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Eu ♥ Resenhas: Arma de Vingança




Autor: Danilo Barbosa 
Ano: 2011
Número de Páginas:278
Editora: Baraúna
Edição: 1º




 

“Como uma deusa cruel e vingativa, passei por cima de todos que atravessaram meu caminho, para conseguir castigar aqueles que me fizeram sofrer. Cada doce carícia que deixei a quem não merecia foi retribuída com sedutores toques manchados de sangue.
Por isso, sem qualquer remorso, pense que estou ao seu lado, minha única testemunha, e direi ao pé do seu ouvido: eu matei.”

Vou começar exatamente do mesmo ponto em que iniciei minha leitura, convidando vocês a penetrar o mundo de Ana.  

Ana, uma moça normal como tantas outras. Bonita, inteligente, com amigos legais e, também, uma séria queda para “homens problemas”. Mas, alto lá, não pense que Ana é aquela mulher de arroubos adolescentes, que porta como uma menina desnorteada e senso nenhum mesmo quando alcança quarenta anos de idade. Não que vamos conviver com a Ana até esses idos, mas de fato, veremos a Ana como uma menina que se torna uma grande mulher.

Particularmente, eu juro que teria muitas dúvidas diante das questões que Ana raciocina rápida e friamente. Todavia, em muitos momentos me vi em Ana. 

A Ana menina que anseia por um romance perfeito depois de um namoro conturbado e arrasador com o Rambo, onde Ricardo cai como uma luva. O gentleman implacável em atitudes e palavras sussurradas, que nos adoça e envolve em sua trama. Um homem digno de ser capa da Vogue e mister em ser “o canalha”. Pior do que Rambo, porque Ricardo nos manipula através de nossa alma. Sem que sintamos e possamos combatê-lo. É assim com Ana e com que se envolve com ela.

As verdades se chocam e se confundem no desenrolar da trama, e acho muito interessante, que ao invés de um trailer de ação, que o Dan poderia ter feito do início ao fim, ele nos propõe a ótica do psicológico. Isso faz o leitor se questionar a cada letra. Questionar Ana e a si mesmo. É um compromisso que o autor firma com quem está do outro lado das páginas: eu te apresento a alma de Ana. Não é como um romance policial que prima por cenas de perseguição e caça ao rato; Arma se desvenda pelo elo que o seu subconsciente faz com Ana. A Ana destruída pelo Ricardo e que ressurge em vingança.

Eu não tinha desvendado isso, até ir para o trabalho e não conseguir ler uma página depois da entrada de Rafael na trama. Rafael, que como um anjo que é, veio iluminar nossas vidas. Então, tocou uma música no rádio, e cara, lá tava eu sonhando.

É, eu sonho com músicas. E escrevo com elas. E agora, resenho com elas tb. E, bom, tava tocando “Eu não estou nesses planos”, do Gabriel Guerra. Passei bons momentos com ela sem perceber. Cantando e lembrando de Ana... do meu compromisso com o Dan. Para mim era aquela a música do Rafael, e eu tinha certeza de quando ele entrou na vida de Ana, e na minha, tudo ia caminhar bem... Eu e Ana íamos nos salvar de nossa sede. Sede de sangue e vingança. Só que aí, o Dan brinca com nós, e coloca a gente dentro de um jogo policial. E eu viro e digo: ei, temos muita ação. 

As páginas realmente se derreteram sob meus dedos, e foi delicioso ler Ana. Arma de Vingança não é um convencional romance policial, não cai na mesmice, que é feito pra encantar a mente, nos sufocar gritos e preencher várias prateleiras de livrarias por aí. Arma nos leva ao ser humano e às conturbações que acontecimentos, aparentemente cotidianos, podem desfraldar. Nos remete a analise do mal e bem que habita cada um de nós... Do que podemos nos transformar se guiados por instintos errados... mas mesmo assim, ainda há chance de retorno. Sempre há, basta encontrar em nós a resposta. 

Eu encontrei em Ana, e você?

Ps: Resenha feita pela Roxane Norris, autora de Immortales - a ser lançado pela editora Baraúna -, que também faz parte do blog, eu só postei porque sou uma boa menina. Vale também ressaltar que nós temos uma nova amiga no blog, a dona Teffy - Stefhany como eu carinhosamente a chamo. Então dêem as boas-vindas as meninas!

Eu ♥ Resenhas: A Estrada da Noite

Título Original: Heart-Shaped Box
Autor:
Joe Hill
Ano:
2007
Páginas:
254
Editora:
Sextante
Edição: 1ª Edição

O livro de terror mais bem escrito que li nos últimos tempos. A razão? Simples: causar tensão e susto sem o auxílio de trilhas sonoras ou de imagens sanguinolentas é o grande desafio de quem escreve esse gênero, e "A Estrada da Noite" conseguiu isso com primor. Incrível a forma que palavras impressas em papel me fizeram arrepiar e olhar sobre os ombros com a impressão de estar sendo observada. Um livro que cumpre a proposta inicial.
Pode-se dizer que o autor traz no DNA a inspiração para o macabro. Ele até tentou esconder suas origens através de um pseudônimo, mas o disfarce não durou muito. Logo foi revelado que Joe Hill é, na verdade, Joseph Hillstrom King - um dos filhos do mestre do suspense Stephen King com a romancista Tabitha King. O nome do pai, obviamente, direcionou os holofotes da mídia para o trabalho de Joe. Eu fui mais uma leitora curiosa para conferir se o talento de King tinha herdeiro, e por isso comprei “A Estrada da Noite”. Depois de poucas páginas, já tinha a resposta para o dilema: SIM! 

Deixando a comparação de lado, a atenção dirigida ao segundo livro de Joe Hill se provou merecida.
O autor soube criar personagens com um poder de empatia sensacional. Jude Coyne (trocadilho com “moedas de Judas”, em inglês) não é o protagonista simpático de costume. Roqueiro de meia-idade, Jude é o único sobrevivente de uma banda metaleira que foi sucesso no passado. Dá para fazer uma trilha sonora das boas para a história com as bandas que Jude cita como influências. O roqueiro cumpre seu papel entre altos e baixos. Tem alguns momentos heróicos, mas também deixa de agir por medo, comodismo, ou simplesmente por não se importar o bastante. Abandonou quase todos os vícios, mantendo apenas um: namorar meninas mais novas, góticas, e sensuais. A namorada da vez atende pelo apelido de Geórgia (Jude nomeia as namoradas em homenagem aos seus estados de origem), e é a personagem que mais cresce ao longo da história.


“Vou vender o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto...”

O livro começa com a oferta , via e-mail, de um produto que promete coroar a coleção de objetos macabros de qualquer maluco: um paletó assombrado. O roqueiro que possuía crânio humano, laços usados em forcas, livro de receitas para canibais, e até a confissão assinada de uma bruxa, não foi capaz de resistir à chance de aumentar seu conjunto de horrores. Intrigado, e divertindo-se com a idéia de comprar um fantasma, Jude pede que seu assistente, Danny, requisite o objeto. O paletó do morto chega dias mais tarde, numa estranha caixa negra em formato de coração, e parece assustar os cães de Jude a ponto de fazer as feras fugirem com o rabo entre as pernas. O próprio Jude sente calafrios inexplicáveis ao ver Geórgia vestir o paletó, e resolve devolvê-lo à caixa e deixá-lo longe das suas vistas. Porém, a presença do paletó na casa é o suficiente para que Jude comece a ver um terceiro morador pelos corredores. Um velho, vestindo o paletó, parece estar por toda parte. Trata-se do fantasma de Craddock McDermott, padrasto de uma fã com quem Jude se relacionou no passado e que, após ser dispensada por ele, cometeu suicídio. Ao se dar conta da armadilha em que se meteu, Jude tenta devolver o paletó, mas a vendedora ri do desespero do roqueiro, e confessa que essa era justamente sua intenção inicial: enviar o fantasma assassino de Craddock para que Jude pagasse por seus pecados. O que torna o fantasma ainda mais perigoso é que Craddock, quando vivo, era especialista em hipnose, e a morte não diminuiu em nada suas habilidades. Sugestões de homicídio e suicídio começam a se infiltrar na mente de Jude, Geórgia, Danny e qualquer um que se aproxime do objetivo de vingança de Craddock. A partir daí, a paz do casal está oficialmente terminada. A casa não é mais segura, e a fuga de Jude e Geórgia a bordo do Ford Mustang 1965 não desacelera em nenhum momento. Cheio de fantasmas no armário – literalmente – Jude é obrigado a enfrentar cada um deles para tentar sobreviver a caçada implacável que ameaça levar tanto ele quanto Geórgia a percorrer a estrada que leva ao mundo dos mortos.

"Mais cedo ou mais tarde os mortos nos alcançam..."

A idéia mais interessante de Joe Hill a respeito dos espectros é a seguinte proposta:
E se você pudesse planejar sua participação no mundo após a morte? Morrer com um plano construído, pronto para pôr em prática assim que a alma deixar a prisão de carne e osso. Do que – ou de quem – você viria atrás, se soubesse exatamente como resolver seus assuntos inacabados quando se tornar um fantasma? Premeditar sua assombração é possível, caro leitor. Basta treinar a mente. Aprendam com o nosso amigo Craddock como se transformar num mortífero espectro do mal para tirar o sono – e a vida – de qualquer desafeto.

"- Por que você tem de fazer todas essas malditas perguntas? – Ele quis saber. [...]

- Prefiro fazer perguntas – disse ela – a respondê-las."

Outra questão que o livro aborda é o abuso infantil, e o quanto o trauma impacta na formação do ser humano. Mais de um personagem traz essa cicatriz invisível, derivada tanto de violências sexuais quanto de torturas físicas sofridas ainda na infância. Revelar muito sobre esse aspecto da história acabaria com a graça de lê-la. Entretanto, posso afirmar que o leitor que reflete a respeito do livro após terminá-lo, consegue enxergar que o passado pode ser o pior tipo de assombração para qualquer pessoa.

“Se o inferno fosse alguma coisa, seria conversa de rádio – e família."


Joe Hill construiu uma trama ágil, que consegue mostrar o passado de cada personagem sem atrasar a ação da história. Ação, aliás, é a marca registrada do autor, que não dá chance para o leitor recuperar o fôlego durante a corrida desenfreada dos personagens em direção ao palco da cena final – o lugar de origem dos pesadelos de Jude.

“A Estrada da Noite" se tornou uma viagem melhor e mais intensa do que eu esperava.

Eu ♥ Você, autor #1

Monstrinhos da minha vida. 

Hoje eu resolvi criar uma nova coluna aqui no Eu♥Livros, está certo que nós amamos os livros, mas é óbvio que também amamos aqueles que os escrevem, não? Afinal, sem eles, nada teríamos para nos entreter e apaixonar. O que seríamos de nós bookaholics sem os autores? Afirmo com certeza: nada. Absolutamente nada. 

Não haveriam livros, não haveria a paixão. Não teríamos nada sem eles.

Eu ♥ Capas ~ #8

Bom dia para quem acordou agora a pouco. 

Hoje é dia de capas e eu resolvi falar do primeiro livro de uma série que eu simplesmente amo, amo, amo! Succubus Blues da Richelle Mead. Esse livro foi publicado no Brasil com o título de "A Canção do Súcubo" sob o selo Essência da Editora Planeta e eu me recuso a comentar sobre ele, começando pelo título. Um dia farei um Eu ♥ Tapa na cara sobre o trabalho porco que fizeram. Então não reclamem eu não comentar sobre a capa brasileira, mas já deixo claro que ela é idêntica à americana, então nem gasto saliva. Mas caso você queira dar uma olhadinha na capa, tanto americana quanto brasileira, visite esse post onde eu comentei sobre traduções e adaptações.

Bem vindo ao Bookaholic Anonymous (BA)

 Não, espere, você não entrou no blog errado. Aqui é sim, ainda, o blog Eu <3 Livros só que essa postagem é uma postagem em ajuda a você, meu amigo que, como eu, é viciado em comprar, comprar e comprar mais e mais livros. Não posso prometer em postar a respeito disso aqui toda semana, mas certamente vocês ouvirão falar bastante por aqui.

Mas venha já, puxe uma cadeira, sente-se conosco e vista a camisa. Dê o primeiro passo e admita que você é sim um viciado em livros. Esse é o passo mais importante. O segundo? Nos indique onde estão as promoções para que possamos comprar juntos., seu lindo!

 A Parte da Reportagem com o BA

Ontem eu estava passando pela sala e estava passando Globo Repórter e o tema eu já sabia: Devedores Anônimos. Um dos casos apresentados contava a história de um homem viciado em comprar livros. Sim, queridos, ele era como nós e eu me senti representada na televisão. Certo que eu não devo a ninguém pelas minhas compras e sei controlar meus impulsos de uma viciada em livros pobre. Simplesmente fecho os olhos e saio de perto para não cair em tentação.

Mas devo dizer que compreendo muito bem os sentimentos daquele homem e até mesmo a Becky Bloom (a.k.a Personagem da Série da Sophie Kinsella) quando ela diz que quando compra é como o mundo ficasse mais bonito. 

Ah, quando compro, especialmente livros, é como se de repente todo o mundo fosse um palco e todas as luzes desse palco se apagassem e só uma luz branca e límpida acendesse sobre mim e meu novo bebê. Passo a mão pela capa prestando atenção em cada detalhe daquilo que agora me pertence, o cheio de livro novo, o cheio da nova aventura, romance e mistério que me aguarda... É como se eu estivesse prestes a ser transportada para um novo universo... até que um outro foco de luz recai em outro e mais outro e mais outro livro na prateleira. Prateleiras infinitas com livros infinitos e eu? Eu preciso tê-los, todos, agora. 

É neste exato momento que eu, queridos padawans, saio da livraria com o meu rabinho entre as pernas e xingo todos por eu ser pobre e a vida ser injusta nesse aspecto. Mas tudo bem, fico feliz em saber que sites como o da Fnac e o Submarino ajudam a nós, bookaholic pobres e fazem lindas e maravilhosas promoções. 

Então, onde vocês compram? Quanto compram? Como é pra vocês? :D

Eu ♥ Tapa na Cara #2

Irmãs e irmãos de monstruosidade, como estão? Não respodam, o mundo não se importa. 

Já faz um bom tempo desde o primeiro Eu ♥ Tapa na Cara, né? Eu sei, amigos, eu sei. E realmente entendo a dor de vocês, afinal, quem não adora uma boa polêmica? Eu adoro, na verdade, eu amo, ainda mais quando sou eu a satanizar. Passei uns bons dias pesquisando sobre o tema a ser exorcizado de hoje, muitos segundos no google, vocês entendem, para melhor poder me expressar aqui. E vale ressaltar: 
O Eu ♥ Tapa na Cara é uma  coluna do Eu ♥ Livros onde eu, Ren, falarei sobre as putarias e puta falta de sacanagem do mundo literário para os pobres e tolinhos autores e leitores. Prometo não ferir ninguém. Prometo, apenas prometo, como um político.

Sorteio: Um ano de Eu ♥ Livros


Boa noite, monstrinhos! Como vocês estão nessa quinta-feira? 

Eu vou bem, obrigada por perguntarem. Setembro, como poucos de vocês devem saber, é o mês em que o Eu ♥ Livros foi criado há um ano. Não exatamente um ano, mas vocês me entendem. E eu e a Jull resolvemos agradecer a vocês que ficaram conosco por esses trezentos e sessenta e cinco dias, comentando, participando, etc. E como agradecer nem sempre é o bastante, resolvemos fazer uma série de sorteios. 

Toda quinta-feira será sorteado um livro + marcadores para os nossos queridos e fiéis seguidores. Gostaram? É bem simples de participar:
Preencha o formulário aqui.
  • Ser seguidor do blog.
  • Ter residência no Brasil, ou endereço de entrega. 
  • Deixar o seu comentário aqui para validar a participação.
  • Seguir no twitter: @Malefiicent, @jull_monteiro e @eucoracaolivros
  • Dar RT na seguinte frase: 
No aniversário do @eucoracaolivros quem ganha presente sou eu! Participe também http://bit.ly/q29idR 



    O livro + marcadores será surpresa e quem sabe não acompanha + brindes? Fique ligado. Também, durante esse mês, teremos postagens premiadas. Se você comentar, terá chances de ser sorteado e ganhar mais livros. Valendo desde... bem, AGORA.

    Eu ♥ Resenhas: Oh My Goth



    Título Original: Oh My Goth.
    Autor: Gena Showalter.
    Ano: 2006.
    Número de Páginas: 256.
    Editora: MTV.
    Edição: ?

      

    ´´Oh My Goth`` conta a história de Jade Leight, uma adolescente americana que não segue o padrão americano de viver, digamos assim, pelo menos não o padrão existente na sua escola onde vestir rosa e ser uma perfeita Barbie supostamente te faz uma pessoa melhor que os outros. Jade mais seu seleto grupo de amigos são góticos, se vestem de preto, usam e abusam do lápis de olho e curtem o lado negro das artes e da vida. Mas é claro que há uma feroz rixa entre a turma Barbie e o grupo gótico como todo livro que usa essa temática como plano de fundo.  A língua afiada de Jade somada a implicância das patricinhas deixam as coisas divertidas, confesso, lembrei até um pouco da minha adolescência.

    Com a chegada de um novo garoto na escola, um que pouco se importa com rótulos deixa a briga mais pesada e é aí que, bem, as coisas vão longe demais e a história segue um rumo completamente insano à lá ficção científica (não consigo encontrar melhor adjetivo). Digamos que as coisas viram de cabeça pra baixo na realidade alternativa em que as duas (Mercedes e Jade) são presas. Lá ser Gótico é uma coisa muito legal e ser patricinha é uma coisa muito 2010, então, de repente, temos Jade como abelha rainha da escola e seus amigos passam a odiá-la porque agora eles são, espere, clones barbies. É como se invertessem os papéis e ambas conseguem provar o sabor da vida que a sua ´´inimiga`` leva. 

    Jade que tanto prezava sua individualidade gótica parece ficar desgostosa ao ver que a última moda agora era ser como ela. Eu particularmente não gostei muito dessa reação dela porque a autora martelou tanto isso que me pareceu que a personagem não tinha personalidade. Ela seguia a cultura gótica porque era fora dos padrões e ela queria ser assim: fora dos padrões. Queria chamar a atenção. Quando gostamos de algo, gostamos até quando ele vira modinha, não importa o que aconteça, não é? Passando por esse ponto, o interessante é que ela e Mercedes (a Barbie rainha da história) trocam de papéis, Mercedes sente na pele o que ela provocou a Jade durante todo esse tempo e Jade sente como é ser popular, mas odiada pelas pessoas que mais gosta.  O livro é baseado em estereótipos. De certa forma é isso que o livro mostra. As duas para conseguirem voltar a sua realidade normal deveriam trabalhar em equipe, o que é bastante difícil porque elas aparentemente têm que ultrapassar seus preconceitos e as atitudes mesquinhas para conseguirem se entender. Mas acabam percebendo que por trás da máscara estereotipada de ambas existem pessoas que muito se parecem. 

    Apesar da mensagem legal, o livro peca em vários aspectos, especialmente por essa mudança maluca que encaminha o livro para um final à lá sessão da tarde. Mas no geral, é um livro divertido e bom para passar o tempo.

    Eu ♥ Nans #10

     Lançamentos NANs - Parde dois

    Sim, eu sei que não posto essa coluna há dias e/ou meses, eu sei.

    Não reclamem, a boss aqui sou eu, enfim. Mas como vocês estão diabretezinhos da minha vida? Nessa linda e maravilhosa noite chuvosa com a temperatura no chão? Eu imagino e às vezes espero que bem. Para mim, hoje é um dia de comemoração, pois acabei de ficar sabendo que dois NANs serão publicados! Não é legal?

    Eu ♥ Capas ~ #7



    E aí, cumpadres? Como estão nesse domingo super mega chuvoso e frio? 

    Eu estou ótima, como sempre, obrigada por perguntar. Hoje eu vou falar das capas de um livro que eu já li e gostaria muito de ter na minha estante. Editora que o publica, faça-me o favor. Vamos falar do primeiro volume da série Blue Bloods, da autora Melissa de La Cruz. Segue a sinopse do primeiro livro:

    De la Cruz has revamped traditional vampire lore in this story featuring a group of attractive, privileged Manhattan teens who attend a prestigious private school. Schuyler Van Alen, 15, the last of the line in a distinguished family, is being raised by her distant and forbidding grandmother. Schuyler, her friend Oliver, and their new friend Dylan are treated like outsiders by the clique of popular, athletic, and beautiful teens made up of Mimi Force, her twin brother, and her best friend. What they have in common is the fact that they are all Blue Bloods, or vampires. They don't realize that they aren't normal until they reach age 15. Then the symptoms manifest themselves and they begin to crave raw meat, have nightmares about events in history, and get prominent blue veins in their arms. Their immortality and way of life are threatened after Blue Blood teens start getting murdered by a splinter group called the Silver Bloods.

    Eu ♥ Resenhas: Formaturas Infernais




    Título Original: Prom Nights From Hell.
    Autoras: Meg Cabot, Stephenie Meyer, Michele Jaffe, Kim Harrison e Lauren Myracle.
    Ano:
     2009.
    Número de Páginas:
     318.
    Editora:
     Galera Record.
    Edição:
     1ª Edição.








    Formaturas infernais, esse é o tema não é? Bem, a capa do livro é indubitavelmente uma das mais bonitas e intrigantes que eu já vi apesar de que quando nossos olhos recaem sobre as autoras que participam desta ilustre antologia um calafrio temeroso nos sobe a espinha.  Meu primeiro pensamento foi: Será que conseguiram fazer contos bons de terror?

    Bem queridas e queridos amigos, leitores, vampiros, imortais e Lady GaGas, a resposta obviamente não poderia ser outra: não. Os contos são açucarados e repletos de romancezinhos adolescentes com o sobrenatural envolvido. Tensão? Sangue? Terror? Mistério? Suspense? Desista de encontrar nesse livro. Para não parecer injusta, o único conto que conseguiu transmitir um pouco do misticismo e a atmosfera de algo relativamente infernal foi o conto do Buquê de Lauren Myracle (que realmente foi um milagre visto que os contos anteriores são intragáveis). Se há uma estrela pontuada aqui com toda a certeza é em homenagem a ela que em meio há tanto desperdício de papel e idéias conseguiu bolar um conto interessante.

    Minha maior decepção no livro certamente foi Meg Cabot porque é uma das que tem mais nome no livro e o conto dela é de longe um dos piores e sem embasamento nenhum para o romance. Tinha tudo para dar certo, mas desandou bastante. Eu tive a impressão de estar lendo uma Fanfiction mal estruturada e de uma escritora sem nenhuma experiência. Os pontos de vista ficavam se alternando enquanto poderiam ser englobados em 3ª pessoa com um narrador observador. Fora que o relacionamento acontece de uma forma muito rápida, além de o menino aceitar muito rapidamente e bem o mundo sobrenatural. O conto parece corrido e tudo acontece rápido demais, tornando as coisas mal desenvolvidas, especialmente o mito envolvendo Vampiros e Caçadores.

    O conto de Lauren Myracle, como já disse, foi o melhor que li no livro. A protagonista não é lá a das mais inteligentes, mas a proposta do conto não é ter uma protagonista muito esperta ou forte mesmo, sejamos sinceras. Os elementos como a vidente e a tempestade certamente deram um tempero a trama. O final ficou um tanto em aberto demais e meio esquisito. Foi rápido, é difícil explicar. Foi um movimento ágil da personagem que eu não consegui acompanhar muito bem, mas apesar de tudo, a temática foi um pouco mais respeitada.

    O de Kim Harrison foi interessante a maneira como ela criou o enredo. Lembrou-me um pouco das histórias japonesas em mangás shoujo, mas é relativamente divertido. A briga entre os dois ceifadores brancos (Barnabas e Lucy) me lembrou um pouco um mangá chamado "Full Moon wo Sagashite", enfim...Talvez por isso eu não tenha achado tão original, e, putz! Entrar num carro de um estranho, ela é doida, estúpida ou o quê? Ela tinha acabado de fazer 17 anos. "Olá! Você já deveria ter um cérebro, não?" foi o que eu repeti para a Madison várias vezes mentalmente. Aliás, o que achei interessante, foi o nome do ceifador negro ser Seth, que é o nome do deus egípcio do caos, da inveja, etc. Um conto interessante, porém longo demais para um final tão em aberto.

    Já o conto da Michele Jaffe não tem nada de infernal, a não ser que consideremos a escrita dela como fator acusativo (ou a tradução que tenho aqui é uma porcaria). 

    "Ele sorriu para ela, diretamente nos olhos dela, e os joelhos dela ficaram fracos e a mente dela começou a montar situações envolvendo ele sem sua camisa mas com um jarro de xarope de bordo e uma grande – “Bem, lá está a minha senhora,” ele disse. “Te vejo por aí.” E então foi embora."

    Vai dizer que isso não é uma ofensa visual? É cansativo. Bem, eu tentei ir até o fim, juro que tentei. Mas não dá. Sinto muito mais pulei esse conto, chato e confuso demais. D-E-M-A-I-S.

    Como sabem, eu detesto Stephenie Meyer e sua escrita, tentei ler até o máximo que pude. Mas quando ela comparou o verde do ponche a bílis (sim, aquela coisa verde que fica no fígado) não teve estômago ou cérebro que agüentasse aquilo. Acho que o mínimo que escritoras de nome (e isso infelizmente inclui ela por causa do seu Best-Seller Crepúsculo) é conseguir criar descrições decentes e histórias adequadas a trama. Não sabe criar clima de terror/suspense? Não escreva, apenas. Fique na sua área que você ganha muito mais.

    No geral, achei o livro muito cansativo, alguns contos são exageradamente longos. Pelo menos me pareceram assim. O único conto que valeu realmente ler foi o do Buquê (Lauren). Porque o resto... Apenas cansativo e repetitivo. SE eu terminar de ler os dois últimos algum dia, eu crio uma nova postagem só com os dois, mas creio que seja difícil de acontecer, pelo menos nessa vida.


    Jangada, o novo selo da Editora Pensamento-Cultrix



    Após 104 anos lançando livros para um mundo em transformação, novo selo chega para ampliar os horizontes da leitura



    Com o objetivo de alcançar novos espaços e ampliar o público leitor, o Grupo Pensamento lança o novo selo: Jangada. Segundo o diretor-presidente, Ricardo Riedel, reunindo títulos nas áreas de ficção fantástica e histórica, a criação da nova linha editorial amplia os temas oferecidos aos leitores. “Apesar de já termos publicado em nossos selos atuais algumas obras de ficção, decidimos criar uma linha editorial específica para a área, reforçando ainda mais a presença do grupo no mercado”, afirma Ricardo Riedel.

    Eu ♥ Resenhas: O Mundo de Vidro



    Título Original: O Mundo de Vidro.
    Autor: Maurício Gomyde.
    Ano: 2011.
    Número de Páginas: 236.
    Editora: Novo Conceito.
    Edição: 3ª edição.



     
     
    Com uma escrita simples e divertida, Gomyde consegue nos fazer rir e até refletir sobre os dois lados de uma relação. O título foi intrigante para mim até a metade do livro quando começamos a entender bem a metáfora colocada pelo autor.

    Ele possui uma vida monótona e sem objetivos, sua única companhia é um papagaio boca suja até que um dia tudo muda, porque seus olhos recaem sobre ela, sim Ela. Então o coração acelera, o mundo de repente parece ser um lugar melhor e quando se vê já está apaixonado. Amor à primeira vista como dizem. Apesar de não saber seu nome isso não diminuiu a intensidade e paixão do sentimento.  E como todo amor, esse não começou menos louco. Ele começou a querer saber mais e mais sobre ela, então começou a segui-la para descobrir onde ela trabalhava ou sequer onde ela vivia. Descobriu então que ela era professora num curso no qual prontamente se matriculou, mesmo sem saber sobre o que era.  Essa obsessão, a princípio, é um tanto perturbadora, mas afinal, o que seria do amor sem um pouco de loucura?  Ele faz de tudo para Ela gostar dele e até se transforma numa pessoa melhor, mais sociável e aberto para a vida.

    Esse livro tem dessas coisas da vida, a transformação que um sentimento pode causar em não só uma pessoa, mas em todo o ambiente em que ela vive. Vemos Ele, Ela e o resto sendo transformados e a história é conduzida de uma maneira leve e intensa, é complicado dizer porque a história segue conforme o amor e a vida: uma montanha russa. Num momento você está respirando e no outro está gritando de cabeça pra baixo enquanto tudo ao seu redor gira. E no final? Bem, no final é como a montanha russa mesmo, fica o gostinho de quero mais e de fazer tudo outra vez.

    O livro nos faz atentar também que às vezes, uma situação do cotidiano pode mudar tudo, quem diria que naquele metrô justamente no metrô ele encontraria Ela? E com uma pequena mudança de planos se me lembro bem. De certa forma, nos mostra que ao sairmos da nossa zona de conforto e rotina poderemos encarar novas situações que podem ser maravilhosas. 

    Eu ♥ Lançamentos: Kaori 2

    Bom dia, camaradas. 

    Quem está de bom humor aí? Eu estou, milagre eu sei. Alguém aqui passou o dia anterior chorando pela injustiça do Pottermore ao enviar os e-mails de boas-vindas ao site de forma aleatória e não em ordem de cadastro. E aí só recebeu às três da manhã de hoje e não parou de jogar até então! A sensação é de criança no natal. Mas enfim, falemos sobre lançamentos e não Pottermore. Quem gosta de lançamentos? Eu amo. Principalmente quando é lançamento da minha autora preferida, o que é o caso.

    Kaori está de volta, protejam seus pescoços. 

    Em menos de um mês, será lançado Kaori 2 - Coração de Vampira, Giz Editorial, da maravilhosa diva Giulia Moon. O lançamento será na Bienal do Livro, que ocorrerá no Rio de Janeiro dos dias 1º a 11 de Setembro. E também haverá um em São Paulo, para a minha e a felicidade geral. Agora segue a sinopse para vocês se apaixonarem. 


    KAORI 2: CORAÇÃO DE VAMPIRA

    Praia de Copacabana, Rio. Uma bela garota oriental passeia pelo calçadão. Seus olhos oblíquos seguem alguém: Yoshi, um garoto de programa meio-brasileiro e meio-japonês, com um raro talento para sedução. Ferida por um amor trágico do passado, Kaori enfrenta um dilema: dar vazão ao seu desejo pelo mestiço ou manter-se protegida, salvaguardando o seu coração?
    Enquanto isso, o mundo sofre a ameaça de uma praga virulenta. Mortos-vivos, ogros, demônios e criaturas fabulosas começam a enlouquecer. Em São Paulo, os especialistas do IBEFF entram em ação para controlar o surto. E Kaori será envolvida, a contragosto, em mais um perigoso confronto com a sua arqui-inimiga, Missora, uma cruel cortesã do Japão feudal.
    Entre as paisagens tropicais cariocas e uma São Paulo caótica e agitada, a nova aventura de Kaori, a vampira, vai fazer os corações baterem acelerados a partir de setembro, quando estará à venda nas livrarias.



    Não perca!

    Eu ♥ Capas ~ #6

    E aí galerinha do mal? Sexta-feira é dia de quê? Dorgas? Não! hoje é dia de Eu ♥ Capas!

    Hoje eu irei falar do primeiro volume da série Guild's Hunter, da maravilhosa Nalini Singh. Eu sei que a grande maioria de vocês não deve conhecer, só os mais underdogs como eu, enfim. Eu achei a sinopse no Skoob: 

    Vampire hunter Elena Deveraux knows she's the best - but she doesn't know if she's good enough for this job. Hired by the dangerously beautiful Archangel Raphael, a being so lethal that no mortal wants his attention, only one thing is clear - failure is not an option... even if the task she's been set is impossible. Because this time, it's not a wayward vamp she has to track. It's an archangel gone bad. The job will put Elena in the midst of a killing spree like no other... and pull her to the razor's edge of passion. Even if the hunt doesn't destroy her, succumbing to Raphael's seductive touch just may. Because when archangels play, mortals break...

     
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