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Eu ♥ Entevistas: Markus Thayer



Olá amores!!

Hoje trouxemos para vocês uma entrevista com Markus Thayer o autor de " Hathor". A Julliana foi quem a fez, então vamos acompanhar um pouquinho o que esse Novo Talento tem a nos desvendar sobre seus escritos.


E♥L:Fale um pouco sobre você, suas metas, sonhos, motivações...
M.T: Eu sou uma pessoa que gosta muito de ler, desde romances até livros extremamente técnicos.  Adoro escrever ficção cientifica e gosto de colocar elementos como suspense e mistério para temperar a história.

Gosto muito de música e procuro não fazer distinção por gêneros ou estilos, na verdade o que eu busco em uma música, de um modo geral, é uma boa harmonia e uma bela melodia. Assim num dado momento posso estar ouvindo  Tchaikovsky e no momento seguinte Guns N’ Roses. No que diz respeito à pintura eu sou fã de Salvador Dali. Uma outra grande paixão é fazer programas para computador, principalmente em linguagem JAVA e PHP.  No mundo da ciência admiro os trabalhos  de Albert Einstein, Niels Bohr, Erwin Schrödinger entre outros.

Sou um entusiasta pela vida. Acredito que cada um de nós é um universo em movimento. Criamos e recriamos a nossa realidade em função dos nossos pensamentos. Penso que a nossa vida é extremamente importante para todo o Universo. Não estamos aqui por acaso.

Somos cocriadores e inventamos um universo novo à medida em que vivemos.


E♥L: A vida nos leva a vários caminhos e, durante essa jornada, qual caminho te levou a Hathor? O que te inspirou? 

M.T: A historia de Hathor é interessante. A ideia surgiu em meados de 1995 quando eu assisti um documentário sobre genética. Nessa época o livro foi parcialmente escrito. Contudo, por falta de tempo o projeto foi engavetado.

Foi, mais ou menos, fim de 2009 que o livro começou a ser reescrito, colocando elementos novos e modernizando a ideia inicia. Hathor chegou às livrarias em outubro de 2010. O processo todo foi maravilhoso e carregado de emoções.



E♥L: Há algum livro a caminho que devemos esperar ansiosos? Fale a respeito.
M.T: Para o próximo ano pretendo publicar, em ebook, a continuação de Hathor. Cujo título, muito provavelmente, será: Hathor e o enigma de Almaquem.

Este livro irá fechar a história e vem carregado de temas para reflexão, tanto no contexto psicológico como no contexto científico. Aguardem.



E♥L: "Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas", Markus, o que você pensa que seja necessário para que o Brasil tenha mais leitores e valorize mais o autor nacional? O que você mudaria nesse cenário literário atual?
M.T: Eu acredito que idéias não têm nacionalidade, são um patrimônio da humanidade, assim encontraremos obras maravilhosas escritas por brasileiros, ingleses, alemães, americanos, enfim por todos.

O Brasil é belo em todas as suas dimensões e o povo brasileiro é maravilhoso. Tem sido imenso o carinho que recebo das pessoas. Acredito que com a chegada dos ebooks, os leitores terão mais acesso a grandes obras tanto nacionais como internacionais.

O importante é ler, alimentar o espírito com bons conhecimentos, ocupar a mente com pensamentos nobres e edificante e, com isso, encher o coração com sentimentos superiores como paz, felicidade e amor
.



E♥L: Você também é o idealizador do List Me, certo? Como foi o processo de criação dessa rede social verde-e-amarela? Conta pra gente :D
M.T: Na verdade, eu apenas fiz os programas que compõe a rede social listme. 

A grande idealizadora foi a Kamila Denlescki, que apareceu um dia com a ideia e convenceu a todos sobre a utilidade da rede.

Foram meses de desenvolvimento e testes. Aproveito para salientar que a Mel também teve papel importante em todo o processo. Tanto na análise de novas ideias como na divulgação do listme.com.br.



E♥L: Durante a leitura de Hathor e o seu blog, notei a valorização do pensamento como forma de atrair boas energias (não sei se me expressei bem), mas no básico seria isso: o pensamento como forma de energia. De que forma isso o inspirou/inspira e como tudo isso surgiu?
M.T: Os estudiosos em mecânica quântica tem se deparado com algumas situações difíceis de explicar.  Tudo leva a crer que a mente do observador altera o estado do objeto que está sendo observado.

Em outras palavras, novos ramos da ciência começa a acreditar que os nossos pensamentos interferem no nosso mundo físico.

O pensamento é, certamente, uma poderosa forma de energia. Acredito que aquilo que chamamos de “realidade” é na verdade a manifestação da somatória de nossos pensamentos passados. 

Assim, se queremos alterar a nossa realidade, precisamos primeiro alterar a nossa forma de pensar.

Controle seus pensamentos. Todos sabemos que não é tarefa fácil. Mas é uma tarefa possível. E você só precisa de você para isso. Encha a sua mente com pensamentos bons e o Universo irá lhe retribuir com uma realidade cheia de paz, alegria e amor.



E♥L: O que devemos esperar mais para a frente?
M.T: Estamos trabalhando fortemente na segunda versão do listme, que promete melhor navegação e mais funcionalidades.

Pretendo, logo após lançar a continuação de Hathor, escrever um novo livro que já está em processo de estruturação.



Breve sinopse de Hathor:

John McBrian é estudante de engenharia e tem uma vida normal até encontrar um antigo mapa na biblioteca do King's College. Acompanhado de seu professor e de seu melhor amigo, ele cruzará o oceano com o objetivo de chegar até onde o mapa aponta: a Serra do Roncador, no Brasil.

Perseguidos por pessoas misteriosas e atormentados pela incerteza, eles serão movidos pela coragem e pelo desejo de possuir o maior de todos os tesouros.

Mas existe algo que ninguém sabe:

Apenas John tem a chave!
  

Leia o primeiro capítulo aqui




Obrigada Markus pelo carinho em nos responder 
Nós, do Eu ♥ Livros lhe desejamos todo sucesso do mundo! 

Julliana Monteiro

Coluna CNA: Anna Leão


 A Autora:


Formada em Comunicação Social, Anna Leão se dedicou muito à arte, como o teatro e a dança. Nesta última também se profissionalizou, dentro da dança contemporânea, dança do ventre e dança-terapia. Cursou a Escola de Dança de Angel Vianna, no Rio de Janeiro.

Mãe de duas meninas, Anna se dedica cada vez mais à sua escrita. É colunista do site Templo de Avalon, idealizadora do blog Metamorfose e já colaborou com seus artigos para o jornal impresso, carioca, Por do Sol.
Anna tem três trabalhos publicados em livro. Em dezembro de 2008, a escritora teve algumas de suas poesias selecionadas para a antologia Letras no Brasil – X, da Taba Cultural. 

No ano seguinte, Anna Leão lançou o primeiro livro da saga A Rainha da Floresta. Em abril de 2011 foi a vez do segundo volume, A Rainha da Floresta e a Deusa da Terra. No momento, Anna escreve o terceiro e último volume desta trilogia, com lançamento previsto para o ano de 2012. 

Anna gosta de escrever, desde pequena. Ela diz que para ela é a melhor forma de se expressar, forma pela qual ela pode soltar sua imaginação e mergulhar em outros mundos. No entanto, nem só de sonho vive Anna. Ela afirma se conhecer melhor quando escreve e passar seus valores e aprendizados:
— Eu me conheço melhor quando escrevo e ganho também conhecimento, além do autoconhecimento. É como se acendesse uma luz! Quando leio o que escrevi, eu me pergunto: como eu sabia disso?! Mas a inspiração é assim, como um sussurro em nossos ouvidos, como uma canalização, como se não viesse da gente, e talvez não venha! É o Awen dos celtas; aquela força divina e invisível que anima, que entusiasma, que traz vida, que faz o mundo girar!
Outros grandes interesses na vida de Anna, que a acompanham desde muito jovem, são a magia e a espiritualidade. 

Estudou astrologia e várias doutrinas espirituais. Mas foi no paganismo, em Lughnashad de 2005, que Anna se sentiu em casa. Ela segue e estuda o paganismo celta, buscando e vivenciando suas origens e ensinamentos. E procura sempre deixar claro que nada faz sentido se não vem de dentro. "A espiritualidade é única para cada Ser. Por mais que duas pessoas sigam o mesmo caminho espiritual, este caminho vai ressoar de forma distinta para cada um", afirma Anna.



 









SINOPSE:
A Rainha da Floresta é um gostoso convite para o mundo da magia. Nele o leitor encontra a história da princesa Anaís, que se descobre uma bruxa. Por conta disso, a jovem herdeira do Reino das Joias se vê obrigada a fugir do reino no dia de seu noivado, refugiando-se na Floresta das Sombras, vítima de uma maldição. A partir daí, a princesa parte para uma grande aventura onde vivencia seu processo de iniciação, autodescobrindo-se e conhecendo a magia e o seu passado ancestral.
Recheada de personagens interessantes, como o misterioso Grande Mago, a obra mostra a importância de sermos nós mesmos e encontrarmos nosso lugar no mundo; o que faz da Rainha da Floresta um livro para todas as idades.

SINOPSE:
A Rainha da Floresta continua sua saga no segundo volume dessa trilogia. Em "A Rainha da Floresta e a Deusa da Terra" a autora Anna Leão leva a rainha Anaís ao Reino da Terra. Precisando fazer renascer pedras e plantas extintas por Friúza, a fim de promover a cura para um belo e doente rapaz da Floresta da Lua, Anaís precisa encontrar a Deusa da Terra. Paralelamente a isto ela ainda terá que lidar com o misterioso desaparecimento do Grande Mago e com a verdade de seu próprio coração. Uma aventura cheia de emoção e profundidade, com encontros fascinantes, como com o Homem Verde e a Dama do Lago. Uma jornada intensa, cheia de magia, aprendizados e surpreendentes revelações, onde a capacidade de liderança da Rainha da Floresta é posta à prova.




A autora, apesar de ter começado seu trabalho de forma independente, será lançada ano que vem pela MODO Editora.


Acesse o site da autora para saber mais sobre suas obras e lançamentos:
http://www.annaleao.com.br/ 


Merry Meet!

Roxane Norris





Vida de Otome: MeruPuri



Olá, queridos leitores! Semana de provas da faculdade está aí, então resenharei um mangá que é bem curtinho e simples: MeruPuri.

Jeile, Alam na forma criança e Aili.


MeruPuri é um Shoujo da autora Matsuri Hino, a mesma de Vampire Knight, é licenciado no Brasil pela editora Panini e possui quatro volumes.  Preciso dizer que é um dos meus mangás favoritos e, definitivamente, tem a cena de beijo mais linda do mundo s2!

Aili Hoshina é uma colegial que sempre sonhou em formar a família perfeita com o amor da sua vida. Um dia, no caminho da escola, ela deixa cair seu espelho em forma de septagrama sem perceber, que é uma herança de família. O que Aili não sabe, é que esse espelho é uma passagem entre o nosso mundo e o mundo mágico de Aster, e ela é descendente de uma princesa de lá. Na volta da escola, ela encontra um garotinho que aparenta estar perdido, e o leva pra casa, descobrindo que ele age de forma mimada.

O nome desse garotinho é Aster-ae-Daemonia Eucarystia Alam, e ele é o príncipe de Aster que veio fugido de seu irmão mais velho, Jeile, e usou o espelho como passagem. Jeile jogou um feitiço em Alam que faz com que, quando fica escuro, ele envelheça e se torne um adolescente de idade próxima a de Aili. É claro que eles se apaixonam, embora com uma certa relutância inicial da parte de Aili, já que ele ainda é uma criança, e devem passar por vários desafios para ficarem juntos. Entre eles, o fato de Jeile se apaixonar pela Aili e falar que ela será sua primeira esposa, ou o povo de Aster ser contra, porque a ancestral de Aili é acusada de traição ao reino.

Alam na forma adolescente.


De início, você se assusta ao ler o mangá, porque pode parecer pedofilia aos nossos olhos e culturas ocidentais, mas ao decorrer da história, você vê que a personalidade do Alam é bem madura pra idade dele e, spoiler alert, a Aili espera ele ter idade para eles se casarem no final.

A cena mais linda do mangá!


Em relação ao traço, é um dos mais bonitos que eu já vi, e a história segue um ritmo sem as enrolações que vemos em muitos shoujos por aí. Eu realmente recomendo, é fofura do início ao fim.

E é isso, essa semana foi uma resenha bem curtinha, mas no meu próximo post espero fazer algo mais elaborado e falarei sobre um shonen, já que até agora foquei mais em mangás para meninas. Também espero estar formada, porque depois de quatro anos estudando sem nunca ter pego uma DP, ninguém merece reprovar, neah?

Beijos e até a próxima!

Eu♥Resenhas: Chamas de Sangue - The Burns


Título Original: Chamas de Sangue ~ Série The Burns
Autores: M.L. Bastilho.
Ano: 2011. 
Número de Páginas: 
Editora: Literata.
Edição: 1ª Edição.


The Burns conta  a história de Débora Spencer, uma aspirante a atriz que acaba fazendo papéis que não condizem com seus planos e sonhos. Fazendo mais um papel em um filme B de vampiros e no papel da mocinha ingênua - para não dizer estúpida - Débora se sente cada vez mais frustrada e sem chances de sair do fundo do poço. Suas únicas fontes de alegria são Rodrigo, seu melhor amigo e conselheiro e sua linda cachorra da raça labrador. Até que  em uma noite, um convite pronunciado na hora errada (ou certa!?) muda tudo.

Marcos Burns entra em sua vida, a mata e depois a faz renascer para a noite como uma vampira. Débora se vê completamente perdida dentro desse novo mundo e essa nova sociedade que tem suas próprias regras. Qualquer passo fora da lei é motivo para uma cabeça rolar, Débora aprende isso da pior maneira possível durante a sua jornada no primeiro volume da trilogia.

Em The Burns existem clãs e um conselho formado pelos líderes dos clãs mais poderosos, entre eles o clã Burns - é claro. A forma como a autora criou a estrutura da sua sociedade vampiresca me remeteu um tanto a Vampire Knight em alguns pontos, mas nada que matasse a história. Muito pelo contrário. 

A personagem principal, Débora, é um tanto caricata em determinados momentos e chega a ser não só irritante, mas definitivamente chata, porém ela vai melhorando ao longo do livro (mesmo!). A indecisão sobre qual Burns ela quer acaba se tornando massante em certas partes e nós queremos estrangulá-la por fazer o Marcos sofrer tanto (coitado!).

Gostei bastante da parte que mostra o passado e história dos pais dos irmãos Burns, pois esses pequenos capítulos interferem bastante na visão do leitor sobre os dois irmãos, dando tons humanos aos vampiros principais da saga criada por Bastilho.

Certamente esse é um Young Adult bastante divertido e que eu não esperava que pudesse me agradar tanto. A escrita decorre bastante leve e a história é bastante dinâmica.

Vale ressaltar que a edição que tenho em mãos é a primeira e ela está com vários errinhos de revisão e a diagramação e o tamanho da letra são de matar qualquer leitor. Espero que numa segunda edição a editora em conjunto com a autora possam elaborar um livro mais agradável aos olhos na parte interior. Dar um espaço entre a margem e o começo do texto é algo essencial. Ninguém aqui gosta de ler arreganhando livro nenhum, aposto!

Marcos Burns, se tiver cansado da Debby, estamos aí! (Hahahaha, brincadeira! Mas não deu pra resistir :D)

Eu ♥ Especiais: Criaturas Fantásticas - Zumbis



Estreando a série de posts sobre os seres que saíram das páginas dos livros para tomarem conta do nosso imaginário, eu vos apresento os dançarinos de Michael Jackson. Mortos-vivos! Cadáveres ambulantes! Mastigadores em decomposição!

Enfim, esse é o nosso dossiê literário sobre zumbis.












“Outros monstros podem ameaçar humanos individuais, mas os mortos vivos ameaçam toda a raça humana …. Zumbis são os limpadores de ardósia.” Max Brooks
 



ORIGEM 

Bem antes do eterno Rei do Pop inspirar o mundo a imitar os passinhos de Thriller, ou da marcha arrastada dos mortos-vivos nos filmes de George A. Romero ganharem as telonas, os zumbis já estavam por aí. E não apenas no sentido figurado – mortos reanimados são reais para muita gente.

De acordo com o folclore haitiano, um feiticeiro é perfeitamente capaz de trazer uma pessoa do túmulo. Claro que, para isso, há todo um ritual envolvido. O feiticeiro, ou bokor, precisa fornecer uma poção venenosa à pessoa que será dada como morta e enterrada. Algum tempo depois, o feiticeiro desenterraria a vítima e reclamaria controle sobre o corpo, que passaria a obedecê-lo cegamente, sem consciência própria. Esses zumbis haitianos não dão a mínima para devorar cérebros alheios. O conceito era fazer um cadáver de marionete - o que não deixa de ser assustador. Segundo os haitianos, para livrar o zumbi dos comandos do bokor e levá-lo de volta à cova era preciso alimentá-lo com sal.


Tal lenda atraiu a curiosidade científica de um certo etnobotânico de Harvard chamado Wade Davis. Na década de 80, Davis viajou até o Haiti para tentar descobrir o quanto de verdade havia por trás desse burburinho. Dois livros bem controversos nasceram ali.

Em A Serpente e o Arco-Íris (1985) e Passagem das Trevas: A Etnobiologia do Zumbi do Haiti (1988), Davis afirma que os feiticeiros destruíam as funções motoras e o raciocínio lógico do ser humano através da injeção diretamente na corrente sanguínea de toxinas extraídas de peixes e moluscos. As pessoas submetidas ao envenenamento entrariam em um condição inicial de morte, parecido com animação suspensa, despertando em estado psicótico que as levariam a acreditar que estavam efetivamente mortas. Para Davis, a forte crença popular serviria para empurrar a vítima para sua “condição de zumbi”, acarretando em comportamento deprimido e hábitos viciosos (como passear em cemitérios e outras esquisitices supostamente características do cotidiano de um zumbi despertado).

A comunidade científica considera esse estudo tendencioso e crédulo demais para ser levado a sério. O envenenamento pelas substâncias sugeridas por Davis tem entre seus sintomas: enrijecimento dos membros, dormência, náuseas e pode levar uma pessoa à morte – mas nada que explique o comportamento característico de um morto-vivo ou o suposto controle mental exercido pelo feiticeiro.

Aprovada cientificamente ou não, essa lenda afro-caribenha é considerada a inspiração ancestral para os pútridos mastigadores de cérebro.



PRIMEIROS LIVROS

Seria Frankenstein o primeiro livro de um zumbi? Em minhas pesquisas para escrever este humilde post, percebi que muita gente encara como marco zero da história literária de mortos-vivos o romance escrito pela britânica Mary Shelley no início do século XIX. Eu penso diferente. A criatura do Dr. Victor Frankenstein é composta por partes de diversos cadáveres, não um defunto revivido. O princípio de um zumbi não é o de alguém que atravessou a fronteira da morte e voltou? Pois bem. O monstro feito de um catadão do cemitério jamais tinha experimentado a vida antes, e não passou por nenhum processo de transformação para se tornar um zumbi.





O primeiro livro que se atreveu a relatar a existência de zumbis foi publicado nos primórdios do século XX, pelo antropólogo grego Lafcadio Hearn. Em O País dos que Voltam, Hearn descreve vagamente a lenda haitiana sobre os zumbis. Porém, a obra que veio a se tornar a verdadeira apresentação dos zumbis ao mundo ocidental veio a público em 1929 sob o título de A Ilha da Magia. Após ler o livro de Hearn, o jornalista americano William Seabrook viajou até a “terra dos mortos viventes” e escreveu sua narração sensacionalista sobre o grupo de trabalhadores despertados da morte por um feiticeiro vodu para servirem nas fazendas cafeeiras. Para esses haitianos azarados a morte deixou de ser descanso eterno para se tornar lavoura eterna. Até que a mulher do feiticeiro resolve comemorar o feriado de Corpus Christi sendo boazinha, dando doces aos zumbis escravizados por seu marido. O alimento desperta os infelizes do transe por tempo o suficiente para voltarem às suas covas e tombarem de uma vez por todas. O final do feiticeiro é ser massacrado pelos familiares de suas vítimas, entretanto o feitiço de atração pelos mortos-vivos já estava lançado sobre o mundo da literatura.







LEIA ZUMBIS!



Por volta de 1930, HP Lovecraft, venerado autor de terror, escreveu romances explorando os mortos-vivos. Entre eles, o memorável Na Vault, no qual um zumbi assume as características de devorador ao morder outro personagem, e o popular Hebert West – Reanimator (que rendeu adaptação livre para o filme ainda mais popular).


 




 
Stephen King, o rei das histórias modernas de terror, também se rendeu ao apelo dos zumbis. Para King, O Cemitério ressuscita entes queridos, mas os traz como versões psicopatas e demoníacas de si mesmos. Já a trama de Celular mostra sinais de telefonia móvel transformando pessoas normais em irracionais zumbis assassinos.






Max Brooks é considerado o especialista supremo da literatura de zumbis. O Guia de Sobrevivência a Zumbis prepara o leitor para a futura contaminação mundial de forma completa – estudando desde a fisiologia dos monstros até a escolha de armas para combatê-los. Na sequência, Guerra Mundial Z, o narrador entrevista sobreviventes ao Apocalipse Zumbi que quase extinguiu a humanidade. O livro usa da fantasia para comentar as reações humanas em situações extremas e criticar problemas da organização social atual. Best-seller instantâneo.


 


The Walking Dead, que já era um grande sucesso como HQ e série de TV, agora invade também as livrarias com seu primeiro livro, A Ascensão do Governador. Os autores Robert Kirkman e Hay Bonansinga trazem ao leitor uma trilogia separada da HQ, com história independente protagonizada pelo Governador que comanda a Woodbury pós-apocalíptica.








O inimigo, de Charlie Higson, mostra a infestação zumbi em Londres. Contudo, apenas pessoas maiores de 16 anos são afetadas. A criançada que resta precisa se unir para tentar sobreviver.



 


 

 
Em Mar Morto, escrito por Briane Keene, os ratos não transmitem só as doenças nojentas que nós já conhecemos. Eles são os disseminadores da praga zumbi que transforma humanos em devoradores irracionais de carne viva.







O roteiro criado por Paul W. S. Anderson para o quinto filme da ilustre franquia Resident Evil foi transformado em romance pelo escritor John Shirley. Resident Evil: Retribuição é a guerra já conhecida contra a Umbrella Corporation – só que o trabalho de imaginar a Milla Jovovich barbarizando os zumbis fica por conta da sua imaginação.





 
Para os pequeninos aprenderem a se virar no caso de um Apocalipse Zumbi, temos o didático That's not Your Mommy Anymore (sem versão em português), de Matt Mogk. Alguém tinha que pensar na educação das crianças! Ufa!







 
Um dos mestres da literatura brasileira, Érico Veríssimo, usou o tema dos mortos-vivos para fazer uma inteligente crítica social em Incidente em Antares. No livro, uma greve de coveiros impede a realização de enterros na cidade de Antares por vários dias. Cansados de esperar pelo serviço, os mortos se levantam e vão atrás de seus problemas mal resolvidos em vida. Esse eu li e recomendo para todos os leitores exigentes - fãs de zumbis ou não.







Nenhum autor conseguiu despertar tanto interesse quanto revolta nos amantes de desmortos do que Isaac Marion. No livro Sangue Quente, o zumbi R não só é capaz de tecer linhas de raciocínio enquanto devora seres vivos, como também de se apaixonar. Há quem diga que a história é apenas uma jogada para aproveitar o sucesso de romances adolescentes com monstros “adocicados” (como Crepúsculo, é claro). Uma coisa é certa: esse livro vendeu pra burro e já está com adaptação cinematográfica no forno.




O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Protocolo Bluehand é a versão brasileiríssima de uma enciclopédia para superar um eventual Apocalipse Zumbi por essas bandas. Escrito pela dupla Deive Pazos e Alexandre Ottoni, do site Jovem Nerd, a ideia do livro surgiu na brincadeira durante as gravações do podcast.


 

Mashups com obras clássicas se multiplicaram no mercado literário recentemente. O mais popular deles é a versão de Seth Grahame-Smith do romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Nessa releitura, a corajosa Elizabeth Bennett, treinada em artes marciais, combate uma misteriosa doença que afeta a Inglaterra do século XIX, trazendo os mortos de volta à vida devorando cérebros. Claro que o orgulhoso Sr. Darcy aparece para desconcentrá-la. Nem o clássico brasileiro Memórias Póstumas de Brás Cubas escapou de ganhar sua versão trash: Memórias Desmortas de Brás Cubas. Escrito por Pedro Vieira, o livro mostra a “continuação” da história de Brás Cubas, que se levanta do caixão para aterrorizar o Rio de Janeiro.





 


Prometendo ser um guia completo e recheado de ilustrações nada agradáveis aos olhos, Zumbi: O Livro dos Mortos chegou às livrarias. O autor e jornalista Jamie Russel acompanha a evolução dos zumbis no mundo do cinema, com direito a uma extensa lista de obras cinematográficas protagonizadas por eles.











Pra quem prega que o universo dos mortos-vivos é o cinema, estão aí boas dicas para encher sua estante com provas do contrário. Zumbis estão em alta, e a influência deles no mundo da literatura inspirou histórias para todos os gostos.

Boa leitura e até a próxima Zombie Walk!
















 
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