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Eu ♥ Adaptações: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Alô você. Hoje estou aqui para falar sobre a adaptação de mais um dos meus favoritos. Você, querido leitor, pode até pensar que eu adoro vários livros/filmes, mas na verdade não é assim, só que estou aproveitando as primeiras postagens dessa coluna para falar especialmente dos meus queridinhos, enquantos eles ainda existem na lista. E o favorito do dia é um que entrou recentemente para a minha lista de amores eternos: Precisamos Falar Sobre o Kevin.

Não quero parecer arrogante nem que você tenha uma má impressão, mas por favor, mantenha a calma e tenha muito cuidado com o que vai ler a seguir: eu não acho que este seja um livro/filme que agrade muitas pessoas, pois é uma obra mais introspectiva e também possui um teor um pouco mais cult; principalmente o filme, onde as cenas silenciosas são muito mais significativas que as passagens com diálogos.

Precisamos Falar sobre o Kevin é um romance de ficção publicado em 2003, escrito por Lionel Shriver e foi adaptado para o cinema em 2011, pela realizadora escocesa Lynne Ramsay. O filme obteve os prêmios de melhor atriz para Tilda Swinton no Prêmios do Cinema Europeu 2011 e nomeação a mesma categoria no Globo de Ouro 2012 e SAG 2012. A seguir, o pôster e a sinopse da obra:

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker).

Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.



A história, tanto do livro quanto do filme é contada de trás para frente (in fines res), e as cenas vão se alternando entre passado e presente. Talvez possa ser um pouco difícil de acompanhar para quem não esteja familiarizado com a obra do livro, mas acho que com um pouco de esforço e paciência tudo se torna bem evidente e simples. Tilda Swinton, que interpreta Eva Katchadourian, é a mãe de Kevin e tem que lidar com a grande merda que se tornou sua vida desde o "incidente" gerado pelo seu querido primogênito. Na verdade, ela nunca quis ser mãe, e o seu relacionamento com o primogênito sempre foi bastante complicado, desde quando ele ainda era um bebê (e o filme deixa isso bem claro de uma maneira assustadora). A atuação da atriz é simplesmente espetacular, o que justifica as indicações e o prêmio recebido.

Ezra Miller (♥) interpreta o Kevin adolescente, enquanto Jasper Newell o interpreta quando ele tinha 6/8 anos e Rocky Duer completa o trio de Kevins, interpretando a sua mais tenra infância. Os três representam muito bem as três distintas fases do protagonista, mas o Ezra Miller é simplesmente espetacular em sua sociopatia/psciopatia/ou seja lá o que quer que seja. Sou bastante suspeito para falar desse ator porque me tornei um grande fã porque os seus personagens sempre me cativam de uma maneira, digamos, peculiar. (E o fato de que ele interpretará Patrick em "As Vantagens de ser Invisível", que eu estou simplesmente morrendo para assistir também contribui muito a seu favor).



O filme retrata muito o relacionamento da mãe com o seu primeiro filho, dos esforços dela em tentar estabelecer algum tipo de laço afetivo com sua cria e tudo o mais, mas a grande questão do filme (e também a do livro) é: "será possível odiar um filho?", e Eva vive nesse conflito de não saber se ama ou odeia o seu filho por causa do comportamento dele, e Kevin mostra muito bem que ele não se sente amado, mas ao mesmo tempo estabelece um laço afetivo bastante forte com sua mãe porque os dois, querendo ou não, são muito parecidos. Como podem ver, é uma história um pouco complicada, e por isso tem um teor mais "cult" e, foi também por isso que disse no começo que pode ser uma história que não agrade a todos os públicos.

Em um determinado ponto, Eva considera que seu relacionamento com Kevin é um caso perdido, que nem toda a luta do mundo poderá aproximá-los e torná-los "próximos" como deveria ser o relacionamento de uma mãe com um filho, e é aí que ela decide de verdade e pela primeira vez, se tornar mãe. E é nesse ponto que nasce a irmã de Kevin, Celia (interpretada por Ashley Gerasimovich), que é totalmente o oposto do irmão. Celia é bondosa, generosa e ama muito os seus pais e demonstra isso sempre que possível. Ela é frágil, delicada e inocente, e o seu comportamento "exemplar" chega até a assustar Eva por um determinado momento (já que a criação de Kevin foi bastante difícil, ela acreditava que a criação da filha também seria, mas na verdade, foi bem tranquila). Infelizmente, a garota idolatra o irmão e ele a utiliza como uma pequena escrava para fazer tudo para ele (coisas lindas do relacionamento fraterno, não é mesmo?). Mas Eva acredita que, com Celia, ela conseguiu, realmente, se tornar mãe.



O marido de Eva, Franklin Plaskett (interpretado por John C. Reilly), é um homem ingênuo que ama os filhos acima de tudo. Enquanto Eva consegue ver o "verdadeiro lado" de Kevin (simplesmente maligno), Franklin acredita que seu filho é um garoto bondoso e exemplar (e na verdade, o primogênio realmente banca o sociopata quando está perto do pai, o que é assustador de se ver - principalmente quando se trata de um garoto de 6/8 anos). Durante todo o livro (no filme, apenas em algumas passagens), Franklin fica simplesmente horrorizado com os pensamentos que Eva tem a respeito de seu filho. Eva vê os pequenos detalhes que tornam Kevin o "monstrinho da mamãe" (e não de uma forma carinhosa), e não consegue convencer Franklin de que eles existem e estão ali presentes.

As memórias de Eva vão caminhando em flashbacks ao longo do filme até culminar no incidente que levou o seu filho para a prisão e a fez se separar de seu marido e sua filha. Eva é maltratada pelo comportamento de seu filho delinquente e ela simplesmente não entende o porquê de ele ter feito o que fez, e não acredita que o que ele fez seja culpa dela (aquela velha história de que os pais devem ser culpados pelos erros dos filhos, sabem como é), pois ela acredita que algumas pessoas são simplesmente más, e não existe essa baboseira dos pais terem que "educar" os filhos, pois algumas vezes, simplesmente não há esperança. Afinal, como você pode educar uma criança que, desde bebê já é praticamente um psicopata?



No geral, o filme é excelente. Mas como eu disse, duas vezes já, e acho que vale frisar: é um filme que requer paciência. Ele é meio lento no começo, existem muitas cenas silenciosas, e o "jogo de memória" em cinco tempos (antes de Kevin, Kevin bebê, Kevin criança, Kevin adolescente, Kevin na prisão) podem confundir o espectador, mas é uma história espetacular, cheia de significado e reflexões (especialmente nas cenas que parecem mais sem sentido, mas acho que o livro ajuda muito a entender essas cenas em particular). Eu altamente recomendo a leitura do livro, pois acredito que possa esclarecer muito a mente do espectador, e algumas das reflexões presentes na obra (e que, obviamente, não puderam ser adaptadas para o cinema) são fantásticas, e deixam o leitor realmente se debatendo sobre aquilo.

Há uma passagem do livro que eu quero deixar aqui para vocês, porque acho que ela "resume" o relacionamento do Kevin com sua mãe, pelo menos em um primeiro momento, e também para servir de atrativo para fazê-los se interessarem pela obra. E, no mais, deixo o trailer e desejo a todos uma boa sessão! E se possível, uma boa leitura também.

Quando parei de me revirar para pôr o casaco, ele disse: "Você pode enganar os vizinhos, os guardas, Jesus e sua mãe gagá com essas visitas de mãe boazinha, mas a mim você não engana. Continue com isso, se quer uma estrela dourada. Mas não precisa arrastar a bunda até aqui por minha causa." Depois acrescentou: "Porque eu odeio você."

Sei que os filhos dizem isso a todo momento, nos acessos de raiva. Eu odeio você, eu odeio você!, olhos espremidos, tentando conter as lágrimas. Mas Kevin está com quase dezoito anos e não falou isso com raiva.

Faço uma ideia de que seria de esperar que eu respondesse: Ora, ora, eu sei que você não falou a sério, quando sei muito bem que falou. Ou então: Eu o amo de qualquer maneira, meu jovem, goste você ou não. Mas eu tinha uma vaga suspeita de que justamente por seguir esses roteiros prontos é que eu acabara aterrissando numa sala quente de cores berrantes, cheirando a banheiro de ônibus, numa tarde de dezembro adorável sob todos os outros aspectos, num clima de uma clemência inusitada. De modo que, em vez dessas frases feitas, eu disse, no mesmo tom informativo: "Em geral eu também odeio você, Kevin", e me virei para ir embora.


Feliz dia das Crianças!


Em homenagem a todos que algum dia aproveitaram a infância de verdade. Correram, pularam, subiram em árvores e brincavam na rua antes da violência atingir o nível que é hoje. Um brinde a todos nós que fomos crianças de verdade. Vamos torcer para que as crianças de hoje parem de ser vistas como mini-adultos. Seja através da sensualização da imagem infantil ou do fácil acesso das crianças a internet e a mídia de forma geral.

Enquanto isso, vamos brindar a literatura infantil que desde sempre é encantadora. Aqui no Brasil ou lá fora, vários escritores nos saúdam com belas histórias com crianças de verdade.

“… _ Podemos agora curar a Senhora Emília – declarou ele depois de costurar a barriga do sapo.Veio a boneca. O doutor escolheu uma pílula falante e pôs-lhe na boca._ Engula duma vez! – disse Narizinho, ensinando a Emília como se engole pílula. – …Emília engoliu a pílula, muito bem engolida, e começou a falar no mesmo instante. A primeira coisa que disse foi: “Estou com um horrível gosto de sapo na boca!” E falou, falou, falou mais de uma hora sem parar. Falou tanto que Narizinho, atordoada, disse ao doutor que era melhor fazê-la vomitar aquela pílula e engolir outra mais fraca._ Não é preciso – explicou o grande médico – Ela que fale até cansar. Depois de algumas horas de falação, sossega e fica como toda gente. Isto é “fala recolhida”, que tem de ser botada pra fora…” (Reinações de Narizinho - Monteiro Lobato)
 Quando pequena, sempre gostei muito de contos de fadas e tinha váááários livros da disney, coleção dos irmãos Grimm entre outros que sempre me faziam viajar por horas e mais horas do dia.

Havia também os gibis (e o almanacão) com a tradicional turma da Mônica, quando todos eram bem pequenos e divertidos. Nada contra a atual Turma da Mônica em mangá, mas eles jamais serão tão especiais quanto novinhos.
"- Não tenho certeza - ela respondeu. - Mas pode vir comigo, se quiser. Se Oz não te der um cérebro, você não vai ficar pior do que está agora.- Isso é verdade - disse o Espantalho. - Sabe, não me importo que minhas pernas, braços e corpo sejam recheados de palha, porque assim não me machuco. Se alguém pinica meu pé ou enfia um prego em mim, não importa, porque nem sinto. Mas não quero que me chamem de bobo, e se minha cabeça ficar recheada de palha em vez de cérebro, como a sua, como vou aprender alguma coisa na vida?" - (O Mágico de Oz - L. Frank Baum)
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (O pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)


Fora os incríveis desenhos! Ah, que saudade de assistir Doug, A Turma do Pateta, Superamigos, O Fantástico Mundo de Bob, Thundercats, Pokemon, Digimon, Cavalo de Fogo entre vários outros que passaram por nossa infância e nos divertiram por tanto e tanto tempo.

Mesmo que já estamos crescidos, caros amigos, desejo a todos nós que nunca esqueçamos dessa época tão mágica que foi a nossa infância e que o tempo não endureça nossos corações. Só posso desejar que aproveitem esse dia como faziam antes, divirtam-se, joguem videogames, vejam filmes, acompanhe seus filhos nas brincadeiras se for o caso, mas nunca esqueçam o quão bom e mágico é ser criança.

Um beijo a todos e aproveitem o feriadão.

Eu♥Parceiros: Editora Selo Jovem

Parcerias fervendo, hahaha, estamos sempre buscando novas parcerias para beneficiar vocês, leitores. E tentando sempre fazer o melhor para vocês. :)

Desta vez, vi essa editora no blog da Alice, o "Seguindo o Coelho Branco" e decidi arriscar. É uma editora nova que tem uma proposta muito legal, afinal, ela é voltada para a literatura jovem como o próprio nome diz. 



A SELO JOVEM é uma ideia formada entre amigos, escritores. O objetivo da selo jovem é publicar obras com 100% de qualidade literária, sem pressa e trabalhando duro na revisão dos textos. Contamos com ótimos profissionais, desde; diagramadores, revisores,capistas, design, e uma gráfica de qualidade. A selo jovem Publicará também HQs Comics, em formatos coloridos, nas faixas etárias adulto e juvenil.
Aguardem mais novidades dessa editora, tenho certeza que logo vamos trazer algo pra vocês! ;)

Beijos,

Julliana.

Dica dos Parceiros #2~

Aí, negada! Eu peço desculpas por demorar a postar isso, é que hoje eu fui mesária nas eleições, sabem como é né? Então... Cheguei mortinha em casa e não queria pensar em ficar escrevendo postagem no blog. Tava com calor e querendo distrair a mente. Peço desculpas, mas antes tarde do que nunca!


Lá no Leitores Compulsivos tem um vídeo muito legal com a caixinha de correio do mês, vamos lá dar uma olhada, babar e jogar aquela onda de inveja boazinha pra cima dos ricos que sempre tem livros pra gravar essa sessão no blog (e ainda tem promoção, corre lá)


Ah é! Amanhã começa a Gincana da Criança no Who's Thanny, eu não deveria falar não para eu poder ter mais chances de ganhar, né? Mas como eu sempre perco, quero que pelo menos um de vocês ganhem! Vamos lá, povão, vamos ganhar kits de livros e vencer desafios!


Então, também quero falar pra vocês darem uma olhada na resenha da Alice sobre um livro de sereias de uma autora nacional. Gente, o livro superou minhas expectativas quanto ao impacto que poderia causar no público. Talvez seja hora de dar uma chance as meio-humanas com canto divino na literatura. Tô só esperando alguém me dar de presente porque, sério, eu já gastei mais do que deveria com livros esse mês.

Outra caixinha de correio de uma pessoa com mais dinheiro que eu. Eu sempre imagino como a vida dessas pessoas devem ser mais interessantes do que a minha, mas tudo bem. Eu vivo a vida no modo hard. Vou ganhar mais exp (ou será que não?)


Para os pobres como eu e que amam ganhar livros de graça já que os parentes nunca acertam o presente de aniversário e insistem em dar só cintos e solas ("sinto muito" e "só lamento"), fica a dica de um sorteio muito maneiro para vocês:

Outro sorteio legal para os apaixonados, é o sorteio que o Romances in Pink está organizando (ah, amo esse blog <3)

Espero sinceramente que tenham mais sorte do que eu. Rá! 

Não deixem de conferir, garanto que vão se divertir bastante :)

Meme Literário ~ miniquiz


As regras são:
  • 1 - Criar um post e responder às perguntas de quem te passou a tag;  
  • 2 - Criar 11 perguntas diferentes e repassar; 
  • 3 - Escolher 11 blogs e colocar o link no post; 
  • 4 - Avisar os blogs selecionados.


1 - Você gosta de ler séries de livros , ou prefere livros que acabam a historia diretamente no primeiro? 

Como a maioria das minhas respostas aqui, essa será "depende". Séries são um pouco complicadas porque nem sempre o autor sabe manter o nível de qualidade ao longo dos volumes e na tentativa vã de criar uma série grande, acaba pecando com o enredo e os personagens vão se perdendo em meio a tramas sem graça e repetitivas. Se a série for boa, certamente vou adorar lê-la. Se ruim, nem chego perto.

2 - Qual seu gênero de livros que você mais gosta? E qual você não gosta? 

Ah, isso é um pouco genérico porque existem muitos gêneros que gosto. Muitos estilos também, mas ficaria com livros policiais, de mistério que envolvam romance e aventura. Gosto de livros que falam sobre paixões devastadoras, pessoas despudoradas e misteriosas e de um bom mistério para aguçar a mente.

3 - Qual livro que você leu e te dá enjoo só de lembrar? 

Não amigos, não vou dizer "Twilight". Apesar dos pesares, o livro que li consegue ser pior que Crepúsculo. Crepúsculo, ao menos, segue uma narrativa fluída. Agora, "Wake", Deus, o que é esse livro? Se eu pudesse vomitar em cima de um livro, certamente seria de Wake. A ideia era ótima, mas tudo se perde em meio a escrita fraca e desenvolvimento raso dos personagens e da história por parte da autora. Pura decepção. Quem quiser ler minha resenha, só clicar no link rosa.

4 - Você prefere livros impressos ou e-books ? 

Impressos sempre. Mas algumas vezes leio primeiro em ebook para evitar a decepção de gastar meu rico dinheirinho em algo que não vale a árvore de que foi feito. Um papel que poderia ter sido melhor utilizado como papel higiênico, por exemplo.

5 - Você costuma comprar livros na internet ou nas livrarias ? 

INTERNET. Sim, bem em capslock. É para chamar a atenção mesmo. Cara, já viram quanto tá saindo um livro numa livraria física? É tipo um rim. O meu já está prometido para pagar dívidas, não tô afim de fazer hemodialise por conta de dívidas não. Desculpa aí Saraiva, Nobel e cia, mas Submarino é MAIS.

6 - Há quanto tempo existe o seu blog ? 

Setecentos e trinta e um dias. Dois lindos aninhos. *bate palmas*

7 - Você lê seus livros em voz alta , ou silenciosamente ?  

Depende, o início de Lolita de Nabokov eu tive que ler em voz alta, declamando cada letra, palavra, linha... Impossível conter a paixão em cada verso. Sim, verso, porque aquilo ali não é uma prosa qualquer.

8 - Além da Blogosfera e dos livros, você tem outro hobbie? Se sim, qual ?

Eu escrevo e leio. Costumava dançar, mas parei. Minha vida anda meio monótona, confesso, pelo menos nessa área. Como comecei a trabalhar, estou tentando adaptar minha rotina ainda.

 9 - Você prefere livros finos ou grossos ? 

Oh o "depende" aí de novo. Às vezes 50 páginas dizem mais que 200. Um verso pode agradar mais que um livro inteiro. No entanto, eu prefiro livros médios, nem grandes (450+), nem pequenos (200-), acredito que com umas 300 laudas é possível construir uma história suficientemente boa com início, meio e fim.

10 - Em média, quantas horas você demora para ler um livro de 300 páginas ? 

Se o livro for bom, no máximo dois dias. Se for ruim, de uma semana a um mês. Se for muito, mas muito ruim, talvez nunca termine e abandone para sempre.

11 - Você tem alguma editora preferida, se sim, qual ? E por quê?

Na verdade não. Mas se fosse escolher, escolheria a Martin Claret e a L&PM porque produzem obras com grande qualidade literária em tamanho de bolso e a um preço baixo. Perfeito pra mim.

Agora as 11 perguntas ~

1 - O que te motivou a criar um blog voltado à Literatura e ao mundo dos livros?
2 - Qual livro marcou você e sua história nesse caminho por entre estantes e livros?
3 - O que você acha que falta no nosso mercado nacional de livros?
4 - Qual o maior pecado em um livro segundo você? (Escrita ruim, história fraca, personagens rasos...)
5 - Qual livro que você leu e gostaria de ler para os seus filhos/netos (caso chegar a tê-los)?
6 - Qual o cliché indesculpável para você? (O mais desagradável e que mais acontece atualmente na sua opinião)
7 - O que acha de Fanfics?
8 - Qual o pior protagonista que você já se deparou?
9 - Em média, quanto tempo demora para você ler um livro? (Bom ~ Ruim)
10 - Se pudesse entrar dentro de uma história, qual seria?
11 - Qual autor você gostaria de bater um papo animado por algumas horas sem ser interrompido?

Os blogs

E quem mais quiser fazer. Só avisa que fez e deixa o link no comentário para gente ler e comentar, tá bom? :)

Eu♥Parceiros: Novo Conceito

E aí, Drugues! Tudo certo com vocês? (como diria Alex DeLarge e a Kamile Girão, hahaha). Eu tô aqui pra trazer uma notícia muito especial e linda: Somos parceiros da Novo Conceito agora. Anunciamos primeiro no facebook e agora estou oficializando as coisas aqui! E, convenhamos, adorei a política de parceria deles, mas isso não vem ao caso agora.

A Editora Novo Conceito é uma editora jovem e que traz muita novidade sempre para o nosso mercado favorito: o de livros.

Fundada em 2004, a Novo Conceito, hoje, conta com mais de 200 títulos entre nacionais e internacionais e vem crescendo para outras áreas além da Literatura, como a área de negócios, saúde e medicina, empreendedorismo, biografias, atualidades e comportamento.

Temos paixão por livros e queremos construir uma nova cultura editorial no Brasil, ampliando o público leitor brasileiro. Um projeto que cresce a passos largos, agradando cada vez mais um público amplo, exigente e diversificado, que colocou a Novo Conceito no topo das listas das publicações mais vendidas do Brasil e não quer mais tirar nossos livros da cabeça. - (Retirado do "Quem Somos" do site da Editora)
Entre várias obras lançadas, a Novo Conceito trouxe vários romances para os apaixonados e nem tão apaixonados assim de plantão que adoram histórias de amor, drama e que, no final, tornam-se parte de nós e da nossa história. Especialmente porque nós nos apaixonamos por aquele livro.

Entre esses livros está um que eu desejo em minha estante desde que vi o filme com Hilary Swank e Gerard Butler (ah, como não amá-lo!?). "Ps: Eu Te Amo" foi recentemente relançado pela editora, o que já me fez chorar para meus amigos e meu namorado para me darem de presente porque eu já estou pagando livros demais na minha conta.

Mas para quem não conhece, segue a sinopse.

Sinopse: Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada.  Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.



Tem outro livro no site que eu também achei bem interessante chamado Charlotte Street. Promete ser bem divertido.

Sinopse: Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-prodessor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...

Mas agora vamos falar de um lançamento muito bacana da editora!

O livro "Um Ano Inesquecível" promete uma trama bastante intensa no quesito emocional e o booktrailer é muito bonito, aliás, como a maior parte dos booktrailers da editora (não é puxa-saquismo não, vocês verão mais abaixo). Acho importante um booktrailer legal, afinal, é um cartão de visitas muito direto a respeito da obra.


Sinopse: Você acredita que o amor pode durar para sempre? Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo. 

Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção. É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda. Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda. 
Há mais de cinquenta anos, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém... E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar. Quando Mickey percebe que Jesse não está dando valor a uma mulher extraordinária, decide que é hora de contar a história que nunca contou para nenhum de seus filhos a Jesse. Durante os meses seguintes, Mickey mostra seus momentos mais particulares e felizes para seu filho... e muda a percepção de Jesse em relação ao amor e as possibilidades de um relacionamento duradouro para sempre.


O que posso dizer? É o tipo de livro que eu gostaria de ler, inclusive, por razões pessoais já que minha relação com o amor é um pouco temerosa, mas não quero me expor aqui. Hahahahha, o amor e a vida são o que nós fazemos deles. Não é? Ou será que Mickey poderá nos ensinar uma lição mais valorosa do que essa?


Tenho certeza que essa parceria será um ganho enorme para nós do blog, assim como será para vocês, leitores. Em breve mais novidades dessa editora fabulosa! :)

Beijos e até a próxima!

Julliana.

Eu♥Entrevistas: Eddy Khaos

Eu amo entrevistas, sabem por quê? Porque nós temos a oportunidade de conhecer um pouco mais do escritor, conhecer o lado dele que não é feito de caneta e papel. O entrevistado da vez é o senhor Eddy Khaos que, aliás, é muito simpático. Tive o prazer de conhecê-lo no lançamento da antologia "Almoço em Família" e "Equinócios de Amor".


A entrevista foi feita pela Roxane Norris, mas a Rô tá um bocado ocupada nessas últimas semanas, então cá estou eu só postando tudo o que ela me passou.

Eddy Khaos nasceu em Santana do Parnaíba, São Paulo, em 1980. Graduado em Artes plásticas e Logística. Eddy começou a escrever por diversão quando ainda jovem, desenvolvendo roteiros para campanhas de RPG: "Vampiro - A Máscara". Acabou pegando o gosto pela escrita e desde então, não parou mais de escrever. Tem seus textos espalhados pela internet em diversas páginas, seus poemas e contos, publicados em várias antologias. Recentemente criou uma editora que lança livros em formato E-book para ajudar novos escritores. 


Eu♥Livros: Em que momento o Edson se descobriu Eddy Khaos?

E. K.: Isso foi no ano de 2000 quando frequentava feiras de animes (Eventos de cultura japonesa voltados para animação) e comecei a assinar os fanzines que havia na época para vender nesses eventos e acabou ficando até hoje.

Eu♥Livros: Você é uma pessoa de múltiplas facetas: autor, organizador, blogueiro, designer... Ainda acho que esqueci alguma (risos). Ou seja, uma mente que não para. Como é lidar com todas elas ao mesmo tempo?

E. K.: Sabe que nunca parei para pensar nisso!!! Sempre fui auto didata!!! Então, vou tentando até conseguir fazer aquilo que desejo. Levo tudo isso na maior tranquilidade possível. ^^

Eu♥Livros: Na sua experiência de organizador, como é lidar com o autor nacional? Em que você baseia suas escolhas de temas para antologias?

E. K.: Lidar com autor nacional tem seus altos e baixos!!! Mas, no geral, é extremamente gratificante! Quanto as minhas escolhas, para temas gosto sempre de buscar um assunto, na maioria, não são muito explorados. Como o projeto que estou organizando sobre PIRATAS.

Eu♥Livros: Agora do ponto de vista de autor: como  você encara o atual mercado literário brasileiro?

E. K.: O mercado está crescendo muito graças às pequenas editoras que estão aparecendo por ai e aos eventos literários que vem sendo frequentes durante todo o ano. Porém, infelizmente ainda há grande dificuldade para a venda de livros de autores iniciantes e até mesmo autores que já estão a um bom tempo nessa estrada. Pois a coisa mais rara é você chegar numa livraria e encontrar livros de autores iniciantes por mais que o livro seja ótimo!!! Se você não for autor estrangeiro ou tiver muita grana para comprar um espaço em uma vitrine a coisa fica difícil. E o negócio é fazer como a maioria, trabalhar a divulgação de seu livro por meios digitais e a fazer a venda dele também dessa maneira e em eventos que a venda seja permitida.

Eu♥Livros: Ultimamente tornou-se muito comum a crítica pela crítica. Vemos isso em vários blogs, e claro, por ser uma figura popular, o autor acaba sempre envolvido quer seja por sua obra, ou até mesmo por sua editora. Enfim, não há muitos parâmetros para definir esse alcance. Você já teve que lidar com isso? Como você vê esse tipo de comentário?

E. K.: Já sim!!! mas é algo que sempre existiu e sempre vai existir. Eu tenho para mim que faço, o que faço, por que gosto. Se alguém ta incomodado com meu trabalho faço a seguinte pergunta: por que em vez de ficarem falando um monte de asneiras em blogs ou em redes sociais não vão fazer um trabalho melhor que o meu para mostrarem que tudo que estavam falando é verdade? Resumindo, eu não dou a mínima para esses comentários.

Eu♥Livros: Vamos falar um pouco de “O Anjo Poeta” seu livro que foi lançado na Confraria Fantástica, em junho, e que esteve na Bienal. Apesar de ser suspeita, porque gosto da sua escrita, seu livro vale a pena ser devorado nos mínimos detalhes. Então, eu gostaria que nos contasse como foi escrevê-lo, e desse aquele gostinho ao nosso leitor de querer conhecer ainda mais sua obra.

E. K.: Como foi escrever “O Anjo Poeta”?  O que posso dizer... Foi uma das melhores experiências que já tive.  Não só pela forma que ele foi escrito, mas também pela várias criticas positivas que recebi. Tanto na Confraria, seu evento de lançamento, como na Bienal do livro 2012. Por que  os  leitores deveriam  ler  o meu  livro?
Por que as pessoas acreditam em anjos? Esta é uma pergunta a qual não posso responder. Posso, no entanto, afirmar que eles estão em todas as religiões do mundo; são seres iluminados e não levam em conta os registros de nossos atos negativos, portanto, não perdoam, já que não cabe a eles julgar. Anjos... Eles realmente existem. Não apenas em produções do cinema, histórias em quadrinhos ou nos animes (desenhos) japoneses. Tais seres vão além de mitos, símbolos ou nossa cultura geral.

Então, pessoal, é isso! Quero agradecer a Rô pela entrevista, ao Eddy por ter aceitado participar de uma entrevista para nós do blog e a vocês que estão lendo.

Para saber mais sobre o Eddy (me sentindo a íntima, né?), conheça a página do autor no skoob, a rede social de leitores mais querida. <3

Ou o Blog

Por enquanto é só, em breve entrevista com o Markus Thayer, autor de Hathor! <3

Xoxo,

Julliana Passos.

Eu♥Resenhas: Esmera

Título Original: "Esmera".
Autor: A. P. Ribeiro.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 168 páginas.
Editora: Editora Porto de Idéias.
Edição: 1ª edição.

"Esmera" nos chama de volta à infância e nos faz sonhar com um mundo de fantasia. A premissa da história não é inteiramente original, afinal esse meio já foi tão explorado que é complicado criar algo novo quando quase todos os recursos já foram utilizados. Porém, a história que A. P. Ribeiro construiu é muito fácil de nos encantar. O mundo de Esmera foi muito bem elaborado e os personagens são adoráveis.

Então, a história começa com uma mulher deixando uma criança sob a proteção de um padre. Alguns anos se passam e conhecemos Annia/Anika que é uma jovem que se sente deslocada e superprotegida sem razão aparente. Annia/Anika, no começo do livro, transmite uma aura de desconforto, infelicidade e desesperança. Mas tudo muda quando um gato falante pede para que ela o siga, pois os sete demônios marcados viriam buscá-la. 

É bastante interessante a forma como a autora elaborou os personagens mágicos de Esmera. O gato falante mencionado acima é Mariska, uma das personagens que mais gostei, junto com Katherine e Iriard. Annia/Anika não é tão interessante porque ela ainda soa um pouco mimada e imatura no começo da leitura, mas devido a situação, a atitude se explica por si só. Com o passar o livro, Anika vai melhorando, mas ainda assim não se torna uma das minhas favoritas, devo confessar.

Esmera nos dá aquela sensação de estarmos vivenciando uma animação fantástica daquelas que víamos quando éramos crianças, nos faz sonhar. A. P. Ribeiro construiu uma trama curta e direta, sem muita enrolação e páginas soltas com diálogos vazios e desnecessários, ficando - assim - explicado o tamanho do livro. Esmera não precisa de nenhuma página a mais ou a menos. Do jeito que está, está ótimo.

E o final, ah, o final! Perfeito. Eu esperava até o tradicional clichê, mas a autora conseguiu dar o final certo para essa história, deixando o leitor satisfeito com o rumo da história. Eu, pelo menos, adorei o final. Não conseguiria imaginar nada mais adequado do que aquilo e olhem que minha mente é bastante fértil.

A capa de Esmera é bem bonita. O livro é bem acabado nos detalhes também, mas a revisão é ruim. Encontrei vários errinhos de digitação ou algumas trocas que a autora fez sem querer como o "obrigada" no lugar do "obrigado". Nada que uma segunda edição não resolva, mas vale mais atenção da próxima vez. Não dá pra deixar a revisão nas mãos do leitor, fica feio para a editora e para o livro. Porém esse não é um problema só dessa editora, não vou entrar em detalhes aqui porque pretendo abrir uma postagem para isso. Fiquem no aguardo. 

Eu♥Resenhas: Yume

Título Original: "Yume".
Autor: Kamile Girão.
Ano: 2011.
Número de Páginas: 364 páginas.
Editora: Editora Dracaena.
Edição: 1ª edição.

Yume conta a história de Nádia, uma adolescente não tão comum assim. Nádia mora na Alemanha com a mãe, ambas passam por dificuldades financeiras e Nádia aproveita-se do seu dom para a arte de desenhar para ajudar em casa. A maior parte do guarda-roupas da menina é composto por peças usadas por seus amigos, resultando num visual masculinizado em nossa protagonista. Nádia é bastante imaginativa e, constantemente, vive no mundo da lua, sonhando com lugares e rostos que nunca viu. Numa dessas, acaba se deparando com um belo rapaz em um sonho. Sonho que se repete por semanas. Então surge a proposta irrecusável que irá fazer girar a história ao longo do livro.

Yume não foi a primeira história que li de Kamile Girão e acho que isso colaborou para a minha facilidade em compreender o jeito da Kami de escrever e me fazer apreciar ainda mais este livro. Não sou puxa-saco nem nada, mas é que eu realmente gostei de Yume. Apesar de o comecinho ser meio morno por nós, leitores, estarmos ansiosos em saber quem raios é Adrien e como ele e Nádia irão se encontrar, porque eles fatalmente irão e isso é um fato que você deduz desde o começo do livro.

No começo nós temos dois cenários que, mesmo sem querer, se parecem: Berlim e São Paulo. Mesmo que em países diferentes, grandes cidades se assemelham. Seja pelo tom cinza e ambiente noir ou simplesmente pelo trânsito de milhares de pessoas. Dessa forma, nós temos dois opostos que se completam e - no fundo - nem são tão opostos assim: Adrien e Nádia.

Nádia aparenta ser uma menina animada e ela tem sempre uma resposta na ponta da língua. Mas, no fundo, conseguimos encontrar alguns tons de melancolia na personagem. Com a vida familiar e financeira conturbada, Nádia encontra seu refúgio em seus amigos e em seu mundo particular criado em sua mente e que pode trazê-lo para o nosso através de seus desenhos.

Já Adrien que vive o sonho imaginário de muitos adolescentes: tocar numa banda com amigos e fazer sucesso com as garotas, é apático e imprime em si um sentimento de vazio, como se tivesse perdido as esperanças e expectativas com a vida. Adrien não é feliz, percebemos isso desde a sua primeira aparição. Curiosamente ele me remeteu a um rapaz que conheci algum tempo atrás, mas prefiro não entrar em detalhes. É um personagem misterioso que só conseguimos compreender com o passar das páginas.

Eu poderia citar vários outros personagens que me chamaram à atenção, mas vou me reter a esses dois já que a história gira em torno deles (e porque eu não tenho a pretensão de fazer um estudo em cima do livro, nem dos personagens).

Yume, literalmente, surge como um sonho bom dentro desse meio literário. Gostei da forma como a Kamile construiu a história e manteve o suspense até o encontro dos dois. Mantendo sempre um clima leve e descontraído durante a leitura, nós chegamos até a parte final, onde a história rouba o nosso fôlego e só permite que respiremos novamente quando viramos a última folha. A criação desse mundo de horrores que surge na última parte do livro me deixou embriagada de fascínio com os detalhes elaborados pela cabeça da Kamile. É a parte do livro que lemos mais rápido. Eu, particularmente, me deixei guiar por entre as páginas finais como se estivesse num bote em um rio selvagem, descendo corredeiras sem saber o que me esperava pela frente. Porque essa última parte é assim. Nós simplesmente não sabemos como as coisas irão acontecer, torcemos pelo melhor e aguardamos ao lado de Nádia nessa sua aventura digna de uma adaptação de Tim Burton (só conseguia imaginar esse mundo adaptado por ele).

A forma como a autora envolveu Alemanha e Brasil, Nádia e São Paulo foi bastante legal, Yume também apresenta essa mistura étnica e cultural que existe aqui na nossa terra tupiniquim. Especialmente São Paulo que é mais que uma selva de pedra, é uma cidade feita por milhões de pessoas diferentes 24 horas por dia.

A Kamile também me surpreendeu pela escrita sofisticada, talvez para algumas pessoas soe estranho, mas é que a maior parte de YA's que eu já peguei para ler possuem uma escrita rápida e com descrições sutis e rasas (apesar de ser para um público mais jovem, não acho isso uma desculpa para o pouco esforço em melhorar a escrita de alguns escritores).

Não é como se ela rebuscasse a escrita, não. Por ter lido "Outubro" (sou VIP, cof cof) dela antes de "Yume! e que é um trabalho mais maduro, eu percebi em Yume que a escrita dela busca conversar com o íntimo do leitor, pelo menos foi assim que eu me senti nas duas vezes. Ao mesmo tempo em que estamos ali lendo a história, a história está conversando conosco e com as nossas memórias. Palavras suaves e passagens que nos levam a refletir e nos incluir na história, vivendo duas vezes o que está escrito ali: uma pelo personagem e outra por nós mesmos.

Agora vamos a parte da editora. Bem, a capa é muito bonita, embora não se encaixe tanto com a história de Yume em si, nos remete somente a uma passagem (pelo menos comigo foi assim) que foi o sonho que Nádia e Adrien tiveram, e só. O trabalho interno foi um pouco desleixado, os capítulos poderiam ter ganhado números e letras mais estilizados, sendo um livro Young Adult/Infanto-juvenil, acho que seria interessante para a própria editora criar esse tipo de chamariz para cativar o público-alvo que é bastante ligado em imagens. O livro também precisaria de uma revisão para retificar alguns errinhos (erros de revisão que têm sido constantes em muitas editoras pra ser sincera).

No mais é isso, é um livro de uma escritora não tão madura ainda nesse mercado e que ainda vai aprender e aprimorar muitas coisas em seu trajeto. No mais, um dos infanto-juvenis nacionais que mais gostei de ler e, por que não dizer internacional também? As pessoas acabam cobrando demais do autor nacional enquanto consome porcaria diária vinda do exterior. Vai entender, mas esse tipo de reclamação fica para outro post que está sendo preparado com bastante carinho (ou não).

Eu ♥ TOP 10: Heroínas Disney


TOP 10: HEROÍNAS DISNEY        

       


               Em comemoração à estreia da 2ª temporada de Once Upon a Time, a série americana que tem como temática os contos de fadas, inauguraremos essa semana essa nova coluna, o TOP 10. E hoje será o TOP 10:Heroínas Disney. Gostaria de ressaltar que o meu critério foi por personalidade e atitudes, não beleza.

Quero ressaltar que é uma opinião MINHA, de Isabela Lima, então se não concordarem, ou não gostarem, estejam a vontade para discordar e opinar sobre o seu top 10.




1º) Belle – A Bela e a Fera



Não é por ser  minha favorita, mas uma mulher dos séculos passados, decidida, e cheia de atitude que nem ela conquista qualquer um, afinal, quem teria coragem o suficiente de discutir de igual pra igual com uma fera de 3 metros com dentes enormes e pontiagudos!?




2º) Mulan – Mulan

Meu filme favorito, imaginem, uma mulher acima de seu tempo. Sabe que não se encaixa na vida feminina de seu tempo então veste-se de soldado e entra para o exército para salvar o pai. Acaba salvando o país! E ainda respeitada pelo imperador! Quer mais?



3º) Tiana – A Princesa e o sapo

A mocinha do século XXI. Tiana foi a 1ª heroína que pensa primeiro no trabalho ao invés do amor. Enquanto ela é trabalhadora e esforçada, o príncipe é um preguiçoso desocupado. Uma boa inversão de papeis que me fez admirá-la!



4º) Jasmine – Aladdin

Princesa brava, rebelde e cheia de atitude! Um oásis no mundo persa. O que me fez admirá-la e amá-la foi que, por mais que ela não tivesse força nem poderes, ela lutou com as armas que tinha para ajudar seus amigos e amados.



5º) Pocahonatas – Pocahontas

Uma mulher que desde o inicio questionou e lutou pelo seu destino. Queriam escolher seu caminho, mas ela quis seguir sua própria vontade. Só isso já me faz admirá-la pela sua atitude e personalidade. Ela simplesmente se pos à frente de uma guerra, e com sabedoria, parou a todos! Que mulher!





6º) Esmeralda – O Corcunda de Notre Dame

Ela é uma cigana, isso já diz muita coisa pra mim. Adoro odaliscas e ciganas. Além da cena que ela é simpática com o corcunda, e dança num lindo vestido vermelho toda poderosa e sensual. Nada supera ela cuspindo na cara da morte! Por sua personalidade e sensualidade ela está aqui no Top 10.





7º) Nala – O Rei Leão

E esse Top 10 não é só feito de humanas. Aqui temos a leoa mais poderosa! Nala desde pequena sempre seguia de igual pra igual com Simba, brincavam juntos, discutiam e sempre rolavam juntos com ela SEMPRE ficando por cima. Depois, crescidos, Nala deu o primeiro passo e mostrou pra ele seus sentimentos... sim isso que é ter atitude!

 8º) Ariel – A pequena Sereia

Muitos não gostam, mas eu gosto de admirar as mulheres que lutam com as armas que tem. Ariel é uma sereia e se apaixona por um humano. O que ela podia fazer pra lutar por esse amor? Vendeu a voz em troca de pernas pra bruxa do mar, só qe isso quase trouxe desastre incalculáveis! Mesmo assim eles lutaram pelo amor.


 9º) Megara – Hercules

Megara não era heroína. Era uma anti-heroína, bem da independente, sarcástica, irônica e abusada. Combina com o bonachão do Hercules. Eles se completaram, ele a fez se apaixonar e ela fez ele virar o homenzarrão que é! Por ser uma anti-heroína ela mercê estar nesse top 10!


10º) Jane – Tarzan

Jane não tem algo que a diferencie como as outras. Acho-a engraçada e simpática (mesmo a dubladora tendo uma voz irritante) Acho-a corajosa por ter tido a capacidade e sair a zona de ocnforto e ir se aventurar na Africa e aceitando ficar la, no meio da selva por seu grande amor.



Espero que tenham gostado, e quem não corcodou, ou concordou diga sua opinião abaixo, e estejam a vontade para montar seu proprio TOP 10: Heroínas Disney!

xoxo

Isabela

 
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