Desejados da Semana ~ #3
Marcadores: Desejo da SemanaO último filme que tive o prazer de ver foi "Memórias de uma Gueixa", obviamente uma adaptação cinematográfica do best-seller de mesmo nome. De fato o filme estava na minha lista de filmes para ver faz bastante tempo, mas só anteontem que tive tempo para vê-lo. Meu interesse pelo filme aumentou quando descobri que John Williams fez a trilha sonora, eu costumo gostar muito das trilhas sonoras que ele faz. E, bem, arrependo-me de não tê-lo visto antes, com toda a certeza um dos melhores filmes que já vi e está agora entre os meus favoritos. E, bem, se o filme conseguiu tocar-me com toda a delicadeza e sensibilidade, acho que o livro conseguirá obter muito mais de mim. Um filme de drama que consegue ser sensível e nos tocar várias vezes, além de nos fazer refletir sobre várias questões.
Enfim, apesar de ser dirigido por Rob Marshall (que eu não morro de amores), eu gostei bastante do filme e não tenho muito que reclamar, só confesso que achei estranho o fato dos atores falarem inglês, teria ficado melhor se eles falassem o próprio japonês, mas até a metade do filme esqueci-me desse fato. Apesar das inúmeras críticas que o filme recebeu, tanto negativas como positivas, não mudou o fato do filme ter me agradado bastante e também não diminuiu minha vontade de ler o livro. Além do que vale lembrar que o filme é adaptação de um livro escrito por um ocidental, logo, não esperem que seja completamente fiel as tradições e costumes japoneses, mas acho que eles se esforçaram bastante, uma vez que não colocaram no elenco do filme nenhum artista ocidental (pelo menos que eu lembre).
"Memórias de uma Gueixa" é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.
Não posso dizer que o filme ou o livro retrataram perfeitamente a história e a tradição das gueixas porque não conheço profundamente o tema, mas a forma como foi contada me agradou e gostei de todos os personagens. O filme mostra que as Gueixas não são prostitutas, como costumam achar, mas sim artistas. Mulheres que estudaram por bastante tempo para entreter homens. Elas cantam, dançam, servem bebidas e etc, mas não vendem seu corpo como fazem as meretrizes.
O que me leva a outro livro, outro que parece ser mais confiável no quesito de conhecer o misterioso mundo das Gueixas.
Em “Minha vida como uma gueixa”, Iwasaki revela desde o rigoroso treinamento das gueixas - que, no seu caso, incluiu até a sua adoção por um estabelecimento comercial, o que a tirou de sua família aos 3 anos -, até elas decidirem se aposentar. Durante sua carreira, Mineko conviveu com os homens mais ricos e poderosos do Japão e também personalidades mundiais como a rainha Elizabeth, o príncipe Charles, o diretor de cinema Elia Kazan, entre muitos outros nomes famosos que ela entreteu nas noites de Kyoto.
“As gueixas não são prostitutas. Não vendem seu corpo, mas sua arte.” Esse é o principal recado que Mineko Iwasaki, a gueixa mais famosa do Japão, dá ao mundo. Sentindo-se ofendida pelo modo como seu universo foi retratado em Memórias de uma Gueixa, primeiramente no livro e agora com o filme, ela resolveu ir aos tribunais norte-americanos processar Arthur Golden, autor da história, por difamação, quebra de contrato e violação de direitos autorais. E mais: resolveu dar sua própria versão para os fatos, escrevendo como realmente vive uma gueixa. O resultado é “Minha vida como gueixa - a verdadeira história de Mineko Iwasaki”, escrito em parceria com a jornalista americana Rande Brown e lançado agora no Brasil, pela Editora JBC. Além do texto rico em descrições detalhadas, o livro traz várias fotos históricas do universo das gueixas.
Mal posso esperar para ler ambos, contudo talvez prefira ler primeiro "Memórias de uma Gueixa" e depois o outro para poder, durante a leitura, fazer comparações entre os dois e poder compreender o motivo que levou Iwasaki se sentir ofendida. Enfim, de qualquer maneira, acho que vale à pena a leitura.
Eu ♥ Resenhas: Contos de Fantasmas
Marcadores: Bom, Daniel Defoe, Literatura Estrangeira, LPM, Resenha
Título Original: "Tales of Piracy, Crimes and Ghosts". (*)
Autor: Daniel Defoe.
Ano: 1997.
Número de Páginas: 120.
Editora: L&PM Pocket.
Edição: 1ª Edição.
Comprei este livro no aeroporto para lê-lo durante a viagem, mas o livro não prendeu tanto a minha atenção, devo confessar. Na livraria havia vários outros livros que eu poderia ter comprado, mas por este ter sido escrito por Daniel Defoe, autor de Robinson Crusoé, resolvi comprá-lo.
Bem, esperava que as histórias relatadas me causassem algum horror uma vez que sou do tipo fácil de ser impressionada quando se trata de terror, mas não aconteceu. Talvez não tenha sido essa a intenção do autor.
A primeira parte do livro nos apresenta diversos relatos de supostas histórias que de fato aconteceram. Isso nos remete aquela sensação de estarmos em volta de uma fogueira ouvindo alguém contar histórias de terror. Tem algumas histórias interessantes e algumas foram até divertidas. Mas nada muito especial. Talvez porque eu comprei o livro querendo sentir uma coisa e senti outra. Eu diria que é um livro morno, nem excitante e emocionante demais nem frio a ponto de ter um efeito sonífero. Os contos tem seus pontos fortes e nos mostra formas diferenciadas de aparições. Os fantasmas que Defoe nos apresenta nem sempre aparecem para atormentar ou assustar, alguns até aparecem para ajudar os vivos.
Se você pretende ler um livro de terror, não recomendo. Mas se relatos de casos sobrenaturais lhe interessarem, recomendo o livro, porque não tem nada de muito fantasioso, de fato dá até para acreditarmos que certas aparições aconteceram porque é tudo tão simples que não parece ser impossível. Dois contos que eu gostei bastante foram: "O Fantasma em todos os cômodos" e "O Espectro e o Salteador".
O fato é que o livro é ótimo para passar o tempo e relaxar enquanto está preso num engarrafamento, sentado em um ônibus ou qualquer outro meio de transporte, seja numa viagem longa ou curta.
Sorteio do livro "Os Sete"
Marcadores: André Vianco, Novo Século, Os Sete, SorteioJá faz algum tempo que eu queria fazer um sorteio aqui no blog, mas achei melhor esperar um pouquinho até que finalmente surgiu uma boa hora. Iremos sortear um exemplar do livro "Os Sete" que é da autoria do escritor brasileiro André Vianco. Se você deseja saber o que achei do livro, leia a resenha dele aqui.
Este será o nosso primeiro sorteio aqui, esperamos que vocês participem e gostem! O número sorteado será definido pelo site random.org.
O sorteio terá ínicio: 03/10/2010.
E terminará no dia: 03/12/2010.
Sorteio e resultado: 06/12/2010.
E terminará no dia: 03/12/2010.
Sorteio e resultado: 06/12/2010.
No caso das divulgações via twitter, use esta frase:
Eu quero o livro "Os Sete" que o @eucoracaolivros está sorteando. Participe http://bit.ly/bxVTqV
Para participar é bem fácil, basta seguir as regrinhas:
1. Ser residente no Brasil.
2. Ser seguidor deste blog.
Para seguir o Blog é bem fácil, não é necessário ter uma conta no Blogspot para isso, basta ter alguma conta google (conta do orkut mesmo), no twitter, yahoo, etc. Basta clicar em "Seguir" e selecionar o tipo de conta que você deseja usar para seguir o blog.3. Preecher o formulário abaixo.
Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco que responderemos o mais rápido que pudermos.
Essa Semana ~#1
Marcadores: Essa Semana, Meme LiterárioMeme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui!
Bem, esse vai ser o nosso primeiro meme semanal, espero que gostem e que participem junto com a gente, nos comentários, compartilhando conosco a sua semana literária também. Afinal, nunca é cansativo falar sobre livros, não é?
Na semana passada, eu li:
"Entrevista com o Vampiro", Anne Rice.
O livro em uma palavra:
Escolher uma palavra para definir toda uma história é sempre difícil, mas vamos tentar. Eu diria que Entrevista com o Vampiro é inovador. Eu pelo menos achei a forma como Rice escreveu e nos mostrou a história de Louis, Lestat e Claudia bem diferente do que costumamos observar em livros do gênero, pelo menos a abordagem da entrevista deu um tempero a trama.
Nessa semana, vou ler:
"Os delírios de consumo de Becky Bloom", Sophie Kinsella.
Vontade de comprar:
Comprar é um verbo que eu deveria abolir do meu dicionário, pelo menos esses meses. Mas eu gostaria muito de comprar todos os livros de "Crônicas do Mundo Emerso"
da autora italiana Licia Troisi.
da autora italiana Licia Troisi.
Eu falaria para o autor:
"Lestat é um personagem incrível! De onde tirou inspiração para criar um vampiro tão maravilhoso?"
"Lestat é um personagem incrível! De onde tirou inspiração para criar um vampiro tão maravilhoso?"
Estado de Espirito Literário:
Enrolada demais com as obrigações do dia-a-dia para conseguir ter um.
Paixão literária do momento:
Lestat de Lioncourt.
Queria ver no Brasil:
"Losing Faith" de Denise Jaden.
"Losing Faith" de Denise Jaden.
- Sinopse: A terrible secret. A terrible fate. When Brie's sister, Faith, dies suddenly, Brie's world falls apart. As she goes through the bizarre and devastating process of mourning the sister she never understood and barely even liked, everything in her life seems to spiral farther and farther off course. Her parents are a mess, her friends don't know how to treat her, and her perfect boyfriend suddenly seems anything but. As Brie settles into her new normal, she encounters more questions than closure: Certain facts about the way Faith died just don't line up. Brie soon uncovers a dark and twisted secret about Faith's final night...a secret that puts her own life in danger.
Gênero literário do momento:
Suspense e ficção científica.
Última compra:
"Feios" de Scott Westerfeld.
Eu ♥ Resenhas: Os Sete
Marcadores: André Vianco, Literatura Brasileira, Literatura Vampiresca, Muito Bom, Novo Século, Os Sete, Resenha
Título Original: "Os Sete".
Autor: André Vianco.
Ano: 2002.
Número de Páginas: 380.
Editora: Novo Século.
Edição: 3ª Edição.
Edição: 3ª Edição.
Falar sobre este livro em especial é sempre um prazer para mim. Foi o primeiro livro que li do Vianco confesso que hoje é um dos meus xodós. O livro inicia mostrando a história de Tiago e seus dois amigos: César e Olavo que mergulham como hobby no litoral da cidade em que vivem, no sul do Brasil, mas em um desses mergulhos acabam por encontrar uma caravela portuguesa de cinco séculos naufragada e dentro desta mesma caravela uma arca de prata, além de outras coisas, é claro. Pensando que a caixa prateada contivesse algum tesouro, Tiago e os amigos tentam retirá-la, mas como é muito pesada e a estrutura da caravela muito frágil, decidem voltar depois com equipamentos mais adequados. Enfim, com a descoberta da caravela, Tiago e os amigos ganham uma boa quantia em dinheiro, mérito pela descoberta e demais benefícios. Não demora muito para que tirem a caravela do fundo do mar e, claro, junto com ela a caixa prateada na qual havia a seguinte inscrição:
“Nobres homen
s de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam”.
Se você espera uma história de romance com vampiros bonzinhos que não temem o sol e etc, pare por aqui porque não encontrará nada disso em "Os Sete". Mas se procura aventura, ação, diversão e vampiros que gostam de sangue humano e temem a luz solar encontrou a sua leitura da vez. O começo não é tão empolgante, pelo menos para mim que estava ansiosa para conhecer os vampiros do Vianco, mas não é de todo mal. Os personagens criados pelo autor também são bem desenvolvidos e cativantes, bem, exceto a Eliana que eu detesto profundamente, mas é mais um gosto pessoal mesmo, eu não gosto de personagens do gênero dela.
Confesso que não colocava muita fé no livro por ter sido escrito por um brasileiro, verdade, antes eu tinha um certo desprezo pela literatura nacional, mas a verdade é que eu nunca tinha dado-lhe uma chance. Este livro foi uma grande surpresa para mim e graças ao autor pude ver que a nossa literatura não está tão perdida assim. E o mais fantástico de tudo é que a história se passa aqui no Brasil, isso com toda a certeza foi o diferencial para mim porque até então estava acostumada com histórias de vampiros se passando em todas as partes do mundo, menos no Brasil - é claro -, então ler uma história que se passa tão perto de mim foi muito mais mágico.
A escrita do autor pode até não ser das melhores, mas também não é uma das piores que li com toda a certeza. Eu, particularmente, gosto da forma como o Vianco escreve, é bem ágil, os livros dele passam em minha mente como uma grande produção cinematográfica e até hoje penso que "Os Sete" daria um excelente filme de ação e aventura, é claro. Se você também espera se aterrorizar com os vampiros portugueses deste livro, melhor desistir agora, pois o livro não causa terror. Pelo menos não causou em mim que sou uma grande medrosa.
Também vale ressaltar os momentos em que os vampiros começam a descobrir essa nova terra chamada "Brasil" e todas as coisas novas, como por exemplo, a energia elétrica, afinal, há cinco séculos essas coisas não existiam. A forma como o autor construiu essas descobertas ficou bem interessante e por vezes até cômico.
Definitivamente um bom livro, recomendo com toda a certeza.
Antes que eu esqueça, esse livro possui uma continuação, "Sétimo". Em breve postarei a resenha deste aqui também.
Livro do Mês Set/10
Marcadores: A Arte da Guerra, Livro do Mês, Sun TzuA Arte da Guerra
por Sun Tzu
"A Arte da Guerra", de Sun Tzu, escrito no século IV a. C., é um dos mais sábios e importantes tratados de estratégia militar. O texto aplica-se à competição e ao conflito geral, em todos os níveis. Sua meta é a invencibilidade, a vitória sem luta.
- BREVE HISTÓRICO:
Desde que foi encontrada, essa obra foi traduzida centenas de vezes e recebeu várias interpretações. A "Arte da Guerra" foi traduzida, inicialmente, pelos japoneses em 760 DC.
A primeira tradução para uma língua ocidental foi realizada em 1772, pelo padre jesuíta J.J.M.Arniot, publicada em Paris. Em 1782, foi realizada uma nova impressão dessa obra, ordenada por Napoleão Bonaparte.
No século XIX, surgiram as traduções em outros idiomas. Hoje, das poucas traduções disponíveis feitas a partir dos originais em chinês para o idioma inglês, a versão de 1963 de Samuel B. Griffith é a mais aceita e consultada. Em 1972, escavações na China revelaram uma "nova" versão da "arte da Guerra", considerada mais completa e antiga que a versão tradicional, ampliando e corrigindo algumas passagens traduzidas.
Esse livro me foi recomendado por uma amiga (A Ren DeVille que agora faz parte da equipe) para ser o livro do mês de Setembro/10 aqui no blog. Eu o já conhecia há algum tempo, mas nunca o tinha lido até então. Havia até dado como presente a uma pessoa, mas não o tinha lido ainda. Essa manhã finalmente tive o prazer de lê-lo, li rapidamente, uma vez que o ebook não tinha tantas páginas, pretendo comprá-lo em breve. O livro vai muito além das táticas de batalha em uma Guerra, os sábios conselhos que o livro nos fornece podem ser aplicados ao nosso dia-a-dia, quando resolvemos abrir um negócio/site/etc.
Algumas pessoas não percebem a grandeza desta obra porque encaram o livro no literal, pensam que só em uma guerra realmente o livro servirá para alguma coisa, mas estão completamente equivocadas. O livro é muito mais que isso, aliás, a maioria dos livros vão além das palavras que estão ali escritas, há sempre uma mensagem a mais nas entrelinhas que só determinadas pessoas em determinados momentos conseguem enxergar. É óbvio que cada um lê de uma forma diferente. Percebe uma história, um ensinamento (principalmente os de cunho filosófico) e uma lição de formas diferenciadas. E é aí que está a graça de lermos e compartilharmos a nossa opinião, porque às vezes o outro consegue perceber coisas que nós não percebemos antes e vice-versa.
Fonte: Site Sun Tzu
Primeiras Impressões #3
Marcadores: André Esteves, Assassinato na Vila Noêmia, Primeiras ImpressõesAssassinato na Vila Noêmia
Escrito por: André Esteves
Sinopse:
A rotina de dez moradores de uma pequena vila do subúrbio carioca é revirada quando um deles é encontrado degolado em sua própria casa. A perplexidade inicial logo dá espaço a um frenético jogo de desconfiança, pois o extravagante advogado Ricardo Dantas, contratado para trabalhar no caso, prova que o crime só poderia ter sido cometido por um grupo restrito, formado pelos próprios moradores. Com a certeza de que o assassino está em seus muros, a vila torna-se um borbulhar de mentiras e de segredos, no qual a morte espreita em cada janela – e página. No melhor nível policial de enigma, o leitor é desafiado a participar do peculiar estilo Ricardo Dantas de investigação e a resolver o mistério antes que o assassino mostre sua face mais uma vez. O inusitado, no entanto, permanece até a última linha, pois a verdade pode ser tão profunda como o sorriso de uma mulher à vista da morte.
Como sempre os autores brasileiros estão me surpreendendo, em "Assassinato na Vila Noêmia" nos é apresentada uma atmosfera de suspense e tensão, podemos ver que os personagens escondem muito mais do que aparentam. É claro que isso é típico dos livros do gênero "Romance Policial", mas no pequeno trecho que tive a oportunidade de ler, consegui sentir o que estava escrito e isso é importante num livro, principalmente nesse tipo de suspense. Mas devo deixar claro que não consegui ler o primeiro capítulo, apenas um pequeno trecho disponível disponível na internet que, aliás, nem sei se é parte do primeiro capítulo, mas achei que valeria falar do livro mesmo assim.
A escrita do autor, nesse pequeno trecho, não mostrou-se rebuscada nem uma vez, então presumo que provavelmente não haverá dificuldade na hora da leitura, mesmo você sendo um leitor menos experiente e/ou não tenha um vocabulário muito amplo. É claro que uma palavra que você desconhece poderá surgir entre as páginas, mas nada que o dicionário não resolva, não é? Afinal, livros são ótimos professores e sempre têm alguma coisa nova a nos ensinar, seja uma palavra, uma expressão, um conselho, uma história, uma vida, cada livro nos traz algo completamente novo (ou pelo menos deveria ser assim).
Conheci o autor na bienal do Rio no ano passado, mas não pude comprar o livro porque se eu comprasse mais alguma coisa teria que vender um rim para pagar as contas. O autor foi bem simpático comigo e conversamos um pouco sobre literatura, o ato de escrever e etc, provavelmente ele não se lembra disso, mas nós que recebemos um ato de gentileza do outro sempre lembramos, certo? Acho legal quando o autor se propõe a conversar com os fãs/admiradores/etc abertamente sem ficar arrogante só porque foi publicado como acontece algumas vezes e quando isso acontece, pode acreditar que o autor perde um pouco da minha admiração (e acho que não só a minha). Enfim, depois falamos sobre isso.
Talvez, agora, eu acabe comprando via internet, quem sabe? Eu sou apaixonada por romances policiais então talvez eu seja um tanto suspeita para falar sobre, mas meus instintos dizem que é um bom livro.
A escrita do autor, nesse pequeno trecho, não mostrou-se rebuscada nem uma vez, então presumo que provavelmente não haverá dificuldade na hora da leitura, mesmo você sendo um leitor menos experiente e/ou não tenha um vocabulário muito amplo. É claro que uma palavra que você desconhece poderá surgir entre as páginas, mas nada que o dicionário não resolva, não é? Afinal, livros são ótimos professores e sempre têm alguma coisa nova a nos ensinar, seja uma palavra, uma expressão, um conselho, uma história, uma vida, cada livro nos traz algo completamente novo (ou pelo menos deveria ser assim).
Conheci o autor na bienal do Rio no ano passado, mas não pude comprar o livro porque se eu comprasse mais alguma coisa teria que vender um rim para pagar as contas. O autor foi bem simpático comigo e conversamos um pouco sobre literatura, o ato de escrever e etc, provavelmente ele não se lembra disso, mas nós que recebemos um ato de gentileza do outro sempre lembramos, certo? Acho legal quando o autor se propõe a conversar com os fãs/admiradores/etc abertamente sem ficar arrogante só porque foi publicado como acontece algumas vezes e quando isso acontece, pode acreditar que o autor perde um pouco da minha admiração (e acho que não só a minha). Enfim, depois falamos sobre isso.
Talvez, agora, eu acabe comprando via internet, quem sabe? Eu sou apaixonada por romances policiais então talvez eu seja um tanto suspeita para falar sobre, mas meus instintos dizem que é um bom livro.
Conceituado escritor de romances policiais, editor do site Beco do Crime e autor do sucesso O Mistério da 13ª Letra (Editora Landscape), de Assassinato na Vila Noêmia e Voltando a voar (Editora Multifoco) , Andre Esteves atua profissionalmente na área jurídica, dividindo seu tempo entre o tribunal e o teclado do computador.
Eu ♥ Resenhas: Vida de Droga
Marcadores: Bom, Julliana Passos, Literatura Brasileira, Resenha, Vida de Droga, Walcyr CarrascoEu ♥ Resenhas: O Amante
Marcadores: Bom, Literatura Brasileira, Marguerite Duras, O Amante, Resenha
Título Original: "L'Amant".
Autor(a): Marguerite Duras.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 112 páginas.
Número de Páginas: 112 páginas.
Editora: Cosac Naify.
Edição: 1ª Edição.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Denise Bottmann.
Falar deste livro é um pouco difícil porque eu não sei dizer se consegui captar tudo que Duras quis transmitir. Para começar, comprei o livro para minha mãe, mas ela o detestou. Então resolvi lê-lo para poder dar a minha opinião.
Eu diria que "O Amante" é um livro que diz muito mais nas entrelinhas do que possamos imaginar. Conta o romance entre uma jovem de quinze anos (supostamente a própria autora) e um rico jovem chinês de vinte e sete anos que ela conheceu por acaso em uma balsa que fazia a travessia do Rio Mekong, perto de Saigon. O relacionamento entre os dois é intenso, violento, ardente e, como podem imaginar, proibido. A jovem é uma menina branca e o homem, um chinês. E mesmo ele tendo uma boa condição financeira, o relacionamento deles era inapropriado e desagradava a família de ambos. Enquanto para a família da menina ele era um chinês sujo, para a família dele, a família da menina não passava de uma corja de vagabundos brancos. O livro consegue retratar bem esse preconceito racial e os conflitos que os amantes passavam por causa disso.
A história é interessante, mas me passou a todo o momento um sentimento de angústia infinito e quanto mais eu lia, mais me sentia sufocada pela intensidade das coisas que aconteciam aos personagens, mas isso não foi tão bom quanto eu esperava. Certas coisas na história me desagradaram, por exemplom, algumas atitudes por parte dos personagens me fizeram ficar enlouquecida de raiva, mas acho que as coisas eram daquele jeito por causa da época em que se passava, década de 30.
Achei o Chinês muito dado aos caprichos da menina, para um homem, achei que ele tinha pouca atitude e uma personalidade bem fraca. Ele era sensível e frágil demais, pelo menos eu o senti assim. Já a garota passou-me principalmente uma imagem de melancolia, por alguma razão, quando eu li, sempre a senti deprimida.
A menina rebela-se contra a família, principalmente a mãe que apoiava o irmão mais velho, quem ela mais odiava. Podemos somar a essa rebeldia uma boa dose do drama da adolescência, onde - nessa fase - surgem diversas questões pessoais sobre quem somos, aonde vamos e etc, e também podemos somar a tudo isso os dramas que chegam junto com a iniciação sexual.
A história não segue de maneira linear e isso atrapalha um pouco porque nós, leitores, acabamos por nos perder entre uma página e outra, confesso que esse foi um dos meus maiores problemas com este livro, mas consegui chegar até o final. Li-o em dois dias. Basicamente comecei à noite em um e terminei no dia seguinte. O livro tem poucas páginas, então dá para ser lido bem rapidamente.
A escrita de Duras é bem interessante e consegue nos fazer viajar linhas e mais linhas, a única coisa que atrapalhou-me realmente foi os acontecimentos ocorrerem de uma maneira completamente confusa, mas no fim é um bom livro. Nada mais e nada a menos que isso, pelo menos pra mim.
Há um filme homônimo baseado no livro, para ter mais informações quanto a isso, clique aqui.
Desejados da Semana ~ #2
Marcadores: Desejo da Semana, O Guia de Sobrevivência a ZumbisQuem tem conversado comigo sabe que ultimamente só venho pensado em uma única coisa: Zumbis. Pode parecer completamente estranho, mas estou completamente viciada em histórias que envolvem os não tão queridos devoradores de cérebros (ou pessoas, tanto faz). As histórias que envolvem os mortos-vivos não agradam muita gente, a menos que seja um morto vivo sugador de sangue... Mas essa é outra história.
Eu geralmente não direcionava o foco da minha atenção para qualquer mídia que envolvesse essa temática, mas ultimamente está sendo tudo que desejo ler e ver. Sejam livros, filmes ou séries. Acho que acabei sendo infectada por esse vírus...
Então quais obras eu poderia estar mais desejando no momento se não "Orgulho e Preconceito e Zumbis" e "O Guia de Sobrevivência a Zumbis"?
"Orgulho e preconceito e Zumbis" é uma versão ampliada do popularíssimo romance de Jane Austen, trazendo cenas inéditas com zumbis partindo crânios de pessoas vivas para devorar seus miolos. Na abertura desta história, ficamos sabendo que uma misteriosa praga se abateu sobre o tranquilo vilarejo de Meryton, na Inglaterra – e os mortos estão retornando à vida!
Nossa implacável heroína, Elizabeth Bennet, está determinada a eliminar a ameaça zumbi, mas logo sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. O que se segue é uma deliciosa comédia de costumes, repleta de civilizados embates entre os dois jovens enamorados – além de batalhas um tanto mais violentas, em cenas nas quais o sangue jorra fartamente. Conseguirá Elizabeth subjugar as crias de Satã? Poderá ela superar os preconceitos sociais da aristocracia local? Complementado com amor, emoção, duelos de espada, canibalismo e milhares de cadáveres em decomposição, Orgulho e preconceito e zumbis transforma uma obra-prima da literatura mundial em algo que você terá vontade de ler.
Quando ouvi falar sobre "Orgulho e Preconceito e Zumbis" fiquei imediatamente assustada, afinal, "Orgulho e Preconceito" é uma obra maravilhosa da literatura inglesa e logo pensei que esse livro poderia arruinar toda a história criada por Austen. Mas, pelo que li na livraria, a história não mudou tanto, apenas ganhou um tempero de comédia - receio dizer - porque pelo menos eu achei hilário a Lizzie Bennet caçando zumbis. Ainda não terminei de ler nem a história original escrita por Austen e nem esta que vos falo agora, mas pelo pouco que li de Austen e que sei da história, Orgulho e Preconceito é um dos melhores romances já escritos que tive o prazer de ler e quanto a "Orgulho e Preconceito e Zumbis" parece ser uma das mais engraçadas - eu deveria dizer "paródias"? - que poderei ler.
"O Guia de Sobrevivência a Zumbis" oferece proteção total contra mortos-vivos. Oferece, também, uma visão implacável das paranóias das superpotências através de doses generosas de humor bizarro. Se você considera os zumbis meros personagens de filmes de horror, está cometendo um grande erro. Eles estão em risco e este livro poder ser sua única salvação num mundo dominado por mortos-vivos. Mais do que uma experiência divertida, O guia de sobrevivência aos zumbis pode ser o único raio de esperança quando o ataque começar. Neste guia, Max Brooks explica detalhadamente e passo a passo como se defender dos seres monstruosos. Desde a fisiologia do morto-vivo e a preparação de sua residência para o ataque até a escolha de um bom plano de fuga, ele detalha quais armas são mais úteis e as melhores técnicas para exterminas essas vis criaturas. No fim do guia, Max ainda relata algumas sanguinolentas invasões ocorridas ao longo dos séculos para evitar ondas de pânico em massa. Max Brooks dá todas as dicas pra que a humanidade consiga derrotar os zumbis e manter-se no posto de maior predador do planeta. Cabe a você estudar este guia e preparar-se para a invasão. Ou será que você prefere encarar tudo isso como uma piada e se transformar no jantar dos mortos-vivos?
Mas o que os Zumbis têm de tão interessante afinal? Bem, confesso que até algum tempo eu não dava atenção alguma aos mortos-vivos, mas quanto mais conheço esse novo universo, mais ele ele me agrada. As histórias que envolvem Zumbis geralmente possuem pelo menos um personagem fantástico e que tem uma personalidade muito bem desenvolvida, todos os dramas e pecados que qualquer ser humano também possuí. Não ocorre aquela idealização toda, sabem? Mas é claro, sou uma novata nesta área, posso ter conhecido apenas as boas obras. Mas enfim, o mundo após um ataque zumbi se transforma em uma selva e todos nós, que antes andávamos confiantes, somos presas e se não tomarmos cuidado e agirmos com sabedoria, poderemos morrer a qualquer momento. Está certo que zumbis são estúpidos na maioria das vezes, mas que um mundo onde quase todos são zumbis é uma coisa completamente insana de se viver não podemos discordar. Todos estão mortos e todos eles querem comer você e te transformar em um deles. Seus amigos, seus familiares, todos que você conhecia... Só resta você.
Em suma, geralmente as pessoas perdem o equilíbrio do emocional, uma vez que em um mundo sem governo, lei ou ordem tudo é possível. A "sociedade" não existe mais e todos os velhos instintos selvagens afloram instantaneamente. Nisso podemos observar as diferentes personalidade das pessoas se revelando, sem máscaras e sem tudo aquilo do que é "certo" e o que é "errado", apenas escolhendo a sobrevivência e fazendo de tudo por ela. O desespero, o medo e o estressepríncipios, também são bem interessantes na história de zumbis. Servem para dar contraste. Particularmente eu acho que os pesonagens nesse tipo de história conseguem alcançar um nível muito mais profundo da personalidade e são muito mais trabalhados e desenvolvidos no enredo, eles se tornam interessantes de analisar e ler.
Mas que a verdade seja dita, viver num mundo que foi e está sendo infestado por zumbis deve ser terrível, ainda mais se você estiver sozinho. Eu, particularmente, não sei como reagiria ou se sobreviveria, acho que é por isso que o tema me fascina.
Enfim, para aqueles que - como eu - também gostam de histórias de zumbis, está para ser lançada uma série sobre eles.
Se chama "The Walking Dead" e irá estrear no Halloween, segue o poster:
A série será baseada nas HQs criadas por Robert Kirkman, lançadas em 2003, a série contará a história dos personagens tentando sobreviver em um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis.
Ainda não tive a oportunidade de ler as HQs, mas pretendo conseguir em breve. Já estou super ansiosa pela série e, claro, pela leitura dos livros. Vocês não?
Eu ♥ Resenhas: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Marcadores: Douglas Adams, Literatura Estrangeira, O Guia do Mochileiro das Galáxias, Resenha
Título Original: "The Hitchhiker's Guide of Galaxy".
Autor: Douglas Adams.
Número de Páginas: 208 .
Ano: 2009.
Editora: Sextante.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Paulo Fernando Henriques Britto e Carlos Irineu da Costa.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Paulo Fernando Henriques Britto e Carlos Irineu da Costa.
Falar sobre a trilogia de cinco livros (isso mesmo, trilogia de cinco) escrita por Douglas Adams é sempre fascinante, especialmente para mim e confesso que sou um pouco suspeita para comentar a respeito, uma vez que esta é a minha "série" favorita. Antes que eu prossiga com a resenha, tenham certeza que estão a postos e com suas toalhas em mãos. Afinal, com este livro aprendemos também que tudo o que vamos precisar quando o mundo acabar será apenas uma toalha, por isso nunca esqueça onde deixou a sua. Mas falaremos disso mais tarde, afinal ainda nos restam ainda alguns minutos antes que o Planeta Terra seja destruído, certo?
É assim que a história de Arthur Dent começa. Certo, não exatamente assim, vamos fazer isso corretamente.
"O Guia do Mochileiro das Galáxias" é o primeiro volume da trilogia de cinco, os volumes que o seguem são respectivamente: "O Restaurante no fim do Universo", "A vida, o universo e tudo o mais", "Até mais, e obrigado pelos peixes" e "Praticamente Inofensiva. Todos estes cinco livros foram escritos por Douglas Adams. Vale ressaltar que há um sexto livro, mas este fora escrito por outro autor, falaremos disso no final desta postagem.
Também vale lembrar que, inicialmente, a série "O Guia do Mochileiro das Galáxias" era um programa de rádio transmitido pela emissora de rádio britânica BBC. A história inicia mostrando como Arthur Dent, um típico inglês apreciador de chás e possuidor de um azar imensurável, tem sua vida completamente modificada em uma reles manhã. Afinal, não é todo o dia que perdemos nossa casa, nosso planeta e ainda por cima descobrimos que nosso melhor amigo é um alienígena, não é?
Assim como foi planejado derrubar a casa de Arthur para a construção de um desvio, de uma rodovia o Planeta Terra também seria destruído para a construção de uma via intergalática por uma das raças mais detestáveis e burocráticas do universo: Os Vogons. Não que eles sejam maus, até porque não teriam inteligência para tanto. Apenas são insensíveis, cruéis e não tem aptidão alguma para escrever poesias (é a terceira pior do universo), como o próprio Guia diz. Bem, e é justamente em uma nave Vogon que Arthur e Ford pegam carona, com suas respectivas toalhas - é claro. Dessa forma iniciamos a nossa aventura através do universo. Um pouco mais a frente, neste mesmo livro, conhecemos também Tricia McMillian (Trillian), Zaphod Beeblebrox e Marvin. Personagens quais nos cativam de imediato. É impossível ler este livro sem exprimir um único sorriso.
As situações criadas pelo autor são inacreditáveis, digamos assim. O humor ácido de Adam está presente em cada linha do livro e as metáforas que utiliza para expressar suas críticas, ao mesmo tempo que extraordinárias, são hilárias. As personalidades dos personagens estão sempre em contraste e são muito bem desenvolvidas. Adams conseguiu utilizar o nosso universo, nossa rotina e tudo o mais de uma forma completamente revolucionária. Eu acho que poderíamos dizer que "O Guia do Mochileiro das Galáxias" é uma paródia ao nosso cotidiano, aliás, o livro mostra isso muito bem.
Não entendo porque o livro é classificado como infanto-juvenil uma vez que é preciso algum grau de maturidade para compreender tudo o que o autor quis passar com a história. Não arrisco dizer que compreendi tudo que Adams escreveu e nem posso dizer com certeza que consegui encontrar todas as reflexões que o livro quis passar, uma vez que cada um encara uma história de uma maneira diferenciada, dependendo sempre do momento em que se encontram. Porém, ainda acho que o livro não será tão fascinante para quem não consiga compreender um pouco que seja as reflexões que Adams faz sobre sociedade em que vivemos, a política, a religião, a vida e tudo o mais.
A escrita de Adams não é tão complexa, mas vale lembrar o livro, de certa forma, tem seu próprio vocabulário, mas geralmente as palavras são explicadas no rodapé e não é difícil acompanhar.
"O Guia" é com certeza uma das obras mais geniais que já li porque o livro não só entretém e diverte, como nos faz pensar em diversas questões do nosso cotidiano sem se tornar cansativo, moralista ou sequer parecido com o gênero auto-ajuda. Eu recomendaria para todas todas as idades, apesar de ainda achar que nem sempre os "menos experientes" (por assim dizer) irão compreender o verdadeiro valor desta obra.
Curiosidade: há um filme sobre este livro, mas a adaptação cinematográfica não chega aos pés do livro, como de praxe. E vale lembrar que dia 25 de Maio é o dia da toalha e nesse dia todos os fãs da "trilogia" carregam consigo suas toalhas onde quer que vão.
Adams infelizmente faleceu em 2001, mas apesar disso há uma continuação, escrita pelo autor de Artemis Fowl - Eoin Colfer - chamada "And Another Thing..." . Parece ser bem interessante, espero lê-lo em breve.
Sinopse:A acidental associação de Arthur Dent com aquele livro "O Guia do Mochileiro da Galáxias" não foi inteiramente acidente. Arthur tem viajado o comprido, largo, profundo e desconhecido, espaço. "And another thing" ("E outra coisa...") é a sexta parte da série "O Guia do Mochileiro das Galáxias" Apresenta-nos um panteão de deuses desempregados , o presidente galático
Novo Visual No Blog
Marcadores: NotíciasComo podem ver, alterei o visual do blog. Eu, particularmente, estava um pouco cansada do visual anterior e foi por essa razão que andei um pouco desaparecida do blog, mas agora estou na ativa novamente e logo mais haverá resenha para vocês. Como puderam perceber também, houve uma alteração na equipe do blog e temos um novo membro: Luiz Gustavo.
Espero que tenham gostado da alteração no visual e na equipe. E o Blog agora também tem um twitter: @eucoracaolivros, sigam-nos os bons!
Essa notícia era para ter sido postada anteontem, mas o cansaço somado ao sono acabaram por me impedir. Enfim, espero que gostem.
Em breve haverá um sorteio aqui no blog, então fiquem ligados!
Eu ♥ Resenhas: Fim do Jogo
Marcadores: Fim do Jogo, Frank Peretti, Literatura Estrangeira, Regular, Resenha, Tedd Dekker, Thomas Nelson Brasil
Título Original: "House".
Autores: Frank Peretti e Tedd Dekker.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 297.
Editora: Thomas Nelson Brasil.
Edição: 1ª Edição.
Tradução: Marcelo Barbão.
A única maneira de vencer é perder, a única maneira de sair é entrar
Quando estava na livraria buscando por algo novo, acabei me deparando com este livro. A capa me atraiu, a sinopse muito mais e a premissa de ter uma boa história de terror me agradava muito, no entanto, acabei me decepcionando. No início, a história apresenta um enredo interessante, personagens curiosos e as expectativas só aumentam a cada página.
No hotel, o casal se depara com outro casal, que acabou tendo o mesmo destino deles: se perdeu no meio do caminho e acabou parando ali. Coincidência? Bom, como se trata de uma história de terror, sabemos que não. A pequena família, dona da hospedaria, surge aos poucos e aparentemente do nada. A mãe e o pai são personagens sádicos e ao mesmo tempo hilários. O filho, a princípio, estúpido e idiota, chega a ser o personagem mais engraçado de todos. No entanto, as primeiras impressões são destruídas conforme a história avança. Os personagens são muito bem trabalhados - em especial o filho da família - e com o passar do tempo, chegamos até a torcer para que algum deles sobrevivam e que outros realmente morram.
Mas a verdadeira história começa quando um serial killer prende todos na casa e deixa para eles uma garrafa com três regras que aparentemente não fazem sentido algum.
Bem vindos à minha casa.
Regras
1. Deus veio até a minha casa e eu o matei.
2. Vou matar qualquer um que entrar na minha casa como matei Deus.
3. Se vocês me oferecerem um corpo, deixarei dois escaparem.
O jogo acaba ao amanhecer...
A história prossegue com os personagens se dividindo, já que alguns querem levar as regras - principalmente a terceira - à risca, enquanto outros preferem busca por uma saída lógica e uma alternativa que vá deixar todos vivos.
Até esse ponto, não há problemas. No entanto, quando o porão é apresentado, ficamos totalmente desorientados. As descrições do porão - que mais parece um outro mundo - são muito falhas. É difícil saber em qual quarto do porão os personagens estão quando existem milhares de portas e corredores percorrendo todo o subterrâneo da casa. Em certos momentos, cheguei a pensar que os personagens estavam perdidos em um esgoto, quando na verdade era um comprido corredor com correntes de ar e água. Bom, não tenho culpa, certo?
Para piorar a situação, a casa parece ter vida própria. Elementos sobrenaturais que são inseridos na história do meio para o fim, acabam destruindo todo o enredo que seria magnífico, se fosse apenas um jogo de um psicopata com sete ratos presos em uma casa. Os cômodos da casa mudam de posição; o que antes estava ali não está mais; as escadas que levavam até a saída acabam levando os personagens de volta ao ponto de partida... Ou seja: todos os personagens acabam presos dentro do porão e não sabem como sair. A loucura começa a tomar conta de todos os "inocentes", enquanto os "assassinos" buscam por eles.
Uma estranha garota também aparece no meio da história para complicar a situação. Fantasmas (zumbis, ou seja lá o que forem) aparecem repentinamente na história levando tudo a ruína. E o serial killer, antes muito atraente por usar uma máscara de ferro parece um demônio se teletransportando pelos cômodos do porão.
Não é um livro muito bom. Como havia dito, se não fosse pelos elementos sobrenaturais que não fazem sentido algum, a história seria fantástica. No entanto, tais elementos estão presentes na história, o que faz com que ela seja totalmente um fiasco. Não pelo fato da presença de tais elementos em si, mas pela falta de trabalho por parte dos autores em relação aos mesmos.
Uma fumaça negra surge do nada; a casa produz ruídos que parecem ensurdecer; uma garota que ninguém sabe quem é aparece e desaparece quando bem entende; e o psicopata parece convocar um exército de fantasmas para perseguir suas vítimas, na tentativa de forçá-los a se matarem, como a terceira regra do jogo sugere.
O final do livro acaba fazendo com que o mesmo pareça mais um livro de auto-ajuda do que, de fato, uma história de terror. No entanto, não posso classificar o livro como ruim, devido ao fato de que os personagens são muito bem construídos e os capítulos iniciais (até antes do sobrenatural surgir) são muito bem trabalhados. Não é uma leitura que eu recomendaria, mas para aqueles que tiverem interessados, não têm nada a perder.
Eu ♥ Resenhas: O Menino do Pijama Listrado
Marcadores: Cia das Letras, John Boyne, Literatura Estrangeira, Muito Bom, O Menino do Pijama Listrado, ResenhaTítulo Original: "The Boy in the Striped Pyjamas".
Autor: John Boyne.
Ano: 2006.
Número de Páginas: 186.
Editora: Cia. das Letras.
Edição: 20ª Reimpressão.
Tradução: Augusto Pacheco Calil.
Um livro tão simples e tão bem escrito que beira a perfeição. - The Irish Independent
Ao começar a leitura desse livro, damos de cara com um personagem ingênuo e inocente que nos conduzirá durante toda a história: o jovem Bruno, que mora em Berlim com a família na época da segunda guerra mundial. Já nas primeiras páginas no livro, vemos Bruno se deparando com um problema: ele e a família estavam se mudando da cidade. A princípio, o rapaz fica revoltado em ter que sair da cidade, abandonar a enorme casa em que vivia e ainda por cima, ter que abandonar os "três melhores amigos da vida toda". No entanto, como seu pai era um comandante do exército, e ele, apenas um garoto, não houve discussão.
No entanto, é na nova casa que Bruno tem uma de suas maiores aventuras. Em uma de suas expedições, ele acaba se deparando com uma cerca e acaba encontrando um estranho garoto trajando pijamas listrados. O desconhecido acaba se tornando o melhor amigo de Bruno, que todos os dias após o término de suas aulas particulares se dirigia à cerca para que pudessem ter mais uma tarde repleta de conversas. O estranho garoto, chamado Shmuel, acaba criando uma simpatia pelo novo amigo, e mesmo que os dois não possam brincar por causa da cerca que os separa, eles se contentam em ter uma amizade a base dos inúmeros diálogos que produzem ao longo da história.
John Boyne narra todas as aventuras de Bruno desde sua saída de Berlim até a chegada a nova e horrível casa em que ele começa a viver com maestria. Durante toda a leitura, têm-se convicção que quem está contando a história é realmente um garoto de nove anos, que nada sabe da vida e do que acontece ao seu redor, e não um autor de trinta e cinco anos que pesquisou muito sobre o assunto para depois poder criar um best-seller com uma criança como protagonista no cenário do holocausto judeu. Até mesmo os erros de pronúncia do protagonista não passam batido. Fuhrer acabou se tornando "Fúria" e Auschwitz (nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia) tornou-se "Haja-Vista". É incrível o sucesso desse livro e a genialidade de seu enredo apesar dele ter sido escrito em apenas dois dias!
Afinal, o que um garoto de nove anos sabe sobre a vida? Boyne deixa claro em suas linhas que Bruno não fazia idéia do que estava acontecendo na época, e o garoto sequer sabia o motivo da cerca existir, separando-o do tão querido amigo. A ingenuidade do protagonista é, sem dúvidas, a chave do sucesso deste livro, pois se não fosse por isso, seria apenas uma outra história qualquer sobre a segunda guerra mundial.
O garoto mostra um lado totalmente alternativo do holocausto judeu, narrado sobre os olhos de uma criança, que por um acaso, acaba se tornando amigo de um dos "inimigos da nação". A história não se foca na guerra, em Hitler, e no holocausto em si, mas sim nas aventuras de Bruno e no modo como ele enxergava as pessoas e tudo o que acontecia ao seu redor, de um modo tão simples que chega a ser fascinante.
Os personagens são todos apresentados por Bruno e também, bem explorados pelo autor. Não conhecemos totalmente cada um deles, mas podemos ter uma idéia de como eles são como um todo pelas narrações do garoto, e pela conversa do mesmo com os demais personagens da história. A mãe, em especial, é uma personagem muito bem caracterizada pelas constantes crises e pelos medicamentos que se tornam necessários devido ao que ocorre ao redor da família (e que apenas o protagonista não se dá conta do que é). É um livro tão simples e tão bem escrito que beira a perfeição.
Como nada é perfeito, posso indicar que a única falha do livro talvez seja o desfecho. O último capítulo, para ser mais preciso. Não posso revelar mais, pois acabarei dando spoilers. No entanto, posso dizer com toda convicção que, o desfecho do filme (pasmem!) é ainda mais emocionante e melhor contado do que o do livro. Mas, tirando essa falha, posso dizer que O Menino do Pijama Listrado é uma ótima leitura para quem quer ver a temática da segunda guerra mundial sendo narrada de uma maneira completamente nova, simples, ingênua e brilhante. Não é um livro longo e posso garantir que renderá uma ótima tarde de leitura. E não se preocupem com a adaptação cinematográfica, ela é tão fiel à obra original que, ao assisti-lo, pensarão que estão relendo o livro. Sem sombra de dúvidas, esse livro não pode passar batido!
No entanto, é na nova casa que Bruno tem uma de suas maiores aventuras. Em uma de suas expedições, ele acaba se deparando com uma cerca e acaba encontrando um estranho garoto trajando pijamas listrados. O desconhecido acaba se tornando o melhor amigo de Bruno, que todos os dias após o término de suas aulas particulares se dirigia à cerca para que pudessem ter mais uma tarde repleta de conversas. O estranho garoto, chamado Shmuel, acaba criando uma simpatia pelo novo amigo, e mesmo que os dois não possam brincar por causa da cerca que os separa, eles se contentam em ter uma amizade a base dos inúmeros diálogos que produzem ao longo da história.
John Boyne narra todas as aventuras de Bruno desde sua saída de Berlim até a chegada a nova e horrível casa em que ele começa a viver com maestria. Durante toda a leitura, têm-se convicção que quem está contando a história é realmente um garoto de nove anos, que nada sabe da vida e do que acontece ao seu redor, e não um autor de trinta e cinco anos que pesquisou muito sobre o assunto para depois poder criar um best-seller com uma criança como protagonista no cenário do holocausto judeu. Até mesmo os erros de pronúncia do protagonista não passam batido. Fuhrer acabou se tornando "Fúria" e Auschwitz (nome de um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia) tornou-se "Haja-Vista". É incrível o sucesso desse livro e a genialidade de seu enredo apesar dele ter sido escrito em apenas dois dias!
Afinal, o que um garoto de nove anos sabe sobre a vida? Boyne deixa claro em suas linhas que Bruno não fazia idéia do que estava acontecendo na época, e o garoto sequer sabia o motivo da cerca existir, separando-o do tão querido amigo. A ingenuidade do protagonista é, sem dúvidas, a chave do sucesso deste livro, pois se não fosse por isso, seria apenas uma outra história qualquer sobre a segunda guerra mundial.
O garoto mostra um lado totalmente alternativo do holocausto judeu, narrado sobre os olhos de uma criança, que por um acaso, acaba se tornando amigo de um dos "inimigos da nação". A história não se foca na guerra, em Hitler, e no holocausto em si, mas sim nas aventuras de Bruno e no modo como ele enxergava as pessoas e tudo o que acontecia ao seu redor, de um modo tão simples que chega a ser fascinante.
Os personagens são todos apresentados por Bruno e também, bem explorados pelo autor. Não conhecemos totalmente cada um deles, mas podemos ter uma idéia de como eles são como um todo pelas narrações do garoto, e pela conversa do mesmo com os demais personagens da história. A mãe, em especial, é uma personagem muito bem caracterizada pelas constantes crises e pelos medicamentos que se tornam necessários devido ao que ocorre ao redor da família (e que apenas o protagonista não se dá conta do que é). É um livro tão simples e tão bem escrito que beira a perfeição.
Como nada é perfeito, posso indicar que a única falha do livro talvez seja o desfecho. O último capítulo, para ser mais preciso. Não posso revelar mais, pois acabarei dando spoilers. No entanto, posso dizer com toda convicção que, o desfecho do filme (pasmem!) é ainda mais emocionante e melhor contado do que o do livro. Mas, tirando essa falha, posso dizer que O Menino do Pijama Listrado é uma ótima leitura para quem quer ver a temática da segunda guerra mundial sendo narrada de uma maneira completamente nova, simples, ingênua e brilhante. Não é um livro longo e posso garantir que renderá uma ótima tarde de leitura. E não se preocupem com a adaptação cinematográfica, ela é tão fiel à obra original que, ao assisti-lo, pensarão que estão relendo o livro. Sem sombra de dúvidas, esse livro não pode passar batido!
Eu ♥ Resenhas: Um Mundo Perfeito
Marcadores: Leonardo Brum, Literatura Brasileira, Novo Século, Regular, Resenha, Um Mundo Perfeito
Título Original: "Um Mundo Perfeito".
Autor (a): Leonardo Brum.
Ano: 2008.
Número de páginas: 296.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
Ano: 2008.
Número de páginas: 296.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª edição.
Tradução: -
Li este livro faz algum tempo e comprei-o diretamente das mãos do autor na bienal que aconteceu aqui no Rio de Janeiro no ano passado. Acho que devo começar essa resenha falando que criticar essa obra é bastante complicado, não por causa do livro em si, mas por causa dos fãs. Resenhas negativas deste livro foram pior recebidas que resenhas negativas do "livro do momento" Crepúsculo. Tanto foi a confusão por causa disso que algumas pessoas que tiveram uma opinião negativa sobre o livro e comentaram em suas resenhas no Skoob, receberam ofensas e foram até "perseguidas" dentro do site, em consequência disso, chegaram até a excluir suas resenhas sobre o livro para evitarem a confusão. Polêmicas à parte, estou eu aqui para registrar nesse blog a minha opinião sobre o livro.
Ao que parece, "Um Mundo Perfeito" é um daqueles livros que ou se ama ou se odeia. Porém, como sabem, tento ao máximo ser imparcial nas resenhas que posto aqui.
"Um Mundo Perfeito" traz uma proposta interessante para um enredo de suspense instigante, mas não é exatamente isso que acontece. Conta a história dos 207 moradores da ilha de Pedra Luz que misteriosamente desapareceram da noite para o dia. A cidade é encontrada deserta, a não ser pela presença de uma criatura terrível rondando os céus da ilha.
Basicamente, é assim que começa esta história. Um começo bastante intrigante, certo? Mas com o decorrer dos fatos, a história vai se perdendo pouco a pouco e o suspense também. Pelo menos não se manteve para mim, porque assim que li a sinopse e vi a capa, adivinhei sobre o que seria mais ou menos o livro e foi justamente por isso que o comprei, porque a temática da história me agradava, porém, nem a temática foi motivo suficiente para me manter ansiosa até o término do livro. Para falar a verdade, passei uns três ou quatro meses sem lê-lo porque perdi a vontade.
Mas, enfim, é um livro regular. Algumas passagens e elementos me pareceram muito exagerados e algumas partes pareceram que estavam ali apenas para encher o livro de páginas, pois não tinham relevância alguma. Pareceu-me que o autor teve muitas ideias e tentou usar todas (ou a maioria delas), posso estar errada, obviamente. Contudo, a mistura não ficou tão boa, eu - particularmente - não gostei. Acho que ele poderia ter desenvolvido melhor uma história só e apenas abordar as outras. A tensão, pelo menos pra mim, só apareceu no livro lá perto do final que, aliás, cheirou a "auto-ajuda". Achei algumas explicações desnecessárias, pois era tudo muito óbvio o tempo todo. Mas ainda há partes que são muito boas, como o capítulo do menino-melão (leiam para saber), foi realmente poética a forma que o autor descreveu os pensamentos e sentimentos do menino. Sendo o primeiro livro do autor, acho que vale à pena relevar os deslizes; porém, eu não recomendaria para os fãs de livros de terror e suspense mais complexos, aliás, para qualquer leitor que curta uma ficção mais complexa e inteligente, principalmente se não curtirem finais no estilo de auto-ajuda.
Em suma, o livro tem a intenção de mostrar que precisamos aceitar a nossa vida como ela é e aceitar nossos defeitos. Em “um mundo perfeito” tudo rapidamente se transmuta em imperfeito e em terror para aqueles que tiveram seus desejos realizados. Basicamente, os desejos realizados se transformam tão logo em maldições. Eu gostaria de falar mais, porém, tenho receio de acabar falando algum spoiler.
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