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Vida de Leitor #2


Pessoas, pessoinhas, tudo certo com vocês?

Então, estou pensando em tornar essa série de postagens em vídeo, o que acham? Vou testar aqui algumas coisas e capaz da próxima postagem vocês já verem a minha cara branca e ouvirem minha voz de taquara-rachada.

Mas eu não quero falar disso, não agora. Em uma dessas mil e uma vidas que tive como leitora, queria falar de algo que me aflige com bastante frequência: a terrível depressão pós-livro.

É, você não leu errado. Eu fico deprimida quando termino de ler algumas histórias. Não, eu não sou louca e nem quero arriscar indo num profissional e ele me receitar vários remédios sendo que mal tenho dinheiro para comprar meus livros.

Vou usar como exemplo uma série de livros que marcou bastante a minha infância e adolescência, aliás, não só a minha, mas com toda a certeza as de muitas crianças e adolescentes ao redor desse mundão a fora. 

Quando eu terminei Harry Potter (clique para ler um post especial a respeito do último filme da saga), após muitas lágrimas com a sequência de mortes que segue o último livro da saga, restou um vazio em mim. Até um pouco antes do sétimo livro, eu estava acostumada a vivenciar aquela ansiedade para o próximo lançamento, imaginando como seria a próxima história e se Harry Potter realmente conseguiria derrotar titio Voldie. Até que aconteceu. A palavra "Fim" estava lá no final da página em branco. Apenas um epílogo com cara de final de novela mexicana estava ali para me consolar.
- Depois de todo esse tempo?
- Sempre. ♥
Eu chorei, eu xinguei e emudeci diante daquilo. Passaram-se dias, semanas, meses... Sempre conversava de Harry Potter, com um pingo de dor, com outros amigos que gostavam. Na escola começávamos a comparar nossos professores com os de Hogwarts, foi realmente uma época mágica. Meu consolo ficou na espera pelos últimos filmes no cinema, aguardei pacientemente até que estava lá na estréia junto com vários outros fãs, fiz amizade na fila de espera enquanto aguardávamos para assistir o filme no cinema mais fuleiro da cidade (ê, Severiano Ribeiro, eita rede ruim de cinema, putz!) porque nos outros (vide o mercenário Cinemark e o Box Cinemas) os ingressos esgotaram tão rápido que pisquei os olhos e perdi.

Harry Potter foi um sonho lindo que J. K. Rowling nos deu quando éramos crianças e que nos acompanhou enquanto crescíamos junto com os personagens dos livros.
Eu levei um bom tempo para ler um livro de novo depois que terminei Harry Potter, ainda estava digerindo tudo o que passei com os personagens. Alguns livros também me fizeram ficar alguns dias sem querer ler outro, é claro, mas nenhum foi como Harry Potter, não até agora. Por isso ele é o meu exemplo para esse tipo de depressão literária. Uma frase que ouvi muito quanto a esse pôster aí do lado era o seguinte "Quando uma saga marca uma geração, ela não precisa nem do título ali escancarado, a imagem por si só basta". E é verdade.

Quando uma saga que você acompanhou por muito tempo acaba, você acaba ficando com um espaço vazio. Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra, não é? Afinal, todas essas coisas fazem parte da vida de um leitor.

22 ª Bienal de São Paulo - Livros, metas e desabafo!





Seguindo a máxima destacada no botton acima - Porque os livros trasnformam o mundo - Eu posso dizer que a  Bienal de São Paulo ficou longe dessa meta. 

Eu confesso que após uma conversa com meu mentor de Bienal (não irei citar o nome por motivos óbvios de ética, mas ele sabe que me refiro a sua pessoa) não embarquei com a mala cheia de sonhos e esperanças... Porém, também não cheguei cética à Bienal. Fui num misto de entusiasmo e pé no chão. Primeiro de tudo, eu agradecia por ter chegado até ali como autora que sou, com todos os percalços que passei e, mesmo assim, de queixo erguido. 

Ah que delícia pisar o veludinho do chão com meus pezinhos afoitos em buscar meus amigos. Agradeci ao meu pai e minha mãe em mente, e beijei em coração cada pessoa que teve uma participação para eu estar ali, e olha que não foram poucas! Deixei filhos e marido no Rio para estar ali e fazer cada momento de distância valer à pena... E valeu!

Valeu não só porque vendi meus livros, batendo a meta que eu queria, mas porque conheci pessoas que só falava pelo Face... Fui envolvida naquela aura mágica de ser congratulada  pela minha obra, pela pessoa que sou e porque havia muitos amigos ao redor. Eu não me senti "mais" uma ali, no meio que me acolheu tão bem - como aquele meu amigo editor falou, mas ele tb não estava errado de todo. - De certa forma, as coisas que aconteciam eram especiais.

Então, chegou o dia do meu lançamento, e mais do que nunca eu contei com as pessoas que gostavam de mim e da minha escrita. E me derreti com aquelas novas que chegaram e vieram me acolher, me abraçar com o carinho de leitor, com o qual eu me idenficava porque varias vezes abracei autores dessa forma. Uma troca tão bonita!

Em meio a isso, nada sempre é tão perfeito, senti saudades... Chorei por falta dos meus filhos e sorri pelos filhotes vendidos. Observei escândalos que, eu diria particularmente, serem uma vergonha literária... Uma afronta e um descaso com o ser humano em si. Todavia, partilhei do momento em que os humilhados se ergueram e seguiram adiante.

A Bienal é um mundo de sonhos, mas que pode se tornar um pesadelo, seja porque os preços estão cada vez mais abusivos em termos de livros, como também de alimentação e estacionamento. Anunciando algo que talvez possa suscitar o fim de um evento tão bonito e tão inspirador à literatura. Ou seja por posturas indignas que acabam comprometendo o mercado editorial brasileiro. Será que o resultado mais expressivo dessa Bienal será um pedido de ética na literatura?

Quem sabe... Estamos precisando disso em todos os níveis, até mesmo na mídia e internet, cujas fronteiras parecem estar tão liberadas que ultrapassam o limite da civilidade e respeito.

Voltei para casa com muitos livros, sorrisos, o coração cheio de saudades do que deixei lá e dos que me abraçariam aqui na volta. Voltei com a emoção de ter ainda mais amigos e por isso acho que é certo dizer que pela nossa união faremos uma Bienal mais digna cada ano. Vamos retomar o espírito da Semana de Arte Moderna de 1922...

São Paulo tem seus encantos, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia... Cheguei a conclusão que não deveríamos nos prender a Bienal e, sim, fazer uma Bimestral! Somos um país rico, temos um cultura linda e diversa... Falta acreditar!



Beijokas!
        
Roxane Norris

Eu♥Parceiros: Del Lang

Bom dia, queridos!

Hoje estou aqui para anunciar mais uma parceria edificante para o nosso Blog. Como sabem, apoiamos muito nossos autores brasileiros, especialmente os iniciantes, acreditamos que com incentivo e divulgação dos mesmos poderemos redescobrir a nossa literatura através de novas histórias.

Sou Helena e você está entrando em minha vida.O prazer é todo seu.

Helena é uma mulher à beira do vigésimo sexto aniversário. Seu objetivo? Eduardo. Acomodada, comendo comida congelada e trabalhando em uma agência de moda, Helena mal sabe que sua vida está prestes a mudar para sempre após um incêndio no prédio onde mora. Decidida a registrar sua metamorfose em um livro, ela convida o leitor a participar do seu ponto de vista.
Pra ser bem sincera eu estou imaginando mil coisas a respeito desse livro, tentei ler o começo no trabalho, mas minha vista começou a doer devido a uma alergia infernal que eu estou tentando superar há semanas, então eu tive que parar de forçá-la para dar conforto aos meus olhos (o que tem sido beeeeeeeem difícil).

Mas pelo pouco que eu pude ler, temos Helena como uma personagem forte e bastante decidida, muito diferente do que costumamos ver nos livros por aí.

Segue um trecho do primeiro capítulo:

A verdade é que as pessoas nunca dizem o que realmente queremos saber.  Todo mundo odeia inveja, ama chocolate e escuta Beatles. Eu não gosto de Beatles. Não gosto de Rolling Stones. Também não vou fingir que gosto das pessoas.


(...)



Eu nunca, em toda a minha vida, usei calcinha vermelha. Tenho diversos preconceitos. Sou apolítica com um pé esquerdo na direita. Não sou transparente nem acho que sou louca. Digo que falo tudo na cara, mas só falo mesmo o que me convém. Sim, tenho papas na língua. Quem não tem, não é o caçador, é a caça. Todo mundo é hipócrita, e eu também. Neste exato momento alguém está nascendo, outro está morrendo, e me importo com isso. Bem indiretamente. Tenho consciência do que acontece ao meu redor e não ligo para isso na maioria das vezes. Tomo leite direto da caixinha. (...)Tenho máscaras. Não uso nenhuma. Ou talvez sim. Na dúvida, não confie em mim; eu sou humana. A mania de listas é notável, outras nem tanto. Eu calço o pé direito primeiro. Depois do banho, seco primeiro a nuca. Abomino batom, e uso o mínimo de maquiagem por culpa do trabalho. Tenho medo de ficar surda na velhice por causa dos fones de ouvido, mas não me desprendo deles. No fundo, as pessoas não gostam do meu jeito. Este livro é mais para você do que para mim, e eu irei ganhar dinheiro. Você irá gastá-lo. Capitalismo é uma merda, mas sou cega, surda e muda sem ele. Você também. Eu acuso, eu julgo. Detesto quem faz o mesmo. Sou hipócrita. Só para resumir e começar meu livro.
E você? Quem é você que me lê agora?

A AUTORA
É um começo meio agressivo, de fato, mas ao mesmo tempo é instigante e é notável a personalidade forte da protagonista, o que apimenta a história pra mim. Acredito que pra você também.


Quem quiser adicionar o livro no carrinho de compras, segue o link da loja virtual: Editora Bookess.

Esse post é para falar de Helena, o livro que possivelmente vai devorar você.

Eu♥Resenhas: Alma e Sangue: O Despertar do vampiro



Título Original: "Alma e Sangue: O Despertar do vampiro."
Autor: Nazarethe Fonseca.
Ano: 2009.
Páginas: 410 páginas.
Editora: Aleph.
Edição: 1ª reimpressão.
           
Esse fim de semana estive na bienal de São Paulo, pela primeira vez pude comprar muitos livros (para o meu padrão estudantil foram muitos), e percebi uma preferência pela leitura sobrenatural. Mais especificamente pelos livros vampíricos. Comprei alguns, a maioria de autores brasileiros, e já comecei a ler eles assim que terminei meu último livro do gênero: O Despertar do Vampiro da série Alma e Sangue, da escritora nacional Nazarethe Fonseca.

Desde que conheci minhas digníssimas parceiras de blog e nossas amigas que venho conhecendo mais de autores brasileiros, e com a Nazarethe não foi diferente. Ganhei o livro de presente de aniversário, sem ter ouvido ou livro qualquer tipo de opinião sobre ele, ou seja, comecei a lê-lo no escuro. E não me arrependi.

A história é dividida em quatro partes: Kara Ramos, Jan Kmam, Kara e Kmam e Os restos mortais. Cada fase divide um foco da história. E ela começa assim:
                Kara Ramos é uma jovem restauradora, determinada e espirituosa, cujo talento acaba chamando a atenção do milionário francês Paul Rohan, proprietário de um casarão antigo que tem fama de mal-assombrado em São Luis, no Maranhão. Audaciosa, Kara aceita o desafio de reformá-lo para realizar um antigo sonho da família. Porém, o que ela jamais poderia imaginar era encontrar adormecida no sótão uma criatura de mais de 300 anos, sedenta de sangue e vingança.
 
E de tal modo a autora nos premia com uma sinopse instigante. E lá fui eu começar a ler a saga de Kara Ramos e Jan Kmam.

Kara trabalha na empresa de restauração da família junto dos amigos Roberto e Alva, que a ajudam com o trabalho bruto e burocrático empresa. A família de Kara Ramos sempre teve o sonho de restaurar o brilho de um velho casarão abandonado pelos donos há séculos, esse sonho pode ser realizado, quando o advogado Lambert entra em contato com a empresa dos Ramos afirmando que seu cliente quer uma restauração ao casarão, pois pretende firmar moradia permanente na cidade. Kara junto de sua equipe começa a reforma e restauração da casa, explorando o local ela encontra uma grande porta trancada, a porta do sótão. O que ela não sabe é que ali está adormecido há mais de um século o vampiro francês Jan Kmam. Numa das noites em que Kara fica por último para encerrar tudo que estava pendente, Kman e ela se encontram e tudo na vida de Kara muda para sempre.

Esse é o início da aventura sobrenatural dessa jovem viúva. Sim, Kara Ramos se destaca também pela sua personalidade, ela já é uma mulher mais vivida e amadurecida, até mesmo endurecida pela vida. Teve seu marido assassinado, o que lhe provocou um grande trauma fazendo-a fechar-se para o amor.

Jan Kmam, nosso lindo, loiro, charmoso vampiro francês, é racional, porém cheio de sentimentos e fogo. Ele quer vingança pelo que lhe fizeram e não tem pudor em matar ou usar as pessoas a sua volta se for para alcançar seus objetivos. Assim que ele encontra Kara, ele se mostra um ser de sangue frio e assassino. Mas com o passar do tempo, é claro, a paixão e o amor vão surgindo e amolecendo essa alma machucada pelos velhos acontecimentos.

Diferentemente dos vampiros feitos recentemente em alguns romances Young-Adults, os vampiros de Nazarethe Fonseca seguem mais a linha madura de Anne Rice, mostrando mais um mundo obscuro e boêmio. Seus vampiros seguem a linha mais clássica, onde o sol é seu inimigo mortal e eles matam suas vítimas ao se alimentar delas.

Nesse primeiro livro o foco é mais no casal principal e no grande vilão, o grande rival de Jan Kamam. Mesmo assim somos apresentados a personagens que devem ter bastante importância nas outras três obras, como Vítor, um grande amigo de Kara que a ajuda nas horas mais difíceis; Otávio, o criador de Jan; Asti, sua parceira e Ariel, o rei.

Sim, o Rei Vampiro. Nazarethe Fonseca teve toda a criatividade de fazer todo um universo vampírico, com um conselho, leis, direitos e deveres, tudo para se manter o controle e a ordem. Tudo muito bem estruturado.

Temos alguns antagonistas, e o principal deles é Gustave Rohan, cria de Jan Kamam, um desgraçado, ingrato, invejosos, ladrão e assassino. Ou seja, alguém que consegue cumprir o seu papel de te proporcionar grande ódio e revolta a cada página que lemos.

Terminei o livro recentemente, e quando você vai chegando ao final, e acha que tudo acabará bem, o livro entra num clímax estilo final de capitulo de novela. Daqueles que te dá raiva por ter acabado, e o desejo louco de já estar com o segundo livro do lado para que sua curiosidade findada nesse instante! (Assim que pagar todos os livros que comprei na bienal, eu comprarei o segundo da série, tenham certeza)

Com apenas algumas ressalvas sobre sua criação, penso que o livro seja muito bom, com bons personagens e uma história, principalmente a do protagonista, muito bem estruturada. Vale à pena conferir.


Beijos,

Isabela


Eu♥Resenhas: A Pomba

Título Original: "Die Taube".
Autor: Patrick Süskind.
Ano: 1987.
Número de Páginas: 
Editora:
Edição:
Tradução:

O livro do mesmo autor de O Perfume - História de um Assassino. Muitos de vocês certamente devem conhecer o autor pela obra prima que é "O Perfume", inclusive há uma adaptação cinematográfica, mas não é sobre esse título que falarei aqui hoje.

A Pomba gira em torno da história do Jonathan Noel, um homem que após ter passado algumas dificuldades na vida, acaba recolhendo-se e morando sozinho numa pensão e trabalhando como segurança não tão longe dali. Jonathan não tinha amigos, não conhecia seus vizinhos e tampouco se importava. A única coisa que amava e tinha de especial para si era aquele minúsculo alojamento na Rue de la Planche. Mas viu quando aquele animal cinza-chumbo agachado em frente a sua porta com os pés vermelhos cor de sangue de boi no corredor completamente sujo de dejetos e penas, sentiu que sua vida que, horas atrás era tão perfeita pra si, ruiu completamente, era o seu fim. A visão pessimista e catastrófica do personagem é que fazem dessa história metafórica tão grandiosa.

Apesar do enredo girar em torno de um dia ruim que começa com a quebra da rotina pacífica de Jonathan, ou seja, quando a pomba aparece em frente a sua porta, a história diz muito mais do que imaginamos.

A pomba soa como uma metáfora para os imprevistos que possam surgir em nosso caminho. Fazer dele uma grande tragédia só depende de nós e da nossa capacidade de auto-controle, coisa que o personagem de Süskind não possui nem um pouco. 

A escrita de Süskind é empolgante, apesar de eu achar suas descrições neste livro um tanto quanto exageradas, mas como seria possível explicar o pensamento catastrófico de Jonathan se não fosse através de ênfases e repetições em determinados momentos? Às vezes é até divertido ver o tamanho do desespero do personagem por algo tão simplório e que, se ele parasse para pensar bem no assunto, não era nem tão problemático assim.

"A Pomba" é um livro questionador, nos faz parar para pensar várias vezes durante a leitura e acabamos divagando entre algumas situações que nós passamos, nos desesperamos e, no final, não era nem tão complicada assim. Acabamos percebendo que Jonathan é muito mais próximo a nossa realidade do que imaginávamos no começo da leitura. Que às vezes nós mesmos entramos em pânico diante de uma "pomba" e que, muitas vezes no final, essa mesma pomba que tanto nos intimidou bateu asas e voou por si só.

É um livro que trata, sobretudo, da insegurança e do vazio. Vale à pena a leitura.

Xoxo,

Julliana Passos.

XVI Bienal RJ


Pois é, a Bienal de São Paulo acabou, mas não fiquem tristes porque em 2013 a bienal vai ser aqui no RJ. Pois é, pessoal! A data já está até marcada e o país homenageado já foi até divulgado.

A XVI Bienal do Livro do Rio de Janeiro acontecerá de 29/08 a 08/09 de 2013 (marquem já nos seus calendários) e o país homenageado será a terra de autores e filósofos como os irmãos Grimm, Goethe, Nietzche, Kant, Marx... A também terra da cerveja e do chucrute (e também do Rammstein <3). É claro que estou falando da Alemanha, hahahahaha. Alguém se arrisca em dizer como poderão ser as atrações e as partes com mais interações (como foi a Floresta dos Livros na XIV edição e depois aquele Oceano de Palavras da XV edição)? Eu mal posso esperar, sei que esses espaços são destinados aos pequenos, mas sempre acho legal ir lá dar uma olhada e interagir um pouco também.

Espero que a bienal do Rio de Janeiro aprenda com as falhas da bienal de São Paulo deste ano. Talvez se houvesse a possibilidade de ampliar a interação do público com os autores nos eventos e maiores descontos nos livros nos estandes. Afinal, qual a graça de ir tão longe para comprar um livro que você pode comprar do lado da sua casa e pelo mesmo preço? Ou então comprar online mesmo já que sites como submarino oferecem um ótimo desconto além do frete grátis.

Entre outras coisas, a bienal, para mim, é mais válida para fazer amizades e conhecer novos autores e novas obras, participar dos eventos gratuitos e ter uma tarde cultural ao lado do namorado, dos amigos e de um monte de livro.

Vamos esperar que nessa XVI edição nós possamos encontrar lugares mais baratos para comer, que um picolé da nestlé não custe R$5 e que aquele livro que a gente tanto quer esteja com um desconto de 20% ou mais.

Xoxo,

Julliana Passos.

Eu♥Entrevistas: Christian David

Bom dia! Já faz um bom tempo que eu quero realizar essa entrevista, mas houve alguns contratempos que me impediram de formular perguntas e ter maior interação com o blog, mas cá estou eu novamente. A saudade é grande. Não se acanhem, peguem uma xícara de café, acomodem-se diante do computador e curtam a entrevista de hoje, o Christian David é super simpático.

Formado em Ciências Biológicas com ênfase em Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2007, juntamente com outros escritores, professores e amantes da literatura, foi fundador da Confraria Reinações: Confraria da Leitura de Textos Infantis e Juvenis. Também é vice-presidente administrativo da Associação Gaúcha de Escritores. Associado da AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantojuvenil. É um dos organizadores da Odisseia de Literatura Fantástica. Tem participado de mesas-redondas abordando a literatura infantojuvenil e de encontros com alunos em escolas do Rio Grande do Sul.

É uma honra tê-lo como autor parceiro, especialmente porque eu sou uma daquelas pessoas que admira muito quem é capaz de escrever uma boa história infantojuvenil. Ainda mais um infantojuvenil que seja para as crianças e jovens de todas as idades, coisa que o Christian faz com maestria. Esse tipo de literatura pra mim é fundamental, ainda mais atualmente quando a maior parte das crianças fica dispersa em meio a tanta parafernalha tecnológica. É preciso talento e muita criatividade para conquistar os pequenos, coisa que "O Rei e o Camaleão" faz com facilidade. Pelo menos fez comigo. Agora deixo vocês com a entrevista.


Eu♥Livros: A vida costuma dar muitas voltas, numa delas acabamos nos deparando com o mundo da leitura e da escrita. Como foi que surgiu essa paixão pelas letras e a vontade de escrever?
 
C.D.: Eu sempre li muito, muitas histórias em quadrinhos quando criança e muita ficção científica e fantasia quando adolescente. Acho que nascer em uma casa de leitores foi fundamental para isso, sempre tive incentivo pra ler. Chegou o momento em que algumas histórias começaram a brotar, então fiz a mim mesmo o desafio de escrever uma dessas histórias, colocá-la no papel com começo, meio e fim. Devido a boa receptividade dos meus escritos me animei e não parei mais.
 
Eu♥Livros: “O Rei e o Camaleão” é um livro que tem como público alvo os jovens e as crianças, diga-nos, é diferente escrever com foco nesse tipo de leitor? O que muda para você?
 
C.D.: Acredito que depende muito da história que se quer contar, não faço tudo tão planejado a ponto de saber sempre para qual público estou escrevendo, deixo a escrita fluir e depois vejo para qual público a narrativa é apropriada. E acho isso também relativo, um bom livro não tem idade, pode ser lido e apreciado por qualquer um que goste de literatura, mas acho que o que muda não são os temas e sim a forma de tratamento dos mesmos, é preciso sensibildade e não procurar dar lições ao escrever para o público juvenil ou infantil.
 
Eu♥Livros: Sempre teve o apoio da família e amigos na hora de começar a escrever? Conta para nós qual foi a sua primeira história?
 
C.D.: Felizmente sempre tive apoio, se não explícito pelo menos apoio para alcançar minhas metas pessoais. Mas resolvi encarar uma tentativa de publicação (O rei e o camaleão) porque uma amiga, Ecilda Barros, me incentivou muito e me apresentou a possibilidade através do FUMPROARTE (um fundo municipal obtido através de concurso), acho que ela acrediiou mais em mim do que eu mesmo daquela vez.
 
Eu♥Livros: A literatura brasileira, como a maioria conhece, - de certa forma - ainda é atrelada as obras do passado, o que você acha que deveria ser feito para que as novas obras e os novos autores tenham a oportunidade de mostrar seu talento?
 
C.D.: Como em tudo precisamos de pessoas apaixonadas por literatura para mudar esse quadro tanto na escola quanto em casa. Um professor apaixonado contamina seus alunos com esse desejo de ler e conhecer autores novos. Mas também há que se ter postura crítica ao selecionar as boas obras, novas ou antigas, textos de todas as qualidades são publicados e não se pode ser condescendente com o que não tem qualidade.
 
Eu♥Livros: Antologias são sempre interessantes porque é uma das maneiras que o leitor pode ter acesso a vários pedacinhos de diferentes escritores. Muitas vezes acaba funcionando como porta de entrada para outros títulos que o autor possui. Você participou de algumas antologias esse ano que passou, não é? Fala um pouco sobre elas pra gente e conta como foi participar da coletânea.
 
C.D.: A longo dos útimos três anos tenho participado de diversas antologias e é, realmente, um bom início para os que estão começando a escrever. Este ano participei de duas: Caminhos Fantásticos, pela Editora Jambô e Passado Imperfeito, pela Editora Argonautas. São duas belas antologias das quais participei como convidado. As duas editoras fizeram um belo trabalho gráfico e os livros ficaram bem bonitos. Fico feliz que algumas editoras tem lembrado de mim como convidado para antologias, mais no início da carreira ralei bastante participando de seleções, o que ainda faço quando acho que a antologia ou a editora valem a pena.
 
Eu♥Livros: O mercado literário ainda é um pouco difícil de entrar, especialmente aqui no Brasil em que o gosto pela leitura ainda não está completamente enraizado na mente dos brasileiros. Como foi a sua experiência ao lançar seu primeiro livro? Encontrou muitas dificuldades?
 
C.D.: Realmente não é fácil entrar no mercado e eu poderia atribuir ao acaso ou a sorte eu ter conseguido lançar meu primeiro livro, mas como sou uma pessoa religiosa atribuo a facilidade com que entrei no mercado à uma benção divina. É serio, lançar o primeiro e até o segundo livro foram procesos realativamente tranquilos, a partir daí é que a coisa dificultou um pouco e passei alguns anos batalhando muito e participando de antologias, felizmente agora tenho várias publicações solo para esse e para os próximos anos já acertadas com boas editoras. O segredo é não desistir e circular bastante nos meios literários, além de trabalhar arduamente nos textos, é claro.
 
Eu♥Livros: O que podemos esperar mais para a frente?  Conta sobre seus projetos futuros.
 
C.D.: Esse ano ainda publico dois livros infantis, Sangue de Barata pela Paulinas, e A menina que sonhava com os pés, pela Biruta/Gaivota, até a feira do livro aqui de Porto Alegre os dois já vão estar circulando. Além disso participo de mais uma antologia pela Argonautas, Autores Fantásticos, antologia que vai misturar criadores e criaturas. Para 2013 participo de mais duas antologias, uma delas da Editora Estronho, e publico dois livros juvenis, um que se chama O Centauro Guardião, pela Biruta, e o outro será um livro reunindo meus contos, tanto os já publicados em antologias como vários inéditos.
 
Para saber mais sobre as futuras obras do Christian, dá uma olhada no blog ou no site dele:
e

Christian, muito obrigada por ceder alguns minutos do seu tempo para responder essa entrevista para o blog. Mal podemos esperar para o lançamento dos seus futuros projetos. 

Em breve mais entrevistas, postagens e resenhas! Fiquem ligados! ;)

Xoxo,

Julliana Passos.

A Polêmica da Bienal envolvendo a Baraúna


Eu estava ontem no Facebook conversando com amigas e atualizando minha página inicial quando vejo um compartilhamento de uma autora parceira (e amiga) a respeito de um fatídico acontecimento na Bienal de São Paulo. Cliquei no link para saber o que tinha acontecido e a postagem me redirecionou para o blog do livro Guardians que já foram parceiros aqui do nosso blog (em breve pretendo retomar a parceria) e fiquei abismada com o que li.

É muito triste que o representante de uma editora se porte de maneira tão anti-profissional e agressiva como aconteceu com a Luciane Rangel, autora do livro Guardian.

Para quem não sabe, ela foi até o estande da Baraúna cumprimentar alguns amigos e no retorno para seu estande, acabou sendo intimidada e verbalmente agredida por um senhor. Se fosse um velho caduco e mal humorado vá lá, poderia até relevar. Mas acontece que o senhor mencionado aqui é um dos responsáveis pela Baraúna que a abordou alegando que ela estaria tentando levar os autores da Baraúna para a Editora Lexia, aumentando o tom de voz enquanto falava e a constrangendo publicamente.

Um comportamento lamentável e uma vergonha para a editora e para seus respectivos autores que têm de lidar com esse tipo de gente.

Não é de hoje que ouvimos boatos e situações em que a editora Baraúna é retratada com maus olhos.

LIVRO DA LUCIANE RANGEL


Talvez seja por situações como essa e pessoas como essas que os autores da Baraúna estejam suscetíveis a procurar outra editora para lançar seus livros. Talvez o trabalho gráfico seja até bom (não sei, não tenho nenhum livro da Baraúna para falar com certeza), talvez outras pessoas que participam dessa editora até tenham boa vontade com os autores e com os leitores, mas é lamentável que um dos responsáveis pela editora aja de maneira tão abusiva com qualquer outro ser humano.

Um autor quando quer publicar seu livro busca por uma editora em que possa confiar e que acredite que possa ajudá-lo a trilhar esse caminho tão complicado. É basicamente quando os pais contratam uma babá para cuidar de seu filho. O livro está para o autor assim como um filho está para um pai. De certa forma é uma parte de você no mundo e que você cuida com  carinho e faz de maneira que ele possa sobreviver e se destacar nesse mundo competitivo. Por isso a escolha da editora é tão importante. Por isso é importante para o autor se sentir bem com a editora. Fico triste em saber que gente tão mesquinha se propõe cuidar do sonho alheio. Espero que tudo dê certo para a Luciane Rangel. Tenho certeza que testemunha não vai faltar.]

Quem quiser ler o acontecimento na íntegra, confira aqui.

Vida de Leitor #1

- Que atire a primeira pedra aquele que nunca teve vontade de comprar mais livros do que tem tempo disponível para ler!
A verdade é que para um bom leitor, uma boa sinopse basta. E apenas uma boa sinopse já se torna o motivo para nos deixar interessados num livro inteiro. Quando o primeiro capítulo ou prólogo é interessante então... hmmmmmmmmmmmmm, difícil não praguejar o infortúnio por não ter nascido com metade da fortuna dos filhos do Eike Batista (Eike, aceito doações, r$r$).


Não é que haja um descaso com as leituras atrasadas. Muito pelo contrário! Mas é que sempre aparece algo novo interessante demais para que possamos "deixar pra lá". Até porque deixar pra lá não é bem a forma como os bons leitores se portam. Então esses livros novos entram na nossa grande lista de pendências literárias que vamos acumulando ao passar dos meses e, às vezes, até mesmo anos.

Não entendam mal, mas é que para cada livro existe o momento certo de ser lido. Aquele momento íntimo entre o leitor e a história que só sendo aquela pessoa para poder entender, ou não, aquele sentimento. Na verdade às vezes nem entendemos como ou o porquê queremos ler aquela história. Nós só sentimos uma estranha necessidade de lê-la. É quase como se sentíssemos fome das palavras, dos personagens e do virar das páginas que sempre nos trazem algo novo para desfrutarmos. Sentimos saudade daquela vida que nem é nossa, mas vivemos cada palavra como se fosse.

Nada é mais natural que isso quando se leva uma vida, ou melhor, as várias vidas de um leitor.

Essa vai ser uma nova coluna daqui do blog e essa primeira postagem é só uma introdução do que ela virá abordar. 

Xoxo,

Julliana.

Eu♥Resenhas: Alice no País das Maravilhas


Título Original: "Alice in Wonderland".
Autor: Lewis Carroll.
Ano: 2010.
Número de Páginas: 317 páginas.
Editora: Jorge Zahar
Edição: 1ª Edição.
Tradução: Maria Luiza X. de A. Borges


  Alice no País das Maravilhas conta a história de uma menina que, ao perseguir um coelho branco curiosamente vestido de paletó e segurando um relógio, cai em uma toca e vai parar em um lugar fantástico e onírico. 


  A primeira vista achamos que a Terra das Maravilhas na verdade não passa de um lugar completamente louco e, de certa forma, não estamos completamente errados. Esse clássico inglês é muito mais que um conto para crianças, a história possui enigmas e poemas da era vitoriana que escapam muitas vezes dos olhos até dos leitores mais atentos. Certamente é uma das obras mais complexas na questão significativa das passagens que tive oportunidade de ler. Os livros por si só já possuem inúmeros significados, mas Alice, ah, em Alice certamente há muito mais do que mil. Acredito que essa obra de Lewis seja atemporal e, por isso, devemos relê-la após alguns anos para tentarmos arrancar outra interpretação e, quem sabe, descobrir novas coisas e desvendar algumas passagens desse louco mundo das maravilhas.


  Da última vez que tive o prazer de lê-la, tive Alice como uma menina inocente que aos poucos vai crescendo e entrando nesse mundo louco dos adultos, mas sem perder sua ingenuidade. As coisas que nos parecem insanas por um lado, de certa forma soam naturais pelo outro. Analisando friamente, temos dentro da história pessoas que vemos no nosso dia-a-dia, mas de maneira mais estereotipada, digamos assim. Alice não consegue entender ou mesmo compreender tudo o que se passa naquele "mundo fantástico" justamente porque ela não faz parte dele. De certa forma, o país das maravilhas soa até de forma irônica uma vez que Alice não quer ficar ali, apenas procura o caminho de volta para casa. De certa forma, a personagem me fez lembrar de quando eu era criança e tentava entender como funcionava o mundo dos "adultos". Fez-me lembrar o quão fantástico e assustador aquilo tudo parecia.

  A pequena Alice passa por várias crises de identidade devido as transformações que seu corpo e ela mesma passam enquanto ela tenta descobrir como pode fazer para sair dali. Um dos trechos que mais ilustram essas questões existenciais da Alice se dá quando ela encontra a Lagarta:

  “Quem é você?”, perguntou a Lagarta.

     Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
     “O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”
     “Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
     “Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
     “Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”
     “Não é”, discordou a Lagarta.
     “Bem, talvez você não ache isso ainda”, Alice afirmou, “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia, sabe — e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?”
     “Nem um pouco”, disse a Lagarta.
     “Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes”, finalizou Alice, “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.”
     
  Temos várias figuras de adultos caricatos na história como, por exemplo, o coelho que está sempre sem tempo e correndo para algum compromisso e a rainha de copas que representa o adulto autoritário e que mesmo sem razão, acha que é correto em tudo o que faz.

  É difícil definir essa história porque Alice passa por tantas coisas diferentes e fantasiosas que ilustram tantas situações que fica complicado estabelecer alguma definição. Até porque não deve existir uma definição propriamente dita. Afinal essa obra trabalha um estilo "sem sentido" mesmo. Há muitas metáforas nas entrelinhas, algumas que nós talvez nem percebamos da maneira que Lewis teve a intenção de colocar e outras que só fazem sentido em inglês.

  Um dos meus personagens favoritos é o gato que sempre aparece nos momentos mais inoportunos e com frases enigmáticas. Um dos personagens mais curiosos em minha humilde opinião é o gato de Cheshire junto ao chapeleiro e a Lebre de Março. O capítulo “Um chá maluco” é um dos meus favoritos.

“Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretanto ele apenas sorriu um pouco mais. “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”

     “Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
     “Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
     “Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
     “...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
     “Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
     Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
     “Que tipo de gente vive lá?”
     “Naquela direção”, o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo, “vive o Chapeleiro, e naquela”, apontando a outra pata, “vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos.”
     “Mas eu não quero ficar entre gente maluca”, Alice retrucou.
     “Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
     “Como você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice.
     “Você deve ser”, afirmou o Gato, “ou então não teria vindo para cá.”
Mas o que podemos dizer além do que já foi dito? Alice é um livro para todas as idades e gêneros, um livro que todos deveriam ler ao menos uma vez na vida. Àqueles que ainda não leram, só posso desejar boa leitura! :D

Xoxo,

Julliana.

Prêmio Benvirá de Literatura

Bom dia, queridos amigos, irmãos, camaradas! Hoje eu vim trazer uma ótima notícia para os aspirantes a escritores que desejam apenas uma oportunidade nesse mercado tão concorrido e uma chance para mostrar que suas histórias valem à pena.

Esse é o Segundo Prêmio Benvirá de Literatura. Para os que não sabem, a Benvirá é um selo da Editora Saraiva.

O concurso tem a intenção de revelar os novos talentos e promover a Literatura Nacional (coisa que nós do Eu♥Livros prezamos muito) Vale ressaltar que esse concurso se estende aos autores iniciantes também, a exigência quanto ao original é apenas que ele seja de ficção e inédito (sem publicação anterior) podendo assim, participar também outros autores com obras publicadas. A restrição é de apenas 1 original por autor, escrito (obviamente) em língua portuguesa. A temática é livre.

O livro selecionado será publicado e distribuído em todo país.

O prêmio, além da publicação, será de R$30.000,00 brutos.

As inscrições vão de 09/08/2012 até 30/11/2012 e deverão ser feitas através do site da Benvirá (http://www.benvira.com.br)

Para mais informações, leia o regulamento.


 

 Xoxo,

Julliana Passos. 

Coluna CNA: A Profecia de Hedhen

Nascida em Fortaleza, no Ceará, licenciada em História, a autora Cristina Aguiar, escreve desde criança. Suas primeiras tentativas consistiam em tentar recriar diálogos de filmes que gostava. Depois, passou a criar histórias próprias tentando dar continuidade a esses filmes. Aos dezessete anos já se aventurava a fazer esboços na procura de uma história ideal. Acumulou vários cadernos com fragmentos de textos que nunca foram para frente. Viajantes foi o primeiro livro que conseguiu terminar, mas acabou encostando-o na gaveta, apesar da opinião favorável daqueles que o leram. Aconteceu o mesmo com A Tenda Peregrina, um romance juvenil sobre um grupo de jovens arqueólogos que parte em busca de um artefato bíblico. Quanto ao livro A Profecia de Hedhen, foi um sonho realizado. Ele é a soma de várias experiências que deram certo e o início de uma saga cujo terceiro volume já está sendo escrito.











SINOPSE:

 

     Os Tronos eram forças que reinavam nos dias antigos com o título de “Luminares”, e através deles, a luz era derramada por todos os povos, espalhando sua sabedoria, justiça e paz. Mas as trevas, infelizmente, começaram a entrar naquele mundo e corromper os corações. Os Tronos foram enfraquecendo, e para manter a esperança eles criaram a Profecia, antes que sua luz fosse apagada de vez. A Profecia falava do retorno dos Tronos em dias futuros, onde este já seria dominado pelas trevas. Os três sinais dos “Luminares” estariam marcados nos corpos daqueles destinados a receber essa luz ancestral e poderosa. Dos três, um deveria assegurar o cumprimento dessa Profecia, sem se importar com as conseqüências; o outro deveria sacrificar a própria vida em troca da vitória; apenas um permaneceria oculto para sua própria segurança, pois em suas mãos repousaria o Cetro de Luz, símbolo dos antigos Tronos.
      Será que essas três pessoas, portadoras dos poderosos sinais, teriam forças para lutar contra o mal e trazer de volta a sabedoria, justiça e paz dos dias antigos?

DADOS SOBRE A OBRA:

 

     O livro é ambientado em um fictício mundo matriarcal, onde homens e mulheres vivem de forma igualitária, exercendo as mesmas funções. A discussão religiosa que engloba a rivalidade entre a deusa que exige sacrifícios e o Pai-Criador, é um ponto importante que ajuda a ilustrar o enredo. Sem a intenção de criar um debate teológico, esse fato vem apenas complementar o cenário épico próprio de um mundo fantástico onde se desenvolve uma luta eterna do Bem contra o Mal.
     É, por fim, uma história épica, onde a presença da “mulher guerreira” é constante.
A autora estará autografando esse sucesso no stand JR78 no sábado 19/08
às 19:00 hrs
 

Não percam, essa Bienal vai dar o que falar!

Beijokas
Roxane Norris




Eu♥Filmes: O Diário da Princesa


Estava eu ontem no sebo quando, lindamente reencontrei um lindo livro da minha juventude: O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Meus olhos brilharam com o preço e a qualidade do estado que o livro estava, com isso, não resisti e comprei!

Qual não foi a coincidência quando nesses dias, assistindo à TV, descubro que o filme passará na sessão da tarde! Olhinhos brilhando em dobro. Não resisti em assistir pela, sei lá, n-zésima vez!

A história é sobre uma garota comum americana que é deslocada e “invisível” (como ela mesma gosta de dizer); e que, da noite para o dia, se descobre princesa de um pequeno país na Europa. Daí começa toda a confusão, especialmente quando aceita tomar lições de etiqueta e estética para se tornar uma verdadeira princesa, enquanto decide se é isso mesmo que quer para sempre na sua vida.

Destaque para a estreante Anne Hathaway em seu primeiro papel no cinema, onde não nos desapontou e fez um maravilhoso trabalho no papel de Amélia “Mia” Thermopolis, demonstrando um talento promissor para a época. E para a digníssima Julie Andrews, no papel da Rainha Clarisse Rinaldi, nos presenteando com uma bela atuação com todo o porte de uma rainha diva e benevolente. Eu AMARIA ter uma avó-rainha diva assim!

Uma gracinha. Essa é a melhor palavra para descrevê-lo. O filme cumpre bem o seu papel de comédia romântica infanto-juvenil. Tem todos aqueles elementos que as adolescentes adoram: a menina excluída, “feia” (na verdade, é apenas mal cuidada) e deslocada; o popular; a malvada, loira e cheerleader; a melhor amiga doida e o excluído, bonitinho que gosta dela pelo que ela é.

O filme é o clássico High School americano, apenas com o diferencial do sonho (pra não dizer fantasia) que quase toda pré-adolescente tem. Por isso, para que todas nós possamos nos identificar, algo mágico precisa acontecer para termos aquela sensação: “Ei! Eu já sonhei com isso!”. Afinal, quem nunca sonhou que sua vida não era só aquela mesmice da escola, e sim se descobrir especial como, por exemplo, uma princesa?!

Vale fazer a ressalva: O filme não é uma adaptação do livro e sim uma história baseada na série original. A diferença é que, numa adaptação, o filme é mais fiel ao livro, apenas o moldando e adaptando para que fique algo interessante no cinema. E quando um filme é apenas baseado, ele é feito utilizando a ideia principal e alguns elementos indispensáveis, podendo ser moldado de outra maneira bem diferente dos livros. (Podemos perceber isso também pelo fato da série ter dez livros, e só ter saído dois filmes).

Contudo, mesmo com VÁRIOS elementos diferentes do livro no filme, esse não perde sua originalidade e qualidade.

Continua sendo recomendadíssimo para quem quer ver um filme sessão da tarde e suspirar se imaginando uma princesa. E, para quem já viu e gostou, seria interessante ler os livros, pois é uma leitura calma e gostosa.

Não acho que se arrependerão mesmo sendo juvenil.



Beijos,

Isabela Lima.
 
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