Eu♥Entrevistas: Eddy Khaos
Marcadores: Bate papo, Eddy Khaos, Entrevista, Eu ♥ Entrevistas
Eu amo entrevistas, sabem por quê? Porque nós temos a oportunidade de conhecer um pouco mais do escritor, conhecer o lado dele que não é feito de caneta e papel. O entrevistado da vez é o senhor Eddy Khaos que, aliás, é muito simpático. Tive o prazer de conhecê-lo no lançamento da antologia "Almoço em Família" e "Equinócios de Amor".
A entrevista foi feita pela Roxane Norris, mas a Rô tá um bocado ocupada nessas últimas semanas, então cá estou eu só postando tudo o que ela me passou.
Eddy Khaos nasceu em Santana do Parnaíba, São Paulo, em 1980. Graduado em Artes plásticas e Logística. Eddy começou a escrever por diversão quando ainda jovem, desenvolvendo roteiros para campanhas de RPG: "Vampiro - A Máscara". Acabou pegando o gosto pela escrita e desde então, não parou mais de escrever. Tem seus textos espalhados pela internet em diversas páginas, seus poemas e contos, publicados em várias antologias. Recentemente criou uma editora que lança livros em formato E-book para ajudar novos escritores.
Eu♥Livros: Em que momento o Edson se descobriu
Eddy Khaos?
E. K.: Isso foi no ano de 2000
quando frequentava feiras de animes (Eventos de cultura japonesa voltados para
animação) e comecei a assinar os fanzines que havia na época para vender nesses eventos e acabou ficando até hoje.
Eu♥Livros: Você é uma pessoa de múltiplas facetas: autor, organizador, blogueiro,
designer... Ainda acho que esqueci alguma (risos). Ou seja, uma mente que não
para. Como é lidar com todas elas ao mesmo tempo?
E. K.: Sabe que nunca parei para
pensar nisso!!! Sempre fui auto didata!!! Então, vou tentando até conseguir fazer
aquilo que desejo. Levo tudo isso na maior tranquilidade possível. ^^
Eu♥Livros: Na sua experiência de organizador, como é lidar com o autor nacional? Em
que você baseia suas escolhas de temas para antologias?
E. K.: Lidar com autor nacional
tem seus altos e baixos!!! Mas, no geral, é extremamente gratificante! Quanto as minhas escolhas, para temas gosto sempre
de buscar um assunto, na maioria, não são muito explorados. Como o projeto que estou
organizando sobre PIRATAS.
Eu♥Livros: Agora do ponto de vista de autor: como
você encara o atual mercado literário brasileiro?
E. K.: O mercado está
crescendo muito graças às pequenas editoras que estão aparecendo por ai e
aos eventos literários que vem sendo frequentes durante todo o ano. Porém, infelizmente ainda há grande dificuldade para a venda de livros de autores
iniciantes e até mesmo autores que já estão a um bom tempo nessa estrada. Pois a
coisa mais rara é você chegar numa livraria e encontrar livros de autores iniciantes
por mais que o livro seja ótimo!!! Se você não for autor estrangeiro ou tiver muita
grana para comprar um espaço em uma vitrine a coisa fica difícil. E o negócio é fazer como a maioria, trabalhar
a divulgação de seu livro por meios digitais e a fazer a venda dele também dessa maneira e em eventos que a venda seja
permitida.
Eu♥Livros: Ultimamente tornou-se muito comum a crítica pela crítica. Vemos isso em
vários blogs, e claro, por ser uma figura popular, o autor acaba sempre
envolvido quer seja por sua obra, ou até mesmo por sua editora. Enfim, não há
muitos parâmetros para definir esse alcance. Você já teve que lidar com isso?
Como você vê esse tipo de comentário?
E. K.: Já sim!!! mas é algo que
sempre existiu e sempre vai existir. Eu
tenho para mim que faço, o que faço, por que gosto. Se alguém ta incomodado com meu trabalho
faço a seguinte pergunta: por que em vez de ficarem falando um monte de asneiras
em blogs ou em redes sociais não vão fazer um trabalho melhor que o
meu para mostrarem que tudo que estavam falando é verdade? Resumindo, eu não dou
a mínima para esses comentários.
Eu♥Livros: Vamos falar um pouco de “O Anjo Poeta” seu livro que foi lançado na Confraria
Fantástica, em junho, e que esteve na Bienal. Apesar de ser suspeita, porque
gosto da sua escrita, seu livro vale a pena ser devorado nos mínimos detalhes.
Então, eu gostaria que nos contasse como foi escrevê-lo, e desse aquele
gostinho ao nosso leitor de querer conhecer ainda mais sua obra.
E. K.: Como foi escrever “O
Anjo Poeta”? O que posso dizer... Foi uma das
melhores experiências que já tive. Não só
pela forma que ele foi escrito, mas também
pela várias criticas positivas que recebi. Tanto na Confraria, seu evento de lançamento,
como na Bienal do livro 2012. Por que
os leitores deveriam ler o
meu livro?
Por que as
pessoas acreditam em anjos? Esta é uma pergunta a qual não posso responder.
Posso, no entanto, afirmar que eles estão em todas as religiões do mundo; são
seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto,
não perdoam, já que não cabe a eles julgar. Anjos... Eles realmente existem.
Não apenas em produções do cinema, histórias em quadrinhos ou nos animes
(desenhos) japoneses. Tais seres vão além de mitos, símbolos ou nossa cultura
geral.
Então, pessoal, é isso! Quero agradecer a Rô pela entrevista, ao Eddy por ter aceitado participar de uma entrevista para nós do blog e a vocês que estão lendo.
Para saber mais sobre o Eddy(me sentindo a íntima, né?), conheça a página do autor no skoob, a rede social de leitores mais querida. <3
Então, pessoal, é isso! Quero agradecer a Rô pela entrevista, ao Eddy por ter aceitado participar de uma entrevista para nós do blog e a vocês que estão lendo.
Para saber mais sobre o Eddy
Ou o Blog
Por enquanto é só, em breve entrevista com o Markus Thayer, autor de Hathor! <3
Xoxo,
Julliana Passos.
Eu♥Resenhas: Esmera
Marcadores: A. P. Ribeiro, Editora Porto de Ideias, Eu ♥ Resenhas, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Resenha
Título Original: "Esmera".
Autor: A. P. Ribeiro.
Ano: 2010.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 168 páginas.
Editora: Editora Porto de Idéias.
Edição: 1ª edição.
"Esmera" nos chama de volta à infância e nos faz sonhar com um mundo de fantasia. A premissa da história não é inteiramente original, afinal esse meio já foi tão explorado que é complicado criar algo novo quando quase todos os recursos já foram utilizados. Porém, a história que A. P. Ribeiro construiu é muito fácil de nos encantar. O mundo de Esmera foi muito bem elaborado e os personagens são adoráveis.
Então, a história começa com uma mulher deixando uma criança sob a proteção de um padre. Alguns anos se passam e conhecemos Annia/Anika que é uma jovem que se sente deslocada e superprotegida sem razão aparente. Annia/Anika, no começo do livro, transmite uma aura de desconforto, infelicidade e desesperança. Mas tudo muda quando um gato falante pede para que ela o siga, pois os sete demônios marcados viriam buscá-la.
É bastante interessante a forma como a autora elaborou os personagens mágicos de Esmera. O gato falante mencionado acima é Mariska, uma das personagens que mais gostei, junto com Katherine e Iriard. Annia/Anika não é tão interessante porque ela ainda soa um pouco mimada e imatura no começo da leitura, mas devido a situação, a atitude se explica por si só. Com o passar o livro, Anika vai melhorando, mas ainda assim não se torna uma das minhas favoritas, devo confessar.
Esmera nos dá aquela sensação de estarmos vivenciando uma animação fantástica daquelas que víamos quando éramos crianças, nos faz sonhar. A. P. Ribeiro construiu uma trama curta e direta, sem muita enrolação e páginas soltas com diálogos vazios e desnecessários, ficando - assim - explicado o tamanho do livro. Esmera não precisa de nenhuma página a mais ou a menos. Do jeito que está, está ótimo.
E o final, ah, o final! Perfeito. Eu esperava até o tradicional clichê, mas a autora conseguiu dar o final certo para essa história, deixando o leitor satisfeito com o rumo da história. Eu, pelo menos, adorei o final. Não conseguiria imaginar nada mais adequado do que aquilo e olhem que minha mente é bastante fértil.
A capa de Esmera é bem bonita. O livro é bem acabado nos detalhes também, mas a revisão é ruim. Encontrei vários errinhos de digitação ou algumas trocas que a autora fez sem querer como o "obrigada" no lugar do "obrigado". Nada que uma segunda edição não resolva, mas vale mais atenção da próxima vez. Não dá pra deixar a revisão nas mãos do leitor, fica feio para a editora e para o livro. Porém esse não é um problema só dessa editora, não vou entrar em detalhes aqui porque pretendo abrir uma postagem para isso. Fiquem no aguardo.
Eu♥Resenhas: Yume
Marcadores: Eu ♥ Resenhas, Kamile Girão, Literatura Brasileira, Literatura Fantástica, Resenha
Título Original: "Yume".
Autor: Kamile Girão.
Ano: 2011.
Ano: 2011.
Número de Páginas: 364 páginas.
Editora: Editora Dracaena.
Edição: 1ª edição.
Yume conta a história de Nádia, uma adolescente não tão comum assim. Nádia mora na Alemanha com a mãe, ambas passam por dificuldades financeiras e Nádia aproveita-se do seu dom para a arte de desenhar para ajudar em casa. A maior parte do guarda-roupas da menina é composto por peças usadas por seus amigos, resultando num visual masculinizado em nossa protagonista. Nádia é bastante imaginativa e, constantemente, vive no mundo da lua, sonhando com lugares e rostos que nunca viu. Numa dessas, acaba se deparando com um belo rapaz em um sonho. Sonho que se repete por semanas. Então surge a proposta irrecusável que irá fazer girar a história ao longo do livro.
Yume não foi a primeira história que li de Kamile Girão e acho que isso colaborou para a minha facilidade em compreender o jeito da Kami de escrever e me fazer apreciar ainda mais este livro. Não sou puxa-saco nem nada, mas é que eu realmente gostei de Yume. Apesar de o comecinho ser meio morno por nós, leitores, estarmos ansiosos em saber quem raios é Adrien e como ele e Nádia irão se encontrar, porque eles fatalmente irão e isso é um fato que você deduz desde o começo do livro.
No começo nós temos dois cenários que, mesmo sem querer, se parecem: Berlim e São Paulo. Mesmo que em países diferentes, grandes cidades se assemelham. Seja pelo tom cinza e ambiente noir ou simplesmente pelo trânsito de milhares de pessoas. Dessa forma, nós temos dois opostos que se completam e - no fundo - nem são tão opostos assim: Adrien e Nádia.
Nádia aparenta ser uma menina animada e ela tem sempre uma resposta na ponta da língua. Mas, no fundo, conseguimos encontrar alguns tons de melancolia na personagem. Com a vida familiar e financeira conturbada, Nádia encontra seu refúgio em seus amigos e em seu mundo particular criado em sua mente e que pode trazê-lo para o nosso através de seus desenhos.
Já Adrien que vive o sonho imaginário de muitos adolescentes: tocar numa banda com amigos e fazer sucesso com as garotas, é apático e imprime em si um sentimento de vazio, como se tivesse perdido as esperanças e expectativas com a vida. Adrien não é feliz, percebemos isso desde a sua primeira aparição. Curiosamente ele me remeteu a um rapaz que conheci algum tempo atrás, mas prefiro não entrar em detalhes. É um personagem misterioso que só conseguimos compreender com o passar das páginas.
Eu poderia citar vários outros personagens que me chamaram à atenção, mas vou me reter a esses dois já que a história gira em torno deles (e porque eu não tenho a pretensão de fazer um estudo em cima do livro, nem dos personagens).
Yume, literalmente, surge como um sonho bom dentro desse meio literário. Gostei da forma como a Kamile construiu a história e manteve o suspense até o encontro dos dois. Mantendo sempre um clima leve e descontraído durante a leitura, nós chegamos até a parte final, onde a história rouba o nosso fôlego e só permite que respiremos novamente quando viramos a última folha. A criação desse mundo de horrores que surge na última parte do livro me deixou embriagada de fascínio com os detalhes elaborados pela cabeça da Kamile. É a parte do livro que lemos mais rápido. Eu, particularmente, me deixei guiar por entre as páginas finais como se estivesse num bote em um rio selvagem, descendo corredeiras sem saber o que me esperava pela frente. Porque essa última parte é assim. Nós simplesmente não sabemos como as coisas irão acontecer, torcemos pelo melhor e aguardamos ao lado de Nádia nessa sua aventura digna de uma adaptação de Tim Burton (só conseguia imaginar esse mundo adaptado por ele).
A forma como a autora envolveu Alemanha e Brasil, Nádia e São Paulo foi bastante legal, Yume também apresenta essa mistura étnica e cultural que existe aqui na nossa terra tupiniquim. Especialmente São Paulo que é mais que uma selva de pedra, é uma cidade feita por milhões de pessoas diferentes 24 horas por dia.
A Kamile também me surpreendeu pela escrita sofisticada, talvez para algumas pessoas soe estranho, mas é que a maior parte de YA's que eu já peguei para ler possuem uma escrita rápida e com descrições sutis e rasas (apesar de ser para um público mais jovem, não acho isso uma desculpa para o pouco esforço em melhorar a escrita de alguns escritores).
Não é como se ela rebuscasse a escrita, não. Por ter lido "Outubro" (sou VIP, cof cof) dela antes de "Yume! e que é um trabalho mais maduro, eu percebi em Yume que a escrita dela busca conversar com o íntimo do leitor, pelo menos foi assim que eu me senti nas duas vezes. Ao mesmo tempo em que estamos ali lendo a história, a história está conversando conosco e com as nossas memórias. Palavras suaves e passagens que nos levam a refletir e nos incluir na história, vivendo duas vezes o que está escrito ali: uma pelo personagem e outra por nós mesmos.
Agora vamos a parte da editora. Bem, a capa é muito bonita, embora não se encaixe tanto com a história de Yume em si, nos remete somente a uma passagem (pelo menos comigo foi assim) que foi o sonho que Nádia e Adrien tiveram, e só. O trabalho interno foi um pouco desleixado, os capítulos poderiam ter ganhado números e letras mais estilizados, sendo um livro Young Adult/Infanto-juvenil, acho que seria interessante para a própria editora criar esse tipo de chamariz para cativar o público-alvo que é bastante ligado em imagens. O livro também precisaria de uma revisão para retificar alguns errinhos (erros de revisão que têm sido constantes em muitas editoras pra ser sincera).
No mais é isso, é um livro de uma escritora não tão madura ainda nesse mercado e que ainda vai aprender e aprimorar muitas coisas em seu trajeto. No mais, um dos infanto-juvenis nacionais que mais gostei de ler e, por que não dizer internacional também? As pessoas acabam cobrando demais do autor nacional enquanto consome porcaria diária vinda do exterior. Vai entender, mas esse tipo de reclamação fica para outro post que está sendo preparado com bastante carinho (ou não).
Eu ♥ TOP 10: Heroínas Disney
Marcadores: Disney, Isabela Lima, Top 10
TOP 10: HEROÍNAS DISNEY
Em comemoração à estreia da 2ª temporada de Once Upon a Time, a
série americana que tem como temática os contos de fadas, inauguraremos essa
semana essa nova coluna, o TOP 10. E hoje será o TOP 10:Heroínas Disney. Gostaria de ressaltar que o meu critério foi por personalidade e atitudes, não beleza.
Quero ressaltar que é uma opinião MINHA, de Isabela Lima, então se não concordarem, ou não gostarem, estejam a vontade para discordar e opinar sobre o seu top 10.
1º) Belle – A Bela e a Fera
Não é por ser minha favorita,
mas uma mulher dos séculos passados, decidida, e cheia de atitude que nem ela
conquista qualquer um, afinal, quem teria coragem o suficiente de discutir de
igual pra igual com uma fera de 3 metros com dentes enormes e pontiagudos!?
2º) Mulan – Mulan
Meu filme favorito, imaginem, uma mulher acima de seu tempo.
Sabe que não se encaixa na vida feminina de seu tempo então veste-se de soldado
e entra para o exército para salvar o pai. Acaba salvando o país! E ainda
respeitada pelo imperador! Quer mais?
3º) Tiana – A Princesa e o sapo
A mocinha do século XXI. Tiana foi a 1ª heroína que pensa
primeiro no trabalho ao invés do amor. Enquanto ela é trabalhadora e esforçada,
o príncipe é um preguiçoso desocupado. Uma boa inversão de papeis que me fez admirá-la!
4º) Jasmine – Aladdin
Princesa brava, rebelde e cheia de atitude! Um oásis no
mundo persa. O que me fez admirá-la e amá-la foi que, por mais que ela não
tivesse força nem poderes, ela lutou com as armas que tinha para ajudar seus
amigos e amados.
5º) Pocahonatas – Pocahontas
Uma mulher que desde o inicio questionou e lutou pelo seu
destino. Queriam escolher seu caminho, mas ela quis seguir sua própria vontade.
Só isso já me faz admirá-la pela sua atitude e personalidade. Ela simplesmente se
pos à frente de uma guerra, e com sabedoria, parou a todos! Que mulher!
6º) Esmeralda – O Corcunda de Notre Dame
Ela é uma cigana, isso já diz muita coisa pra mim. Adoro
odaliscas e ciganas. Além da cena que ela é simpática com o corcunda, e dança
num lindo vestido vermelho toda poderosa e sensual. Nada supera ela cuspindo na
cara da morte! Por sua personalidade e sensualidade ela está aqui no Top 10.
7º) Nala – O Rei Leão
E esse Top 10 não é só feito de humanas. Aqui temos a leoa
mais poderosa! Nala desde pequena sempre seguia de igual pra igual com Simba,
brincavam juntos, discutiam e sempre rolavam juntos com ela SEMPRE ficando por
cima. Depois, crescidos, Nala deu o primeiro passo e mostrou pra ele seus
sentimentos... sim isso que é ter atitude!
8º) Ariel – A pequena Sereia
Muitos não gostam, mas eu gosto de admirar as mulheres que
lutam com as armas que tem. Ariel é uma sereia e se apaixona por um humano. O
que ela podia fazer pra lutar por esse amor? Vendeu a voz em troca de pernas
pra bruxa do mar, só qe isso quase trouxe desastre incalculáveis! Mesmo assim
eles lutaram pelo amor.
9º) Megara – Hercules
Megara não era heroína. Era uma anti-heroína, bem da
independente, sarcástica, irônica e abusada. Combina com o bonachão do
Hercules. Eles se completaram, ele a fez se apaixonar e ela fez ele virar o
homenzarrão que é! Por ser uma anti-heroína ela mercê estar nesse top 10!
10º) Jane – Tarzan
Jane não tem algo que a diferencie como as outras. Acho-a
engraçada e simpática (mesmo a dubladora tendo uma voz irritante) Acho-a
corajosa por ter tido a capacidade e sair a zona de ocnforto e ir se aventurar
na Africa e aceitando ficar la, no meio da selva por seu grande amor.
Espero que tenham gostado, e quem não corcodou, ou concordou diga sua opinião abaixo, e estejam a vontade para montar seu proprio TOP 10: Heroínas Disney!
xoxo
Isabela
Eu♥Resenhas: Anno Domini II
Marcadores: Andross Editora, Antologias, Eu ♥ Resenhas, Resenha
Título Original: “Anno Domini - Manuscritos Medievais II”
Autores: Vários.
Ano: 2011.
Páginas: 126.
Editora: Andross Editora.
Anno Domini é uma antologia de contos medievais da editora Andross, ao todo são 18 contos de, no máximo, 5 laudas.
Gostei bastante de alguns contos, em especial o conto "Factum Est" de O. A. Secatto, "A Cigana" de Rafael Leoni, "Da Terra aos Céus" de Rodolfo Santos e "Incubus" de Roxane Norris. Só não continuo listando porque se não vou falar todos os contos agora e não foi assim que planejei.
Apesar de existir uma temática definida e bastante utilizada já no meio literário e cinematográfico, no livro encontrei vários contos com enredos bastante originais e com personagens bem construídos. Foi uma grata surpresa.
O primeiro conto é "O Grito de Aron" e, apesar de utilizar um personagem bastante peculiar em histórias medievais: o bardo, a narrativa não me agradou. Não me entendam mal, mas utilizar o presente do indicativo durante toda a história soa cansativo. É como se uma ação seguisse a outra de forma imediata, na minha humilde opinião, fica uma narrativa corrida, portanto, desagradável. Eu gosto de saborear a história, as passagens e me perder por entre as linhas e personagens. Apesar dessa abordagem interessante, o enredo também soou um pouco confuso, talvez tenha sido por conta da narrativa. A única coisa que posso dizer é que esse conto não está entre os meus favoritos e infelizmente não é o melhor cartão de visitas para o livro.
O segundo conto é "A Escuridão" e apesar de trazer um lugar-comum das histórias medievais e alguns erros de pontuação, ainda assim, o enredo é interessante. A história aconteceu um pouco rápido demais para o meu gosto, mas gostei da forma que a autora tratou a jornada do herói até o final deste conto.
"Factum Est" foi a minha história favorita deste livro, quase empatando com um dos últimos contos que falarei mais a frente. Com uma boa narrativa e com personagens bem construídos aliados a uma escrita bem estruturada e um enredo emocionante, o conto correu como uma cena de filme em minha cabeça. Talvez tenha me impressionado porque o conto me surpreendeu pela abordagem voltada a religião católica. Ah, nada como o Clero para nos remeter à idade das trevas.
O quarto conto é "O Crime da Corte", gostei bastante da forma como a história seguiu, apesar de cair no cliché da paixão proibida com pitadas de inveja e intriga, foi interessante o desenvolvimento que a autora deu até o final da história.
Percebam que eu estou tentando ser o mais rápida possível na descrição e apenas introduzir as coisas que apreciei e não me agradaram durante a leitura. Contos são pequenos e se falarmos muito deles, podemos acabar revelando algo indevido. Eu é que não quero matar a surpresa que o livro pode proporcionar a vocês.
O quinto conto se chama "O Arqueiro e o Leão" e traz uma metáfora muito legal que faz mais sentido ao final do conto. Um dos que estão totalmente no meu top 10 deste livro. Bem escrito, história com um bom desenvolvimento e personagens bastante interessantes. Ao mesmo tempo em que encontramos o cliché do monarca que deixa o poder subir à cabeça, isso não mata a história, pelo contrário, dá o tempero perfeito para que a trama se desenrole de forma primorosa.
O sexto conto foi "Heliomachia: o advento da Lua" e foi o conto que menos me agradou durante a leitura. Não me levem a mal, mas é que a narrativa saía confusa e eu me perdia entre as linhas e me afogava em meio as informações e palavras jogadas ali no texto. Eu tentei lê-la pelo menos umas 3 vezes para entendê-la, mas foi em vão. Eu não entendi a mensagem que o autor quis passar, vai ver foi um problema comigo, vai saber. Mas o conto não me cativou, infelizmente.
"O Torneio" é o sétimo conto da antologia e nos traz um daqueles duelos pela mão da amada. Situação cliché, mas personagens originais e esse detalhe muda a forma como olhamos essa cena sempre tão utilizada em filmes e histórias dessa temática. Uma boa ideia a da autora.
O oitavo conto é da Roxane Norris e eu sou suspeita para falar porque sou fã incondicional da escrita dela antes de ela ser publicada, gostei bastante de "Incubus" (o título do conto dela nesse livro). Gostei muito das referências que ela utilizou e da forma que desenvolveu seu conto e a escrita, como sempre, bastante gostosa de se ler.
Gostei bastante também do nono conto "Pela Honra e Pela Glória", foi o primeiro conto que envolvia mais o tema medieval com a fantasia medieval em si, citando "raças" que costumamos ver em jogos de rpg medievais que encontramos afora. Orcs, elfos... estava esperando um em que eles dessem o ar de sua glória, encontrei nesse fabuloso conto.
Vamos adiante, só faltam mais 9 pessoal! Hahahaha!
O décimo conto se chama "O Lenhador" e embora o enredo não seja de toda originalidade do mundo (afinal essa temática é muito explorada), a forma como o autor elaborou sua história fez dela especial e é exatamente isso que importa. Gostei dos elementos utilizados no enredo.
"A Rainha Negra" está definitivamente no top 5, o décimo primeiro conto nos traz uma história que - para mim - soou original. Começa como um sonho bom e termina como um doce pesadelo. Bem escrito e desenvolvido, o final me surpreendeu.
Ah, esse conto está empatado no meu coração em primeiro lugar com o conto "Factum Est" mencionado lá em cima, esse conto - "A Cigana" - traz uma atmosfera deliciosa e sedutora. Eu poderia ler um livro com a personagem criada por Rafael Leoni. Conto bem escrito, personagem maliciosamente adorável e o final surpreendente. Muito bem desenvolvido o plot criado para esse conto.
"Cinco Minutos" traz um conto curtinho e bastante interessante. Confesso que eu não esperava encontrar um conto como esse nessa antologia. O décimo terceiro conto nos surpreende em suas últimas linhas.
O décimo quarto conto não poderia ser mais agradável. "Da Terra aos Céus" nos apresenta a um personagem que nós não vemos ser muito explorado por aí, bem, o protagonista é um anão. Eu gosto de anões. Um dos meus episódios favoritos da série Once Upon a Time é o episódio do zangado. Rodolfo Santos soube criar e desenvolver muito bem sua história e seus personagens. Viajei junto através dos céus e das aventuras que esse conto nos traz.
"O Pacto" de Mario Lopes nos brinda com uma história bastante original e com uma escrita adorável. O final soa um tanto previsível, mas não frustra o leitor. Um conto feito na medida exata para o suspense e para passar a mensagem desejada pelo autor.
Quase pulo sem querer o décimo sexto conto aqui na resenha, ironicamente ele se chama "Idade das Trevas: Talismãs Esquecidos", não duvidem da qualidade do conto, eu é que sou meio tapada mesmo. A história que nos é apresentada aqui é encantadora, bem amarrada e possui ótimos personagens, além de um enredo cativante.
O décimo sétimo conto foi bastante entusiasmante, em "O Papel do Falcão" encontramos uma história bem desenvolvida e com um final interessante. Achei o plot elaborado de maneira original e a escrita agradável.
Por fim, temos o conto "Avalon" do organizador da Antologia. Apesar dos pesares, não gostei tanto deste conto quanto de outros que li anteriormente, mas ele não deixa de ser especial. Fica difícil escolher os melhores dentre tantos contos que possuem abordagens tão diferentes e bem escritas de passagens da idade média. Esse soa diferente de todos que li anteriormente, é um conto que nós acabamos interiorizando mais a ideia que o autor quis passar. Acabei me questionando bastante durante a leitura.
E como estou há tanto falando do ranking, vou colocá-lo aqui, autores, não fiquem chateados. Eu gostei muito de muitos contos aqui e fica complicado escolher, mas por afinidade a algumas histórias, resolvi elaborar um.
- 1 - Factum Est
- 2 - A Cigana
- 3 - Da Terra aos Céus
- 4 - Incubus
- 5 - A Rainha Negra
- 6 - Idade das Trevas: Os Talismãs Esquecidos
- 7 - O Pacto
- 8 - O Arqueiro e o Leão
- 9 - O Papel do Falcão
- 10 - Cinco Minutos
- 11 - A Escuridão
- 12 - O Lenhador
- 13 - O Crime da Corte
- 14 - O Torneio
- 15 - Pela Honra e Pela Glória
- 16 - O Grito de Aron
- 17 - Avalon
- 18 - Heliomachia: o Advento da Lua.
Xoxo,
Julliana.
Eu ♥ Adaptações: Ponte para Terabítia
Marcadores: Eu ♥ Adaptações
Alô você. Hoje vou falar sobre a adaptação cinematográfica do meu livro infantil favorito (até o momento): Ponte para Terabítia. Mas antes de falar sobre ele, quero comentar uma coisa que esqueci de mencionar nas minhas duas últimas postagens, que é o seguinte: eu só pretendo falar de adaptações se eu já tiver lido a obra que a originou. É um critério que criei para essa coluna, porque eu - particularmente - não gosto de falar de uma coisa (no caso um filme) não conhecendo a sua origem (no caso, o livro que foi adaptado). Eu também tenho essa neura de sempre querer ler o livro antes de ver o filme, para poder compará-los e "interpretar" (na falta de uma palavra melhor) a história.
E se você está lendo essa coluna pela primeira vez, acho bom relembrar que essa é uma coluna totalmente livre de spoilers. Eu faço um grande esforço para não revelar nada que possa estragar a sua leitura ou o seu prazer de assistir ao filme pela primeira vez, então pode seguir adiante despreocupado.
Agora vamos ao que interessa. A história de Ponte para Terabítia foi escrita por Katherine Paterson, e publicada pela primeira vez em 1977, nos Estados Unidos. Ganhou a Medalha Newbery em 1978. Uma obra que se transformou num clássico da literatura estadunidense, em 2007 foi lançado um filme que se baseia neste livro. A seguir, o pôster e a sinopse da adaptação cinematográfica:
Inicialmente, a obra gira em torno de Jesse Aarons e sua família de origem humilde e que possui problemas financeiros, e mostra um pouco da vida do rapaz e como ele se relaciona com as pessoas ao seu redor (principalmente sua família, alguns colegas e uma determinada professora do colégio). Mas não demora muito para que Leslie Burke, uma garota que acaba de se mudar com sua família para a casa vizinha apareça e "atrapalhe" a vida de Jesse, em um primeiro momento (refiro-me à competição de corrida mencionada na sinopse).
Leslie é uma garota atípica. Ela e seus pais são bastante diferentes do comum, e graças a isso, a menina acaba sendo alvo de chacota na escola por algum tempo. Os pais dela são escritores, e se resolveram se mudar para a cidade de Jesse para buscar inspiração para trabalhar em um novo livro; e a garota acabou herdando a habilidade da escrita dos pais, enquanto Jesse é um desenhista e aspirante a artista que não gosta de mostrar os seus desenhos para os outros (exceto para uma pessoa). E o que acontece para que os dois se aproximem é que, em um determinado momento, Jesse "salva" Leslie de um "enorme perigo", e assim começa a amizade deles.
Após o início dessa amizade, os dois começam a brincar no bosque perto de onde moram, e encontram um riacho e uma corda velha pendurado um pouco acima dele. Quando os dois atravessam para o outro lado na corda, eles criam um lugar mágico que decidem chamar de Terabítia. Esse lugar imaginário é o modo como eles "escapam" da realidade que os cerca e da vida entediante que possuem. A princípio, Jesse não consegue "visualizar" esse mundo como Leslie, mas não demora muito para que Terabítia se torne um lugar real para os dois. E aqui cabe dizer que os dois usam seus talentos - de escrita e de desenho - para tornar esse lugar cada vez mais real.
Agora chega de falar da história. Algumas informações técnicas e curiosidades antes de prosseguir. Ponte para Terabítia é um filme de fantasia e drama de 2007 dirigido por Gábor Csupó, distribuído pela Walt Disney Pictures.
O roteirista David Paterson é filho de Katherine Paterson e a história original é baseada em partes da sua infância (a autora originalmente escreveu a história para o filho, para que ele superasse um trauma de infância, vejam só). Quando ele perguntou à mãe se poderia escrever um roteiro cinematográfico para o romance, ela concordou por conta da habilidade dele como dramaturgo. A produção do filme começou em fevereiro de 2006 e terminou em novembro. Grande parte das filmagens ocorreram em Auckland, Nova Zelândia, dentro de sessenta dias. A edição levou dez semanas, enquanto que a pós-produção, a mixagem e os efeitos visuais demoraram vários meses para serem concluídos.
"Bridge to Terabithia" recebeu críticas majoritariamente positivas; os críticos chamaram-lhe de uma adaptação fiel ao romance original (eu também achei, se alguém quiser saber), encontraram visuais dinâmicos e atuações naturais (eu tenho um pequeno problema aqui, que mencionarei mais adiante) que tornaram o filme ainda mais imaginativo. Foi indicado a sete prêmios, dos quais ganhou cinco Young Artist Awards.
Agora falemos sobre os personagens. Josh Hutcherson, que interpreta Jesse Aarons, é um ator relativamente famoso hoje em dia por ter interpretado Peeta Mellark em Jogos Vorazes, mas não conheço a obra (nem o livro, nem o filme), então não posso falar sobre eles. Eu acho que ele seja um bom ator, e que ele fez muito bem o papel do protagonista em Ponte para Terabítia, só acho que ele tem um único defeito: não saber chorar. Aqui entra o problema da "atuação natural" que mencionei no parágrafo anterior. Quem já assistiu ABC do Amor consegue se lembrar da cena onde ele "chora" escandalosamente em seu quarto? Meio forçado, não acham? Em Ponte para Terabítia há uma cena onde ele precisaria chorar também, mas... Não funcionou. O pior é que é uma cena chave da história (eu chorei no livro, confesso), mas o filme não conseguiu me levar às lágrimas por causa do choro forçado do rapaz.
As cenas que antecedem a do choro são muito bem retratadas, o sentimento de "choque" e "negação" são muito bem representados e todas as outras cenas onde ele expressa diferentes emoções (principalmente as cenas onde ele precisa se relacionar com o pai), são realmente ótimas. Provavelmente você que não conhece a história não sabe do que eu estou falando, mas como eu disse, essa é uma coluna free-spoilers, então vá assistir o filme! O único problema que eu vejo na atuação de Josh são as cenas mais dramáticas onde ele precisaria chorar...
Leslie Burke é interpretada por AnnaSophia Robb, e eu sou um grande fã dessa atriz por causa de alguns papéis bem mais pesados que ela já fez (A Colheita do Mal e Sleepwalking, principalmente). Eu particularmente acho que a Anna conseguiu suprir a "dramaticidade" que falta em Josh de uma maneira inesperada (e que eu não consigo explicar muito bem, mas vou me esforçar), porque não existe nenhuma cena envolvendo a garota que seja realmente dramática; mas existe uma cena onde ela e Jesse estão correndo de volta para casa na chuva que fica marcada na memória do espectador até o final do filme. Se estou deixando você, querido leitor, curioso, então estou cumprindo o meu trabalho, porque sei que ao final dessa postagem você estará louco para assistir esse filme, e no fim você acabará me agradecendo por isto.
Leslie é uma personagem fantástica. Totalmente criativa e original (tanto nas idéias quando nas roupas, o figurino dela é ótimo - e aqui cabe uma curiosiade: "no fim das filmagens, a atriz não queria devolver um dos pares de sapatos que usou em algumas tomadas, entretanto, ela apenas ganhou duas calças que usou no filme"). E acho que vale dizer que AnnaSophia Robb gravou uma música para a trilha sonora do filme. É uma música ótima e acho que é válido deixar o vídeo aqui para vocês poderem ouví-la. Já quero me adiantar aqui e dizer que a trilha sonora do filme é muito boa. Try é uma das minhas músicas favoritas, e está presente em uma cena do filme que eu adoro.
Eu só estou falando dos protagonistas, mas é claro que existem outros personagens na história. E agora falarei deles. Começarei com May Belle, a irmã caçula de Jesse que é interpretada por Bailee Madison. Antes de falar dela, quero dizer que Josh ganhou dois Young Artist Awards por sua interpretação como Jesse, AnnaSophia Robb também ganhou dois pela interpretação de Leslie Burke e Bailee Madison ganhou um prêmio pela atuação como May Belle. Jesse tem quatro irmãs, e tirando por Joyce Ann, que é apenas um bebê, May Belle é a mais nova delas, e é a única das irmãs de Jesse que o acompanha durante todo o filme, e também é a única com quem ele se sente confortável para conversar ou brincar. A garota praticamente idolatra o irmão, e isso fica bem claro durante o filme, mas como ela é mais nova, Jesse sente até um certo alívio quando começa uma amizade com alguém de sua idade, no caso, Leslie Burke. O que faz com que May Belle seja deixada um pouco de lado, e cria uma pequena rivalidade entre a menina e a nova amiga do irmão.
Bailee Madison é uma ótima atriz, e eu digo isso por ela ser muito jovem (ela tinha sete anos quando o filme foi filmado). Ela consegue passar o sentimento de idolatração e ciúmes de uma maneira bem natural e sincera, e eu não tenho reclamações a fazer a respeito dela. Em alguns momentos eu a achei meio irritante, mas no final acabei gostando dela. Não sei se isso acontece com todos, mas aconteceu comigo. As outras irmãs de Jesse são bastante secundárias, então não falarei delas.
Um outro grande personagem na história é o pai de Jesse, interpretado por Robert Patrick. O pai do garoto é dono de uma loja de ferramentas e é bem rígido com seu único filho, deixando-o responsável de várias tarefas na casa, porque no futuro, claro, ele quer que o filho tome conta da loja. Os dois tem uma relação difícil (como muito pais e filhos) e as cenas onde os dois estão juntos são, em determinado ponto, tensas. Jesse sente um certo ciúme pelo modo como o pai trata as irmãs e é um pouco frustrado porque o pai não demonstra interesse em seus desenhos.
Outra personagem marcante é a Ms. Edmunds, professora de música de Jesse, por quem o rapaz tem "um tombo" e que admira o seu trabalho como artista. A professora é interpretada por Zooey Deschanel, e aqui eu tenho outro problema. Eu acho que Zooey é uma mulher linda, absurdamente linda, mas eu não acho que ela seja uma boa atriz. Em Ponte para Terabítia ela faz um trabalho bastante apático, principalmente nas cenas mais dramáticas onde ela aparece totalmente inexpressiva.
Ainda há muitos outros personagens, mas agora vou apenas comentar brevemente sobre eles, porque esse post também está ficando gigante. Kate Butler interpreta a mãe de Jesse, uma mulher submissa que sempre fica à favor de suas filhas e de seu marido, deixando o filho marcado como "a ovelha negra" da família, mesmo que ele não queira ser. Janice Avery (Lauren Clinton) é a valentona do colégio com quem Jesse, Leslie e May Belle já se envolveram e tiveram problemas. Scott Hoager (Cameron Wakefield) e Gary Fulcher (Elliot Lawless) são dois garotos da turma de Jesse que gostam de implicar com ele e com Leslie. E, por fim, Bill Burke (Latham Gaines) é o pai de Leslie com quem Jesse tem um ótimo relacionamento (talvez o rapaz até o veja como um "substituto" para o pai, mas não cabe a mim dizer isso, é só uma teoria que eu tenho). A mãe de Leslie é uma personagem bastante secundária, e eu não tenho nada para falar sobre ela.
Então, é isso. Ponte para Terabítia é uma adaptação muito fiel à obra original com apenas alguns problemas de interpretação de alguns atores, mas que ainda assim é um dos meus favoritos. O filme possui alguns efeitos especiais fantásticos (provavelmente vocês vão se lembrar de Nárnia quando os virem, porque eu me lembrei, e não é por menos, porque "o nome Terabítia é inspirado em Terabinthia, uma ilha existente no mundo fictício de Nárnia e que é mencionada nos livros 'O Príncipe Cáspian' e 'A Viagem do Pelegrino da Alvorada', de C.S. Lewis). A trama pode parecer um pouco confusa e sem noção em um primeiro momento porque é um mundo imaginário criado por duas crianças, mas tudo o que eles criam está relacionado com a vida que eles possuem, e eu acho isso, de certo modo, fabuloso. O filme é bastante simpático e tem um tom um pouco mais dramático do meio para o fim, mas continua sendo excelente e, como eu disse no começo, é o meu livro infantil favorito até o momento.
Abaixo vocês podem conferir o trailer do filme, e se vocês estão mortos de curiosidade para saber como é essa história, fico feliz. De verdade. É uma obra fantástica e eu espero ter conseguido transmitir um pouco da minha paixão por ela para vocês. Desejo a todos um bom filme e até a próxima!
E se você está lendo essa coluna pela primeira vez, acho bom relembrar que essa é uma coluna totalmente livre de spoilers. Eu faço um grande esforço para não revelar nada que possa estragar a sua leitura ou o seu prazer de assistir ao filme pela primeira vez, então pode seguir adiante despreocupado.
Agora vamos ao que interessa. A história de Ponte para Terabítia foi escrita por Katherine Paterson, e publicada pela primeira vez em 1977, nos Estados Unidos. Ganhou a Medalha Newbery em 1978. Uma obra que se transformou num clássico da literatura estadunidense, em 2007 foi lançado um filme que se baseia neste livro. A seguir, o pôster e a sinopse da adaptação cinematográfica:
Jess Aarons (Josh Hutcherson) sente-se um estranho na escola e até mesmo em sua família. Durante todo o verão ele treinou para ser o garoto mais rápido da escola, mas seus planos são ameaçados por Leslie Burke (AnnaSophia Robb), que vence uma corrida que deveria ser apenas para garotos.
Logo Jess e Leslie tornam-se grandes amigos e, juntos, criam o reino secreto de Terabítia, um lugar mágico onde apenas é possível chegar se pendurando em uma velha corda, que fica sobre um riacho perto de suas casas. Lá eles lutam contra Dark Master (Matt Gibbons) e suas criaturas, além de conspirar contra as brincadeiras de mau gosto que são feitas na escola.
Inicialmente, a obra gira em torno de Jesse Aarons e sua família de origem humilde e que possui problemas financeiros, e mostra um pouco da vida do rapaz e como ele se relaciona com as pessoas ao seu redor (principalmente sua família, alguns colegas e uma determinada professora do colégio). Mas não demora muito para que Leslie Burke, uma garota que acaba de se mudar com sua família para a casa vizinha apareça e "atrapalhe" a vida de Jesse, em um primeiro momento (refiro-me à competição de corrida mencionada na sinopse).
Leslie é uma garota atípica. Ela e seus pais são bastante diferentes do comum, e graças a isso, a menina acaba sendo alvo de chacota na escola por algum tempo. Os pais dela são escritores, e se resolveram se mudar para a cidade de Jesse para buscar inspiração para trabalhar em um novo livro; e a garota acabou herdando a habilidade da escrita dos pais, enquanto Jesse é um desenhista e aspirante a artista que não gosta de mostrar os seus desenhos para os outros (exceto para uma pessoa). E o que acontece para que os dois se aproximem é que, em um determinado momento, Jesse "salva" Leslie de um "enorme perigo", e assim começa a amizade deles.
Após o início dessa amizade, os dois começam a brincar no bosque perto de onde moram, e encontram um riacho e uma corda velha pendurado um pouco acima dele. Quando os dois atravessam para o outro lado na corda, eles criam um lugar mágico que decidem chamar de Terabítia. Esse lugar imaginário é o modo como eles "escapam" da realidade que os cerca e da vida entediante que possuem. A princípio, Jesse não consegue "visualizar" esse mundo como Leslie, mas não demora muito para que Terabítia se torne um lugar real para os dois. E aqui cabe dizer que os dois usam seus talentos - de escrita e de desenho - para tornar esse lugar cada vez mais real.
Agora chega de falar da história. Algumas informações técnicas e curiosidades antes de prosseguir. Ponte para Terabítia é um filme de fantasia e drama de 2007 dirigido por Gábor Csupó, distribuído pela Walt Disney Pictures.
O roteirista David Paterson é filho de Katherine Paterson e a história original é baseada em partes da sua infância (a autora originalmente escreveu a história para o filho, para que ele superasse um trauma de infância, vejam só). Quando ele perguntou à mãe se poderia escrever um roteiro cinematográfico para o romance, ela concordou por conta da habilidade dele como dramaturgo. A produção do filme começou em fevereiro de 2006 e terminou em novembro. Grande parte das filmagens ocorreram em Auckland, Nova Zelândia, dentro de sessenta dias. A edição levou dez semanas, enquanto que a pós-produção, a mixagem e os efeitos visuais demoraram vários meses para serem concluídos.
"Bridge to Terabithia" recebeu críticas majoritariamente positivas; os críticos chamaram-lhe de uma adaptação fiel ao romance original (eu também achei, se alguém quiser saber), encontraram visuais dinâmicos e atuações naturais (eu tenho um pequeno problema aqui, que mencionarei mais adiante) que tornaram o filme ainda mais imaginativo. Foi indicado a sete prêmios, dos quais ganhou cinco Young Artist Awards.
Agora falemos sobre os personagens. Josh Hutcherson, que interpreta Jesse Aarons, é um ator relativamente famoso hoje em dia por ter interpretado Peeta Mellark em Jogos Vorazes, mas não conheço a obra (nem o livro, nem o filme), então não posso falar sobre eles. Eu acho que ele seja um bom ator, e que ele fez muito bem o papel do protagonista em Ponte para Terabítia, só acho que ele tem um único defeito: não saber chorar. Aqui entra o problema da "atuação natural" que mencionei no parágrafo anterior. Quem já assistiu ABC do Amor consegue se lembrar da cena onde ele "chora" escandalosamente em seu quarto? Meio forçado, não acham? Em Ponte para Terabítia há uma cena onde ele precisaria chorar também, mas... Não funcionou. O pior é que é uma cena chave da história (eu chorei no livro, confesso), mas o filme não conseguiu me levar às lágrimas por causa do choro forçado do rapaz.
As cenas que antecedem a do choro são muito bem retratadas, o sentimento de "choque" e "negação" são muito bem representados e todas as outras cenas onde ele expressa diferentes emoções (principalmente as cenas onde ele precisa se relacionar com o pai), são realmente ótimas. Provavelmente você que não conhece a história não sabe do que eu estou falando, mas como eu disse, essa é uma coluna free-spoilers, então vá assistir o filme! O único problema que eu vejo na atuação de Josh são as cenas mais dramáticas onde ele precisaria chorar...
Leslie Burke é interpretada por AnnaSophia Robb, e eu sou um grande fã dessa atriz por causa de alguns papéis bem mais pesados que ela já fez (A Colheita do Mal e Sleepwalking, principalmente). Eu particularmente acho que a Anna conseguiu suprir a "dramaticidade" que falta em Josh de uma maneira inesperada (e que eu não consigo explicar muito bem, mas vou me esforçar), porque não existe nenhuma cena envolvendo a garota que seja realmente dramática; mas existe uma cena onde ela e Jesse estão correndo de volta para casa na chuva que fica marcada na memória do espectador até o final do filme. Se estou deixando você, querido leitor, curioso, então estou cumprindo o meu trabalho, porque sei que ao final dessa postagem você estará louco para assistir esse filme, e no fim você acabará me agradecendo por isto.
Leslie é uma personagem fantástica. Totalmente criativa e original (tanto nas idéias quando nas roupas, o figurino dela é ótimo - e aqui cabe uma curiosiade: "no fim das filmagens, a atriz não queria devolver um dos pares de sapatos que usou em algumas tomadas, entretanto, ela apenas ganhou duas calças que usou no filme"). E acho que vale dizer que AnnaSophia Robb gravou uma música para a trilha sonora do filme. É uma música ótima e acho que é válido deixar o vídeo aqui para vocês poderem ouví-la. Já quero me adiantar aqui e dizer que a trilha sonora do filme é muito boa. Try é uma das minhas músicas favoritas, e está presente em uma cena do filme que eu adoro.
Eu só estou falando dos protagonistas, mas é claro que existem outros personagens na história. E agora falarei deles. Começarei com May Belle, a irmã caçula de Jesse que é interpretada por Bailee Madison. Antes de falar dela, quero dizer que Josh ganhou dois Young Artist Awards por sua interpretação como Jesse, AnnaSophia Robb também ganhou dois pela interpretação de Leslie Burke e Bailee Madison ganhou um prêmio pela atuação como May Belle. Jesse tem quatro irmãs, e tirando por Joyce Ann, que é apenas um bebê, May Belle é a mais nova delas, e é a única das irmãs de Jesse que o acompanha durante todo o filme, e também é a única com quem ele se sente confortável para conversar ou brincar. A garota praticamente idolatra o irmão, e isso fica bem claro durante o filme, mas como ela é mais nova, Jesse sente até um certo alívio quando começa uma amizade com alguém de sua idade, no caso, Leslie Burke. O que faz com que May Belle seja deixada um pouco de lado, e cria uma pequena rivalidade entre a menina e a nova amiga do irmão.
Bailee Madison é uma ótima atriz, e eu digo isso por ela ser muito jovem (ela tinha sete anos quando o filme foi filmado). Ela consegue passar o sentimento de idolatração e ciúmes de uma maneira bem natural e sincera, e eu não tenho reclamações a fazer a respeito dela. Em alguns momentos eu a achei meio irritante, mas no final acabei gostando dela. Não sei se isso acontece com todos, mas aconteceu comigo. As outras irmãs de Jesse são bastante secundárias, então não falarei delas.
Um outro grande personagem na história é o pai de Jesse, interpretado por Robert Patrick. O pai do garoto é dono de uma loja de ferramentas e é bem rígido com seu único filho, deixando-o responsável de várias tarefas na casa, porque no futuro, claro, ele quer que o filho tome conta da loja. Os dois tem uma relação difícil (como muito pais e filhos) e as cenas onde os dois estão juntos são, em determinado ponto, tensas. Jesse sente um certo ciúme pelo modo como o pai trata as irmãs e é um pouco frustrado porque o pai não demonstra interesse em seus desenhos.
Outra personagem marcante é a Ms. Edmunds, professora de música de Jesse, por quem o rapaz tem "um tombo" e que admira o seu trabalho como artista. A professora é interpretada por Zooey Deschanel, e aqui eu tenho outro problema. Eu acho que Zooey é uma mulher linda, absurdamente linda, mas eu não acho que ela seja uma boa atriz. Em Ponte para Terabítia ela faz um trabalho bastante apático, principalmente nas cenas mais dramáticas onde ela aparece totalmente inexpressiva.
Ainda há muitos outros personagens, mas agora vou apenas comentar brevemente sobre eles, porque esse post também está ficando gigante. Kate Butler interpreta a mãe de Jesse, uma mulher submissa que sempre fica à favor de suas filhas e de seu marido, deixando o filho marcado como "a ovelha negra" da família, mesmo que ele não queira ser. Janice Avery (Lauren Clinton) é a valentona do colégio com quem Jesse, Leslie e May Belle já se envolveram e tiveram problemas. Scott Hoager (Cameron Wakefield) e Gary Fulcher (Elliot Lawless) são dois garotos da turma de Jesse que gostam de implicar com ele e com Leslie. E, por fim, Bill Burke (Latham Gaines) é o pai de Leslie com quem Jesse tem um ótimo relacionamento (talvez o rapaz até o veja como um "substituto" para o pai, mas não cabe a mim dizer isso, é só uma teoria que eu tenho). A mãe de Leslie é uma personagem bastante secundária, e eu não tenho nada para falar sobre ela.
Então, é isso. Ponte para Terabítia é uma adaptação muito fiel à obra original com apenas alguns problemas de interpretação de alguns atores, mas que ainda assim é um dos meus favoritos. O filme possui alguns efeitos especiais fantásticos (provavelmente vocês vão se lembrar de Nárnia quando os virem, porque eu me lembrei, e não é por menos, porque "o nome Terabítia é inspirado em Terabinthia, uma ilha existente no mundo fictício de Nárnia e que é mencionada nos livros 'O Príncipe Cáspian' e 'A Viagem do Pelegrino da Alvorada', de C.S. Lewis). A trama pode parecer um pouco confusa e sem noção em um primeiro momento porque é um mundo imaginário criado por duas crianças, mas tudo o que eles criam está relacionado com a vida que eles possuem, e eu acho isso, de certo modo, fabuloso. O filme é bastante simpático e tem um tom um pouco mais dramático do meio para o fim, mas continua sendo excelente e, como eu disse no começo, é o meu livro infantil favorito até o momento.
Abaixo vocês podem conferir o trailer do filme, e se vocês estão mortos de curiosidade para saber como é essa história, fico feliz. De verdade. É uma obra fantástica e eu espero ter conseguido transmitir um pouco da minha paixão por ela para vocês. Desejo a todos um bom filme e até a próxima!
Eu ♥ Promoções: Promo Queridos Blogueiros
Marcadores: Eu ♥ Promoções, Promoção
Bom dia, queridos! Hoje eu vim trazer mais uma promoção para vocês. É a primeira vez que estamos participando de uma promoção em grupo. Quem sabe não participaremos de mais?
Blogs Participantes
- Regras
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- Divulgar a promoção no seu Blog.
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Datas de participação, resultado, e entrega dos prêmios.
- Participação: 25 de setembro
de 2012 a 30 de outubro de 2012
- Divulgação dos Resultados:
Até 48 horas após o termino.
- Envio dos Prêmios: os blogueiros podem enviar os livros no prazo máximo de 40 dias após o contato com os vencedores!
O Primeiro sorteado levará os livros: "Cem toques Cravados" + "A Batalha do Apocalipse" + Marcadores.
O Segundo sorteado levará os livros: "A arte da imperfeição" + "Garota Replay" + Marcadores.
O Terceiro sorteado levará o livro: "A Hospedeira" + Marcadores.

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