ano: 2009

Número de Páginas: 371

Editora: Giz Editorial

Edição: 1ª




A primeira vez que ouvi falar do trabalho de Giulia Moon foi através de uma entrevista com outro autor brasileiro, do qual já era fã, André Vianco. Perguntado sobre a produção de romances vampirescos no país, o nome de Giulia apareceu entre os indicados. Uma rápida pesquisa sobre esta escritora paulistana me revelou “Kaori – Perfume de Vampira”. O trabalho feito na capa é lindo, e a edição caprichada me deixou ainda mais interessada. Comentando com algumas amigas, descobri um número surpreendente de fãs da vampira oriental. Elas me indicaram o livro com tanto entusiasmo, que fiquei tentada a correr atrás do meu exemplar. Até aí, meu romance com Kaori estava indo muito bem, mas, com o livro na mão, surgiu a dúvida: 

Será que é tudo isso mesmo?

Para descobrir, tentei me livrar das impressões positivas antes de começar a leitura. 

A primeira surpresa foi a disposição dos capítulos, que se alternam entre o presente, em São Paulo, e o distante passado do Japão feudal. Em São Paulo, acompanhamos os passos de Samuel Jouza. No Japão, testemunhamos o passado de Kaori. É delicioso ver como as duas histórias caminham para o mesmo destino. A mistura inesperada de fantasia, Japão e Brasil, passado e presente, foi muito bem dosada.

Giulia Moon nos dá uma aula de cultura nipônica. O livro é recheado de termos em japonês, que podem parecer um pouco estranhos de início, mas que o leitor logo incorpora ao vocabulário. Como boa parte da história se desenrola no período feudal da terra do sol nascente, dá para aprender um pouquinho do que era viver naquela época ao lado de samurais, gueixas e camponeses. 
As descrições de cenários, vestuários e hábitos me lembraram o clima de outro excelente livro, “Memórias de uma Gueixa”, de Arthur Golden.

Obviamente, a fantasia não foi esquecida em nenhum momento, e está presente nessa fase da trama através das lendas japonesas. Você sabe o que é um Nekomata? E um Tengu? Ao ler Kaori, descobrirá essas e outras criaturas folclóricas do outro lado do mundo. Os vampiros ainda dividem espaço com uma nova classe de seres místicos, os Canis Famélicos (tem até nome científico!), mais conhecidos como limpadores. Esses não constam em nenhum folclore que eu conheça, e foram inseridos no enredo como cães sobrenaturais, cuja sobrevivência depende diretamente dos sugadores de sangue. Os vampiros de Giulia seguem a linha mais “tradicional” do mito, assemelhando-se mais aos personagens de escritores como Anne Rice, tão sexualmente ativos quanto os mortos-vivos de Charlaine Harris, e totalmente diferente das versões mais adolescentes e açucaradas de Stephenie Meyer ou P.C. Cast.

Logo de cara, o leitor encontra Kaori no momento do seu jogo de sedução, onde a vítima sortuda é o brasileiro Samuel Jouza (assim mesmo: JOUZA, e não SOUZA). Samuel é um vampwatcher, profissão oculta dos olhos da sociedade, cujo trabalho consiste basicamente em observar e catalogar os vampiros de uma área e entregar os dados ao IBEFF (Instituto Brasileiro de Estudos de Fenômenos Fantásticos), agência responsável por investigar toda sorte de seres místicos em território nacional.

Samuel nem mesmo sabe para o quê seus dados são usados, mas cumpre sua função com competência e discrição, até a noite em que, como era de se esperar, acaba atrapalhando os planos de certo vampiro perigoso. Como resultado, Samuel acorda com uma marca de mordida no pescoço, um grande espaço em branco na memória, além de ser suspeito de ter matado uma criança. A partir daí, o vampwatcher deixa de ser um mero espectador dos sugadores de sangue, e é obrigado a interagir com os seres da noite, investigando o que realmente aconteceu. De quebra, ele tem a oportunidade de reencontrar a vampira oriental que, anos atrás, deixou a vaga lembrança de seu perfume inebriante na memória confusa de Samuel... Esse é o início da ação em São Paulo, no ano de 2008, onde o leitor acompanha a jornada investigativa de Samuel pelos redutos dos vampiros paulistanos.

A narrativa é ágil, leve, e empolgante. Simplesmente impossível chegar ao final de um capítulo sem estar ansioso pelo próximo movimento de Samuel nesse jogo mortal, que rendeu ótimas cenas de tensão e nos apresentou a vampiros modernos maravilhosos. Conhecemos Karl, o vampiro caçador violento e devasso, que fatura vendendo humanos para famintos mortos-vivos que preferem gastar dinheiro a buscar a própria comida. Mimi, o improvável vampirinho no estilo visual kei (movimento ligado ao rock oriental, onde jovens se vestem de forma extravagante e andrógena), gay, carismático, com tiradas hilárias e surpreendente fixação por artilharia pesada. Felipe, o vampiro metrossexual, rico, ambicioso, poderoso e dono da melhor danceteria vamp de São Paulo. Takezo, japonês, tradicionalista, sábio como só um disciplinado oriental poderia ser, e com porte de guerreiro forte e imortal.
Isso para não falar dos membros do IBEFF, humanos com os quais a criei forte empatia, como a cientista Beatriz e o empresário Sidnei. 

A autora soube construir personagens secundários excelentes, daqueles que a gente torce para que apareçam em mais e mais cenas. A vilania da história fica por conta de Missora, típica personagem sádica e inescrupulosa que todos amam odiar! Fuyu e Yuki formam a dupla de lindas orientais mais cruéis e sanguinárias que já vi! Claro que, como em todo bom livro de vampiros, ninguém pode ser considerado bonzinho ou livre de pecados, mas essas mulheres foram capazes de se destacar entre as criaturas da noite.

Não posso falar muito sobre a vampira que dá título ao livro, ou revelaria mais do que devo. Como descrever Kaori em poucas palavras? Kaori nos é apresentada como uma bela garota que viveu no Japão em 1647. Cobiçada por seus encantos, atrai o interesse da influente dona de uma casa dos prazeres, Missora. Acompanhamos a saga dessa menina por tragédias, paixões, sangue e sexo, até que sua transformação na sedutora vampira Kaori. Ela é misteriosa, sensual, inteligente e intensa. Não espere por uma vampira cheia de pudores, daquelas que choram mais do que bebem sangue. Essa vampira abraça sua natureza assassina, conhece muito bem seus instintos. Ela não é robótica, fria ou extremamente violenta, mas isso não significa que tenha um lado angelical. Kaori mata. A japonesa nos seduz e nos atrai para seu abraço fatal com naturalidade. Essa é a especialidade de Kaori.

O final deixa diversas pontas soltas, o que pode decepcionar o leitor que esperava pelo fim de todos os mistérios. Porém, isto não é fruto de inabilidade para concluir a história. Intencionalmente, Giulia Moon guardou mais do seu perfume de vampira para a sequência, Kaori 2. 




P.S.: No livro, é revelado que o primeiro encontro de Kaori e Samuel foi narrado no conto “Dragões Tatuados”, publicado na coletânea de contos vampirescos “Amor Vampiro”, também da Giz Editorial. A resenha para o conto você encontra aqui.

Coluna CNA: O Reino de Milian







A Autora:


Pamela Chris (ou Pamela Christine) nasceu em dezembro de 1992 e escreve desde os seus 12 anos de idade. Por incentivo de amigas de infância escreveu o primeiro e o segundo livro, mas apenas no terceiro foi que decidiu publicar. Então, aos 17 anos, surgiu "O Reino de Milian", um verdadeiro conto de fadas. Agora, aos 19, ainda é uma amante da fantasia, porém não tem esse como único tema. Seus escritos variam desde o conto de romance adolescente até uma trilogia de ficção-científica, todos prontos para a degustação do leitor.








Sinopse:


 A guerra dos três Reinos já preocupava Ana e sua mãe antes mesmo de David, um garoto do Reino inimigo, chegar. A partir daí Ana vê sua vida mudada. Juntamente com alguns amigos ela deve viajar entre os Reinos, mesmo com o perigo da guerra, e efetuar uma missão nobre. Uma missão que poderia trazer de volta a paz, a alegria que uma guerra de vinte anos tirou. Uma missão que uniria Milian novamente. E Ana está disposta a isso, mesmo que signifique que ela pode não voltar viva.



Onde Encontrar:



Site da Autora:





Fazendo agora um P.S. no post, nada em relação a autora ou sua obra - que tenho certeza que vão gostar -, eu gostaria de chamar atenção para a Editora Multifoco que está lançando muitos autores nacionais no mercado nos últimos meses. Fica a dica para vocês conferirem! Em breve, faremos um post sobre esse assunto ok?



Degustação do Livro, baixe aqui:



Merry Meet!


Roxane Norris


Quote de Quinta #2

Ok que o quote de quinta tá sendo postado quase na sexta, mas tudo bem, né gente!? Antes tarde do que nunca. Não é esse o ditado?

Desculpem o atraso. Não foi porque eu quis...




Então, como o primeiro livro que pensei foi Hell Paris da Lolita Pille, outro livro que me fez sentir uma necessidade louca de compartilhar citações foi "O Retrato de Dorian Grey" de Oscar Wilde. Eu gosto de dizer que tive vários orgasmos literários enquanto lia Dorian, em parte, todos ocasionados por frases de efeito de Lorde Henry. Sempre no momento certo e oportuno, ele surgia com uma frase que me fazia suspirar.


Uma boa influência é coisa que não existe […] Toda a influência é imoral, imoral sob o ponto de vista científico. […] Porque exercer a nossa influência sobre alguém é darmos a própria alma. Esse alguém deixa de pensar com os pensamentos que lhe são inerentes, ou de se inflamar com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são reais. Os seus pecados – se é que os pecados existem – são emprestados. Tal pessoa passa a ser o eco da música de outrem, o ator de um papel que não foi escrito para si. O objetivo da vida é o nosso desenvolvimento pessoal. Compreender perfeitamente a nossa natureza – é para isso que estamos cá neste mundo. Hoje as pessoas temem-se a si próprias. Esqueceram o mais nobre de todos os deveres: o dever que cada um tem para consigo mesmo. É certo que não deixam de ser caritativos. Dão de comer aos que têm fome e vestem os pobres. Mas as suas almas andam famintas e nuas.
Eu acho tão bela a forma como Lorde Henry consegue nos fazer pensar e refletir, um dos melhores personagens de todos os tempos. Mas o que eu mais gosto nisso tudo, é que muito do que ele diz, são coisas que já pensei ou penso. Rolou uma identificação da minha parte para com Henry muito forte. Talvez isso tenha ajudado um pouco, claro, aliado ao fato de que Wilde escreve de maneira fantástica.


Eu estabeleço uma norma para diferenciar bem as pessoas. Escolho os amigos pela beleza, os conhecidos pelas qualidades de caráter, e os inimigos pelas de inteligência. Todo o cuidado é pouco na escolha dos inimigos. Não tenho um único que seja estúpido. São todos homens de capacidade intelectual e, por conseguinte, todos me apreciam.

Como não te apreciar, Lorde Henry? Me diz! Hahahahahhaa


Há em toda a superioridade física e intelectual uma certa fatalidade, aquela fatalidade que parece perseguir ao longo da história os passos vacilantes dos reis. É preferível não sermos diferentes dos outros. Os feios e os estúpidos são os que mais ganham neste mundo. Podem ficar despreocupadamente embasbacados a olhar. Se não conhecem o triunfo, pelo menos também não conhecem a derrota. Vivem como todos nós devíamos viver – impassíveis, indiferentes, e sem inquietações.
Tudo na vida tem um preço, não é? Se fosse perfeito, não seria real. Seria um sonho bom.


Quando gosto muito de uma pessoa, nunca digo a ninguém o seu nome. Seria como que entregar uma parte dela. Habituei-me a manter o segredo. Parece ser a única coisa que nos pode tornar a vida moderna misteriosa, ou maravilhosa. A coisa mais banal adquire encanto simplesmente quando não revelada.
E não é assim mesmo? Algo só nosso, sob nosso controle e poder. O simples fato do mistério não revelado intriga, perturba, nos apaixona.
- Hoje em dia, os jovens imaginam que o dinheiro é tudo.- É verdade – murmurou Lord Henry endireitando a botoeira do seu casaco -, e quando envelhecem sabem que o é. Mas, não é de dinheiro que eu preciso. Só as pessoas que pagam as suas contas é que o precisam, tio George, e eu nunca pago as minhas.
Pena que eu sempre tenho contas a pagar. Vida ingrata. ):
A Humanidade leva-se a si própria demasiado a sério. Esse é o pecado original do mundo. Se o homem da caverna tivesse aprendido a rir, a História teria sido diferente.
Atualmente, grande parte das pessoas morre de uma espécie de senso comum arrepiante, e, quando é demasiado tarde, chega à conclusão de que as únicas coisas de que nunca nos arrependemos são os nossos erros.
Às vezes são os que mais mudaram o curso da nossa vida para algo que ela deveria ser, não como a gente sonhou que seria. A realidade nem sempre é de todo o mal.


Os homens casam-se por cansaço, as mulheres, por curiosidade, ambos se decepcionam.
Uma das minhas favoritas.


Há unicamente cinco mulheres em Londres com quem vale a pena conversar, e duas delas não podem ser admitidas na sociedade respeitável.
Quero que Romeu tenha ciúmes de mim. Quero que todos os amantes mortos do mundo ouçam o nosso riso e fiquem tristes.
Os únicos artistas de personalidade encantadora que conheci são maus artistas. Os bons artistas existem simplesmente em tudo o que criam e, por conseguinte, são completamente falhos de interesse em tudo o que são. Um grande poeta, um poeta que seja realmente extraordinário, é a menos poética de todas as criaturas. Contudo, os poetas menores são absolutamente fascinantes. Quanto mais medíocres são os seus versos, mais pitorescos parecem. O simples fato de ter publicado um livro de sonetos de segunda ordem faz de um homem uma pessoa extraordinariamente irresistível. Ele vive a poesia que não consegue escrever. Os outros escrevem a poesia que não ousam realizar.
- Todos os caminhos levam ao mesmo lugar, minha querida Gladys.- E qual é?- A desilusão.
Ah, são tantos, esse ficou mais longo. Eu peço desculpas, mas eu não consigo me conter diante das passagens de Wilde. São todas tão fantásticas pra mim que preciso reler o livro tão logo quanto possível. <3

Você curtiu algum "quote"? Fala aí nos comentários. Vamos interagir, galerë.

Resultado: Promo Queridos Blogueiros

Primeiramente queria dizer que nem todas as pessoas que participaram da promoção seguiram a regra principal que era bem simples: seguir os blogs. Então vamos conferir os ganhadores que seguiram todas as regras???

Os Sortudos ou Sortudas são? a Rafflecopter giveaway



  • Mundo Potinho foi o primeiro sorteado, por isso ganhou "Cem Toques Cravados" + "A Batalha do Apocalipse" + Marcadores do blog (Eu♥Livros)
  • Anna Karla, a segunda sorteada, ganhou os livros "A Arte da Imperfeição" + "Garota Replay" + Marcadores dos Blogs (Leitores Compulsivos e Inspirados)
  • Wallace, terceiro sorteado, ganhou o livro "A Hospedeira" + Marcadores do Blog (Antes de Ler)


Um grande parabéns aos sorteados!!

Nós do Eu♥Livros
estamos muito felizes
em termos participado numa 
promoção tão legal quanto essa.

Eu ♥ Halloween: Dia das Bruxas

EU ♥ HALLOWEEN: Dia das Bruxas



Origens do Halloween
O primeiro registos do termo "Halloween" é de cerca 1745. Derivou da contração do termo escocês "Allhallow-even" (véspera de "Todos os Santos") que era a noite das bruxas. Posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening → Hallowe'en → Halloween. Rapidamente se conclui que o termo "Dia das bruxas" não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
 
Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows' Eve.
Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.
 
A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").






31 de outubro, Halloween, dia das bruxas. Data macabra para uns, diversão para outros. Aqui no Brasil não temos a cultura de comemorar esse dia, mas em outros países ele é comemorado, hoje em dia, pouco se vê a festa como as origens: apenas restou a alusão aos mortos, com todo um caráter novo e distinto. Entre os elementos novos, temos o costume dos “disfarces” (fantasias), então eles aderiram a tradição de pedir um doce, sob a ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessuras”) – essa tradição teve origem na Inglaterra.

Antigamente, essa data era conhecida pelo Samhaim, que era o festival em que se comemorava a passagem do ano dos celtas. O Samhain inicia o inverno, uma das duas estações do ano dos celtas. Este festival também pode ser chamado por outros nomes em outras regiões, como na Gália, onde era chamado de Samonios. O Samhaim era a época em que acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira.

Samhaim era a celebração do “ano novo” para os Celtas e ainda hoje se encontram grupos que o celebram e assim o consideram, como o fim do ano. Esta ligado ao culto aos ancestrais, tão importante para a espiritualidade celta, por isso o halloween é liguado aos mortos, pois é nesta noite que as “cortinas do outro mundo” estão abertas. Os celtas não acreditavam em demônios, como os cristãos, mas como pagãos, acreditavam em entidades hostis para os humanos, animais e colheitas Deste modo muitas pessoas pregavam partidas aos seus vizinhos, como trocar os gados por figuras humanoides, para assustar, ao qual se tornou muito famosa a Jack o’Lanterm ou a famosa abóbora iluminada de Halloween.

Hoje em dia é comemorado o que sobreviveu à cristanização, que é o que conhecemos como o Halloween atual, ou “Dia das Bruxas”, onde crianças fantasiam-se e pedem doces, que representam os “sidhs” que passavam do outro mundo para este nesta noite. Os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram-no, como por exemplo o druidismo. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul (Ou seja, para nós brasileiros, o “dia das bruxas” deveria ser dia 30 de abril xD). Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.


A celebração do 31 de Outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Hollywood fornece vários filmes, a televisão, desenhos e séries, isso instiga o imaginário das pessoas. Temos filmes de terror, desenhos com bruxas verdes e verruguentas em cima de vassouras cozinhando poções nojentas em seus caldeirões. Bruxas satânicas à bruxas boas. Todo o nosso imaginário povoado por todos esses aspectos, tudo vindo de séculos atrás e que nos foi deturpado fazendo nossa imaginação fluir para o que acreditamos que elas sejam hoje em dia.




Lembramos daas crônicas Arturianas, com as sacerdotisas de Avalon, a Rainha do Lago e Morgan Le Fay. Uma das antigas “bruxas” que conhecemos. A grande rainha das fadas nos é retratada como uma bruxa maléfica, invejosa, incestuosa e desejosa por poder. Na verdade, essa versão nos foi dita vinda por homens, numa época de homens, e do cristianismo. Morgana, uma sacerdotisa de Avalon, devotado paganismo, da antiga religião celta, era uma bruxa apenas por não ser cristã, e sim uma sacerdotisa crente da antiga religião da grande deusa mãe. Não só ela, mas como qualquer outra mulher pagã seria considerada uma bruxa por esses preceitos.

Na mídia, temos muitas referencias, tanto bondosas como as Wiccas, ou maléficas das bruxas satânicas como em filmes ou desenhos, exemplos para filmes como bruxas de salem,abracadabra, e a malévola em “A Bela Adormecida”. Séries de TV com bruxas também são famosas, como Charmed, As Bruxas de Eastwak e secret circle (que pra mim é uma imitação do filme “Jovens Bruxas”). Temos o clássicos como a série “A Feiticeira”, da brucinha boa que quer viver uma vida normal ao lado do amado humano; “Sabrina”, a saga da bruxinha adolescente. E temos também séries que não tem o foco em bruxas, mas que mesmo assim sempre há uma representando a classe, como a Willow em “Buffy a Caça Vampiros” e Ruby, a demônio que era uma bruxa.

Quero poder falar um pouco sobre as bruxas em cada âmbito, porém o assunto é tão grande e abrangente, que um artigo seria pouco para tudo. Entãpo, contento-me em apenas citar, sem me aprofundar muito nos exemplos.



Em filmes, temos tantos os macabros como os para animação com pura fantasia. Confesso que adoro os de terror, atiça nosso imaginário fazendo-nos formar uma opinião de que elas são más e cultuam o demônio, bons exemplos desse gênero é o filme “As Bruxas de Salem”: Conta a história real de um reverendo da cidadezinha de Salem, nos Estados Unidos, que em 1691 inicia uma cruel caça às bruxas, deflagrada pela delação de um grupo de garotas, que se disseram possuídas por bruxas que viviam na cidade. “A Bruxa de Blair”, é um suspense-documentário que da medo, pois é como se o filem fosse em tempo real, e se você fossem eles naquela floresta. “Jovens Bruxas”: Quatro amigas de colégio se descobrem bruxas e passam a se dedicar à magia negra, que foge ao seu controle, gerando consequências trágicas. (Um filme de bruxas adolescentes melhor que muita historia young-adult por aí)

Mas não só de terror o mundo das bruxas do cinema é feito. Mais recentemente, tivemos a introdução das bruxas boas. A bruxa que faz magia para o bem, nesse quesito temso muitos exemplos, citarei alguns. Em comédia temos, por exemplo, “Abracadabra”, “Convenção das Bruxas”, para fantasia e romance temos outros como, “Satardust”, “Da Magia à Sedução” e “Harry Potter”.



Nesse ultimo então, temos muita coisa a ser dita. Harry Potter foi um percursor pro gênero. Ele fez com que bruxaria fosse algo divertido e instigante para os jovens. A autora nos proporcionou um universo em que bruxaria não era algo mal ou ruim, e sim algo mágico e cheio de fantasia, onde bruxos adolescentes eram heróis. Não me delongarei muito em Harry Potter para não fugir muito do ponto principal.

Em desenhos e animações temos de vários tipos também, como as verdes e verruguentas dos desenhos do Pernalonga, ou as maléficas com chifres, ou que usam mantos pretos e jovens como as de contos de fadas.

Samhaim ou Halloween, não importa que nome tenha, apenas que nós comemoramos e acreditamos nessas culturas e lendas. FELIZ DIA DAS BRUXAS, para uns, HAPPY HALLOWEEN, para outros, e para os druidas, FELIZ SAMHAIM!






Bibliografia: Wikipédia

Até a proxima queridos! E Feliz dia das bruxas!! Muitas gostosuras e travessuras para todos!!!

xxx

Isabela


Eu ♥ Resenhas: Jogos Vorazes




Título Original: Hunger Games
Autora: Suzanne Collins
Ano: 2010
Número de Páginas: 397
Editora: Rocco
Edição: 1ª





“Se pudesse escolher, tentaria esquecer por completo os Jogos Vorazes. Jamais falaria neles. Fingiria que não eram nada além de um sonho ruim.”


A heroína Katniss pode até tentar esquecer suas aventuras, mas eu estou aqui para apresentá-las a você, caro leitor. 

Escrito pela americana Suzanne Collins, Jogos Vorazes se passa no cenário mais violento que já encontrei em uma saga dirigida ao público jovem. 

Em um futuro pós-apocalíptico, o mundo como o conhecemos está devastado.  A América do Norte se transformou em Panem, o continente onde os seres humanos aprenderam a sobreviver e a reconstruir uma sociedade. 

Panem se divide em um estado administrativo que exerce o poder, a Capital, e mais 13 territórios, chamados Distritos, onde cada um tem a responsabilidade de suprir certo tipo de necessidade dos habitantes da Capital. Dessa forma, o Distrito 1 se encarrega de manufaturar produtos de luxo, o Distrito 4 é responsável pela pesca, o Distrito 8 abriga toda a indústria têxtil e assim por diante. Obviamente, a ditadura da Capital sobre os Distritos não era motivo de felicidade em Panem, e em certo momento do desenvolvimento desse novo mundo houve uma guerra sanguinária por independência e igualdade entre os territórios. A Capital esmagou a revolta, dizimou o Distrito 13, e, para garantir que os Distritos jamais esqueceriam as consequências de desafiar os governantes, criou o evento que dá nome à trilogia, Jogos Vorazes. 

Anualmente, um menino e uma menina de idade entre 12 e 18 anos são retirados de seu Distrito de origem e levados para a Capital, onde uma arena especial está à espera deles. Os vinte e quatro adolescentes que adentram a arena - os tributos dos Distritos - precisam matar uns aos outros, uma vez que é permitido apenas um sobrevivente para cada edição da disputa. Toda a Panem é forçada a assistir aos tributos se combatendo, pois o controle que a Capital exerce sobre a mídia faz dos Jogos Vorazes a programação obrigatória. O vencedor dos Jogos conquista riqueza vitalícia e presentes para aliviar as condições de vida dos compatriotas de seu Distrito. Para conquistar o prêmio, o preço a se pagar é o sangue dos vinte e três derrotados, além do medo constante que assombra as famílias dos Distritos entre uma edição dos Jogos Vorazes e a próxima.

Nesse universo sombrio, encontramos Katniss Everdeen, a protagonista de dezesseis anos que reside no Distrito 12, o mais pobre território de Panem e responsável pela mineração. Desde a morte prematura do pai em um acidente nas minas, ela é responsável pelo sustento de uma mãe em estado de profunda depressão e da irmã de doze anos. Para cumprir o posto de chefe de família, Katniss caça ilegalmente na companhia do melhor amigo, Gale Hawthorne, e vive com a preocupação diária de colocar comida na mesa. Não é uma vida fácil para uma garota tão jovem, mas o que já está ruim sempre pode piorar. Sorte não é exatamente o forte da família Everdeen, então a colheita de tributos para o 74º Jogos Vorazes anuncia o nome Primrose Everdeen como representante do Distrito 12. Para salvar a irmã do combate nos Jogos, Katniss se oferece como tributo em seu lugar. O tributo masculino sorteado é Peeta Mellark, um filho de padeiro que, no passado, salvou Katniss da fome. Apesar do intenso sentimento de dívida que sente por ele, Katniss sabe que a única maneira de voltar para casa inclui matar seu companheiro de Distrito e mais vinte e dois jovens tributos.


“-Katniss, a coisa não passa de uma caçada. Você é a melhor caçadora que conheço.

-Não é só caçada. Eles estão armados. Eles usam a cabeça.

-Assim como você. E você tem mais experiência. Experiência real. Você sabe como matar.

-Não pessoas.

-E que diferença pode ter? – indaga Gale, de modo sinistro.”


A partir de então, Katniss se despede da sua antiga vida no Distrito 12 e é levada para a Capital, iniciando suas preparações para os Jogos Vorazes, período em que recebe treinamento do sempre bêbado e ao mesmo tempo grande estrategista, Haymitch – um dos personagens mais surpreendentes da saga, é o tipo de mentor que ninguém gostaria de ter. Katniss conhece também a extravagância da Capital, personificada pela colorida Effie Trinket – perucas rosas exageradas foram sucesso no último Halloween americano! Cinna, o estilista responsável pelas apresentações públicas da tributo, cumpre o papel de aliado confiável e ajuda o leitor a entender o simbolismo dos Jogos Vorazes. Essa fase também mostra a perspectiva da Capital, que acompanha os Jogos Vorazes como um reality show especialmente emocionante, indiferente ao sofrimento que o evento causa. É interessante perceber que a autora critica diretamente esse tipo de entretenimento, e usa bastante o termo “pão e circo” para descrever a estratégia do governo para manter o povo alienado através de diversão barata.

Quando os Jogos Vorazes começam, a ação não deixa nada a desejar. O livro é narrado em primeira pessoa, e é impossível não sentir a adrenalina de Katniss enquanto a garota corre por uma floresta cheia de armadilhas e inimigos. A descrição dos cenários é impecável, e o ritmo da história é constante e envolvente, prendendo o leitor às páginas do livro da mesma forma que o público de Panem gruda na TV para acompanhar os Jogos Vorazes. 

Romance? Estou falando de uma trilogia protagonizada por adolescentes! É claro que esse é um elemento presente na trama, visto que Katniss e Peeta assumem publicamente um namoro inexistente - estratégia de Haymitch para justificar a temporária parceria entre eles dentro da arena, e assim conseguir mais pontos de simpatia com o povo da Capital. O desenvolvimento do casal não é forçado e se torna até um dos melhores conflitos da história, já que Peeta claramente está mais a vontade com as encenações do que Katniss se permite imaginar. O casal é tão carismático que até o insensível público da Capital se comove com o destino trágico dos adolescentes guerreiros. Katniss e Peeta se tornam os queridinhos da audiência, e ao longo do evento a indisposição de ambos em seguir as regras impostas pelos idealizadores dos Jogos leva um novo sopro de rebeldia aos desmoralizados Distritos nos quatro cantos de Panem. 

É claro que não vou estragar a festa revelando o desfecho da competição. 

Só me arrisco a dizer que o final da 74º edição dos Jogos Vorazes é emocionante, e abre caminho para o segundo livro da saga, quando os Distritos inspirados pelas ações de Katniss e Peeta começam a se reerguer para a luta por justiça. 

“Katniss Everdeen, a garota em chamas, você acendeu uma fagulha que, se não for contida, pode crescer e se transformar num inferno que destruirá Panem.”

Jogos Vorazes é um livro escrito com linguagem simples de forma habilidosa.
Cumpre a função de toda saga fantástica: divertir até a última página - trazendo o bônus de ser capaz de inspirar reflexões sobre alguns problemas bem atuais. 

Qual é o Jogos Vorazes que anestesia nossa rebeldia? 



Para quem ainda não sabe, o primeiro livro da trilogia já virou filme. O roteiro, como sempre, não explicou todas as circunstâncias que levou ao Jogos Vorazes, e as ponderações morais dos personagens ficaram perdidas nas páginas do livro, mas... Vale a pena! Os cenários e caracterizações estão impecáveis, assim como as sequências de ação na arena. Confira o trailer para entrar no clima:




E que a sorte esteja sempre a seu favor!

 
Eu ♥ Livros © 2010 | Designed by Chica Blogger | Back to top