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Eu ♥ Especiais: Crônicas de Gelo e Fogo – Parte II




O INVERNO ESTÁ CHEGANDO...









Um universo fantástico criado por um roteirista de Hollywood que queria fugir das restrições orçamentárias é um universo condenado a permanecer apenas na imaginação dos leitores, certo?  Não para o roteirista David Benioff e o romancista Dan Weiss, que trabalharam incansavelmente para transformar As Crônicas de Gelo e Fogo em Game Of Thrones, série exibida pelo canal a cabo HBO.


 Trailer oficial da primeira temporada com legendas em português



O próprio autor da saga, George R. R. Martin, já tinha declarado que sua obra era “infilmável por ser grandiosa demais”, opinião compartilhada pela maioria dos produtores que conheciam a história. Quando questionados sobre o que os convenceu de que a adaptação era possível, Benioff e Weiss responderam em uníssono e com muito bom humor: ignorância.

Game Of Thrones é o trabalho de estréia de ambos para a TV, e para realizá-lo, ambos dedicaram quase cinco anos de suas vidas na produção do episódio-piloto encomendado pelos executivos da HBO.



 David Benioff à esquerda e seu parceiro de empreitada Dan Weiss em evento de divulgação da série.








Em 2007 os direitos de As Crônicas de Gelo e Fogo já pertenciam à HBO, e o próprio George R. R. Martin concordara em assumir a co-produção, mas só em abril de 2011 a série realmente estreou. Não é de se admirar. A produção exigia locações custosas em países como a Irlanda do Norte e Ilhas de Malta. Os efeitos especiais eram um desafio previsto, principalmente nas fases finais da temporada. Além disso, detalhes como a contratação do linguista David J. Peterson, da Language Creation Societ, para criar o idioma dothraki, por exemplo, obrigou os fãs ansiosos a ter paciência. 




(Curiosidade: O idioma dothraki desenvolvido por Peterson possui vocabulário de mais de 2.500 palavras, estrutura gramatical complexa, e pronúncia rude, que deu muito trabalho aos atores para ser aprendida. Com o sucesso da série, existe uma crescente comunidade de adeptos do idioma, que já conta com sites de aprendizado, como o http://www.dothraki.org/ .) 




Roteiristas, George R. R. Martin e o grande elenco da série reunido para falar sobre todos os elementos que compõem Game Of Thrones. Vídeo legendado e imperdível!




Devido ao alto custo do orçamento, os roteiristas tiveram apenas 10 episódios para contar a história de Guerra dos Tronos, o primeiro livro da saga. Apesar disso, Benioff e Weiss dizem não ter do que reclamar. Para colocar na televisão um universo tão complexo quanto o de As Crônicas de Gelo e Fogo o dinheiro parece nunca ser o suficiente, mas a HBO demonstrou ser mais flexível do que eles poderiam esperar.


A escolha do canal, aliás, não poderia ter sido melhor, já que, além do alto poder financeiro que dedica às suas produções, a HBO é especialista em séries com alto teor de sexo, nudez e violência - elementos que não faltam nos livros de George.


As estimativas de valor do investimento final giram em torno dos 60 milhões de dólares.


Vídeo revelando os efeitos especiais aplicados nos cenários de Game Of Thrones. Apesar da beleza natural dos lugares, o trabalho desenvolvido é impressionante!




A HBO apostou alto para que Game Of Thrones se tornasse um sucesso arrebatador de crítica e audiência. Felizmente para os executivos do canal, o resultado não decepcionou.


A partir do episódio de estréia, a audiência da série apresentou crescimento constante, terminando a primeira temporada com audiência média por episódio de 8,3 (de acordo com a EW) ou 8,9 milhões de espectadores (de acordo com a TV By The Numbers), um fato respeitável para um canal a cabo. Game Of Thrones bateu até os números de outra adaptação de sucesso do canal, True Blood (série baseada nos romances vampirescos de Charlaine Harris).







A crítica acompanhou a aprovação do público, e logo na temporada de estréia, Game Of Thrones acumulou 13 indicações ao Primetime Emmy, incluindo Melhor Série Dramática e Melhor Roteiro Para Série Dramática. Concorreu também em 2 categorias do disputadíssimo Globo de Ouro, sendo uma delas como Melhor Série Dramática para Televisão. Já no TCA Awards, as 4 indicações da série surpreenderam a todos, pois quando a lista dos concorrentes foi anunciada, a primeira temporada ainda não tinha sido concluída.




 

Por enquanto, o ator Peter Dinklage, que interpreta o carismático, sagaz e irônico Tyrion Lannister é o que melhor representou a série em premiações. O anão que foi eleito em votações de vários sites como o personagem favorito da audiência rendeu a Peter o título de Melhor Ator Coadjuvante nas duas premiações mais importantes da TV americana:  Globo de Ouro e Emmy.






A abertura, que combina representações dos principais palcos da história com a impecável música tema criada por Ramin Djawadi, ganhou um Creative Arts Emmy Awards, premiação dedicada aos trabalhos técnicos ou secundários.





Outro reconhecimento, muito mais popular, foi a o episódio do sempre atual Os Simpsons que adaptou o clima de Westeros para uma abertura super especial com os habitantes de Springfield.



O próprio George R. R. Martin, que inicialmente não acreditava na viabilidade do projeto, se tornou um entusiasta da série. O autor de As Crônicas de Gelo e Fogo acompanhou a adaptação desde a pré-produção, concedeu aos roteiristas todo o material escrito que ainda não foi publicado, e até relembrou os tempos de roteirista ao escrever o oitavo episódio da série, “The Pointy End”.

Ao ser questionado sobre o que os fãs dos livros poderiam esperar de Game Of Thrones, George respondeu:


 
“Se a minha própria reação servir de exemplo, eu acho que grande maioria dos meus fãs vai ficar animada e satisfeita com o que vão ver. Acho que 95% deles vai ficar bem contente. Pode ser que tenham uma recaída em pequenos momentos, perguntando porque deixamos de fora a cena favorita deles, ou talvez um ótimo diálogo, mas a reação geral deve ser positiva. Pode ser que alguns não gostem simplesmente por não gostarem de um ator em particular, ou da história em si.

O único momento no qual eu tive qualquer tipo de problema foi com as cenas cortadas. Alguém que conhece o livro muito bem vai assistir e dizer "agora a cena vai ser essa, é isso que vai acontecer a seguir. Espera, eles tiraram essa cena! Não podemos ver isso acontecer". Fiquei um pouco desapontado, mas ao mesmo tempo eu entendo o por quê disso, eu provavelmente faria a mesma coisa se fosse David[Benioff] e Dan [Weiss]. Temos apenas uma hora por episódio e temos que aproveitar esse tempo para conseguir encaixar alguns dos maiores acontecimentos nessa uma hora. Não temos três horas para cada episódio. Temos apenas dez horas para contar toda a história de Game of Thrones, então não podemos colocar todos os detalhezinhos, toda fala de todos os diálogos que temos no livro, não podemos colocar nem todas as cenas. Acaba se perdendo um pouco de material ao longo do caminho. Eu sei que tem algumas cenas que foram gravadas e que acabaram não entrando na edição final. Talvez a HBO irá eventualmente fornecer algumas dessas cenas para as pessoas assistirem, no DVD e Blu-Ray.
Já o material que nem chegou a ser rodado está nos livros, então pode ser que as pessoas que tenham gostado da série comprem os livros e encontrem uma versão do diretor em prosa. São dois meios diferentes e eles têm restrições diferentes.”


 
Entrevista publicada no site Omelete

 

 George R. R. Martin, David Benioff, Dan Weiss e parte do elenco de Game Of Thrones durante o painel de divulgação da série na Comic-Con 2011



George acertou na previsão, e a série foi um sucesso entre os fãs dos livros tanto quanto para os recém-apresentados aos personagens que disputam o Trono de Ferro. 


Como não poderia ser diferente, um grande público inspirado acaba gerando homenagens criativas – e divertidas – para os personagens que os conquistaram. Não demorou nada para o Youtube se encher de preciosidades como...

Game Of Thrones versão humorística de RPG:

[Não recomendo clicar nesse vídeo caso você não tenha assistido à primeira temporada da série e seja contra spoilers.]



Game Of Thrones em formato de comédia, parodiando Two And a Half Men:



É claro que em uma comédia, o anãozinho favorito da galera iria ser o protagonista, não é? Só que, com a dupla dinâmica Tyrion e Bronn, o título seria One And a Half Men.



Incontáveis interpretações da música-tema da série. Entre elas, a minha versão favorita:


 Usar a melodia tema da série para combinar guitarra e violino foi definitivamente uma excelente ideia.


Uma fã mais talentosa até mesmo compôs uma música que conta a história de Game Of Thrones de forma belíssima:

 
Não há uma versão legendada disponível, mas se você for capaz de entender a letra, perceberá a habilidade dessa compositora. Ela conseguiu fazer referência a praticamente todos os personagens principais da primeira fase da história de forma bem sutil. A melodia trágica é muito bem encaixada no contexto da guerra. You Win Or You Die, da Karlien, em breve estará disponível para download no iTunes.



Não só os anônimos demonstram seu apreço por Game Of Thrones. A banda alemã Blind Guardian usou a obra de George R. R. Martin como inspiração para compor War Of The Thrones, oitava faixa do álbum At the Edge of Time. 


 Eu, que já conhecia o som da banda, aprovei a música e a coloquei em destaque na minha trilha sonora particular para As Crônicas de Gelo e Fogo.






A última surpresa que a temporada de estreia de Game Of Thrones proporcionou aconteceu semana passada, com o recorde de 350 mil unidades de DVD e Blu-ray vendidas apenas sete dias após o lançamento.


A expectativa para o próximo domingo é imensa. Game Of Thrones retornará às telas, com a responsabilidade de contar a segunda parte da história e de manter o padrão de qualidade que estabeleceu ano passado.




Até agora, a HBO não economizou trailers que prometem que o público não terá motivos para reclamação durante as dez semanas em que Westeros estiver em cena.


 A escolha da música Seven Devils, de Florence and The Machine como tema para este trailer não poderia ter sido mais inspirada. Com tantas tragédias abatendo os protagonistas de Game Of Thrones, é de se imaginar que os Sete Deuses que os westerosis adoram estejam mais para o lado negro da força do que para ouvir as preces desses guerreiros.





A estreia este ano acontecerá simultaneamente no Brasil, o que significa que não teremos sequer uma semana de atraso em relação à HBO americana. Eu estou em contagem regressiva, e a cada trailer novo que surge, mais convencida de que valerá a pena.




E, como os bons cavaleiros e virtuosas damas não devem ter se esquecido, na noite de reestreia de Game Of Thrones, o nosso blog premiará aquele que os Sete Deuses acharem merecedor do BOX DE COLECIONADOR contendo os três primeiros livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Para se candidatar a vencedor, basta visitar o post da Promoção e seguir as orientações.   





Valar Morghulis, westerosis!








Estefânia

Eu ♥ Entrevistas: Camille Thomaz



 

Camille Thomaz, também conhecida como Miies e Camille Labanca, nasceu em 26 de Junho, no Rio. Estudante de Artes Visuais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, não sabe desenhar, nem pintar. Passa o tempo fotografando, escrevendo, dançando ou ouvindo música.
 
Futura editora, é a editora e idealizadora da revista eletrônica cultural chamada Innovative. Eterna apaixonada, adora uma comédia romântica e só comédia e só romance – mas também gosta de ação. Lê de tudo, mas prefere os bem vendidos livros mulherzinha, inspira-se neles de vez em quando e dá uma de senhora escritora. Como Agente Literária da APED, revela mais uma face sua.

"Costumo dizer que sou multiuso. Gosto de fazer mil coisas ao mesmo tempo, não tenho receio de ter muita responsabilidade e aprendo rápido. Gosto de me sentir, e ser, útil. Costumo terminar minhas descrições com a frase: 'Tem sempre uma idéia nova na cabeça.', por resumir a mais pura verdade."


E nossa entrevista começa exatamente aqui, tentando revelar mais um pouquinho das múltiplas faces dessa menina irrequieta!


E.C.L – Imaginário Feminino já tem obtido grande aceite pelos leitores, não só pela questão da capa, que é muito bonita e feita por André Siqueira, mas principalmente por todos conhecerem seu trabalho no mundo virtual, através da Revista Innovative.  Gostaria que você me dissesse em que momento a Camille Thomaz se desvencilhou de todas as outras, como você diz em seu site pessoal que há várias de você, e pontuou que agora estava na hora de escrever esse sucesso?

C.T: Na verdade, sempre existiu essa Camille Thomaz em separado. Não é como se ela fosse outra pessoa, mas sim uma pessoa que existe dentro da Camille Thomaz Labanca. Eu brinco meio falando sério dizendo que Camille Thomaz é meu lado escritora e sentimental, e que Camille Labanca é meu lado profissional. Resumidamente, a família Thomaz (da minha mãe) sempre foi muito criativa, até hoje eu fico abismada com as coisas que meu avô fazia, a pintura e desenho que meu tio faz e o jeito que Tio Luiz Paulo tinha com suas mil coisas incríveis ao mesmo tempo – poucos usaram seus talentos para ganhar algum dinheiro. Por outro lado, o lado Labanca sempre foi mais profissional, mais prático, sabe? Então existe a Camille que é uma mistura desses dois lados, e cada hora um fala mais alto. Escrever o Imaginário Feminino foi parte de um processo de gostar muito de escrever, principalmente contos porque são coisas que eu desenvolvo em razão de sentimentos e vivências, ou coisas que vem do nada à cabeça, masque se embolam e – pelo menos para mim – fazem total sentido.



E.C.L — Esse é seu primeiro romance e você o fez  dentro de um gênero que você não esconde que gosta muito – o Chick-Lit. Um gênero bem voltado para as leitoras mulheres. Você se julga muito feminista, ou mais feminina?

C.T: Eu sou muito crítica quando se trata de Chick Lit. Simplesmente amo a literatura, sou capaz de ver detalhezinhos que fazem toda diferença entre uma estória e outra, e, como pode se esperar, tenho complexo de príncipe encantado que não é nada encantado, mas que me encanta (rs). Todavia, não considero Imaginário Feminino um livro chick lit, nem de longe. Imaginário Feminino é um livro muito mais reflexivo e só vai entender, e gostar, pessoas que já se sentiram como a Larissa (a personagem) se sentiu, ou passou por algo semelhante. É para pensar e sentir, não para contar a história de uma mulher independente com um final feliz ao lado de um homem.
Ironicamente, não sou um exemplo de mulher feminina e, apesar de bater o pé em igualdade com os homens, não sou tão feminista assim. 


E.C.L — Vamos voltar à Camille menina. Ela sempre sonhou com esse mundo de letras? Em trabalhar com algo que o envolvesse como você agora, que já afirmou pretender ser editora? Seu livro publicado é uma parte desse sonho sendo realizado?

C.T: Camille menina quis ser muitas coisas. Quis ser veterinária, mesmo morrendo de medo de cachorros. Quis ser professora, e descobriu que é péssima explicando qualquer matéria. Quis ser psicóloga, mas... Enfim... O “mas” sempre esteve ali. No meio disso tudo já existia a Camille menina metida a escritora. Conheci pessoas através das velhas fan fics, desenvolvi minha escrita ali, recebi elogios e críticas e praticamente nunca coloquei meu nome em qualquer coisa que escrevi. Foi quando decidi fazer letras, lá pela sétima série, e quando perguntavam meu sonho eu falava: “entrar na Academia Brasileira de Letras”. Nunca quis parar de escrever, mas pensar como profissão foi algo muito difícil a princípio. Foi quando descobri o mundo da editoração e fui me apaixonando cada vez mais, até ter a certeza de que era pra isso que eu tinha nascido. Eu me interesso por todas as áreas de produção de um livro - pré, durante e pós – e o Roberto, a Zélia e o André notaram que toda hora eu queria saber como estava algo, o que faltava, o que tinha que ser feito, como estava sendo feito. Eu quis estar completamente incluída no processo de produção do meu livro.  Também por isso, além de ser meu primeiro livro a ser publicado, Imaginário Feminino é um sonho se tornando real. Significa muito para mim, em muitos aspectos.


E.C.L — Inevitável falar que você já entrou para a família APED, juntamente com seu livro, Imaginário Feminino. O que isso trouxe de realização a mais para você?

C.T: Nossa, eu sou extremamente grata à APED e a Alcantis. A Zélia e o Roberto me deram oportunidades incríveis de agir e pensar um mundo que eu quero entrar, quero fazer parte, e todo passo que dou é para tornar isso viável. A realização está no fato de ter acertado em algumas coisas, errado em tantas outras e ter a paciência deles para me explicar o que estava errado. Eu não tenho palavras para descrever, só que estou sinceramente grata. Disse uma vez que eles eram meus anjos, e são mesmo, estão me dando uma chance de realizar sonhos e provar que posso ser realmente boa (mesmo que com alguns tropeços, como em todo aprendizado).


E.C.L – Queria que nesse momento você pincelasse para os leitores um pouco do que vamos encontrar em seu livro, visto realmente pela ótica do escritor. 

C.T: Larissa é uma adulta independente financeiramente, mas não emocionalmente: ela todo dia encara a depressão, o tipo de doença que é difícil de explicar. Com um empurrão, ela decide (e, de certa forma, é obrigada a) escrever sobre seus sonhos, suas realidades, suas emoções, seus sentimentos. Esse é o passaporte para seu autoconhecimento. Sua chance de se aceitar e, quem sabe, ser feliz.


E.C.L — Você certamente não vai parar só neste livro, até porque você não é de ficar quieta muito tempo. Já existe alguma ideia nova martelando sua mente?

C.T: Várias. Já comecei mais uns quatro livros, e desisti de todos. Não sei quando, nem como, vou engatar de novo a ponto de nascer outro livro que eu julgue bom o suficiente para ser publicado, mas Imaginário Feminino me ensinou que tempo não é documento. Então eu vou testando as ideias até que uma vai engatar, como foi o que aconteceu. Daí surgirá meu segundo livro.


E.C.L – Você encontrou dificuldades em ser publicada? Eu sempre questiono isso aos meus entrevistados. Se ele já foi visto com reservas, recebeu um não, ou então, deu de cara com quem acreditasse no seu talento... Porque não é sempre, mas acontece, principalmente quando a gente batalha para isso. O que você diria para um escritor iniciante?

C.T: Bom, antes de o Roberto conversar comigo sobre uma real publicação do Imaginário Feminino, eu mandei para muitas editoras – praticamente todas que eu achava. Não deu tempo para garantir a resposta de todas, eu não sei se teria levado algum “sim”. Sei que enviei um e-mail para todas as que tinha contato, agradecendo pelo apoio e dizendo que estava com uma editora. Algum tempo depois, recebi e-mail de duas ou três, que eu não havia enviado o e-mail, dizendo que não era o “tipo de livro” que eles publicariam. Acredito que, se não fosse pelo Laaf, nada seria tão fácil assim, por mais que acredite na minha estória e no potencial dela.
Para um escritor iniciante eu diria para não desistir e, se desistir, que volte a rever e pensar em não desistir novamente. Às vezes dá desânimo, medo de não estar escrevendo algo bom o suficiente (pelo menos aconteceu comigo) e bate a insegurança. Entretanto, se você quer, se esse é seu sonho, então absolutamente ninguém – nem você – pode se desligar dele.


Bom, Camille, te desejo toda a sorte e sucesso do mundo, e agradeço o tempo cedido para essa entrevista! 

Roxane, muito obrigada pela entrevista e pelo apoio! O agradecimento é todo meu. Obrigada.


Claro, que em breve teremos resenha do livro da Cami, por hora, deixo a vocês, meu divos, o convite para o lançamento de "Imaginário Feminino":

 




Quem está no Rio, deve conferir!!!




Merry Meet!

Roxane Norris

Eu ♥ Momentos Literários: Evento Chick-Lit RJ





O grupo Ponto do Autor, com o apoio das editoras Alcantis e APED, do blog literário Eu
Coração Livros, e em parceria com a Livraria Nobel - Recreio, está organizando um novo
evento temático para o mês de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Queremos aproximar o leitor dos autores, especificamente do gênero chick-lit, em um
evento bem descontraído, que conta com atividades relacionadas ao universo feminino e
proporciona uma ótima interatividade entre os seus participantes.

Nosso maior desejo é fortalecer a literatura criada pelos autores nacionais, apoiando a
divulgação dos trabalhos que tenham potencial para encantar o exigente público leitor,
além de estabelecer um referencial de qualidade aprovada pelo Ponto do Autor àqueles
que cultuam o gênero chick-lit.

Desejamos que convidar você, leitor, para prestigiar esse evento feito com tanto carinho para atender seu gosto; trazer para seu contato esses autores maravilhosos e suas obras brilhantes!

Compareça, brinque, faça parte desse evento! Contamos com você!

Acesse e confira agora o site do evento: http://www.pontodoautor.com.br/chicklit2012/ 

Merry Meet!

Roxane Norris  


Eu ♥ Especiais: Editora Dracaena





    Autor da editora Dracaena é indicado ao Japan Press Awards 2012.

 





 
 O autor Evandro Raiz Ribeiro que publicou o livro “Não Deixe o Sol Brilhar em Mim” pela Editora Dracaena, é indicado no Japão na categoria “Destaque Literário” ao prêmio Japan Press Awards 2012.

O evento está previsto para o dia 19 de julho no Sogetsu Hall, em Tokyo, mais uma vez celebrando os destaques brasileiros naquele país asiático, que abriga uma das maiores e mais atuantes comunidades emigrantes brasileiras no exterior. 


O processo será iniciado com o voto popular, de 1º de abril a 5 de maio, contando com até 10 indicados para cada categoria. Os leitores que estão no Brasil também poderão participar. Mais informações em breve.   






Concomitante a essa empreitada, a editora ainda apresenta dois lançamntos: Redenção e Terra sem lei.



Lançamento: Redenção – Livia Lorena
Titulo: Redenção
Autora: Livia Lorena
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469648
Páginas: 454

Onde Comprar:
 
Sinopse:
Ruby é uma jovem normal, cheia de sonhos e crenças.
Sua vida passa por uma verdadeira transformação quando numa manhã de inverno tudo o que era simples se transforma em um pesadelo que nem em seus mais profundos devaneios ela poderia imaginar.

A mudança no seu estilo de vida é inevitável, o peso de ter que fazer a escolha correta à cerca por todos os lados, sempre com os fantasmas de um passado que ela nem tem certeza se é possível existir.

Ela ainda não sabe, mas o que está em jogo além de sua pós-vida, além da proteção de sua família, além de um amor eterno é a sua Redenção



 
Lançamento: Terra sem lei – Luis Boto
Titulo: Terra sem lei
Autora: Luis Boto
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469709
Páginas: 480

Onde Comprar:

Sinopse:
Ibipiranga é uma pequena cidade localizada no interior do Ceará, entre as cidades de Fortaleza e Sobral. Situada numa região extremamente árida do sertão, mais precisamente no polígono das secas, a cidade faz jus ao seu nome, que em tupi-guarani quer dizer “terra vermelha”. Como uma cidadezinha do interior no inicio do século XX, Ibipiranga deveria ser um lugar extremamente pacato.
No entanto, trata-se de um lugar dominado pelo poder e o autoritarismo de um único homem: Carlos Lucena, um rico fazendeiro que dá as ordens na cidade, tendo em suas mãos o Prefeito e o Delegado, e ainda tendo como braço direito o cangaceiro mais temido da região, o cruel Zé Caolho.

Após descobrir uma jazida de granito nas terras de João Silva, o qual não as vende por dinheiro nenhum, o ambicioso Carlos Lucena ordena a Zé Caolho que elimine João e toda a sua família, composta por sua esposa e cinco filhos. 


Carlos Lucena não esperava, porém, que o filho caçula de João Silva, o menino Joãozinho, de apenas dez anos, escapasse com vida daquela chacina. Dezoito anos depois, João Filho retorna para Ibipiranga em busca de uma única coisa: vingança!


Mas o jovem vingador, além de enfrentar Zé Caolho e seu bando de jagunços, terá que enfrentar também um forte sentimento que nutre por Vivian, filha de seu grande inimigo Carlos Lucena.
Tem-se inicio então a um emocionante confronto de João contra seus inimigos, com batalhas de tirar o fôlego em meio ao árido sertão cearense, e ao mesmo tempo um intenso conflito de sentimentos, os quais o jovem vingador julgava estar preparado, mas que acaba sendo pego de surpresa por algo mais belo e mais puro do que ódio e vingança.

Entre você também nessa empolgante história de aventura, romance e muita ação pelo sertão nordestino.


É isso aí! Vamos curtir, divos, é sempre bom ver nossa literatura ganhando prestígio lá fora! Nos traz dignidade, respeito e confiaça no talento nacional... E pensar que ainda há tantos para serem descobertos!!!

Merry Meet!

Roxane Norris

Eu ♥ Promoções: Portal W3

Aleeeerta, Divos!

Vamos ganhar livro???







A nossa grande parceira e maravilhosa autora Bebete Alvim, cedeu gentilmente para o blog sortear o livro já resenhado aqui, Os Net Boys e o Gênio do Portal W3. Isso com mais botton e marcador autografado pela autora!!! 

Um mimo desse você só encontra aqui!

Gostou?? Então, bora concorrer, porque é fácil demais!

1 - Você precisa ser seguidor desse blog, o Eu ♥ Livros.

2 - Você precisa seguir o  O Portal W3 da Bebete Alvim.

3 - Divulgar essa promo no Facebook.

5 - Twiitar: Meu pedido ao gênio do Portal W3 é o livro que o  Eu ♥ Livros está sorteando!

4 - Deixar um comentário nesse post com seu nome e e-mail, ok?

Viu como é fácil? Essa promoção é válida até dia 30/04/2012

Não espere mais nem um minuto, comece a teclar... Ou o seu PC pode começar a falar contigo!

Boa sorte!

Merry Meet,

Roxane Norris





Eu ♥ Resenhas: Os Net-Boys e o gênio do portal W3

Título Original: Os Net-Boys e o gênio do portal W3

Autora: Bebete Alvim 

Editora: Baraúna

Edição: 1º edição

Ano de Lançamento: 2011


Falar de uma obra da Bebete Alvim, não é falar de um projeto único, isso caro leitor de qualquer idade, é uma coisa que você tem que ter em mente no exato momento que pega o livro em seus dedos. Você pode facilmente notar isso quando tem contato com a autora em sua entrevista, que pode ser lida aqui. Bebete é uma mulher de mil faces, com projetos infantis espalhados em várias áreas, inclusive na música.

E é bem entorno do objetivos desses projetos que nasceu a proposta desse livro dedicado a um público mais velho, em torno dos seus dez -quartoze anos, o leitor juvenil. Aquele adolescente que explora cada recanto da net, um mundo virtual que muitos adultos acham complexo demais, mas que naquelas mãos pequetuxas se transformam em portais para várias dimensões. Dimensões que abrangem até mesmo um novo linguajar já inserido dentro do nosso português. Coisas que não nos damos tanta conta, mas que passam a fazer parte do nosso cotidiano e daqueles ligados ás máquinas. 

Então, aquela banda de rock de garagem de Nova Pátria, formada por Raphael, Gustavo, Glauber, Tiago e Otávio - os Net-Boys - que tem como local de ensaio um espaço cedido pelo sr. Fábio, acaba se envolvendo, em meio a tantos internetês, às atividades do cotidiano que passam-lhes despercebidas, como uma torneira pingando, que possivelmente jamais seria alvo de tanta seriedade de Rafa se a tela de seu computador não escurecesse e inexplicavelmente o portal W3 se revelasse, assim como o gênio que nele habita. Através do gênio, Rafa e seus amigos começam a interagir com o mundo real de uma forma mais preocupada. É nesse instante que vemos o comprometimento com a autora em educar seu leitor, em passar uma mensagem bonita de como cuidar do mundo de uma forma simples, que ele mesmo possa fazer sem se sentir um pequeno grão impotente. Os Net-Boys nos fazem ir além, nos ensina até mesmo que com perseverança e determinação, alcançamos nossos objetivos, por mais estranhos que eles possam nos parecer... E podem, também, nos surpreender com dicas de que depois de refletir sobre algo tão simples, damos importância ás coisas sem real valor.

Uma leitura numa linguagem fácil, divertida e encantadora! Assim como recomendei aos meus filhos, recomendo a todo público infanto-juvenil... E até mesmo aos pais, que no fundo, querem entender um pouco mais como essa juventude anda tão despachada!    

"Alerta Net-Boys!"


Merry Meet!

Roxane Norris

Eu ♥ Resenhas (Colaboradores): Brida



Título Original: Brida

Autor: Paulo Coelho

Editora: Rocco

Lançamento: 1990

Número de Páginas: 286




Um bom livro. Embora mostre muitos princípios da Wicca, só não retrata a mesma fielmente pela crença no Deus Cristão, e não nos Deuses Wiccanos. A abordagem sobre todo contexto do mundo é ótima.

Brida resolve querer aprender magia. Para isso ela vai em busca de um Mago nas montanhas, e ele lhe apresenta a Tradição do Sol, embora mencione também a existência da Tradição da Lua. Basicamente os ensinamentos do Sol vem através da prática, e a da Lua através do tempo (leitura, transes)

A primeira tarefa passada a Brida é difícil, o que faz com que a mesma (sempre indecisa) rume em busca de um modo mais fácil. Com o livreiro da  'livraria esotérica'  a qual sempre frequentava, ela consegue o telefone de uma Mestra na Tradição da Lua. E então Brida parece encontrar seu caminho. 

Entretanto, tenho duas pequenas críticas a fazer: 

A primeira é vista em todo contexto do livro, o que por vezes me deixava um pouco irritada pela falta de consideração de Brida, então, a primeira é a confusão sentimental que a protagonista parece sentir até a penúltima página do livro. O que, para se encerrar, precisou de uma 'ajudinha', digamos.

A segunda é sobre o nome da mestra de Brida ser 'Wicca'. Porque WTF Wicca?! Wicca não é nome de gente. É nome de religião, culto, seja lá o que for. Extremamente sem sentido. 

Fica a dica: O livro é todo o caminho de Brida até a sua entrada oficial no mundo das feiticeiras. Talvez os que não tenham um interesse por esse ramo não passem da página 60, visto que o livro só faz referências a isso e a infantil paixonite de Brida que reveza entre o mago e o namorado dela. Então, se não se interessa pelo ramo da magia, e não tem paciência para típicos romances adolescentes? Não leia.  ;)



Resenha feita por Tainá Antunes 

Divos! Devido ao fato de Fevereiro ter sido curto e estar envolvida no processo de recepcionamento das crônicas do concurso com a APED, eu não pude postar as resenhas que recebi em tempo hábil para haver um vencedor em fevereiro. Por isso irei ampliar o prazo para sorteio até o final desse mês, ok? Essa não é uma promoção cumulativa, ou seja, receberei resenhas até dia 29/03 para participar deste período da promoção! Podem continuar enviando suas resenhas! Quanto mais votos tiver, mais chances de ganhar, é sair divulgando seu trabalho e escrevendo bem para que seus amigos se sintam encorajados a votar em algo que acreditem. 


E, você leitor-votante, para seu voto ser validado, deve ser seguidor do blog, ok? Para votar é fácil, basta comentar nesse post! 

Merry Meet!

Roxane Norris 

Eu ♥ Entrevistas: Bebete Alvim!

Olá Divos!!!

Domingo é dia de entrevista, e hoje eu trouxe uma pessoa linda para vocês conhecerem, a Bebete Alvim!

Dona de um currículo exemplar junto ao público infantil, recentemente, Bebete lançou um livro pela Ediotra Baraúna, Os Netboys e o Gênio do portal W3, direcionado ao público infanto-juvenil e que em breve será sorteado aqui no blog com direito a dedicatória ao sortudo(a)!

Então, "bora" conhecer o trabalho dessa profissional mega performática, que também está na APED!

Bebete Alvim, mineira de Belo Horizonte, é cantora, compositora, artista plástica, romancista, cronista, poetisa, contista. Livros infantis: O Menino e a Lua, Um Chulé Sem Pés, A Borboleta de Gravata (Paulus), O Outro Lado do Lado, Vovô e o Gênio (Scipione), dentre outros, com sua adaptação de texto. 

Os Net-Boys e o Gênio do Portal W3 é sua primeira obra para o público juvenil (Ed. Baraúna), lançado em Dezembro de 2011.
“Giram Letras” - seu espetáculo de incentivo à leitura prazerosa para crianças de três a dez anos de idade - já foi assistido, até o momento, por mais de 60 mil crianças em eventos e escolas de várias cidades do Brasil.

Convidada para palestras, cursos, entrevistas, Bienais e Feiras do Livro, atua, em sua carreira literária, como uma “incentivadora da leitura e fazedora de histórias e de leitores.” 

E.C.L- Seus trabalhos são inúmeros, sendo sempre voltados ao público infantil e com uma recepção muito boa do mesmo. Você já pensou em escrever, ou até mesmo desenvolver projetos de aprendizado de leitura para outro tipo de plateia? Porque também há uma grande dificuldade em se alcançar o leitor adulto principiante, aquele que está tendo os primeiros contatos com a escrita e a leitura agora, e que também abrange uma grande parcela da população. Você vê nesse público uma capacidade de interação no mesmo nível do infantil, se bem orquestrado?

B.A: Com toda a certeza! Se a literatura é o uso da linguagem escrita, creio que o aluno jovem e adulto seja, sim, capaz de ler todo e qualquer texto, quando ele o compreende e interpreta possíveis outros significados. Ele também pode produzir um texto, refletindo nele as suas próprias ideias. Assim como uma criança em fase de alfabetização, ele também é capaz de produzir suas reflexões críticas acerca da sua leitura do mundo. Então penso que esse processo irá se realizar naturalmente. Resta à escola encontrar o caminho certo, para que a literatura seja introduzida na medida certa, de acordo com a dificuldade do aluno jovem e adulto. Se ele conseguir ler, compreendendo o texto, ele irá, mais tarde, continuar a ler o que lhe interessar, tal qual acontece com a criança leitora. Já tive a alegria de apresentar meu espetáculo “Giram Letras” para alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos), obtendo bons resultados.

 

E.C.L– Comprometimento com seu trabalho é uma marca de Bebete Alvim. E você colhe os frutos dessa sua determinação até hoje. Coisas que você fez lá trás, ainda repercutem, como seu espetáculo “Giram Letras”. Desde o início você imaginou que seria assim?
 
B.A: Isto é uma verdade! O comprometimento, o envolvimento com meu trabalho, principalmente com o literário, é uma marca, sim! Sempre apostei em minhas obras infantis e foi por isso mesmo que criei, 16 anos atrás, o “Giram Letras”, para incentivar as crianças à leitura mais prazerosa. Graças a Deus, este espetáculo já foi assistido por mais de 60 mil crianças, apresentado em escolas e eventos. Ainda hoje, continuo com ele. Só vou parar quando não conseguir mais segurar as bengalas... (Rss). Se eu imaginei tudo isso? Já estava escrito, eu só tratei de dar corda ao que Deus planejou para esta minha carreira. Se Ele me deu os dons, (e ainda me dá) eu haveria de plantar, um a um, não por obrigação, mas por prazer, para colher os frutos, como você própria sinalizou em sua pergunta.
 


E.C.L – Eu olhei muito seu site, ouvi suas músicas, que são realmente emblemáticas no que concerne a interação criança-história. Você tem CDs também produzidos. Você acha que o visual e o auditivo traz mais resultado quando se lida com criança? A vivência dela de um mundo imaginário é mais ampla?

B.A: Acredito que o audiolivro, audiobook, ou livro falado, como é conhecido (neste meu trabalho especificamente, quando resolvi produzir os meus dois CDs infantis com as minhas histórias já publicadas) ajuda, sim, a criança a se lançar com mais vontade no mundo imaginário, quando ela possui este tipo de “suporte” à mão, uma vez que ela se torna capaz de vislumbrar toda a história, sendo guiada pela voz do contador, e das personagens, juntamente com os efeitos sonoros, se os tem, aguçando melhor a sua própria interpretação da história. É como estar dentro do livro, fazendo parte dele... Como num filme! Aí, creio em minha citação: “Agarre-se ao pé da letra e voe alto no mundo da imaginação”.

 

E.C.L – De todas essas suas facetas, qual a que mais te fez sentir recompensada?

B.A: Eu me sinto satisfeita e bem feliz com meus livros, meus CD’s, meus quadros, minhas canções... Este é meu mundo! A recompensa maior é o prazer de estar às voltas com essa minha arte todos os dias de minha vida. Sem ela eu não poderia viver de outra maneira, é como o ar que respiro.

 

E.C.L – Falando em múltiplas facetas, você recentemente se uniu à Editora Aped, numa coletânea de contos em formato e-book. O que mais te chamou atenção nessa proposta? Ela ser uma coleção “aberta”, com a proposta de o leitor ter uma leitura rápida e agradável num curto espaço de tempo que ele possa administrar? 

B.A: Uau! Estou muito honrada em fazer parte, agora, como uma nova autora, da Editora Aped. É mais um ícone em minha carreira literária. A proposta desta nova coleção digital (Um Conto e “.”) é fantástica, inusitada! Contos avulsos, curtos, irão, com certeza, chamar a atenção desse tipo de leitor que você menciona. É uma ideia para a qual devemos tirar o chapéu e reverenciar... Acredito que será um sucesso! Estou, aqui, na torcida, para a Editora Aped, ampliando seus campos de visão na execução desta nova proposta, e para os novos autores com seus formidáveis contos.


 
E.C.L – Nesse projeto da Aped você deixou esse seu lado “criança” e apostou em um outro público, como fez em "OS NET-BOYS E O GÊNIO DO PORTAL W3", ou ainda foi mais ousada?  O título do seu conto é “O Portal do Sobrenatural”, qual foi o foco que você escolheu para essa narrativa? 
 
B.A: Sim, Roxane, você tem razão! Quando escrevi esta minha obra, lançada recentemente, dirigida ao público juvenil, eu quis deixar a criança, que existe aqui dentro, sentadinha num banquinho, aguardando a vez de voltar para nosso mundo infantil... Percebi que já passada da hora de presentear os jovens com a minha literatura. Eles também merecem, assim como o público adulto, que, muito em breve, poderá ler um romance meu, que está em sua fase final. Este será o primeiro! Quanto ao conto que será publicado pela Editora Aped, nesta nova coleção, em formato e-book, a ousadia foi demais... Atrevi-me a relatar a minha própria experiência, vestida na personagem Abgail. Para quem curti o “esoterismo”, para quem já passou pela EFC (Experiência Fora do Corpo), a Projeciologia, será um prato cheio... Delicioso de se ler! Iremos ter muitos leitores interessados... Tomara!

 

E.C.L – O que você espera desse encontro com a Aped? Porque eu já considero uma vitória, uma coleção surgida de uma ideia tão espontânea quanto essa, ter nomes de peso como o seu e o Felipe Pena. Mesmo a gente tendo estrada, sempre cria aquela expectativa... O famoso friozinho na barriga.

B.A: Nossa... Bate mesmo este friozinho na barriga! Eu penso que estamos todos juntos nesta fabulosa ideia, editora e autores novos, que irão contribuir com seus adoráveis contos para que o público leitor possa se deliciar com este tipo de literatura proposta. A expectativa é uma esperança que promete! Iremos colher os bons frutos desta alegre parceria!


 
E.C.L – Eu queria que, por último, além de lhe agradecer a sua disposição em aceitar essa entrevista, você deixasse uma palavra de incentivo tanto para seu leitor, que com certeza está te acompanhando aqui, como também àqueles escritores que estão começando a engatinhar nesse universo fantástico. Um dia a Bebete foi uma iniciante, e o que você pode dizer agora para o autor nacional?

B. A: Ora, sou eu quem agradece, Roxane, por você ter me proporcionado, com estas suas bem elaboradas perguntas, a possibilidade de fazer conhecer aos leitores um pouco sobre minha carreira literária e sobre minhas ideias quanto à parceria com a Editora Aped, agradecendo à Zélia Oliveira pelo “bendito” convite! Um dia, sim, iniciei meus passos rumo aos meus sonhos na área da literatura. Foram três anos de buscas, de decepções, de esperanças, de muita garra com vontade, até que meu primeiro livro infantil, “O Menino e a Lua”, fosse publicado, no século passado (rss), em 1995. Naquele tempo, não havia tantas facilidades para se publicar um livro como temos hoje. Devo registrar aqui que não tive quem pudesse me ensinar o “caminho das pedras”, mas agradeço imensamente ao editor, senhor Manole, da Editora Manole, que me colocou um crachá de “Escritora” no peito, levando-me para a 13ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 1994, por conta de minhas “adaptações de texto” que fiz para sete livros de sua coleção infantil “O Que Há Por Dentro?”, quando ele confiou no meu jeito de escrever para as crianças. Naquela Bienal, consegui contatos e a minha primeira editora. Aquele foi o meu tempo! Para os iniciantes, hoje, vejo grandes portas abertas... A Web ensina os passos com certeza. Se o escritor acredita em seu trabalho, em suas obras, ele deve seguir em frente, pois há um mundo fantástico à sua espera, para levá-lo a concretizar seus sonhos! Eu estou conseguindo os meus... Aliás, ainda desejo publicar muitos outros “escritos”, que estão nas “gavetas” das pastas de meu laptop!

Para todos vocês, grande abraço com minhas saudações literárias.

Se me permite, Roxane, - claro que sim! - deixo aqui alguns links para os leitores conhecerem:

Blog de meu novo livro para os jovens: www.oportalw3.blogspot.com

Blog que escrevo em parceria com minha amiga, a escritora Cláudia Simões Fernandes: 



Obrigada, amiga querida!

Deixo vocês fuxicando os blogs dessa autora que não para nunca! Tenho que vocês vão se apaixonar pelo trabalho dela assim como eu...

Merry Meet!

Roxane Norris  
 
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