Teaser de "O Turno da Noite"
Marcadores: Literatura Brasileira, O Turno da NoitePara quem acompanha o blog do autor André Vianco (clique aqui para acessar) de perto já sabe que saiu o teaser da série tão esperada, "O Turno da Noite", seriado esse que já comentei aqui no blog há um certo tempo. O fato é que está quase tudo ficando pronto e a ansiedade está se tornando cada vez mais inevitável, confesso que eu já não tenho nem mais unhas para roer de tanta curiosidade. Decidi pela foto do Dimitri porque ele é o protagonista do tão esperado teaser e porque eu sempre gostei dele desde que ele fez a sua primeira aparição nos livros, enfim, sem mais delongas, fiquem com o teaser:
Eu ♥ Resenhas: 100 Escovadas Antes de ir Para a Cama
Marcadores: Julliana Passos, Literatura Estrangeira, Objetiva, Regular, Resenha
Título Original: "100 colpi di spazzola prima di andare a dormire"
Autor: Melissa Panarello.
Ano: 2004.
Número de Páginas: 157.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.
Autor: Melissa Panarello.
Ano: 2004.
Número de Páginas: 157.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.
Li esse livro faz algum tempo, mas esse é aquele tipo de livro que não passa em branco. Querendo vocês ou não, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" é um livro polêmico porque narra a iniciação sexual de uma menina de apenas 15 anos e, digamos assim, a vida sexual dela é um pouco assustadora - especialmente - para a sua idade. Afinal,
O livro vendeu mais de quinhentos mil exemplares na Itália, e teve seus direitos de tradução negociados em 24 países. Depois me repreendem quando eu digo que tudo relacionado ao erotismo vende bem.
Pode-se dizer que a história inicia quando Melissa tem sua primeira vez. E é nesse momento que ela constata (ou tem a ilusão de constatar) que os homens não estão interessados na essência de uma mulher, nem são capazes de amar prescindindo da carne. Dessa forma, Melissa passa a se entregar à todos que a desejam, esperando que um dia algum deles possa olhar em seus olhos e descobrir que a ama.
Assim, tem o início de um período de dois anos em que a jovem experimenta as mais variadas práticas sexuais, incluindo as menos convencionais, como sexo grupal com desconhecidos e sadomasoquismo. Pode-se dizer que Melissa experiementou praticamente tudo possível. As aventuras sexuais da personagem (aventuras quais a autora diz ter vivenciado, mudando apenas os nomes e algumas datas) são intercaladas com divagações e situações do cotidiano da adolescente. A todo o momento temos a sensação de estar realmente lendo um diário - um tanto quanto depravado - de uma jovem e inocente menina. Gostando ou não, Melissa é muito inocente, porque só com tamanha inocência - aqui como um eufemismo para burrice, com todo o respeito - é possível crer que através do sexo casual se obterá um amor verdadeiro e puro. Melissa poderia ter evitado todo essa sequência dramática de abusos e humilhações, mas ela sempre permitiu porque achava que dessa forma encontraria alguém que a amaria completamente, até a essência. Particularmente, isso ainda não me desce a garganta.
Porém o livro não é de todo o mal, há partes com algumas reflexões interessantes por parte da jovem. Melissa passa por uma crise na adolescência - digamos assim - bem comum. Aquela em que na época achamos que ninguém nos entende ou entenderá e por isso sofremos. Creio eu que seja bem comum porque grande parte das pessoas com quem conversei a respeito passaram por isso, até eu mesma passei, ah... "aborrecentes", oops. Enfim, cada um - quando passa por isso - consegue arrancar algumas reflexões interessantes e chegam algumas conclusões que dificilmente chegariam caso não estivessem passando por tal "crise". A de Melissa já foi dita aqui algumas linhas acima e como eu mesma já disse, não achei tão inteligente assim. Pareceu-me que a sede de amor que Melissa sentia, na verdade, era a falta de um amor primordial: o amor próprio.
Eu esperei o movimento seguinte, estava excitada, mas assustada também. Perguntava o que sentiria se quem estivesse me violentando fosse um desconhecido de verdade, e não o meu doce professor. Depois apaguei esse pensamento, lembrando de algumas noites atrás e de todas as violências contra a alma a que fui submetida tantas vezes... queria mais violência, violência até não poder mais. Me acostumei, talvez não consiga mais passar sem isso; seria estranho se um dia a doçura e a ternura batessem na minha porta e me pedissem para entrar. A violência me mata, me estraga, me suja e se nutre de mim, mas com e por ela sobrevivo, dela me alimento.
Esse trecho retirado do livro expõe bem como a mente de Melissa "trabalha". Eu poderia dizer até que é um livro perturbador caso o leitor tenha uma mente mais convencional. Então eu só recomendaria a leitura desse livro caso a pessoa consiga ler sem prejulgar as ações de Melissa (o que é bem difícil porque ela age com tanta estupidez que irrita), pelo menos até chegar ao final do livro. Final esse que lembra os contos de fadas, mas não vou dizer exatamente como se dá pra não perder a pouca graça que ele já tem. Só posso dizer que achei um tanto forçado, apesar de eu já ter econtrado um rapaz com as mesmas descrições utilizadas pela a autora.
Ah, uma coisa que achei bem interessante é que no decorrer da obra, Melissa encontra um homem que a chama de "Lolita", para os que não conseguiram somar A+B, Lolita é um livro de grande repercussão, além de ser polêmico já que trata do relacionamento de um homem com uma menina de 12 anos. O livro foi escrito pelo russo Vladimir Nabokov. É um livro sensacional e a escrita de Nabokov é sublime, mas enfim depois faço uma postagem à essa fantástiva obra.
O que me fez ter vontade de ler este livro foi a grande quantidade de críticas negativas, então eu decidi que precisava testemunhar se essa obra era de fato tão ruim apesar do estrondoso sucesso pelo mundo. Quando terminei, não achei a obra tão ruim como achei que poderia ser, afinal o livro me proporcionou risadas incríveis (há certas passagens que é inevitável não rir) e eu já não esperava grande coisa como podem ter percebido.
Em suma, "Cem Escovadas Antes de ir Para a Cama" não é um livro sensacional, mas possui partes aproveitáveis no decorrer da leitura. Lembro que gostei da história que a mãe de Melissa
O livro também inspirou um filme homônimo (que eu acabei de fazer o download).
No mais, boa leitura ou bom filme, caso opte pela obra cinematográfica.
Top 10 Curiosidades sobre Escritores (Lit. Estrangeira)
Marcadores: Curiosidades, Literatura Estrangeira, Top 10
1 – Lord Byron tinha um pé torto, mas ninguém sabe dizer qual é. Sua mãe dizia que era o direito, assim como os seus editores, que tinham as botas dele para provar. Mas o fabricante dos seus aparelhos ortopédicos dizia que era o esquerdo. Edward Trelawny, amigo de Byron, espiou as pernas dele depois de morto e disse que eram nenhum dos dois, opinião compartilhada por um médico que examinou as botas dele 100 anos depois e concluiu que ele sofria na verdade de um distúrbio cerebral chamado diplegia espástica.Resultado do Sorteio do livro "Os Sete"
Marcadores: SorteioComo bem sabem, no dia 03/10 iniciamos o sorteio do livro "Os Sete" aqui no Blog. O período de inscrição foi bem longo até porque blog não é tão conhecido e muitas pessoas que desejam o livro poderiam não ficar sabendo do concurso, por isso o prazo dado para a inscrição foi até o dia três desse mês, portanto, só serão válidas as inscrições feitas até às 23:59 do dia 3/12/10. Hoje - ou melhor - agora, sai o resultado. Como foi dito na postagem relativa ao sorteio, o site random.org escolherá o vencedor. No mais, Alea jacta est.
Desejados da Semana ~ #5
Marcadores: Desejo da Semana
Um livro que eu particularmente estou ansiosa para ler é "Maldosas" (série Pretty Little Liars) de autoria de Sara Shepard, não sabia que a Rocco já havia publicado aqui no Brasil, mas confesso que foi uma surpresa mais do que agradável. Maldosas é o primeiro título das oito histórias da série Pretty Little Liars. Bem, eu estou louca para colocar as minhas mãos em toda a coleção, alguém aí quer me dar de presente?
No meado deste ano tive o prazer de conhecer a série de televisão produzida pelo canal americano "ABC Family" que é baseada nessa série de livros. Bem, confesso que o episódio piloto não chamou a minha atenção, mas no decorrer acabei gostando bastante e ficando curiosa com o desfecho - o que me fez desejar ainda mais a leitura dos livros.
Desafio de Férias 2010/2011
Marcadores: Desafio de FériasPara aqueles que ainda não sabem, esse é um desafio proposto pelo blog Garota It, é mais como uma meta de leitura durante as férias. Eu, particularmente, achei ótimo além de muito interessante, afinal quem resiste a um desafio? Ou melhor, quem poderia resistir a um desafio literário? Eu é que não vou ficar de fora, você vai?
Selinhos, prêmios e desafio dos 7
Marcadores: PrêmioPrimeiramente gostaria de agradecer o blog "Cartas para Ficção" que nos presenteou com os selinhos e me propôs o desafio dos 7. Bem, vamos primeiro aos selinhos e prêmios.
Prêmio Dardo
Você é mesmo um Bookaholic?
Marcadores: CuriosidadesAchei esse texto na internet, mas precisamente no La mia vita tra le dita e achei bem interessante porque me identifiquei bastante e acho que grande parte das pessoas que acessam o blog podem se identificar também.
Você percebe que é um Bookaholic (um viciado em livros) quando:
Você descobre que comprou um livro que já tinha;Você compra livros mesmo tendo uma pilha enorme de livros ainda para ler;Você descobre que ADORA o cheiro de livro novos;Você não consegue parar de buscar informações e de obter sempre livros novos, mesmo que ainda não tenha lido aqueles que já tem em mãos;Você só vai dormir ao chegar no fim do livro;Você quer ler todos os livros do mundo de uma vez só;Você quando você fica super deprê quando não consegue ou super contente quando compra;Você não quer emprestar nenhum de seus livros, porque pode não recebê-los de volta e você quer guardá-los para o caso de querer reler um dia;Você escolhe suas bolsas baseado no fato de se são grandes o suficiente para caber um livro;Você tem e-books em todas os seus aparelhos: pc, notebook, celular, mp4, etc;Você lê mais livros do que o seu dinheiro consegue comprar e/ou o limite do seu cartão de crédito foi totalmente utilizado para comprar livros;Você lê dentro do onibus, mesmo sabendo que pode causar deslocamento de retina;Pega vários livros na biblioteca ao mesmo tempo, e compra mais alguns mesmo sabendo que não tem tempo para ler;Fica sem saber como vai incluir no orçamento o presente de aniversário de seu namorado/marido e ainda aqueles livrinhos que você queria comprar;Lê durante as aulas na maior cara de pau (escondendo o livro com o caderno ou o livro da escola;Você relê o mesmo livro mil vezes e a cada relida percebe um detalhe que passou despercebido, ou que você já tinha esquecido;Vê um amigo lendo um livro que você já leu e recita as falas dos personagens com perfeição. Não posso evitar, é como um jogo viciante;Se pergunta se existe um Leitores Compulsivos Anônimos;Faz a mala pra viajar e leva vários livros e quando chega na cidade vai logo procurar uma livraria ou uma feira de livros.
É uma droga, me encaixo em todas as situações. E não que interessa a vocês, mas decorei o ínicio de Lolita e sempre recito para as pessoas, geralmente pensam que eu sou louca. Mas fazer o que... :D
OBS: As duas imagens que utilizei, retirei do Google Imagens, não sei ao certo se pertencem a algum site específico, se pertencer, crédito a eles. :D
Book Trailer de Tempo dos Anjos
Marcadores: Anne Rice, Tempo dos AnjosPara aqueles que ainda não sabem, "Tempo dos Anjos" é o primeiro livro da nova série escrita por ninguém menos que Anne Rice, autora com mais de 100 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Mas dessa vez, Rice deixa os vampiros de lado e investe em outros seres sobrenaturais, os anjos - é claro.
Primeiras Impressões #4
Marcadores: Primeiras ImpressõesDoce Vampiro
Escrito por: Flynn Meaney
Sinopse: Tímido e desajeitado, Finbar Frame, de 16 anos, é daquele tipo que nunca consegue ficar com nenhuma menina. Alto, magro, pálido e alérgico ao sol, infelizmente as garotas do colégio não apreciam sua pele nem sua alma sensível. Mas, quando ele percebe que elas são obcecadas por vampiros, decide adotar medidas extremas – ele vai se tornar um vampiro! Ou pelo menos fingir...
Eu ♥ Resenhas: Sussuro - Hush Hush
Marcadores: Anjos, Bom, Hush Hush, Intrínseca, Literatura Estrangeira, Literatura Fantástica, Resenha
Título Original: "Hush Hush"
Autor: Becca Fitzpatrick.
Autor: Becca Fitzpatrick.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Número de Páginas: 264.
Editora: Intrínseca.
Edição: 1ª Edição.
Tradutor: Livia de Almeida.
Falar sobre esse livro vai ser um pouco complicado para mim porque sempre tento ser imparcial e se tratando desse tipo de literatura - Young Adult - é sempre mais complicado porque não é um dos meus gênero favoritos. Mas vou tentar mesmo assim.
"Sussurro" ou "Hush Hush" conta a história de Nora Grey, uma menina comum, ou melhor, aparentemente comum.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
Diferente da maioria, especialmente da sua melhor amiga Vee, Nora nunca havia direcionado seu interesse aos garotos apesar de estar em uma idade em que isso é tão comum como respirar, certo, talvez seja exagero meu, mas vocês compreendem o que quero dizer. Nora mora em um casarão um pouco distante da "civilização", como a própria Vee - melhor amiga de Nora - diz no livro, junto com sua mãe. A casa é uma das poucas lembranças que restaram do convívio que Nora tinha com o pai, este que foi assassinado em um "ato aleatório de violência". A mãe de Nora trabalha bastante e raramente tem tempo para ficar em casa, por isso Dorothea - doméstica - ajuda nos serviços da casa e em tomar conta de Nora durante parte do dia.
O livro inicia com um prólogo curioso que nos apresenta de como irá decorrer o resto do enredo, mostrando - basicamente - o inicio de tudo, mas só iremos compreender melhor o prólogo e de quem se está falando quando alcançarmos a metade para o final do livro. O primeiro capítulo começa em uma aula de biologia sobre "reprodução humana (sexo)" e o professor decide reorganizar os lugares e Nora acaba por sentar ao lado de um garoto misterioso, sombrio, com ar de perigoso e um par de olhos negros que a todo momento possível é citado no livro. Enfim, conhecemos Patch, mas pouco é revelado sobre ele, pelo menos até boa parte da metade do livro. As informações que Nora obtém em grande parte são sempre vagas, pelo menos - em minha humilde opinião - foram. Espero que ela desista de ser jornalista.
Bem, Hush Hush consegue sustentar certo ar de mistério e suspense em alguns momentos durante a leitura, porém não foge do clichê em momento algum, de tanto que em pouco menos da metade do livro (para não dizer um pouco mais do início) eu já havia deduzido quem fazia os ataques à Nora - ou pelo menos tentava, uma vez que fracassaram em todas as tentativas.
Confesso que só me surpreendi com o motivo de todo aquele alarde que há durante a história, talvez por ter achado o argumento apresentado pela autora bastante - com todo o respeito, mas não consigo pensar em uma palavra mais adequada - imbecil.
Continuando, Nora que nunca havia se sentido atraída por garoto algum, demora a aceitar que na verdade sente-se atraída por Patch, mas logo acaba cedendo. Nisso ela e Vee conhecem Jules e Elliot, dois rapazes que parecem ser realmente adoráveis, mas só parecem, enfim... Se eu continuar poderei cometer o pecado do Spoiler, uma vez que achei tão óbvio. Eu poderia citar mais algumas coisas, mas acho melhor não entregar tudo a vocês, afinal, os mistérios de Hush Hush não são tão difíceis de serem descobertos. Eu temo que possa acabar com a pouca surpresa que o livro oferece (no caso, a surpresa de que o que você imaginou de imediato fosse realmente verdade, tão decepcionante).
A protagonista também não possui nada de especial quanto a personalidade. Nora é absurdamente comum e vulnerável, tanto que acho rídiculo para o que ela "é". Seria pedir de mais ter uma protagonista mais inteligente e durona? Achei um tanto decepcionante, mas vejam, isso é típico nos livros desse gênero. Pelo menos em todos que li até agora.
Em suma, Hush Hush é um bom YA, mas - na minha opinião - deixa muito a desejar na questão literária, porque esse tipo de literatura é um tanto rasa na profundidade da história e dos personagens. Não há um desenvolvimento emocional e da personalidade dos personagens tão amplo como há em vários clássicos, além do enredo ser clichê ao ponto de sabermos a resolução do mistério muito fácil. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, não consegui perceber nada de surpreendente nas divagações da protagonista, a não ser o fato de ela pensar que Patch está querendo matá-la e mesmo assim sente-se terrivelmente atraída por ele, vai entender...
Uma coisa que não gostei muito neste livro foram as descrições. Achei um tanto vagas e por vezes desnecessárias - para não dizer pobres de conteúdo útil -, cita-se muito os olhos negros de Patch, dando sempre ênfase aos negros, achei isso cansativo.
Brincadeiras, revoltas e indagações à parte, Sussurro é um bom livro Young Adult, não fugindo nenhuma vez deste gênero, é claro. A vantagem dos livros YA é que a narrativa é leve, tão leve que terminamos de ler o livro facilmente sem nos estressarmos com dicionários e coisas do gênero. Nem é preciso pensar muito para entender o que está se passando na história e com os personagens porque os autores gostam de deixar tudo escrito. Só acho isso uma perda e tanto para a intelectualidade do leitor, exercitar o cérebro para entender e aprender com os personagens e a história é tão mais divertido.
Não dei 5 ou 4 estrelas para esta obra porque penso que para um livro ser "Muito bom" ou "Ótimo" é preciso muito mais habilidade do autor em conduzir uma história do que a Fitzpatrick teve. É preciso saber escolher as palavras, construir boas frases e, sobretudo, construir um enredo em que faça o leitor refletir e aprender alguma coisa com os personagens, é preciso ser um livro que consiga acrescentar algo a nossa visão da vida. Não tirei lição alguma de Sussurro, mas me diverti. Não vou dar uma nota tão baixa porque apesar de tudo, creio eu, livros desse gênero são feitos mais para entreter do que para refletir e devem ser julgados como tal, porque se fôssemos comparar Sussurro com algum clássico como, por exemplo, Orgulho e Preconceito, seria no mínimo rídiculo. Quanto a entretenimento Sussurro garante uma boa dose. É o tipo de livro que serve para intercalar leituras mais densas e complicadas, bom pra relaxar a cabeça. Recomendo até.
Eu não gostei muito, mas a Roquelaure adorou.
OBS: Peço desculpas pelo sumiço, mas para semana que vem tudo vai estar em seus conformes e desculpo-me também pelo tamanho desta resenha, tentei não me prolongar, mas eu sempre falho.
Eu ♥ Resenhas: Julie & Julia
Marcadores: Bom, Editora Conrad, Julie Powell, Literatura Estrangeira, Resenha
Título Original: "Julie&Julia"
Autor: Julie Powell.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 312.
Editora: Conrad.
Edição: 1ª Edição.
Autor: Julie Powell.
Ano: 2007.
Número de Páginas: 312.
Editora: Conrad.
Edição: 1ª Edição.
Best Seller internacional e vencedor do primeiro Blooker Prize (que premia livros baseados em blogs), Julie & Julia é uma história de desafios e superação, de risos e lágrimas, de uma mulher moderna lutando para colocar ordem em sua atribulada vida.
Julie & Julia conta a história de duas mulheres incríveis, que vêem através da culinária, um jeito de mudar suas vidas. Apesar de distantes no espaço e no tempo, Julia Child e Julie Powell tem semelhanças indescritíveis, e a admiração nutrida por Julie à Julia Child, me encantou em demasia.
O livro trata da história vivida por Julie Powell por volta do ano de 2003. No começo conhecemos uma Julie infeliz e sem nenhuma perspectiva positiva sobre o rumo que sua vida tomaria, mas quando encontra um livro de receitas na cozinha de sua mãe e acaba se surpreendendo ao experimentar a primeira receita. Após isso, decide fazer todas as 524 receitas em apenas um ano e criar um blog para contar sua experiência. O livro das 524 receitas de que se fala aqui não é nada mais e nada a menos que "Mastering the Art of French Cooking" ("Dominando a Arte da Cozinha Francesa"), escrito em 1961 por Julia Child. Essa que hoje é conhecida como a mulher que ensinou a América a cozinhar. Child viveu anos na frança, onde aprendeu a cozinhar e após voltar a América, estrelou um programa de culinária na TV.
Em 2009, a história se somou a biografia de Julia Child, dando origem ao filme homônimo. Recomendo e muito. Apesar de Amy Adams ter dado vida a uma Julie um pouco mais doce que a da vida real, Meryl Streep encarnou com grandiosidade e perfeição a grandalhona e fofa Julia Child. É um filme que proporciona boas risadas e vale muito a pena.
O interessante desta obra é que ela é real, seus personagens são reais, as receitas e tudo o mais é real. Não há como não se emocionar com as passagens escritas por Julie e saber que ela realmente vivenciou aquilo.
No mais, Bon Appétit! Opa, boa leitura.
Desejados da Semana ~ #5
Marcadores: Desejo da Semana
Por incrível que pareça meus hábitos de telespectadora estão voltando, claro, não como antes em que ver desenhos e determinadas novelas eram rituais importantíssimos. Está bem, a parte dos desenhos ainda é quando tenho tempo, apesar da maioria dos desenhos atuais serem uma porcaria comparados aos que eu via em minha infância. Enfim, não é sobre desenhos ou novelas que quero falar aqui, mas sobre uma série que chamou a minha atenção desde que assisti a primeira chamada. Bem, estou falando da série "As Cariocas", a série não chamou só a minha atenção por causa da forma como abordaram as mulheres cariocas, mas também pelo fato de elas serem cariocas. Eu vivo no RJ, então achei curioso ver como retratariam a minha cidade maravilhosa (atualmente não tão maravilhosa assim, mas ok). Eu ♥ Resenhas: O Pequeno Príncipe
Marcadores: Antoine de Saint-Exupèry, Literatura Estrangeira, O Pequeno Príncipe, Ótimo, ResenhaTítulo Original: "Le Petit Prince"
Autor: Antoine de Saint-Exupèry.
Ano: 1974.
Número de Páginas: 95.
Editora: Agir.
Edição: 17ª Edição.
Tradutor: Dom Marcos Barbosa.
Está aí um livro que é sim para todas as idades, sem restrições. O Pequeno Príncipe é uma obra de valor inestimável para a literatura mundial e é impossível não se emocionar ao menos um pouco com o que nos é apresentado a cada página. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições.¹
A obra conta a aventura de um pequeno garoto que mora em um asteróide que possui três vulcões (um extinto e dois em atividade) e uma rosa, mas a história não é contada pelo pequeno garoto, precisamos deixar isso claro. A história é contada do ponto de vista de um homem adulto, mas que nunca esqueceu sua criança interior, diferente dos outros adultos que surgem durante a história.
O principezinho antes de chegar à Terra, passou por outros planetas e encontrou, como posso dizer, pessoas bem peculiares. Adultos como os que vemos hoje, perfeitamente descritos em suas essências: o viciado em trabalho, o bêbado, os autoritários, etc. Não há como não enxergar em cada um desses personagens, um adulto que conheçamos.
O livro, de certa forma, é uma crítica aos adultos. Uma crítica as suas incoerências, as suas formas de agir para com os outros, as suas faltas de criatividade em ver o mundo, basicamente, a perda da sua essência infantil. Porque quando uma criança vira gente grande, esquece que foi criança, pois pensa que não tem mais tempo para isso, não encontra mais razões para ver a inocência das coisas porque há muito acredita ter perdido a sua própria. E o pequeno príncipe representa essa inocência infantil, a curiosidade, a vontade de saber mais sobre o universo e a vida e, como as crianças, o pequeno príncipe jamais recua diante uma pergunta já proferida.
O interessante desta obra é que quando somos gente pequena, criança, sabe? Acabamos por nos identificar com o pequeno principezinho e a forma como ele observa o mundo e os adultos. Quando crescemos, compreendemos o principezinho e nos identificamos com o narrador. Pelo menos foi assim comigo, apesar de não ter quisto fazer a leitura durante a minha infância por achar o principezinho muito chato, e confesso, por minha mãe ter dito que era uma leitura obrigatória e que este foi o primeiro livro de muita gente. Talvez ainda não tenham percebido, mas sou do tipo transgressor, adoro fazer o contrário do que me pedem, principalmente do que me ordenam. Enfim, preocupa-me quando arrumar um emprego, eu odeio ser forçada a fazer alguma coisa. Acho que no fundo todos são assim, não é?
Li esse livro há um tempinho atrás, acho que no começo deste ano, não me recordo bem. Mas o li em um dia, como podem ver, são poucas páginas e ainda há figuras intercalando os capítulos. Além do mais, o vocabulário não é rebuscado, diria que é enriquecedor para as crianças e para os adultos é bem leve e agradável, enriquecedor também, mas não tanto quanto para as crianças que estão no começo dessa jornada literária que dura a vida a partir de que se aprende a ler. Afinal, comer, coçar e ler é só começar.
"Segundo o presidente da ANL há evidências de que o livro de Exupéry foi inspirado em Natal, uma vez que nele constam desenhos de dunas, da estrela-cometa, um dos símbolos da cidade, falésias e de um vulcão, provavelmente o Pico do Cabugi, afora o baobá.
Existe, também, um relatório oficial do Correio do Sul, que atesta o vôo do escritor para Natal no dia 14 de julho de 1939, afora depoimentos de pessoas que estiveram com ele, como o jornalista Nilo Pereira.
De acordo com Diógenes da Cunha Lima, negar a vinda de Exupéry em Natal é negar a existência da Aeropostale, o correio aéreo francês. “Ele não viria até a América do Sul para fica só na Argentina. Tinha que passar pelo Brasil, especialmente por Florianópolis, Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Natal. Exupéry era um homem curioso. Seu temperamento não permitia que ficasse fechado num ambiente”, afirmou François d’Agay."²
Que honra para o Brasil, não acham? Apesar de tudo o que vemos, não é difícil acreditar na veracidade deste fato, afinal que outro país neste planeta poderia fornecer a beleza, a gentileza e tudo o mais que está nesta obra senão o nosso Brasil?
¹. Dados retirados do Wikipédia, portanto não posso afirmar com segurança se é verdade ou mentira, mas creio que seja verdadeiro, pelo menos a parte do livro francês mais vendido.
². Fonte.
Está aí um livro que é sim para todas as idades, sem restrições. O Pequeno Príncipe é uma obra de valor inestimável para a literatura mundial e é impossível não se emocionar ao menos um pouco com o que nos é apresentado a cada página. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições.¹
A obra conta a aventura de um pequeno garoto que mora em um asteróide que possui três vulcões (um extinto e dois em atividade) e uma rosa, mas a história não é contada pelo pequeno garoto, precisamos deixar isso claro. A história é contada do ponto de vista de um homem adulto, mas que nunca esqueceu sua criança interior, diferente dos outros adultos que surgem durante a história.
O principezinho antes de chegar à Terra, passou por outros planetas e encontrou, como posso dizer, pessoas bem peculiares. Adultos como os que vemos hoje, perfeitamente descritos em suas essências: o viciado em trabalho, o bêbado, os autoritários, etc. Não há como não enxergar em cada um desses personagens, um adulto que conheçamos.
O livro, de certa forma, é uma crítica aos adultos. Uma crítica as suas incoerências, as suas formas de agir para com os outros, as suas faltas de criatividade em ver o mundo, basicamente, a perda da sua essência infantil. Porque quando uma criança vira gente grande, esquece que foi criança, pois pensa que não tem mais tempo para isso, não encontra mais razões para ver a inocência das coisas porque há muito acredita ter perdido a sua própria. E o pequeno príncipe representa essa inocência infantil, a curiosidade, a vontade de saber mais sobre o universo e a vida e, como as crianças, o pequeno príncipe jamais recua diante uma pergunta já proferida.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
O interessante desta obra é que quando somos gente pequena, criança, sabe? Acabamos por nos identificar com o pequeno principezinho e a forma como ele observa o mundo e os adultos. Quando crescemos, compreendemos o principezinho e nos identificamos com o narrador. Pelo menos foi assim comigo, apesar de não ter quisto fazer a leitura durante a minha infância por achar o principezinho muito chato, e confesso, por minha mãe ter dito que era uma leitura obrigatória e que este foi o primeiro livro de muita gente. Talvez ainda não tenham percebido, mas sou do tipo transgressor, adoro fazer o contrário do que me pedem, principalmente do que me ordenam. Enfim, preocupa-me quando arrumar um emprego, eu odeio ser forçada a fazer alguma coisa. Acho que no fundo todos são assim, não é?
Li esse livro há um tempinho atrás, acho que no começo deste ano, não me recordo bem. Mas o li em um dia, como podem ver, são poucas páginas e ainda há figuras intercalando os capítulos. Além do mais, o vocabulário não é rebuscado, diria que é enriquecedor para as crianças e para os adultos é bem leve e agradável, enriquecedor também, mas não tanto quanto para as crianças que estão no começo dessa jornada literária que dura a vida a partir de que se aprende a ler. Afinal, comer, coçar e ler é só começar.
Entendem quando eu digo que o livro consegue nos emocionar a cada página, nem que seja um pouco? Essas duas citações são só algumas das várias e maravilhosas que se apresentam em cada página desta história fantásticas para todas as idades."As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
"Segundo o presidente da ANL há evidências de que o livro de Exupéry foi inspirado em Natal, uma vez que nele constam desenhos de dunas, da estrela-cometa, um dos símbolos da cidade, falésias e de um vulcão, provavelmente o Pico do Cabugi, afora o baobá.
Existe, também, um relatório oficial do Correio do Sul, que atesta o vôo do escritor para Natal no dia 14 de julho de 1939, afora depoimentos de pessoas que estiveram com ele, como o jornalista Nilo Pereira.
De acordo com Diógenes da Cunha Lima, negar a vinda de Exupéry em Natal é negar a existência da Aeropostale, o correio aéreo francês. “Ele não viria até a América do Sul para fica só na Argentina. Tinha que passar pelo Brasil, especialmente por Florianópolis, Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Natal. Exupéry era um homem curioso. Seu temperamento não permitia que ficasse fechado num ambiente”, afirmou François d’Agay."²
Que honra para o Brasil, não acham? Apesar de tudo o que vemos, não é difícil acreditar na veracidade deste fato, afinal que outro país neste planeta poderia fornecer a beleza, a gentileza e tudo o mais que está nesta obra senão o nosso Brasil?
¹. Dados retirados do Wikipédia, portanto não posso afirmar com segurança se é verdade ou mentira, mas creio que seja verdadeiro, pelo menos a parte do livro francês mais vendido.
². Fonte.
Eu ♥ Resenhas: As Mentiras que os Homens Contam
Marcadores: Julliana Passos, Literatura Brasileira, Objetiva, Resenha
Título Original: "As mentiras que os Homens Contam"
Autor: Luis Fernando Veríssimo.
Ano: 2001.
Número de Páginas: 218.
Editora: Objetiva.
Edição: 1ª Edição.
"As Mentiras que os Homens Contam" é um Best Seller de Luis Fernando Veríssimo, o livro ficou entre os livros mais lidos e indicados pela revista Veja por mais de 115 semanas e até já ganhou vida nos palcos do teatro. Um sucesso? Sem dúvidas.
Está aí um ótimo livro para ser lido durante a ida e a volta do trabalho, uma vez que o livro traz divertidas crônicas que retratam bem certos momentos da vida tanto de homens como de mulheres. Não se espante quando eu digo "mulheres" porque apesar do livro se intitular "As Mentiras que os Homens Contam", não são só os homens que mentem durante as 40 histórias que estão nesta obra.
Veríssimo consegue nos guiar por páginas e mais páginas sem que percebamos até que descobrimos que estamos na última página do livro, terminando a última crônica, então o gostinho de "quero mais" nos atormenta. Apesar de eu já conhecer algumas das crônicas que estavam neste livro, adorei relê-las. Veríssimo tem um pouco dessa magia que nos envolve e nos faz querer ler sem parar o que ele escreve.
É impossível não se identificar com alguma das curtas e engraçadas situações que ele nos apresenta durante a obra. Afinal, quem nunca mentiu na vida? Mentir é necessário para o bom convívio social, admitam os moralistas ou não, e de certa forma é isso que vemos no livro. Mentiras que utilizamos no dia-a-dia, aquelas meias verdades que dizemos ser inofensivas e que nos evitam grandes problemas... ou não.
Com toda a certeza, o livro é uma ótima pedida para presentear algum amigo, parente, namorado, amante, a minha pessoa (o livro que eu li é emprestado), etc. Recomendado para ambos os sexos de praticamente todas as idades (creio eu que o livro não seja do gosto das crianças e talvez estas não consigam compreender muitas coisas que estão contidas nas crônicas).
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