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Feliz 2011


Pois é, decidi fazer esse post hoje porque, bem, como sabem é o último dia do ano de 2010. Apesar de ter passado rápido, alguns dias foram longos o suficiente para que ríssemos e chorarmos o necessário que fosse. 

Dias bons, dias ruins sempre existem para todos, é claro, não existe ninguém mais azarado que ninguém. Tudo depende da forma que você encara os fatos, mesmo que na hora você chore, xingue e queira cometer homicídios em massa, algum tempo depois você irá rir disso. Rir de si mesmo faz parte do aprendizado da vida. 

Então espero que todos vocês, leitores, consigam ter ótimos momentos em 2011 e que mesmo nos maus consigam ver um lado positivo apesar dos pesares. Depois, quando as lembranças se imortalizem na memória e quando vocês olharem para trás, espero que consigam ver que o passado foi maravilhoso e que - talvez - se não fossem as quedas ao longo do caminho, vocês jamais seriam o que são hoje. Neste momento espero que um sorriso nostálgico e de satisfação surja em vossos lábios e também nos daqueles que escutaram a sua história.

Em 2011: Carpe Omnium!

Traduções e Adaptações

Você já leu um livro, o original ou um e-book traduzido? Já né? E então, correu para várias editoras e fez abaixo assinado para trazerem a obra para o Brasil? Sim, eu sei que já. E uma editora comprou os direitos e você teve algo como, orgasmos múltiplos? Você está gritando “SIM!”, né? E aí eles divulgaram o título em português, você correu para o blog da editora, ver a notícia com o tão esperado título e você deu de cara com uma coisa que te magoou profundamente, e você ficou bem assim: Que porra é essa?

É, amiga, eu te entendo perfeitamente.

Eu ♥ Resenhas: Opúsculo



Título Original: "Nightlight - A Parody [Paperback]"
Autor: The Havard Lampoon.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 144.
Editora: Novo Século.
Edição: 1ª Edição.




Talvez você ainda não tenha ouvido falar desta paródia a famosa saga da atualidade: Crepúsculo. Bem, Opúsculo não foge a regra do humor britânico (que sou fã, obviamente), sendo assim, é um livro de humor ácido e repleto de ironias e sarcasmo.

A paródia traz a história de Belle Goose, uma menina pálida, desajeitada e obcecada por não-humanos que se muda para Switchblade - uma cidade pequena - para morar com o pai depois do casamento da mãe. No primeiro dia de aula, após ser tão bem recebida pelos seus novos colegas normais e - por isso - entediantes e sem graça, Belle vê em uma mesa distante um rapaz com hábitos muito peculiares, primeiro: ele não havia notado-a e segundo: em frente a ele havia uma bandeja cheia de batatas deliciosamente assadas e ele nem ao menos havia tocado na comida. Afinal, que ser humano resistiria a batatas assadas? Belle então descobre que aquele ser tão concentrado e de cabelo castanho-ruivo-alourados heterossexualmente aparados era Edwart Mullen e se interessa por ele. Assim começa a aventura amorosa da futura ganhadora de um Oscar, como ela mesma se intitula. Claro, não devemos esquecer que Edwart a salva de uma terrível e perigosa bola de neve qual se derrete misteriosamente ao entrar em contato com o rapaz, como se fosse feita de uma substância aquosa. Devido a tantos acontecimentos estranhos, Belle chega a uma dramática conclusão: Edwart só pode ser um vampiro.

No decorrer da história, não deixamos de ver tudo o que lemos em Crepúsculo nenhuma vez. Acredito eu que Opúsculo consegue transcender o universo criado em Crepúsculo, uma vez que vemos também na Belle muito da autora da obra parodiada. Certo que não conheço Stephenie Meyer, mas é impossível não identificar certas passagens referentes a ela, como essa:
 
Digitei uma simples palavra: ―vampro. O Google perguntou: ―Você quis dizer vampiro?. Eu disse sim. 
 
Senti-me estupefata e confusa com os resultados: ―Nosferatu, ―Treinamento de verão Buffy, ―O princípio de romance de Kristen Stewart, ―O sol da meia-noite vazou, ―Robert Pattinson excelente cantor de blues.
 Estranho. O que qualquer dessas coisas tinha a ver com vampiros? Levantei da minha escrivaninha, sentindo-me tola por olhar para figuras de um belo casal que claramente não eram vampiros. Essa busca tinha sido infrutífera: apareceram somente 62.500.000 resultados. Teria que me apoiar em meu próprio conhecimento. Então pensei, por que não compartilho esse conhecimento com o mundo? Sentei-me de volta ao computador e fui para a página do verbete ―vampiro na Wikipédia. Acrescentei uma frase ao artigo: ―Edwart Mullen, de Switchblade, Oregon, é um vampiro, mas não o mate porque eu o amo! então, acrescentei uma foto dos músculos abdominais do Edwart.
 Se vocês perceberem, é claramente uma crítica a forma como Crepúsculo foi escrito. Eu, é claro, ri bastante com esse mais outros tantos parágrafos que não vou citar aqui, embora esteja louca para fazer isso.

Opúsculo consegue fazer piada com quase toda a obra escrita por Meyer, mas mesmo assim, não deixa de ser original. Achei a Belle Goose muito mais cativante que a Bella de Twilight, aliás, todos os personagens de opúsculo - confesso - achei que foram mais bem trabalhados do que na obra original. Edwart é maravilhosamente engraçado com todos as suas fobias e seus trejeitos nerds.

Em suma, Opúsculo tem parágrafos divertidos e uma escrita fácil de ler, além de não ter tantas páginas. Resultado? Um livro lido em poucas horas e com muitas gargalhadas ao passar das páginas. Recomendo tanto para os fãs da saga quanto para os que detestam. Mas seria interessante que a pessoa já tenha lido Twilight antes de ler Opúsculo, aliás, qual o sentido de ler a paródia de algo que você não conhece? Enfim, boa leitura e ótimas risadas!

Eu ♥ Resenhas: Dexter - A mão esquerda de Deus



Título Original: "Darkly Dreaming Dexter".
Autor:
Jeff Lindsay.
Ano:
2008.
Número de Páginas:
272.
Editora:
Planeta do Brasil.
Edição:
1ª Edição.




Dexter conta a história de um serial-killer que é também analista forense especialista em padrões de dispersão de sangue, no Departamento de Polícia de Miami. Estranho, não é? Mais talvez seja essa ironia que tenha feito a série de livros criada por Jeff Lindsay alcançar tamanho sucesso. Neste primeiro volume, conhecemos Dexter, o mundo em que vive e a forma como ele enxerga as coisas. O interessante no livro é que ele só mata aqueles que merecem e que a polícia não consegue apanhar. Dessa forma, Dexter pode aplacar a sua sede por sangue e morte e ainda fazer justiça, digamos assim. Por isso creio que o termo "A Mão Esquerda de Deus" não poderia ser melhor empregado se não em Dexter.
 
Nesse primeiro volume, surge um serial-killer semelhante a Dexter, ou melhor, que mata de forma similar a ele. Despertando assim, de certa forma, alguma admiração e inveja no nosso adorado assassino. Com o desenrolar dos fatos, Dexter começa a se identificar com o assassino e começa a divagar sobre a possibilidade do outro serial killer ser ele próprio, afinal, nosso querido Dexter começa a ter sonhos bastante peculiares a respeito dos assassinatos e uma série de coincidências o faz duvidar de si mesmo, fazendo o leitor mergulhar nesse mundo de mistério, sangue e violência.

Do ponto de vista de Dexter, podemos ver o quão estúpida a polícia consegue ser às vezes e como a politicagem influencia muito mais que bons resultados dentro não só da própria polícia, mas da sociedade. Laguerta e Deb são ótimos contrapontos no livro, claro, elas não são tão profundamente exploradas como Dexter, uma vez que o livro é narrado em primeira pessoa. Mas nos momentos em que aparecem, as personagens conseguem trazer ótimos diálogos, já que cada personagem tem em si vários defeitos como nós, leitores, e todos que nos rodeiam; o contraste entre as personalidades é incrível porque dá um ar de naturalidade no que está escrito, faz com que a história fique mais envolvente. Além do mais, a escrita de Lindsay é divertida e leve, fazendo-nos viajar dentro da mente de Dexter, vendo através de seus olhos e matando através de suas mãos. E a forma com que lidamos a esses assassinatos é tão natural que chega a ser um pouco perturbador quando paramos para pensar.

É impossível não se deixar seduzir pelo personagem, Dexter é carismático em demasia e Lindsay consegue nos fazer torcer por Dexter, mesmo em vista o que ele faz durante a noite. Bem, eu li esse livro há algum tempo (durante as aulas de química orgânica para falar a verdade) por isso não lembro tudo tão vividamente como se tivesse acabado de ler, por isso se alguns detalhes foram perdidos relevem, além de eu não lembrar, não quero dizer spoiler algum a você, querido leitor.

Para aqueles que também se interessaram, há uma série exibida pela Fox que é baseada no livro, pelo menos a primeira temporada é. Vale ressaltar que há diferenças entre o livro e a série, como sempre. Mas - no geral - recomendo ler primeiro o primeiro livro antes de ver a série porque você pode se surpreender mais. Pelo menos eu me surpreendi, quase acertei o final, hahahaha. Mas foi quase mesmo.

Ainda não li toda a série, mas estou louca para comprá-la, recomendo com toda a certeza. No mais, boa leitura ou boa série!

Eu ♥ Resenhas: Sementes no Gelo



Título Original: "Sementes no Gelo".
Autor:
André Vianco.
Ano:
2002.
Número de Páginas:
174.
Editora:
Novo Século.
Edição:
1ª Edição. 




Sementes no Gelo é um conto de suspense em que o sobrenatural é mais uma vez explorado por André Vianco. Nele, os espíritos que foram impedidos de reencarnar e se desenvolverem, se enraivessem e lançam sua fúrias sobre aqueles que entram em seus caminhos. É claro que nem todos são maus, porém, se até o bons matam nesta história, como é possível se salvar?

Eles conseguiram congelar seus corpos, não suas almas...

O título somado a capa já nos dá uma pista sobre que tipo de espíritos se trata aqui.

O começo é um tanto perturbador, trata-se de uma daquelas cenas polêmicas que geralmente vemos na televisão quando um assassino ou estuprador cruel é preso e a população deseja fazer justiça com as próprias mãos. O curioso, é que no meio da multidão surgem três pequenas crianças, elas entram na delegacia, mas parece que poucas pessoas notam. O policial que estava de guarda, acredita que elas vão apenas beber água e vão embora, mas não demora muito a perceber que elas passaram direto pelo bebedouro e seguiram rumo a carceragem. Então o policial vai atrás das crianças preocupado, mas estranha o fato de que elas tenham conseguido passar pelas grades - que estão trancadas. O mistério vai aumentando a cada passo.

O polical chama pelas crianças, mas elas não param e continuam seguindo em frente até a cela do cruel assassino de crianças. Desesperado, o policial tenta alcançá-los o mais rápido possível, porém, antes de chegar a cela de Damião, gritos apavorados ecoam pelo corredor. Vina, o policial, ficou desconsertado com o sumiço dos três, afinal as celas especiais - para onde haviam ido - não possuíam grades para que eles se esgueirassem, eram sólidas chapas de ferro. Não teria como criança alguma conseguir entrar ali, mas mesmo assim os gritos vinham de dentro da cela de Damião. Gritos de terror e desespero, era possível ouvir o barulho do corpo do assassino sendo jogado contra as paredes e até mesmo contra a porta de ferro. Vina então abre a portinhola de observação e viu, apesar da escuridão da cela, o corpo do detento no chão e três pequena sombras correndo ao seu redor. O policial tenta abrir a porta, mas a fechadura havia sido danificada. Só após longos minutos o potão sólido fora aberto. No chão jazia apenas o corpo desfigurado de Damião, sem nenhum vestígio de crianças. Fantasmas? Talvez. Mas esse é apenas o começo desse mistério.

Aos poucos, novos personagens vão surgindo e as histórias começam a se entrelaçar, assim, começamos a juntar as peças desse quebra-cabeça construído por Vianco junto ao detetive que aparece algumas páginas depois.

Este é um livro do Vianco que nunca chamou muito a minha atenção, na verdade, não achei a premissa da história grande coisa, por isso nunca me interessei em ler ou comprá-lo. Mas como comprei a coleção dele no site Submarino há um tempo e o livro veio, resolvi dar uma chance, já que ele é bem fininho. Mas confesso que o livro superou minhas poucas perspectivas e tem até seus bons momentos. Não senti medo nenhuma vez enquanto lia e eu sou facilmente impressionável. Fiquei no máximo um pouco tensa para saber como o Vianco explicaria a história. Mas ele não explica. Talvez se o autor tivesse se aprofundado um pouco mais tanto na história quanto nos personagens, talvez as cenas descritas nos deixasse mais emocionados. Mas o estilo do Vianco é assim, pelo menos nos livros que eu li, ele não vai tão fundo dentro da história ou do personagem, narrando apenas o básico para se entender o que se passa. Em histórias de ação, acho até que vale alguma coisa, mas em histórias de drama, suspense, terror e romance, se perde muito porque os mínimos detalhes é que tocam o leitor.

Além do mais, achei os argumentos um pouco fracos, tocando em assuntos polêmicos como aborto e inseminação in-vitro. Os abortados, segundo o livro, são os mais revoltados e se transformam em sombras. Algo como isso, não lembro bem porque o livro não me marcou muito, mas achei isso um pouco exagerado, mas enfim... Leiam por sua própria conta em risco, não recomendo e nem deixo de recomendar. Há aqueles que podem gostar, eu - particularmente - não achei nada de especial. Para mim, o Vianco tem obras melhores, mas não este não é necessariamente ruim. Apenas poderia ser muito melhor do que é.

Minha Caixa de Correio #1

Eu nunca fiz esse Meme porque minhas pilhas odeiam a minha câmera digital, então ficar carregando toda hora é um saco, além de não ser tão bom pra pilha também. Eu recebi o "Estrela Píer" da Kamila (que é uma fofa, vale ressaltar) primeiro, mas ainda não tive a oportunidade de ler porque para começar minha mãe pegou emprestado e depois minha amiga. Kamila, seu livro está fazendo um sucesso enorme aqui em casa! "O Rei e o Camaleão" do não menos queridíssimo Christian David chegou ontem e eu não poderia ficar mais feliz! Minha mãe já está querendo pegar emprestado para ler, sério, acho que o vício em livros é algo genético.

A Saga Evanescente - Rubro

Para aqueles que acompanham comunidades de novas sagas e histórias no orkut já deve ter ouvido falar de Rubro. Não? Pois bem, Rubro é uma espécie de web-novela escrita por Patrícia Camargo e hoje a comunidade conta com mais de 1.800 membros. Um fato notável já que Rubro ainda não é de fato um livro, apesar de que a autora já está entrando em contato com algumas editoras para conseguir a publicação de sua história. Um sonho para muitos fãs da web-novela que desejam ter em sua cabeceira um exemplar do livro.
Confesso que até hoje não parei para ler Rubro porque ler no computador é um desastre pra mim, especialmente no orkut. Mas agora que eu consegui o PDF da web-novela posso até fazer um esforço, quem sabe eu não me junte aos fãs da saga?

Sinopse:
Era uma vez uma menina. Mas ela não era uma menina qualquer. E ele sabia disso. Ele sabia disso, e mesmo assim se deixou envolver. Ele sabia que ela o destruiria. Sabia. Sabia que tê-la em sua vida uma vez podia ser coincidência. Sabia que duas vezes, algo estaria errado. E certamente sabia que vê-la em sua frente, uma terceira vez, só faria estragos. Mas ela não era uma menina qualquer.

Eu ♥ Resenhas: Histórias Liliputianas


Título Original: "Histórias Liliputianas"
Autor:
Vários.
Ano:
2010.
Número de Páginas:
95.
Editora:
Andross.
Edição:
1ª Edição.
Oraganizador: Edson Rossatto.





É difícil falar de uma antologia como um todo porque, obviamente, várias histórias compõe o livro e cada história e cada autor tem seu próprio estilo e sua própria mensagem. Especialmente os microcontos, que - na minha humilde opinião - são os mais difíceis. Escrever pouco, creio eu, é mais complicado que escrever páginas e mais páginas. Por quê? Já imaginaram contar um fato, sentimentos, uma história completa em poucas palavras e ainda por cima cativar o leitor? Eu, pelo menos, acho bem mais complicado que os romances em si, já que o autor tem páginas e mais páginas para desenvolver e cativar seu leitor da forma que mais lhe for conveniente, embora é claro é preferível que o façam desde o começo. Mas nem sempre os começos são tão cativantes, não é mesmo? Enfim, vamos parar com os rodeios, acho que já conseguiram entender o que eu quis dizer.

Eu estava ansiosa para por as minhas mãos em Histórias Liliputianas porque uma amiga minha participou da antologia. A Ren Deville que posta aqui participou e seu conto foi um dos primeiros que li, embora ele só esteja na página 79. Na verdade li o livro de acordo com os títulos que mais me chamaram a atenção. Confesso também que um dos microcontos que mais gostei foi o do Lincoln Campos de Carvalho, intitulado como  "Medo do Êxito".

Histórias Liliputianas tem 43 microcontos e 95 páginas. Cada microconto não possui mais que seiscentos caracteres contando com os espaços. É um daqueles livros que te faz sorrir enquanto você o lê durante as longas horas presas em um engarrafamento, num ônibus cheio e completamente fechado (pelo menos onde eu moro, parece que todos sentem frio quando estão muito juntos, talvez esse negócio de calor humano seja muito século XX e neste século esteja fora de moda). Vejam, apesar de todo o começo do dia parecer um desastre, é impossível não esboçar um sorriso enquanto lemos. Essa antologia consegue fazer isto conosco. Histórias curtas, genialmente completas e sobre vários temas que nos fazem ora rir ora refletir ora os dois. Cada uma com as particularidades daquele que as escreveu. O melhor desta antologia é conhecer vários novos talentos ou até mesmo talentos não tão conhecidos da nossa literatura! Eu aprovo e recomendo para todos que precisam esfriar a cabeça, relaxar ou gostariam de dedicar um minuto do seu tempo a literatura. Porque um minuto é o suficiente para ler um conto da antologia, às vezes até menos.

Dica: TPM

Não! De modo algum é sobre aquele carma que precisamos aturar durante cada mês e nossos namorados precisam aceitar. Não, não, de maneira alguma é sobre o "Tempo Para Matar" que esse post se trata, mas sim sobre um site literário que traz crônicas sobre universo feminino do ponto de vista dos homens (no caso, de um homem só,- o autor - , mas nós sabemos que eles são todos iguais, há!). TPM, nesse caso, significa "Toques Para Mulheres", confesso que achei muito inteligente a formação do título, vocês não?


Essa Semana #3



Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura. Tem interesse em participar? Saiba como aqui!
 Na semana passada, eu li:
Sementes no Gelo do André Vianco e ainda estou lendo Os Delírios de Consumo de Becky Bloom da Sophie Kinsella.

Eu ♥ Resenhas: O Caminho do Poço das Lágrimas



Título Original: "O Caminho do Poço das Lágrimas"
Autor:
André Vianco.
Ano:
2008.
Número de Páginas:
208.
Editora:
Novo Século.
Edição:
1ª Edição. 





O Caminho do Poço das Lágrimas é um livro do André Vianco que eu sempre tive curiosidade para ler, por isso aproveitei uma promoção no site Submarino e o comprei tão logo pude e bem, seria mentira da minha parte não dizer que o livro foi uma grande surpresa para mim porque a temática difere bastante da maior parte dos livros do Vianco que eu conheço.

A história que nos é apresentada em "O Caminho do Poço das Lágrimas" é repleta de suspense. No início conhecemos Jonas, seus dois filhos e o conflito que há entre eles. Os três acordam no meio do nada sem saber o que aconteceu e como foram parar ali. A cada página o suspense aumenta e diversas teorias surgem na cabeça do leitor para tentar explicar a situação dos personagens. É mais do que claro que Vianco sabe conduzir uma boa história. O pai - Jonas - que não quer que os filhos desconfiem que estão perdidos, finge saber exatamente onde está e que o carro se encontra após um caminho de pedras que avista por ali. Bosco, o filho mais novo, é o que mais desconfia do pai, mas o segue mesmo assim. E, dessa forma, os três entram no caminho do Poço das Lágrimas.


Enquanto seguem a sua caminhada, encontram um homem que lhes avisa para não saírem do caminho e que devem seguir em frente sem ficarem tentados a sair ou a parar. Certo, é lógico que eles saíram do caminho e, de certa forma, até creio que foi necessário porque quando saem, tem de enfrentar seus pesadelos e temores. Então começamos a conhecer um pouco mais cada personagem através do universo fantástico que Vianco criou dentro dessa história. Por alguma razão lembrou-me um pouco Alice no Pais das Maravilhas e Coraline, talvez pelo local "parecer ser" um universo paralelo a realidade, mas é claro que esta obra não se equipara aos dois, porém - mesmo assim - não deixa de ser um bom livro. E apesar de eu já ter deduzido na metade da história o que havia acontecido, posso dizer que acertei só a metade dos fatos - o que é muito bom -, mesmo que o final tenha sido um pouco desanimador. Pelo menos para mim foi, achei um tanto cruel para um determinado personagem, que eu não vou especificar para deixar o clima de suspense no ar.


O fato é que essa obra de André Vianco nos transmite diversas reflexões sobre algumas atitudes que por vezes temos. Bosco, Jonas e Ingrid (filha mais velha) são como nós, então podemos nos identificar com os personagens e compreender suas atitudes na maior parte das vezes, além do mais, eles nos cativam o que é ótimo durante a leitura, diria até que é necessário para o leitor.


A linguagem abordada por Vianco é simples, apesar de encontrarmos vez ou outra alguma palavra nova para nosso vocabulário, mas dentro do contexto construído por ele, recorrer ao dicionário não é tão necessário porque conseguimos compreender o que ele quis dizer. Mas é importante marcar as palavras desconhecidas em algum caderno ou até mesmo no próprio livro para ampliar nossos conhecimentos. O livro é curtinho, é possível fazer como eu e lê-lo em poucas horas. Recomendo para todas as idades.

Desejados da Semana ~ #6

E o jeito é só desejar mesmo, já comprei tanto livro que está completamente difícil pensar na ideia de comprar mais. Ok, não é difícil pensa, não para mim. Mas para meus pais que já estão aterrorizados porque muitos dos livros que comprei ainda nem saíram dos plásticos em que chegaram.
Mas vamos ao que interessa, os desejados dessa semana, porque embora não possamos comprar, podemos desejar, não é?
Os livros que mais me chamaram a atenção são todos do mesmo autor, claro, vocês já devem ter ouvido falar do magnífico Neil Gaiman, eu praticamente quero todos os livros que ele escreveu, mas essas obras chamaram a minha atenção:

Top 10 Curiosidades sobre Escritores (Lit. Brasileira)




 1 -
O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém o tirasse do lugar.
 





2 - Gilberto Freyre
nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.




Essa Semana #2 e mais selinhos



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 Na semana passada, eu li:
"Os Sonhos Morrem Primeiro" de Harold Robbins e "O Caminho do Poço das Lágrimas" de André Vianco.

Eu ♥ Resenhas: Um Longo Caminho para Casa

Título Original: "The Long Road Home".
Autor: Danielle Steel.
Ano: 1998.
Número de Páginas: 366.
Editora: Record.
Edição: 1ª Edição.


Li este livro há algum tempo, mas é impossível esquecer essa obra tão, como posso dizer, infeliz. Mas com esse adjetivo não quero dizer que é um livro falho, a infelicidade que cito aqui é a essência da história que lemos. É deprimente, angustiante e ao mesmo tempo, infelizmente, é real. Porque de fato existem casos como o de Gabriella Harrison e seria hipocrisia demais negar.

Aos sete anos de idade, Gabriella Harrison se sente um estorvo na vida dos pais, o que convenhamos é terrível para uma garotinha com tal idade. Gabriella acredita que é a culpada por fazer seus pais tão infelizes, uma vez que a mãe gostava de deixar isso bem claro, assim, a pobre menina acredita que é má, terrível e que não era amada por seus pais por causa dos constantes desgostos que lhes causava.
O pai nada faz a respeito dos abusos que a mãe cometia a filha, aliás, tentou apenas uma vez e falhou e não tardou muito em abandonar as duas. O mundo que Gabriella conhece é uma mistura confusa de terror, traição e dor. Não tarda muito e a mãe de Gabriella arruma um novo namorado e decide se mudar para a casa dele, abandonando a criança em um convento. Bem, isso foi uma libertação para Gabriella e foi um dos momentos do livro que a personagem obteve um pouco de paz e amor, mas como já insinua o título do livro, Gabriella tem um longo caminho para chegar em casa de fato.
Quando decide se tornar freira, Gabriella conhece o amor entre um homem e uma mulher, se apaixonando por um padre e ele lhe retribui os sentimentos.  Após uma terrível tragédia que envolve o casal, a jovem segue para Nova York  onde conhece um grupo de pessoas que a auxilia em seu sonho como escritora , porém mais uma vez a desgraça lhe sorri e Gabriella sofre o diabo novamente, com isso decide que a única forma de se recuperar e se sentir definitivamente liberta dos traumas e problemas que a assombram seria encarar o passado de frente.

É uma história de superação em todos os sentidos. A luta de Gabriella nos emociona, principalmente as passagens que remetem a sua infância. Esse foi um dos únicos livros que conseguiu me fazer chorar, se bem que que minhas lágrimas eram de ódio, mas está bem.

É um livro que explora bastante o drama, o que às vezes irrita e desagrada um pouco o leitor. Afinal, Gabriella passa por tantas provações que  parece até um pouco forçado. Porém, se o leitor apreciar histórias com um grau muito elevado de dramaticidade recomendo com toda a certeza esta obra de Danielle Steel. É um livro tocante e com uma escrita simples, fazendo com que a leitura ocorra com leveza. Recomendo aqueles que apreciam o gênero drama.
 
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