Projeto Editorial: Editora Literata
Marcadores: Editora Literata, O Castelo Montessales, Projeto Editorial, Susy Ramone
Projeto Editorial
por Roxane Norris
Susy
Ramone
autora
Susy Ramone é uma autora extremamente simpática e fofa, que eu tive a oportunidade de conhecer e trazer para vocês nesse último dia de Projeto da Editora Literata. Quem quiser conhecer essa autora e nosso diagramador, Rochett Tavares pode estar passando este sábado depois das 14Hrs no Pier 1327, na Vila Dona Mariana.
Agora vamos desvendar os segredos dessa autora...
1 – Você é professora de
Inglês, cursou Faculdade de Letras, o que trouxe dessa sua bagagem para “O
Castelo Montessales”?
S.R: Bem, comecei a aprender
inglês aos oito anos de idade. Aos dezesseis, já era monitora em uma escola de
idiomas e aos dezoito já lecionava. O curso de letras só veio mais tarde, o que
despertou em mim o desejo de escrever em prosa. Durante a adolescência eu
costumava fazer poemas. Sempre tive certa facilidade com as palavras, mas até
então jamais havia me passado pela cabeça a possibilidade de criar histórias.
Foi durante uma aula de
teoria da literatura que comecei a rabiscar um conto. Ele acabou ficando muito
longo e se tornou um livro; O anjo maldito.
Depois eu comecei a
construir histórias curtas. Os contos que fiz, os livros que li e as criticas
que recebi me trouxeram uma valiosa bagagem literária. Graças a esta bagagem eu
escrevi o Castelo Montessales. Acredito já ter encontrado uma identidade
própria ao que se refere ao meu modo de escrita. Porém, minha expectativa
futura quanto às composições dos meus textos, é que esta bagagem seja ampliada.
Para isso é preciso ler muito e escrever sempre.
2 – Em “O Castelo
Montessales” você não aborda somente o tema sobrenatural. Trata de conceitos
sociais muito amplamente discutidos nos dias atuais como o abuso sexual. Como
foi trabalhá-lo dentro do contexto de seu livro, e como vê essa temática
trabalhada no âmbito acadêmico? Há alguma correlação implícita?
S.R: É importante ressaltar que
os habitantes do Castelo não têm a menor possibilidade de se reunir em
sociedade fora dos arredores. Estando presos, não podem compreender que o
incesto é um tabu em quase todas as culturas. Não encaram a endogamia como
pecado, mas sofrem por saber que os ataques abusivos não vêm diretamente das
pessoas com quem vivem. Os homens são manipulados, têm seus corpos possuídos
por Antony, um fantasma cujo objetivo é procriar. Ele precisa dar continuidade à
linhagem por um motivo específico. Toma os corpos dos homens e vai plantando
filhos nas mulheres, com ou sem o seu consentimento. Eles não se lembram
depois, e elas amargam a violência sofrida por não poderem culpar os seus parentes.
A maioria das mulheres sabe quem é o verdadeiro agressor e os pobres homens nem
sequer sonham terem um dia abusado de suas meninas.
Infelizmente sempre
estivemos cercados por uma realidade vergonhosa. Os abusos sexuais são frequentes,
mas mais frequentes também se tornaram as denúncias. Obviamente ainda existem
vítimas que, por inúmeros motivos, se calam. Tenho percebido, porém, que as
crianças e jovens estão cada vez mais instruídos quanto aos seus direitos.
Através da mídia em geral, dos pais e professores, eles encontram segurança
para denunciar qualquer abuso que venham a sofrer, seja ele de caráter físico
ou moral.
Trabalhar esta temática no
livro foi por vezes doloroso, principalmente por saber que em algum lugar, alguém
pode estar passando por problema semelhante. Mas eu diria que não existem
correlações com a vida real, uma vez que os monstros que habitam a humanidade
sabem muito bem o que estão fazendo, ao contrário dos personagens, que são
marionetes nas mãos de uma força oculta.
3 – Bruxas, fantasmas,
elementos mágicos. Isso por si só já apimenta uma trama, mas você descreve
cenas eróticas no livro. Algum cuidado especial lhe passou pela cabeça na hora
de compô-las? Até que ponto o horror se mistura ao prazer na trama?
S.R: Cuidados foram tomados, sem
dúvida. Apesar de escrever para adultos, eu sei que muitos de meus leitores são
adolescentes. Muitas das cenas eróticas que descrevi, estão subentendidas.
Acredito não ser necessário o uso de palavras de baixo calão para narrar uma
cena de sexo. O objetivo principal é oferecer ao leitor, além de uma história,
a possibilidade de imaginar. Às vezes o indizível é bem mais atraente do que o
explícito. Contudo, devo admitir que há, sim, algumas passagens mais picantes,
mas nada que o meu filho de quinze anos não saiba ou não possa ler.
Quanto à mistura de horror e
prazer, cada personagem tem o seu próprio ponto de vista ao que se refere aos
abusos. Uma sobrinha apaixonada pelo tio, por exemplo, não encara o assédio de
forma dolorosa. O horror maior e mais cruel é aquele que vem contra a vontade,
com violência, tirando a dignidade das mulheres, cuja única alternativa é se
calar. Mesmo compartilhando a mesma dor, elas receiam ser humilhadas pelas
outras e acabam guardando, durante anos, o peso dos seus segredos.
4 – Fala um pouco do
processo de criação dos personagens de “O Castelo Montessales”.
S.R: A primeira personagem que
criei foi Manoela Montessales. Uma mulher portuguesa que nasceu em 1540 e
levava uma vida tranquila até conhecer o espírito de Antony. Ele transmitiu a
ela os seus conhecimentos e antes que Manoela percebesse, já estava envolvida
em enrascadas e fugindo dos inquisidores.
Na época, eu estava lendo A
Hora das Bruxas de Anne Rice. Inspirada na família Mayfair eu passei a traçar o
perfil das personagens da família Montessales. A árvore genealógica abrange o
período da Inquisição Portuguesa que se estende até 1821.
Com esta turma eu fiz alguns
contos. A semelhança com os Mayfair, porém, jamais passou da construção das
personagens. Os enredos dos contos sempre foram bem distintos, de modo que o
leitor não pudesse relacionar as duas famílias, caso eu não revelasse.
Então, um dia, o que era
para ser um texto curto se transformou no livro. Tracei outra árvore
genealógica da linhagem nos dias atuais, e são essas pessoinhas que o leitor
encontrará nas páginas do Castelo. Elas descobrirão que a herança deixada pelos
seus antepassados vai além de um fantasma. Compreende uma promessa feita na
Idade Média. Promessa que os levará a desvendar os mistérios que os cercam e os
motivará a romper o ciclo de desgraças que Manoela os colocou.
5 – Como foi a sua busca por
uma editora que investisse no seu livro tanto quanto você?
S.R: A primeira publicação de um
autor é sempre a mais difícil. Tendo passado anteriormente por uma editora, eu
já sabia exatamente o que eu queria e o que eu não queria para o meu segundo
livro.
Fiz uma pesquisa, colhi
informações com outros escritores e analisei as melhores opções. Só então
enviei os originais para a editora Literata, que para a minha surpresa
respondeu rapidamente. Entretanto, a resposta que recebi não foi bem a que eu
esperava. O editor me explicou que as edições daquele ano e do próximo já
haviam sido fechadas. Perguntou se eu podia esperar e eu, mesmo desanimada,
disse que sim, que esperaria.
Voltei a me dedicar aos
contos do blog e aos textos para as antologias. Na semana seguinte, Eduardo
Bonito, o editor, me escreveu dizendo que havia lido o Castelo e gostado
bastante. Por este motivo, o publicaria já no inicio de 2012. Fiquei muito
feliz. Escolher a sua editora e ser recebido por ela, é realmente muito
gratificante.
6 – Vou abrir esse espaço
para você falar mais um pouco do seu livro e deixar um recado para o autor que
está começando agora. Pode ser até mesmo uma dica que ache essencial.
S.R: Quanto ao Castelo
Montessales, há muito o que falar. Por este motivo, convido a todos para conhecer
este universo em www.montessales.blogspot.com.br. No
blog eu conto como surgiu a ideia, falo das personagens, dos envolvidos no projeto
e disponibilizo os contos avulsos da saga das bruxas; aqueles que precederam o
livro. Lá também tem o prefácio de Alfer Medeiros e a sinopse de Georgette
Silen, além de outras curiosidades.
Para o autor que está
começando, eu digo que a perseverança jamais pode faltar. Se o que você faz é
realmente bom, (e não porque a sua mãe falou, mas porque você já recebeu
críticas sérias) então vale a pena persistir. E mesmo que não esteja bom ainda,
mas você sabe que é verdadeiramente isso o que quer, vale a pena persistir
também. Lembrando que para escrever é preciso ler. Com o tempo, os olhos vão
percebendo as falhas nos textos antigos. E isso é muito bom. Significa que a
bagagem ampliou e que você evoluiu. Escreva sempre, tenha disciplina. Participe
das antologias de contos e jamais desanime com os “nãos” que vão surgir. É
assim com todo mundo. O que não parece bom hoje, pode beirar à perfeição
amanhã. Nessa eterna busca, eu também vou caminhando. Se eu vou chegar lá algum
dia, não sei. Mas ninguém pode me acusar por não ter tentado. Tudo o que é
feito com amor e dedicação é sempre recompensado, não tem erro.
Aproveito para agradecer
novamente sua atenção e lhe desejar muito sucesso pelo “O Castelo Montessales”
Obrigada Roxane! Gostei
muito de participar. =)
Nós é que agradecemos sua participação, Susy. E desejamos muitoooo sucesso para ti!
Merry Meet!
Roxane Norris
Coluna CNA: Lhaisa Andria
Marcadores: Almakia, Coluna CNA, Editora TRADICIONAL MODO, Lhaisa Andria
SINOPSE
Em um mundo onde existem pessoas
com capacidades extraordinárias vivendo em uma sociedade abastada e
preconceituosa, desde pequena Garo-lin foi uma garota deslocada: uma
vilashi frequentando o exclusivo Instituto de Almaki Dul’Maojin. Mesmo
sendo tratada como uma simples e inevitável pedra no caminho dos
orgulhosos almakins, engole todo o seu senso de justiça, tendo por único
objetivo terminar sua educação e voltar para sua vila. Porém, devido a
um incidente, ela se vê presa pelas circunstâncias e, dali por diante,
todo o seu destino está nas mãos dos temidos Dragões de Almakia.
Personagens
Garo-lin Colinpis: vinda
do povo vilashi, um grupo de descendentes de imigrantes rejeitados e
ignorados dentro do Domínio de Almakia, descobre ser capaz de usar
almaki de fogo quando pequena. Aos doze anos recebe a permissão da
Sociedade Almakin para frequentar o Instituto Almaki Dul’Maojin e
aprender a ser uma manejadora sem representar perigo para todos. Tendo
crescido de forma livre no Vale Interior, ao estar presa pelos Portões
Negros em meio à ostentação dos almakins, precisa conter seu senso de
justiça diante da ditadura estabelecida pelos Dragões de Almakia.
Kidari Chanboni: aluna
estrangeira vinda do reino de Kodo, a primeira fora dos Domínios de
Almakia a demonstrar ter almaki. Além do fato já surpreendente de vir de
fora, a kodorin entra para o Instituto Dul’Maojin no quinto ano mesmo
não tendo noção alguma sobre como manejar seu almaki de raio. Da mesma
forma que Garo-lin, se torna uma excluída entre os alunos, e esse fato
em comum faz com as duas sejam amigas.
Krission Dul’Maojin: herdeiro
e Guardião do Segredo do Família de Fogo, além de ser o Líder dos
Dragões de Almakia. Por ser o maior representante da Sociedade Almaki
dentro do Instituto Dul’Maojin, ninguém contraria suas decisões, e ele
tem liberdade para comandar tudo o que está dentro dos Portões Negros
como se fosse uma prévia do que será seu futuro em Almakia.
Vinshu Zawhart: herdeiro
e Guardião do Segredo da Família de Raio. Apesar de ser o mais
inteligente dos Dragões, mantêm a postura rígida e as certezas do meio
de rivalidades em que vive. Pode manejar almaki de raio para cura, o que
o deixa atrás apenas do herdeiro Dul’Maojin em questão de importância
como Dragão de Almakia, e por isso assume a liderança dos Dragões na
ausência do Krission.
Nu’lian Gillion: o
último Guardião do Segredo da Família de Água é um mestiço de mãe
almakin e pai integrante da Família Real de Almakia. Apesar de fazer
parte da realeza e ser conhecido também como o Dragão Real, seu Segredo é
um grande problema que o impede de poder acreditar em qualquer coisa
para o futuro. Mesmo sendo a escolha certa para o comando do Governo
Real de Almakia, Nu’lian não pode lutar contra o preço a se pagar.
Sumerin Gran’Otto: herdeira
e Guardiã do Segredo da Família de Metal, é a única garota Dragão do
Instituto. Vinda de uma próspera família de construtores, não tem o
privilégio de ter uma história antiga como família representante de um
almaki dentro de Almakia. Porém, apesar da sua personalidade mimada, sua
capacidade a colocou no mesmo patamar que os outros herdeiros, sendo a
primeira Dragão dos Gran’Otto.
Benar Sfairul: herdeiro
e Guardião do Segredo da Família de Vento. Cresceu isolado da Sociedade
Almakin por viver nas geladas montanhas da Região norte de Almakia,
lugar de fronteira que sempre trouxe uma má imagem para a Capital de
Vento da qual a sua Família é a patrona. Apesar do isolamento dos
Sfairul trazer uma reputação sinistra ligada a esse nome, a forma alegre
de ele agir
Particularidades da Obra
Mesmo dentro dos limites do Domínio de Almakia, lugar de origem dos primeiros almakins, nem todos nascem com o dom de usar um dos Sete Poderes Elementares, a principal característica desses descendentes da antiguidade.
Esses poderes, representações do que podemos encontrar na natureza em todos os domínios existentes, estão presentes no sangue e conservado nos clãs dos almakins. Assim como o ar está naturalmente para nossos pulmões, o almaki está naturalmente para seu manejador. Possuir a capacidade de manejar uma dessas representações equivale a ser dono perpétuo de algo importante, e estar acima de qualquer um… Consequentemente, essa capacidade também desperta a consciência de ser alguém grandioso.
Sabedores de que a união de seus poderes resultaria na soberania do povo almakin sob o restante dos habitantes de outros domínios, os manejadores-antepassados iniciaram um tempo de escuridão e preconceito. Juntamente com a expansão de seus limites territoriais e a submissão do que consideravam seres inferiores, defendiam a ideia de que pessoas comuns – que não possuíam um almaki, segundo eles – não mereciam permanecer na então denominada Almakia, a não ser por caridade e por servidão.
Assim, Almakia se tornou um império, admirado, temido, absoluto e puro. O que ninguém poderia imaginar era que esse absolutismo começaria a ruir por dentro, a partir do seu próprio
orgulho. Mais rápido do que poderia ser previsto, os almakins puros
foram se extinguindo através da cobiça e conspiração, e os que restaram
encontraram uma única solução: dar início a uma nova era.Cerca de mil anos depois, em um Domínio maisdesenvolvido e mais comercial, os variados descendentes dos almakins antigosainda existem e mantém costumes e tradições, procurando não cometeremos mesmos erros que seus ancestrais e guardando seus Segredos.
Por isso, através do tempo, ao invés de imporem seu comando à força, eles sutilmente usaram suas habilidades para obter um poder mais abrangente e irrevogável: o econômico. Os almakins voltaram a ser soberanos pelo simples fato de não existir meios de viver sem eles e os benefícios do que faziam.
O preconceito do passado, todavia, ainda predominava, principalmente entre aqueles que podiam dizer com orgulho que seu almaki vinha imaculado através dos tempos, e o guardavam como um tesouro de muito valor. Essas poucas famílias detentoras de tal pureza zelavam por suas posições, se considerando superiores a todos os outros seres em Almakia, e tratavam de preservar e controlar todo o conhecimento relacionado aos Segredos Almakis, sendo conhecidas como as Grandes Famílias. E, no intuito de garantir que seus herdeiros continuassem nesse mesmo caminho, uma Instituição de ensino almaki fora fundada na Colina Maojin, um dos lugares mais afastados de todos aqueles que não possuíam poderes, por um famoso manejador da Família de Fogo Dul’Maojin, almakins predominantes da região. Não demorou para que esse lugar de estudos ficasse conhecido com o mesmo nome, e para que logo atraísse pessoas de todos os cantos da Almakia, fundando ali a Capital de Fogo, que passou a ser um dos centros comerciais mais desenvolvidos de todo o Domínio.
Da mesma forma, no restante de Almakia o exemplo da Capital de Fogo foi seguido, e ao redor das Grandes Famílias almakins, cidades foram edificadas. Não podiam competir com a Capital de Fogo e sua representação de poder, mas também, não se refreavam em deslumbrar os visitantes com toda a pompa possível. Assim, surgiram as Capitais Almakis, cada uma com sua importância e a sua especialidade, segundo a Família que era sua patrona.
Entre as geladas montanhas do norte ficava a Capital de Vento, dominada pelos Sfairul. Ao oeste, no Vale das Pedras, uma das regiões mais áridas, o centro da Capital de Metal era representado pela família Gran’Otto. Localizada nos Altos Vales Rochosos, na Região sudeste, onde o Almakia termina no mar, a Capital Real ainda é considerada um importante centro de liderança e diplomacia mesmo que seu funcionamento não seguisse sua teoria.
Assim, em volta dessas Grandes Famílias, a sociedade do Domínio, composta principalmente por almakins, de vários níveis, e pessoas comuns, voltara a ter o brilho de outrora, de uma forma mais organizada e cheia de exuberância.
Contudo, mesmo com todo o seu passado de grandeza e a elaborada estrutura que construíram, ainda desprezando quem não lhes eram iguais ou inferiores, os almakins não podiam garantir o controle sobre os Sete Poderes. O conhecimento começava a partir do momento em que a história dos manejadores passou a ser escrita, e não no princípio do almaki. Não havia uma explicação de como surgira, o motivo de surgir e como se manifestava nas pessoas.
Adquiira o primeiro volume dessa história aqui: Almakia - A vilashi e os dragões
Merry Meet
Roxane Norris
Projeto Editorial: Editora Literata
Marcadores: Editora Literata, Equipe Eu ♥ Livros, Jorge Luiz Nogueira, O Legado Entre Anjo e Vampiros
Projeto Editorial
por Roxane Norris
Jorge Luiz
Nogueira
Autor
Jorge Luiz é uma pessoa extremamente simpática. Estive com ele no lançamento de seu livro aqui no Rio, na Nobel Via Brasil, e nossa amizade se iniciou. Eu fico muito feliz de poder ceder esse espaço a ele, mas acreditem, já estava cedido antes mesmo de nos conhecermos, foi mera coincidência.
O livro dele é uma delícia e, em breve, teremos resenha!
Obrigado, querido, pelo carinho com que nos recebeu em seu coração!
Bora saber mais sobre o Jorge e sua obra, "O Legado entre Anjos e Vampiros", que será dividida em cinco volumes... Isso mesmo, cinco volumes!!!
Não desanimem, amores, porque é uma delícia ler o Jorge!
1 –Você já foi ator, fez adaptações de textos para teatro e
cinema, conta como foi que se tornou escritor para gente.
J.L: Sempre gostei de escrever. Desde criança escrevia e
lia meus textos em aniversários, festas de natal, formaturas. As pessoas sempre
curtiam meus textos. Nunca planejei entrar no meio literário, foi algo que
simplesmente aconteceu. E quando vi já estava aqui, e envolvido demais para
desistir.
2 – Seu processo de criação do “O Legado entre Anjos e
Vampiros” foi extenso, cerca de cinco anos pelo que já vi você comentando. 800
páginas de início... Bem, minha curiosidade está em como surgiu a trama para um
livro tão extenso?
J.L: Eu posso dizer que o livro não nasceu pronto. Foi
muito complexo e meio de repente. Tudo começou quando me preparava para uma
prova de história ainda no ensino médio, eu estudava em um colégio meio
rigoroso (Média 8) e como sempre gostei de história tinha mais facilidade com a
matéria. Lembro-me que estava estudando idade média e renascimento, e eu
pensei: “Eu poderia escrever um livro nesse período”. Uma amiga minha me apoiou
na hora, e no dia seguinte já tinha escrito a cena de Catharynne (Quem leu
sabe). Até então não tenha falado de vampiros, sequer anjos. As coisas foram
acontecendo, as personagens evoluindo. E mais coisas foram surgindo. Parece
loucura mas quem escreveu o livro não foi eu, de uns anos pra cá, as
personagens tinham vontade própria e foram as responsáveis por tudo. Quanto ao
número de páginas foi algo que me surpreendeu também, mas não tive como evitar,
o tema que trato é muito complexo e jamais conseguirei trabalhá-lo em um livro
curto. Acabou que essas 800 páginas sofreram muitas mudanças ao longo de seis
anos, e acabei dividindo em dois volumes esse total.
"O
legado é a chave que Yamc precisa para encontrar respostas. Que relações
ele teria com essas guerras? Como os apócrifos de Enoque podem fazer
parte de seu passado, presente e futuro? Que relações há entre os sete
selos do apocalipse de João com a herança de Enoque? Como os herdeiros
podem subjugar a bíblia? Como os magos, antigos sacerdotes Egípcios
puderam se infiltrar nessa guerra?"
3 – Você fala de Caim, o livro de “Enoque” – um dos Apócrifos,
que são temas, por assim, dizer religiosos. Quais outros elementos você
pesquisou para compor seu livro e seus personagens?
J.L: Os Nefilins, criaturas hibridas provindas do
cruzamento de anjos caídos com as mais belas virgens da Terra.
4 – Como você definiria o processo de criação do “O Legado”?
J.L: Complexo, divertido, misterioso, empolgante, e
estressante em alguns momentos. (Risos). E continua sendo um pouco de tudo uma
vez que ainda estou no terceiro livro. Pretendo fechar com cinco livros no
máximo.
5 – Sendo um autor iniciante, gostaria que nos revelasse como
foi seu caminho até encontrar uma editora que apostasse no seu trabalho tanto
quanto você.
J.L: Foi árduo. Só quem passou por isso sabe como é.
Graças a deus conheci a Editora Literata que me abriu as portas para o meio
literário! E se hoje as pessoas estão lendo o livro, devo agradecer ao Eduardo
Bonito, meu editor e amigo! Valeu Dudu!
6 – Vou abrir agora um espaço para você falar da sua obra e
deixar uma dica para aquele autor que está começando como você.
J.L: A dica parece meio clichê, mas é: NÃO DESISTA! Foi
o que eu fiz! E hoje estou aqui. Quanto ao livro, prometo que valerá muito a
pena investir seus dois dígitos nele. Não vou me prolongar quanto ao livro que
sou suspeito a dizer, mas até agora tive boas críticas e estou trabalhando
muito para que os próximos sejam melhores, em seus volumes respectivos! rs
Equipe do Eu ♥ Livros deseja á você todo sucesso do mundo e agradece sua participação nesse projeto!
Onde encontrar o autor e sua obra :http://olegadoentreanjosvampiros.blogspot.com.br/
Merry Meet!
Roxane Norris
Projeto Editorial: Editora Literata
Marcadores: Capista, Editora Literata, Projeto Editorial, Renato Klisman
Projeto Editorial
por Roxane Norris
Parte IV – Capista
Renato Klisman
Essa é a fase em que o autor vê o rostinho do filhote! Acho que é a que remete ele ao serviço completo; mas também é o cartão de visita do autor e o convite da obra. Vamos ver o que o Renato nos diz sobre isso?
1 – Como vejo opiniões
diversas sobre a importância das capas dos livros, e até mesmo como o autor e a
editora encaram esse processo, gostaria de saber quais são realmente as funções
de uma capa de livro?
R.K: Bom, na minha opinião, uma
capa de livro tem a função de, em primeiro lugar, chamar a atenção do leitor.
Não quero dizer com isso que ela deve ser espalhafatosa e chamativa, mas
alguns detalhes são essenciais, dependendo do publico que se procura alcançar.
Em segundo lugar, ela deve
trazer em si a essência do livro, algumas trazem isso de maneira mais rápida,
outras tem todo um contexto por trás, que necessitam a leitura para o
entendimentos.
Em terceiro, e não menos
importante, uma capa tem a função de deixar um livro mais bonito, organizado.
Penso que um livro sem capa, é como um corpo sem pele. Ninguém quer nem chegar
perto.
2 – Sendo um profissional de
criação, como vê a tarefa de um designer de capas?
R.K: Posso definir em uma palavra?
Difícil.
Conseguir traduzir a
essência de 100, 200, 500 páginas em uma única imagem não é nada fácil. As
vezes o autor chega com algo quase pronto em mente, mas muitas vezes, é
necessário todo um trabalho conjunto para chegar num acordo, que satisfaça
tanto o designer quanto o autor.
O pior mesmo, acho que é
refazer, refazer e refazer. Tem alguns momentos que você pensa: “Oh god, não
aguento mais!”.
Porém eu sempre digo, quanto
mais difícil o trabalho com uma capa, mais satisfatório é o resultado final.
3 – Em linhas gerais, como
definiria seu processo de criação?
R.K: O Processo eu diria que
começa usando o coração do autor, a essência do livro e a alma do capista.
Tudo o que vir depois, nada
mais é que a união desses três.
4 – Eu noto que muitos
capistas trabalham com Briefings (um
tipo de dossiê do livro, pontuando dados relevantes da obra), por ser a melhor
forma de unir a ideia do ator-editora e repassá-la a você. Todavia, eles variam
muito em qualidade e quantidade de informações. O que seria um briefing eficiente
na sua opinião?
R.K: Eu não costumo trabalhar com
Briefings.
Gosto de conversar com o
autor, sou mais do estilo Brainstorm, onde as ideias vão fluindo, e não ficamos
presos a certas informações. Imaginar é tudo, quanto mais novidades, estilos,
imaginação, melhor.
Assim, posso ir questionando
o que realmente necessito para criação, sem ficar barrado por algumas poucas
coisas que vem em um briefing.
5 – Mesmo contando com essa
“ajuda”, que outros fatores você leva em consideração na composição do seu
trabalho?
R.K: Imaginação, sentimentos,
amor ao trabalho. Tanto por parte do autor, quanto por parte do capista.
Gosto daquela empolgação de
estar ajudando a dar cara para mais um “filho” de um autor, que por hora, acaba
sendo meu também. Hehe.
Não gosto de mecanicidade,
onde é tudo pré-programado. Não gosto de seguir padrões, variar pra mim é tudo.
Assim, consigo aumentar meu nível de abrangência de criação.
Podendo criar capas para
ficções hiperfantásticas, romances, poesias, contos, crônicas e muito mais.
6 – Destaque um ponto que
seja relevante no momento em que está compondo a capa. Aquele pequeno (ou
grande) detalhe que você classifica essencial e que precise de um cuidado
especial. Ele existe?
R.K: O amor, é tudo. Criar uma
capa, como coração frio, sem paixão por aquilo que você está fazendo, bom, pra
mim não existe. Muitas vezes brigo com os autores, debato, exponho pontos, uso
garras, dentes, e tudo mais que eu tiver disponível para defender uma ideia.
Sempre, é claro, buscando chegar num acordo entre os dois.
A emoção que isso causa é
indescritível, e as pulsações quando você finalmente vê tudo começando a se
concretizar, é algo que não dpa muito para definir.
Só posso dizer que amo, cada
uma das minhas capas, pois querendo ou não, há uma parte de mim em cada uma delas.
7 – Em seu tempo de trabalho
com capas, já teve que refazer alguma? Como encarou isso?
Várias. Pra Vida Toda, da
Nanda Meireles e Marcada a Fogo, da Josy Tortaro, foram as piores.
R.K: Eu e as autoras discutíamos
ideias, trocávamos imagens, letras e tudo mais que você imaginar.
Me lembro que Pra Vida Toda
foi tão hard, que uma hora a autora quase chegou a desistir. Mas eu insisti,
briguei, e bom, o resultado final foi incrível.
Marcada a Fogo começou, meio
que como uma diversãozinha, mas logo se tornou sério e, bom, fiquei quase um
mês desenvolvendo aquela capa.
8 – Algum que tenha sido
extremamente trabalhoso? E qual trabalho feito para esta editora que gostaria
de pontuar como destaque?
R.K: A mais trabalhosa, acho
mesmo que foi a de Pra Vida Toda, porque houve uma hora que nada parecia dar
certo, e foi bem aí que a versão final surgiu e impactou a todos.
Entre os trabalhos da
Literata, acho que foi o Marcada a Fogo, pelos motivos da questão anterior e,
bom, ela foi meu trabalho pioneiro na literata. Se houve outros depois, foram
consequências desta.
9 – Vou, agora, pedir suas
considerações gerais sobre a entrevista, e aproveitar para agradecer em nome do
Eu<3Livros por sua atenção e boa vontade de participar desse projeto.
R.K: Bom, eu A-M-E-I a entrevista
e, só me resta agradecer e dizer que vida de capista não é fácil. Muitos me
perguntam, como me tornei capista. Só respondo que, bom, nem eu mesmo sei. Foi
naturalmente, consequências do blog e do meu livro, um dia eu simplesmente me
toquei: “Oh God, sou capista *-*”.
E, um dos pontos legais
desta entrevista foi que, acabei por descobrir pontos sobre mim que nem mesmo
imaginava, hehe. Encerro-a feliz, sabendo que realmente amo meu trabalho e,
torço para que as pessoas gostem dele.
=*
P.S: Estou nas redes sociais
com:
Twitter: @rkbooks e
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Meu livro no face: https://www.facebook.com/LivroDom
Meu blog no face: https://www.facebook.com/booksrk
E a página no face onde posto
meus trabalho, entre banners, capas e ilustrações (Isso aí, virei ilustrador
u_u, basta olhar no álbumdo Crônicas da Fantasia): https://www.facebook.com/designrk
Renato, quem agradece a oportunidade sou eu, em nome do blog, e deixo nossas portas abertas a você... Obrigada!
Merry Meet
Roxane Norris
Coluna CNA: Thayane Gaspar
Marcadores: Coluna CNA, Princesa de Gelo, Thayane Gaspar
Thayane Gaspar
"A Princesa de Gelo"
"Eu sou a pessoa mais volúvel que eu conheço, eu mudo toda hora, não dá
para enjoar ou se cansar de mim. Eu vejo o mundo por meio de uma
narração na minha cabeça, como se a rotina fosse um livro sendo escrito e
descartado quando desinteressante. Não dá para me descrever sem pensar
em escrever, eu fui escrita, rabiscada e inventada. Escrita, rabiscada e
inventada por mim mesma."
Sou carioca, e não combino com o clima do Rio. Sou amante do rock, mas casada só com as letras. Sou uma rebelde contida. Sou uma utopia real."
Essa foi Thayane Gaspar por si mesma.
Porém, que tal conhecermos essa carioca mais um pouquinho? Com esse intuito, eu trouxe uma entrevista fresquinha com ela... Bora conferir?
1 – Olá Thayane é um prazer
está te recebendo nessa coluna dedicada ao CNA, e de início, gostaria muito que
nos falasse um pouco sobre você e o que te levou a ser escritora.
T.G: Eu que agradeço a oportunidade!
Eu não sei responder quando eu comecei, acho que foi desde sempre. Escrever para mim era uma coisa tão natural que eu não entendia como aquilo podia ser natural para mim e não para outras pessoas. Eu comecei a prestar atenção nisso entre meus 8, 10 anos, quando eu ganhei uma série de concursos literários no colégio e as pessoas passaram a chamar a ação de escrever de “dom”. Eu sempre disse que não sou eu quem inventa história e escreve, são as palavras que os fazem. Elas sussurram dentro de mim e pedem ajuda para existir, por isso eu as escrevo. E aos 14 anos, eu tive muito tempo para ouvi-las e me dedicar a elas, foi quando eu escrevi o meu primeiro “livro”. E desde então as palavras dependem de mim para existir, e eu delas.
2 – Ter o livro editado e
publicado é o sonho de todo escritor, nesse momento ele passa a ser autor. De
que forma esse sonho passou a ser realidade para você? Foi algo inusitado?
T.G: Sim, foi. Num dia qualquer, minha mãe
estava contando como tinha orgulho das coisas que eu escrevia e dizia que um
dia eu ia publicá-las e ser alguém no universo da literatura. Alguém ouviu o
discurso da minha mãe, e acreditou em mim. Apostou no meu talento como um tiro
no escuro, e tratou de todas as formas a me ajudar a abortar um sonho, e
transformá-lo em realidade. E duas pessoas foram esse alguém e mudaram minha
vida de um dia para o outro sem nunca terem lido sequer um texto meu. Mas leram
em mim que eu merecia a publicação e o incentivo. Quando eu vi a capa do meu
livro pronta da maneira que eu sempre idealizei e as palavras bem ordenada nas
frases, ele se pareceu com os livros dos meus autores favoritos, e eu pensei:
“Enfim, eu sou autora!” Eu nunca foi
esquecer aquela sensação, era como se finalmente as pessoas iam ler tudo aquilo
que eu tinha para escrever. Eu nunca vou conseguir agradecer o suficiente a
Paula e ao Márcio.
Ela fugia do amor como
algo necessário à sua sobrevivência..."Alessa não tinha um coração!
Acredite, é verdade! Até nos momentos em que a adrenalina prevaleceu em seu
sangue fazendo-o trabalhar mais rápido, ela o negou; deveria ouvi-lo bater ou
ao menos senti-lo, mas era como se seu coração não fizesse mais nada além de pulsar
o sangue para que o corpo, ligado a uma alma mórbida, continuasse respirando.
Feitiço. Magia.
Encanto. Poções. Bruxaria??? - Não! Apenas um coração e sua simplória
maldição."
3 – Seu livro “Princesa do
Gelo” tramita entre o fantástico e o drama, como foi trabalhar isso?
T.G: Eu
simplesmente não pensei no que as pessoas iam pensar sobre o livro. Acho que
essa foi a chave para a sinceridade e a pureza nos sentimentos dos personagem.
Acredito que seja por isso também, que eu consegui abordar um assunto delicado
como o suicídio, ser fiel as suas motivações e mergulhar no drama e no universo
de que não tem nada a perder. A sensação de trabalhar isso seria a de medo
pelos tópicos abordados, mas eu abordei como se os personagens estivessem
diante de uma máquina de mentiras e não pudessem mentir ou camuflar seus
sentimentos.
4 – Queria que você nos destacasse um trecho que acha relevante para nos apresentá-la.
T.G: "Eu sei o quanto isso é irrelevante; entretanto, no dia do encontro
com Lacrov, amontoei expectativas embaixo do meu tapete cristalino e
frio, sentindo-me como uma garotinha de sete anos cujo pai promete
comprar sorvete e não cumpre. E no dia seguinte, quando ele volta a
recitar aquela promessa, a garotinha acredita novamente. E irá acreditar
quantas vezes mais ele prometer a ela. Porque ela o ama."
Eu
escolhi esse trecho pois acho que isso é uma qualidade minha. Eu ainda
acredito nas pessoas e no amor que as une, o meu livro mostra como a
vida pode se transformar quando nós fazemos isso.
5 – O mercado editorial
brasileiro está se expandindo rápido nos últimos anos, como você vê o CNA interagindo
com ele nesse campo?
T.G: Eu vejo o CNA acreditando
nos autores independentes. E eles acreditam nas pessoas talentosas, e esse
talento faz o restante do trabalho. O CNA da o espaço, o incentivo e as
ferramentas que os autores precisam para serem inseridos no mercado, e as
coisas seguem um curso natural até o sucesso.
6 – Queria te agradecer o
tempo cedido a nós para esse bate-papo gostoso, e deixar esse espaço para suas
considerações e, claro, uma forma de encontra-la na net. Nosso blog estará
sempre de portas abertas para recebê-la. Até!
T.G: Muito obrigada pelo bate-papo!
Eu espero que os leitores gostem da Princesa de Gelo, porque se a Alessa não tem um coração, eu tenho. E ele foi impresso em cada página do livro!
Facebook da autora: www.facebook.com/thayane.gaspar
Blog: www.thaytopia.blogspot.com.br
Vale à pena conferir!
Roxane Norris
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